Espanha diz que diálogo com Cuba é melhor que sanções; corpo de Orlando Zapata foi enterrado hoje.
GENEBRA - O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, pediu nesta quinta-feira, 25, a libertação de todos os presos políticos cubanos. O corpo do ativista Orlando Zapata, morto na terça após uma greve de fome de 85 dias, foi enterrado hoje na ilha.
A Espanha, que ocupa a presidência rotativa da União Europeia, tem tentado melhorar as relações com o regime dos irmãos Castro. O ministro de Relações Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, afirmou hoje que o diálogo com o regime castrista é a melhor maneira de promover o respeito dos direitos humanos na ilha.
Para Moratinos, que comentou o assunto após a morte do dissidente Orlando Zapata na última terça-feira, já ficou provado que uma política de sanções e isolamento não surte os efeitos desejados.
Durante uma reunião com os presidentes das Comissões de Assuntos Exteriores dos países da União Europeia (UE), o chanceler espanhol foi questionado pelo representante lituano se valeria a pena rever a política para Cuba.
Moratinos respondeu dizendo que a Espanha continuará apostando no diálogo. Mas admitiu que essa política "tem suas dificuldades", em referência à morte de Zapata após 85 dias de greve de fome.
Após lamentar o ocorrido, Moratinos pediu "liberdade absoluta para os prisioneiros políticos e de consciência, além da defesa dos direitos humanos" em Cuba.
"Continuaremos batalhando por esse objetivo", frisou o ministro, segundo quem, "logicamente", a Espanha quer "resultados".
Fontes: O ESTADO - Efe
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Mãe reclama de repressão em enterro de preso político em Cuba e Itamaraty finge que não vê
Orlando Zapata morreu na véspera da visita do presidente Lula à ilha
Membros da oposição cubana se reúnem em uma vigília simbólica em memória de Orlando Zapata, que morreu após greve de fome;; um deles segura cartaz com a foto do dissidente
O preso político Orlando Zapata, que morreu na terça-feira (23) após uma greve de fome de dois meses e meio, foi enterrado nesta quinta-feira (25) na cidade de Banes, 850 km ao leste de Havana, sob intensa vigilância dos agentes de segurança e em meio a prisões domiciliares, contou a mãe do dissidente, Rosa Tamayo.
Zapata, um pedreiro de 42 anos, morreu no hospital de Havana para o qual foi transferido da prisão por causa das sequelas da greve de fome que iniciou em dezembro para protestar contra as condições carcerárias. Ele morreu na véspera da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve ontem na ilha.
Acompanhada de dezenas de pessoas, Rosa Tamayo, de 60 anos, esteve à frente do cortejo, num percurso de poucos quilômetros, de sua casa ao cemitério de Banes, para onde o corpo foi levado em carro fúnebre.
Muito emocionada, ela disse por telefone dessa localidade na província oriental de Holguín:
- Acabamos de sepultá-lo, muitos irmãos [dissidentes] me acompanharam, mas sofremos repressões até o último instante do percurso. Queríamos carregar meu filho nos braços, mas não pudemos.
Em ato incomum, o presidente cubano Raúl Castro lamentou nesta quarta-feira a morte de Zapata, mas irritou mais uma vez a comunidade internacional ao negar a prática de torturas em Cuba. Ele responsabilizou por esse tipo de situação o governo dos Estados Unidos, a quem acusou de financiar a oposição com cerca de R$ 92 milhões (R$ US$ 50 milhões) anuais.
Tamayo, que teve a casa vigiada por dezenas de agentes de segurança, afirmou:
- A morte de meu filho tem que me dar muita força, valor. Esta mãe não admite nenhuma mensagem de condolências de Raúl Castro, porque eles mataram meu filho.
Zapata considerado pela Anistia Internacional um dos 55 "prisioneiros de consciência" dos 200 presos políticos de Cuba.
Logo após a morte, mais de 30 dissidentes foram detidos temporariamente, muitos em suas casas, para impedir que participassem do funeral, segundo Elizardo Sánchez, da Comissão de Direitos Humanos (CCDHRN), considerada ilegal no país.
A polícia se posicionou nos arredores da casa de Rosa Tamayo, na funerária, no cemitério e na entrada da aldeia, relatou Berta Soler, do grupo Damas de Branco, formada por esposas de presos políticos. Berta foi a Banes junto com outras opositoras, como Martha Beatriz Roque, para expressar condolências.
Em Havana, presos políticos já libertados e opositores colocaram faixas negras nas portas de suas casas e acenderam velas diante de um retrato de Zapata. Isso aconteceu na residência de Laura Pollán, uma das líderes das Damas de Branco, que abriu um livro de mensagens de pêsames. O livro já registrava 135 assinaturas.
“Que esta atrocidade lance luz sobre os presos de consciência e por motivos políticos que ainda estão nos cárceres cubanos", escreveu no livro Yoani Sánchez, que se tornou famosa por seu blog.
Zapata é o primeiro preso político a morrer nas prisões da ilha desde 1972, quando morreu o dissidente Pedro Luis Boitel, depois de 53 dias de greve de fome.
Mulher assina livro de condolências pela morte do dissidente Orlando Zapata, que morreu após uma greve de fome de 85 dias na véspera da visita de Lula/ Enrique De La Osa /Reuters
O preso político Orlando Zapata, que morreu após uma greve de fome de 85 dias, foi sepultado nesta quinta-feira (25) em Banes, 850 km ao leste de Havana, sob a vigilância de agentes de segurança e em meio a prisões domiciliares, denunciam os opositores.
Zapata, 42 anos, detido em 2003 e que cumpria 32 anos de condenações por desacato às autoridades, desordem, entre outras acusações, morreu na terça-feira (23) em um hospital de Havana. O velório aconteceu nesta quarta-feira (24), e o enterro foi programado pela mãe do dissidente para a manhã de hoje.
A morte de Zapata ocorreu um dia antes da chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ilha. Lula, que esteve ontem tanto com o presidente Raúl Castro quanto com o líder Fidel Castro, lamentou a morte, mas não criticou a situação dos direitos humanos em Cuba. Ele também negou ter recebido uma carta em que um grupo de dissidentes da ilha pedia para ser recebido pelo brasileiro.
Depois da morte, 30 dissidentes foram detidos provisoriamente, muitos em suas casas, pelos serviços de segurança cubanos para evitar a presença dos opositores no funeral. No entanto, vários conseguiram viajar a Banes, na província de Holguín.
A mãe de Zapata, Reina Tamayo, que acusou o governo de deixar o filho morrer e pediu mais pressão internacional pela liberdade dos presos políticos, denunciou que Banes está "sitiada".
A opositora María Antonia Hidalgo, que está em Holguín, capital provincial, disse por telefone.
- Estão nos impedindo de dar o último abraço na mãe e chorar nosso morto. Por isto fizemos um velório simbólico aqui em minha casa, que está vigiada.
Enquanto Banes aguardava o funeral, em Havana alguns ex-presos políticos e opositores colocaram fitas negras nas portas das casas e velas diante da foto de Zapata.
Apesar dos protestos internacionais, o governo de Cuba alega que não existem presos políticos no país e que os detidos enfrentam acusações por atos contra a segurança de Estado e da população.
Fontes: R7 - AFP - Reuters
Membros da oposição cubana se reúnem em uma vigília simbólica em memória de Orlando Zapata, que morreu após greve de fome;; um deles segura cartaz com a foto do dissidente O preso político Orlando Zapata, que morreu na terça-feira (23) após uma greve de fome de dois meses e meio, foi enterrado nesta quinta-feira (25) na cidade de Banes, 850 km ao leste de Havana, sob intensa vigilância dos agentes de segurança e em meio a prisões domiciliares, contou a mãe do dissidente, Rosa Tamayo.
Zapata, um pedreiro de 42 anos, morreu no hospital de Havana para o qual foi transferido da prisão por causa das sequelas da greve de fome que iniciou em dezembro para protestar contra as condições carcerárias. Ele morreu na véspera da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve ontem na ilha.
Acompanhada de dezenas de pessoas, Rosa Tamayo, de 60 anos, esteve à frente do cortejo, num percurso de poucos quilômetros, de sua casa ao cemitério de Banes, para onde o corpo foi levado em carro fúnebre.
Muito emocionada, ela disse por telefone dessa localidade na província oriental de Holguín:
- Acabamos de sepultá-lo, muitos irmãos [dissidentes] me acompanharam, mas sofremos repressões até o último instante do percurso. Queríamos carregar meu filho nos braços, mas não pudemos.
Em ato incomum, o presidente cubano Raúl Castro lamentou nesta quarta-feira a morte de Zapata, mas irritou mais uma vez a comunidade internacional ao negar a prática de torturas em Cuba. Ele responsabilizou por esse tipo de situação o governo dos Estados Unidos, a quem acusou de financiar a oposição com cerca de R$ 92 milhões (R$ US$ 50 milhões) anuais.
Tamayo, que teve a casa vigiada por dezenas de agentes de segurança, afirmou:
- A morte de meu filho tem que me dar muita força, valor. Esta mãe não admite nenhuma mensagem de condolências de Raúl Castro, porque eles mataram meu filho.
Zapata considerado pela Anistia Internacional um dos 55 "prisioneiros de consciência" dos 200 presos políticos de Cuba.
Logo após a morte, mais de 30 dissidentes foram detidos temporariamente, muitos em suas casas, para impedir que participassem do funeral, segundo Elizardo Sánchez, da Comissão de Direitos Humanos (CCDHRN), considerada ilegal no país.
A polícia se posicionou nos arredores da casa de Rosa Tamayo, na funerária, no cemitério e na entrada da aldeia, relatou Berta Soler, do grupo Damas de Branco, formada por esposas de presos políticos. Berta foi a Banes junto com outras opositoras, como Martha Beatriz Roque, para expressar condolências.
Em Havana, presos políticos já libertados e opositores colocaram faixas negras nas portas de suas casas e acenderam velas diante de um retrato de Zapata. Isso aconteceu na residência de Laura Pollán, uma das líderes das Damas de Branco, que abriu um livro de mensagens de pêsames. O livro já registrava 135 assinaturas.
“Que esta atrocidade lance luz sobre os presos de consciência e por motivos políticos que ainda estão nos cárceres cubanos", escreveu no livro Yoani Sánchez, que se tornou famosa por seu blog.
Zapata é o primeiro preso político a morrer nas prisões da ilha desde 1972, quando morreu o dissidente Pedro Luis Boitel, depois de 53 dias de greve de fome.
Vigilância e repressão cercam funeral de dissidente em Cuba
Mulher assina livro de condolências pela morte do dissidente Orlando Zapata, que morreu após uma greve de fome de 85 dias na véspera da visita de Lula/ Enrique De La Osa /ReutersO preso político Orlando Zapata, que morreu após uma greve de fome de 85 dias, foi sepultado nesta quinta-feira (25) em Banes, 850 km ao leste de Havana, sob a vigilância de agentes de segurança e em meio a prisões domiciliares, denunciam os opositores.
Zapata, 42 anos, detido em 2003 e que cumpria 32 anos de condenações por desacato às autoridades, desordem, entre outras acusações, morreu na terça-feira (23) em um hospital de Havana. O velório aconteceu nesta quarta-feira (24), e o enterro foi programado pela mãe do dissidente para a manhã de hoje.
A morte de Zapata ocorreu um dia antes da chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ilha. Lula, que esteve ontem tanto com o presidente Raúl Castro quanto com o líder Fidel Castro, lamentou a morte, mas não criticou a situação dos direitos humanos em Cuba. Ele também negou ter recebido uma carta em que um grupo de dissidentes da ilha pedia para ser recebido pelo brasileiro.
Depois da morte, 30 dissidentes foram detidos provisoriamente, muitos em suas casas, pelos serviços de segurança cubanos para evitar a presença dos opositores no funeral. No entanto, vários conseguiram viajar a Banes, na província de Holguín.
A mãe de Zapata, Reina Tamayo, que acusou o governo de deixar o filho morrer e pediu mais pressão internacional pela liberdade dos presos políticos, denunciou que Banes está "sitiada".
A opositora María Antonia Hidalgo, que está em Holguín, capital provincial, disse por telefone.
- Estão nos impedindo de dar o último abraço na mãe e chorar nosso morto. Por isto fizemos um velório simbólico aqui em minha casa, que está vigiada.
Presos colocam fitas negras nas portas
Enquanto Banes aguardava o funeral, em Havana alguns ex-presos políticos e opositores colocaram fitas negras nas portas das casas e velas diante da foto de Zapata.
Apesar dos protestos internacionais, o governo de Cuba alega que não existem presos políticos no país e que os detidos enfrentam acusações por atos contra a segurança de Estado e da população.
Fontes: R7 - AFP - Reuters
Em editorial, 'El Pais' critica Lula por falta de pressão sobre regime cubano
Morte de dissidente Orlando Zapata Tamayo seria 'teste para o Brasil e a comunidade internacional', afirma jornal espanhol.
Em editorial publicado nesta quinta-feira (25), o jornal espanhol "El País" criticou o presidente Luis Inácio Lula da Silva, afirmando que seu governo poderia exercer mais pressão sobre o regime cubano, em especial na área de defesa de direitos humanos.
O jornal cita a morte do dissidente cubano Orlando Zapata Tamayo em uma prisão, após 85 dias de greve de fome, dizendo que o incidente representa um teste decisivo para Lula e para a comunidade internacional.
O periódico diz que Lula, na condição de líder e porta-voz regional, deveria ter se pronunciado sobre a morte de Zapata, que ocorreu no dia da chegada do presidente a Cuba.
"O silêncio de Lula diante de uma ditadura como a castrista...mancharia o que ele representa, que é tão importante para a América Latina e, na medida em que o Brasil estabelece sua posição de potência emergente, para o resto do mundo."
Durante sua visita a Cuba, Lula negou ter recebido uma carta com um pedido de apoio supostamente entregue por um grupo de dissidentes do regime cubano, e afirmou que teria conversado com os dissidentes se eles tivessem solicitado um encontro.
"Se eles tivessem pedido para conversar comigo, eu teria conversado com eles, qualquer presidente teria conversado com eles. Nós não nos recusamos a conversar", disse.
Para o jornal, a visita a Havana seria uma "oportunidade de demonstrar que o crescente papel internacional do Brasil não significa sacrificar o principal capital político que ele (Lula) arrecadou: a opção por uma esquerda capaz de oferecer progresso e bem-estar diante do fortalecimento e gestão das instituições e procedimentos democráticos", afirma o jornal.
Segundo o "El País", a morte do prisioneiro político, que protestava contra maus tratos sofridos na prisão e só recebeu ajuda médica quando sua saúde estava tão deteriorada que o fim era irreversível, é razão para forte condenação ao regime cubano, "a ditadura mais longa da América Latina e uma das que mais coíbe a liberdade da história do continente".
O jornal lembra ainda que um grupo de dissidentes cubanos entregou uma carta a Lula pedindo ao presidente que interceda pela sorte dos presos.
"O compromisso que o Brasil tem demonstrado com os direitos humanos já seria suficiente para justificar esta ação, mas a morte de Zapata a torna inevitável."
O jornal lembra que o mito da revolução cubana para parte da esquerda latino-americana torna difícil o trato com Havana para qualquer governo, sobretudo para o governo brasileiro.
"Mas as dificuldades para administrar as relações com este mito não podem levar a fechar os olhos diante dos abusos de poder que se cometem em Cuba, e que neste caso resultaram na morte de um preso político."
BGN: A atitude de Lula e de seu governo, não é surpresa, pois afinal os petistas so defendem os direitos humanos dos ´´ companheiros´´. Os outros para eles, são apenas animais sem valor algum.
Fontes: G1 - BBC
Em editorial publicado nesta quinta-feira (25), o jornal espanhol "El País" criticou o presidente Luis Inácio Lula da Silva, afirmando que seu governo poderia exercer mais pressão sobre o regime cubano, em especial na área de defesa de direitos humanos.
O jornal cita a morte do dissidente cubano Orlando Zapata Tamayo em uma prisão, após 85 dias de greve de fome, dizendo que o incidente representa um teste decisivo para Lula e para a comunidade internacional.
O periódico diz que Lula, na condição de líder e porta-voz regional, deveria ter se pronunciado sobre a morte de Zapata, que ocorreu no dia da chegada do presidente a Cuba.
"O silêncio de Lula diante de uma ditadura como a castrista...mancharia o que ele representa, que é tão importante para a América Latina e, na medida em que o Brasil estabelece sua posição de potência emergente, para o resto do mundo."
Durante sua visita a Cuba, Lula negou ter recebido uma carta com um pedido de apoio supostamente entregue por um grupo de dissidentes do regime cubano, e afirmou que teria conversado com os dissidentes se eles tivessem solicitado um encontro.
"Se eles tivessem pedido para conversar comigo, eu teria conversado com eles, qualquer presidente teria conversado com eles. Nós não nos recusamos a conversar", disse.
Para o jornal, a visita a Havana seria uma "oportunidade de demonstrar que o crescente papel internacional do Brasil não significa sacrificar o principal capital político que ele (Lula) arrecadou: a opção por uma esquerda capaz de oferecer progresso e bem-estar diante do fortalecimento e gestão das instituições e procedimentos democráticos", afirma o jornal.
Segundo o "El País", a morte do prisioneiro político, que protestava contra maus tratos sofridos na prisão e só recebeu ajuda médica quando sua saúde estava tão deteriorada que o fim era irreversível, é razão para forte condenação ao regime cubano, "a ditadura mais longa da América Latina e uma das que mais coíbe a liberdade da história do continente".
O jornal lembra ainda que um grupo de dissidentes cubanos entregou uma carta a Lula pedindo ao presidente que interceda pela sorte dos presos.
"O compromisso que o Brasil tem demonstrado com os direitos humanos já seria suficiente para justificar esta ação, mas a morte de Zapata a torna inevitável."
O jornal lembra que o mito da revolução cubana para parte da esquerda latino-americana torna difícil o trato com Havana para qualquer governo, sobretudo para o governo brasileiro.
"Mas as dificuldades para administrar as relações com este mito não podem levar a fechar os olhos diante dos abusos de poder que se cometem em Cuba, e que neste caso resultaram na morte de um preso político."
BGN: A atitude de Lula e de seu governo, não é surpresa, pois afinal os petistas so defendem os direitos humanos dos ´´ companheiros´´. Os outros para eles, são apenas animais sem valor algum.
Fontes: G1 - BBC
Lula nega ter recebido pedido de ajuda de dissidentes cubanos
Dissidentes dizem ter enviado carta para que ele intercedesse. Em Havana, Lula lamentou morte de preso em greve de fome.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta quarta-feira (24), em Cuba, que tivesse recebido uma carta de organismos de defesa de direitos humanos e dissidentes cubanos para que interviesse no caso do encanador Orlando Zapata, que morreu na prisão nesta terça após cerca de dois meses de greve de fome.
“Se eles são dissidentes de Cuba e agora querem ser dissidentes do Lula não tem problema nenhum. As pessoas precisam parar de fazer carta, guardarem pra si e depois dizer que mandaram pros outros”, disse o presidente brasileiro, que se reuniu nesta quarta-feira com seu colega cubano Raúl Castro e o irmão dele, Fidel.
“A pessoa só pode dizer que mandou a carta pro presidente se a carta foi protocolada. Na verdade eu não recebi carta. Se tivesse pedido pra mim pra conversar, teria conversado. Nós não nos recusamos a conversar”, disse Lula.
BGN: Francamente, o asunto era de conhecimento público antes da viagem. Portanto, a declaração presidencial cai por terra.
O presidente brasileiro disse lamentar a morte de Zapata. “Temos que lamentar, como ser humano, alguém que morreu, que decidiu fazer uma greve de fome, que vocês sabem que sou contra porque fiz”, declarou, fazendo uma referência a uma greve de fome que promoveu quando esteve preso, na década de 80, durante a ditadura militar.
Fonte: G1 - TV Globo / Claúdia Bomtempo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta quarta-feira (24), em Cuba, que tivesse recebido uma carta de organismos de defesa de direitos humanos e dissidentes cubanos para que interviesse no caso do encanador Orlando Zapata, que morreu na prisão nesta terça após cerca de dois meses de greve de fome.
“Se eles são dissidentes de Cuba e agora querem ser dissidentes do Lula não tem problema nenhum. As pessoas precisam parar de fazer carta, guardarem pra si e depois dizer que mandaram pros outros”, disse o presidente brasileiro, que se reuniu nesta quarta-feira com seu colega cubano Raúl Castro e o irmão dele, Fidel.
“A pessoa só pode dizer que mandou a carta pro presidente se a carta foi protocolada. Na verdade eu não recebi carta. Se tivesse pedido pra mim pra conversar, teria conversado. Nós não nos recusamos a conversar”, disse Lula.
BGN: Francamente, o asunto era de conhecimento público antes da viagem. Portanto, a declaração presidencial cai por terra.
O presidente brasileiro disse lamentar a morte de Zapata. “Temos que lamentar, como ser humano, alguém que morreu, que decidiu fazer uma greve de fome, que vocês sabem que sou contra porque fiz”, declarou, fazendo uma referência a uma greve de fome que promoveu quando esteve preso, na década de 80, durante a ditadura militar.
Fonte: G1 - TV Globo / Claúdia Bomtempo
Ao lado de Lula, Raúl lamenta morte de dissidente e culpa EUA
EUA e UE lamentam episódio e defendem libertação de presos políticos em Cuba e fim da repressão na ilha. Brasil se omite covardemente.
HAVANA - O presidente cubano, Raúl Castro, lamentou nesta quarta-feira, 24, a morte do dissidente Orlando Zapata,falecido na terça após uma greve de fome de mais de dois meses. Raúl conversou com jornalistas durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de quem inaugurou obras no país.
A obra está localiada no Porto de Mariel, a 50 quilômetros a oeste de Havana. Juntos, eles vistoriaram obras que serão financiadas pelo Brasil.
"Lamentamos muitíssimo (a morte). Isso é resultado dessa relação com os Estados Unidos", disse Castro, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da SIlva, que visita Cuba.
Castro disse ainda que muitos outros cubanos também haviam morrido vítimas do que chamou de "terrorismo de Estado", que seria, segundo ele, praticado pelo governo americano.
BGN: O regime assassino de Cuba mata as pessoas e culpa os outros.
O líder cubano disse também que nunca assassinou ninguém. "Não assassinamos ninguém, aqui ninguém foi torturado, mas sim na (vizinha, de posse americana) base de Guantánamo, não em nosso território."
BGN: Mente e nem fica vermelho
Ele disse ainda que está disposto a discutir com o governo americano "todos os problemas que eles tiverem". "Repito três vezes, todos, todos, todos. Mas não aceitamos se não for em absoluta igualdade."
Castro criticou ainda a imprensa que "só publica o que os donos querem". "Aqui não há uma máxima liberdade de expressão, mas se os Estados Unidos nos deixarem em paz, poderá haver", disse.
A chancelaria cubana também lamentou a morte do ativista em comunicado. "O presidente Raúl Castro lamentou a morte do preso cubano Orlando Zapata Tamayo, morto ontem depois de entrar em uma greve de fome", diz o texto.
O governo brasileiro vai evitar fazer comentários sobre a morte do ativista Orlando Zapata, ocorrida ontem depois de 85 dias de greve de fome em protesto contra o governo cubano. O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, repetiu as palavras do presidente de Cuba, Raul Castro, na entrevista, classificando como lamentável o episódio e acrescentando que "há problemas de direitos humanos no mundo inteiro".
Mais cedo, quando estava ao lado de Raul Castro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se recusou a fazer qualquer comentário sobre o episódio ao ser questionado pela imprensa sobre a morte de Zapata e sobre problemas de direitos humanos em Cuba.
O presidente limitou-se a dizer que falaria mais tarde. A expectativa, no entanto, é que isso não deve ocorrer por causa da preocupação do governo brasileiro em não interferir em assuntos internos de Cuba.
BGN: Lula nada diz por três motivos: porque é esquerdista amiguinho de Fidel e porque a política externa brasileira é covarde e imoral.
Mais cedo, os EUA e a União Europeia condenaram a morte de Zapata. O porta-voz do departamento de Estado americano PJ Crowley disse que o governo do presidente Barack Obama está profundamente entristecido com a morte do oposicionista e que o caso foi tratado por diplomatas americanos em Havana na semana passada.
"O caso do senhor Zapata evidencia a injustiça de Cuba manter 200 prisioneiros políticos que deveriam ser soltos sem demora", disse.
Em Bruxelas, o porta-voz da Comissão Europeia (órgão executivo da UE) John Clancy também pediu a libertação dos presos políticos cubanos. "A Comissão Europeia lamenta a morte de Zapata e oferece suas condolências à família", disse.
Fonte: O ESTADO - G1 - TV Globo/Claudia Bomtempo
HAVANA - O presidente cubano, Raúl Castro, lamentou nesta quarta-feira, 24, a morte do dissidente Orlando Zapata,falecido na terça após uma greve de fome de mais de dois meses. Raúl conversou com jornalistas durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de quem inaugurou obras no país.
A obra está localiada no Porto de Mariel, a 50 quilômetros a oeste de Havana. Juntos, eles vistoriaram obras que serão financiadas pelo Brasil.
"Lamentamos muitíssimo (a morte). Isso é resultado dessa relação com os Estados Unidos", disse Castro, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da SIlva, que visita Cuba.
Castro disse ainda que muitos outros cubanos também haviam morrido vítimas do que chamou de "terrorismo de Estado", que seria, segundo ele, praticado pelo governo americano.
BGN: O regime assassino de Cuba mata as pessoas e culpa os outros.
O líder cubano disse também que nunca assassinou ninguém. "Não assassinamos ninguém, aqui ninguém foi torturado, mas sim na (vizinha, de posse americana) base de Guantánamo, não em nosso território."
BGN: Mente e nem fica vermelho
Ele disse ainda que está disposto a discutir com o governo americano "todos os problemas que eles tiverem". "Repito três vezes, todos, todos, todos. Mas não aceitamos se não for em absoluta igualdade."
Castro criticou ainda a imprensa que "só publica o que os donos querem". "Aqui não há uma máxima liberdade de expressão, mas se os Estados Unidos nos deixarem em paz, poderá haver", disse.
A chancelaria cubana também lamentou a morte do ativista em comunicado. "O presidente Raúl Castro lamentou a morte do preso cubano Orlando Zapata Tamayo, morto ontem depois de entrar em uma greve de fome", diz o texto.
Brasil evita comentários
O governo brasileiro vai evitar fazer comentários sobre a morte do ativista Orlando Zapata, ocorrida ontem depois de 85 dias de greve de fome em protesto contra o governo cubano. O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, repetiu as palavras do presidente de Cuba, Raul Castro, na entrevista, classificando como lamentável o episódio e acrescentando que "há problemas de direitos humanos no mundo inteiro".
Mais cedo, quando estava ao lado de Raul Castro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se recusou a fazer qualquer comentário sobre o episódio ao ser questionado pela imprensa sobre a morte de Zapata e sobre problemas de direitos humanos em Cuba.
O presidente limitou-se a dizer que falaria mais tarde. A expectativa, no entanto, é que isso não deve ocorrer por causa da preocupação do governo brasileiro em não interferir em assuntos internos de Cuba.
BGN: Lula nada diz por três motivos: porque é esquerdista amiguinho de Fidel e porque a política externa brasileira é covarde e imoral.
Repercussão internacional
Mais cedo, os EUA e a União Europeia condenaram a morte de Zapata. O porta-voz do departamento de Estado americano PJ Crowley disse que o governo do presidente Barack Obama está profundamente entristecido com a morte do oposicionista e que o caso foi tratado por diplomatas americanos em Havana na semana passada.
"O caso do senhor Zapata evidencia a injustiça de Cuba manter 200 prisioneiros políticos que deveriam ser soltos sem demora", disse.
Em Bruxelas, o porta-voz da Comissão Europeia (órgão executivo da UE) John Clancy também pediu a libertação dos presos políticos cubanos. "A Comissão Europeia lamenta a morte de Zapata e oferece suas condolências à família", disse.
Fonte: O ESTADO - G1 - TV Globo/Claudia Bomtempo
Lula chega a Cuba para se reunir com Fidel e Raúl Castro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou nesta terça-feira a Havana para se reunir com o presidente cubano, Raúl Castro, e seu irmão e antecessor, Fidel.
Lula estava em Playa del Carmen (México), onde participou da cúpula do Grupo do Rio. Ele foi recebido no aeroporto pelo ministro cubano de Exteriores, Bruno Rodríguez, entrou em um carro rumo ao centro de Havana e partiu sem dar declarações à imprensa.
O governo brasileiro afirma que a visita a Cuba é um "reencontro de velhos amigos". Fidel, que não aparece em público desde que adoeceu em 2006 e deixou o comando nas mãos de irmão mais novo, Raúl, continua sendo primeiro-secretário do Partido Comunista.
Assim como nas três visitas oficiais de Lula a Cuba na condição de presidente do Brasil, não serão realizadas reuniões com a oposição da ilha.
O presidente brasileiro chegou poucas horas depois da morte, em Havana, do preso político cubano Orlando Zapata Tamayo, após 85 dias em greve de fome, segundo fontes da oposição.
Cerca de 50 dissidentes presos ou com "licença penal" por razões de saúde, pediram a Lula, por carta, que interceda por suas liberdades quando se encontrar com os irmãos Castro, e mencionavam em particular o caso do Tamayo, um pedreiro.
Os presidiários acreditam que Lula pode ser "um magnífico interlocutor para fazer com que o governo cubano decida fazer as reformas econômicas, políticas e sociais que o país necessita com urgência; avançar no respeito aos direitos humanos; conseguir a reconciliação nacional e tirar a nação da profunda crise em que se encontra".
Brasil e Cuba estreitaram as relações políticas e comerciais nos últimos anos, e o governo brasileiro tem vários programas de cooperação e financiamento para obras de infraestrutura na ilha.
Antes das reuniões com Fidel e Raúl Castro, Lula visitará as obras de ampliação do porto de Mariel, na região de Havana que recebeu um crédito de US$ 150 milhões do Brasil, valor que pode chegar a US$ 500 milhões.
As reuniões de Lula com Fidel e Raúl Castro estão agendadas para esta quarta-feira. Depois da visita a Cuba, a agenda do presidente prevê viagens ao Haiti e a El Salvador.
O prisioneiro político cubano Orlando Zapata, 44, morreu hoje em um hospital de Havana, em Cuba, após 85 dias de greve de fome em protesto às suas condições de detenção. O episódio causou comoção na dissidência cubana só um dia antes de o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, visitar o país.
Lula já avisou que, a exemplo das outras três visitas oficiais que fez à ilha, não irá se reunir com os dissidentes, que cobram pressão sobre o governo do presidente Raúl Castro, irmão do ex-ditador Fidel Castro, sobre direitos humanos.
Preso desde março de 2003, Zapata foi internado no hospital Hermanos Ameijeiras na noite de ontem (22), conforme Laura Pollán, do grupo de mulheres de presos políticos Damas de Branco. O quadro clínico que provocou sua morte ainda não foi divulgado.
De acordo com a Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Zapata é o primeiro preso político cubano a morrer na prisão desde a década de 1970. Ele foi um dos 65 cubanos considerados presos de consciência pela Anistia Internacional. Zapata havia sido inicialmente sentenciado a três anos de prisão, mas sucessivas outras condenações elevaram a pena a mais de 25 anos.
"É uma grande tragédia para sua família e má notícia para todos os movimentos de defesa dos direitos do Homem, mas também para o governo, que deverá pagar o preço político da morte", declarou à AFP Elizardo Sanchez, líder da Comissão --uma organização ilegal, mas tolerada pelo poder cubano.
"Trata-se de um assassinato virtual, premeditado", afirmou Sanchez acusando as autoridades de terem demorado em oferecer cuidados ao dissidente.
Por meio do Twitter, a blogueira cubana Yoani Sánchez afirmou que seu telefone foi desligado e disse ver no problema "uma forma de evitar que nos informemos da indignação gerada pela morte de Zapata Tamayo".
O governo cubano não reconhece a existência de presos políticos no país --cerca de 200, segundo a dissidência- pois os considera "mercenários" a serviço dos Estados Unidos.
No último domingo, 50 dissidentes cubanos presos pediram em carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que interceda por sua liberdade no encontro previsto para esta quarta-feira (24) com o presidente cubano, Raúl Castro, e seu irmão e antecessor, Fidel.
Fontes: FOLHA - Efe
Opinião BGN
É uma vergonha Lula visitar ditadores árabes, africanos e agora Cuba e nunca ter visitado Israel, única democracia do Oriente Médio. Vergonha maior ainda, será não considerar os apelos dos presos políticos cubanos, vítimas de um regime totalitário.
Mas também o que esperar do governo petista e do Itamaraty, atualmente dominado por comunistas?
Lula estava em Playa del Carmen (México), onde participou da cúpula do Grupo do Rio. Ele foi recebido no aeroporto pelo ministro cubano de Exteriores, Bruno Rodríguez, entrou em um carro rumo ao centro de Havana e partiu sem dar declarações à imprensa.
O governo brasileiro afirma que a visita a Cuba é um "reencontro de velhos amigos". Fidel, que não aparece em público desde que adoeceu em 2006 e deixou o comando nas mãos de irmão mais novo, Raúl, continua sendo primeiro-secretário do Partido Comunista.
Assim como nas três visitas oficiais de Lula a Cuba na condição de presidente do Brasil, não serão realizadas reuniões com a oposição da ilha.
O presidente brasileiro chegou poucas horas depois da morte, em Havana, do preso político cubano Orlando Zapata Tamayo, após 85 dias em greve de fome, segundo fontes da oposição.
Cerca de 50 dissidentes presos ou com "licença penal" por razões de saúde, pediram a Lula, por carta, que interceda por suas liberdades quando se encontrar com os irmãos Castro, e mencionavam em particular o caso do Tamayo, um pedreiro.
Os presidiários acreditam que Lula pode ser "um magnífico interlocutor para fazer com que o governo cubano decida fazer as reformas econômicas, políticas e sociais que o país necessita com urgência; avançar no respeito aos direitos humanos; conseguir a reconciliação nacional e tirar a nação da profunda crise em que se encontra".
Brasil e Cuba estreitaram as relações políticas e comerciais nos últimos anos, e o governo brasileiro tem vários programas de cooperação e financiamento para obras de infraestrutura na ilha.
Antes das reuniões com Fidel e Raúl Castro, Lula visitará as obras de ampliação do porto de Mariel, na região de Havana que recebeu um crédito de US$ 150 milhões do Brasil, valor que pode chegar a US$ 500 milhões.
As reuniões de Lula com Fidel e Raúl Castro estão agendadas para esta quarta-feira. Depois da visita a Cuba, a agenda do presidente prevê viagens ao Haiti e a El Salvador.
Preso político cubano morre após 85 dias de greve de fome
O prisioneiro político cubano Orlando Zapata, 44, morreu hoje em um hospital de Havana, em Cuba, após 85 dias de greve de fome em protesto às suas condições de detenção. O episódio causou comoção na dissidência cubana só um dia antes de o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, visitar o país.
Lula já avisou que, a exemplo das outras três visitas oficiais que fez à ilha, não irá se reunir com os dissidentes, que cobram pressão sobre o governo do presidente Raúl Castro, irmão do ex-ditador Fidel Castro, sobre direitos humanos.
Preso desde março de 2003, Zapata foi internado no hospital Hermanos Ameijeiras na noite de ontem (22), conforme Laura Pollán, do grupo de mulheres de presos políticos Damas de Branco. O quadro clínico que provocou sua morte ainda não foi divulgado.
De acordo com a Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Zapata é o primeiro preso político cubano a morrer na prisão desde a década de 1970. Ele foi um dos 65 cubanos considerados presos de consciência pela Anistia Internacional. Zapata havia sido inicialmente sentenciado a três anos de prisão, mas sucessivas outras condenações elevaram a pena a mais de 25 anos.
"É uma grande tragédia para sua família e má notícia para todos os movimentos de defesa dos direitos do Homem, mas também para o governo, que deverá pagar o preço político da morte", declarou à AFP Elizardo Sanchez, líder da Comissão --uma organização ilegal, mas tolerada pelo poder cubano.
"Trata-se de um assassinato virtual, premeditado", afirmou Sanchez acusando as autoridades de terem demorado em oferecer cuidados ao dissidente.
Por meio do Twitter, a blogueira cubana Yoani Sánchez afirmou que seu telefone foi desligado e disse ver no problema "uma forma de evitar que nos informemos da indignação gerada pela morte de Zapata Tamayo".
O governo cubano não reconhece a existência de presos políticos no país --cerca de 200, segundo a dissidência- pois os considera "mercenários" a serviço dos Estados Unidos.
No último domingo, 50 dissidentes cubanos presos pediram em carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que interceda por sua liberdade no encontro previsto para esta quarta-feira (24) com o presidente cubano, Raúl Castro, e seu irmão e antecessor, Fidel.
Fontes: FOLHA - Efe
Opinião BGN
É uma vergonha Lula visitar ditadores árabes, africanos e agora Cuba e nunca ter visitado Israel, única democracia do Oriente Médio. Vergonha maior ainda, será não considerar os apelos dos presos políticos cubanos, vítimas de um regime totalitário.
Mas também o que esperar do governo petista e do Itamaraty, atualmente dominado por comunistas?
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