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Serra chama ataques de Lula ao DEM de 'ti-ti-ti' e se nega a comentar caso Erenice

Serra não quis tecer comentários

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, negou-se a comentar hoje os ataques do presidente Lula ao DEM --partido de seu vice (Indio da Costa) e aliado dos tucanos na chapa nacional-- e as denúncias de tráfico de influência envolvendo a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra.

O tucano foi questionado quatro vezes sobre o fato de Lula ter dito que é preciso "extirpar" da política brasileira o DEM.

"Não [vou comentar]. Eu tenho falado dessas coisas todo dia. Eu não vou entrar em ti-ti-ti eleitoral", afirmou, evitando bater de frente com o presidente.

Serra também se negou a responder duas perguntas sobre o escândalo envolvendo Erenice Guerra e a demissão de Vinicius Castro, assessor da Casa Civil.


"Não tenho [nada a dizer]. Hoje eu quero falar aqui de coisas positivas. Eu não posso ser cronista disso. Vamos acompanhando, eu já disse que era algo grave", disse o candidato.

O tucano negou ainda a responder questões sobre seu mau desempenho nas pesquisas e sobre o fato de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ter cassado o registro do candidato do PT ao Senado pelo Pará, Paulo Rocha, que é réu do mensalão e foi enquadrado na Lei Ficha Limpa.

Serra usou a entrevista, feita em um hangar do aeroporto de Belém, para fazer propostas para o Pará e para a região amazônica. Após o contato com a imprensa, ele seguiu de avião para Altamira (733 km da capital) ao lado do candidato do PSDB ao governo paraense, Simão Jatene. Lá, os dois tucanos terão agenda com carreata e comício.

Fonte: FOLHA/RODRIGO VIZEU

FHC afirma que Lula virou um chefe de facção

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta terça-feira que o atual ocupante do cargo, Luiz Inácio Lula da Silva, virou um militante e um chefe de uma facção.

Fernando Henrique Cardoso afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, virou um militante e chefe de uma facção/Andrés Cristaldo /Efe

"Isto extrapola o limite do estado de direito democrático", disse FHC em entrevista com militantes do partido transmitida pela internet. Em cerca de 45 minutos, ele passou a maior parte do diálogo criticando Lula.

FHC chegou a citar o ex-ditador italiano Benito Mussolini (1883-1945). "Faltou quem freasse o Mussolini. Alguém tem que parar o Lula."

O ex-presidente também classificou de abuso de poder político e autoritarismo uma declaração feita por Lula, ontem em Santa Catarina, de que é preciso "extirpar" o DEM, ex-PFL, da política brasileira.

"É uma forma incorreta, o presidente da República não pode ser expressar dessa forma", disse.

Segundo ele, por conta dessa declaração poderia haver uma consulta ao STF (Supremo Tribunal Federal).


"Para o equilíbrio dos poderes. O presidente está extrapolando o poder político."

FHC também reclamou do fato de Lula sempre criticá-lo. "O presidente Lula perdeu de mim e ele não engoliu até hoje", disse.

O ex-presidente fez ainda mea culpa ao dizer que seu governo e o PSDB erraram na comunicação. "Se alguma coisa que nós fizemos timidamente foi a comunicação."

Ele criticou a forma como Dilma Rousseff (PT) se comunica e afirmou que um presidente deve saber como dialogar com o povo. "Eu não sei se ela tem algum estilo, talvez tenha nenhum", disse.

Em alguns momentos da entrevista, FHC elogiou José Serra (PSDB) e disse que ele foi um bom ministro da Saúde.

EXTIRPAR

A declaração de Lula em Santa Catarina gerou críticas do DEM.

O presidente emérito do DEM, Jorge Bornhausen, atribuiu os ataques do presidente Lula à ingestão de bebidas alcoólicas antes de comícios.


"Aconselho o presidente Lula a não faltar com a verdade, a não inaugurar obras inacabadas e a não ingerir bebida alcoólica antes dos comícios", afirmou o ex-senador à Folha. "É uma manifestação chavista, incompatível com a democracia."

No discurso de ontem, Lula falou que o DEM "alimentou ódio", em referência a uma frase dita por Bornhausen em 2005, durante o escândalo do mensalão. À época, o dirigente do DEM comentou: "Estaremos livres dessa raça pelos próximos 30 anos".

O petista disse ainda que "já sabemos quem são os Bornhausen. Eles não podem vir disfarçados carneiros. Já conhecemos as histórias deles".

Logo após o comício em Joinville (SC), o líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), filho de Jorge, disse em nota que o presidente, para pronunciar o nome dos Bornhausen dentro de Santa Catarina, "tem que estar são e lavar a boca antes".

O presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), disse que Lula agiu de forma "desequilibrada" e "autoritária". "O caminho para extirpar o adversário é na linha da Alemanha nazista. O presidente age de forma autoritária ao invés de deixar o eleitor decidir. Ele teve coragem, numa forma absurda, de sugerir isso em um momento eleitoral."

Maia disse que o DEM não pretende ingressar com ações judiciais contra Lula porque a relação com o presidente é política. "Temos certeza que esse é o caminho para a democracia. Pena que o presidente não ache isso. Veja do que é capaz um líder, mesmo com altas popularidades."

Pai de Rodrigo, o candidato ao Senado pelo Rio, César Maia, adotou o mesmo discurso contra Lula. "Essa é uma expressão muito comum entre os nazistas contra os judeus, extirpar os judeus. Hitler dizia isso cada vez que ia ao palanque", atacou.


"Lula, PT e Dilma deviam se preocupar em extirpar mensaleiros, sanguessugas que, depois de saquearem o dinheiro público, continuam no governo", afirmou o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), em sua página no Twitter.

O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) disse que a frase de Lula veio em um "bom momento" para mostrar à população brasileira os riscos da manutenção do PT no poder. "Está nascendo um déspota. Ele demonstra o viés antidemocrático do governo para o qual o Brasil está caminhando. Espero que a frase sirva de advertência para o povo brasileiro de que esse é o caminho de um partido cínico."


Dilma defende fala de Lula sobre o DEM como 'sobrevivente do processo de extermínio'

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), saiu em defesa nesta terça-feira da declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que é "preciso extirpar o DEM" e afirmou que é "sobrevivente do processo de extermínio" pregado pelo ex-presidente do partido Jorge Bornhausen.

Dilma disse que, depois da fala de Bornhausen de que o país ficaria "livre dessa raça [PT]" em 2005 após o escândalo do mensalão, os democratas não têm autoridade para rebater os ataques de Lula.


"Para quem falou que ia acabar com a minha raça, porque eu sou do PT, porque eu sou uma sobrevivente do processo de extermínio, não dá para [se] queixar de nada."

Dilma disse que Lula, ao afirmar que é preciso "extirpar" o DEM do país, não teve como objetivo propor o fim da oposição. "Nós estamos falando em luta política, estamos falando que ganharemos no voto. É completamente diferente do que queriam fazer com a gente. Eles queriam ganhar da gente no golpe. Nós não, vamos ganhar no voto."

A candidata disse que, sair vitoriosa em outubro, quem vai "ganhar" são os brasileiros. "Não sou eu que vou ganhar deles. São todos os brasileiros e brasileiras que vão ganhar deles e mais os governadores, os senadores desses 27 Estados."

Fonte: FOLHA/DANIEL RONCAGLIA e MÁRCIO FALCÃO

Lula fala em "extirpar" o DEM da política

Lula diz que o PT enfrenta a "direita raivosa" em Santa Catarina. Deputado Paulo Bornhausen chama Lula de "truculento" e diz que sua retórica é "nazi-fascista"

No fim de agosto, Época mostrou no blog Com Serra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não escondia seu empenho em “passar o rodo” na oposição nas eleições de outubro.

Com a petista Dilma Rousseff desfrutando de larga vantagem sobre seu principal rival, o tucano José Serra, Lula passou a se dedicar à campanha do Senado, onde Dilma, se eleita, pode ter três quintos dos votos, suficientes para aprovar emendas constitucionais. Nesta terça-feira (14), em Santa Catarina, Lula subiu o tom contra a oposição e propôs que o partido Democratas fosse “extirpado” da política brasileira.

Entre o fim da amanhã e o início da tarde, Lula foi a Joinville, no interior de Santa Catarina, participar de evento em apoio à candidatura da senadora Ideli Salvatti (PT) ao governo do Estado. Lula atacou o partido do principal adversário de Ideli, o também senador Raimundo Colombo (DEM), que lidera as pesquisas, e o ex-governador Luiz Henrique, que pertence ao PMDB, atual aliado do PT, mas que se aliou ao DEM.

"Quando Luiz Henrique foi eleito governador de Santa Catarina, eu achei que fosse pra mudar, mas ele trouxe de volta o DEM, que nós precisamos extirpar da política brasileira", afirmou Lula.

Em seguida, Lula atacou a família Bornhausen, que figura entre as principais da política catarinense. "Nós já aprendemos demais, já sabemos quem são os Bornhausen. Eles não podem vir disfarçados de carneiros. Já conhecemos as histórias deles”, disse Lula.

Em discurso inflamado, o presidente relembrou a pressão que seu governo sofreu em 2005, quando atingiu o auge o escândalo de corrupção do mensalão. Na ocasião, Jorge Bornhausen, então senador por Santa Catarina, afirmou que o país "se veria livre dessa raça [os petistas] por 30 anos".

Para Lula, a pressão daquela época é semelhante às pressões que sofreram os ex-presidentes Getúlio Vargas, João Goulart e Juscelino Kubitschek.

"Ideli enfrenta uma direita raivosa, a direita com ódio. É a mesma direita que articulou e levou o Getulio Vargas a dar um tiro no coração, a mesma direita que levou o João Goulart a renunciar e é a mesma direita que disse que Juscelino Kubitschek não podia ganhar, se ganhasse não tomava posse e se tomasse posse não ia governar. Essa mesma direita tentou fazer o mesmo comigo em 2005. E não fez porque eu tinha ingrediente a mais. Eu tinha vocês”, afirmou Lula, lembrando a histórica frase do jornalista e político Carlos Lacerda quando JK aparecia como favorito nas eleições de 1955. "Juscelino não pode ser candidato. Se for, não pode ganhar. Se ganhar, não pode tomar posse. Se tomar posse, deve ser derrubado".


DEM diz que retórica de Lula é "nazi-fascista"

O deputado Paulo Bornhausen (SC), líder do DEM na Câmara e filho de Jorge Bornhausen, divulgou à imprensa uma nota oficial na qual rebate as declarações de Lula também em termos duros.

O parlamentar começou defendendo o nome de sua família e disse que Lula, "para pronunciar o nome dos Bornhausen" em Santa Catarina "teria que estar são e lavar a boca antes". Segundo o deputado, Lula é um "acobertador contumaz da corrupção" do governo e do PT e "não tem moral" para agredir o povo de Santa Catarina. "Foi com essa truculência e com sua retórica nazi-facista que Lula tentou dividir o Brasil em dois países, de pobres e ricos", diz Bornhausen.

Em uma série de acusações contra Lula, Bornhausen afirmou que o presidente tinha um "plano bolivariano de conseguir um terceiro mandato" que só não virou realidade por conta do fim da CPMF, o chamado imposto sobre o cheque, derrubado pelo Senado em dezembro de 2007. Bornhausen não explicou como o terceiro mandato ocorreria, mas disse que o discurso de Lula desta terça mostra a "verdadeira face de protótipo de ditador" do presidente.

Bornhausen afirma que em seus dois mandatos, Lula "aprimorou a prática de desrespeitar as leis e desqualificar os três Poderes da República" e transformou "o Palácio do Planalto em balcão de negócios e de favorecimento a partidos políticos de sua base aliada e aos companheiros de partido e suas famílias".

Por fim, o deputado chama Dilma Rousseff e Ideli Salvatti de "bonecas de ventríloquo" e afirma: "O catarinense vai, mais uma vez, confirmar porque o nosso Estado é exemplo de desenvolvimento e qualidade de vida: porque aqui o PT nunca governou".

Comentário

O Presidente Lula, fez um discurso raivoso e cheio de ódio contra um partido político legal e juridicamente estabelecido.  Esqueceu-se que um Presidente deve ser presidente de todos os brasileiros e não de um único partido político, no caso o PT. Discurso lamentável.




Fonte: Época

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