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PSDB-SP cogita oferecer Saúde a Serra, sob Alckmin

Geraldo Alckmin poderia nomear Serra como Secretário da Saúde

José Serra vendeu-se ao eleitor como candidato “mais experiente” e “mais preparado” para o exercício da Presidência da República.

Cerca de 55 milhões de eleitores preferiram apostar na “inexperiência” e no “despreparo” de Dilma Rousseff.

Desempregado, Serra foi passear na Europa. Ao retornar, deve receber uma oferta de emprego.

Com o aval do governador eleito Geraldo Alckmin, o tucanato paulista cogita oferecer a Serra o posto de secretário de Saúde de São Paulo.

Ou seja: após virar o “melhor” ex-futuro presidente que o país jamais teve, Serra será convidado para um cargo que nunca aceitaria.


Fonte: Josias de Souza /FOLHA

Alckmin diz que cabe a Serra decidir papel no novo governo de SP

Governador eleito participou em SP de reunião com grupo de transição. Ele defende renegociação da dívida dos estados com o governo federal.

Alckmin conversa com jornalistas depois de reunião em SP (Foto: Juliana Cardilli/G1)

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse na tarde desta segunda-feira (8), após reunião de trabalho do grupo de transição do governo do estado, que cabe ao ex-governador José Serra decidir seu papel no novo governo. Alckmin, entretanto, não respondeu se convidará o ex-governador e ex-candidato à Presidência da República para um cargo em sua gestão.

“O Serra é um dos melhores quadros que nós temos da política brasileira, mas cabe a ele responder. Ele é preparadíssimo, é para nós um motivo de grande orgulho ter uma liderança nacional no PSDB”, afirmou o governador eleito.

A reunião durou cerca de três horas. Participam além de Alckmin, o vice-governador eleito, Guilherme Afif Domingos, os secretários estaduais da Fazenda, Mauro Ricardo, da Casa Civil, Luiz Antônio Guimarães Marrey, de Economia e Planejamento, Francisco Luna, o coordenador do grupo, Sidney Beraldo, três membros do grupo de transição, Silvio Torres, Jurandir Fernandes e Rubens Cury, e o coordenador de orçamento da Secretaria Estadual de Planejamento, Carlos Renato Barnabé.

De acordo com o governador eleito, foram discutidos aspectos do Orçamento – que será de R$ 140 bilhões em 2011 e dos investimentos que serão feitos. Nesta questão, Alckmin defendeu uma renegociação da dívida dos estados e dos municípios com o governo federal.

“Quando foi feita a renegociação, em 1997, você tinha uma realidade econômica diferente da de hoje. Se hoje for verificar, a dívida dos estados está mais cara do que a dívida federal. O governo federal, grande parte da sua dívida está referenciada pela taxa Selic, que é 10,45%. E os estados é pelo IGPDI, mais 6% de juros, ou 7,5% ou 9%. Nós pagamos 6% mais o IGPDI, ele pode chegar a quase 10%. Provavelmente vai passar de 9%, então ele é muito instável. Isso vai dar mais de 15% a correção da dívida”

Segundo ele, a dívida atualmente está em R$ 160 bilhões, e o estado está em dia com os pagamentos – 13% do Orçamento, ou R$ 9 bilhões atualmente, são destinados ao pagamento.

“São Paulo está em dia, não deve um centavo. Mas quando chegar em 2027, você vai ter um enorme de um saldo, nós temos que ter uma curva que a dívida seja paga, e não impagável. Eu acho que nós temos que discutir a questão do índice, para ter um índice mais estável, mais relacionado com a receita dos estados e municípios. Sob o ponto de vista de mérito, nós vivemos um outro momento. Sem estresse, com calma, é necessário ter na mesa de negociação, entre quem deve e o governo federal, que ter algo que permita ser pagável”, disse.

O governador também comentou que o novo governo irá aguardar as investigações sobre a licitação da amplificação da Linha 5 do Metrô – cujos resultados foram adiantados pelo jornal "Folha de S. Paulo" – para decidir o que será feito. Ainda segundo ele, o novo governo está caminhando para a criação da Secretaria de Gestão Metropolitana, e que os novos secretários só devem ser definidos a partir da próxima semana.

Fontes: G1 - TV Globo

Trincheira: Oposição comandará dez Estados

O tamanho da oposição

 A oposição sai destas eleições com uma bancada menor no Congresso, contudo, o PSDB reagiu com força nos estados e elegeu o maior número de ogvernadores, no caso, oito. E não somente isto: comandará os maiores colégios eleitorais do Brasil e os estados economicamente mais pujantes.  O DEM conseguiu o governo de dois estados e assim a oposição controlará 10 estados.

Veja a posição de cada um dos partidos no País a partir de 1º de janeiro de 2011:

PSDB: 8 governadores.

Geraldo Alckmin (SP), Antonio Anastasia (MG), Beto Richa (PR), Siqueira Campos (TO), no primeiro turno. Marconi Perillo (GO), Simão Jatene (PA), Teotônio Vilela (AL) e José de Anchieta Júnior (RR), no segundo turno.

PSB: 6 governadores.

Eduardo Campos (PE), Renato Casagrande (ES), Cid Gomes (CE), no primeiro turno, Ricardo Coutinho (PB), Camilo Capiberibe (AP) e Wilson Martins (PI), no segundo turno.


PMDB: 5 governadores.

Sérgio Cabral (RJ), Silval Barbosa (MT), André Puccinelli (MS), Roseana Sarney (MA), no primeiro turno, e Confucio Moura, no segundo.

PT: 5 governadores.

Tarso Genro (RS), Jaques Wagner (BA), Marcelo Déda (SE), Tião Viana (AC), no primeiro turno, e Agnelo Queiroz (DF), no segundo.

DEM: 2 governadores.

Raimundo Colombo (SC) e Rosalba Ciarlini (RN), no primeiro turno.


PMN: Omar Aziz (AM), no primeiro turno.

Foram reeleitos: Jaques Wagner (PT-BA), Cid Gomes (PSB-CE), Roseana Sarney (PMDB-MA), André Puccinelli (PMDB-MS), Eduardo Campos (PSB-PE), Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Marcelo Déda (PT-SE), José de Anchieta Júnior (PSDB-RR), Teotônio Vilela (PSDB-AL), Omar Aziz (PMN-AM), Silval Barbosa (PMDB-MT), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Wilson Martins (PSB-PI).

 Conclusões

A oposição ao novo gorverno petista deverá ser de tipo diferente, pois até agora, não tem sido oposição de verdade. A falta de uma postura mais contundente, custou a eleição ao PSDB.

Está na hora de o partido encarar de frente aos desafios que se avizinham e mostrar ser uma alternativa sedutora aos eleitores.

José Serra - Pronunciamento final Eleições 2010

Discurso de agradecimento de José Serra

“Minha mensagem de despedida para vocês não é um adeus, é um até logo”

Os eleitores brasileiros falaram e nós recebemos com respeito e humildade a voz do povo nas urnas.Disputei com muito orgulho a Presidência da República. Quis o povo que não fosse
agora, mas digo aqui, de coração, que sou muito grato aos 43 milhões de brasileiros e brasileiras que votaram em mim, que colocaram um  adesivo, uma camiseta, que carregaram uma bandeira com o Serra 45. Meu imenso “muito obrigado” a todos vocês.

Quero agradecer também aos milhões de militantes que lutaram, nas ruas e na internet, em defesa de nossa mensagem, de um Brasil soberano, democrático e propriedade do seu povo. Vou carregar comigo cada olhar, cada abraço, cada palavra, cada mensagem de estímulo em vibração, inclusive no meu twitter.

Ao lado dos 43 milhões de votos que recebemos, tivemos a eleição de dez governadores que nos apoiaram. Mas a maior vitória que conquistamos nessa caminhada não foi mérito meu, mas de vocês. Pode parecer estranho para um candidato que não ganhou a eleição, mas vim  aqui não para falar de minha frustração, vim falar da esperança.

Neste meses duríssimos, quando enfrentamos forças terríveis, você alcançaram uma vitória estratégica. Cavaram uma grande trincheira, construíram  uma fortaleza, consolidaram um campo político em defesa da liberdade e  da democracia no Brasil. Em defesa das grandes causas econômicas e  sociais do país.

Nossa campanha trouxe ao cenário eleitoral uma  juventude que ama o Brasil, que ama a liberdade. Ao longo da campanha  vi em muitos jovens, em centenas, em milhares deles, o jovem que fui um
dia, sonhando e lutando por um país melhor, mais justo, democrático. Onde os políticos fossem servidores e não se servissem do povo. Vocês não imaginam quanta energia tirei daí, como isto jogou para adiante mesmo nos momentos mais difíceis.

Para os que nos imaginam derrotados, saibam de uma coisa: apenas começamos a lutar de verdade. Vamos dar nossa contribuição ao país em defesa da  pátria, da liberdade,da democracia, do direito que todos tem de falar e serem ouvidos. Da integridade da vida pública.

Essa será nossa  luta nos próximos anos. Por isso, minha mensagem de despedida para  vocês não é um adeus, é um até logo. A luta continua.

Fonte: BGN

Encerrada votação na Nova Zelândia: Serra venceu

Menos de 10% dos 501 eleitores inscritos no país compareceram para votar no segundo turno

PEQUIM - A eleição presidencial acabou na Nova Zelândia às 2h deste domingo, 31 (horário de Brasília). Quinze horas à frente, o país foi o primeiro a divulgar o resultado, no qual José Serra (PSDB) apareceu como vitorioso.

O tucano obteve 31 votos e a petista Dilma Rousseff, 14. Dos 501 brasileiros que se registraram como eleitores na Nova Zelândia, só 45 votaram ontem.

Fonte: Cláudia Trevisan/O ESTADO DE S PAULO

Serra diz que é 'bom para o mundo' ouvir o papa defender a vida

Tucano disse que não leu a declaração do papa na íntegra, mas que conhecia o seu teor

Brás Henrique - Agência Estado

O candidato a presidente José Serra (PSDB) fez um rápido comentário nesta quinta-feira, 28, em Uberlândia (MG), sobre a atitude do papa Bento XVI, que condenou o aborto e conclamou os bispos brasileiros a orientarem politicamente os fiéis católicos.

Serra disse que não leu a declaração do papa na íntegra, mas que conhecia o seu teor. "O papa é um líder espiritual mundial da igreja católica, ele tem o pleno direito de emitir as suas diretrizes e orientações para os católicos do mundo. (Ele) Tem plena liberdade de fazê-lo, é um guia espiritual muito importante, e a defesa da vida é algo que merece fazer parte das palavras do Papa, além do que é previsível, além do que é bom para o mundo ouvir isso: a defesa da vida", disse o tucano.

Serra esteve no Uberlândia Clube, no começo da tarde de hoje para encontro com políticos e lideranças empresariais e sindicais da região. Ao seu lado estavam o governador reeleito Antonio Anastasia (PSDB) e os senadores eleitos Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS).

Depois de um rápido discurso, Serra tomou um café num ponto tradicional do centro da cidade mineira e seguir para Montes Claros (MG).

Serra ataca pesquisas, PT e diz ser alvo de "profissionais da mentira"

O candidato José Serra (PSDB) afirmou nesta quarta-feira (27) que algumas pesquisas de intenção de voto são “alugadas”. As declarações foram feitas em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco.

“As pesquisas estão muito furadas nesta eleição”, disse Serra. “Há um abuso nas pesquisas. Para o futuro, isso precisa ser examinado”, afirmou. Ele disse que não se influencia pelos resultados. "Conheço os erros históricos das pesquisas".

Sobre a suspeita de fraude na licitação do Metrô paulistano, conforme revelou a Folha, Serra afirmou que o novo governador fez nova licitação e fez os preços abaixarem. “Se houve algo, foi entendimento entre as empresas, não do lado do governo, que só fez abaixar preço”, disse o tucano.

Serra atacou o governo federal e afirmou que, se houve combinação de governo para beneficiar empresas, foi na usina de Jirau (RO). “Isso foi feito pelo governo federal em Belo Monte, em Jirau. Nessa época de eleição, é a petralhada atacando. Nós não fazemos isso”, afirmou.

“Eles têm dificuldade porque eu tenho a vida pública limpa. Nunca tive essa Erenice que a Dilma tem, nunca fui do time próximo do mensalão. O tesoureiro do PT agora é réu da Bancoop. É escândalo que não acaba mais”, disse.

Serra disse ainda que “Lula está faltando a verdade por causa da eleição”. “Ele tem que fazer de qualquer maneira o seu sucessor, é uma questão de poder. Ele que idealizou a candidatura da Dilma, porque os candidatos naturais, como José Dirceu, foram afundando."

O tucano também acusou o PT de possuir “profissionais da mentira” trabalhando contra sua candidatura, afirmando, por exemplo, que ele não fará concursos públicos caso seja eleito. “Quem não tem informação, muitas vezes acredita. [No governo de São Paulo] fiz concursos, coisa séria para ter gente trabalhando como servidor, e não cabide de emprego, como eles fazem. Tem muita mentira.”

Serra disse ainda que “quem mais privatizou a Petrobras na história do Brasil foi a Dilma”. “Hoje dizem que o Serra vai passar para a área privada, mas eles bateram recorde mundial. Eles lotearam a Petrobras, distribuíram entre partidos”, afirma. “Hoje o Collor apoia a Dilma e em troca tem lotes da BR Distribuidora. É preciso que a população saiba disso às vésperas da eleição. A partir de 1º de janeiro não tem mais Lula lá.”

Fonte: UOL

Site de José Serra sai do ar e Soninha vê ação de hackers

Bruno Siffredi - O ESTADO DE S PAULO


A coordenadora da campanha do PSDB na internet, Soninha Francine, atribuiu à ataques virtuais de hackers o problema técnico que tirou do ar nesta segunda-feira, 25, o site do candidato tucano à Presidência, José Serra.

Pelo Twitter, a ex-subprefeita da Lapa afirmou que o site Serra45.com.br vem recebendo um aumento nos acessos na ordem de sete mil novos visitantes por dia. “De uns dias para cá, o site vem sofrendo ataques diários (milhares de acessos por segundo, e não é ‘sucesso de audiência’…)”, indicou.

Soninha frisou que o sistema de segurança do site é “reforçado diariamente”, mas disse que as medidas não surtem efeito porque os supostos ataques “vem do mundo todo”. “É bizarro… Imagine, 10 mil ‘pessoas’ tentando entrar no site ao mesmo tempo na Nigéria, na Austrália, na Venezuela…”, concluiu.

Comentário BGN


Pela sofisticação do ataque, isto indica que trata-se de uma ação coordenada por pessoas que tem boa infraestrutura cibernética, o que custa dinheiro. Quem será que está por trás dos ataques? rs

Serra critica ´´ justiça dos companheiros´´

Luciana Nunes Leal e Bruno Boghossian - O ESTADO DE S PAULO
Comentário: Reinaldo Azevedo - Veja


Atitude. Serra critica o comportamento de Lula em comparação com o de Itamar e de FHC/Paulo Vitor/AE Paulo Vitor/AE

O temido confronto entre petistas e tucanos, ontem, não aconteceu e o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, fez campanha na praia de Copacabana com um inflamado discurso contra o governo Lula e o PT.

Destacou os “três ou quatro escândalos por semana” que atingem aliados da candidata petista, Dilma Rousseff, atacou a “justiça dos companheiros” e cobrou punição para os envolvidos.

O tucano, que aposta em um tom mais duro contra os adversários nesta reta final, criticou Lula pelo envolvimento na campanha de Dilma e fez um contraponto com a atitude “digna” dos ex-presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso em eleições passadas. Segundo Serra, o atual governo foi deixado de lado.

“A justiça dos companheiros é sempre mais suave, lenta, que não anda, que é obstruída. Veja o que aconteceu com o dossiê dos aloprados, com todos esses escândalos. Ninguém na cadeia até hoje”, discursou Serra.

“Temos que olhar o governo como entidade de todos e não de um partido, de um grupo de interesses. Itamar e Fernando Henrique presidiram a transição de governo com dignidade. Não houve transgressão. O presidente Fernando Henrique não foi além de declarar o seu voto (nas eleições de 2002). Hoje temos o contrário: o governo deixado de lado, para se encarnar em um partido, em uma candidatura. Precisamos ter no Brasil o modelo da honestidade e da verdade. Chega de escândalos. Fica até difícil recapitular, são três ou quatro por semana”, afirmou.

Em um carro de som, Serra fez um discurso de dez minutos, depois de ouvir aliados como o ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente Itamar Franco (PPS), eleitos senadores por Minas Gerais, além dos governadores eleitos Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Beto Richa (PSDB-PR) e Rosalba Ciarlini (DEM-RN), todos na linha do resgate da ética e combate à corrupção. O ex-presidente Fernando Henrique não compareceu.

A campanha tucana exibiu uma gravação do jurista Hélio Bicudo, ex-petista, que declarou apoio a Serra no segundo turno. No depoimento, Bicudo usa termos como “aviltante”, “repugnante” e “insulto e escárnio” ao falar do governo Lula.

Privatizações

Os aliados tucanos se preocuparam em desmentir notícias de que, se eleito, Serra retomaria as privatizações. “Não privatizei a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal. Quem pode dizer que, se ela (Dilma) chegar lá, não pode fazer isso”, questionou Itamar. Serra também citou a estatal. “Defendo a Petrobrás como uma empresa estatal que deve servir ao povo brasileiro e não como cabide de emprego, como instrumento de negócio”, afirmou.

Tropa de choque petista atenta contra comitiva de Serra. Serra foi atigindo na cabeça

Serra compara PT a grupo nazista em caminhada tumultuada no RJ

Rafael Andrade/Folhapres

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, comparou o PT aos nazistas e os acusou pelo tumulto ocorrido entre militantes petistas e os cabos eleitorais tucanos durante caminhada no calçadão de Campo Grande, no Rio. ”Foi a tropa de choque do PT. Eles são a tropa de choque da mentira e da violência. Não sei se é previsto ou não, mas eles fazem no piloto automático. Lembra a tropa de assalto dos nazistas? É tropa de choque, muito típico de movimentos fascistas como eles são”, disse o candidato, que se abrigou em uma farmácia.

Militantes do PSDB formaram um cordão de isolamento para prosseguir com a caminhada e alguns comerciantes fecharam as portas. No fim, Serra foi cercado por petistas e levou as mãos à cabeça.
Assessores do tucano afirmaram que ele foi atingido por uma bandeirada.


Não havia ferimento aparente. Segundo o pastor Paulo Cesar Gomes, que acompanhava a caminhada, o candidato foi atingido por um rolo de papelão utilizado para armazenar material de campanha. Depois da confusão, Serra disse a fotógrafos que não sabia o que o havia atingido, mas que ficou “grogue” com a pancada.

Os militantes gritavam palavras como “assassino”, numa referência à demissão de agentes mata-mosquitos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e exibiam cartazes com a pergunta “Cadê Paulo Preto?”, menção a Paulo Vieira de Souza, ex-diretor de Engenharia da Dersa.

A situação já foi normalizada e as lojas reabriram suas portas.

 Foto: Tasso Marcelo/AE



Fonte: Luciana Nunes Leal/ O ESTADO DE S PAULO

Serra acusa instituto de "maquiar resultados" a favor de Dilma

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, fez críticas na tarde desta terça-feira (19) ao instituto de pesquisa Vox Populi.

O candidato tucano José Serra fala com jornalistas no Rio de Janeiro

Nesta terça, o instituto divulgou uma sondagem em que a rival do tucano, a petista Dilma Rousseff, lidera com 51% das intenções de voto, contra 39% do ex-governador de São Paulo.


"A pesquisa do Vox Populi nós não levamos em consideração porque sabemos que é um instituto de comprovada falta de credibilidade, que maquiou os resultados durante todo o primeiro turno", afirmou Serra.

Mais cedo, em coletiva à imprensa, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, classificou a pesquisa de "sem-vergonha". Ele acusou o instituto de trabalhar para o governo e para o PT. "É uma ação irresponsável e leviana de uma instituição que não tem neutralidade", afirmou.

José Serra disse ainda que, se eleito, trabalhará com todos os governos estaduais e municipais do país, independente de "partidos políticos". "Eu não olho carteirinha partidária", afirmou o tucano, que foi ao Rio de Janeiro e se encontrou com o deputado federal Fernando Gabeira (PV).

O verde manifestou publicamente, nesta semana, seu apoio ao candidato do PSDB. "Nessa altura da minha história política, não dá para ficar neutro nas eleições", justificou Gabeira, que disse não temer nenhuma espécie de represália de seu partido.

A assessoria do Vox Populi disse que não havia ninguém disponível para comentar as acusações.

Fonte: Daniel Milazzo/UOL

Debate religioso não afeta Estado laico, diz tucano

Serra disse que questão foi trazida pela 'sociedade' e negou que debate em torno do tema seja estratégia eleitoral

Cerimônia. Serra chegou com 15 minutos de atraso à missa na Basílica de Aparecida; Alckmin fez a primeira leitura/JF Diorio/AE

APARECIDA - Em visita à Basílica de Aparecida, ontem, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, negou que haja uma "banalização" do debate sobre religiosidade no Brasil em razão das eleições presidenciais.

"Essa é uma questão que foi introduzida pelas pessoas, não pelos partidos nem pelos candidatos. Numa campanha, os candidatos apresentam o que fizeram e sua visão de mundo, e as pessoas vão se interessando. Os valores acabam aparecendo também", disse ele, que participou da missa ao lado da mulher, Monica.

Durante a missa na basílica, que reuniu mais de 35 mil pessoas, segundo a organização, foram distribuídos os textos produzidos em agosto pela comissão representativa do Conselho Episcopal Regional Sul, da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com críticas ao governo e aos candidatos que apoiam o aborto. O documento elencava ações propostas pelo governo no passado rumo à descriminalização do aborto e recomenda o voto em candidatos e partidos que são contra a prática.

Para o presidenciável, o tema da religião, mais presente nesta eleição que nas disputas anteriores, aparece no debate não por causa de uma "estratégia" eleitoral, mas porque o Brasil coloca essa questão". Serra disse não haver "nada de estranho" em discutir a questão da religiosidade na eleição. Também afirmou que o assunto não "macula" o Estado brasileiro, que é laico.

No dia seguinte à ida da adversária Dilma Rousseff (PT) à basílica, o tucano comungou. Numa menção tácita à questão do aborto, defendeu a infância, falou sobre o seu programa para gestantes, o Mãe Brasileira, e chegou a dizer: "Cada coraçãozinho novo que bate no Brasil a cada dia é uma esperança que se renova".

Também criticou o Plano Nacional de Direitos Humanos proposto pelo governo. "É uma coleção de absurdos", afirmou, citando a restrição ao uso de imagens religiosas em repartições públicas. "Se já tem uma imagem, por que tirar?", questionou.

Direitos humanos. 

Depois, mencionou a forma como o tema fora tratado no plano. "Se a questão do aborto faz parte dos direitos humanos, e você for contra, você está restringindo os direitos humanos", criticou. Serra também foi questionado por um jornalista, que se disse argentino, sobre o passado de Dilma.

O tucano afirmou: "Não cabe a mim ficar perscrutando a vida de um candidato". E completou: "Me preocupo mais com o que pensa e com o que diz e propõe para amanhã".

Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Julia Duailibi

Aécio pede mudança de tom para apoiar Serra

Tucanato mineiro quer que presidenciável adote o figurino e o discurso de candidato da oposição


Luto. Em Belo Horizonte, Serra consola Aécio Neves: visita de pêsames transformada em reunião estratégica de tucanos/Andre Dusek/AE

Embalado pela conquista de um lugar no segundo turno, o presidenciável tucano José Serra desembarcou ontem no segundo maior colégio eleitoral do Brasil para virar tributário do sucesso que o PSDB desfruta em Minas Gerais.

Uma operação política recebida com uma contraproposta pelo tucanato mineiro: o compromisso de lançar o senador eleito Aécio Neves ao Planalto em 2014 e acabar com o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do INSS, instituído no governo FHC.

O que era, portanto, para ser apenas uma visita de pêsames ao recém-eleito senador, que acabara de perder o pai e ex-deputado Aécio Cunha, teve outra serventia e abriu espaço aos tucanos para falar do segundo turno da disputa presidencial e apresentar a conta política de Minas Gerais para virar o jogo favorável à adversária petista Dilma Rousseff.

Assim, além de preservar o projeto de poder de Minas, com Aécio Neves candidato à Presidência em 2014, o tucanato local quer que Serra mude a campanha e adote o figurino e o discurso de candidato da oposição. E mais: pedem ousadia na apresentação de propostas para mudar a vida do eleitor, a começar pelo fim do fator previdenciário.

Foi neste clima que o deputado estadual Domingos Sávio (PSDB-MG), no embalo das urnas que na véspera o promoveram a deputado federal, tomou o braço de Serra pela mão e desceu as escadas da Assembleia Legislativa de Minas, onde ocorria o velório de Aécio Cunha, e cochichou sua proposta: "O senhor tem de ir para a televisão e anunciar o fim do fator previdenciário. Se o senhor acabar com isto, antes que o PT o faça, a gente ganha a eleição".

Serra não disse nem que sim, nem que não. Ouviu com a atenção devida ao interlocutor que, sete meses atrás, arriscara uma campanha para que Aécio aceitasse ser seu vice na corrida sucessória, como forma de facilitar a vitória do PSDB sobre o PT de Lula e sua candidata.

O fator previdenciário é um sistema de desestímulo à aposentadoria precoce, uma vez que o INSS paga uma pensão maior ao aposentado que adiar a decisão de se aposentar. Nos primeiros dez anos de vigência, o método gerou economia para os cofres públicos calculada em R$ 10 bilhões. Caso seja extinto, a despesa deverá voltar a crescer.

Erro. 

Atento às abordagens, o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aconselhava Serra a não repetir o erro que ele cometera em 2006, quando demorou para reiniciar a campanha do segundo turno contra o presidente Lula e acabou derrotado. "Aqueles dez dias que eu fiquei sem programa de televisão, desmobilizaram a campanha. Quanto mais rápido começar o horário eleitoral, melhor. Como o Brasil é muito grande, é preciso um mutirão, incorporando todo mundo", sugeriu.

O deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) acredita que um acordo simples político para preservar o projeto Aécio 2014 pode virar uma "onda maluca" a favor de Serra em Minas. "A força política do Aécio coloca o fim da reeleição na pauta", completa o segundo suplente do ex-governador no Senado, Tilden Santiago (PSB), que votou em Marina Silva (PV) no primeiro turno. "Se o Aécio me pedir para votar no Serra neste segundo turno, não terei como negar, mas é hora de o PSDB paulista se redimir e acabar com a reeleição", adverte Tilden.

Um tucano experiente adverte que Aécio pode fazer a diferença em Minas, mas com uma condição: "É preciso que haja uma tendência nacional favorável. E o clima positivo de virada prosseguirá, mas só o Serra pode dar início a isso, mostrando algo diferente. O que tem de haver é um discurso novo para o segundo turno".

"Precisamos passar a falar para os eleitores que nós não conseguimos atingir e que a Marina atingiu de maneira muito especial. Isto é fundamental", sugere o secretário-geral do PSDB e deputado federal mais votado de Minas Gerais, Rodrigo de Castro.

Para o presidente da Associação Mineira de Municípios e prefeito tucano de Conselheiro Lafaiete, José Milton Rocha, se quiser conquistar os mineiros neste segundo turno, Serra terá de encontrar um outro "mote de campanha, com apelo popular". Ele entende que será preciso, também, mudar "radicalmente" a postura e se assumir como candidato de oposição. "Para ganhar os prefeitos, ele vai ter de bater no que o PT tem de pior, que é a corrupção, com um discurso mais forte e mais firme", propõe.

Comentário
Acabar com a reeleição é um projeto antidemocrático. O povo inclusive gosta da reeleição e é uma forma de reconhecimento ao bom político. Sem reeleição, para que fazer um bom governo se não haverá recompensa?

Se isto for aprovado, seremos a única grande democracia que não permitirá  que o povo julgue um governo, Absurdo.

O projeto político do Aécio, não deveria conter essa idéia do fim do instituto da reeleição. Não sem consulta popular. Mandato único tem o velho cheiro da ditadura militar.

Esta é uma hora para conseguir mais votos e não para jogar fora os que ja se tem. Acordos de bastidores, alienam o povo e a militância. Chega né.

Além do mais, os resultados eleitorais em Minas, deixam bem claro que para se conseguir os votos necessários, não será uma liderança política isolada que irá conseguir isto. O que pode conseguir votos, são idéias que reflitam a vontade do povo.

Então conclui-se que certos acordos podem ficar muito caros e produzirem resultados pífios. Fique esperto Serra.

Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Christiane Samarco -COLABOROU EDUARDO KATTAH

Eleições 2010: José Serra votou ao lado da esposa e políticos

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, votou por volta das 13h no Colégio Santa Cruz


Candidato do PSDB à Presidência, José Serra, vota em São Paulo e posou para fotos/Nacho Doce/Reuters

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, votou por volta das 13h deste domingo no Colégio Santa Cruz, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo), e levou 1 minuto e 23 segundos para registrar a sua escolha.

O tucano posou para fotos acompanhado, entre outros, do vice, Indio da Costa (DEM-RJ), e do candidato ao governo estadual, Geraldo Alckmin (PSDB).

A última pesquisa Datafolha indica que a disputa presidencial segue incerta sobre terminar ou não neste domingo, já no primeiro turno. Quando se consideram só votos válidos, Dilma Rousseff (PT) está com 50% contra 50% de todos os outros candidatos somados. Para vencer no primeiro turno é necessário ter mais da metade dos votos.

Serra aparece com 31% dos votos válidos --o tucano está nessa faixa desde a primeira semana de setembro. Marina Silva (PV) está com 17%.



Fontes: FOLHA - TV Globo

Serra diz que há 'chantagem sobre a imprensa brasileira'

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nesta quarta-feira que há uma "chantagem sobre a imprensa brasileira".

A declaração foi dada em entrevista concedida ao jornal "Bom Dia Brasil", da TV Globo. O programa, gravado na noite de ontem, foi ao ar na manhã de hoje.

"As pessoas hoje estão satisfeitas, mas é preciso que estejam satisfeitas amanhã. Então nós temos que ter uma economia forte, nós temos que ter avanços na segurança, na saúde, na educação e na defesa das liberdades, que hoje é um assunto que se coloca de forma muito impactante, inclusive da liberdade de imprensa, que é a condição para a existência da democracia," disse Serra.

Ele ainda defendeu a liberdade de imprensa. "Hoje nós temos uma chantagem sobre a imprensa brasileira. Eu queria dizer que sou um defensor da liberdade da nossa imprensa, inclusive da de vocês."

A fala do candidato fez parte de suas considerações finais, na qual ele afirmou que "o Brasil vive um período crítico da sua história".

Fonte: FOLHA

Serra chama ataques de Lula ao DEM de 'ti-ti-ti' e se nega a comentar caso Erenice

Serra não quis tecer comentários

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, negou-se a comentar hoje os ataques do presidente Lula ao DEM --partido de seu vice (Indio da Costa) e aliado dos tucanos na chapa nacional-- e as denúncias de tráfico de influência envolvendo a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra.

O tucano foi questionado quatro vezes sobre o fato de Lula ter dito que é preciso "extirpar" da política brasileira o DEM.

"Não [vou comentar]. Eu tenho falado dessas coisas todo dia. Eu não vou entrar em ti-ti-ti eleitoral", afirmou, evitando bater de frente com o presidente.

Serra também se negou a responder duas perguntas sobre o escândalo envolvendo Erenice Guerra e a demissão de Vinicius Castro, assessor da Casa Civil.


"Não tenho [nada a dizer]. Hoje eu quero falar aqui de coisas positivas. Eu não posso ser cronista disso. Vamos acompanhando, eu já disse que era algo grave", disse o candidato.

O tucano negou ainda a responder questões sobre seu mau desempenho nas pesquisas e sobre o fato de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ter cassado o registro do candidato do PT ao Senado pelo Pará, Paulo Rocha, que é réu do mensalão e foi enquadrado na Lei Ficha Limpa.

Serra usou a entrevista, feita em um hangar do aeroporto de Belém, para fazer propostas para o Pará e para a região amazônica. Após o contato com a imprensa, ele seguiu de avião para Altamira (733 km da capital) ao lado do candidato do PSDB ao governo paraense, Simão Jatene. Lá, os dois tucanos terão agenda com carreata e comício.

Fonte: FOLHA/RODRIGO VIZEU

José Serra em sabatina no Jornal ´´ O ESTADO DE S PAULO´´

A Sabatinas de José Serra no Estadão
Serra na sabatina promovida pelo Grupo Estado. Foto: Nilton Fukuda/AE

Em sabatina no Grupo Estado na manhã de segunda-feira, o candidato do PSDB à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, reclamou da postura da Receita Federal e do governo na apuração da quebra do sigilo fiscal de familiares e políticos próximos a ele. Em crítica direta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, no fim de semana, indagou se haveria, de fato, o vazamento de informações sigilosas de tucanos, Serra disse que “Lula debochou de coisa séria”.

O blog Radar Político acompanhou ao vivo os melhores lances da sabatina. Veja como foi.

Assista aos vídeos da sabatina


















Fontes: O ESTADO DE S PAULO - TV ESTADO

José Serra é entrevistado pelo Jornal da Globo

Candidato do PSDB é o segundo de série com presidenciáveis. Marina Silva é a próxima.

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, foi entrevistado na edição desta terça-feira (31) do Jornal da Globo pelos apresentadores William Waack e Christiane Pelajo. A candidata Dilma Rousseff (PT) foi ouvida na edição de segunda-feira (30), e Marina Silva (PV) estará na de quarta (1º). A ordem das entrevistas foi definida em sorteio. A entrevista tem duração de 20 minutos e foi dividida em dois blocos. Veja abaixo a íntegra de cada bloco, em vídeo , e leia a transcrição das perguntas e respostas.




Christiane Pelajo: Boa noite, candidato. Seja bem-vindo.

William Waack: Boa noite.

Christiane Pelajo: O senhor colocou as esperanças, suas esperanças eleitorais no início da propaganda na TV. Foi quando a vantagem da sua adversária aumentou. O que que deu errado, candidato?

José Serra: Olha, pesquisa é uma coisa que fotografa o momento, fotografa um instante, não é um filme, né? A campanha eleitoral de verdade está acelerando agora porque nós estamos no último mês de campanha de fato. É aí que as pessoas vão fazer a sua cabeça. Pesquisa é fotografia do instante como em outros instantes eu estava na frente, outros instantes estava atrás. O fundamental agora é trabalhar para mostrar para as pessoas quais são as nossas propostas, as nossas ideias pro Brasil. E eu estou muito confiante, Christiane, porque eu... Já é a minha nona campanha. Eu nunca vi pessoas na rua tão afetivas, tão engajadas, tão esperançosas de que a gente possa vencer e eu estou confiante em que isso vai acontecer.

William Waack: Parece que essas pessoas às quais o senhor se refere estão mais confiantes que aliás muitos dos seus colegas de coligação. Muitos não têm aparecido com o senhor na campanha. O que que está acontecendo?

José Serra: Não, olha, qualquer lugar que eu vá no Brasil inteiro sempre tem um pessoal que está batalhando ao meu lado. Isso é no Brasil inteiro. Cada um está fazendo sua campanha...

William Waack: Eu digo candidatos a governador. Alguns, parece que preferiram aparecer sozinhos, sem fazer menção à sua candidatura.

José Serra: Não, olha, inclusive, não é permitido a um candidato a governador, a um candidato ao senador, ao Senado, promover uma candidatura nacional. Você tem o risco de perder o tempo de televisão por um equívoco dessa natureza. É muito limitado o que candidatos locais podem fazer, em função, na TV, no horário eleitoral, em função da campanha nacional.

Christiane Pelajo: Alguns analistas dizem que a campanha do senhor nem parece de oposição. O senhor chegou a colocar uma foto sua ao lado do presidente Lula, exibir isso na televisão. Qual é, afinal, a bandeira da oposição?


José Serra: Não, não teve nada a ver com coisa de ser oposição. O que dizia lá era outra coisa. É que o Lula tinha uma história como eu, como outros, e que a Dilma não tinha essa história, era uma pessoa desconhecida - não tinha disputado eleição, não tinha uma história realmente conhecida, não era uma pessoa conhecida, experimentada na política como é o Lula, como sou eu. Foi só isso, isso está longe de ser qualquer espécie de agrado, é apenas uma constatação.


Christiane Pelajo: Mas por que então, candidato, os partidos de oposição - DEM e PSDB – hesitaram tanto em fazer oposição?

José Serra: Porque o Lula, veja, uma coisa é o que se fez quanto no Congresso. É que o PSDB tem um estilo que não é o de jogar no quanto pior, melhor, quando está na oposição. Trabalha pelo Brasil. Se tem alguma coisa do governo que presta, o partido apoia, não faz aquela oposição, sabe, de terra arrasada. Isso não é feito. Logo, às vezes isso é confundido com suavidade na oposição. Na verdade, a oposição não pode jogar contra o Brasil. Quem tinha experiência do quanto pior melhor é o PT. O PT não permitiu votar a favor de Tancredo Neves quando ele se elegeu, não homologou ou, vamos dizer assim, foi contra a atual Constituição, foi contra o Plano Real, foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, votou contra o Fundef, que era mais dinheiro pras... para a educação nas regiões mais pobres do Brasil. Enfim, votou contra tudo na linha do quanto pior melhor quando era oposição. O PSDB no governo do PT não fez a mesma coisa...


William Waack: Candidato...

José Serra: Então isso às vezes é confundido com tibieza, com fraqueza da oposição. Não, é espírito público.

William Waack: Candidato, é evidente que nós estamos discutindo aqui as suas táticas eleitorais.

José Serra: Uhum....

William Waack: As três primeiras perguntas foram em relação a isso. Aparentemente ela não está funcionando. Isso que o senhor disse de suavidade e tibieza aparentemente é o que está sendo passado para o público...

José Serra: Não, não da campanha. Eu estava dizendo suavidade e tibieza porque ela falou do PSDB no governo, durante o governo, nos anos anteriores. Agora nós estamos...

William Waack: Ela falou em fazer oposição...

José Serra: Agora nós estamos em uma campanha eleitoral. A campanha eleitoral, para mim, não é algo para você ficar estrebuchando, para ficar, sabe, espumando. É para ir apresentando, pouco a pouco, as ideias. É apresentar aquilo que foi feito, sem mistificação, porque as coisas que estão apresentando que eu fiz, eu fiz de verdade. No caso, por exemplo, da candidata do PT, atribuem a ela coisas, inclusive, que ela não tem nada a ver, porque é uma coisa que está sendo construída. É ir mostrando... E eu tenho plena confiança de que essa campanha na TV, mais outras coisas, porque campanha não se resume a televisão, vai nos levar, William, a uma virada e à vitória. Eu estou convencido disso, sinceramente, e eu raciocínio nesses termos.

William Waack: Eu tenho mais uma pergunta sobre problemas na sua campanha. No inquérito do Mensalão do DEM de Brasília, por exemplo. A Polícia Federal...

José Serra: Olha, William...

William Waack: Posso, só posso completar a pergunta?

José Serra: Sim.


William Waack: A Polícia Federal chama o ex-governador de chefe de uma organização criminosa. Ele pertenceu ao DEM, um partido tradicionalmente aliado ao PSDB, como todas as pessoas interessadas em política sabem. Nós podemos assumir que isso prejudicou a sua campanha?

José Serra: Eu acho que não. Mas de... Já que você tocou no assunto criminoso, deixa eu tocar noutro assunto. Hoje veio a público um fato criminoso. Qual foi? O sigilo fiscal da minha filha foi quebrado num ato criminoso, no ano passado, para efeito de exploração política. Até porque blogs sujos da campanha do PT, que eles usam muito isso, já estavam pondo dados do ano passado. Não porque tenha algum problema, ela é ficha limpa, não tinha problema nenhum, mas eles começaram a pôr já naquela época. Ela até me disse: "olha, eu acho que devem ter andado espionando os meus dados, porque aí são só coisas que estão no Imposto de Renda", perfeitamente declarado, não houve... nunca caiu na malha nem nada parecido. Então este é um ato criminoso. Já há vários que tiveram seus sigilos quebrados para efeito político-eleitoral. E outros terão sido por outros motivos. Mas neste caso é claríssimo. E é um jogo, ao meu ver, sujo, é um jogo baixo. Aliás, utilizar filho dos outros para ganhar eleição eu só me lembrava do Collor ter feito isso com o Lula, lembra? O Collor utilizou uma filha do Lula, a turma do Collor montou essa história para ganhar do Lula em 89. E o Collor ganhou. Agora a turma da Dilma está fazendo a mesma coisa, pegando milha filha, que não faz política, que é uma mãe de três crianças pequenas, que trabalha muito para criar as crianças juntas, para poder viver... Meter nesse jogo político sujo para me chantagear porque tem preocupação quanto à minha vitória. Eu não tenho nenhuma... nenhum problema nesse sentido. A Dilma, aliás, está repetindo aquilo que o Collor fez e mais, agora o Collor está do lado dela. Quem sabe talvez ele tenha transferido a tecnologia.

William Waack: Candidato, a Receita está dizendo em Brasília que essa quebra de sigilo foi feita a pedido da sua filha...


José Serra: É mentira, mentira descarada. Mentira descarada. E agora, você sabe, esse pessoal mente, eles são profissionais da mentira. Então são profissionais da mentira. Eles já... Mentem e dizem qualquer coisa. Tem que provar isso.

Christiane Pelajo: Candidato, vamos voltar à pergunta anterior do William...

José Serra: Vamos voltar...


Christiane Pelajo: Sobre o mensalão do DEM...

José Serra: Mas eu, eu... Eu achei importante fazer esse esclarecimento, porque esse assunto está circulando, entrou assunto de criminoso... Criminosos são esses que estão usando a campanha, estão usando questões, atacando família, para efeito de colher dividendos eleitorais. Inútil, inútil. Porque estão trabalhando em cima de gente ficha limpa. Mas esses gestos são criminosos. Se eles fazem isso na campanha eleitoral da Dilma, imagina o que vão fazer se ganharem as eleições. Imagina o que fariam se ganhassem. Ainda bem que a minha expectativa é de eu ganhar.

Christiane Pelajo: Em relação ao mensalão do DEM, a pergunta que eu fiz para o senhor?


José Serra: Olha, o mensalão do DEM teve menos volume de toda maneira do que o mensalão do PT, menos gente. Segundo, teve uma diferença: o pessoal do mensalão foi expulso. É... o mensalão do DEM... foram todos mandados embora do DEM. No caso do PT, continuam mandando, como o José Dirceu. O José Dirceu é um dos comandantes da campanha da Dilma, cogitado inclusive para fazer parte do governo dela, e era o chefe... Aliás, de toda aquela quadrilha de 37, 38 pessoas que foram denunciadas pelo Ministério Público ao Supremo Tribunal Federal, ele era o chefe de tudo. E está aí, da mesma maneira que outros estão se candidatando, fazendo etc. Então foi, praticamente, só o Delúbio saiu depois de muito tempo. E, ainda, digamos assim, tem proximidade muito grande. No do DEM, pelo menos, foi todo mundo mandado embora e mais ainda, tinha um volume, um alcance, muito menor.

William Waack: Vamos seguir adiante com perguntas...

José Serra: Vamos.

William Waack: Um pouco mais conceituais...

José Serra: Claro, vamos lá.

William Waack: Falamos bastante da política diária. Por exemplo, o governo do qual o senhor fez parte... Aliás, não só o governo federal, mas na... Está na tradição do PSDB uma, uma visão de privatização de, de... De ativos estatais que viraram alvo do PT. E sumiu da propaganda tucana. O PSDB hoje tem vergonha das privatizações?


José Serra: Não, é porque não tem privatização no caminho. Não tem privatização. A... O caso...

William Waack: Não tem nada mais para privatizar?

José Serra: Não. O caso mais bem sucedido de privatização no Brasil foi telecomunicações, que o Lula já elogiou, que a Dilma já elogiou, que todo mundo elogia. Porque uma coisa é quando eles fazem campanha e outras é quando estão trabalhando. Foi altamente elogiada. Não fosse aquilo que foi feito pelo governo Fernando Henrique, não teria tanto celular e tanto telefone no Brasil. Eu declarava, Imposto de Renda, o telefone no Imposto de Renda, porque era uma raridade, lembra? Valia uma fortuna.

Christiane Pelajo: Quer dizer, num eventual governo do senhor, o senhor não privatizaria nada?

José Serra: Aquela... Não tem o que privatizar no horizonte. Agora, o Lula, o governo Lula privatizou dois bancos mais. Não refez nada do que tinha antes. Eles usam isso como campanha eleitoral. Agora, eles fizeram um tipo de privatização. Sabe qual é? De entregar, por exemplo, os Correios, que era uma empresa eficiente, para grupos políticos que ficam lá montando negócios. É um escândalo atrás do outro. Ou seja, usam o correio para fins privados. Eu, no governo, vou usar o correio para fins públicos. Essa privatização que tem hoje no Brasil, ela é muito pior do que qualquer outra, porque você tem uma Petrobras, você entrega a diretoria disso, a diretoria daquilo, para tal político ou para tal grupo de políticos, né, que vão aproveitar a Petrobras ou para fazer negócios ou para favorecer os amigos e tudo mais. Isto se espalhou por toda a administração. Que que eu vou fazer? Eu vou desprivatizar, nesse sentido, toda a administração pública, inclusive as empresas. O que é público vai continuar público e não sendo usado por políticos num loteamento. Veja, isso aí não tem nada a ver...

William Waack: Posso... Posso pedir sua licença? É que nós estamos chegando na metade da entrevista e temos mais dez minutos logo depois do intervalo. Fique aqui conosco por favor, nós voltamos daqui a um instante. Até já.

2º bloco


Christiane Pelajo: A gente volta agora nossa entrevista com o candidato do PSDB, José Serra. Nós temos nove minutos a partir de agora, candidato. Candidato, o senhor diz que o câmbio – como está – com o dólar muito barato é prejudicial à economia porque as exportações brasileiras dessa forma perdem competitividade. Mas como é possível fazer isso sem mexer no câmbio flutuante e livre, que é uma conquista que deve ser preservada?

José Serra: Sem dúvida nenhuma. Eu acho que é uma conquista que deve ser preservada. Agora, tem o seguinte, hoje, do jeito que tá, nós não conseguimos vender lá fora e mais ainda: a produção no Brasil vai sofrendo uma concorrência absolutamente injusta. Por exemplo, calçados, por exemplo, têxtil. Até indústria de colheitadeiras. Outro dia eu fui no Rio Grande do Sul, num município que produz, né, colheitadeiras. Agora estão entrando os chineses. E nós somos muito mais eficientes. Por quê? Por causa desse mecanismo torto da relação câmbio-juros. Agora, a causa disso são os juros siderais. Nós temos, continuamos com a maior taxa de juros do mundo. E, ao contrário do que a Dilma disse aqui ontem, aumentando a distância em relação ao resto do mundo, ao resto do mundo, e não convergindo como ela disse, que é um absurdo completo. Isso é falta de informação. Agora, aí o que que acontece? O câmbio muito alto provoca - porque entra dólar pra especulação, porque paga muito - que o câmbio artificialmente fique irreal. Resultado: em vez do turista ir pro Nordeste, ele vai pra Miami, que é mais barato. Em vez do, do... de a gente comprar brinquedo aqui, você compra brinquedo chinês. E várias outras coisas. Isso cria empregos noutros lugares, e não no Brasil. Eu vou mudar isso. Eu não vou mudar no, no tapa...

William Waack: Via juro?

José Serra: No susto... Com o quê? Formando uma equipe econômica entrosada, em vez de ficar cada um atirando pra um lado, entre Banco Central, Fazenda, Planejamento, que vão trabalhar direito tendo como meta uma política de juros e cambial que seja mais condizente com o que a gente quer, que é o emprego no Brasil e o crescimento sustentado. Porque essa outra política está levando a um déficit externo crescente. Nós estamos com um déficit vertiginoso - o maior da história do Brasil –, não tem reflexo a curto prazo, mas pode ter no ano que vem, no outro, no outro. Então, a gente tem que enfrentar isso com conhecimento, com cuidado, com paciência e com determinação.

William Waack: Candidato, o senhor tem sido uma voz crítica em relação a políticas econômicas do governo. Agora, quando foi a hora de mandar um programa de governo e registrá-lo no TSE, o senhor mandou trechos de discursos. Afinal qual é o seu plano...


José Serra: É, não foram trechos. Foram os discursos completos. Por quê? Porque o meu discurso não foi uma peça de propaganda. Lá está tudo o que eu considerei como as diretrizes fundamentais. Foi o discurso de introdução à candidatura e o discurso da convenção, que eu mesmo, pessoalmente, trabalhei vários dias. Lá es... tem, está a essência de tudo aquilo que a gente quer pro Brasil. Isso foi mandado pra Justiça Eleitoral. De lá pra cá, nós estamos trabalhando na internet, com reuniões por todo Brasil, recolhendo milhares e milhares de opiniões, de sugestões e vamos apresentar o detalhamento, como eu fiz quando fui eleito prefeito, quando eu fui eleito governador, com os pontos do programa... Vários eu já tenho apresentado, por exemplo, criar um milhão de vagas novas no ensino técnico no Brasil, fa... Cento e cinquenta e tantos ambulatórios médicos de especialidades, que são policlínicas. Tudo isso vai aparecer direitinho como propostas tópicas para cada ponto etc.

William Waack: O senhor me permite insistir nesse ponto...

José Serra: Agora, tudo isso eu já tinha dito e anunciado que iria fazer nos meus discursos, que são peças de programa de governo, e também no horário eleitoral e nas minhas dezenas de entrevistas, inclusive a esta emissora.

William Waack: Deixa eu voltar a esse ponto e amarrar essas duas perguntas, candidato.

José Serra: Sim.


William Waack: O senhor fala nos juros e isso todo mundo sabe. O senhor fala na piora das contas externas e o próprio governo admite. Agora...

José Serra: Admite mas não na... Na campanha eleitoral...

William Waack: Onde... O que é direito dele, até.

José Serra: Sim.

William Waack: Onde o senhor vai atacar? Quer dizer, o que todo mundo espera de um candidato Serra é um grau forte de intervencionismo na economia.

José Serra: Olha, o que deve se esperar de mim é uma atitude favorável à produção. À produção e ao emprego. Eu não vou ser contra nada. Eu vou ser a favor disso e vou trabalhar nessa direção. Eu, aliás, você sabe, eu sou economista, eu não sou médico - e muita gente pensa que eu sou médico porque fui ministro da Saúde – sei, entendo bastante de política econômica. No meu período de exílio, convivi em vários países, até assessorando, fazendo. Já ocupei cargos aqui no Brasil nessa área. No Congresso, durante um tempo, eu era talvez o parlamentar ligado, mais ligado à economia que tinha em todo o Congresso Nacional. Na Constituinte, fiz muita coisa nessa direção. Então é um assunto que eu tenho toda a informação, que eu sei trabalhar e vou trabalhar de maneira a que a gente possa manter o nosso crescimento, e inclusive acelerar, com vistas ao aumento do emprego, que é a questão fundamental. E o empresário que gera emprego, empresário que gera emprego também vai ganhar pra que possa ficar reinvestindo. Isso é fundamental. Agora, o Brasil tem três coisas perversas: a maior taxa de juros real do mundo – que não tem motivo pra isso. Segundo: a maior carga de impostos do mundo em desenvolvimento. Nenhum país em desenvolvimento cobra tanto imposto quanto o Brasil. Eu fui nesta semana, no dia lá que o impostômetro mostrou 800 bilhões de reais arrecadados até 31 de agosto. É muito dinheiro. Os brasileiros trabalham cinco meses do ano só pra pagar imposto. Nós temos a maior carga. Isso tem que diminuir ao longo do tempo até pra que a gente possa ter produção e emprego. E o terceiro aspecto é que a taxa de investimento governamental, ou seja, aquilo que o governo investe, em estradas, nisso, naquilo, é uma das mais baixas do mundo, era a penúltima do mundo. Só o Turcomenistão estava pior do que o Brasil.

Christiane Pelajo: Candidato...

José Serra: Você assistindo a televisão, propaganda, entrevista às vezes de gente do governo tende a pensar o contrário. Mas é um país que está sem investimentos nessa área, por isso que as coisas andam muito devagar.


Christiane Pelajo: Candidato, a gente queria...

José Serra: Nos estados em alguns lugares andou depressa porque os governadores – como foi o caso de São Paulo – trabalharam bem.


Christiane Pelajo: A gente queria abordar um outro tema. O senhor tem acusado o governo de países vizinhos de cumplicidade com o tráfico. Caso o senhor seja eleito, o senhor vai fazer o que com relação a esses países?

José Serra: Eu vou pressioná-los. É o caso da Bolívia. Diplomaticamente, ninguém vai intervir na Bolívia nem nada parecido. Mas o Brasil tem feito muitas coisas boas para a Bolívia, né? Deixou a Bolívia pegar a refinaria da Petrobras, tá fazendo uma estrada agora. Enfim, o Brasil ajuda a Bolívia. Eu acho que é normal um país, diplomaticamente, pressionar o outro para que procure impedir a exportação ilegal, contrabando de cocaína para o Brasil. Estima-se que, de 50% a 80% - dá na mesma, porque é tanto, é como cair do 50º ou do 80º andar. É muita cocaína. Ela vem da Bolívia. Eu acho que tem... É impossível que o governo boliviano não seja cúmplice disso, entende? Porque está se fazendo no seu território. Então é legítimo que o Brasil pressione. Uma coisa é ideologia, se são simpáticos ao governo boliviano, se o PT gosta etc., e outra coisa é o interesse nacional. No caso, o interesse da segurança da população, porque a droga leva ao crime e arruína a vida do jovem sob a forma do crack. Agora, isso não elimina também o nosso papel, que é de fazer... combater o contrabando, ocupando as nossas fronteiras que neste momento não estão ocupadas.

William Waack: Candidato, olhando para o relógio, eu acho que a gente tem tempo para mais uma pergunta. E o senhor se referiu ao crack. Cracolândia, São Paulo, o senhor teve...

José Serra: Não é só São Paulo. Cracolândia tem em todo Brasil.

William Waack: Tem, mas a Cracolândia de São Paulo é um símbolo. É um símbolo que o senhor tentou acabar, como prefeito e governador. Foi difícil e não deu certo. O que falhou?

José Serra: Não, não é que não deu certo. Melhorou. Agora, você não pode, você não pode encarcerar um drogado. Quer dizer, você... Às vezes você vai num lugar e o pessoal que está já viciado na droga continua indo. Você tem que combater o traficante. Pela lei, você não pode prender um drogado. Agora, pra droga, tem muito a fazer. Tem que parar a entrada de droga no Brasil. Ela caiu, William, 50% de preço desde mil... desde os anos 80. Perdão, 50 vezes e não 50%. Ela virou de graça, porque entra à vontade no Brasil pela fronteira. Segundo, tem que combater por dentro, na fronteira, e os traficantes. Terceiro tem que fazer campanha educacional na nossa juventude, em todas as escolas, em tudo. Quarto, tem que tratar os dependentes químicos...

William Waack: Mas não está faltando justamente isso?

José Serra: Eu tratei, nós começamos, eu comecei como governador uma experiência diferente no Brasil de criar clínicas próprias para tratamento de dependentes químicos, coisa que o PT e o governo, o Ministério da Saúde, não são a favor, porque acham que não pode criar uma clínica para tratamento etc. Isso funcionou muito bem.

William Waack: Desculpa interrompê-lo. É que nosso tempo está acabando. O senhor concluiu, pelo menos, o seu raciocínio?

José Serra: Construí.

William Waack: Tá. Muito obrigado pela entrevista.

José Serra: Muito obrigado, William. Muito obrigado a vocês dois.

Cristiane Pelajo: Obrigada e boa noite.

José Serra: Muito bom para mim vir aqui dar esta entrevista.

William Waack: Obrigado.

Cristiane Pelajo: Obrigada.

Fonte: TV Globo

Serra ataca Dilma na TV por vazamento de dados de sua filha na Receita Federal

Candidato diz que rival repete tática de Collor de usar filhos para ganhar eleição

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, aproveitou outra oportunidade na TV nesta quarta-feira (1º) para atacar a rival Dilma Rousseff (PT). Em entrevista gravada na TV, o tucano fez críticas à candidata petista em relação ao episódio de vazamentos de dados da Receita Federal.

- Hoje veio a público um fato criminoso, que foi a quebra do sigilo da minha filha [Verônica Serra]. Utilizar filhos dos outros para ganhar eleição... Eu só me lembrava de Fernando Collor ter feito isso com o Lula para ganhar as eleições em 1989. A turma da Dilma está fazendo a mesma coisa, pegando a minha filha, que não faz política, para me chantagear porque tem preocupação quanto à minha vitória.

Para Serra, Dilma repete a tática de campanha do ex-presidente Fernando Collor (PTB).

- Agora que eles são aliados, quem sabe ele tenha transferido a tecnologia.

Questionado sobre o fato de a Receita Federal dizer que o acesso aos dados de Verônica Serra foi feito a pedido dela mesma, Serra disse que "isso é mentira descarada".

Confiança na vitória

O candidato tucano também negou que sua campanha tenha perdido força, o que estaria sendo refletido pelas últimas pesquisas eleitorais.

- Pesquisa fotografa o momento, não o filme. A campanha eleitoral, de verdade, está acelerando agora. Nunca vi pessoas na rua tão afetivas, engajadas e confiantes de que vamos vencer.

Sobre o fato de ter usado uma imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua propaganda eleitoral na TV - o plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) arquivou nesta terça-feira (31) duas representações da coligação de Dilma Rousseff contra a coligação de Serra pelo fato -, o candidato tucano afirmou que "o que a propaganda dizia é que o Lula tinha uma história, como eu, como outros, e que a Dilma não tinha essa história, que não era uma pessoa conhecida ou experimentada na política".

Serra também negou que sua campanha não tenha tom de oposição, explicando que "o PSDB tem um estilo de fazer oposição, que não é o do 'quanto pior, melhor'". Segundo o candidato, esse seria um costume do PT.

Privatizações

José Serra negou que fará privatizações caso seja eleito presidente. O candidato disse não ver privatizações "no caminho", ressaltando que "não haveria tantos celulares no país, não fosse o que foi feito no governo de Fernando Henrique Cardoso", em referência às privatizações no setor de telecomunicações. Para Serra, o governo de Lula faz uma "privatização muito pior", citando os Correios como exemplo, que teriam sido usados para fins privados.

- Essa é uma privatização muito pior, que favorece amigos.

Ao ser questionado sobre se manterá o câmbio flutuando caso seja eleito presidente, José Serra disse que esta é "uma conquista que deve ser preservada". O tucano, no entanto, destacou que “não conseguimos vender lá fora e a produção brasileira sofre uma competição muito dura” devido à valorização do real.

-Vou formar uma equipe econômica entrosada entre BC (Banco Central) e os ministérios da Fazenda e do Planejamento para formar uma política cambial mais condizente com o que queremos.

Serra disse ainda que manterá o ritmo de crescimento, com aumento do emprego.

- O Brasil tem a maior taxa de juros real do mundo, a maior carga de impostos entre os países em desenvolvimento e uma taxa de investimento governamental das baixas, a penúltima, atrás apenas da do Turcomenistão.

Combate ao tráfico

O candidato tucano voltou a citar a suposta cumplicidade do governo colombiano com o tráfico internacional de drogas.

- Vou pressioná-los [o governo boliviano] diplomaticamente. O Brasil tem feito muitas coisas boas à Bolívia, e é normal que um país pressione outro diplomaticamente para que lute contra o tráfico. É impossível que o governo boliviano não seja cúmplice com isso.

Fonte: R7

Sites de campanha de Serra saem do ar

Quatro sites da campanha tucana exibem mensagens de erro. Site do partido informa que equipe trabalha para ‘reestabelecer a conexão’.

Os principais sites da campanha de José Serra, candidato do PSDB à Presidência, estão fora do ar desde pelo menos as 16h deste sábado (28). A assessoria de imprensa do candidato informou que "ninguém sabe o que está acontecendo" e que a ação de hackers não é descartada.

O site oficial da campanha, www.serra45.com.br, exibe uma mensagem de acesso negado. O endereço www.joseserra.com.br redireciona o internauta para o www.joseserra.psdb.com.br, que mostra uma página em branco. O www.amigosdoserra.com.br avisa, em inglês, que “não há itens a serem lidos no diretório”.

O site do PSDB informa que o endereço eletrônico da campanha de José Serra está “fora do ar” e que “a equipe do candidato já trabalha para reestabelecer a conexão com os internautas”.


Fonte: G1

Serra-2010 pode sair da urna menor que o de 2002

Longe dos holofotes, já não há nos arredores do QG de José Serra quem considere a hipótese de uma virada tucana.

Dá-se de barato que o favoritismo de Dilma Rousseff, por eloquente, levará a candidata de Lula à cadeira de presidente.

O Datafolha desta quinta (26), que traz Dilma 20 pontos à frente de Serra, tende a tonificar a atmosfera de desalento. O tucanato preocupa-se agora com o tamanho da derrota. Um infortúnio que as sondagens eleitorais prenunciam como acachapante.

Avalia-se que, em sua versão 2010, Serra flerta com o risco de sair das urnas com estatura política menor que a de 2002. Um dirigente do PSDB carrega no bolso da calça, enfiado na carteira, um papelucho com o resultado das duas últimas eleições presidenciais.

Na de 2002, informa a anotação, Lula prevaleceu sobre Serra, no segundo turno, por um placar de 61,27% a 38,72% dos votos válidos. No turno inaugural da eleição daquele ano, Serra beliscara 23,2% dos votos. Havia porém, mais candidatos.

Atrás de Serra, vieram Anthony Garotinho, à época no PSB, com 17,87%; e Ciro Gomes, então no PPS, com 11,97%. Agora, Serra frequenta um pelotão secundário que, noves fora o lote de nanicos que não pontuam no Datafolha, inclui apenas Marina Silva (PV). Tomado por essa última pesquisa, Serra, em curva descendente, belisca, por ora, 29% das intenções de voto.

Dilma, em movimento ascendente, escala os 49%. Empurra-a um patrono cuja popularidade foi a 79%. Marina, estacionária, conserva-se na casa dos 9%.

Mantido esse cenário, diferentemente do que ocorrera há oito anos, Serra não chegará ao segundo round. Vai a nocaute no primeiro.

Segundo as contas do Datafolha, considerando-se apenas os votos válidos, Dilma já soma 55%. E ainda dispõe de 38 dias para ampliar o índice.

Se a velocidade da disparada não for interrompida, a pupila de Lula pode amealhar no primeiro turno mais do que os 61,27% que o cabo eleitoral cravara no segundo turno de 2002. Pior: Serra pode chegar a outubro como uma espécie de sub-Alckmin.

Em 2006, ajudado pelos aloprados do PT, Geraldo Alckmin logrou arrastar Lula para o segundo turno. Teve menos votos do que obtivera no primeiro. Mas somou, informa o papelucho do dirigente tucano, 39,17%, contra 60,83% de Lula.

Para adensar o tsunami que engolfa Serra, Alckmin é, hoje, forte candidato a retomar a cadeira de governador de São Paulo.

Se a vitamina que Lula tenta injetar na candidatura de Aloizio Mercadante não surtir efeito, Alckmin dividirá o estrelato do PSDB com Aécio Neves.

Praticamente eleito senador por Minas, Aécio será mais forte se conseguir eleger Antonio Anastasia governador. Sem isso, será um líder manco.

Seja como for, esboça-se um quadro em que Alckmin e Aécio vão às primeiras posições na fila da oposição para 2014.

Qual será o estilo da oposição a ser exercida pela dupla?, eis a interrogação que bóia na atmosfera.

Em tempos de falência das idelogias, Alckmin é tido como a asa direita do tucanato. Não é, porém, dado a rompantes. De resto, se eleito, precisará dos cofres de Brasília. Tampouco Aécio é dado a arroubos. Ao contrário. Dono de personalidade acomodatícia, privilegia o acordo, não o confronto.

Somando-se a tudo isso a perspectiva de a oposição levar ao Congresso uma bancada lipoaspirada, chega-se a um cenário róseo para Dilma.

À oposição, não restará senão torcer em segredo para que a cópia não repita o êxito do original.

De resto, o tucanato, grupo de amigos integralmente composto de inimigos, terá de zelar para que Alckmin e Aécio cheguem a 2014 com os cotovelos recolhidos.


Fonte: Josias de Souza / Blog-FOLHA

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