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Incêndios afetam áreas contaminadas por radioatividade na Rússia

Fogo atingiu região de Briank, contaminada pela catástrofe de Chernobyl em 1986

Os incêndios florestais na Rússia atingiram as zonas contaminadas pela catástrofe nuclear de Chernobyl, região oeste do país, informou nesta quarta-feira (11) o site do serviço federal de defesa das florestas.

Incêndios florestais em terras contaminadas por substâncias radioativas foram registrados em 3.900 hectares.
Um funcionário do serviço disse que há mapas de contaminação (radioativa) e mapas dos incêndios.

Homem caminha em uma floresta incendiada na região de Golovanovo, na Rússia; fogo já atingiu áreas contaminadas por radioatividade/Natalia Kolesnikova/AFP

Fontes do Ministério de Situações de Emergência russo negaram no início da semana a existência de incêndios na região de Briansk, na fronteira com Ucrânia e Belarus, contaminada pela catástrofe de Chernobyl (1986).

O desastre de Chernobyl é considerado o pior acidente nuclear da história. O vazamento da usina de energia produziu uma nuvem de radioatividade que atingiu a Europa Central, a Escandinávia e Reino Unido. A contaminação foi 400 vezes maior que a bomba que foi lançada em Hiroshima, em 1945.

Incêndios florestais diminuem

O mesmo ministério anunciou que a superfície dos incêndios florestais que devastam o país diminuiu pouco mais da metade.

Um comunicado afirmou que nesta manhã há 612 focos de incêndio ativos em uma superfície de 92.700 hectares. Nesta terça-feira (10), as chamas cobriam 174 milhectares.

Um total de 165 mil funcionários do Ministério combate o fogo com a ajuda de 550 estrangeiros. Depois de quase duas semanas, os incêndios florestais mataram 54 pessoas. O ministério também informou ter desviado as águas do rio Oka para apagar incêndios na região de Moscou.

Uma chuva fina caiu nesta terça-feira (10) em Moscou, onde a fumaça dos incêndios nas áreas de vegetação pantanosa se dissipou um pouco, mas a meteorologia prevê que a trégua vai durar pouco.

O serviço meteorológico destacou que durante o dia, as temperaturas serão de três a cinco graus inferiores às registradas nos últimos dias, mas como a região de Moscou sofreu com 37 ºC nas últimas 72 horas, o calor vai prosseguir.

Fontes: R7- Agências

Família adotiva dos EUA 'devolve' menino russo de 7 anos em avião e provoca crise

Eles alegaram que o garoto era violento e ameaçou queimar casa. Governo russo fala em suspender adoções por famílias americanas.



O governo da Rússia ameaçou nesta sexta-feira (9) suspender todas as adoções feitas por famílias americanas, depois que um garoto russo de 7 anos, adotado por uma mulher do Tennessee, foi mandado sozinho para Moscou com passagem só de ida, com um "recado" explicando que ele era violento e tinha sérios problemas psicológicos.

O garoto, Artyom Savelyev, foi colocado no avião por sua avó adotiva, Nancy Hansen, da cidade de Shelbyville.

"Ele desenhou nossa casa queimando e disse a todo mundo que iria queimar a casa com a gente dentro", explicou ela. "Eu tinha de temer pela nossa segurança."

O chanceler da Rússia, Sergey Lavrov, disse que a atitude foi "a gota d'água" em uma série de problemas do gênero, incluindo três casos de crianças russas que morreram nos EUA.





Fontes: G1 - TV Globo - Agências

Para Obama, tratado é o primeiro passo para melhora de relações bilaterais

EUA e Rússia firmaram novo acordo de redução nuclear em Praga após meses de negociação


PRAGA - O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que o novo acordo de redução de armas estratégicas assinado nesta quinta-feira, 8, com o presidente russo, Dmitri Medvedev, foi apenas o primeiro passo do estreitamento das relações bilaterais entre os dois países, algo que deverá ser discutido ainda nesta ano com uma futura visita do mandatário europeu ao país americano.

"Nós discutimos a potencial expansão de nossa cooperação em prol do crescimento econômico, do comércio, dos investimentos e da inovação tecnológica. Espero discutir esses assuntos futuramente, quando o presidente Medvedev visitar os EUA ainda este ano", disse Obama após assinar o novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start, na sigla em inglês) em Praga, na República Checa.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, a visita de Medvedev deve ocorrer no meio do ano e será "o próximo passo para melhorar as relações bilaterais".

Obama também revelou o desejo de iniciar o diálogo de uma ainda maior redução de arsenais. "Como eu disse no ano passado em Praga, esse tratado será um marco inicial para os cortes. E avançando, esperamos discutir com a Rússia uma redução mútua de nossos arsenais estratégicos", disse o americano.

Segundo o mandatário dos EUA, Medvedev concordou em debater a questão do escudo antimísseis que os americanos pretendem instalar na europa, um assunto delicado entre as duas potências. "Isso incluirá mudanças regulares de informação sobre nossos objetivos. Eu pretendo iniciar um sério diálogo sobre a cooperação russo-americana na defesa envolvendo um escudo antimísseis", completou Obama.

Acordo só será viável se EUA não insistirem em escudo, diz Medvedev

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, comemorou o novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start, na sigla em inglês) assinado com o presidente dos EUA, Barack Obama, nesta quinta-feira, 7, em Praga, dizendo que o documento estabelece "um novo capítulo nas relações entre os dois países", mas ressalvou que "o pacto só será viável" se os EUA  não se mantiverem inflexíveis sobre a instalação de um escudo antimísseis na Europa.

Em entrevista coletiva após assinar o tratado na capital da República Checa, Medvedev celebrou o acordo ao lado de Obama.

As equipes dos presidentes negociavam um novo tratado desde antes de dezembro, quando o prazo do antigo Start, de 1991, havia expirado. "O documento mantém o equilíbrio de interesse de ambos os países. É uma situação ganhadora para todos, que beneficia toda a comunidade internacional", disse o presidente russo.

Medvedev, porém, disse que o tratado só terá validade caso os americanos não persistam na imposição de um escudo balístico no Leste Europeu, região tradicionalmente sob influência russa. "O acordo só será viável se os EUA não se mantiverem inflexíveis sobre o escudo, o que poderia alterar as forças na região", argumentou o líder russo.

O projeto dos EUA de instalar o sistema antimísseis foi um dos fatores que atrasou as negociações. Moscou via essa iniciativa como uma ameaça direta ao país, apesar de Washington citar que o alvo era apenas o Irã.

Segundo Obama, porém, os dois lados concordaram em ampliar as conversas sobre um plano de defesa dos EUA para a Europa. A Rússia já afirmou que pode desistir do novo tratado, caso se sinta ameaçada pelo sistema de defesa dos EUA.

Irã

Em, seu discurso, Medvedev se mostrou favorável à imposição de sanções "inteligentes" contra a proliferação nuclear no Irã que induzam "ao comportamento apropriado". "Precisamos de sanções para promover que um estado se comporte de forma apropriada. Que se comporte dentro das margens da legalidade internacional", indicou Medvedev.

O presidente russo indicou que é "lamentável" que o Irã não tenha contestado de maneira positiva às propostas construtivas que colocaram a comunidade internacional para que renuncie a seu atual programa nuclear, mas possa contar com energia atômica para fins pacíficos.

Medvedev afirmou que a conversa com Obama sobre possíveis sanções tinha sido "franca" e "aberta", mas lembrou que "as sanções quase nunca dão bons resultados". Por isso reiterou que estas "devem ser inteligentes" e dirigir-se contra a não-proliferação de armas nucleares e não criar "um problema humano" no Irã.

O programa nuclear iraniano, que Teerã afirma ser de fins pacíficos, mas que os EUA acreditam que procura fabricar bombas atômicas, formou um dos assuntos principais na conversa bilateral de entre Obama e Medvedev, de mais de hora e meia, antes da assinatura do acordo.

Fonte: O ESTADO (Com informações da Efe, da AP e da Reuters)

EUA e Rússia assinam tratado de redução de armas nucleares

Documento foi firmado por Barack Obama e Dimitri Medvedev em Praga. Eles voltaram a ameaçar Irã com sanções por conta do programa atômico.

Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Dimitri Medvedev, assinaram nesta quinta-feira (8) o novo tratado de redução de arsenais nucleares entre os dois países. O acordo foi assinado em Praga, na República Tcheca.

O acordo é fruto de intensas negociações bilaterais entre as potências e ex-rivais da Guerra Fria, que aconteceram em Genebra durante vários meses.

"Hoje é um marco importante para a segurança e a não-proliferação nuclear, e para as relações entre EUA e Rússia", disse Obama durante a cerimônia. Medvedev saudou a assinatura como um "evento histórico" que deve iniciar um novo capítulo de cooperação entre os países.

Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Dimitri Medvedev, durante a assinatura do tratado de desarmamento nuclear, nesta quinta-feira (8), no Castelo de Praga, na República Tcheca. (Foto: AFP)

Pelo documento, Rússia e Estados Unidos se comprometerão a reduzir o número de ogivas nucleares a 1.550 para cada país, o que representa uma queda de 74% em comparação ao limite do tratado START (de Strategic Arms Reduction Talks), assinado em 1991, que expirou no fim de 2009.

Irã

Os presidentes voltaram a pressionar o Irã, por conta do programa nuclear de Teerã. Eles disseram que o governo iraniano deve sofrer as consequências por insistir em manter o programa e não cooperar com as inspeções das Nações Unidas.

"Estamos trabalhando juntos no Conselho de Segurança da ONU para aprovar fortes sanções ao Irã, e não vamos tolerar ações que desconsiderem o Tratado de Não-Proliferação Nuclear", disse Obama.

Já Medvedev afirmou que as conversas com Obama sofre as sanções foram "francas e abertas".

"Infelizmente, o Irã não deu resposta a uma série de propostas construtivas. Não podemos fechar os olhos para isso. Não posso excluir que o Conselho de Segurança tenha de cuidar desse assunto", acrescentou o presidente russo.

Ratificação

Para entrar em vigor, o novo tratado deve ser ratificado pelos Parlamentos dos dois países.

O presidente Obama disse estar "confiante" de que o Congresso dos EUA vai aprovar o documento.

Nova doutrina dos EUA

Obama assinou o tratado 48 horas depois de ter anunciado uma nova doutrina nuclear, segundo a qual os Estados Unidos só recorrerão às armas nucleares "em circunstâncias extremas", para defender seus interesses vitais e os dos aliados.

No ano passado, o presidente dos EUA ganhou o Prêmio Nobel da Paz, e o comitê do prêmio mencionou seus esforço para deter a proliferação nuclear.

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 Fontes: G1- TV Globo - Agências

Venezuela e Rússia fecham acordo petrolífero bilionário no setor petroleiro

Proposta prevê criação de empresa binacional; Chávez reafirma intenção de parceria na área nuclear.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, formalizaram um acordo petrolífero bilionário, nesta sexta-feira, para a criação de uma empresa binacional de produção e extração de petróleo na faixa petrolífera do rio Orinoco, no norte do país.

Estima-se que as reservas desta faixa petrolífera, ainda em processo de certificação, tenha capacidade de 513 bilhões de barris de petróleo, o que a tornaria a maior reserva de petróleo do mundo.

A parceria integra um conjunto de 31 acordos assinados pelos dois países durante a primeira visita do premiê russo à Venezuela.

A estatal venezuelana PDVSA e o consórcio russo conformado pelas empresas Rosneft, Lukoil, TNK-BP, Gazprom e Surgutneftgaz devem constituir uma empresa mista para operar no campo Junín 6 da faixa petrolífera. Venezuela e Rússia estudam ainda ampliar a parceria petrolífera a outros três campos da faixa do Orinoco.

O governo russo adiantou o pagamento de US$ 600 milhões ao governo venezuelano, como parte da entrada de US$ 1 bilhão que deve ser entregue para a constituição da empresa binacional.

No acordo de associação, PDVSA terá 60% das ações e o consórcio russo ficará com os outros 40%. O projeto final prevê a produção de 450 mil barris diários de petróleo pesado. A inversão prevista para o empreendimento é de US$20 bilhões no prazo de 40 anos.

Defesa

Durante a visita de Putin foram entregues os quatro últimos helicópteros militares Mi-17 que completam o lote de 38 aeronaves compradas em 2006 pelo governo venezuelano.

Ao ser questionado sobre a possível reação dos Estados Unidos em relação à aliança militar com a Rússia, o presidente da Venezuela Hugo Chávez argumentou que as recentes compras são para a defesa do país e que seu arsenal é "modesto".

"Estamos nos equipando para a defesa. Vai ver o arsenal que tem a rainha da Inglaterra", afirmou, ao acrescentar. "E agora estão ameaçando a Argentina (...) à rainha digo que devolva essas ilhas à Argentina, as Malvinas são argentinas", disse Chávez, em referência à nova crise diplomática entre Argentina e Inglaterra.

Desde 2004, a Venezuela tem investido mais de US$ 4 bilhões na compra de armamentos russos. A aliança, considerada estratégica pelo governo de Caracas, permitiu a compra de 24 aviões de combate Sukhoi-30, 53 helicópteros de transporte e ataque e 100 mil fuzis de assalto 7,62 AK 103.

A Rússia passou a ser o maior fornecedor de armamentos para a Venezuela quando os Estados Unidos impuseram um bloqueio proibindo a venda de armas à Venezuela, impedindo, inclusive, a venda de 24 Supertucanos da Embraer para as Forças Armadas do país.

Os Estados Unidos também deixaram de enviar peças de manutenção para as frotas de aviões F-16, de tecnologia norte-americana .


"Lula uma vez me disse: Hugo, não perca mais tempo, não poderemos cumprir (com a venda dos aviões Supertucanos)", disse Chávez.


"O império ianque não quer que tenhamos nem sequer um avião (...) não nos importa o que pense Washington, não estamos fazendo aliança contra Washington", afirmou.

O primeiro-ministro russo argumentou que a soma dos gastos militares de todas as nações do mundo são menores aos investimentos norte-americanos nesta área.

Em seguida, Putin disse que para os russos "é bom que os Estados Unidos não queiram vender", disse o primeiro-ministro, arrancando risos de Chávez.

"Continuaremos apoiando e desenvolvendo as capacidades de defesa da Venezuela", afirmou Putin em coletiva de imprensa.

Putin disse que o governo venezuelano possui um crédito de US$2 bilhões junto ao governo russo, mas que ainda não utilizou esses recursos para a compra de armas.

Em relação à continuidade do tratado bilateral, firmado em 2008 para promover o desenvolvimento de energia nuclear para fins pacíficos, Chávez disse que ambos países "estão dispostos" a elaborar o primeiro projeto de construção de uma central de energia nuclear.

"Obviamente, com fins pacíficos", afirmou o mandatário, sem precisar quando o acordo poderia ser concretizado. "Temos que pensar na era pos-petróleo", disse Chávez, na véspera da visita de Putin.

O governo venezuelano enfrenta uma dura crise interna devido à escassez energética provocada pela longa estiagem.

Fontes: BBC - G1

Rostos de mulheres-bomba na Rússia podem ser identificados, diz "The Times"

Será possível identificar as mulheres que cometeram os ataques

A suposta mulher-bomba que cometeu o ataque à estação Park Kultury tinha entre 18 e 20 anos e seu rosto permaneceu suficientemente conservado para ser reconhecido pelas investigações policiais, segundo o jornal britânico "Times". Os traços faciais da outra mulher-bomba também estariam visíveis e ambas tinham cabelos escuros e vestiam roupas pretas, informa o jornal.

A polícia obteve imagens do circuito interno de TV das estações de metrô e do interior de pelo menos um dos vagões onde as explosões ocorreram, e autoridades disseram ter imagens claras das supostas mulheres-bombas, informa o jornal.

"Elas estavam acompanhadas por duas mulheres de aparência eslava, e o rosto de todas foi bastante exposto", disse um oficial à agência de notícias russa Interfax, segundo o "Times".

Ainda segundo o jornal, o Serviço Federal de Segurança (FSB) também estaria procurando "um homem com barba, vestindo uma jaqueta azul com apliques brancos, um boné de beisebol escuro e tênis brancos".

A polícia suspeita que o grupo entrou em um trem na estação de Yugo-Zapadnaya, no sudoeste de Moscou, afirma o jornal.

Algumas fontes ouvidas pelo "Times" alertam que as mulheres podem ter sido apenas "mulas", que carregavam involuntariamente os explosivos, detonados por telefone celular. Investigadores tentam verificar as chamadas de celular no momento das explosões.

Uma teoria é de que os atacantes pretendiam explodir as bombas em frente à sede da FSB e do Ministério do Interior, mas se perderam ou se atrasaram. Outra dúvida é porque as bombas foram detonadas em estações, e não nos túneis, de acordo com o jornal britânico.

Ataques

O primeiro atentado desta segunda-feira aconteceu às 7h57 (0h57 no horário de Brasília) em um vagão parado na estação Lubianka. A Praça Lubianka abriga a sede do FSB, sucessor da KGB soviética, que neste edifício interrogava e eliminava os dissidentes durante as punições da então União Soviética.

O segundo atentado foi executado na estação Park Kultury, na mesma linha do metrô, às 8h40 (1h40 no horário de Brasília). A estação fica próxima ao Parque Gorky.

"Eu ouvi uma explosão, virei minha cabeça e havia fumaça em todos os lados. As pessoas correram para as saídas gritando", disse Alexander Vakulov, 24, que estava em um trem na plataforma oposta ao local da explosão em Park Kultury.


"Eu vi uma pessoa morta pela primeira vez na minha vida", disse Valentin Popov, 19, que acabara de chegar na estação.

Em ambos os casos, as bombas foram detonadas quando os trens chegaram na estação e as portas estavam abrindo.

"Em Park Kultury, segundo dados preliminares, foi uma mulher-bomba. Segundo os fragmentos do corpo, que estão sendo examinados, o explosivo estava na altura da cintura. A situação é a a mesma em Lubianka", disse o porta-voz do comitê de investigação do Ministério Público de Moscou, Vladimir Markin.

Histórico

Moscou registrou nos últimos dez anos uma série de explosões reivindicadas por militantes da causa separatista da Tchetchênia, uma república do Cáucaso. Nos últimos anos, contudo, os atentados se tornaram menos frequentes.

O último ataque no metrô de Moscou acontecera em 6 de fevereiro de 2004, entre as estações Avtozavodskaia e Pavelestakia, com um balanço de 41 mortos e 250 feridos.

Em agosto do ano passado, Medvedev anunciou a ampliação da campanha contra o terrorismo no Cáucaso Norte, após outro atentado suicida ter sido perpetrado contra um prédio da polícia na república da Inguchétia, no qual morreram 24 pessoas.

Nos últimos meses, as tropas russas intensificaram as operações militares contra rebeldes islâmicos no Cáucaso Norte e mataram vários dirigentes rebeldes.

Fontes: FOLHA - Agências

Rússia considera 'pista estrangeira' no duplo ataque ao metrô de Moscou

Ação pode ter sido planejada no Afeganistão ou no Cáucaso, diz chanceler. Presidente russo prometeu 'achar e destruir' autores dos atentados.

O chefe da diplomacia da Rússia, Serguei Lavrov, disse na noite desta segunda-feira (29) que está sendo considerada uma "pista estrangeira" na investigação do duplo atentado suicida que matou 38 pessoas no metrô da capital, Moscou. A informação foi divulgada pela agência Interfax.

"Não descarto, não podemos descartar pista nenhuma", disse Lavrov, que está no Canadá. "Todos sabemos muito bem que há terroristas clandestinos muito ativos na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão."

"Sabemos que vários atentados são preparados ali, para ser cometidos não só no Afeganistão, mas também em outros países. Algumas vezes, esses itinerários vão até o Cáucaso", disse o chanceler.

Mais cedo, o presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, prometeu "achar e destruir" os responsáveis pelos ataques. "Eles são simplesmente animais", disse Medvedev, depois de colocar flores na plataforma em uma das estações de metrô atacadas.

Mais cedo, Medvedev havia dito, em comunicado, que tinha "declarado guerra' contra o terrorismo.

O presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, deposita flores em homenagem às vítimas dos atentados no metrô nesta segunda-feira (29). (Foto: AFP)

Flores em uma das estações atingidas por explosão nesta segunda-feira (29) em MOscou. (Foto: AFP)

Fontes: G1 Agências

Obama condena 'atos cruéis' no metrô de Moscou

Explosões deixaram ao menos 37 mortos em duas estações do metrô. Comunicado distribuído pela Casa Branca repudia 'violência extremista'.


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou nesta segunda-feira (29) os atentados a bomba no metrô de Moscou.

Obama classificou os ataques como "cruéis" e afirmou que os Estados Unidos são solidários ao povo russo no repúdio à violência extremista, segundo um comunicado distribuído pela Casa Branca.

"O povo americano se une ao povo da Rússia em oposição ao extremismo violento e aos ataques terroristas abomináveis que demonstram o descaso com a vida humana, e nós condenamos esses atos chocantes", disse Obama no comunicado.

A Casa Branca divulgou o comunicado durante uma visita surpresa de Obama ao Afeganistão em meio a uma guerra de oito anos entre os militantes islâmicos inclusive a al Qaeda, a rede militante responsabilizada pelos ataques de 11 de setembro, de 2001, em Nova York e Washington.

"Envio minhas mais profundas condolências ao povo da Rússia depois da terrível perda de vidas e pelos feridos causados pelas explosões no metrô em Moscou", disse o presidente.


"Meus pensamentos e orações vão para aqueles que perderam pessoas amadas, e desejo a todos que foram feridos uma recuperação bem-sucedida."

Fontes: G1 - TV Globo

Duplo atentado mata 38 no metrô de Moscou

Mais de 60 ficaram feridos em explosões provocadas por suicidas. Ninguém assumiu, mas autoridades suspeitam de grupos do Cáucaso.


Os atentados suicidas provocados por duas mulheres no metrô de Moscou nesta segunda-feira (29) deixaram ao menos 38 mortos e outros 65 feridos, segundo autoridades do país.

O Serviço Federal de Segurança confirmou que a tragédia vem sendo tratada como ato terrorista. “As explosões foram obras de mulheres suicidas”, diz um comunicado. Uma fonte policial disse às agências internacionais de notícias que parte dos corpos das suicidas foram encontrados nas duas estações atingidas.

O titular do Ministério de Emergências, Sergei Shoigu, chegou a falar em 102 feridos nos atentados, mas as informações não foram confirmadas pelas equipes que trabalham no resgate de vítimas nas duas estações.

O presidente russo, Dmitry Medvedev, declarou que a Rússia agirá "sem concessões" para caçar terroristas.

A primeira explosão ocorreu na estação Lubyanka, no Centro de Moscou, que fica próxima ao Kremlin, pouco antes das 8 horas (horário local). Pelo menos 23 pessoas morreram nesse ataque.

De acordo com um porta-voz do Ministério de Emergências, a explosão ocorreu pouco depois de um trem estacionar. As vítimas foram atingidas num vagão e também na plataforma.

No complexo está baseado Serviço Federal de Segurança da Rússia, instituição que sucedeu a KGB, a antiga agência de inteligência local.

Equipes de resgate carregam vítima no Centro de Moscou, depois que duas explosões atingiram duas estações de metrô, matando ao menos 38 pessoas. (Foto: Sergey Ponomarev/AP Photo)

A segunda explosão atingiu a estação Park Kultury, também localizada no centro da cidade, cerca de 40 minutos depois, matando entre 12 e 14 pessoas, segundo um porta-voz do Ministério de Emergências.

As autoridades fecharam as duas estações e bloquearam o trânsito em várias ruas da região central de Moscou.

Segundo as agências internacionais, o serviço de telefonia na região entrou em colapso e não está funcionando desde as explosões.

Insurgência

Nenhum grupo reivindicou a autoria dos piores ataques na capital russa em seis anos imediatamente, mas o chefe do Serviço Federal de Segurança, Alexander Bortinikov, disse que as agressoras são provavelmente do norte do Cáucaso, onde Moscou enfrenta uma insurgência islâmica que se espalha da Tchetchênia para os vizinhos Daguestão e Inguchétia.

Os líderes russos haviam declarado vitória em sua batalha com separatistas chechenos que lutaram duas guerras com Moscou. Mas, enquanto a violência diminuía na Tchetchênia, ela se espalhou e ganhou força nos vizinhos Daguestão e Inguchétia.

Interpol pode investigar ação

O Ministério de Situações de Emergência da Rússia afirmou nesta segunda-feira que o duplo atentado terrorista contra duas estações de metrô de Moscou deixou ao menos 38 mortos e 64 feridos.

A Interpol (polícia internacional) ofereceu ajuda à Rússia para investigar os responsáveis pelos ataques, perpetrados por duas mulheres-bomba, segundo a agência de notícias russa Ria Novosti. Nenhum grupo assumiu a autoria, mas o governo russo acusa rebeldes ligados a separatistas do Cáucaso Norte.

A Interpol ofereceu "apoio e assistência total" às autoridades russas. "O Centro de Comando e Coordenação da Interpol, em seu secretariado-geral, em Lyon, na França, está trabalhando próximo com o Escritório Nacional Central de Moscou para dar qualquer assistência necessária", disse a Interpol, sem seu site".

Pessoas passam por flores deixadas em memória das 38 vítimas dos ataques a duas estações de metrô/ Alexander Natruskin /Reuters

O ministério russo começou o trabalho de identificação das vítimas dos ataques, os mais violentos em seis anos na capital Moscou.

"Em Park Kultury, segundo dados preliminares, foi uma mulher-bomba. Segundo os fragmentos do corpo, que estão sendo examinados, o explosivo estava na altura da cintura. A situação é a a mesma em Lubianka", disse o porta-voz do comitê de investigação do Ministério Público de Moscou, Vladimir Markin.

As outras linhas do metrô de Moscou, que diariamente transporta 8,5 milhões de pessoas, permaneciam funcionando normalmente.


"Eu ouvi uma explosão, virei minha cabeça e havia fumaça em todos os lados. As pessoas correram para as saídas gritando", disse Alexander Vakulov, 24, que estava em um trem na plataforma oposta ao local da explosão em Park Kultury.

"Eu vi uma pessoa morta pela primeira vez na minha vida", disse Valentin Popov, 19, que acabara de chegar na estação.

Apoio

Moscou registrou nos últimos dez anos uma série de explosões reivindicadas por militantes da causa separatista da Tchetchênia, uma república do Cáucaso. Nos últimos anos, contudo, os atentados se tornaram menos frequentes.

O último ataque no metrô de Moscou acontecera em 6 de fevereiro de 2004, entre as estações Avtozavodskaia e Pavelestakia, com um balanço de 41 mortos e 250 feridos.

Em agosto do ano passado, Medvedev anunciou a ampliação da campanha contra o terrorismo no Cáucaso Norte, após outro atentado suicida ter sido perpetrado contra um prédio da polícia na república da Inguchétia, no qual morreram 24 pessoas.

Nos últimos meses, as tropas russas intensificaram as operações militares contra rebeldes islâmicos no Cáucaso Norte e mataram vários dirigentes rebeldes, incluindo um na semana passada na região de Kabardino-Balkariya, que levou a promessas de retaliação dos militantes.

Algusn dos grupos militantes recebem apoio moral e financeiro da rede terrorista Al Qaeda e dezenas de seguidores de páginas na internet ligadas à Al Qaeda escreveram comentários comemorando os ataques em Moscou.

Um dos sites abriu uma página especial para "receber congratulações" pelos rebeldes da Tchetchênia que "iniciaram uma série de ataques nos países" e todos desejavam que Deus aceite as duas "irmãs", as mulheres-bomba que realizaram os ataques, como mártires.


"Não se esqueçam dos crimes de genocídio da Rússia no Cáucaso e na Tchetchênia", disse um dos autores. "A batalha foi levada ao coração de Moscou", escreveu outro.

Resposta

Pouco após os ataques, as duas maiores autoridades do governo russo declararam guerra ao terrorismo.

O premiê da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta segunda-feira em rede nacional que os terroristas responsáveis pelo duplo atentado serão capturados e aniquilados.


"Tenho certeza de que as agências de segurança farão todo o possível para encontrar e punir os criminosos", afirmou Putin, durante uma videoconferência da cidade siberiana de Krasnoyarsk. "Os terroristas serão aniquilados", completou.

"Somente com os esforços conjuntos poderemos derrotar os grupos clandestinos e vencer este mal", afirmou Putin, que suspendeu sua visita à região e voltará com urgência a Moscou.

Mais cedo, o presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou que o país continuará combatendo o terrorismo sem hesitar e ordenou um reforço da segurança nos transportes de toda a nação.

"A política de repressão do terror e de luta contra o terrorismo continuará. Prosseguiremos com as operações contra os terroristas sem hesitação e até o fim", afirmou Medvedev, durante uma reunião de emergência convocada após os atentados.

O presidente russo se mostrou convencido de que os terroristas queriam causar a "desestabilização da situação no país e na sociedade", segundo as agências russas. "Isto, evidentemente, é a continuação da atividade terrorista", disse Medvedev, que lamentou que as medidas antiterroristas adotadas até agora fossem "obviamente, insuficientes".

Fontes: G1 - FOLHA - TV Globo

EUA e Rússia chegam a acordo para redução de arsenal nuclear

Tratado será assinado dia 8 de abril em Praga; Obama vê novo começo entre os dois países


WASHINGTON - Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Dimitri Medvedev, finalizaram os últimos detalhes do novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start, na sigla em inglês) nesta sexta-feira, 26, por telefone.

O novo acordo substituirá o antigo, de 1991, cuja validade havia expirado em dezembro de 2009. O anúncio foi feito na Casa Branca por Obama, pela secretária de Estado, Hillary Clinton e pelo secretário de Defesa, Robert Gates.

Segundo a Casa Branca, o novo acordo impõe uma redução de 1/3 no arsenal nuclear dos dois países, que detêm 90% das armas atômicas mundiais. Haverá um limite de 1,5 mil ogivas e 800 plataformas de lançamento que podem ser mantidas por casa país. Além disso, Rússia e EUA poderão ter no máximo 700 mísseis intercontinentais e submarinos.

O acordo será assinado por Obama e Medvedev no próximo dia 8 de abril em Praga, na República Checa, onde no ano passado o presidente americano fez um discurso defendendo a necessidade de um mundo sem armas nucleares.

O novo Start terá a duração de uma década, mas ambas as partes podem concordar em estendê-lo por mais cinco anos. O pacto, de acordo com o governo americano, também representa "o comprometimento da Rússia em restabelecer relações em vários aspectos". Os termos do tratado, porém, não afetarão os planos americanos de estabelecer um sistema de escudo de mísseis na Europa, projeto que tem sido criticado pelos russos.

"Esse acordo histórico é um avanço na segurança de ambos os países e reafirma a liderança dos EUA e da Rússia na questão da redução nuclear e da não-proliferação global", disse a Casa Branca por meio de comunicado. O governo ainda detalhou que o acordo será assinado pelos presidentes no dia 8 de abril, em Praga, na República Checa, conforme haviam adiantado autoridades americanas na quarta-feira.

Nos últimos dias, ambos os países disseram repetidas vezes que o acordo estava próximo. Uma fonte de Kremlin havia dito na quarta que "havia consenso sobre todos os documentos" e que "eles seriam transcritos."

Na semana passada, o ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, expressaram em Moscou sua confiança na pronta assinatura do novo tratado.

Rússia e EUA iniciaram no último dia 9 em Genebra a rodada final de negociações sobre o desarmamento aberta há quase um ano em Londres pelos presidentes Medvedev e Obama.

Obama vê novo começo com a Rússia


Quando cooperam, EUA e Rússia conseguem avanços, disse o presidente em discurso/Charles Dharapak/AP

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta sexta-feira, 26, queo novo acordo de redução do arsenal nuclear fechado hoje com a Rússia representa um recomeço nas relações entre os dois países e que é o "mais compreensivo pacto de controle de armas firmado em quase duas décadas".

"Desde que assumi a presidência, lutei por isso. Este tratado representa um recomeço das relações com a Rússia", disse Obama.

O prazo do antigo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start, na sigla em inglês), expirou em dezembro. Desde então, os dois países se reuniram repetidamente para renovar os termos.

O presidente americano agradeceu ao mandatário russo, Dmitri Medvedev, por sua "consistente liderança para chegar ao acordo". "Tivemos muitas oportunidades no ano passado para firmar esse pacto, e acreditamos que podemos servir aos interesses de nossos povos por meio da cooperação", disse Obama referindo-se ao colega russo.

Ele também agradeceu sua "incansável" equipe de negociações e as principais autoridades diplomáticas e de segurança dos EUA - os secretários de Estado e Defesa, Hillary Clinton e Robert Gates, e o chefe de Estado-Maior, o almirante Mike Mullen.

O novo Start, segundo Obama, reflete os interesses dos dois países para "paralisar a proliferação dessas armas, mantê-las longe da posse dos terroristas e reduzir esses arsenais". O tratado, segundo ele, foi um importante passo para esses objetivos, que não devem ser atingidos num futuro próximo.


Veja também:Rússia e EUA querem conter proliferação nuclear, diz Hillary

Fontes: O ESTADO - AP - Reuters - Efe

Rússia diz ter chegado a acordo com EUA para reduzir arsenal nuclear

Países alcançam consenso sobre todos os documentos necessários, diz Kremlin

MOSCOU - EUA e Rússia chegaram a um acordo em todos os documentos necessários para a assinatura do pacto de redução de seus arsenais atômicos, informou o Kremlin nesta quarta-feira, 24.

"Atualmente, há consenso sobre todos os documentos. Agora, eles serão transcritos, o que deve levar alguns dias", disse uma fonte do Kremlin.

Mais cedo, fontes do governo americano haviam informado os pontos finais do novo acordo estavam em discussão, mas que a assinatura dele deve ocorrer em Praga, na República Checa.

A consolidação do acordo poderia ocorrer perto do aniversário de um ano do discurso de Barack Obama sobre a redução do arsenal nuclear. O presidente americano apresentou sua visão sobre o assunto no último dia 5 de abril, na própria capital checa.

Segundo a fonte americana, Praga "é o lugar onde ele sempre quis assinar o tratado".

O acordo substituirá o Tratado de Redução de Armas Estratégias (Start, na sigla em inglês) de 1991, cujo prazo expirou em dezembro de 2009.

Um dos termos do novo tratado prevê a redução do número de ogivas nucleares de cada país para um número de entre 1.500 e 1.675 em seus primeiros sete anos de vigência.

Na semana passada, o ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, expressaram em Moscou sua confiança na pronta assinatura do novo tratado.

Rússia e EUA iniciaram no último dia 9 em Genebra a rodada final de negociações sobre o desarmamento aberta há quase um ano em Londres pelo presidente russo, Dmitri Medvedev, e seu colega americano, Barack Obama.

Segundo o jornal Kommersant, que cita fontes do Kremlin e da chancelaria russa, a assinatura do tratado de desarmamento vai acontecer antes da conferência sobre armas nucleares convocada por Obama que será realizada no próximo dia 12 em Washington.

Acordo nuclear entre EUA e Rússia pode ser assinado em Praga


PRAGA - Os EUA e a Rússia deverão assinar o novo acordo de redução de armas nucleares em Praga, na República Checa, informaram nesta quarta-feira, 24, fontes dos governos checo e americano.

"Ainda estamos negociando os pontos finais do novo acordo, mas já falamos com nosso aliados checos e com os russos sobre assinar o pacto em Praga quando tudo estiver pronto", disse uma fonte de Washington que pediu para não ser identificada. Na segunda-feira, autoridades russas disseram que o documento pode ser finalizado em poucos dias.

O acordo substituirá o Tratado de Redução de Armas Estratégias (Start, na sigla em inglês) de 1991, cujo prazo expirou em dezembro de 2009. Desde então, Rússia e EUA têm discutido os termos de um novo pacto para diminuir o número de ogivas nucleares que cada nação pode manter sob seu comando militar.

Filip Kanda, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da República Checa, disse que o país recebeu o pedido para sediar a consolidação do acordo, mas negou que tudo esteja estabelecido. "Discutimos o assunto com os EUA recebemos o pedido. Mas não sabemos se outro país está envolvido. Também não sabemos de datas" disse.

Fontes: O ESTADO - Agências

Contra GPS, UE prevê lançar sistema Galileu no início de 2014

Europa quer quebrar monopólio americano

Os europeus preveem colocar em andamento seu sistema de navegação por satélite Galileu, destinado a competir com o americano GPS, no início de 2014, informou nesta quinta-feira (7) a Comissão Europeia ao anunciar a licitação para a construção de vários de seus componentes.

"Agora podemos prever os prazos de provisão de serviço com mais precisão", afirmou a comissão, detalhando que os primeiros aplicativos disponíveis serão, por exemplo, destinados à "busca e resgate", enquanto que o serviço comercial para o grande público entrará num período de teste durante 2014.

A comissão explicou que entregou ao alemão OHB System um primeiro pedido de 14 satélites; ao francês Arianespace o lançamento de cinco naves russas Soyuz; e ao franco-italiano ThalesAleniaSpace um pacote de serviços industriais.

Este anúncio cobre quase três das seis licitações abertas para a construção e colocação em andamento do Galileu num total avaliado inicialmente em 2,1 bilhões de euros (US$ 3 bilhões).

O sistema Galileu, cujo funcionamento estava, a princípio, previsto para 2013, promete uma precisão de localização de um metro.

Para que o Galileu funcione e possa competir plenamente com o GPS Europa, é preciso lançar no total 30 satélites. O primeiro lançamento está programado para outubro de 2012, indicou a Comissão Europeia, o que supõe um atraso de mais de dois anos em relação ao programa inicial.

Enquanto isso ...

Foguete russo lança em órbita três satélites de sistema de navegação

O foguete russo Proton, lançado a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão, colocou em órbita em 25 de dezembro, três satélites para o sistema de navegação Glonass, análogo russo do GPS americano e do europeu Galileu.

Um porta-voz da Roscosmos, a agência espacial da Rússia, afirmou que os três aparelhos entraram em órbita terrestre dez minutos depois do lançamento do foguete portador, transmitido ao vivo pelo canal de televisão russo 'Vesti', e que aconteceu às 8h43 (horário de Brasília).

Com o lançamento , o sistema de navegação russo fica com a composição de 19 aparelhos Glonass-M. Para ter cobertura global completa, no entanto, o sistema deve contar com pelo menos 24 --o que ocorrerá no final de 2010, segundo os planos anunciados pelo Ministério da Defesa da Rússia.

O sistema de navegação Glonass, de uso civil e militar (da mesma forma que o GPS e o Galileu), permitirá determinar com exatidão as coordenadas de objetos que estejam em terra, mar ou ar e, além disso, cumprirá outros trabalhos relacionadas com a defesa.

Leia mais:


Fontes: FOLHA - France Press - Efe

Já é 2010 na Rússia; veja a festa da virada / New Year in Russia

Cerca de 30 mil pessoas não se importaram com o frio e acompanham os fogos da festa de ano novo, na Praça Vermelha de Moscou. A prefeitura da cidade aumentou a segurança para o evento.




Thirty thousand people celebrate new year at Red Square



Fonte: TV Globo

Na Inguchétia, homens mascarados espalham o terror

A velha Rússia deixou o comunismo mas não o facismo e seus métodos brutais


Sob as máscaras do terror Em agosto deste ano, a explosão de um caminhão bomba por um terrorista suicida em Nazran, na instável república russa da Inguchétia, deixou ao menos 20 mortos e 138 feridos, numa ação que desencadeou imediato endurecimento contra rebeldes separatistas locais

Com suas casas de tijolo vermelho, seus gansos, suas hortas, a Inguchétia, república do Cáucaso ao sul da Rússia, parece um tranquilo condado bucólico. No aeroporto, não há inspeção nem homens armados como antes, na época das guerras russo-tchetchenas (1994-1996 e 1999-2002), e sim famílias se abraçando. No estacionamento, um grupo de homens idosos pechincha por botas tradicionais, de couro preto e salto baixo, que passam de mão em mão.

Apesar dessa aparente tranquilidade, essa república muçulmana, vizinha e prima da Tchetchênia, não tem paz. Há uma guerra latente entre as forças de ordem e a guerrilha islamita. Explosões, tiros, assassinatos fazem parte do cotidiano. Desde o início do ano, a violência fez 260 mortos, entre policiais, terroristas e civis, segundo dados da Mashr, uma organização da Inguchétia de direitos humanos criada pelas famílias das vítimas.

Na estrada principal, os sinais da guerra estão presentes. Durante a desativação de minas nos acostamentos, uma coluna de blindados diminui o ritmo. Os soldados nos tanques usam máscaras pretas, e os desativadores de minas também. Nessa zona do Cáucaso atormentada pela violência, os homens mascarados estão por toda a parte.

A sexagenária Leila Plieva é dominada pela ansiedade desde que embarcaram seu filho Aliskhan. Em 4 de novembro, dia da festa nacional russa "da Unidade", Leila descansava em sua casa, no pequeno município de Plievo. Ao meio-dia, seis carros sem placa cercaram a casa, e cerca de vinte homens armados e mascarados invadiram-na para levar o jovem. Preso e com um saco na cabeça, Aliskhan foi jogado no banco de um carro. A operação durou alguns minutos. Quem são eles? Para onde o levaram? Por quê? Leila não sabe. "Não é da sua conta!", os mascarados lhe responderam quando ela pediu notícias de seu filho. Uma coisa é certa: Aliskhan, 29, sumiu.

Antes desse desaparecimento, essa mãe de oito filhos não se interessava nem pelos assassinatos, nem pelos sequestros. Ocupada por sua vida de família e por seu trabalho como técnica de laboratório na clínica de Nazran, capital da Inguchétia, ela já ouvira falar vagamente nisso, mas "não prestava atenção".

Essa mulher correta, de blusa branca e lenço azul amarrado na cabeça, nos recebe na clínica. Depois de fechar a porta do pequeno consultório médico, ela confessa sua angústia: "Se meu filho fez alguma coisa, que o julguem! Que o fuzilem, se for culpado! Tudo é melhor que essa incerteza!"

Leila criou quatro rapazes e quatro meninas. Todos estudaram, quase todos têm uma profissão, algo raro nessa região agrícola e pobre, onde o desemprego de jovens atinge 80%. Sua filha mais velha é cirurgiã no hospital local, o caçula estuda na Academia das Tropas de Mísseis Estratégicos em São Petersburgo. A família não é religiosa, não tem ligações com a guerrilha, não se interessa por política.

Com saúde frágil, Aliskhan ajudava seus irmãos mais velhos em sua oficina de marcenaria. À noite, ele estudava economia por correspondência. "Ele saía pouco, não ia à mesquita", conta sua mãe. Depois da captura, ela e seu marido bateram em todas as portas: delegacias, procuradoria, ministério do Interior. O presidente da Inguchétia, Yunus-Bek Yevkurov, "foi avisado, deu ordens, mas aparentemente não há nada que ele possa fazer", ela diz, limpando uma lágrima.

Até hoje, ninguém sabe onde está seu filho, muito menos quem o está prendendo. Leila acredita que ele está nas mãos "dos serviços". Ela os reconheceu pelo uniforme camuflado. E "quem, senão eles, pode usar máscaras e circular em carros sem placa?", ela explica, com a voz trêmula de raiva.

Em nome da luta contra o terrorismo, os homens mascarados têm todos os direitos. Eles cercam as casas, penetram nas aulas, levam os jovens ou os matam na hora. Eles raramente se apresentam, e prendem sem mandado. A impunidade é garantida para eles. Eles estão acima da lei, "acima de tudo que vive", como resumia o escritor Alexandre Soljenitsyne a respeito da polícia soviética (NKVD, OGPU, MGB), o braço armado dos expurgos stalinistas.

Na grande sala de jantar da fazenda da família, no número 55 da rua Pavlova, em Ordjonikidzevskaia, Aminat Makhloeva também se angustia. Seu filho Maskhud foi levado em 29 de outubro por homens mascarados, com a regata cobrindo a cabeça, presa por fita adesiva. Khamutkhan, o pai, com seu chapéu muçulmano na cabeça, quer acreditar que seu filho "ainda está vivo".

A casa é espaçosa e iluminada, com suas paredes caiadas, e há poucos objetos. "Durante uma busca em 2008, os policiais roubaram a chapka e o kinjal (faca tradicional) do avô e outros objetos", explica o pai, um ex-pedreiro. Ele foi se queixar às autoridades, sem resultados.

Um pouco mais além, em Sleptsovsk, os Albakov ainda estão em estado de choque. Em 10 de julho, os homens mascarados levaram o filho, Batyr, 26, engenheiro mecânico do aeroporto local, para "uma verificação de identidade". Ele não voltou. Onze dias depois, seu corpo foi encontrado em uma floresta em Arshty, na Inguchétia. Segundo a versão oficial, Batyr, "um combatente" segundo a mídia, foi morto durante uma "operação especial" da polícia tchetchena conduzida pelo deputado da Duma (Câmara Baixa do Parlamento russo) Adam Delimkhanov.

Em Moscou, a informação foi levada a sério. No local, ninguém conseguia acreditar, especialmente os médicos que viram os restos mortais. Além de duas perfurações por bala, o corpo de Batyr tinha marcas de tortura - hematomas, facadas - e sua mão esquerda estava "arrancada pela metade, cortada por arma branca", segundo os médicos. A família prestará queixas, mas sem ilusões. Os carrascos "são intocáveis". A última esperança está no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH). As famílias de vítimas de extorsão recebem indenizações, mas as recomendações do Tribunal não são aplicadas.

Os desaparecidos continuam desaparecidos, os culpados nunca são encontrados, como é o caso na Tchetchênia. Os 467 mil habitantes da Inguchétia (recenseamento de 2002), colonizados pelos czares no século 19, deportados por Stálin em 1944, vivem hoje uma repressão quase comparável àquelas sofridas por seus vizinhos tchetchenos, o povo irmão, mesmo que eles nunca tenham tido intenção de se separar da Rússia. A impunidade é total. Albert, jurista da organização de defesa dos direitos humanos Memorial, em Nazran, garante que "em seis anos de trabalho na Memorial" ele nunca viu "nenhum caso ser resolvido, entre aqueles que passaram pelos juízes em Estrasburgo".

Apelar ao Tribunal Europeu tem seus riscos. Em janeiro, Zinaida, a mulher de Adam Medov, um habitante da Inguchétia sequestrado em 2004 pelas forças russas de segurança, recebeu 35 mil euros do TEDH. No meio tempo, ela teve de deixar a Rússia. Ofereceram-lhe dinheiro em troca de que retirasse sua queixa. Como ela se recusava, as ameaças continuaram e ela fez as malas. Os homens mascarados não gostam de publicidade.

Por trás das máscaras se escondem os representantes da OBR2, uma divisão do ministério do Interior que recebe ordens diretas do poder federal. O general Arkadi Edelev, um veterano dos serviços de segurança (FSB) que se tornou vice-ministro do Interior da Rússia, é seu grande chefe. Esses esquadrões são constituídos por russos enviados em missão para a região, que agem com o apoio de auxiliares tchetchenos (os capangas do presidente Kadyrov, chamados de "Kadyrovtsy") e inguches.

O quartel-general da ORB2 fica em Grozny. Tanto na Inguchétia quanto na Tchetchênia, seus representantes fazem prisões segundo denúncias ou listas de suspeitos estabelecidas em cada vilarejo com ajuda da polícia, do imame e de informantes. "Eles trabalham de qualquer jeito, confundem as identidades, pode-se dizer que eles não sabem realmente quem estão prendendo", lamenta Timur, que dirige a agência da Memorial em Nazran.

Fundada em 1989 pelo dissidente Andrei Sakharov, a Memorial é uma das raras organizações a relatar as extorsões no Cáucaso. Em 15 de julho, Natalia Estemirova, a alma da agência de Grozny, foi sequestrada e depois executada. Assim como ela, todos aqueles que denunciam, investigam, testemunham e lutam pelo respeito das leis e da liberdade, correm o risco de morrer.

Os defensores dos direitos humanos não têm muito peso para os homens mascarados. Seus métodos são os mesmos da NKVD [polícia secreta soviética] na época dos expurgos stalinistas. As denúncias e as confissões sob tortura têm valor de prova. O tiro na cabeça é a opção preferida deles. A ameaça e o medo são o carro-chefe. "É porque as pessoas têm medo que os serviços podem se permitir agir dessa forma", explica Timur, em Nazran.

Em 6 de agosto, durante uma "operação especial" no vilarejo inguche de Kantyshevo, os homens mascarados levaram Adam Khatuev, de 21 anos. Segundo a família, eles o executaram friamente com uma pistola na fazenda da família. Após atirarem várias vezes para cima, eles jogaram a arma sobre o cadáver, "um combatente", dirão as agências de notícias locais. Depois, as forças especiais foram na casa dos vizinhos para levantar suas identidades. Quando os representantes da Memorial passaram logo depois para colher os depoimentos, ninguém queria falar. As pessoas tinham medo. Elas acabaram dizendo o que haviam visto, com a condição de que seus nomes não fossem citados. Ora, "sem testemunhas, não há processos", explica Timur.

Magomed Mutsolgov, que dirige a associação Mashr pela busca dos desaparecidos (175 pessoas desde 2002), denuncia um "sistema de terror comum a toda a região". Stalin dizia: proble"Se não há homens, não há problemas", esse princípio está mais vivo do que nunca, ele garante. Ele também recebe ameaças, e prefere não pensar nisso. E ele pensa em deixar o país? "Se eu for embora, quem vai fazer meu trabalho?"

Seu nome consta em uma lista de pessoas a serem eliminadas. Ele soube disso em agosto. A lista também incluiria o nome do opositor Maksharip Aushev. Ele foi morto a tiros em seu carro, em uma estrada de Kabardino-Balkarie, uma república vizinha, em 25 de outubro. Rico graças à venda de material de construção, militante ativo da oposição, ele tinha acesso privilegiado por toda parte. Nenhuma manifestação ou petição se fazia sem sua participação. Sua morte causou indignação na Inguchétia.

Em 2007, Maksharip Aushev havia conseguido tirar seu filho e seu sobrinho das garras dos homens mascarados. Pior, ele havia revelado a existência de sua prisão secreta em Goiti, um vilarejo na Tchetchênia. Os dois jovens haviam sido libertados, de última hora. Pouco depois foram executados. Seus passaportes e pertences pessoais haviam sido queimados, indício de uma execução programada.

"Os serviços nunca perdoaram Maksharip. Eles o mataram. Foi uma mensagem que veio de cima: calem-se, senão faremos o mesmo com vocês", denuncia um de seus amigos, que pediu para seu nome não ser divulgado. Ele conta como algumas semanas antes de sua morte, em 15 de setembro, Maksharip havia sido convidado para uma reunião do conselho de segurança em Magas, sede da administração. Ele teve uma conversa com um oficial da FSB. No caminho de volta, homens de uniforme tentaram sequestrá-lo, mas ele conseguiu fugir. "Um mês e meio depois, eles o pegaram! E isso vai continuar. É um sistema. A Rússia não precisa mais da pena de morte porque os opositores são mortos em cada esquina", garante seu amigo.

O assassinato de Maksharip Aushev atingiu a credibilidade do presidente inguche Yunus-Bek Evkurov. Nomeado há um ano pelo Kremlin para substituir uma direção brutal e corrupta, o novo presidente ganhou a confiança de seu povo. Ele é acessível, recebe seus compatriotas, os escuta, não hesita em consultar os militantes dos direitos humanos. Em uníssono com o Kremlin, esse general da Inteligência militar soviética (GRU) fala em "liquidar" os chefes de bando apoiados "pelos serviços estrangeiros", mas ele também entende que os métodos dos serviços russos são o melhor terreno para desenvolver o extremismo que eles pretendem combater.

Recentemente, ele proibiu o uso de máscaras, as prisões sem mandado, os carros sem placa. Mas que meio de ação ele tem contra os poderosos "siloviki", esses homens de dragonas originários dos serviços e próximos do primeiro-ministro, Vladimir Putin?

Para Magomed Mutsolgov, o presidente Evkurov, dotado das melhores intenções, "não tem nenhum controle nem sobre as forças de ordem nem sobre os serviços". Ainda que o pequeno vento de liberdade trazido pela chegada do general seja bem-vindo, ele acredita que os sequestros e os assassinatos tenham dobrado de intensidade nos últimos meses. "O sistema não mudou", ele suspira.

Na estrada para o aeroporto, os desativadores de minas continuam de máscara. No ônibus, mulheres idosas usando lenços e segurando bem suas bolsas, conversam em voz baixa. No posto de controle, na saída de Nazran, elas fazem um sinal com a cabeça. Um soldado de pé sobre seu blindado olha o ônibus passar, com o olhar arrogante sob sua máscara. Uma das mulheres sussurra em minha orelha: "O urso russo nos colonizou  pelo sangue; nos deportou para a Ásia central em 1944; matou 150 mil tchetchenos durante a guerra, e agora nos caça como coelhos em um campo de tiro".



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Fonte: Le Monde / Marie Jégo - UOL
Tradução: Lana Lim

Rússia e EUA ampliam negociações sobre pacto de armas nucleares

Os presidentes da Rússia e dos EUA, Dmitry Medvedev e Barack Obama, concordaram, por meio de conversa telefônica, em estender as negociações sobre um novo pacto para reduzir os vastos arsenais nucleares dos dois países.

A informação partiu do Kremlin, que mencionou o interesse de ambos em achar um sucessor para o START-1 após "intensivas e poderosas" conversas entre as duas delegações em Genebra, em junho.

O Tratado de Redução de Armas Estratégicas de 1991 (conhecido como START 1) reduziu em um terço os arsenais nucleares de Estados Unidos e da União Soviética e expirou no último dia 5.

"Os chefes de Estado concordaram em continuar um trabalho ativo e em não reduzir o alto nível de cooperação, de modo a acertar pontos decisivos sobre todos os problemas", afirmou o Kremlin, em comunicado oficial.

Funcionários da Administração Obama relataram que dois mandatários conversaram neste sábado sobre um acordo subsequente ao START-1, mas evitaram dar maiores detalhes.


Fonte: FOLHA

Tribunal mantém proibição da pena de morte na Rússia

Justiça afirma que fim da punição foi acordado pelo governo quando país foi admitido no Conselho da Europa

MOSCOU - O Tribunal Constitucional da Rússia afirmou nesta quinta-feira, 19, que o país não pode retomar a aplicação da pena de morte conforme às obrigações assumidas a sua adesão ao Conselho da Europa. A sentença responde a uma interpelação do Tribunal Supremo questionando possibilidade de retomar a aplicação da pena de morte a partir de 1º de janeiro de 2010, após a introdução de júris populares em todo país.

O presidente do tribunal, Valeri Zorkin, explicou que o veredicto se baseia em uma série de normas internacionais que a Rússia aceitou por escrito e que proíbem ou recomendam a proibição a pena de morte. Em particular, lembrou que a Rússia foi admitida no Conselho da Europa em 1996 apenas após comprometer-se a suprimir a pena de morte e assinar - embora nunca o ratificou - o protocolo número 6 da Convenção Europeia de Direitos Humanos, que proíbe a pena capital.

"A intenção expressada pela Rússia de impor uma moratória para o cumprimento das sentenças de morte e adotar outras medidas para suprimir a pena capital foi uma das razões substanciais para que o país fosse convidado ao Conselho da Europa", ressaltou.

O juiz explicou que a Assembleia Parlamentar do Conselho recomendou admitir à Rússia baseando-se nos compromissos e acordos assumidos por Moscou, antes de tudo a obrigação de assinar no prazo de um ano e ratificar em outros três o protocolo da Convenção Europeia. Estas obrigações assumidas pela Rússia foram interpretadas pelo Conselho da Europa como "uma condição inalienável para que seja convidada, pelo que têm um significado político-jurídico substancial", indicou o juiz, segundo a agência Interfax.

Segundo Zorkin, a introdução de júris populares em toda Rússia também não serve de pretexto para retomar a pena capital, pois desde 1996 "no país se formaram estáveis garantias do direito das pessoas de não ser executadas". "No país se formou um regime jurídico constitucional legítimo dentro do qual se produz o processo irreversível de supressão paulatina da pena de morte", especificou.

Durante as audiências do tribunal, o presidente, o governo, ambas câmaras do Parlamento e a Promotoria advogaram por manter a moratória à aplicação da pena de morte e pelo fim definitivo da pena capital.


Fontes: O ESTADO - Efe

Rússia planeja ofensiva científica para reivindicar o Ártico

Moscou reivindica para si um amplo trecho do leito Ártico, que se torna navegável com o efeito estufa


MOSCOU - A Rússia planeja um amplo projeto de pesquisa científica para dar apoio a sua reivindicação de soberania sobre um amplo setor do Oceano Ártico, onde o subsolo é rico em energia. Com o aquecimento global, essas riquezas, antes inacessíveis por conta das espessas camadas de gelo que cobriam o mar, poderão ser exploradas.

Economia russa encolheu 10% de janeiro a setembro de 2009

O PIB (Produto Interno Bruto) caiu 8,6% em setembro e 10,5% em agosto, segundo agências

Rússia: FMI prevê retração anual de 6,5% na economia

A economia russa retrocedeu 10% nos primeiros nove meses do ano, informou hoje o Ministério de Economia do país.

O PIB (Produto Interno Bruto) caiu 8,6% em setembro e 10,5% em agosto, segundo as agências russas.

Nos primeiros oito meses deste ano a economia tinha decrescido 10,2%.

O governo previu que a economia terá uma retração este ano de 6% a 8% anualizados, enquanto o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o BM (Banco Mundial) preveem que tal queda seja de 6,5% e 4,5%, respectivamente.

Marinha russa vai aumentar quantidade de navios no Mar Negro

Russos aumentarão presença naval.

A Marinha da Rússia irá reforçar o envio de seus navios para o Mar Negro para defender a Abkházia, região separatista da Geórgia, disse ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov. O aviso feito nesta sexta-feira na capital da região separatista, Sukhumi, é um indício de que as tensões entre a Rússia e a Geórgia, que culminaram em confronto direto ocorrido ano passado pela independência da Ossétia do Sul, não terminaram.

Rússia paga US$ 1 bilhão à Venezuela por direito de explorar campo de petróleo

Estatal venezuelana e empresas russas trabalharão juntas.
As operações terão início em 2012.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste domingo (13), que empresas russas vão pagar um bônus de US$ 1 bilhão ao país pelo direito de operar um campo de petróleo pesado da Faixa do Orinoco, no país.

Venezuela e Rússia acordaram a criação de uma empresa mista para explorar o Bloco Junin 6, onde esperam produzir entre 400 mil e 450 mil barris por dia de petróleo. As operações entre a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) e o Consórcio Nacional Petroleiro (CNP), integrado pelas empresas russas Rosneft, Gazprom, Lukoil, TNK-BP e Surgutneftegaz, terão início em 2012.

"A Rússia, as empresas russas, vão a pagar um bônus de 1 bilhão de dólares", disse Chávez durante seu programa semanal de rádio e tevê "Alô, presidente". O ministro de Energia venezuelano, Rafael Ramírez, explicou que o pagamento deve-se à participação no projeto conjunto.

"Efetivamente, é um bônus por ter acesso à exploração de reservas em conjunto conosco", disse o ministro.

Chávez viajou na semana passada à Rússia, país com o qual vem ampliando relações nos últimos anos, com diversos acordos na área de energia e na compra de armas.

Fontes: G1- Reuters

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