O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, aproveitou outra oportunidade na TV nesta quarta-feira (1º) para atacar a rival Dilma Rousseff (PT). Em entrevista gravada na TV, o tucano fez críticas à candidata petista em relação ao episódio de vazamentos de dados da Receita Federal.
- Hoje veio a público um fato criminoso, que foi a quebra do sigilo da minha filha [Verônica Serra]. Utilizar filhos dos outros para ganhar eleição... Eu só me lembrava de Fernando Collor ter feito isso com o Lula para ganhar as eleições em 1989. A turma da Dilma está fazendo a mesma coisa, pegando a minha filha, que não faz política, para me chantagear porque tem preocupação quanto à minha vitória.
Para Serra, Dilma repete a tática de campanha do ex-presidente Fernando Collor (PTB).
- Agora que eles são aliados, quem sabe ele tenha transferido a tecnologia.
Questionado sobre o fato de a Receita Federal dizer que o acesso aos dados de Verônica Serra foi feito a pedido dela mesma, Serra disse que "isso é mentira descarada".
Confiança na vitória
O candidato tucano também negou que sua campanha tenha perdido força, o que estaria sendo refletido pelas últimas pesquisas eleitorais.
- Pesquisa fotografa o momento, não o filme. A campanha eleitoral, de verdade, está acelerando agora. Nunca vi pessoas na rua tão afetivas, engajadas e confiantes de que vamos vencer.
Sobre o fato de ter usado uma imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua propaganda eleitoral na TV - o plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) arquivou nesta terça-feira (31) duas representações da coligação de Dilma Rousseff contra a coligação de Serra pelo fato -, o candidato tucano afirmou que "o que a propaganda dizia é que o Lula tinha uma história, como eu, como outros, e que a Dilma não tinha essa história, que não era uma pessoa conhecida ou experimentada na política".
Serra também negou que sua campanha não tenha tom de oposição, explicando que "o PSDB tem um estilo de fazer oposição, que não é o do 'quanto pior, melhor'". Segundo o candidato, esse seria um costume do PT.
Privatizações
José Serra negou que fará privatizações caso seja eleito presidente. O candidato disse não ver privatizações "no caminho", ressaltando que "não haveria tantos celulares no país, não fosse o que foi feito no governo de Fernando Henrique Cardoso", em referência às privatizações no setor de telecomunicações. Para Serra, o governo de Lula faz uma "privatização muito pior", citando os Correios como exemplo, que teriam sido usados para fins privados.
- Essa é uma privatização muito pior, que favorece amigos.
Ao ser questionado sobre se manterá o câmbio flutuando caso seja eleito presidente, José Serra disse que esta é "uma conquista que deve ser preservada". O tucano, no entanto, destacou que “não conseguimos vender lá fora e a produção brasileira sofre uma competição muito dura” devido à valorização do real.
-Vou formar uma equipe econômica entrosada entre BC (Banco Central) e os ministérios da Fazenda e do Planejamento para formar uma política cambial mais condizente com o que queremos.
Serra disse ainda que manterá o ritmo de crescimento, com aumento do emprego.
- O Brasil tem a maior taxa de juros real do mundo, a maior carga de impostos entre os países em desenvolvimento e uma taxa de investimento governamental das baixas, a penúltima, atrás apenas da do Turcomenistão.
Combate ao tráfico
O candidato tucano voltou a citar a suposta cumplicidade do governo colombiano com o tráfico internacional de drogas.
- Vou pressioná-los [o governo boliviano] diplomaticamente. O Brasil tem feito muitas coisas boas à Bolívia, e é normal que um país pressione outro diplomaticamente para que lute contra o tráfico. É impossível que o governo boliviano não seja cúmplice com isso.
Fonte: R7
Nenhum comentário:
Postar um comentário