Segundo o mais recente balanço da OMS, a gripe matou 18.449 pessoas em 214 países e territórios.
"O mundo não está mais na fase seis de alerta pandêmico. Passamos para a fase pós-pandêmica", disse a diretora geral do organismo, Margaret Chan, que cancelou o alerta após conselho do Comitê de Emergência da OMS, reunido horas antes.
No período pós-pandemia, alerta Chan, o vírus deve continuar circulando por mais alguns anos. A diferença é que, em vez de um grande número de contaminações em uma ampla área, o vírus A (H1N1) circula agora como um vírus da gripe comum sazonal e não é mais a forma dominante de influenza.
Chan citou ainda relatórios recentes que indicam que entre 20% e 40% da população foi contaminada com o vírus e criou imunidade, o que garante um certo nível de proteção contra epidemias localizadas.
"A vigilância contínua é extremamente importante", ressaltou a diretora-geral, lembrando que a vacinação tem papel importante na contenção da doença.
Chan disse que a pandemia acabou sendo muito menor do que o previsto há pouco mais de um ano, já que o vírus não sofreu mutação para uma forma mais letal e nem houve resistência em grande escala ao oseltamivir utilizado para combatê-lo.
"Desta vez, fomos auxiliados por pura boa sorte", disse Chan, que lembrou ainda que a vacina se mostrou um método efetivo de combate.
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.
O tratamento precoce com os antivirais Tamiflu ou Relenza ajuda a reduzir a gravidade e a duração da infecção. Há também a vacina contra a doença, disponível nos postos de saúde do Brasil.
Segundo a OMS, o vírus H1N1 deixou 8.553 mortos no continente americano --onde teria começado a epidemia--, 4.879 mortos na Europa, 1.992 no Sudeste Asiático, 1.858 no oeste do Pacífico, 1.019 no leste do Mediterrâneo e 168 na África.
Fim da pandemia não significa que vírus A (H1N1) está extinto
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta terça-feira o fim da pandemia de gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1). O fim do alerta máximo, contudo, não significa que o vírus foi extinto, mas sim que deve aparecer de maneira sazonal e com número menor de contaminados.
Saiba mais sobre o período de pós-pandemia da gripe A (H1N1):
A gripe é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é diferente do H1N1 totalmente humano que circula nos últimos anos, por conter material genético dos vírus humanos, de aves e suínos, incluindo elementos de vírus suínos da Europa e da Ásia.
TRANSMISSÃO
A doença é transmitida de pessoa para pessoa como a gripe comum e pode ser contraída pela exposição a gotículas infectadas expelidas por tosse ou espirros, e também por contato com mãos e superfícies contaminadas.
SINTOMAS
Os sintomas são parecidos com os da gripe comum e incluem febre acima de 38°C, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com a gripe suína também relataram ter apresentado catarro, dor de garganta e náusea.
CONTAMINAÇÃO
No período pós-pandemia, os casos e surtos do vírus devem continuar a acontecer. O impacto exato da doença é impossível de se prever, já que há fatores como mutação do vírus e a imunidade da população já contaminada.
Assim, as pessoas devem manter as medidas preventivas para reduzir o risco de infecção --como a vacina, os cuidados de higiene e evitar contato com pessoas contaminadas.
Segundo a OMS, por um período não determinado, crianças, jovens, pessoas que já apresentam doenças respiratórios e imunológicas e mulheres grávidas devem continuar a ser mais afetados pela doença, além de apresentarem sintomas mais graves. Por isso, o grupo de risco deve tomar cuidados adicionais de proteção, como lavar bem as mãos, cobrir a mão e nariz ao tossir, evitar contato próximo com pessoas doentes e tomar a vacina.
TRATAMENTO
A OMS afirma que o vírus sazonal da gripe A não deve causar sintomas graves e, na maioria dos casos, pode ser tratado em casa, como uma gripe comum, com remédios sintomáticos. Os doentes devem observar, contudo, o desenvolvimento de sintomas mais severos, como febre alta por períodos prolongados e dificuldade para respirar. Nestes casos, um médico deve ser consultado.
FIM DA PANDEMIA
A organização cancelou o alerta da pandemia depois de verificar que já não há mais surtos incomuns do vírus no verão e que o A (H1N1) segue um padrão de contaminação sazonal, similar ao da influenza comum.
Fontes: FOLHA - OMS - Agências
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