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A luta da blogueira cubana Yoani Sánchez

BGN vai promover com mais ênfase, a luta de Yoani Sánchez por uma Cuba democrática.

Yoani Sánchez

Este blog, tem apoiado a blogueira cubana Yoani Sánchez, desde o começo. Ela não pode ler seu próprio blog porque o governo cubano não permite que o blog esteja disponivel aos habitantes de Cuba.

Ela escreve matérias e envia via Twitter e seus colaboradores fora do país, inserem no blog. Ela quis vir ao Brasil, falar ao Senado Federal sobre a situação em Cuba, a convite do PSDB, em 2009, mas não teve permissão de viagem.

Na época, quando a imprensa pediu que deputados do PT intercedessem por ela, eles disseram que nada poderiam fazer, sem consultar o embaixador cubano. Vejam só que absurdo. Políticos do Congresso brasileiro, subservientes a outro governo.

Seja um apoiador de Yoani Sánchez.


Conheça o blog GENERACION Y

Fonte: JACK - BGN

Yoani Sánchez: Blogueira cubana denuncia que sua conta do Twitter foi bloqueada

 Blogueira poderia ter sido censurada.

 A blogueira cubana Yoani Sánchez

A blogueira cubana Yoani Sánchez afirmou nesta terça-feira (5) que não consegue enviar mensagens em sua conta no Twitter desde sexta-feira e pediu ao microblog que esclareça o sucedido para determinar se o governo de Cuba está por trás do bloqueio do acesso.

Com a ajuda de um amigo que tinha acesso à internet, a blogueira conseguiu twittar a seguinte mensagem: "#twitter deve esclarecer se seu serviço nos censurou a publicação de tweets por SMS ou se foi o governo de #Cuba que nos bloqueou".

"Ficamos sem voz no mundo dos 140 caracteres", disse Sánchez em entrevista telefônica, de Havana.


"O governo cubano não tinha encontrado a maneira de bloquear a possibilidade de enviar mensagens ao Twitter através de um telefone celular. Não sabemos se isso foi obra do governo cubano ou se é um problema técnico que envolve o Twitter," afirmou Sánchez.

Para ela, o Twitter se tornou uma espécie de "canal informativo" pelo qual os cubanos podem "enviar notícias, opiniões e informações ao mundo, e infelizmente parece que houve um bloqueio".

Se for comprovado que houve "censura", continuou a blogueira, "infelizmente se perderá um caminho de expressão cidadã para os cubanos".

Sánchez disse que outro blogueiro que conseguiu acesso à internet em um hotel entrou em contato com os responsáveis do Twitter, mas "não recebeu resposta".

Ela assinalou que soube da situação ontem, quando vários de seus seguidores lhe disseram que, desde sexta-feira, não recebiam suas mensagens através do serviço SMS, aparentemente o único meio pelo qual os cubanos, munidos de um telefone celular, conseguem twittar.

Tomás Bilbao, diretor-executivo do grupo Cuba Study Group, disse que entrou em contato com o Departamento de Estado e com o Twitter para que se investigue o que aconteceu com a conta de Sánchez e de outros blogueiros.

O aumento no número de blogueiros que usam o Twitter possivelmente atraiu a atenção das autoridades cubanas, indicou Bilbao.


"Se for comprovado que o governo cubano conseguiu bloquear o acesso ao Twitter através do serviço SMS, isso seria surpreendente, já que no caso iraniano o governo não conseguiu bloqueá-lo", destacou Bilbao.

Bilbao se referiu à chamada "revolução Twitter" no Irã, onde uma vibrante comunidade de blogueiros recorreu ao microblog para denunciar abusos do regime de Teerã, apesar dos esforços do governo para usar filtros que bloqueiem alguns conteúdos de internet.

A agência de notícias Efe também tentou entrar em contato com os administradores da rede social para saber sobre o caso de Sánchez, mas até o momento não obteve resposta.

Comentário

A blogueira cubana Yoani Sánchez, sofre perseguição sistematica por parte do regime comunista cubano. Ela foi convida para visitar o Senado brasileiro, contudo, o governo cubano não concedeu a ela um visto de saída.

A bancada petista no Congresso, simplesmente ignorou o drama vivido por ela e quando a imprensa foi consultar políticos petistas se poderiam fazer algo à respeito, disseram que precisariam consultar o embaixador cubano. Francamente, não tem cabimento isto. 

 Fonte: UOL - Agências

Com ajuda de Lula, blogueira cubana espera vir ao Brasil

Yoani Sanchéz é personagem de documentário feito por brasileiro em Cuba. Presidente 'agiu por desinformação' ao criticar presos políticos, disse ela.

Uma semana depois de o governo cubano ter iniciado a libertação de 52 presos políticos, como parte de um acordo costurado pela Igreja Católica e a Espanha, a premiada blogueira cubana Yoani Sanchéz ainda espera autorização para vir ao Brasil para participar da pré-estreia de um documentário no qual é personagem central.

“Estou agora mesmo cuidando dos trâmites, embora ainda não tenha recebido nenhuma resposta. Mas estou otimista. Recebi alguns sinais de que este é um problema que estão tentando solucionar. Se recebo uma negativa, será a sexta em três anos”, contou por telefone ao G1, de Havana.

A blogueira Yoani Sanchéz, crítica do regime cubano, em sua casa, em Havana, em foto de 2008 (Foto: AFP)

Em março, a cubana mandou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo que interviesse junto aos irmãos Castro para que autorizassem sua vinda ao país. Desde que criou o blog “Generación Y”, há três anos, Yoani já teve outros cinco pedidos negados para deixar Cuba, um deles para vir lançar no Brasil “De Cuba com carinho” (Editora Contexto).

“Do governo brasileiro não tive resposta, mas como disse um amigo a melhor diplomacia é a que se faz em silêncio. Pode ser que esteja acontecendo alguma negociação direta com o governo cubano que eu não esteja informada”, afirma. Pelas leis de Cuba, só sai do país quem obtém a autorização do governo.

Agora, Yoani quer ir a Jequié, na Bahia, para a primeira exibição, nesta sexta-feira (23), do documentário “Conexão Cuba Honduras”, feito pelo baiano Dado Galvão sobre a repressão nos dois países – o segundo, após o golpe de 2009.

Ativista social e documentarista em Jequié, Galvão, de 29 anos, colheu entrevistas e imagens dos conflitos nos dois países com uma câmera emprestada da Secretaria Municipal de Cultura. Ele viajou a Havana e Tegucigalpa com apoio das pastorais da Igreja Católica – às quais é ligado –, e após uma campanha para arrecadar fundos pelo comércio da cidade baiana de 150 mil habitantes.

Ao G1, o diretor disse que pode adiar a estreia caso haja garantias de que a cubana possa vir ao país. “A prioridade do momento é que ela venha. Não estamos preocupados com data, será um grande mérito do documentário se ela puder visitar o Brasil. Acho que já é um Oscar pra gente.”

Um segunda carta pedindo que o governo brasileiro interceda pela vinda de Yoani foi enviada pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, no dia 7 de julho. Suplicy disse ter conversado também com o embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora Rodriguez, de quem também espera uma resposta.

“Estou com uma expectativa positiva. A autorização de parte das autoridades cubanas para que Yoani possa estar presente na apresentação do documentário seria mais um sinal que se somaria à libertação de presos cubanos que foram para a Espanha, inclusive do ponto de vista do presidente Barack Obama poder tomar a decisão de levantar o embargo [econômico] contra Cuba [imposto pelos EUA desde 1962]”, disse.

Procurada, a assessoria de imprensa do Itamaraty informou que não comentaria o caso. A assessoria de imprensa da Presidência ainda não deu resposta.

Comentário:

A Presidência não comenta. O Itamaraty não comenta. Claro, apoiam a ditadura comunista em Cuba e jamais vão mover um dedo pela ativista cubana. Os esquerdistas do PT defendem os direitos humanos apenas para os ´´ companheiros´´. Se não fosse as intervenções da Igreja e do governo espanhol, nenhum preso político cubano teria sido libertado, porque para o atual governo brasileiro, os presos políticos cubanos seriam apenas ´´ bandidos ´´.

Pressão

Dissidentes cubanos libertados durante entrevista ao chegarem a Madri, na Espanha (Foto: AFP)

A blogueira cubana descreve a libertação dos primeiros 11 presos políticos em Cuba como “um pequeno passo em um grande caminho”.

Para ela, o governo cubano agiu sob a pressão dos cidadãos e do movimento das Damas de Branco (que reúne mulheres e mães de dissidentes presos), além da repercussão negativa após a morte na prisão de Orlando Zapata Tamayo, em fevereiro, seguida da greve de fome de Guillermo Fariñas, encerrada após 135 dias.


“Tudo isso pressionou o governo, mas ainda falta muito. Enquanto no Código Penal cubano ainda existirem artigos que penalizam a opinião, a livre expressão, todos somos potencialmente prisioneiros políticos. Temos que arrancar do governo o compromisso público de que ninguém será levado à prisão nessa ilha por motivos ideológicos ou de opinião”, disse Yoani.

Lula

Diferentemente dos primeiros presos libertados, que criticaram Lula em entrevista na Espanha por, segundo eles, ficar do lado do governo cubano, a blogueira acredita que o presidente agiu “mais por desinformação que por má intenção”. Em março, o presidente colecionou críticas por condenar a greve de fome de dissidentes cubanos e compará-los a presos comuns de São Paulo.

“Luiz Inácio Lula da Silva sempre é um homem que respeito. Creio, no entanto, que essa imagem falsa do processo cubano esteja em sua mente, de maneira que quando fez essa declaração, estava pensando mais nos informes, comentários e informações que havia recebido das autoridades cubanas que informando-se verdadeiramente sobre o tema”, afirma.

Comentário:

Um cidadão estar desinformado até é compreensível. Um presidente desinforamdo não é aceitável, porque tem assessoria e cara. Agora, existem assessores sem qualificação alguma e também há os que são ideologicamente comprometidos e por sua vez agem com falta de integridade intelectual.

Fidel

Já as recentes aparições do líder cubano Fidel Castro, após quatro anos de convalescência, são, para Yoani, uma tentativa de desviar a atenção sobre o que está ocorrendo no interior da ilha.


“Lembremos que ele apareceu a primeira vez há duas semanas e seu tema principal foi uma possível guerra nuclear entre Estados Unidos e Irã, de maneira que está sacudindo diante de nossos olhos o fantasma de uma conflagração mundial para escapar do verdadeiro conflito interno e, sobretudo, da opinião pública internacional para libertar esses homens injustamente encarcerados.”

Na verdade, O problema passa pelo Sr Amorim, e sua política externa imoral e fajuta.

A reforma que vem sendo prometida pelo governo de Raul Castro em Cuba, diz Yoani, só terá sentido se permitir não apenas o retorno dos dissidentes ao país, mas também que a liberdade para que os cubanos possam deixar a ilha sempre que quiserem.

Fonte: G1/Amauri Arrais

Cuba teme Yoani Sánchez / Cuba fears Yoani Sánchez

O regime cubano tem medo de Yoani Sánchez, a corajosa blogueira cubana.





Vídeos de Yoani Sánchez










Regime covarde teme blogueira

Regime ditatorial de Cuba teme blogueira



O regime cubano mostra evidente covardia em impedir o direito de ir e vir de seus cidadãos e especialmente da blogueira Yoani Sánchez.  Isto porque Raúl Castro sabe as deficiências do regime que governa e que se tudo é revelado, a máscara cai de vez.

Vamos todos unir esforços em defesa do direito de Yoani Sánchez viajar a outros países e expressar suas idéias à respeito de Cuba, e seu povo.

É de se lamentar que no Congresso Nacional, não tenha se formado um grupo de pressão em prol de Yoani  Sánchez. Infelizmente, os petistas e seus assemelhados impedem quaisquer iniciativas em prol da democracia e dos direitos humanos em Cuba.  Uma vergonha mesmo !!!!!

Alguns twits de Yoani Sánchez, no dia de hoje

yoanisanchez
 
Quiero tener el derecho a viajar, sin el uniformado que me quita el pasaporte y sin el avión que levanta vuelo, dejándome en tierra ajena.





Espero que la Cuba futura no necesite de largos discursos, consignas incendiarias, ni líderes de perfil griego. Prefiero un ciudadano.


Me gustaría que nuestro próximo presidente fuera un administrador honesto, que no llame a la crispación sino a la armonía ¿difícil, verdad?


Lo más importante es la solidaridad, de todos los amigos que me ayudan a publicar estos twees, a traducir mi página y a subir mis posts.

¿Nunca le han contado a usted una página web? Descrita sólo por teléfono a sabiendas que nunca podrá conectarse a leerla.

Pues aquí somos especialistas en narrar el mundo virtual, en poner en palabras lo que usted ve en imágenes y texto.

Piense por un momento que no puede conectarse a la web, que carece de móvil y de línea telefónica. Conozco a muchos cubanos en ese caso.
Por eso es que necesitamos ayuda, noticias, manos amigas que nos hagan llegar lo que pasa afuera y adentro. El oxígeno de la información.

Editorial BGN

Cuba persegue a blogueira que entrevistou Obama

Yoani Sánchez e seu marido, Reinaldo Escobar, viveram nos últimos dias um sequestro relâmpago da polícia e uma surra pelas mãos de seguidores do regime.


Yoani Sánchez

Dias de ataque para os blogueiros Yoani Sánchez e Reinaldo Escobar, seu marido. Em 6 de novembro, foi Yoani, 34 anos, quem denunciou um "sequestro siciliano", com surra incluída, por supostos agentes da polícia política; tudo em 20 minutos, sem câmeras nem depoimentos gráficos. Na última sexta-feira, o agredido foi Escobar, 62 anos, e a imprensa estrangeira filmou o ato de repúdio de que participaram centenas de pessoas ligadas ao governo, que atacaram o blogueiro com sanha e impunidade. Entre esses dois atos violentos, Yoani entrevistou o presidente americano, Barack Obama, e ofereceu seu testemunho a uma comissão do Congresso dos EUA.

"Não gosto de lamber minhas feridas. Continuo apostando no diálogo e em tudo o que abre as portas para o futuro, por isso do que aconteceu fico com a entrevista com Obama", disse Sánchez no sábado a "El País", no meio de um turbilhão de ligações do exterior.

Seu marido opinou que o ato de repúdio e os golpes foram uma "mensagem clara:" "O sinal do governo é que enquanto ficarmos na rede escrevendo nossos blogs, não há problema; mas não querem ações na rua porque a consideram dele"

O casal estava há dias ocupando espaços nos mais importantes meios de comunicação do mundo. Na quinta-feira sua popularidade chegou ao auge, quando Yoani publicou em seu blog "Geração Y" as respostas de Obama para sete perguntas que ela lhe fez sobre as relações Cuba-EUA. "Seu blog oferece ao mundo uma janela particular para as realidades da vida cotidiana em Cuba", escreveu o presidente, em um forte apoio a Sánchez, que em 2008 recebeu o Prêmio Ortega y Gasset de jornalismo.

Em suas respostas à blogueira, Obama mostrou-se favorável a uma "diplomacia direta e incondicional" com Havana e disse que deve ser o povo cubano quem decidirá seu futuro. Mas advertiu o governo de Raúl Castro de que é preciso dar passos na direção da democratização e do respeito aos direitos humanos se pretende chegar a uma normalização de relações com os EUA.

No mesmo dia do incidente com Reinaldo Escobar, pela manhã, realizou-se em Washington uma audiência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, que debateu a pertinência de se eliminar a proibição aos americanos de viajar em turismo à ilha caribenha. Em meio a um acalorado debate, o presidente da comissão, o deputado democrata Howard Berman, da Califórnia, leu um testemunho de Yoani a favor do levantamento da proibição, alegando que "poderia dar mais resultado na democratização de Cuba do que as medidas indecisas de Raúl Castro". "Junto com as malas, as bermudas e os filtros solares poderão chegar também apoio, solidariedade e liberdade", colocou Sánchez.

O papel de Yoani nas relações entre Cuba e EUA não agrada ao governo de Raúl Castro, como tampouco seu crescente "ativismo cidadão" e seu salto do blog para a rua. Os choques mais duros de Sánchez com o mundo oficial ocorreram exatamente quando realizou atos públicos. Em 6 de novembro Yoani denunciou que foi detida e espancada por supostos agentes do governo vestidos de civis para impedir sua participação em uma manifestação contra a violência convocada em um bairro central de Havana.

Em desagravo, Escobar desafiou para um "duelo verbal" o policial que agrediu sua mulher, um chamado agente Rodney. O encontro era em 20 de novembro às 5 da tarde na mesma esquina da cidade, mas dias antes foi convocado para esse lugar um Festival Universitário do Livro e da Leitura. A coisa acabou como se sabe. Segundo a versão oficiosa, embora nada tenha saído na imprensa, a população "espontaneamente" saiu ao encontro de um grupo de provocadores "contrarrevolucionários".

"É sua resposta à oferta de diálogo: golpes, gritos e comícios de repúdio", diz Sánchez, que acaba de criar em sua casa uma "academia blogger". Na velocidade em que vão os acontecimentos, qualquer perfil que se faça hoje da blogueira fica velho na semana seguinte.


Fontes: UOL - El País/Mauricio Vicent
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Novo Castro, mesma Cuba

Editorial: O ESTADO DE S PAULO

Às 5h50, o ativista político cubano Alexander Santos Hernandez ainda dormia quando invadiram a sua casa para prendê-lo. Às 8h30, sem ter tido acesso a um advogado, ouviu a leitura da sentença que o condenava a 4 anos de cadeia. A sentença datava de dois dias antes. A história de Hernandez é uma das 40 do gênero documentadas pela Human Rights Watch (HRW), que rivaliza com a Anistia Internacional no empenho de denunciar abusos contra as liberdades fundamentais no mundo. Com base em informações extraídas de documentos e mais de 60 entrevistas conduzidas meses atrás em 7 das 14 províncias de Cuba, a organização apurou que a repressão sistemática aos críticos e dissidentes do regime não arrefeceu com a substituição de Fidel por Raúl Castro, iniciada em 2006 e consumada dois anos depois. Tornou-se apenas menos ostensiva  e menos propensa, portanto, a levantar protestos no exterior.

"Raúl tem sido tão brutal como o seu irmão", alerta o diretor da entidade para as Américas, José Miguel Vivanco. "Os cubanos que ousam criticar o governo vivem constantemente com medo, sabendo que podem ser encarcerados a todo momento." Foi o que disse à HRW o ativista de direitos humanos Rodolfo Bartelemí Coba, em março passado: "Vinte e quatro horas por dia estamos prontos para ser detidos." Dez dias depois do seu depoimento, ele foi levado. O instrumento repressivo de que o regime lança mão com mais frequência para aterrorizar os opositores é a acusação de "periculosidade", utilizada contra Alexander Hernandez em 2006, por exemplo. Prevista no Código Penal cubano, permite prender pessoas sem nenhuma evidência de que tenham cometido um delito. Basta a suspeita de que possam vir a fazê-lo. O delito típico, naturalmente, é o de atentar contra a revolução socialista.

"Essa norma, a mais orwelliana de todas as leis cubanas, capta a essência da mentalidade repressora do governo", aponta a Human Rights no seu recém-divulgado relatório de 123 páginas, Novo Castro, mesma Cuba, o primeiro desde a ascensão de Raúl. Além de evocar as técnicas totalitárias de controle social imaginadas no clássico 1984, de George Orwell, a estratégia da "repressão velada", como diz Vivanco, facilita as coisas para o regime de duas formas. A primeira, ao embutir o rito sumário nos tribunais da ditadura castrista, reduzindo-se ao mínimo os procedimentos formais que de outro modo chamariam a atenção dos observadores estrangeiros. "O indivíduo é detido de manhã, a sentença sai ao meio-dia e à tarde ele já está cumprindo pena", descreve Vivanco. A segunda é a relativa moderação das penas . de 2 a 4 anos de prisão. "Desse modo", comenta o diretor da HRW, "não há comoção internacional como em 2003, quando Fidel prendeu 75 dissidentes e os condenou a mais de 20 anos."

Teve escassa repercussão, por isso, a condenação por "periculosidade" do ativista Ramón Velásquez Toranzo. Ele pretendia percorrer a ilha, numa marcha pacífica pela libertação dos compatriotas prisioneiros políticos . Seriam cerca de 200.

Em janeiro de 2007 ele foi sentenciado a 3 anos. O conformismo político também é imposto por outros meios:  assédio, agressões, convocações para depor, atos públicos de execração, privação de trabalho. Nem sempre funciona.

A blogueira Yoani Sánchez, hoje a mais conhecida dissidente cubana, insiste em denunciar o regime, apesar das perseguições. Ela não consegue visto para viajar ao exterior, mas (ainda) conserva a liberdade. Na semana passada, três homens que ela acredita serem do serviço secreto a agarraram na rua. Jogada num carro, foi espancada e ameaçada de morte. Vinte minutos depois, foi largada na periferia de Havana.

A revelação de que, sob outro Castro, Cuba continua a mesma, deve municiar os adversários da iniciativa do presidente Barack Obama de liberar as viagens de cidadãos americanos à ilha, entre outras medidas de distensão nas relações bilaterais. O assunto está na pauta da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes.

A Human Rights Watch, historicamente contrária ao embargo a Cuba, defende uma coalizão multilateral em torno de uma única exigência concreta: a libertação incondicional dos prisioneiros políticos em até 6 meses, sob pena de sanções, como negação de vistos a membros do regime, que não sacrifiquem ainda mais a população cubana.

Marido de blogueira Yoani Sánchez denuncia ter sofrido agressão

Reinaldo Escobar afirmou que foi atcado em uma rua de Havana. Imagens da violência foram divulgadas na internet.

Yoani Sánchez

O marido da blogueira cubana Yoani Sánchez, o jornalista Reinaldo Escobar, denunciou neste sábado (21) que foi agredido por simpatizantes do governo em uma rua de Havana quando foi pedir explicações a um agente de segurança do Estado por causa de uma agressão a sua mulher.

Escobar afirmou que teve um "duelo verbal" com o agente na tarde de sexta-feira, mas que, segundo indicou em seu blog "depois disso", "um cardume de seres vivos vociferava, agredia e cuspia em um homem (ele) que só quis obter uma resposta".

Ele ressaltou que as imagens divulgadas na internet da agressão que sofreu devem ser vistas por "aqueles que colocaram em dúvida que Yoani Sánchez foi agredida pelos integrantes da segurança do Estado".

O jornalista, de 62 anos, disse ter sofrido "menos agressões" do que sua esposa - que denunciou há duas semanas que foi agredida pela polícia secreta quando ia participar de uma marcha de jovens contra a violência-, "porque um inesperado escudo de amigos recebeu-as por mim".

Segundo um informe fornecido à imprensa estrangeira pelo centro de imprensa da Chancelaria, Escobar "tentou importunar um ato de encerramento da feira universitária do livro no centro de Havana, mas o jogo deu errado". No comunicado, a Chancelaria acrescentou que os jovens que cercaram Reinaldo agiram espontaneamente.

Acrescentou que "o curioso do fato é que os agentes de segurança que Yoani Sanchez tantas vezes denunciou por supostas agressões e intimidação", retiraram "seu marido do local para que não sofresse a ira de um povo que se cansou de tantas provocações".

Comentário:


Não dá para acreditar nesta vesão do governo cubano!! Só rindo mesmo.



Fonte: G1

Caro Senador Suplicy: Yoani Sánchez sofre perseguição em Cuba e foi agredida



Caro Senador Suplicy: Yoani Sánchez sofre perseguição em Cuba e foi agredida recentemente e agora os outros blogueiros amigos dela. Confira AQUI e AQUI.


Vídeo das agressões sofridas, postado por ela minutos atrás



O que fará à respeito? 


Interessante que não vemos o Sr. Taso Genro, sair em defesa dela e nem condenar as arbitrariedades da ditadura cubana

Em entrevista a blogueira cubana, Obama pede abertura na ilha

Presidente fala em 'diplomacia direta' no blog de Yoani Sánchez, que faz críticas ao regime de Raúl Castro

Acesse o blog Generación Y (em espanhol)

Yoani, em foto de 2008/Alejandro Ernesto/Efe

HAVANA - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, concedeu uma entrevista sem precedentes à blogueira cubana Yoani Sánchez, que é abertamente crítica ao governo da ilha.

Sánchez havia enviado um questionário com sete perguntas ao líder americano e ao presidente cubano, Raúl Castro, sobre a relação entre os dois países. Obama foi o primeiro a responder às perguntas de Sánchez, autora do blog Generación Y.

"Depois de meses de tentativas consegui fazer com que um questionário chegasse ao presidente norte-americano Barack Obama com alguns desses temas que não me deixam dormir", disse a blogueira ao jornal espanhol El País.

Na entrevista, Obama disse que quer uma relação melhor entre os Estados Unidos e Cuba. Mas o presidente voltou a afirmar que qualquer mudança da política americana em relação à ilha dependerá da ação das autoridades cubanas em responder ao desejo da população para aproveitar os benefícios da democracia.

"Há tempos que digo que é hora de estabelecer uma diplomacia direta e sem condições, seja com amigos ou com inimigos. No caso de Cuba, o uso da diplomacia deveria resultar em maiores oportunidades para promover nossos interesses e as liberdades do povo cubano", disse Obama na entrevista.

Obama ainda agradeceu a oportunidade de mostrar suas impressões e não descartou uma visita ao país, contanto que o povo possa desfrutar dos mesmos direitos das populações do resto do continente.

Blogs

O blog Generación Y foi eleito como um dos 25 melhores do mundo pela revista americana Time. A autora já recebeu diversos prêmios, entre eles o Ortega y Gasset de jornalismo, na Espanha.

Em uma entrevista à BBC Mundo há Sánchez afirmou que no último dia 6 de novembro, ela foi detida durante quase meia hora e espancada por um grupo de homens para impedir que ela chegasse a uma manifestação pública.

No blog, ela acusou autoridades de segurança que a teriam espancado por criticar o governo de Raúl Castro.

De acordo com o correspondente da BBC em Cuba George Ballantine, os blogueiros cubanos "estão promovendo debate longe da doutrina oficial para explorar assuntos sociais e econômicos".

"Sem dúvida, a atual tolerância do governo poderia mudar, na medida em que cresce o número de blogueiros que estão começando a condenar a perseguição aos escritores independentes e a exigir reformas estruturais", afirmou.

Fonte: FOLHA

Seres de la sombra

Matéria Seres de la Sombra , escrita por Yoani Sanchez, em seu blog Generación Y

CCJ aprova voto de repúdio a governo de Cuba pela prisão de blogueira

Blogueira sofre ameaças constantes

Yoani Sánchez

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (11), voto de repúdio ao governo cubano pela prisão da escritora Yoani Sánchez, criadora do blog Generación Y. Na última sexta-feira (7), ela e dois outros blogueiros foram detidos por agentes de segurança durante uma passeata contra a violência.

O requerimento do presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO) foi aprovado com voto contrário do senador Inácio Arruda (PCdo-B-CE) e com a abstenção do senador Eduardo Suplicy (PT-SP).

Suplicy disse ser a favor desse protesto da CCJ, mas defendeu que a votação do requerimento acontecesse somente após ouvir explicações da embaixada cubana no Brasil sobre o episódio. O senador foi designado, na reunião desta quarta-feira, pelo presidente da CCJ, para intermediar, junto à embaixada de Cuba, a vinda de Yoani à comissão, como já havia sido aprovado pelo colegiado.

O senador por São Paulo afirmou temer que o convite para que Sánchez venha ao Brasil, para ser ouvida pela CCJ e também para o lançamento de seu livro pela Editora Contexto, tenha causado preocupação ao governo de Cuba. Ele disse esperar que a escritora venha ao Senado antes da homenagem do Congresso aos 50 anos da revolução cubana, marcada para o início de dezembro.

Segundo Demóstenes, o convite para ouvir a blogueira, formulado pela Comissão e encaminhado pelo presidente do Senado, José Sarney, à embaixada daquele país, sequer recebeu resposta.

O voto de repúdio foi apoiado "com entusiasmo e convicção" pelo líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM). O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) também afirmou apoiar qualquer iniciativa que seja contra um ato ditatorial.

Já o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) afirmou que prefere esperar pelas explicações da embaixada cubana. Ele ponderou ainda que o requerimento deveria ser votado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e não pela CCJ.

Comentário:


Esperar explicações de Cuba para que? Um país que prende e reprime alguém somente por manter um blog e expor sua opinião, não merece oportunidade para dar explicação alguma.  A abstenção é um ato covarde. O Senador Arruda, se não pode ajudar Sánchez, que não a atrapalhe. Suplicy desça do muro.

Livro

A CCJ aprovou, em 23 de setembro, requerimento de Demóstenes para que Yoani participe de audiência pública sobre o livro "De Cuba, com Carinho". O livro é uma coletânea de textos sobre o cotidiano do povo cubano, publicados por ela em seu blog, em defesa da maior liberdade de expressão em seu país.

No requerimento, o presidente da CCJ explica que o lançamento do livro, pela Editora Contexto, no final de outubro, seria uma oportunidade para que Brasil e Cuba incrementem o diálogo bilateral.

Rádio Senado apresenta hoje entrevista com blogueira cubana Yoani Sánchez

A Rádio Senado leva ao ar logo mais, às 23 horas, entrevista exclusiva com a escritora e blogueira cubana Yoani Sánchez. O governo de Cuba tem negado autorização para que Yoani venha ao Brasil lançar neste mês o livro De Cuba, com Carinho - uma coletânea de textos sobre o cotidiano do povo cubano publicados por ela no blog "Generación Y" (www.desdecuba.com/generaciony).

Em entrevista ao programa Estação da Mídia, Yoani fala dos desafios que enfrenta para mostrar a realidade cubana: represálias do governo, acesso limitado à internet e impossibilidade de ler seu próprio blog. De acordo com ela, o "Generación Y" é vetado em Cuba, e voluntários em outros países postam na página as fotos e os textos enviados por Yoani Sánchez.

A escritora também destaca o convite feito pelo Senado brasileiro para participar de uma audiência pública na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Yoani diz que ficou comovida com o convite, mas não acredita que receberá autorização do governo cubano.

- A possibilidade de uma viagem ao Brasil é muito pequena. Mas por meio da internet posso chegar virtualmente a centenas de milhares de computadores em todo o mundo. E isso compensa a limitação que tenho de me mover fisicamente - afirmou, por telefone, de Havana, capital de Cuba.

A Rádio Senado FM transmite sua programação para Brasília e regiões vizinhas na frequência de 91,7 MHz e também para Natal (106,9 MHz) e Cuiabá (102,5 MHz). Os programas da Rádio Senado são distribuídos para mais de 1.400 emissoras no país por meio da Rádio Agência, no endereço www.senado.gov.br/radio.

Ouça a conversa com a escritora: Parte 1 - Parte 2

Fonte: Agência Senado/Denise Costa

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