A maior reforma na regulação do sistema financeiro norte-americano em décadas ganhou a aprovação final pela Câmara dos Deputados dos Estados Unidos nesta quarta-feira.
Por outro lado, não se espera que o Senado dê seu veredicto até meados de julho.
Após um ano de debates, a Câmara aprovou a legislação que prevê restringir a tomada de risco e investimentos por parte de bancos, definir um órgão para supervisionar companhias de cartão de crédito e hipotecas e aperfeiçoar o modo como o governo lida com firmas financeiras em falência.
Desenvolvido para evitar uma repetição da crise financeira entre 2007 e 2009, que arrastou a economia para uma profunda recessão, o projeto deve pressionar os lucros de bancos e potencialmente forçar mudanças estruturais em algumas das maiores instituições de Wall Street.
A reforma afeta todos os âmbitos do setor financeiro, pois inclui medidas de proteção ao consumidor, maior poder de supervisão ao Governo, regula pela primeira vez os mercados de derivados e limita a possibilidade dos bancos, como ocorreu em anos anteriores, arriscarem seus fundos.
A aprovação da lei, amplamente esperada, também deve somar-se à reforma do sistema de saúde e dar ao Partido Democrata uma importante vitória legislativa antes das eleições parlamentares em novembro.
Agência adverte sobre inconsistências da reforma financeira nos EUA
O presidente da agência de classificação de risco Standard & Poor's, Deven Sharma, advertiu nesta quarta-feira sobre as "inconsistências" da reforma financeira no Estados Unidos.
Ele afirmou ainda que para Wall Street recuperar a confiança é preciso regulação e transparência, mas também é necessário ter capital disponível.
"Acreditamos que é necessário aumentar a regulação do setor, a disciplina dos mercados, a concorrência e a transparência com que fazemos as coisas, porque isso aumenta a confiança dos investidores, mas é imprescindível que não se corte o capital", assegurou Sharma na primeira edição do Fórum de Nova York -- que estreia este ano em sua primeira edição na cidade.
A proposta do fórum é mediar um de debate similar ao que ocorre anualmente em Davos (Suíça), embora dedicado única e exclusivamente à economia.
As agências de classificação foram muito criticadas nos últimos anos por não terem sido capazes de prever a derrubada da dívida vinculada às hipotecas nos Estados Unidos, que foi a origem da crise financeira.
Fontes: FOLHA - REUTERS - Efe
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