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Líderes do G20 pregam esforço contra 'desvalorizações competitivas'

Comunicado final recomenda que países 'se abstenham' de prática. Desvalorização de moedas está na origem da chamada 'guerra cambial'.

Líderes do G20 reunidos em Seul em foto oficial (Foto: Reuters)

Os líderes do G20 reunidos em Seul, na Coreia do Sul, se comprometeram nesta sexta-feira (12) a evitar desvalorizações competitivas de moedas e a recomendar que os países "se abstenham" de tomar esse tipo de medida, uma das origens da chamada "guerra cambial". A decisão consta do comunicado final da quinta reunião de cúpula do grupo.

Outro ponto acordado foi o fortalecimento da cooperação internacional para reduzir os desequilíbrios globais.

No "Plano de Ação de Seul", incluído no comunicado, o G20 destaca que se movimentará para um "sistema de taxas de câmbio mais determinado pelo mercado".

"As economias avançadas, incluindo aquelas com moedas de reserva, permanecerão vigilantes à volatilidade excessiva e aos movimentos desordenados das taxas de câmbio. Estas ações ajudarão a reduzir o risco de excessiva volatilidade nos fluxos de capital que alguns países emergentes enfrentam", afirma o texto.

Após dois dias de discussões, as 20 maiores economias do planeta alertaram que políticas econômicas não coordenadas podem ter consequências desastrosas para todos.

Por este motivo, o G20 se comprometeu a "fortalecer a cooperação multilateral para reduzir os desequilíbrios excessivos na economia mundial".

O grupo de países ricos e emergentes também concordou em aplicar mecanismos para manter os níveis de conta corrente em categorias sustentáveis, de acordo com critérios que serão definidos por grupos de trabalho com apoio técnico do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Bancos

Os líderes adotaram o novo marco regulatório "Basileia III", que exige mais fundos próprios aos bancos considerados importantes para o sistema financeiro mundial, com o objetivo de que resistam de maneira melhor a possíveis futuras crises.

"Aprovamos o acordo alcançado no Comitê de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês) sobre novas regras de capitais nos bancos e liquidez", afirma o comunicado final do encontro de cúpula do G20.

FMI

Os líderes manifestaram apoio à reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) que deu a economias como China e Brasil maior peso de decisão no organismo.

A diretoria do FMI estabeleceu as mudanças, qualificadas de "históricas" pelo diretor da instituição, Dominique Strauss-Kahn, na reunião da semana passada.

"Esta reforma de resultados ambiciosos é uma etapa importante para um FMI mais legítimo, confiável e eficaz", destacaram os líderes do G20 no comunicado final.

A reforma aprovada no dia 6 de novembro pela diretoria do Fundo faz com que 110 dos 187 países membros do FMI tenham os direito de voto aumentados.

Os chefes de Estado e de Governo do G20 encarregaram seus ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais a prosseguirem com a análise da reforma do FMI e do Banco Mundial.



Comunicado do G20 pede combate ao protecionismo e a desequilíbrios cambiais

Os líderes do G20 reunidos em Seul concordaram em melhorar a cooperação multilateral para reduzir os desequilíbrios na economia mundial, em um comunicado que reúne compromissos.

O "Plano de Ação de Seul" determina que as economias do G20 devem mover-se no sentido de um "sistema de taxas de câmbio mais determinado pelo mercado", e que os países devem "abster-se de desvalorizações competitivas de moedas".

Os líderes do G20 destacam ainda que apesar dos "sólidos resultados" no combate à crise financeira global, alguns "desequilíbrios estão alimentando a tentação de adotar unilateralmente soluções globais, levando a ações descoordenadas. No entanto, ações políticas descoordenadas levarão apenas a resultados piores para todos", diz o documento.

O G20, com apoio técnico do FMI, desenvolverá "guias de orientação" compostos por uma "variedade de indicadores" que ajudem a identificar desequilíbrios comerciais importantes que "requerem ações preventivas e corretivas".

Sobre a movimentação protecionista ficou acordado que "os países resistirão ao protecionismo sob todas as formas".

Reafirmando o compromisso de combater o aquecimento global, o G20 anunciou que "não poupará esforços para o êxito do encontro de Cancún (México) sobre as mudanças climáticas", em dezembro.



Fontes: G1 - TV Globo - Agências - FOLHA DE S PAULO

Vídeocast: Guerra Cambial

A análise do editor do blog, sobre a guerra cambial global

Reunião do G20 na Coreia do Sul define reforma no FMI

Países emergentes ganharão mais poder de decisão. Proposta também visa aumentar o capital do FMI.

Os ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G20 – grupo que reúne os países ricos e as potências emergentes. - decidiram neste sábado (23), em Gyeongjuna, na Coreia do Sul, que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve passar por uma grande reforma.

Dentre as principais mudanças acertadas na reunião está a transferência de maior poder de decisão aos países emergentes. Foi decidido também que haverá uma reestruturação no sistema bancário e a nas instituições financeiras dos países desenvolvidos, responsáveis pela crise econômica mundial de 2009.

Ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais posam para foto na Coreia do Sul. (Foto: AP)

O diretor-geral do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn, classificou a reforma como "a mais importante já adotada no governo do Fundo Monetário Internacional". A alteração proposta também visa aumentar o capital do FMI.

A União Europeia se comprometeu a ceder dois dos nove assentos a que tem direito no diretório do organismo, composto por 24 membros. Ainda não há definição, no entanto, de como serão distribuídas essas duas cadeiras.

Câmbio

Ao longo da sexta-feira, a “guerra cambial” e, na esteira dela, a proposta dos Estados Unidos de estabelecer limites para os desequilíbrios externos, como maneira de pressionar os países com superávit a deixar que suas moedas se valorizem foram os destaques do encontro.

Em uma carta aos ministros participantes do encontro, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, afirmou que os países deveriam implementar políticas para reduzir os desequilíbrios em conta corrente para um nível inferior a determinada parcela do Produto Interno Bruto (PIB).

O ministro de Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, disse que Geithner propôs limitar os superávits e déficits em conta corrente a 4% do PIB.

Esse clima destacou as dificuldades que o G20 enfrenta, à medida que tenta colocar a economia mundial em um ritmo mais estável e acalmar as tensões cambiais.

Embora o G20 tenha sido parabenizado pela coordenação de pacotes de estímulo durante a crise financeira global, sua unidade tem sido testada por baixo crescimento nos países ricos e tentativas de algumas economias emergentes de preservar sua competitividade comercial mantendo as moedas desvalorizadas.

Histórico

O G20 foi criado em 1999, na esteira da crise financeira asiática de 1997, para reunir as principais economias ricas e emergentes para estabilizar o mercado financeiro global.

Desde a sua criação, o G20 realiza reúne os ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais destes países para discutir medidas para promover a estabilidade financeira do mundo e alcançar um crescimento sustentável e equilibrado.

Comentário

O Tesouro dos EUA, têm ferramental e munição suficiente para fazer um belo estrago nas políticas cambiais dos emergentes. Assim, talvez um acordo poderia ser um bom negócio, afim de amenizar a condução das políticas do orgão. 

Há consenso no mercado que em 2011, a política implementada pelo Tesouro americano, vai provocar um belo estrago no equilíbrio macro-econômico dos emergentes e os dois emergentes mais vulneráveis neste caso são Brasil e Rússia.

Fontes: G1 - Agências

G20 põe 'novos ricos' na mesa das decisões mundiais

Grupo das 20 maiores economias vai tomando o lugar do clube dos poderosos do G8

A cidade de Toronto, no Canadá, recebe neste final de semana alguns dos homens e mulheres mais poderosos do mundo para a cúpula do G20. O poder, nesse caso, vem tanto dos países ricos, como Estados Unidos e França, quanto dos emergentes, caso do Brasil e da Índia, que ganharam papel de protagonistas na cena mundial após a crise econômica que estourou em 2008.

O encontro do G20  ocorre um dia depois da cúpula do G8, grupo das sete maiores economias mais a Rússia. O primeiro encontro reúne, na prática, o clube dos ricos (G8), que no sábado e no domingo terá a companhia dos novos ricos (G20), ou emergentes.

Manifestantes protestam contra cúpula do G8 se travestindo dos líderes da Itália, Reino Unido, EUA, Rússia, Alemanha, França, Canadá e Japão/Allan Lissner/AFP

Em entrevista ao Council on Foreign Relations, o ex-consultor para política externa do Departamento de Estado americano, Stewart Patrick, disse que “a criação do G20 é a maior inovação na governança global desde o fim da Guerra Fria (1989)”.

O crescimento de economias emergentes, como as de Brasil, China e Índia, e a decadência econômica de nações ricas, como os EUA e o Reino Unido, fez o G8 parecer obsoleto diante da nova configuração mundial. Por isso, muitas decisões antes tomadas pelo pequeno clube dos poderosos do G8 agora começam a ser divididas com os emergentes do G20.

Patrick lembra que o G20 “é o único fórum internacional no qual os países desenvolvidos e os em desenvolvimento se reúnem em condições de igualdade”.

Crise acelerou divisão de poder

Criado em 1999 para ser um fórum de discussões econômicas, composto pelos ministros da Fazenda dos 20 maiores PIBs do mundo, o G20 foi promovido em 2008 a um grupo formado pelos chefes de Estado e governo.

A mudança aconteceu no aperto da crise econômica, quando o então presidente dos EUA, George W. Bush, viu que não conseguiria conter o furacão da crise sem ajuda dos emergentes.

Para o professor de Relações Internacionais da PUC-SP, Paulo Edgard Resende, o G20 “foi um um primeiro ensaio para irmos além do G8”.

- Mesmo sem consistência formal, o G20 já é marcado pelo protagonismo. Há uma nova cartografia mundial que tem de ser levada em conta.

Para Patrick, “no longo prazo o G20 inevitavelmente expandirá sua agenda, solidificando seu papel como o clube mais influente ante os países poderosos”.

Brasil ganha com novo cenário

O Brasil, uma das mais destacadas potências emergentes, ganha com a nova configuração de poder no mundo trazida pelo G20. O país já participa das grandes decisões econômicas, é um país Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), tem forte atuação na OMC (Organização Mundial de Comércio) e é, sem dúvidas, um global trader (comerciante global).

Apesar do poderio econômico, o país quer poder político, como se viu na recente negociação de um acordo nuclear com o Irã – por isso se esforça para ser um global player (ator importante no cenário internacional).

Para o professor Giorgio Romano, da Universidade Federal do ABC, o poder vem acompanhado de responsabilidades.

- O Brasil ocupou muito espaço e cresceu muito mais rápido do que se preparou. O mundo espera do Brasil uma posição sobre tudo.

Romano lembra, no entanto, que os ricos não vão dividir o poder tão facilmente com os emergentes. Ele diz que a substituição do G8 pelo G20 será gradual.

- Não necessariamente os países querem tratar todos os assuntos no G20. Há outros fóruns para decisão política, como a ONU e a Otan. Mesmo os emergentes não querem que tudo seja decidido no G20.

Apesar da importância do evento, a cúpula deste fim de semana estará desfalcada do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que decidiu ficar no país para acompanhar os trabalhos de ajuda às vítimas de enchentes no Nordeste. O Brasil será representado no G20 pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Fontes: R7 - Agências

G-20 substituirá G-8 como fórum econômico global

Grupo assumirá posto de zelador da economia mundial e dará mais voz a emergentes, diz esboço do comunicado

PITTSBURGH - O G-20 assumirá o posto de zelador da economia global, dando mais voz a economias emergentes como a China, e desenhará regras mais duras sobre o capital de bancos até o fim de 2012, segundo o esboço do comunicado da cúpula do grupo, que ocorre nesta sexta-feira, 25, em Pittsburgh, nos Estados Unidos. O grupo também pretende substituir o G-8 (sete nações mais ricas do mundo e a Rússia) como o principal fórum de cooperação econômico internacional, segundo informou na quinta-feira, 24, um alto funcionário da Casa Branca. O anúncio deverá ser feito nesta sexta durante a cúpula.

Obama quer que G20 repense economia global

Obama quer reforma do sistema financeiro mundial

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse neste domingo que vai estimular nesta semana os líderes mundiais a reformatar a economia global, como forma de resposta para a maior crise financeira em décadas.

Na Europa, politicos estão mantendo a pressão para que seja elaborado um acordo que limite o salário e bônus dos banqueiros, no encontro de dois dias do G20 (grupo que reúne representantes de países desenvolvidos e dos principais emergentes), que se inicia na próxima terça-feira, em Pittsburgh, nos EUA.

O encontro vai marcar a terceira vez em menos de um ano que os líderes de países que reúnem 85% da economia global se encontrarão para coordenar suas respostas à crise.

Obama afirmou que a economia norte-americana está se recuperando, mesmo que o desemprego esteja se mantendo em alta, e agora é o momento de reequilibrar a economia mundial, após décadas de consumo exagerado por parte dos EUA.

"Não podemos voltar para a era em que os chineses ou alemães ou outros países apenas vendem tudo para nós. Estamos eliminando um monte de dívidas de cartão de crédito ou hipotecas, mas não estamos vendendo nada para eles", disse Obama em um entrevista para o canal "CNN".

Com os consumidores norte-americanos segurando seus gastos, após a queda dos preços das residências e aumento do desemprego, Washington quer que outros países se tornem motores do crescimento.

"Isso é parte do que o encontro do G20 em Pittsburgh será, garantindo que haja uma economia mais equilibrada", reiterou o presidente dos EUA.

Fontes: FOLHA/Reuters



Bancos centrais chegam a acordo para reforçar regulação bancária

Bancos centrais chegam a um acordo.

Os dirigentes dos principais bancos centrais chegaram a um acordo neste domingo sobre um pacote de medidas destinadas a reforçar a regulação e a supervisão dos bancos devido à crise financeira, segundo um comunicado divulgado pelo BRI (Banco de Regulamentações Internacionais).

As medidas deverão reduzir "substancialmente a probabilidade e a severidade de um estresse econômico e financeiro", indica o comunicado do banco com sede na Basileia.

O acordo põe em marcha e aperfeiçoa as medidas "Basileia II" revisadas, concluídas em julho, que impõem aos bancos um reforço de seu capital e um remédio para os problemas evidenciados pelo afundamento dos mercados financeiros do ano passado.

"Os acordos alcançados hoje entre os 27 maiores países do mundo são essenciais, já que delimitam novos padrões para a regulação bancária e a supervisão em nível mundial", disse o presidente do BCE (Banco Central Europeu), o francês Jean-Claude Trichet, que presidia a reunião.

Os organismos nacionais de supervisão deverão se certificar de que as remunerações ou as bonificações estejam "em conformidade com os resultados a longo prazo e com um comportamento prudente em matéria de tomada de riscos", ressaltou Nout Wellinink, presidente do Comitê da Basileia sobre o controle bancário e dirigente do banco central holandês.

No entanto, a reunião não fixou uma data precisa para a implementação deste pacote de medidas, que deverão tomar forma nos próximos meses, ser testadas até o final de 2010 e aplicadas de maneira "que não comprometam a reativação da economia real".

Os bancos centrais concordaram também em obrigar os bancos a se dotarem permanentemente de um capital suscetível de ser utilizado em períodos de crise financeira.

O acordo Basileia II atualmente em vigor, concluído em 2004, já reforçou e desenvolveu regras anteriores neste sentido para os bancos em termos de capital. Mas estas tiveram que ser negociadas durante anos, lutando contra as desconfianças do setor bancário.

Fontes: FOLHA - France Presse

G20 falha em estabelecer regras claras para bancos

G-20 tem dificuldade em chegar a um acordo com novas regras bancárias.

Os líderes financeiros do G20 tiveram dificuldades neste sábado para chegar a medidas específicas para enrijecer os pagamentos bancários e as regras para empréstimos que evitem uma repetição do caos financeiro que gerou a pior recessão mundial em décadas.

O cenário econômico global melhor desde o último encontro dos líderes, em abril, fez com que o grupo de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais mudasse o foco da reunião para a questão de como estabelecer um sistema financeiro mais seguro.

Publicamente, a mensagem foi de solidariedade, já que as autoridades concordaram que devem gastar os US$ 5 trilhões comprometidos com o estímulo econômico para assegurar a recuperação, e adiar a retirada das medidas de emergência até que as economias estejam fortes o suficiente para se manterem sozinhas.

Mas nos bastidores, algumas fontes do G20 expressaram frustração, afirmando que não houve muito avanço em conter os pagamentos excessivos a executivos de bancos --particularmente aqueles que trabalham para instituições que receberam bilhões de dólares em ajuda do governo.

'É ofensivo ao povo, cujo dinheiro pago em impostos ajudou de vários formas os bancos a evitarem o colapso e se recuperarem', afirmou o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

O comunicado final afirma que o Comitê de Estabilidade Financeira vai examinar como limitar esses pagamentos e apresentará suas propostas na cúpula de líderes do G20, em Pittsburgh, nos dias 24 e 25 deste mês.

Além disso, o G20 concordou com a medida que força os banqueiros a devolverem os bônus se eles forem baseados em ações que, futuramente, provem ser equivocadas.

Os líderes financeiros também concordaram que os bancos devem manter mais capital guardado para evitar uma volta da crise que levou ao colapso de algumas da maiores instituições do mundo. Os detalhes, porém, como o quanto é necessário e como esse valor será calculado, não foram definidos.

Uma fonte afirmou à Reuters que o G20 apoiou a proposta dos Estados Unidos para que os bancos retenham mais capital de qualidade. A ideia é fornecer mais proteção contra o tipo de perdas catastróficas que levaram os bancos à falência nos últimos dois anos.

"Os bancos vão ter restrições mais rígidas na qualidade do capital", disse a fonte. "Isso significa que eles terão que ter mais e melhor capital para agir como uma proteção a choques."

Mudança na ordem global

O comunicado deixa ainda as portas abertas para um acordo, em Pittsburgh, que faça com que as nações emergentes, como China, Índia e Brasil, tenham mais poder de voto na administração do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, mas não oferece nenhuma fórmula para que isso aconteça.

O texto apenas afirma que a 'voz' desses países na política econômica global deve crescer 'significativamente' e que os ministros esperam 'progressos substanciais' na questão no encontro dos líderes mundiais no fim deste mês.

O Bric --composto por Brasil, Rússia, Índia e China-- anunciou na sexta-feira seus objetivos para aumentar seu poder de decisão nas instituições internacionais.

Também houve acordo sobre a necessidade de continuar apoiando as economias mais frágeis, com programas de gastos públicos e pacotes de estímulo fiscal, e de estabelecer um período de tempo mais amplo para exigir que combatam os altos déficit públicos.

Além disso, e em resposta a uma demanda das nações emergentes, que representam 70% da população mundial, o grupo aprovou "combater todas as formas de protecionismo e chegar a uma conclusão equilibrada e ambiciosa na Rodada de Doha", dentro da Organização Mundial do Comércio (OMC).

G20

O G20 financeiro --que congrega ministros de Economia e presidentes de bancos centrais das grandes economias desenvolvidas e emergentes-- se reúne todos os anos desde 1999.

O grupo foi criado em 1999, na busca de respostas articuladas para a crise do final dos anos 90, que começou na Ásia e acabou atingindo o mundo todo. A ideia era estabelecer um grupo mais representativo de países para tratar fundamentalmente de estabilidade financeira e políticas para evitar novas crises. Com o passar dos anos, o grupo ampliou sua agenda.

Participam do G20 ministros da Economia e presidentes de bancos centrais de 19 países: os oito países do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Japão e Rússia) mais África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México e Turquia. A União Europeia também integra o grupo, representada pela presidência rotativa do Conselho Europeu e pelo Banco Central Europeu.

Juntos, os países membros representam cerca de 90% do produto nacional bruto mundial, 80% do comércio internacional e cerca de dois terços da população do planeta.

G20 se compromete a manter pacotes, mas não chega a acordo sobre bônus

Fontes: FOLHA - Efe

Paul Krugman diz que reunião do G20 foi melhor que o esperado

O norte- americano Paul Krugman, professor e colunista do jornal "The New York Times" que recebeu o Nobel de economia de 2008, avaliou como positivos os anúncios feitos nesta quinta-feira após a reunião do G20 (grupo que reúne representantes dos países ricos e dos principais emergentes), cujos líderes se reuniram hoje em Londres para debater a crise.

O professor Paul Krugman, que ganhou o prêmio Nobel de economia deste ano
Na principal medida anunciada, as nações concordaram em reservar fundos da ordem de US$ 1 trilhão ao FMI (Fundo Monetário Internacional), além de US$ 100 bilhões adicionais para socorrer as emergentes. Controle de paraísos fiscais e um esforço fiscal de US$ 5 trilhões até 2010 para salvar empregos também foram determinados como objetivos do grupo.

No blog que mantém no jornal (krugman.blogs.nytimes.com/), Krugman destacou a linha para o FMI, que segundo ele precisa de dinheiro para ajudar as nações. "O resultado do G20 foi melhor do que eu esperava, com algo substancial e importante emergindo --ou seja, muito mais dinheiro para instituições financeiras internacionais, além da expansão do crédito para o comércio", escreveu o economista.

Krugman também indaga se as medidas representariam "um ponto de virada na crise". E ele mesmo responde: "Não. Mas, realisticamente, a maioria das grandes reuniões internacionais produziu nada; e isto é algo significativo."

Medidas

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anfitrião da atual cúpula, afirmou após o encontro que o "G20 alcançou novo consenso de que se tem de agir conjuntamente. (...) Problemas globais requerem soluções globais", disse em pronunciamento. Segundo ele, o encontro de hoje vai abrir caminho para uma "ação coletiva, e não uma coleção de ações individuais".

"Esse US$ 1 trilhão é dinheiro novo. É dinheiro gerado através do FMI emitindo seus direitos especiais e do crédito comercial, que vem de agências de exportação", explicou o primeiro-ministro britânico em entrevista coletiva.

Os países reforçaram ainda a necessidade de manter as políticas de corte de juros para estimular as economias internas, o que ajudará a atingir a cifra de US$ 5 trilhões de expansão fiscal (principalmente cortes de impostos e gastos públicos) para a criação de empregos até o fim de 2010. Brown ressaltou que tal valor, resultado dos esforços dos governos já anunciados, reflete o maior montante já "liberado" no mundo para estimular as economias.

Outro ponto abordado é a necessidade de "trabalhar urgentemente com os líderes" mundiais para fazer avançar a Rodada Doha de liberalização comercial, no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio).

O texto final inclui um acordo para a criação de um método de eliminar os ativos "podres" (de alto risco de calote) dos bancos e o endurecimento das regulamentações sobre "hedge funds" (fundos de alto risco), paraísos fiscais e o sistema bancário.

No documento final desta reunião do G20 saíram ainda decisões de redefinir as regras para o pagamento de bônus, "sem recompensa para o fracasso", segundo as palavras de Brown.

Lula aponta igualdade de condições entre emergentes e desenvolvidos no G20


Reunião do G20, em Londres, contribui para acelerar fim da crise e fortalece Reino Unido e Brasil, diz professor Paulo Sandroni

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira em Londres que a reunião do G20 foi a primeira da qual participou em que houve igualdade de condições entre emergentes e desenvolvidos. Em relação à concessão de US$ 1 trilhão ao FMI (Fundo Monetário Internacional), Lula afirmou querer entrar para a história como o primeiro presidente brasileiro a emprestar dinheiro à instituição e lembrou que já carregou faixas de "fora FMI" no Brasil.

"Gostaria de entrar para a história como o presidente que emprestou alguns reais ao FMI", ironizou Lula durante a entrevista coletiva. "Em minha juventude, carreguei faixas em São Paulo que diziam 'fora FMI', (mas) o Brasil não quer se comportar como um país pequeno", disse Lula, em entrevista coletiva à imprensa na embaixada brasileira, depois do final da reunião do G20, grupo que reúne representantes dos países ricos e dos principais emergentes.

Ele não informou, no entanto, o valor que deverá ser repassado, e lembrou que, no passado, o Brasil pediu ajuda à instituição financeira e que as condições às quais estava submetido eram impopulares.

"A contribuição do Brasil será na forma de empréstimos [ao FMI] que não diminuam nossas reservas e que serão concedidos a países pobres, sobretudo, da América Latina", afirmou Lula.

Já o ministro da Fazenda Guido Mantega disse que o montante da participação brasileira será divulgado "nos próximos dias".

Para Lula, o G20 foi marcado também pela igualdade entre países desenvolvidos e emergentes.

"É a primeira reunião de que participei na qual os países desenvolvidos estiveram em igualdade de condições com os países em desenvolvimento", disse Lula.

"Hoje foi um momento muito importante para a história mundial", afirmou o presidente, após o anúncio do plano que injeta US$ 1 trilhão no FMI e regula os paraísos fiscais, impondo também restrições aos salários e bonificações dos banqueiros.

Segundo Lula, essa reunião de Londres foi diferente das anteriores "porque ninguém chegou sabendo tudo, como se os outros não soubessem nada".

"Com a crise, muitas coisas mudaram porque os países que a causaram ainda não mediram todos os prejuízos que sofreram, porque ninguém sabe seguramente o que deve ser feito", ressaltou o presidente.

Consenso

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anfitrião da atual cúpula, afirmou após o encontro que o "G20 alcançou novo consenso de que se tem de agir conjuntamente. (...) Problemas globais requerem soluções globais", disse em pronunciamento. Segundo ele, o encontro de hoje vai abrir caminho para uma "ação coletiva, e não uma coleção de ações individuais".

"Esse US$ 1 trilhão é dinheiro novo. É dinheiro gerado através do FMI emitindo seus direitos especiais e do crédito comercial, que vem de agências de exportação", explicou o primeiro-ministro britânico em entrevista coletiva.

Os países reforçaram ainda a necessidade de manter as políticas de corte de juros para estimular as economias internas, o que ajudará a atingir a cifra de US$ 5 trilhões de expansão fiscal (principalmente cortes de impostos e gastos públicos) para a criação de empregos até o fim de 2010. Brown ressaltou que tal valor, resultado dos esforços dos governos já anunciados, reflete o maior montante já "liberado" no mundo para estimular as economias.

Outro ponto abordado é a necessidade de "trabalhar urgentemente com os líderes" mundiais para fazer avançar a Rodada Doha de liberalização comercial, no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio). Segundo ele, para expandir o comércio global, serão destinados fundos de US$ 250 bilhões aos países para financiamento. Aos países emergentes, estão previstos mais US$ 100 bilhões de bancos de desenvolvimento multilaterais, o que eleva o total dos fundos a US$ 1,1 trilhão.

Regulamentações

O texto final inclui um acordo para a criação de um método de eliminar os ativos "podres" (de alto risco de calote) dos bancos e o endurecimento das regulamentações sobre "hedge funds" (fundos de alto risco), paraísos fiscais e o sistema bancário. "O sigilo bancário do passado tem de acabar (...) Estamos entrando em um processo profundo de reestruturação de nosso sistema financeiro para o futuro."

No documento final desta reunião do G20 saíram ainda decisões de redefinir as regras para o pagamento de bônus, "sem recompensa para o fracasso", segundo as palavras de Brown. Também foi determinado o objetivo de desenvolver um "sistema de alarme precoce" para crises.

Segundo o premiê britânico, as instituições internacionais, como o FMI, passarão por uma "modernização" para incluir mais os países emergentes.

Brown destacou, porém, que apesar da melhora de alguns indicadores nada será resolvido de uma hora para outra. "Os países chegaram a um plano que envolve maiores cortes de taxas de juros, maior aumento de recursos na história de instituições internacionais. É uma reestruturação do sistema fiscal do mundo inteiro", ressaltou.

Rainha Elizabeth II para Berlusconi: Por que gritar tanto assim?

Premiê italiano foi repreendido por cumprimentar Obama em tom mais alto do que recomenda o protocolo

LONDRES - O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, cometeu mais uma de suas gafes na última quarta-feira, 1, durante o encontro de chefes de Estado e de governo com a rainha britânica, Elizabeth II, em Londres.


Foto oficial dos chefes de Estado e governo do G-20 com a rainha Elizabeth II - AP

Após a foto oficial com a monarca, o líder italiano cumprimentou o presidente americano, Barack Obama, em um tom efusivo, um pouco mais alto do que o recomendado pelo protocolo. "Senhor Obama!", disse. Obama respondeu: "Senhor Berlusconi". A rainha respondeu: "O que é isso? Para que gritar tanto assim?". Todos os presentes riram. O vídeo da gafe foi postado no site You Tube.

Berlusconi é conhecido por gafes em encontros com líderes mundiais. No final do ano passado, criou polêmica ao dizer que Obama é um 'jovem muito bonito e bronzeado'.

Em 2002, durante uma conferência de chanceleres da União Europeia, ele fez o sinal de 'chifrinho' atrás do ministro das Relações Exteriores espanhol, José Piquet. No ano passado, disse que as mulheres de direita eram bonitas e que as de esquerda eram feias.

Bolsas vivem dia de euforia após anúncio de acordo no G-20

Mercados mundiais, que já viviam pregões de alta nesta quinta-feira, subiram ainda mais após anúncio de acordo



LONDRES - Os mercados mundiais vivem um dia de euforia nesta quinta-feira, 2, impulsionadas pela reunião do G-20 em Londres, que definiu as linhas de atuação das maiores economias do mundo contra a crise financeira. As bolsas, que já vinham ganhando desde o início do pregão na Europa e na Ásia, aceleraram a alta depois do anúncio do acordo, feito no final da manhã pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

G-20 concorda em liberar US$ 5 trilhões em estímulos fiscais

G-20 concorda em liberar US$ 5 trilhões em estímulos fiscais

SÃO PAULO - Os líderes do G-20 chegaram a um acordo sobre o pacote de ajuda para reativação da economia mundial. No total, serão destinados US$ 5 trilhões em estímulos fiscais, que serão distribuídos até o final de 2010. Além disso, o G-20 também concordou em usar os recursos adicionais de vendas de ouro do Fundo Monetário Internacional (FMI) para financiar os países mais pobres e constituir um programa adicional de US$ 1,1 trilhão para dar apoio à recuperação do crédito, do crescimento e do emprego na economia mundial. Deste total, US$ 250 bilhões serão destinados para financiar o comércio mundial.


Primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, anuncia plano de ajuda à economia

O aporte no FMI deve ocorrer por vários meios. Pela linha de crédito New Arrangements to Borrow (NAB), defendida pelos Estados Unidos, seriam injetados US$ 250 bilhões. Outros US$ 250 bilhões viriam dos Direitos Especiais de Saque (SDR), ligados ao poder de decisão de cada sócio do Fundo.

Por fim, mais US$ 250 bilhões seriam originários de empréstimos diretos de governos: US$ 100 bilhões do Japão, US$ 100 bilhões da União Europeia e US$ 48 bilhões da Noruega.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, a China contribuirá com US$ 40 bilhões para o FMI, mas não disse se Pequim fará a contribuição por meio da compra de bônus do FMI e ou créditos.

De acordo com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, todo esse esforço aumentará a produção para 4% e acelerará a transição para uma economia ecológica".

A proposta de aumento dos recursos do FMI veio a público em 22 de fevereiro, ao término de uma reunião preparatória dos países europeus do G-20.


Decisões


O G-20 decidiu ainda que o FMI vai avaliar as ações adotadas e traçar as "as ações globais necessárias" para cumprir os objetivos anunciados hoje pelo grupo.

O grupo aprovou ainda uma revisão das quotas votantes do FMI até o fim de janeiro de 2010. Segundo o comunicado, o G-20 também concordou em subscrever uma série de princípios para "promover a atividade econômica sustentável". O grupo se reunirá novamente antes do fim deste ano para fazer uma avaliação do progresso em seus compromissos.

O grupo dos 20 países mais industrializados e dos maiores emergentes do mundo (G-20) divulgou nesta quinta-feira, 2, uma série de medidas acordadas durante reunião para combater a crise econômica mundial e a recessão global. Veja os principais pontos:

MAIS REGULAÇÃO: Todas as instituições financeiras, instrumentos e mercados "sistematicamente importantes" devem ser regulados, incluindo os fundos de hedge (de alto risco).

PAGAMENTOS DE EXECUTIVOS: Institui novos princípios de pagamento e compensação para evitar esquemas de pagamento que encorajem o risco excessivo.

PARAÍSOS FISCAIS: Será publicada uma lista dessas instituições e elas poderão sofrer sanções se não concordarem com as regras internacionais. Os governos já injetaram muitos recursos e enfrentam grandes déficits, e não querem ver a receita dos impostos se perder.

AGÊNCIAS DE CLASSIFICAÇÃO: Essas companhias, muito criticadas por dar altas classificações para ativos que se mostraram arriscados, terão um código internacional de ação para eliminar conflitos de interesse. Os críticos dizem que os donos dos ativos pagam pela classificação e que isso constitui um conflito.

RESERVAS BANCÁRIAS: Os bancos devem constituir mais capital durante as épocas boas para conseguir enfrentar os cenários ruins, mas apenas quando se recuperarem. Muitos bancos precisaram de injeções de capital durante a crise.

FMI: Mais US$ 1 trilhão em recursos serão disponibilizados para a economia mundial através do Fundo Monetário Internacional, que empresta para governos com problemas, e outras instituições. Além disso, uma parte das reservas em ouro do FMI serão vendidas para ajudar os países pobres.

COMÉRCIO: Rejeição de medidas comerciais que protejam as economias individualmente e mais outros US$ 250 bilhões para ajudar o comércio a fluir. Além disso, foi fechado um acordo para "atuar urgentemente" na conclusão da Rodada Doha de liberalização do comércio mundial.

RECURSOS: Os países do G-20 injetarão US$ 5 trilhões na economia antes do fim de 2010.

NOVA REUNIÃO: Uma nova cúpula será convocada neste ano para que seja realizado o acompanhamento das resoluções acordadas nesta quinta-feira.

Entenda as medidas anunciadas na cúpula do G20


Os líderes das maiores economias do mundo, reunidos na cúpula do G20, em Londres, chegaram nesta quinta-feira a um acordo sobre medidas para combater a crise financeira mundial.

No encontro, ficou decidido que serão destinados mais de US$ 1 trilhão para combater os efeitos da crise, sendo US$ 750 bilhões ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e US$ 250 bilhões para impulsionar o comércio global.

Além da injeção de recursos financeiros, os líderes também concordaram com outros pontos, como a imposição de sanções a paraísos fiscais, a necessidade de concluir a Rodada Doha de liberalização do comércio mundial e de denunciar países que adotem medidas protecionistas.

Veja abaixo detalhes sobre as decisões tomadas na reunião de Londres.

O que os líderes reunidos na cúpula do G20 decidiram?

Os líderes dos países do G20 decidiram triplicar para US$ 750 bilhões o volume de recursos disponível para o FMI, órgão que ajuda países em dificuldade. Esse montante inclui US$ 250 bilhões em SDR (Special Drawing Rights, ou Direitos Especiais de Saque).

Também serão destinados US$ 250 bilhões para ajudar a conter os efeitos da contração no comércio mundial e combater o protecionismo.

Os líderes concordaram ainda com novas medidas duras para regular as instituições financeiras, incluindo sanções contra paraísos fiscais que soneguem informações.

Qual será o efeito real das medidas anunciadas?

Há algum dinheiro novo, mas não tanto quanto parece. A maior parte dos US$ 250 bilhões para estimular o comércio mundial virá de programas já existentes, e apenas US$ 50 bilhões deverão ser destinados a países pobres.

A reforma do sistema financeiro será importante, mas somente para a próxima crise.

As medidas vão restaurar a economia mundial?

Sozinho o novo acordo terá apenas um efeito limitado sobre a crise econômica mundial. Somente parte do dinheiro destinado ao FMI será emprestado, e terá de ser pago com juros.

O mais importante é saber como os países continuarão a incentivar suas economias por meio de estímulos fiscais. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, que era o anfitrião da cúpula do G20, disse que "estamos no meio de uma expansão fiscal que verá, até o final do próximo ano, uma injeção de US$ 5 trilhões em nossas economias".

Além disso, ainda é preciso consertar o sistema bancário, especialmente nos Estados Unidos.


O que ficou de fora das medidas definidas na cúpula de Londres?

Houve pouca discussão sobre questões como as cotações em baixa do dólar e da libra, que preocupam alguns países.

A discussão da proposta feita pela China de uma nova moeda internacional foi adiada.

Também não foi mencionada a questão dos desequilíbrios globais, por exemplo, a necessidade da China de gastar mais e dos Estados Unidos de economizarem mais, que alguns analistas acreditam estar na origem da atual crise global.

Obama diz que Lula é político mais popular da Terra

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira em Londres que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o político mais popular da Terra. "É porque ele é boa-pinta", disse Obama. Assista ao vídeo



Em reunião do G20, em Londres, Barack Obama diz que Lula é "boa-pinta"

Obama fez o comentário em uma roda de líderes mundiais, pouco antes do início da reunião do G20, em uma sala de conferência do Excel Center, em Londres.

Um vídeo da BBC registra a cena em que os dois se cumprimentam. Obama troca um aperto de mãos com o presidente brasileiro, olha para o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, e diz, apontando para Lula: "Esse é o cara! Eu adoro esse cara!".

Em seguida, enquanto Lula cumprimenta Rudd, Obama diz, novamente apontando para Lula : "Esse é o político mais popular da Terra".

Rudd aproveita a deixa e diz : "O mais popular político de longo mandato".

Protestos em Londres, em fotos


Policiais tentam conter protestos no centro de Londres


Manifestante quebra vidraças do Royal Bank of Scotland, durante passeata contra o G20


Protesto em frente ao Royal Bank of Scotland


Policial tenta conter vanalismo em frente ao Royal Bank of Scotland


Manifestantes enfrentam policiais na City londrina


Protestos na City londrina


Multidão enfrenta barreira policial nas imediações do Bank of England


Manequim usando corda no pescoço é carregado em marcha qe cruzou a London Bridge rumo ao centro.


Multidão portesta na City londrina

Protestos pré-reunião do G20

Onze pessoas foram detidas usando uniformes de policiais. Protestos começaram de forma pacífica, mas violência escalou pela manhã.



Vinte e três manifestantes foram detidos durante os protestos nesta quarta-feira (1º) na City, o centro financeiro de Londres, por ocasião da cúpula do Grupo dos Vinte (G20, países ricos e principais emergentes), que começa na quinta-feira (2), em Londres, na Inglaterra.

Dos 23 detidos, 11 foram presos porque portavam uniformes policiais para usar durante protestos e o restante por delitos como perturbação da ordem pública, posse de drogas, comportamento ameaçador ou atentado ao pudor.

Dos 23 presos, quatro foram detidos na noite de terça-feira (31) por agressão e posse de objetos cortantes.

Paralelamente, um grupo de manifestantes invadiu o edifício do Royal Bank of Scotland, também na City, e quebrou os vidros de algumas de suas janelas, no que descreveram como um ato simbólico contra os banqueiros aos quais responsabilizam pela crise econômica.

Escalada

Manifetantes quebraram janela de banco na City de Londres (Foto: Kieran Doherty/Reuters)

O que começou esta manhã como um protesto festivo e pacífico, organizado por diferentes grupos, foi levando a situações de tensão quando as forças de segurança cercaram os manifestantes.

A tensão aumentou quando um grande número de manifestantes decidiu deixar o local e não pode fazê-lo, já que a polícia os reteve no centro financeiro de Londres.

Milhares de pessoas se juntaram hoje na City para protestar por ocasião do G20 e condenar "um sistema econômico que só beneficia poucos em detrimento da maioria do planeta", segundo um dos manifestantes.

No início da tarde na capital do Reino Unido, agentes antidistúrbios e a Polícia montada tinham se deslocado até o foco do protesto, entre a sede do Banco da Inglaterra e o RBS, enquanto aumentava o desconforto entre os manifestantes.

O protesto leva o nome de G20 Meltdown (em alusão à catástrofe que resulta da fusão de um reator nuclear) e é formado por vários grupos anticapitalistas.

Polícia mantém manifestantes longe de encontro de líderes do G20

Reunião com a rainha, no Palácio de Buckingham, não teve protestos. Em confrontos no centro financeiro de Londres, mais de 20 foram presos.


A rainha Elizabeth II, da Inglaterra, e os líderes do G20, grupo dos países ricos e emergentes, no Palácio de Buckinham, em Londres, nesta quarta-feira (1º). A cúpula do G20 se reúne na quinta-feira (Foto: France Presse)

Enquanto a polícia britânica teve trabalho na manhã desta quarta-feira (1º), prendendo mais de 20 pessoas, o clima era tranqüilo em frente ao Palácio de Buckingham, onde os líderes do G20 (grupo de países desenvolvidos e em desenvolvimento) se reuniram com a rainha Elizabeth II. Mais de 100 policiais faziam a segurança, mantendo eventuais manifestantes bem longe dali.

Uma das explicações para tamanha paz nas imediações da recepção real foi o fato de a polícia londrina ter impedido os manifestantes do centro financeiro de deixar a região. Parte das ruas e das estações de metrô foram bloqueadas no início da tarde e, até agora, alguns acessos continuam restritos.

Na foto oficial do encontro entre a rainha e os líderes do G20, Lula ficou ao lado de Elizabeth II e à frente de Obama, bem no centro da imagem. O presidente chegou ao local às 14h (horário de Brasília), e à noite vai se encontrar com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, para debater os temas do encontro econômico que começa na quinta-feira (2).

No palácio, a polícia impediu que qualquer pessoa, inclusive a imprensa, chegasse a menos de 30 metros dos muros e portões da residência da realeza britânica. Seguranças na cobertura do palácio vigiavam com binóculos e máquinas fotográficas as centenas de pessoas que apenas observavam a movimentação. Mas não houve protesto algum.

Nas imediações

O americano Jason Queenstone, por exemplo, estava no local com a família a turismo e se deparou com o bloqueio policial. “Queria apenas chegar mais perto do palácio para poder tirar fotos da guarda real inglesa”, disse o empresário de 36 anos.

O estudante nigeriano John Ragrofi, de 27 anos, que mora em Londres há seis, pretendia protestar. Mas a tranqüilidade do local o intimidou.

A estudante brasileira Bruna Rangel, de 21 anos, relatou o desconforto de não poder deixar o local dos protestos. “Eu queria sair daqui, inclusive para comer e usar o banheiro, mas ainda não consegui”, disse ela às 21h, horário londrino.

G20 deve aprovar US$ 1 trilhão para incentivar crédito, diz Mantega

Outros R$ 200 bilhões devem ser destinados ao comércio internacional. Fontes do G7 dizem que caixa do FMI pode triplicar para US$ 750 bilhões.


O ministro Mantega e o presidente Lula concedem entrevista nesta quarta (1) em trem de alta velocidade com destino a Londres.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou nesta quarta-feira (1º) a Londres para a reunião do G20 (grupo que reúne países desenvolvidos e emergentes). Ele afirmou que o pacote de recursos que o grupo deve aprovar para impulsionar o crédito global deve ficar próximo de US$ 1 trilhão.

Além disso, o ministro da Fazenda, que faz parte da comitiva do presidente Lula na reunião, disse que o valor a ser destinado pelos países-membros para o financiamento do comércio internacional ficaria em aproximadamente US$ 200 bilhões.

Mantega confirmou também que se encontraria reservadamente com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, antes do jantar de ministros do G20. Eles discutiriam temas relacionados à reunião desta quinta-feira. Depois, ele participaria de um jantar com ministros no museu Tate Modern.

FMI

Fontes do G7 afimaram que o volume de recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) pode triplicar depois do fim do encontro de líderes, em Londres. Os países mais ricos do mundo estariam "considerando fortemente" uma injeção de US$ 500 bilhões no Fundo.

Desta forma, os recursos totais disponíveis chegariam a US$ 750 bilhões, o triplo do valor atual. John Lipsky, vice-diretor de gerenciamento do FMI, afirmou que essa proposta poderá ser feita pelo secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner.

Outros governos, porém, defendem um reforço menor, que elevaria o caixa do FMI para US$ 500 bilhões."Estou confiante de que nossos membros deixarão claro que nós temos os recursos para garantir nossa responsabilidade de ajudar a estabilizar os mercados e a economia globais, e restaurar o crescimento", disse Lipsky nesta quarta-feira.



(Com informações da Agência Estado, da Reuters e do Valor OnLine)

Lula encontra Sarkozy e 'afina orquestra' para o G-20

Presidente convoca países com maiores PIBs que 'assumam a responsabilidade e enfrentem os ativos tóxicos'


Sarkozy e Lula trocam cumprimentos em Paris

PARIS - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu o encontro com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, nesta quarta-feira, em Paris, como uma reunião para "afinar a orquestra" antes do encontro do G-20, que acontecerá na quinta em Londres. Sarkozy afirmou que os dois "querem que o mundo mude". "Se avançamos juntos, nossa voz é mais forte. Buscamos uma contribuição comum para uma nova governança mundial", disse.

Lula foi mais enfático e afirmou "tanto eu quanto o presidente Sarkozy não queremos participar de uma reunião fracassada". Ele convocou países com maiores PIBs que "assumam a responsabilidade e enfrentem os ativos tóxicos do sistema bancário". "O sistema financeiro precisa voltar a ser vinculado ao sistema produtivo", completou. Por volta das 13h30 de Paris, após almoço dos presidentes no Palácio do Eliseu, sede do governo francês, os líderes conversaram com a imprensa.

Lula ressaltou ainda a expectativa sobre o encontro dos países mais ricos do mundo. "Negociamos parceria que propõe propostas concretas para o G-20. Todos sabem da expectativa que a reunião está gerando sobre os ombros dos líderes. Grandes decisões que serão tomadas amanhã serão políticas, e não apenas econômicas".

Lula completou com duras críticas aos paraísos fiscais. "O G-20 precisa ser enfático contra os paraísos fiscais". Ele chamou de "quase imoral" os que "especulam sem gerar nada para o sistema produtivo".

"O G-20 vai ser uma reunião entre amigos, mas será difícil porque nem todo mundo está pensando da mesma forma. Estou convencido de que precisamos sair no mínimo com uma proposta que possa representar um alento. O medo é que causou essa crise. É preciso enfrentar o medo e tomar as decisões concretas", concluiu.


Discordância


O presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi o responsável por elevar o tom dos debates às vésperas da reunião do G-20. Em entrevista a rádio Europe 1, Sarkozy disse que não está satisfeito com as atuais propostas do G-20, assim como a Alemanha. Ambos defendem maior regulação dos mercados financeiros e são contra o aumento dos gastos públicos, como querem os Estados Unidos. Ontem a ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, já havia dito à BBC que o presidente francês poderia não assinar o comunicado final do encontro - informação depois contemporizada pelo porta-voz da presidência.

A tensão entre os dirigentes também foi elevada com a entrevista do primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, ao Financial Times hoje. Ele defendeu a adoção de estímulos fiscais para restaurar as economias, com base na experiência do país nos últimos 15 anos, alegando que outras nações estão passando pelo problema pela primeira vez. "Eu acho que há países que entendem a importância de mobilização fiscal e há outros países que não - é por isso, eu acredito, que a Alemanha veio com suas visões."

Protestos

Nas ruas, a população irá expressar hoje seu descontentamento com a crise, o aumento do desemprego e o socorro aos bancos, em uma série de manifestações. O principal alvo será a City, centro financeiro da Europa. Aproveitando a data de 1 de abril, organizações sociais e ambientais prepararam o "Dia da Mentira Financeira", com passeatas que sairão de quatro pontos da cidade para se encontrarem no Banco da Inglaterra. Cada marcha representará um "Cavaleiro do Apocalipse": a guerra, o caos climático, os crimes financeiros e a apropriação de terras.

"Perdeu a sua casa? Perdeu o emprego? Perdeu suas economias ou pensão? Então esta festa é para você!", diz o movimento G20 Meltdown, organizador da manifestação.

A segurança está sendo muito reforçada, já que a polícia de Londres montou uma operação de 7,2 milhões de libras (US$ 5 milhões), com 10,5 mil policiais. Os executivos financeiros foram aconselhados a deixar o terno e a gravata em casa. Diversos comerciantes decidiram fechar as portas hoje.

O presidente Lula chega à estação de trem St. Pancras, por volta das 16h30, horário local (12h30 de Brasília). No início da noite, os líderes do G-20 serão recebidos pela rainha Elizabeth II, no Palácio de

Buckingham. Depois, jantam com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, na residência oficial em Downing Street.

Brown cita críticas de Lula em entrevista com Obama


Brown e Obama dão entrevista em Londres

LONDRES - O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, citou uma crítica do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira durante entrevista coletiva ao lado do presidente americano, Barack Obama.

Os dois líderes encontraram-se separadamente um dia antes da cúpula do G20, em Londres, que discutirá soluções para a crise financeira global.

Obama falava aos jornalistas sobre a necessidade de se buscar soluções em vez de apontar culpados pela crise. Ao falar sobre o tema, Brown citou uma crítica que ouviu do presidente brasileiro.

"Eu estive na semana passada no Brasil e eu acho que o presidente Lula vai me perdoar por citá-lo. Ele me disse: 'Quando eu era sindicalista, eu culpava o governo. Quando eu era da oposição, eu culpava o governo. Quando eu virei governo, eu culpei a Europa e os Estados Unidos'", disse Brown, arrancando sorrisos de Obama.

"Ele [Lula] reconhece, como nós reconhecemos, que este é um problema global. É um problema global que exige uma solução global."

"O que aconteceu essencialmente é que a mobilidade do capital financeiro internacional superou os mecanismos nacionais de regulação. E se nós não aceitarmos isso como o problema, nós não vamos ajudar a resolver a crise esta semana", disse o premiê britânico.

Divisão no G20

Obama minimizou as críticas de que o G20 estaria dividido. De um lado, estariam Estados Unidos e Grã-Bretanha, exigindo mais pacotes de incentivo ao crescimento. Do outro, estaria um bloco liderado por França e Alemanha, que rejeita esse tipo de medida e cobra mais regulação do sistema financeiro.

"A verdade é que isso é só uma discussão marginal. A ideia principal de que o governo precisa tomar medidas para lidar com um mercado global em retração e que nós deveríamos promover o crescimento, isto não está sendo discutido", disse Obama.

"Sobre regulação, essa ideia de que de há pessoas exigindo mais regulação e outros que estão resistindo à regulação, [isso] é negado pelos fatos. [O secretário do Tesouro americano] Tim Geithner, que está sentado aqui hoje, foi ao Congresso e propôs um grupo de medidas de regulação como qualquer uma que surgiu entre os países do G20. Isso foi antes de nós virmos."

Brown também minimizou as ameaças feitas pelo presidente francês Nicolas Sarkozy de que poderia abandonar o encontro do G20, caso as exigências francesas por mais regulação do sistema financeiro não fossem ouvidas.

"Eu tenho certeza que o presidente Sarkozy estará na janta amanhã (quinta-feira) à noite, ao fim da reunião", disse Brown.

Obama também criticou o protecionismo e disse que os mercados emergentes precisam de maior apoio internacional para crescer.

"Nós temos que rejeitar o protecionismo e acelerar nossos esforços para apoiar os mercados emergentes, e nós temos que montar uma estrutura que possa sustentar nossa cooperação nos próximos meses e anos."

Os líderes dos países do G20 estão chegando a Londres. Na noite desta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega à capital britânica, após uma visita à Paris. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

o que está em jogo na Cúpula do G20, em Londres

Chefes de Estado de países industrializados e emergentes se reúnem para discutir a crise global.

Líderes de países industrializados e emergentes que formam o G20 reúnem-se no próximo dia 2 de abril, em Londres, para discutir medidas para combater a crise econômica internacional.

Este é o segundo encontro de chefes de Estado do G20 desde o início da crise, em setembro do ano passado.

No início de novembro, os representantes dos países do grupo se encontraram em Washington e concordaram com um plano de ação de seis pontos para estimular o crescimento da economia mundial.

A crise econômica, no entanto, se agravou, e os líderes agora enfrentam a ameaça de uma recessão global e de um colapso no sistema financeiro.

O G20 é o grupo dos 20 países mais ricos do mundo, que juntos representam cerca de 85% da economia global.

Ele inclui tanto os países industrializados, como os Estados Unidos e a Alemanha, como economias emergentes, como o Brasil e China.

O grupo surgiu logo após a crise asiática, em 1999, como um fórum de discussões sobre cooperação internacional entre ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais.

A crise econômica internacional, no entanto, deu um novo ímpeto ao grupo, e a primeira reunião de chefes de Estado do G20 aconteceu no último mês de novembro, em Washington.Os líderes comprometeram-se neste primeiro encontro a usar ações coordenadas para combater a crise.

Agora, o governo da Grã-Bretanha, que ocupa a Presidência rotativa do G20, convocou uma nova cúpula em Londres para discutir outras maneiras de enfrentar a turbulência econômica.

Os membros plenos do G20 são África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Turquia e a União Europeia.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, já afirmou que o principal objetivo da cúpula de Londres é nada menos do que redesenhar o sistema financeiro mundial.

Primeiramente, os líderes pretendem chegar a um acordo sobre uma ação mais coordenada para estimular a economia global, usando tanto cortes nas taxas de juros como maiores gastos governamentais para tirar os países da recessão.

Em segundo lugar, os participantes tentarão elaborar medidas para evitar crises futuras, entre elas um reforço à regulamentação internacional de bancos e outras instituições financeiras.

Os participantes também esperam alcançar um acordo sobre um plano de reformas, que inclui mudanças em instituições internacionais que regulam a economia, como o FMI (Fundo Monetário Internacional), para dar mais voz aos países mais pobres.

Acima de tudo, espera-se que o encontro ajude a evitar que os países adotem medidas protecionistas, tentando convencê-los de que o trabalho coordenado é mais efetivo no combate à crise.

Há vários obstáculos para que os países do G20 possam chegar a um acordo amplo para um reforma da economia global.

Em primeiro lugar, qualquer plano só funcionará se tiver a participação completa dos Estados Unidos, a maior economia do mundo.

Até o momento, o novo presidente dos EUA, Barack Obama, não expressou de maneira firme suas visões ou o quanto apoiaria um acordo do tipo.

Em particular, devem aparecer grandes divergências sobre como regular a economia global.

Acredita-se que os Estados Unidos dificilmente apoiariam um padrão único de regulação, que pudesse também ser aplicado a seu setor financeiro doméstico, como querem alguns países europeus.

A reestruturação dos organismos financeiros internacionais também deve ser controversa.

Dar mais poder a economias emergentes, como Brasil e China, significaria tirar poder e influência de países europeus do FMI e do Banco Mundial.

Pelo fato de muitos países já terem lançado planos de estímulo à economia, deve ser relativamente fácil que eles concordem em apoiar medidas do tipo, em princípio.

Mas ainda não está claro até que ponto o encontro vai realmente levar a comprometimentos de novos gastos por parte dos governos - e também até que ponto eles seriam aceitos pelos mercados financeiros.

É improvável que alguma medida concreta seja tomada para frear as flutuações nas taxas de câmbio, por exemplo, que atingem de forma dura muitos países em desenvolvimento.

As economias menores também devem sair da reunião desapontadas com a sua pouca influência na cúpula.

Além disso, planos para desenvolver um novo sistema global de regulação financeira devem demorar para se materializar, já que, primeiramente, precisaria haver um consenso sobre os princípios da regulação e se estas medidas substituiriam regras já existentes, como os Acordos de Basileia, que regulam bancos.

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