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OMS anuncia fim da pandemia de gripe A (H1N1)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta terça-feira o fim da pandemia de gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1), 14 meses depois de ter declarado o nível máximo de alerta pela aparição do vírus.

Segundo o mais recente balanço da OMS, a gripe matou 18.449 pessoas em 214 países e territórios.

"O mundo não está mais na fase seis de alerta pandêmico. Passamos para a fase pós-pandêmica", disse a diretora geral do organismo, Margaret Chan, que cancelou o alerta após conselho do Comitê de Emergência da OMS, reunido horas antes.

No período pós-pandemia, alerta Chan, o vírus deve continuar circulando por mais alguns anos. A diferença é que, em vez de um grande número de contaminações em uma ampla área, o vírus A (H1N1) circula agora como um vírus da gripe comum sazonal e não é mais a forma dominante de influenza.

Chan citou ainda relatórios recentes que indicam que entre 20% e 40% da população foi contaminada com o vírus e criou imunidade, o que garante um certo nível de proteção contra epidemias localizadas.

"A vigilância contínua é extremamente importante", ressaltou a diretora-geral, lembrando que a vacinação tem papel importante na contenção da doença.

Chan disse que a pandemia acabou sendo muito menor do que o previsto há pouco mais de um ano, já que o vírus não sofreu mutação para uma forma mais letal e nem houve resistência em grande escala ao oseltamivir utilizado para combatê-lo.

"Desta vez, fomos auxiliados por pura boa sorte", disse Chan, que lembrou ainda que a vacina se mostrou um método efetivo de combate.

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.

O tratamento precoce com os antivirais Tamiflu ou Relenza ajuda a reduzir a gravidade e a duração da infecção. Há também a vacina contra a doença, disponível nos postos de saúde do Brasil.

Segundo a OMS, o vírus H1N1 deixou 8.553 mortos no continente americano --onde teria começado a epidemia--, 4.879 mortos na Europa, 1.992 no Sudeste Asiático, 1.858 no oeste do Pacífico, 1.019 no leste do Mediterrâneo e 168 na África.

Fim da pandemia não significa que vírus A (H1N1) está extinto

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta terça-feira o fim da pandemia de gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1). O fim do alerta máximo, contudo, não significa que o vírus foi extinto, mas sim que deve aparecer de maneira sazonal e com número menor de contaminados.

Saiba mais sobre o período de pós-pandemia da gripe A (H1N1):

A GRIPE

A gripe é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é diferente do H1N1 totalmente humano que circula nos últimos anos, por conter material genético dos vírus humanos, de aves e suínos, incluindo elementos de vírus suínos da Europa e da Ásia.

TRANSMISSÃO

A doença é transmitida de pessoa para pessoa como a gripe comum e pode ser contraída pela exposição a gotículas infectadas expelidas por tosse ou espirros, e também por contato com mãos e superfícies contaminadas.

SINTOMAS

Os sintomas são parecidos com os da gripe comum e incluem febre acima de 38°C, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com a gripe suína também relataram ter apresentado catarro, dor de garganta e náusea.

CONTAMINAÇÃO

No período pós-pandemia, os casos e surtos do vírus devem continuar a acontecer. O impacto exato da doença é impossível de se prever, já que há fatores como mutação do vírus e a imunidade da população já contaminada.

Assim, as pessoas devem manter as medidas preventivas para reduzir o risco de infecção --como a vacina, os cuidados de higiene e evitar contato com pessoas contaminadas.

GRUPOS DE RISCO

Segundo a OMS, por um período não determinado, crianças, jovens, pessoas que já apresentam doenças respiratórios e imunológicas e mulheres grávidas devem continuar a ser mais afetados pela doença, além de apresentarem sintomas mais graves. Por isso, o grupo de risco deve tomar cuidados adicionais de proteção, como lavar bem as mãos, cobrir a mão e nariz ao tossir, evitar contato próximo com pessoas doentes e tomar a vacina.

TRATAMENTO

A OMS afirma que o vírus sazonal da gripe A não deve causar sintomas graves e, na maioria dos casos, pode ser tratado em casa, como uma gripe comum, com remédios sintomáticos. Os doentes devem observar, contudo, o desenvolvimento de sintomas mais severos, como febre alta por períodos prolongados e dificuldade para respirar. Nestes casos, um médico deve ser consultado.

FIM DA PANDEMIA

A organização cancelou o alerta da pandemia depois de verificar que já não há mais surtos incomuns do vírus no verão e que o A (H1N1) segue um padrão de contaminação sazonal, similar ao da influenza comum.

Fontes: FOLHA - OMS - Agências

Gripe suína matou 17 mil nos EUA

Cerca de 1.800 foram crianças; 370 mil pessoas foram internadas por causa do vírus

O vírus H1N1, da chamada gripe suína, já matou até 17 mil norte-americanos, inclusive 1.800 crianças, disse o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA na sexta-feira (12).

A pandemia provocou um número de hospitalizações semelhante à de temporadas normais de gripe - mas em geral as vítimas eram jovens adultos e crianças, e não idosos, e o auge ocorreu em meses quando normalmente praticamente não há circulação de gripe, disse o órgão.

Uma nota da agência afirmou que o CDC estima que entre 41 e 84 milhões de casos do H1N1 2009 ocorreram entre abril de 2009 e 16 de janeiro de 2010. Normalmente, o CDC adota um número médio, que seria de 57 milhões de contaminados.

Entre 8.330 e 17.160 pessoas morreram nesse período por causa do H1N1, com uma cifra média de cerca de 12 mil, segundo o CDC.

Houve entre 880 e 1.800 mortes infantis, até 13 mil mortes de adultos menores de 65 anos, e apenas mil a 2.000 mortes de idosos.

Numa temporada normal de gripe, o CDC estima 36 mil mortes nos EUA, sendo 90% de pacientes acima de 65 anos.

A agência de saúde do governo calcula que a cada ano sejam hospitalizadas 200 mil pessoas - novamente, a maioria de idosos.

Entre abril e janeiro, o CDC estima que 183 mil a 370 mil pessoas tenham sido internadas por causa da gripe suína nos EUA.



Casos de gripe suína caem 97,3% no Brasil

Com a chegada da primavera e tempo típico de verão, com altas temperaturas, as transmissões da gripe A diminuíram drasticamente no Brasil. Para se ter uma ideia, entre 8 de agosto a 10 de outubro, houve queda de 97,3% no número de casos da gripe A, passando de 2.828 registros para 78 em todo o país.

No acumulado entre 25 de abril e 10 de outubro, foram confirmados 18.973 casos de algum tipo de influenza, dos quais 17.219 (90,7%) tiveram confirmação laboratorial para a nova gripe no país. No mesmo período foram registrados 1.368 mortes por influenza A (H1N1), o que corresponde a uma taxa de mortalidade de 0,7 por 100 mil habitantes.

De acordo com o infectologista e professor da Universidade de Brasília, Evoide de Moura, a diminuição dos casos da gripe com a mudança da estação sempre foi a esperança dos pesquisadores.

- É o que ocorre com a gripe comum. Temos picos no inverno e uma redução grande das ocorrências nas outras estações. Essa é a nossa vantagem com relação ao hemisfério Norte, pois não enfrentamos um outono frio, com mudanças drásticas na temperatura.

Como qualquer outra pandemia, a gripe causada pelo vírus H1N1 terá um fim, de acordo com Nancy Bellei, infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Ela explica que uma pandemia, como a da gripe suína, costuma durar cerca de dois anos, e diz que, a partir de outubro, espera-se que os casos da doença diminuam ainda mais no Brasil.

O vírus H1N1 já infectou grande parte da população brasileira. E isso, segundo Moura, pode ser uma coisa boa, já que os infectados estão imunes a esse tipo de vírus.


- O grande número de infectados e a chegada da vacina, prevista para o próximo ano, devem neutralizar a ação do vírus da gripe A como ele se apresenta atualmente. Mas isso não significa que estamos livres de uma nova cepa (tipo de vírus).

Mesmo assim, o Ministério da Saúde brasileiro fechou a compra do primeiro lote de vacinas contra Influenza A (H1N1). São 40 milhões de doses, com entrega ao governo no primeiro semestre de 2010. As vacinas estarão disponíveis antes do próximo inverno para um público-alvo ainda em definição. Além deste lote, o Ministério da Saúde também vai adquirir as vacinas produzidas pelo Instituto Butantan, único produtor na América Latina, e também por meio do Fundo Rotatório da OPAS.

Fontes: R7- Agências

Gripe A: Crianças até aos 12 anos vacinadas a partir de hoje

Os pais devem contactar os Centros de Saúde



Todas as crianças até aos 12 anos podem ser vacinadas contra o vírus H1N1 a partir desta segunda-feira, em Portugal. Os pais devem ligar para o seu centro de Saúde para acordarem a melhor forma dos filhos serem vacinados, uma vez que não é necessário qualquer declaração médica.

Fonte: Correio da Manhã

Governo cubano confirma 41 mortes na ilha por gripe suína

O governo cubano confirmou neste domingo (20) que 41 pessoas morreram na ilha por causa da pandemia da gripe suína, a maioria por problemas crônicos.

O presidente Raúl Castro disse que foram registrados 973 casos da doença, em seu discurso de encerramento da última sessão deste ano da Assembleia Nacional do Poder Popular (Parlamento).

Também advertiu que a chegada do inverno e o aumento das visitas de turistas à ilha demandarão "a intensificação" das medidas preventivas contra a pandemia.

Raúl qualificou de "bem-sucedido" o plano de enfrentamento iniciado no país para prevenir a propagação da gripe suína.

Em outubro as autoridades cubanas tinham informado sobre sete mortes por causa da pandemia e um número de infectados de 695 casos.

Cuba lançou uma campanha informativa nos meios de comunicação e espaços públicos para descrever os sintomas da gripe suína e divulgar medidas preventivas.


Fonte: FOLHA

OMS diz não poder avaliar importância de mutações do vírus da nova gripe

Keiji Fukuda, assessor da entidade, fez a afirmação nesta quinta (26).
'Não temos certeza, e precisamos de mais informação', disse ele.

O assessor especial sobre a pandemia da nova gripe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Keiji Fukuda, afirmou nesta quinta-feira (26) que a entidade não pode avaliar a importância das mutações detectadas no vírus A (H1N1) da nova gripe.

"Neste momento, não podemos afirmar com contundência se as mudanças e mutações detectadas no vírus da nova gripe em vários países são fundamentais, se significam uma mudança significativa ou se vai piorar. Não temos certeza, e precisamos de mais informação", disse Fukuda, em teleconferência.

"Precisamos identificar a mutação e, sobretudo, ter a imagem clínica, saber se o vírus modificado é mais severo ou não", disse.

Em relação à vacinação e às reações alérgicas detectadas, especialmente no Canadá, Fukuda disse - categórico - que "são normais e nada incomuns".

"Os índices de efeitos colaterais registrados são totalmente normais e estão em consonância com as reações adversas que acontecem com a vacina contra a gripe sazonal".

Detecção

Além disso, lembrou que foram administrados cerca de 100 milhões de doses em aproximadamente 40 países e que, na imensa maioria dos casos, não foram detectados efeitos colaterais.

"Os seis casos registrados no Canadá foram de um mesmo lote de vacinas administradas a mais de 100 mil pessoas que não desenvolveram nenhum sintoma. Portanto, devemos acreditar que os efeitos colaterais têm a ver com as condições prévias das pessoas e sua exposição ao vírus", afirmou.

O assessor especial acrescentou que "devemos comemorar a rápida detecção e retirada do lote realizadas entre o governo e a empresa".

Em referência à pandemia em geral, Fukuda disse que ainda não é possível afirmar que tenha chegado ao auge no hemisfério norte.

Além disso, não quis fazer avaliações sobre como o vírus está atuando em geral no hemisfério norte, já que todo o inverno ainda está por vir na região.

Fukuda também mencionou os casos de resistência aos antivirais, em sua maioria, em pessoas com problemas graves de imunodeficiência.


Fontes: G1 - Efe

Canadá recolhe lote de vacina contra gripe suína após alergia

Lotes foram apreendidos

Reações alérgicas graves à vacina contra o vírus H1N1 da gripe suína foram registradas recentemente no Canadá, causando o recolhimento de um lote do grupo farmacêutico GlaxoSmithKline, anunciou nesta terça-feira a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Segundo um porta-voz da organização, autoridades canadenses estão investigando as causas da alergia. O número de casos não foi divulgado. A OMS informou ainda que, no momento, não recomenda vigilância especial das vacinas nem muda as recomendações a respeito.

O lote afetado --que continha um total de 172 mil doses de vacinas-- haviam sido distribuídas no final de outubro em seis das 13 Províncias canadenses, e a GSK pediu o recolhimento por precaução, após os casos de alergias graves.

Segundo Gwenan White, porta-voz da companhia, a GlaxoSmithKline no Reino Unido escreveu para profissionais de saúde em 18 de novembro pedindo que suspendam as vacinações.

"Nós aconselhamos profissionais de saúde a não usar as vacinas enquanto autoridades e a GlaxoSmithKline investigam", disse ela, acrescentando que um total de 7,5 milhões de doses da vacina haviam sido distribuídas no Canadá.

O porta-voz da OMS Thomas Abraham disse que o caso está sendo investigado, e reiterou que vacinas e medicamentos antivirais continuam a ser eficazes contra a gripe suína, "apesar das mutações do vírus registradas na Noruega e em Hong Kong".

"O vírus continua a ser estável em suas manifestações clínicas. Todos os vírus mudam, especialmente o da gripe, mas normalmente não tem grandes consequencias", afirmou.


Fonte: FOLHA - France Presse

OMS investiga casos da nova gripe resistentes a medicamentos

Casos suspeitos ocorreram na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.
Provavelmente vírus foi transmitido de pessoa para pessoa.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) está investigando relatos na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos sobre casos de resistência do vírus A (H1N1), causador da nova gripe, ao Tamiflu em pessoas com o sistema imunológico severamente suprimido, disse um porta-voz nesta terça-feira (24).

A Agência de Proteção à Saúde da Grã-bretanha (HPA, na sigla em inglês) disse que cinco casos foram confirmados no País de Gales de pacientes infectados com o vírus da nova gripe H1N1 resistentes ao oseltamivir -- o nome genérico do Tamiflu.

Os pacientes enfrentaram sérias condições de saúde que reprimiram seus sistemas imunológicos, o que pode dar ao vírus uma oportunidade maior que a habitual para desenvolver resistência, disse a HPA. O órgão informou que o vírus resistente ao medicamento provavelmente foi transmitido de pessoa para pessoa.

"Temos visto os relatos, necessitamos investigá-los", disse o porta-voz da OMS, Thomas Abraham, em Genebra.

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças nos EUA também registrou, na semana passada, quatro casos resistentes ao Tamiflu na Carolina do Norte. Todos estariam em estado crítico com o sistema imunológico comprometido e outras condições médicas complexas.
O porta-voz da OMS disse que os dois relatórios envolveram resistência ao Tamiflu em pessoas com sistema imunológico gravemente comprometido


"Veremos se podemos adotar alguma medida adicional para proteger esse grupo de pacientes. Pode significar que eles estão sob maior risco do que os outros", afirmou Abraham.

Pessoas com o sistema imunológico suprimido, como aqueles em tratamento quimioterápico ou infectados com o vírus HIV, são mais propensos às infecções.

A OMS havia registrado anteriormente casos de vírus pandêmicos resistentes ao oseltamivir, mas disse que estes casos são raros.

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Fontes: G1 - Reuters

Noruega notifica mutação do vírus H1N1, causador da nova gripe

Alteração genética do vírus foi encontrada em 3 pacientes. Dois morreram e o terceiro se encontra em estado grave.

Autoridades norueguesas informaram nesta sexta-feira (20) que detectaram uma mutação potencialmente significativa no vírus H1N1, causador da nova gripe, em três pacientes.

A informação, divulgada por meio de comunicado, é do Instituto de Saúde Pública da Noruega. "A mutação poderia estar afetando a habilidade do vírus de penetrar mais profundamente o sistema respiratório, causando, assim, uma enfermidade mais séria", diz o texto, assinado por Geir Stene Larsen. Mas não haveria razão para acreditar que a mutação tenha qualquer implicação sobre a efetividade de vacinas ou drogas antivirais, ressalva o instituto.

A nova mutação foi descoberta nas duas primeiras pessoas que morreram por causa da enfermidade no país. O terceiro paciente está em estado grave.

A Organização Mundial da Saúde (OMS, a agência de saúde pública das Nações Unidas) declarou que aparentemente a mutação não está disseminada pela Noruega, e que o vírus, em sua forma alterada, permanece vulnerável a remédios e imunizantes. Ainda segundo a entidade, uma mutação similar foi detectada em vírus circulantes em outros países, como China e EUA, tanto em casos graves quanto em casos mais simples.

"Essa mutação tem sido detectada esporadicamente", comentou Anne Schuchat, membro do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. "Creio que é simplesmente muito cedo para afirmar o que isso pode significar em longo prazo."

Na Grã-Bretanha, especialistas estão investigando a possibilidade de que uma cepa do H1N1 resistente ao Tamiflu, medicamento indicado pela OMS para combater a nova gripe, esteja se disseminando. A informação é da Agência de Proteção à Saúde (HPA, na sigla em inglês).

Segundo o último boletim da OMS, 6.770 pessoas morreram de nova gripe.

Fontes: G1 - Reuters - AP

Nova gripe adoeceu 22 milhões de americanos em seis meses

Total de mortos pelo vírus H1N1 foi corrigido de 1,2 mil para mais de 4 mil.
Quase 100 mil americanos foram hospitalizados.


Moradores de Olmsted Falls, no estado americano de Ohio, fazem fila para tomar vacina contra a nova gripe neste domingo (15) (Foto: AP/Mark Duncan)

Nos primeiros seis meses de pandemia de nova gripe, 22 milhões de americanos contraíram a doença. A avaliação é da diretora do Centro Nacional de Imunizações e Doenças Respiratórias, Anne Schuchat. O total de mortos pela ação do vírus H1N1 foi corrigido de 1.200 nas estimativas iniciais para mais de 4 mil, até a semana passada.

Já os dados apresentados sobre a segunda temporada de gripe, que começou em outubro, mostram que o novo vírus está se espalhando rapidamente. Dos 50 estados norte-americanos, 48 já notificaram infecções e óbitos. Desde a implantação do sistema nacional de vigilância de gripe nos Estados Unidos, em 1997, este ano já é campeão em casos, e a temporada está só começando.

Número de crianças que morreram foi revisado e é 4 vezes maior

A gripe influenza A (H1N1) levou quase 100 mil pacientes a serem internados naquele país. Segundo Anne, esse número ainda deverá crescer substancialmente.

Outra contagem que foi atualizada - infelizmente para muito mais -, é o numero de crianças falecidas. A conta inicial era de 129 casos. A revisão contabiliza pelo menos 540 mortes infantis com a infecção.

Quando olhamos para os dados por idade, ainda temos um grande porcentual de adultos de 18 a 64 anos, com 54% dos casos. Crianças abaixo de 18 anos são 36% dos infectados. Pacientes acima de 65 anos, 10%.

A mortalidade segue essa tendência com a faixa dos adultos com maior índice de letalidade, seguido pelos acima dos 65 anos e as crianças por último. Mesmo com esse número importante de óbitos, a nova gripe ainda está matando menos do que a gripe comum.

A vacinação está em andamento, porém ainda com problemas de oferta de vacinas. Os fabricantes afirmam que estão trabalhando a todo vapor para suprir a demanda. A distribuição em um país muito grande também é complicada.

Existe uma lista de prioridade para vacinação que está sendo seguida. Em Nova York, a vacinação começou pelas crianças de escolas primárias e secundárias. Mas a adesão não foi a esperada e a vacina está liberada para os outros grupos como adultos jovens e pessoas com doenças crônicas.

Vamos continuar acompanhando a evolução do fatos e aprendendo para nos prepararmos para a nossa temporada de gripe, que virá no outono de 2010.


Fonte: G1/ Luis Fernando Correia

55% dos mortos pela nova gripe tinham outras doenças; 45% eram saudáveis

Números são do maior estudo já realizado sobre os casos nos EUA. Foram analisados 1.400 adultos e 500 crianças hospitalizadas.

A maioria das pessoas que morreram por causa da nova gripe pandêmica H1N1 tinha doenças como asma, mas 45% pareciam saudáveis, segundo o maior estudo já feito sobre os casos nos Estados Unidos.

Monja beneditina usa web para combater vacina contra H1N1

Teresa Forcades expressa preocupação com possibilidade de que a vacina compulsória seja maléfica à saúde


MADRI - Uma monja beneditina espanhola, doutora em medicina, está liderando uma campanha contra a vacinação para a gripe suína, por meio de um vídeo distribuído via Internet que já foi assistido por milhares de pessoas.

Gripe A já matou 4.108 pessoas no mundo, diz OMS

Os dados correspondem aos casos oficialmente confirmados e contabilizados até 27 de setembro

GENEBRA - A gripe suína, ou A(H1N1), já infectou 343.298 pessoas no mundo todo e matou pelo menos 4.108, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Pandemia de gripe suína deve estimular pesquisa de vacina universal

Pandemia estimula criação de vacina universal

A pandemia da gripe suína --como é chamada da gripe A (H1N1)-- deveria estimular a pesquisa farmacêutica a renovar seus esforços a fim de desenvolver uma vacina universal contra a gripe e repensar formas de lidar com futuras pandemias, afirmaram cientistas nesta sexta-feira.

China aponta sucesso de primeiras vacinações contra H1N1

Vacina não apresentou efeitos colaterais graves na primeira leva de pessoas a receberem medicação

PEQUIM - A primeira leva de pessoas a receberem a vacina contra a nova gripe H1N1 - um grupo de estudantes da China - não apresentou efeitos colaterais graves, disseram autoridades chinesas nesta terça-feira, 22.

A China iniciou na segunda-feira um programa de vacinação em massa, em que cerca de 100 mil estudantes de Pequim devem ser os primeiros a serem imunizados. A imprensa estatal disse que se trata do primeiro grupo expressivo de pessoas no mundo todo a receber a vacina.

FDA aprova vacina contra a nova gripe nos EUA

Campanha de imunização deve se iniciar em outubro. 195 milhões de doses já foram encomendadas.

A autoridade sanitária dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) aprovou nesta terça-feira (15) uma vacina contra a nova gripe. A decisão abre caminho para que a campanha de vacinação se inicie já no próximo mês, afirmou a secretária de Saúde Kathleen Sebelius.

Em audiência na Câmara dos Deputados, a secretária de Saúde afirmou que o país já comprou 195 milhões de doses da vacina de cinco fabricantes.

Ela ainda declarou que no início de outubro começará uma campanha gratuita de vacinação.

Fontes: G1 - AP

Egito desmente convergência de nova gripe e gripe aviária em humano

Comunicado do Ministério da Saúde não dissipa apreensão.
Caso foi divulgado pela Sociedade Internacional de Doenças Infecciosas.

Matéria anterior sobre o tema

O Ministro da Saúde do Egito se apressou em desmentir o caso de uma possível coinfecção pelos vírus H5N1, das aves, e H1N1, da nova gripe, em um paciente internado na cidade portuária de Safaga, na costa do Mar Vermelho.

Segundo o ministro egípcio, o homem de 38 anos de idade é portador do vírus influenza A (H1N1) e também de uma cepa de vírus comum da gripe. Ainda segundo o ministro, a alta hospitalar está prevista para daqui 2 dias.

Mas, em vez de acalmar os ânimos, o comunicado trouxe mais preocupações.

Em primeiro lugar, por que não divulgar qual o outro subtipo de vírus está associado ao H1N1? Além disso, os egípcios também não divulgaram quais testes foram utilizados para o diagnóstico. Essa informação ajudaria a dar credibilidade ao informe.

Situações como essa – autoridades desautorizando subordinados técnicos – muitas vezes têm caráter político, o movimento do ministro egípcio levanta mais suspeitas do que explica.

Quase ao mesmo tempo, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA e a Universidade de Maryland divulgaram um estudo que demonstra a superioridade biológica do influenza A (H1N1) sobre os vírus comuns da gripe esperados para este ano.

Em modelo animal, o H1N1, quando infectava um animal “em parceria” com outro tipo de vírus de gripe, não permitia que o outro vírus fosse transmitido adiante.

Mas qual a importância disso tudo e por que tanta polêmica?

O H1N1 tem alta transmissibilidade e baixa virulência: “passa” facilmente e mata pouco. Já o vírus H5N1, o da gripe aviária, tem baixa transmissibilidade e alta virulência. A preocupação dos especialistas é que os dois se combinem e apareça um vírus com alta transmissibilidade e alta virulência.

Até o momento, não existem indícios dessa combinação. Mas infecções por dois tipos de vírus são situações ideais para que essa combinação ocorra, daí a preocupação com o relato egípcio.

A pandemia do H1N1 está em curso e ainda conhecemos pouquíssimo sobre esse novo vírus. Os sistemas de monitoração de viroses estão funcionando no mundo todo e acompanhando cada novo indício.

Fonte: G1/Luis Fernando Correia

Paciente egípcio tem vírus da nova gripe e da gripe aviária

Caso é acompanhado de perto para checar possibilidade de dupla infecção.
Convivência viral pode facilitar mutações do H1N1.

O Egito relatou um caso de paciente com vírus da gripe humana e aviária. O paciente é um homem de 28 anos de idade, vindo da Arábia Saudita após a peregrinação anual à cidade sagrada de Meca.

O homem foi atendido na cidade portuária de Safaga, na costa do Mar Vermelho, com um quadro gripal. Durante o atendimento, foram identificadas duas formas do vírus influenza, um do tipo aviário, provavelmente o H5N1, e outro humano, o vírus pandêmico A (H1N1) de 2009.

O paciente foi internado e permanece no Hospital Central de Safaga. Segundo o diretor-geral de Medicina Preventiva, Mohamed Rifai, esse é o terceiro caso em dois dias. Os outros seriam um turista italiano e um outro peregrino de 30 anos de idade que também está internado no mesmo hospital na cidade portuária.

A situação foi descrita em relatório postado no site da Sociedade Internacional de Doenças Infecciosas. A situação aponta para duas possibilidades:

A primeira: como o Egito reportou vários casos de influenza aviária humana em 2009, o paciente pode ser apenas um portador de anticorpos para esse vírus. Já a infecção pelo H1N1 teria ocorrido durante a viagem à Arábia Saudita.

A segunda possibilidade: as duas cepas de vírus influenza, a humana e a aviária, poderiam infectar uma mesma pessoa. Essa dupla infecção facilitaria o surgimento de uma forma mais letal do vírus da gripe.

Os centros de monitoramento de infecções virais estão em alerta máximo desde o início da pandemia justamente para identificar as mutações do vírus da gripe.

Fonte: G1- Reuters

OMS informa que o H1N1 é o vírus dominante de gripe em todo o mundo

'Pandemia vai persistir nos próximos meses', afirma a entidade.
Agência de saúde da ONU ressalva que não detectou mutações.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta sexta-feira (28) que o H1N1, o vírus causador da nova gripe, já é o dominante em circulação no mundo. Isso significa que a maioria dos casos de gripe em curso é resultado da ação desse vírus, e não do agente causador da gripe comum, ou sazonal.

“A evidência de múltiplos locais de surto demonstra que o vírus pandêmico H1N1 se estabeleceu rapidamente e agora é a cepa dominante de influenza no maior número de regiões do mundo. A pandemia vai persistir nos próximos meses à medida que o vírus continua circulando entre populações suscetíveis”, afirma boletim divulgado no site oficial da OMS, a agência de saúde pública das Nações Unidas.

O monitoramento dos vírus pela rede de laboratórios credenciados pela agência mostrou que os H1N1 que originaram todos os surtos continuam praticamente idênticos. Não há sinais, portanto, de que o vírus tenha passado por mutações, o que é uma excelente notícia. Se o H1N1 mutasse após a produção de milhões de doses de vacinas, elas se tornariam inúteis da noite para o dia.

Ainda segundo a entidade, o quadro clínico da gripe pandêmica é similar em todos os países. A grande maioria dos pacientes tem sintomas brandos. “Ainda que o vírus possa causar enfermidade grave e fatal, e também em pessoas jovens e saudáveis, o número de tais ocorrências continua pequeno”, avalia a entidade.

Cientistas identificam proteína que detecta e combate vírus da gripe

Governo libera R$ 2,1 bilhões para compra de 73 milhões de doses da vacina


Fontes: G1 - OMS

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Testes com a vacina da nova gripe começam nos EUA

No Hemisfério Norte pior fase da epidemia vai chegar com o inverno.
Dez centros de pesquisa estão testando a vacina em voluntários.

Nos Estados Unidos, onde a pior fase da epidemia ainda vai chegar, cientistas americanos desenvolveram uma vacina contra a nova gripe, em Baltimore, no estado de Maryland, os testes com voluntários.

Ninguém queria que fosse assim, mas diante da necessidade ela virou desejo de cientistas, pesquisadores, médicos de boa parte do mundo. Saiu a vacina de combate a pandemia de gripe H1N1.

O voluntário Tibo Van Derdoes, 69 anos, explica porque se candidatou a servir de cobaia para o teste da mais nova vacina. "Eu achei que poderia ser uma valiosa experiência para mim e para a sociedade", disse.

Não é qualquer um que pode participar. Peso, altura, temperatura, pressão arterial, teste de sangue. É o check-up completo para saber se o voluntário está bem fisicamente e evitar que algum problema de saúde comprometa o resultado dos testes.

Um hospital na cidade de Baltimore, no estado de Maryland, é um dos dez centros de pesquisas dos Estados Unidos que estão testando em voluntários a vacina contra a nova gripe. E os primeiros resultados devem sair em um mês. A tempo de fazer qualquer mudança na vacina para torná-la mais eficiente, antes da vacinação em massa prevista para meados de outubro, antes de o inverno chegar no hemisfério norte.

Doutor Chen é um dos coordenadores dos testes e está otimista, sobretudo, depois de acompanhar como o vírus da nova gripe se comportou no Brasil. "O vírus que vemos agora circulando no hemisfério sul não apresentou mudanças em relação àqueles que selecionamos aqui nos Estados Unidos para fazer a vacina", explica.

Primeiro os idosos. Por último as crianças. Em um mês será possível descobrir se o que está dentro do vidrinho será capaz de derrotar, mesmo, a nova gripe.



Fontes: G1- Globo

Casa Branca diz que gripe suína pode matar até 90 mil nos EUA

Influenza A (H1N1) poderia matar até 90.000 americanos em 2009

O Conselho de Assessores de Ciência e Tecnologia da Casa Branca divulgou nesta segunda-feira relatório no qual diz que a gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1), é "séria ameaça" e que pode matar entre 30 mil e 90 mil americanos, principalmente crianças e jovens, no próximo outono --que começa no fim de setembro deste ano.

"O relatório afirma que a atual cepa representa uma "séria ameaça sanitária" à nação. A questão não é se o vírus é mais fatal do que outras linhagens de gripe, e sim se ele pode infectar mais pessoas do que o comum, porque é um novo vírus contra o qual poucas pessoas têm imunidade", afirmou a Casa Branca.

Segundo os especialistas, o previsível ressurgimento do vírus no outono (hemisfério norte), somado ao início do ano letivo poderiam causar a infecção de entre 30% e 50% da população do país.

As projeções indicam ainda que até 1,8 milhão de americanos poderiam ser admitidos em hospitais, com cerca de 300 mil precisando de tratamento intensivo. "Estes pacientes mais afetados poderiam ocupar de 50 a 100% dos leitos de unidades intensivas nas regiões mais atingidas pela epidemia, gerando forte tensão nestes centros médicos, que já funcionam em seu limite em tempos normais", destacam os especialistas.

A epidemia de gripe suína poderá provocar ainda de 30 mil a 90 mil mortes nos EUA, com uma maior concentração de casos entre crianças e adultos jovens. Como comparação, a gripe comum mata no mesmo período entre 30 mil e 40 mil pessoas nos EUA, especialmente pessoas com mais de 65 anos.

O documento avalia ainda a resposta que a administração de Barack Obama deu à propagação do vírus nos últimos meses e fornece uma série de recomendações a respeito.

Entre elas se destaca a de acelerar a preparação da vacina para que seja distribuída aos grupos mais vulneráveis, uma tarefa que, segundo o Departamento de Saúde, só estará concluída no Dia de Ação de Graças, comemorado este ano em 26 de novembro.

O governo quer que os laboratórios e farmacêuticas acelerem os testes da vacina contra a gripe suína para garantir uma campanha de vacinação antes do inverno no hemisfério norte.

Além de acelerar a produção da vacina, os especialistas recomendam "facilitar o desenvolvimento de outros antivirais, favorecer a implantação de pontos de diagnóstico rápido, e melhorar a vigilância médica e as medidas de supervisão dos animais".

Os especialistas afirmam ainda que é necessário atualizar o sistema de monitoração da epidemia, acelerar o desenvolvimento de estratégias de comunicação para divulgar mensagens de saúde pública, e criar uma figura na Casa Branca cuja missão seja coordenar as decisões que dizem respeito à epidemia nos diferentes departamentos.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Brennan, assegurou em comunicado que Obama discutiu todos estes aspectos com o Conselho e agradeceu suas recomendações, que transmitiu aos departamentos de Saúde, Educação e Segurança Nacional.

Cautela

O mesmo relatório ressalva, contudo, que é "pouco provável" que o vírus H1N1 se assemelhe à pandemia mortal de 1918-1919 --conhecida como gripe espanhola e que matou milhões de pessoas no planeta.

Os especialistas afirmam que a severidade do impacto da nova gripe dependerá do comportamento dos indivíduos e por isso reforça as recomendações como lavar as mãos com frequência e permanecer em casa caso seja diagnosticado.

O relatório sugere ainda que nos locais de trabalho sejam estabelecidas normas para evitar "que os empregados não se sintam pressionados a comparecer se estiverem doentes".

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Cinco empresas preparam tanto as vacinas contra o H1N1 quanto as vacinas contra a gripe sazonal para o mercado norte-americano --AstraZeneca, CSL, GlaxoSmithKline, Novartis e a Sanofi.

Gripe suína causa primeira morte em Barretos (SP)

A Secretaria da Saúde de Barretos (423 km de São Paulo) confirmou ontem a primeira morte provocada pela gripe suína --gripe A (H1N1)-- no município, de um homem de 47 anos, ocorrida dia 17. Além da morte, a cidade tem um caso da doença confirmado e investiga outros dez. No país, o número de mortos chega a 504, de acordo com dados das secretarias estaduais da Saúde.

A suspeita de que a morte tinha sido causada pelo vírus influenza A (H1N1) foi divulgada no dia 19, véspera do início da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, a mais tradicional do país e que prevê receber 800 mil visitas até domingo.

O paciente morreu com quadro de doença respiratória aguda grave. "Ele era obeso e fumante, estava em grupo de risco", disse Mussa Calil Neto, secretário da Saúde de Barretos.

O homem --que não teve o nome revelado-- foi visitado no Dia dos Pais por uma filha que mora em São José do Rio Preto e que apresentava quadro gripal. "Ela tinha gripe, mas aparentemente gripe comum, não foi atrás de médico. Não dá para falar se era [gripe suína]."

Segundo o secretário, a confirmação da morte não muda o trabalho desenvolvido na cidade e no Parque do Peão, recinto que abriga a Festa do Peão.

"Quando ocorreu a morte, fizemos o monitoramento da família e das pessoas que tiveram contato. Como esse senhor contraiu a doença antes da festa, não há ligação alguma."

Até agora, Barretos colheu material para exames de 21 suspeitos de gripe, dos quais nove foram descartados. Quatro dos pacientes estão internados na Santa Casa, que reservou um andar para o período da festa como medida preventiva.

Por causa do total de turistas recebidos em Barretos durante a festa, a unidade básica de saúde do bairro Marília ficou aberta 24 horas por dia no final de semana, mas nenhum caso suspeito apareceu. No Parque do Peão, onde há dois ambulatórios, também não houve procura por causa da gripe suína.

Segundo Os Independentes, entidade que organiza a festa, dispensers de álcool em gel foram espalhados em cem pontos do recinto e vídeos estão sendo divulgados nos telões.

Fonte: AP - Efe - FOLHA

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