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Geada atinge 15 cidades no RS e em SC

Em Lages (SC), os termômetros marcaram -3ºC. No Rio Grande do Sul, mínima de -2,5º ocorreu em Vacaria.

Três cidades de Santa Catarina e outras 12 do Rio Grande do Sul registraram geada nesta terça-feira (27), segundo boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A geada ocorreu nos municípios gaúchos de Passo Fundo, Lagoa Vermelha, Bom Jesus, Uruguaiana, Ibiruba, Santa Maria, Caxias do Sul, Cambará do Sul, Santana do Livramento, Campo Bom, Encruzilhada do Sul e Teutonia. Em Santa Catarina, ocorreu geada em Campos Novos, Lages e São Joaquim.

Caxias do Sul, onde também ocorreu geada, registrou mínima de 5ºC (Foto: Daniela Xu/Pioneiro/Ag. RBS)

A temperatura mais baixa em Santa Catarina foi registrada em Lages (SC), onde os termômetros marcaram -3ºC.

No Rio Grande do Sul, a mínima ocorreu em Vacaria, com -2,5ºC. Temperaturas negativas foram registradas também em Cambará do Sul (RS), com -1,1ºC, e em Bom Jesus (RS), com -2,2ºC.

Em Caxias do Sul, os termômetros marcaram 5ºC. A mínima em Porto Alegre foi de 5,3ºC.


Fonte: G1

Com temperaturas gélidas, Peru decreta estado de emergência

Situação agravou-se ainda mais depois de tremor na última madrugada, em Lulahuaná

As temperaturas de -20 °C, nevascas e frio intenso fizeram o presidente do Peru, Alan Garcia, decretar estado de emergência em 16 regiões do país neste domingo (24).

A situação agravou-se ainda mais na madrugada, quando um terremoto de 3 graus de magnitude na escala Richter, considerado pequeno, atingiu a área de Lulahuaná, segundo a Presidência da República e Instituto de Geofísica do Peru.

 Habitantes da capital Lima vestem roupas pesadas para se proteger do frio intenso; 16 regiões no Peru estão em estado de emergência/Paolo Aguiar/Efe

Preocupado com as vítimas e as perdas na agricultura, Garcia convocou uma reunião ministerial no sábado (23) para discutir o assunto. Na reunião, ficou decidido que os ministérios da Mulher e da Saúde vão ampliar o programa de apoio nas áreas que estão a mais de 3.000 m de altitude.

Também ficou acertado que o Ministério da Agricultura instalará abrigos e distribuirá fertilizantes nos locais atingidos pelo frio e neve.
 
Os ministros da Mulher do Peru, Nidia Vilchez, e da Agricultura, Adolfo de Córdova, confirmaram que o governo quer garantir comida, segurança e abrigo para as vítimas.

Outra preocupação é com a saúde, assegurando a aplicação das vacinas. Para Córdova, é fundamental ainda que os produtores consigam salvar o gado.

América Latina sofre com mortes por conta do frio

Aproximadamente 100 pessoas na América do Sul já morreram por conta da onda de frio que tem afetado vários países e criado problemas econômicos, principalmente nas zonas rurais.

Além do Peru, onde dezenas de crianças morreram nas últimas semanas no planalto andino, também foram registradas 14 mortes por causa do frio na Bolívia, sete no Paraguai, 11 na Argentina e duas no Uruguai no começo desta semana.


Fontes: R7 - Agências

Temporada de furacões no Atlântico será mais intensa em 2010, diz estudo

Para especialistas da Universidade de Colorado, região poderá ter 15 tempestades tropicais.

A temporada deste ano de furacões no Atlântico será mais intensa do que a média, segundo um estudo divulgado por dois especialistas da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos.

Os meteorologistas William Gray e Phil Klotzbach, considerados dois dos maiores especialistas na área, preveem a ocorrência de 15 tempestades tropicais nesta temporada de furacões no Hemisfério Norte - oito delas devem se transformar em furacões.

Os pesquisadores preveem ainda que quatro dos furacões devem chegar pelo menos à intensidade três na escala de medição, com ventos superiores a 180 quilômetros por hora.

O aumento da intensidade das tempestades nesta temporada de furacões, que vai de 1º de junho a 30 de novembro, ocorre após um ano de pouca atividade, com o menor número de tempestades tropicais em 12 anos em 2009.

Segundo o Centro Nacional de Furações, com sede em Miami, houve no ano passado nove tempestades tropicais no Atlântico, sendo que três delas se transformaram em furacões.

Condições

Os especialistas da Universidade do Colorado preveem um enfraquecimento do fenômeno El Niño, que provoca o aquecimento das águas na superfície do Oceano Pacífico, aliado a um aquecimento anormal das águas do Atlântico, para criar as condições para a formação de tempestades tropicais.

Segundo Gray e Klotzbach, as condições verificadas neste ano são semelhantes às verificadas no começo de abril em 1958, 1966, 1969, 1998 e 2005, anos que tiveram temporadas de furacões particularmente intensas.

Eles preveem ainda que a probabilidade de um furacão de grande intensidade atingir o Caribe e a costa dos Estados Unidos neste ano é de 58% e 69%, respectivamente.

Os especialistas admitem, porém, que é "impossível prever com precisão a atividade nesta temporada de furacões" em abril, mas dizem que os dados coletados nos últimos 58 anos ajudaram a formular um modelo com alto índice de confiabilidade.

Eles pretendem publicar novas previsões, revisadas, no início de junho e no início de agosto.

Fontes: G1 - BBC

Gases-estufa ganham padronização internacional para cálculo de emissões

Método mostrou que cidades brasileiras emitem muito pouco, em relação ao resto do mundo

Intenção do novo método é a de proporcionar a comparação entre as cidades/Reuters


As emissões de gases de efeito estufa ganharam nesta terça-feira, 23, um método comum para calcular a quantidade de gás carbônico lançada no ar. O Padrão Internacional para Determinar as Emissões de Gases de Efeito Estufa vai calcular as emissões de cada cidade.

O lançamento da padronização aconteceu durante o 5º Fórum Urbano Mundial, realizado no Rio de Janeiro, e resulta de um trabalho conjunto entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial.

A intenção do novo método é a de proporcionar a comparação entre as cidades. Um dos problemas para medir a poluição era justamente a falta de uma padronização.

"É uma linguagem comum, que serve para todas as cidades, que poderão comparar suas próprias emissões a cada ano", explicou o técnico do Banco Mundial, Daniel Hoornweg, que liderou o estudo.

Segundo Hoornweg, o novo método demonstrou que as cidades brasileiras emitem muito pouco, em relação ao resto do mundo. "Isso se deve à matriz hidrelétrica, ao etanol e também porque o sistema de transporte nas cidades brasileiras é bem melhor do que em outras partes", disse ele.

Com o novo método é possível saber, por exemplo, que os moradores da cidade do Rio emitem mais gás carbônico do que os paulistanos.

Segundo os dados, cada carioca emite 2,1 toneladas de gás carbônico por ano, bem mais que os paulistanos, que emitem 1,4 tonelada do gás no mesmo período.

De acordo com o Banco Mundial, entre os motivos que colocam o Rio à frente de São Paulo na poluição está a maior quantidade de habitantes em São Paulo, o que "dilui" a poluição entre mais gente, já que o índice é per capita. Outro fator que favorece São Paulo em relação ao Rio é a maior malha do metrô, que transporta seis vezes mais passageiros do que sistema carioca.

Leia também: Glossário sobre o aquecimento global

Fonte: O ESTADO

Supercomputador permitirá ao Inpe ter previsão do tempo em 'alta resolução'

Instituto estará mais preparado para prever eventos extremos. Confira entrevista com Gilberto Câmara, diretor do Inpe.

Até o final de 2010 o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) pretende estar preparado para conseguir prever o tempo em uma escala muito pequena, portanto mais precisa. Com a compra de um dos computadores mais rápidos do mundo para essa tarefa, o instituto conseguirá saber, por exemplo, a diferença entre a chuva que poderá cair na Zona Leste e no Centro da cidade de São Paulo.

Em entrevista exclusiva ao G1, o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, disse que a compra do supercomputador vai custar R$ 50 milhões e faz parte das estratégias do instituto para lidar com eventos climáticos cada vez mais extremos, como as tempestades que causaram enchentes e deslizamentos no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, em 2008.

Imagem de satélite da Grande São Paulo mostra como o Inpe calcula a previsão do tempo atualmente (à esquerda), com pontos distantes 20 km entre si. Com a compra de um novo supercomputador, o instituto conseguirá fazer a previsão para pontos com 5 km de distância (imagem à direita), podendo dizer quanto vai chover em cada região da capital. (Foto: Google Maps)

Também está dentro das ambições do Inpe o desenvolvimento de um satélite brasileiro para a leitura do tempo, pois hoje é utilizado um equipamento dos EUA. “Estamos vivendo de satélite emprestado”, disse Câmara.

Veja, abaixo, alguns trechos da conversa com o diretor do instituto brasileiro responsável, entre outras coisas, pela previsão do tempo oficial, a medição do desmatamento, o inventário dos gases de efeito-estufa e o desenvolvimento de tecnologia espacial.

G1 - Com eventos climáticos extremos, monitorar e prever o tempo se torna cada vez mais importante. O Inpe está preparado para essa exigência?

Gilberto Câmara - Estamos terminando de comprar um novo supercomputador. Vamos ter uma máquina de 16 teraflops [16 trilhões de operações matemáticas por segundo]. Deverá ser a maior máquina de previsão do tempo do mundo, e esperamos que até meados do ano ela já esteja funcionando.

Hoje temos um modelo de previsão do tempo com uma grade de 20 quilômetros. Isso significa que cada ponto onde é calculada a previsão fica a 20 quilômetros do mais próximo. Até o final do ano vamos passar para 5 km, e poderemos capturar eventos mais localizados. A gente conseguiria, em São Paulo, saber a diferença entre a chuva que vai cair na Zona Leste e a que vai ocorrer no Centro.
Fizemos uma simulação para saber como teria sido a previsão dos eventos climáticos em Santa Catarina [que ocorreram em 2008] se nós já tivéssemos um supercomputador desses. A previsão teria sido bem mais apurada. Ela não foi ruim, mas não teve detalhes suficientes para antecipar a magnitude do evento.

G1 - E quanto a nova máquina vai custar?

Gilberto Câmara - Ao todo nós recebemos R$ 50 milhões do governo, em uma cooperação entre o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Isso inclui a máquina, que deverá custar entre R$ 30 milhões e R$ 35 milhões, manutenção, pessoal e outros custos, já que um computador desses puxa 600 kVA de energia. Tem que ter uma central de ar condicionado e uma central elétrica só para manter essa máquina.

G1 - Em dezembro, a desativação do satélite Goes 10 mostrou que dependemos dos norte-americanos para monitorar o tempo a partir do espaço. O Brasil tem condições de ter os seus próprios satélites com essa função? Existem planos para isso?

Gilberto Câmara - O satélite Goes 10 tinha sido emprestado pelos EUA para a América Latina. Antes, ele ficava mais ou menos em cima de Quito, no Equador, para ver furacões no Golfo do México, e depois foi movido para cima do Brasil. Era um satélite de segunda mão, pois já tinha sido usado e foi substituído por outro. Eles vão emprestar mais um a partir de maio. Então estamos vivendo de satélite emprestado.

Em médio prazo, o Brasil precisa ter um satélite nessa posição para não depender dos norte-americanos. Temos uma relação excelente com a NOAA [órgão americano que mede as condições do oceano e da atmosfera], mas o plano é ter um satélite geoestacionário nosso.

O Inpe já apresentou esse plano para a Agência Espacial Brasileira [AEB], e agora é questão de dinheiro. Custa cerca de R$ 800 milhões. Eu acho que não é muito para o Brasil, que está comprando Rafales [caças de fabricação francesa, que disputam contrato com suecos e americanos] a bilhões de reais, usando tecnologia dos outros. Esses R$ 800 milhões seriam para desenvolver com tecnologia nacional. Não nos interessaria comprar satélites prontos. Isso o Inpe não faz.

O Brasil é um país tropical onde o território tem uma enorme importância econômica, política, até quase afetiva com seu território. O Brasil precisa monitorar a Amazônia, o Cerrado, a costa, o oceano, o clima. Temos que melhorar sempre a capacidade de tomar conta do país. Estamos discutindo isso com a AEB e estamos otimistas.

G1 - No início de 2008 houve uma polêmica com o governo de Mato Grosso sobre o monitoramento da Amazônia, depois uma rusga com o Ministério de Minas e Energia por causa do apagão. Isso mostra que o trabalho do Inpe pode incomodar o poder público. Os cientistas têm conseguido trabalhar com liberdade dentro desse ambiente?

Gilberto Câmara - Se nós fizermos uma escala de liberdade de ação dos institutos do estado como o Inpe, IBGE e Embrapa, veremos que o Brasil está em um grau superior de maturidade em comparação com a China, Índia ou Rússia. Temos as melhores práticas públicas de transparência do mundo. O ponto de referência são os EUA, mas mesmo lá os cientistas da Nasa chegaram a ser censurados.

A partir do governo Lula, o Inpe consolidou a política de disseminação ampla de todos os seus dados. Uma política aberta facilita muito a assimilação da sociedade e reduz os riscos de manipulação. Eu já tive divergências com vários ministros, mas nunca me pediram para tirar alguma coisa da internet.

Leia também:
Inpe já alertava em outubro para 'catástrofe' no Sudeste

G1 - O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) está sofrendo uma crise, primeiro com o vazamento de mensagens trocadas entre cientistas, depois com a acusação de que seu presidente faz assessoria para empresas. Muitas pessoas dizem que tudo isso é orquestrado. Qual sua opinião sobre esses casos?

Gilberto Câmara - O IPCC está com as verdades inconvenientes. Algumas dessas verdades são muito graves e têm um impacto enorme na sociedade atual e no futuro. É mais fácil desconstruir o IPCC do que enfrentar o fato de que é preciso mudar as práticas de uso de energia do mundo. É uma campanha orquestrada, do mesmo jeito que, nos anos 1960, os institutos de pesquisa associados aos grandes produtores de cigarro negavam insistentemente que havia risco à saúde ao fumar.

No caso daqueles e-mails [que vazaram], não há nada de anormal, de excepcional. São comentários que os cientistas fazem, às vezes por gozação. Além disso, os dados de evidências de mudanças climáticas não são só trabalhados por aquele grupo britânico. A quantidade de dados consistentes sobre aquecimento global são muito grandes, de muitas fontes independentes, de observação de muitos fenômenos, desde gelo do Ártico, temperaturas observadas no Havaí, aumento do nível do mar, diminuição das geleiras, temperaturas mais quentes no verão europeu, aumento das chuvas e tempestades no Brasil.

Fonte: G1/ Iberê Thenório

Nasa identifica o segundo ciclone tropical na costa brasileira

Meteorologistas brasileiros e a NOAA (autoridade meteorológica dos EUA) confirmaram que se tratava de um ciclone tropical

Imagem de satélite mostra ciclone tropical na quarta; fenômeno é raro no Atlântico Sul/Ciram

Seis anos depois de o furacão Catarina ter provocado três mortes e uma destruição estimada em R$ 1 bilhão no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a costa do Sul do Brasil voltou a ser ameaçada por um novo ciclone tropical.

A Nasa (agência espacial americana) classificou o fenômeno como a segunda tempestade tropical já registrada no Atlântico Sul. A primeira tinha sido o Catarina.

A formação do fenômeno se deu a pelo menos 200 km do litoral catarinense e norte gaúcho, aproximadamente no paralelo 30º Sul.

De acordo com a avaliação da MetSul Meteorologia, é possível que este tenha sido o ciclone tropical registrado no ponto mais meridional do Oceano Atlântico até hoje --o que é incomum porque é uma região de águas frias.

Volátil, o ciclone que era subtropical (quando o centro do fenômeno é frio, comum no Sul do Brasil) na terça-feira (9), evoluiu para tropical (centro quente) na quarta, atingindo o seu auge (ventos de 64 km/h) na madrugada desta quinta, até perder força e se afastar ainda mais da costa.

Meteorologistas brasileiros e a NOAA (autoridade meteorológica dos EUA) confirmaram que se tratava de um ciclone tropical a partir de imagens captadas por satélites da Nasa.

Segundo a convenção científica, a evolução para a categoria furacão ocorre quando se registram ventos superiores a 118 km/h. O episódio trouxe à memória dos cientistas a destruição causada pelo Catarina quatro anos antes.

"Aquele foi o primeiro furacão observado no Atlântico Sul", disse o meteorologista da Nasa Hal Pierce, em nota divulgada pela agência hoje.

Especialistas no estudo de furacões afirmam que ainda não existe uma massa de dados consistentes para atribuir o Catarina ou o ciclone tropical desta semana a mudanças climáticas no planeta.

Apesar da raridade do sistema e de seu potencial destruidor, seus efeitos foram brandos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. O fenômeno trouxe chuva e ventos de 40 km/h para o litoral. A Marinha emitiu alertas para o risco de navegação na região.

Fontes: FOLHA/GRACILIANO ROCHA - NASA

Calor excessivo prejudica sono e pode ser amenizado com cuidados especiais

Uma casa fresca deve ter paredes brancas, segundo especialista. As janelas devem estar em posições para o vento cruzar o ambiente.



Alto verão no Rio de Janeiro: praias cheias, gente bronzeada, todo mundo feliz. Feliz de dia, porque quando chega a hora de dormir. Em janeiro, as noites cariocas ficaram entre 1ºC e 2ºC, mais quentes do que a média histórica. Não foi só no Rio de Janeiro. Em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, a madrugada de quarta-feira registrou 29,6ºC. Isso na hora mais fria do dia.

Com um calorão desses, banho de mar já virou programa noturno. Às 21h, o Arpoador, no Rio de Janeiro está lotado de banhistas. As noites têm sido de praia cheia.

Na visita a uma casa em Bangu, um dos bairros mais quentes do Rio, é possível saber exatamente o que significa uma noite quente neste verão 2010. O engenheiro Leopoldo Bastos, especialista em conforto térmico, identificou os pontos mais quentes da casa.

“O lugar mais quente é o meu quarto”, avisa a pensionista Celene Borges da Silva. A temperatura no quarto era de 33,8ºC. “Essa temperatura é a medida por esse termômetro. Você não está medindo a temperatura radiante que vem através das paredes”, destaca o engenheiro.

No quarto ao lado, outros dois ventiladores também não dão conta do calor. "Com muito calor, eu acordo, levanto, tomo banho, deito. Faço isso praticamente todos os dias. São três, quatro banhos por noite”, calcula o estudante Shermam da Silva.

Difícil pegar no sono

É na temperatura de 34ºC que Sherman se deita. Mas será que ele dorme? Para pegar no sono, a temperatura interna do corpo tem que diminuir.


“O sono é uma fase de relaxamento. Então, todas as atividades do corpo humano reduzem. Agora, em um ambiente muito quente, úmido, o corpo tem dificuldade de entrar nesse relaxamento. Pelo contrário, ele entra numa atividade que a frequência cardíaca, a pulsação, fica acelerada, em uma maneira para preservar a temperatura estável, ele perde mais calor para o meio”, explica o médico Marcos Brioschi.

E a pessoa não dorme. Com uma câmera especial é possível ver o que diz o médico. Quanto mais vermelha a imagem, mais quente. A câmera identifica que a temperatura no travesseiro está 35ºC. No corpo, 37ºC. A avó também pena. Vira, revira e não pega no sono.

A pedido do Fantástico, a médica cubana Olga Fustes, dona de uma clínica em Curitiba, monitorou o sono de uma pessoa saudável em um ambiente com temperatura semelhante à da casa de Dona Celene e Sherman. O computador analisa a atividade cerebral, respiração, batimentos cardíacos, movimentação do corpo.

O que ela descobriu? Um número excessivo de microdespertares, muita agitação e, pior, a ausência total da fase do sono chamada REM, aquela que descansa de verdade.


“Com certeza, isso é provocado pelo calor”, diz a neurologista Olga Hernandez Fustes.

Na casa da vizinha de Dona Celene, alguns graus a menos fazem diferença.

“É muito quente, tem que ter o ventilador de teto, mais um em cima da gente e sem o ar condicionado não dá pra dormir. Tem que dormir com o ar condicionado”, conta a aposentada Lenir Salcier Soares.

Dona Lenir vai para a cama com o ar condicionado ligado. Pouco tempo depois, a cabeça ainda está vermelha na câmera especial. Mas a imagem é bem diferente da de Sherman, que não tem ar condicionado.


“O corpo dela está com uma temperatura normal”, diz o engenheiro Eduardo de Azambuja.

Mesmo sem investir em um ar condicionado, dá para amenizar o calor de uma casa.

“Do lado de fora, o ideal justamente é ter um revestimento de parede claro, porque pedra absorve muita radiação do sol. Um piso mais claro e, de preferência que fosse gramado”, sugere o engenheiro Leopoldo Bastos.

Dicas para refrescar a casa

Uma casa fresquinha deve ter paredes brancas. Se forem pintadas com cal, melhor ainda porque cal reflete mais os raios do sol. Como o ar quente sobe, o pé direito precisa ser alto, para manter o calor bem acima da cabeça. As janelas devem estar em posições para o vento cruzar o ambiente.

O telhado - de preferência com telhas de barro, as mais frescas - deve sombrear as laterais. E ter aberturas para permitir a ventilação.

Um casal está terminando a casa nova. A preocupação é que ela seja arejada: “Uma casa ampla, fresca, bem alta, que tivesse bastante espaço e com muitas janelas”, planeja o ourives Wallace Diniz.

Mas a área do churrasco ficou quente demais. Culpa do telhado. A arquiteta sugere uma cobertura vegetal.


“A ideia é aproveitar esse espaço e fazer uma jardineira na extensão toda com o máximo de profundidade possível. Pelo lado de dentro, coloca cabos de aço esticando dessa parede até a outra. A trepadeira vai sair e se espalhar pelo telhado todo, sem encostar no telhado e protegendo o telhado desse calor intenso”, mostra a arquiteta Alexandra Lichtenberg.

É uma opção mais barata do que os telhados gramados. Eles são frescos, mas a instalação e a manutenção são mais complicadas.

Sem grama nem trepadeira no telhado, muito menos ar condicionado. Fazer o quê? “Levantar, jogar uma aguinha gelada e voltar de novo, tentar dormir”, sugere um carioca. “Um banho frio e deita molhado.”

Fontes: G1 -TV Globo

RS registra 52 municípios em emergência por causa das chuvas

Oito pessoas morreram no estado por causa dos temporais.
Trechos da BR-116 foram bloqueados, segundo a PRF.

As chuvas que atingem o Rio Grande do Sul deixaram 52 municípios em situação de emergência, conforme o último boletim divulgado pela Defesa Civil na tarde desta quarta-feira (25). Oito pessoas morreram no estado por causa dos temporais.

Mais de 15 mil pessoas tiveram que deixar suas casas no estado. Segundo a Defesa Civil, 4.126 pessoas estão desabrigadas e outras 10.996 pessoas estão desalojadas. Cerca de 12 mil casas foram destruídas ou danificadas.

Ajuda a vítimas

A Defesa Civil enviou cestas básicas, telhas, lonas kits de limpeza, colchões, alimentos e água para moradores de municípios atingidos.

A Defesa Civil registrou oito mortes no estado por causa das chuvas. Nesta quarta-feira, um homem de 45 anos morreu após ser atingido por uma descarga elétrica em Santo Antônio das Missões (RS).

Estradas federais

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a BR-116 foi totalmente interditada em Picada Café por um escorregamento na pista. O desvio é feito pela VRS-865. A rodovia também está bloqueada em Capão do Leão, na ponte sobre o Arroio Fragata. O desvio está sendo feito por vias municipais.

Problema em subestação deixa 50 mil pessoas sem luz em Porto Alegre

Um problema em uma subestação da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) deixou 50 mil consumidores sem energia em Porto Alegre na noite desta quarta-feira (25).

De acordo com a companhia, os bairros atingidos ficam na Zona Norte da cidade. A falta de energia começou às 20h52 e durou 28 minutos.

A chuva também afeta o fornecimento de energia para outras cidades do Rio Grande do Sul. Na área de cobertura da AES Sul, no estado gaúcho, 13 mil clientes estão sem luz por conta do temporal que atingiu a região no domingo (22).

Nesta terça, a empresa informou que o fornecimento foi interrompido para 5 mil clientes em sua área de cobertura por questão de segurança, já que é alto o nível dos rios nas regiões de fronteira e central. Ainda de acordo com a AES Sul, 210 equipes trabalham para a normalização do serviço.

Na área coberta pela CEEE, os temporais também causam falta de luz em cidades do litoral. Cerca de 200 consumidores da região estão sem energia.

Fonte: G1

"Super tufão" Parma ganha força e se aproxima das Filipinas

Tufão se aproxima das Filipinas

Manila - Um "super tufão", segundo os meteorologistas, ganha cada vez mais força e se aproxima da costa leste das Filipinas menos de uma semana depois da passagem de outra tempestade, "Ketsana", que deixou cerca de 300 mortos.

RS e SC têm 69 cidades em situação de emergência e mais de 15 mil fora de casa

Em Santa Catarina, quase 100 mil pessoas foram afetadas. Duas continuam desaparecidas no Rio Grande do Sul.


No Rio Grande do Sul chegou a 20 o número de municípios em situação de emergência (Foto: Nabor Goulart/Agência Free Lancer/AE)

Os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os mais atingidos por chuva desde o fim de semana, têm, juntos, 69 cidades em situação de emergência. Na terça-feira (29) eram 48. Santa Catarina teve o aumento mais significativo e passou de 29 para 49. No Rio Grande do Sul, o número passou de 19 para 20.

Em Santa Catarina, quase 100 mil pessoas foram afetadas por temporais, quedas de granizo e vendavais. Mais de 11 mil tiveram que deixar suas casas e foram levados a abrigos públicos ou para a casa de parentes. Cinco pessoas ficaram feridas com as chuvas.

No estado, mais de 10 mil casas foram atingidas. Para amenizar a situação nos municípios em situação de emergência, a Defesa Civil já distribuiu cerca de 40 mil metros quadrados de lona, 57.500 telhas, 970 colchões e 740 cobertores.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, mais de 45,6 mil pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas, enchentes, vendavais e quedas de granizo. Entre desabrigados e desalojados, quase 5 mil pessoas estão fora de casa. Duas pessoas continuam desaparecidas no estado.

A Defesa Civil do estado já distribuiu 25,9 mil telhas, 450 kits com colchão, cobertor e lençol, 300 cestas básicas e 29 rolos de lona plástica, cada um com 100 metros.


Fonte: G1

Santa Catarina tem 56 cidades afetadas pela chuva

78 mil pessoas foram atingidas e 14 cidades decretaram emergência. Em toda a região, mais de 120 mil pessoas foram afetadas por temporais.

A Defesa Civil de Santa Catarina informou, no início da noite desta segunda-feira (28), que 56 cidades foram atingidas por temporais, vendavais e quedas de granizo que atingem o estado desde o fim de semana.

Jimena se transforma em furacão de categoria 5

Governo estabelece zona de alerta na Baixa Califórnia Sul; região deve ser atingida nesta terça-feira

Reprodução/NHCJimena deve atingir terra firme nesta terça-feira

CIDADE DO MÉXICO - O furacão Jimena recebeu nesta segunda-feira, 31, a categoria 5, a mais alta na escala de Saffir-Simpson, ao alcançar ventos sustentados de 250 km/h no litoral do Oceano Pacífico mexicano e segue rumo à península de Baja Califórnia, informou o Serviço Meteorológico Nacional do México (SMN). Segundo o SMN, Jimena está a 475 quilômetros ao sudoeste da cidade de Puerto Vallarta e a 490 quilômetros ao sul de Cabo San Lucas.

O furacão ameaça chegar na terça-feira, 1, a balneários da península da Baixa Califórnia, no noroeste do México, segundo o Centro Nacional de Furacões (CNF) dos EUA. O governo mexicano colocou o sul da Baixa Califórnia em alerta durante um período de 36 horas.

Jimena ocupa uma área relativamente pequena, mas se intensificou rapidamente desde que se formou, na madrugada de sábado. Ele tem ventos regulares de 230 quilômetros por hora e rajadas ainda mais fortes. Os furacões da categoria 4 na escala Saffir-Simpson são considerados "extremamente perigosos" e podem provocar enormes prejuízos se alcançarem a terra.

Por enquanto, o Jimena está longe da costa, mas ainda deve ganhar fôlego, passando pelo sofisticado balneário de Los Cabos na terça-feira, quando a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) deveria realizar um encontro para discutir a questão dos paraísos fiscais. Ainda não se sabe se o encontro será mantido.

Até o anoitecer de domingo, o tempo na Baixa Califórnia era bom, com uma suave brisa. Mesmo assim, norte-americanos que vivem em Los Cabos começaram a estocar mantimentos e a comprar gasolina para seus carros e geradores. Alguns turistas disseram que pretendiam abreviar suas férias. "Estou um pouco nervosa com este, porque meu marido está fora e será o (meu) primeiro furacão sozinha", disse Christy Dobson, que é de Oklahoma e há 11 anos vive em Los Cabos. Junto com duas filhas pequenas, ela comprava água e alimentos não-perecíveis em um supermercado.

A Baixa Califórnia é uma região desértica, pouco populosa, mas balneários como Los Cabos e La Paz atraem muitos turistas, especialmente dos EUA. A Defesa Civil local disse estar fazendo preparativos para o furacão.

No último boletim do CNF, o olho do Jimena estava 395 quilômetros a sudoeste de Cabo Corrientes, que fica perto de Puerto Vallarta, e 635 quilômetros a sul-sudoeste do Cabo San Lucas, também no México. Deslocava-se a noroeste, mais ou menos paralelo à costa, a 13 quilômetros por hora. Ventos com força de furacão se estendiam num raio de 45 quilômetros.

O México não tem instalações petrolíferas no Pacífico, e por enquanto os portos da região continuam abertos. Em junho, outro furacão no Pacífico atingiu a localidade de Acapulco, no sul do México, matando um pescador. Também no domingo outra tempestade tropical ganhou força no Pacífico, cerca de 1.430 quilômetros a oeste de Los Cabos. A previsão, no entanto, é que a tempestade Kevin perca força nos próximos dois dias.

Fonte: FOLHA - Reuters

Onda provocada pelo furacão Bill arrasta 5 pessoas nos Estados Unidos

Três delas continuam desaparecidas, informou a guarda costeira.
Furacão provocou corte de eletricidade e fechamento de estradas.

Uma enorme onda provocada pelo furacão Bill arrastou neste domingo (23) cinco pessoas que observavam um grupo de surfistas no litoral do estado americano de Maine, no nordeste do país, e três delas permanecem desaparecidas, informou a guarda costeira.

Na cidade de Middletown, em Rhode Island os surfistas se animaram com as boas ondas trazidas pela tempestade

"Isso é resultado do furacão Bill combinado com o efeito da maré alta", afirmou em declarações à imprensa a guarda florestal Sonya Berger, do parque nacional Acadia, onde ocorreu o desaparecimento.

Bill se movimenta a uma grande velocidade rumo à costa da província (estado) canadense de Nova Escócia, com tendência a perder força conforme entra nas águas mais frias do norte do oceano Atlântico, informou o Centro Nacional de Furacões americano (NHC, na sigla em inglês), com sede em Miami.

Nos últimos dias, o furacão deixou o mar agitado em toda a costa leste dos EUA.

Os serviços de emergência resgataram hoje no estado de Massachusetts um casal que estava em um caiaque.

O furacão provocou cortes elétricos na Nova Escócia, assim como o fechamento de várias estradas.




Dois garotos observam ondas fortes geradas pelo furacão 'Bill', neste domingo (23), em Cape Elizabeth, no estado do Maine. As autoridades locais disseram que uma grande no Parque Nacional de Acadia arrastou cinco pessoas para o mar. (Foto: Robert F. Bukaty/AP)

Fontes: AP - G1 - Efe

Um gás perigoso vem do fundo do mar Ártico



O perigo que vem do Ártico

Um dos maiores temores dos pesquisadores que acompanham as mudanças climáticas está no fundo congelado do oceano Ártico. Sob o leito do mar estão os maiores depósitos de metano, um gás várias vezes mais poderoso do que o carbônico para aumentar a temperatura da Terra e destruir o clima que conhecemos desde os primórdios da civilização. Agora, um estudo publicado pelo Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido, em Southampton, mostra evidências que essa bomba de gás sob o mar pode estar perto de explodir.

Segundo o levantamento, o aquecimento das correntes marinhas no Ártico nos últimos 30 anos já está provocando a liberação de metano. A equipe de pesquisadores, da Alemanha e do Reino Unido, descobriu mais de 250 colunas de bolhas de metano subindo do fundo do mar em uma plataforma continental de West Spitsbergen, uma ilha da Noruega. As colunas partem do fundo a algo entre 150 e 140 metros de profundidade.

A intensidade do fenômeno surpreendeu os próprios cientistas. “Nossa pesquisa foi projetada para descobrir quanto metano poderia ser liberado pelo futuro aquecimento do oceano”, disse Tim Minshull, do centro britânico. “Não esperávamos encontrar evidências tão fortes que o processo já começou”.

É a primeira vez que a liberação de metano do fundo do mar é identificada na história recente da Terra. Embora a maior parte do metano se dissolva na água, parte dele chega a atmosfera e incrementa o processo de aquecimento global. Acredita-se que o metano contribuiu para os grandes períodos de aquecimento rápido da história da Terra, quando houve também grandes extinções de espécies. O detalhe é que esses grandes aumentos de temperatura do planeta, provocados por fenômenos naturais, levaram milhares de anos para ocorrer, enquanto a mudança climática atual, provocada por emissões poluentes humanas, é medida em décadas.

Outro problema causado pelo metano é que, enquanto ele se dissolve na água do mar, aumenta a acidez do oceano. O mar já está absorvendo parte do excesso de gás carbônico que jogamos na atmosfera e ficando ácido por isso. Teme-se que a acidez progressiva possa afetar a base da vida marinha, compromentendo a sobrevivência de peixes e crustáceos.

Essas evidências sugerem que o tempo é curto para tomar medidas que reduzam a velocidade das mudanças climáticas.

Fonte: Época/Alexandre Mansur

EUA alertam Flórida para tempestade tropical Claudette

Tempestade ameaça Flórida

NOVA YORK - A tempestade tropical Claudette se formou ao norte da Costa do Golfo da Flórida e deve provocar fortes chuvas na região. Segundo boletim de hoje à tarde do Centro Nacional de Furacão (NHC, na sigla em inglês), o centro da tempestade tropical Claudette estava a cerca de 65 quilômetros ao sul da Apalachicola, no Estado da Flórida, e se movia em direção nordeste a quase 22 quilômetros por hora. O NHC informou que a tempestade deve chegar ao continente ainda hoje.

Segundo os meteorologistas, os ventos da tempestade aumentaram para 65 quilômetros por hora. Os moradores da região foram orientados a se preparar para a tempestade, mantendo em casa baterias, lanternas e água. As informações são da Dow Jones.

Fonte: AE

Chumbo em aerossóis teria diminuído aquecimento global, diz estudo

da Efe, em Londres

As partículas de chumbo presentes nos aerossóis comercializados no começo do século 20 poderiam ter ajudado a diminuir o impacto do aquecimento global, ao contribuir para a formação de pequenos cristais de gelo na atmosfera capazes de estimular as precipitações.

No entanto, a promoção de aerossóis com pouco chumbo que houve no último século provocou uma grande redução na formação destes cristais, contribuindo para a mudança climática, segundo um estudo publicado pela "Nature Geoscience".

Uma equipe de cientistas do Laboratório Nacional do Pacífico Noroeste, nos Estados Unidos, dirigida por Daniel Cziczo, afirma que as partículas de chumbo liberadas pelos aerossóis contribuem para a criação de placas de gelo, ao entrar em contato com o vapor de água presente na atmosfera.

Deste modo, defendem os especialistas, facilitam a condensação de água e, portanto, a criação de nuvens, fundamentais para completar satisfatoriamente o ciclo de água.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores reproduziram o processo no laboratório e comprovaram que as partículas de gelo criadas graças ao chumbo representam quase a metade do total de gelo presente na atmosfera.

Portanto, destacam que, se na era pós-industrial tivesse sido mantido nível de emissões de chumbo do passado, este fato por si só teria bastado para compensar uma boa parte do aquecimento global causado pelos gases do efeito estufa.

Temporais desalojam quase 2.000 pessoas, isolam estradas e causam mortes no RS

Fortes chuvas atingiram o sul do Rio Grande do Sul entre a noite desta quarta (28) e a madrugada de quinta-feira e provocaram ao menos seis mortes, a interdição de rodovias, o isolamento de cidades e até o descarrilamento de um trem.

Segundo a Defesa Civil do Estado, cerca de 1.200 pessoas estão desalojadas e 730 foram para a casa de parentes ou amigos. Duas permanecem desaparecidas, entre elas o maquinista do trem que descarrilou.

As chuvas provocaram inundações em três rodovias federais e em duas estaduais. As cidades de Pelotas e Turuçu chegaram a ficar isoladas.

Todas as vítimas morreram afogadas. Em Capão do Leão (265 km de Porto Alegre), foram confirmadas três mortes. Mas a Brigada Militar diz que outras duas pessoas morreram em decorrência das chuvas.

Um casal foi encontrado morto em Pelotas (258 km de Porto Alegre) em uma área que inundou. Em Turuçu (216 km de Porto Alegre), um homem de 55 anos foi encontrado morto no quarto inundado.

Em Pelotas, um trem de carga da ALL (América Latina Logística) descarrilou sobre a BR-392. Os vagões caíram em uma área inundada. A ALL diz que perdeu contato via satélite com o maquinista Adão Almeida, 49, à 0h46 de hoje.

A empresa contratou mergulhadores para auxiliar nas buscas ao condutor da locomotiva, que fazia o trajeto Rio Grande-Santa Maria. Ele não foi encontrado até a noite desta quinta.

A população de Capão do Leão teve o fornecimento de energia e água encanada interrompido. "A enxurrada levou a ponte de ferro do trem como se fosse de papel", diz o prefeito João Serafim Quevedo (PDT).

A situação também ficou crítica em Pelotas. Cerca de 60 famílias foram retiradas de áreas inundadas.

Já Turuçu chegou a ficar 70% inundada, de acordo com o assessor da prefeitura Flávio Jefke. Ele afirma que mais de mil pessoas estão desabrigadas e desalojadas na cidade.

Os moradores de São Lourenço do Sul (200 km de Porto Alegre) sofreram com inundações na manhã de hoje segundo o prefeito José Nunes (PT). Apesar de não ter chovido muito no município, a água que desceu pelo rio que dá nome à cidade forçou a retirada de 150 famílias das moradias.

De acordo com o serviço meteorológico MetSul, entre quarta e quinta-feira choveu 278 milímetros, o equivalente à média de dois meses de chuva.

"Foi um volume de chuva impressionante, parecido com o que caiu no Vale do Itajaí (SC). Aqui não houve quedas de barreiras porque o solo é rochoso e não cedeu", afirma o meteorologista Eugênio Hackbart.

Em Timbé do Sul (271 km de Florianópolis), a chuva causou o transbordamento de um rio, deixando comunidades isoladas. Na cidade, houve deslizamento de barreira na SC-285, que deixou 15 caminhões e oito carros isolados.

Outros Estados

Em Santa Catarina, ainda há reflexos das chuvas de novembro. As aulas na rede municipal de Blumenau foram adiadas. Marcado para o próximo dia 9, o ano letivo só terá início em 25 de fevereiro. Ocorrerão reparos emergenciais nas escolas.

A Prefeitura de Blumenau avaliou em R$ 15 milhões os danos com as chuvas nas escolas municipais. Do montante, R$ 12 milhões irão somente para a reconstrução de quatro unidades educacionais destruídas.

Em Minas Gerais, subiu para 28 o número de mortes provocadas pelas chuvas desde setembro. A última vítima foi um menino de quatro anos, que morreu soterrado por um deslizamento de terra em Nova Belém (342 km de Belo Horizonte) na terça.

Colaboraram JOSÉ EDUARDO RONDON e RENATA BAPTISTA

Tempestade de gelo deixa um milhão sem luz nos EUA

O nordeste dos Estados Unidos viveu neste sábado as piores tempestades de gelo da última década, que deixaram pelo menos um milhão de pessoas sem eletricidade.

Os Estados de Massachusetts, New Hampshire e partes do Maine e Nova York declararam estado de emergência.

Autoridades dizem que os prejuízos são extensos e que levará dias até que toda a rede de eletricidade seja restaurada.

Acredita-se que quatro pessoas tenham morrido em conseqüência das tempestades.

O corpo de um supervisor de obras públicas foi encontrado em um reservatório da cidade de Malborough, em Massachusetts, no sábado, um dia depois que ele foi atender a um chamado sobre galhos de árvore derrubados pela tempestade.

Em Danville, New Hampshire, um homem morreu por envenenamento com dióxido de carbono causado pelo gerador usado para aquecer seu trailer.

Um casal também morreu em Glenville, Nova York, quando um gerador encheu a casa deles de gás.

Queda de energia

Cerca de 1,4 milhões de casas e escritórios nos quatro Estados atingidos sofreram queda de energia na manhã de sexta-feira, depois que uma tempestade durante a noite cobriu cabos, postes e árvores de gelo.

Na noite de sábado, cerca de um milhão de pessoas continuavam sem energia, incluindo 300 mil em New Hampshire, o local mais atingido.

O governador do Estado, John Lynch, alertou que deverá levar vários dias até que a situação se normalize.

“Se você não tem eletricidade, assuma que ela não será restaurada hoje, e faça planos agora mesmo para passar a noite em algum lugar aquecido”, disse.

A principal companhia de serviços do Estado, a Public Service of New Hampshire, disse que os prejuízos são “extensos” e que é um desafio ter uma noção clara da situação por causa de bloqueios em estradas.

“O que está a nossa frente é a aparente necessidade de reconstruir toda a infra-estrutura de algumas partes do sistema de entrega de energia”, disse o porta-voz da empresa à agência de notícias Associated Press.

Em Nova York, o governador David Paterson declarou estado de emergência em 16 distritos. Entre as estradas administradas pelo governo estadual, apenas cinco ainda não foram reabertas, mas galhos de árvores continuam a cair por causa do peso do gelo.

No Maine, onde mais de 170 mil pessoas ficaram sem eletricidade, o governo declarou um estado de emergência limitado, para permitir que equipes trabalhem mais horas para restaurar a energia.

A previsão é de que as temperaturas continuem abaixo de zero.

Em dezembro de 2007, uma severa tempestade de gelo matou pelo menos 22 pessoas no centro do país.

Veneza é inundada; mar atinge nível mais alto em 22 anos


Mulher cruza a praça São Marco, em Veneza, inundada por 80 centímetros de água

Grandes setores de Veneza foram inundados na segunda-feira, com chuvas e ventos fortes, e o mar atingiu seu nível mais alto em 22 anos.

Os serviços de ferryboat e táxi aquático foram suspensos, e o prefeito de Veneza pediu à população que não saia de casa. Turistas e moradores tiveram dificuldade em deslocar-se pela cidade por passarelas elevadas.

O Centro Maree, que traça previsões sobre o nível das águas, disse que o nível do mar no Adriático subiu 1,56 metro, algo que não era visto desde 1986.

As enchentes deixaram as pessoas nas partes mais baixas da cidade, incluindo a praça São Marcos, uma das grandes atrações turísticas de Veneza, andando com a água na altura dos joelhos.

"O nível da água está excepcionalmente alto", teria declarado o prefeito Massimo Cacciari, segundo a agência de notícias Ansa. "Não saiam de casa, exceto em caso de necessidade."

Erguida sobre um grupo de ilhas pantanosas no século 5o e atravessada por canais, a cidade inteira sofre com enchentes periódicas causadas pelas marés altas.

O governo iniciou um projeto de vários bilhões de euros de construção de uma barreira contra as enchentes, para evitar que a elevação do nível do mar destrua a cidade.

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