Mostrando postagens com marcador críse na grécia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador críse na grécia. Mostrar todas as postagens

FMI aprova empréstimo de 30 bilhões de euros para a Grécia

As medidas são um esforço para estabilizar o mercado global

O FMI (Fundo Monetário Internacional) aprovou neste domingo um empréstimo de 30 bilhões de euros [cerca de R$ 70 bilhões] para a Grécia, como parte de um pacote maior, de 110 bilhões de euros [R$ 257 bilhões] para ajudar o país a sair da grave crise econômica.

A ajuda financeira --a maior já registrada-- será dispersada durante os próximos três anos.

Em um breve comunicado, o FMI informou que o empréstimo foi aprovado pelos 24 países membros do órgão, em uma sessão extraordinária realizada em Washington neste domingo.

Neste sábado, os líderes da Eurozona aprovaram um pacote de empréstimos de 110 bilhões de euros para auxiliar a Grécia nos próximos três anos.

As medidas são um esforço para estabilizar o mercado global, que sofreu impacto devido ao receio de que a crise se espalhe pela Europa. Segundo analistas, Portugal, Espanha e Irlanda são países que poderiam ser contaminados pela crise grega.

O ministro da Economia do Reino Unido, Alistair Darling, afirmou neste domingo que é importante fazer "todo o possível" para estabilizar os mercados financeiros, mas que seu país não fornecerá apoio para o euro.

O presidente americano, Barack Obama, pressiona líderes europeus a achar uma solução para estabilizar os mercados. Ele conversou por telefone com a chanceler alemã, Angela Merkel, neste domingo para discutir a importância de as nações europeias tomarem medidas para "aumentar a confiança do mercado", segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que a Europa "demorou demais" em discutir o apoio financeiro à Grécia, que na sua opinião estava 'em tratamento intensivo há muito tempo e precisava de um médico'.

Segundo Lula, "já em 2008 a Grécia estava com problemas sérios" e, mesmo assim, não foram adotadas medidas de ajuda como as que se debatem agora, uma vez que "a crise explodiu".

O líder brasileiro disse aos jornalistas que "é necessário" que o mundo entenda que "cuidar do sistema financeiro" e impedir que "a especulação tome conta de tudo".

Após participar da abertura de uma campanha de vacinação para idosos, Lula ratificou que o Brasil fornecerá US$ 286 milhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para colaborar com os esforços financeiros para conter a crise da Grécia.

Lula sustentou que o Brasil "está em uma situação muito boa" do ponto de vista econômico e "está em condições de ajudar ao FMI, à Grécia e, além disso, aos países mais pobres".

Fonte: FOLHA

UE promete defender euro contra 'lobos' do mercado

Ministros discutem medidas de emergência para evitar que a crise de dívida da Grécia se espalhe pelo bloco.


CZEWSKI - Ministros de Economia da União Europeia prometeram neste domingo, 9, fazer tudo o que for necessário para defender o euro dos "lobos" dos mercados financeiros. Os ministros iniciaram discussões sobre medidas de emergência para evitar que a crise de dívida da Grécia se espalhe pelo bloco.

A Comissão Europeia apresentará aos ministros uma proposta de mecanismo de estabilização direcionado a fornecer uma rede segurança de bilhões de euros para outros países da zona de moeda única com problemas nas finanças públicas, como Portugal, Espanha ou Irlanda.

Os rendimentos de bônus desses países têm crescido rapidamente, aumentando o prêmio por risco que investidores carregam ao manterem a dívida dessas nações, em meio a preocupações dos mercados de que serão os próximos a precisarem de assistência.

A ameaça de que os mercados se voltarão contra os três países após a Grécia disparou na sexta-feira um pedido para que os líderes da zona do euro encontrem uma solução para a crise antes da abertura dos mercados na segunda-feira.

"Agora vemos comportamentos de uma matilha de lobos e se nós não pararmos isso eles vão estraçalhar países mais fracos", disse o ministro sueco de Economia, Anders Borg, a jornalistas ao chegar ao encontro de ministros. "Então é muito, muito importante que façamos progresso agora", acrescentou.

A Grécia, que teve um déficit orçamentário de 13,6 a 14,1 por cento do PIB em 2009 e uma dívida de mais de 115 por cento do PIB, já assegurou um pacote de empréstimos de três anos de 110 bilhões de euros (148 bilhões de dólares), organizado entre a zona do euro e o Fundo Monetário Internacional após os custos de empréstimos terem subido a níveis insustentáveis.


"Precisamos de recursos para pararmos com a turbulência dos mercados. Se isso durar mais que alguns dias, a situação ficará muito problemática para uma recuperação", disse Borg.

Fontes da zona do euro disseram que um montante adicional de 60 bilhões de euros será usado como base de capital para empréstimos, o que permitirá à Comissão Europeia levantar até 10 vezes esse valor.

Os recursos serão garantidos pelos 27 países membros da União Europeia e os empréstimos, se concedidos a um país membro da UE, terão condições definidas pelo FMI, disse uma fonte da UE.

Os fundos liberados anteriormente pelo mecanismo tinham classificação AAA, maior grau de investimento definido pelas principais agências de análise de risco de crédito.

Como medida adicional apenas para países da zona do euro, a Comissão vai propor um mecanismo separado de empréstimos intergovernamentais, disse a fonte.


"Vamos defender o euro", disse a ministra de Economia da Espanha, Elena Salgado, a jornalistas quando chegou ao encontro de ministros.

Um instrumento similar já foi usado com sucesso anteriormente na Letônia, Romênia e Hungria, depois que o volume de dinheiro disponível foi elevado no ano passado para 50 bilhões de euros.

O mecanismo pode ser usado com base em uma lei da UE que prevê que se um membro do bloco de 27 países estiver em dificuldades causadas por circunstâncias além de seu controle, os ministros da UE poderão, sob certas circunstâncias, garantir assistência financeira.


"A situação nos mercados financeiros está indo para uma direção muito ruim, apesar da situação grega ter sido trazida para o controle", disse o ministro finlandês de Economia, Jyrki Katainen, a jornalistas em Helsinque. "Agora temos que fazer tudo que pudermos para trazer estabilidade a tempo", disse ele.

A reunião de ministros segue-se a uma cúpula de líderes da UE ocorrida na sexta-feira, em que foi pedido para que o mecanismo de Estabilização Europeia esteja pronto antes que os mercados abram na segunda-feira.

Alguns economistas elogiaram as medidas, mas disseram que elas vão curar os sintomas, não a doença.


"Ao se colocar salvaguardas adicionais para o sistema financeiro da área do euro, os governos finalmente parecem ter se levantado ao desafio trazido pela crise de dívida soberana", afirmou o Morgan Stanley em nota a clientes.


"Mas, como as medidas tomadas anteriormente para benefício da Grécia, um fundo de estabilização está apenas comprando tempo para os devedores em dificuldades", disse o banco.

A instituição acrescenta: "A ação de política fiscal tomada nesses países durante este 'tempo extra' é essencial. Se outro mecanismo de resgate não for seguido por medidas agressivas de austeridade, o problema continuará a supurar, podendo eventualmente se espalhar ainda mais."

Os líderes da zona do euro afirmaram na sexta-feira que vão acelerar os programas de consolidação fiscal para terem certeza de que os países cumprirão metas definidas pelos ministros de Finanças para este ano e para os próximos.

Fontes: O ESTADO - Reuters

Parlamento grego aprova plano para reduzir déficit

Plano de austeridade é condição para receber ajuda da UE e do FMI. Na quarta-feira, protesto contra medidas terminou com três mortes.

O primeiro ministro George Papandreou fala ao Parlamento antes da votação. Foto: AP)

O Parlamento grego aprovou nesta quinta-feira (6), por maioria absoluta, o programa para reduzir o déficit fiscal nos próximos três anos. O pacote, que inclui aumento de impostos e redução de salários, é condição para que o país tenha acesso ao pacote de ajuda de 110 bilhões de euros (US$ 146 bilhões) patrocinado pelas nações da zona do euro e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

O projeto de lei recebeu o apoio de 172 deputados socialistas e de ultra-direita. Votaram contra 121 deputados da oposição de direita, do Partido Comunista e da esquerda radical. Foram registradas três abstenções. O Parlamento grego conta com 300 deputados, mas só 296 estavam presentes.

Com o pacote de ajuste, as primeiras parcelas da ajuda do FMI e a União Europeia devem começar a ser liberadas.

O programa, apresentado no último domingo pelo ministro das Finanças grego, George Papaconstantinou, implica um esforço fiscal de 11 pontos do PIB, "ou seja, 30 bilhões de euros em três anos (até 2013), em adição ao anunciado no programa econômico para 2010", explicou o ministro.

As medidas incluem um crescimento no imposto de valor agregado (IVA), um aumento de 10% nos impostos de combustíveis, álcool e tabaco, além de uma redução de salários no setor público. O governo prevê agora que o país tenha uma contração de 4% do PIB em 2010 e 2,6% em 2011. O crescimento voltaria em 2012, com cerca de 1,1%.

A dívida grega deve superar 140% do valor do PIB em 2013 e passará a diminuir a partir de 2014, afirmou Papaconstantinou, para quem o objetivo da ajuda financeira da União Europeia é permitir que o país possa ter acesso o mais rápido possível aos mercados financieros. "Em 2014 o déficit estará abaixo de 3%", assegurou.

Falência

Antes da votação desta quinta, o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, disse ser necessário haver consenso entre os partidos políticos para evitar que o país entre em falência. "Não permitiremos que o país entre em falência ou que os especuladores nos desestabilizem. E não faltaremos com nossas responsabilidades por conta de risco político", disse Papandreou.

O primeiro-ministro questionou o que ocorreria com a previdência, os salários e os depósitos bancários se ocorresse a falência do país. "É nossa responsabilidade patriótica votar sim para esta lei", afirmou.

Ele criticou duramente o maior partido de oposição por decidir votar contra a lei e os acusou de "destruírem as finanças públicas, falsificarem as estatísticas sobre a dívida, corrupção e gastos desnecessários".

Protestos


Gregos protestam contra as medidas aprovadas nesta quinta pelo Parlamento. (Foto: AP)

Antes da votação, milhares de manifestantes se reuniram em frente ao Parlamento grego para protestar contra os cortes de gastos a as novas taxas destinadas a recuperar as finanças públicas do país.

Desta vez, no entanto, não houve registro de confrontos. Na quarta-feira (5), os protestos contra as medidas de auteridade deixaram três mortos em Atenas.




Fontes: G1- AFP - Efe - AE

Bovespa recua 3,11% e dólar atinge R$ 1,87 em dia tenso por Grécia

Mercado agitado no Brasil em função da crise grega

A crise grega sacode os mercados mundiais nesta quinta-feira. Enquanto o dólar comercial encosta em R$ 1,90, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) desaba quase 5%, acompanhando a derrocada generalizada das demais Bolsas de Valores.

O parlamento grego aprovou nesta quinta-feira o rigoroso plano de austeridade fiscal, que prevê cortes de gastos públicos e foi alvo de manifestações populares ontem e hoje no país mediterrâneo.

Os agentes financeiros, no entanto, receiam as enormes dificuldades para a Grécia implementar um plano desse rigor, justamente num momento que esse país conta os dias para o vencimento de 8,5 bilhões de euros em dívidas. O primeiro-ministro George Papandreou já admitiu que o governo precisa dos recursos do FMI para evitar um "default" no curto prazo.

O dólar comercial é vendido por R$ 1,875, em um avanço de 4,28%. A taxa de risco-país marca 242 pontos, número 13,08% acima da pontuação anterior.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) sofre perdas de 3,11%, aos 62.893 pnotos. O giro financeiro é de R$ 8 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cede 4,27%. Na Europa, a Bolsa de Londres fechou em queda de 1,51%.

Fontes: FOLHA - Agências

Críse na Grécia: bolsas europeias caem pelo 3º dia e recuam para menor nível em 2 meses

Medo de contágio espalha pânico nos mercados

As Bolsas de Valores europeias caíram pelo terceiro dia seguido nesta quinta-feira, para o menor nível de fechamento em mais de dois meses, pelos receios de contágio da crise grega.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 1,52%, a 5.260 pontos. Em Frankfurt, o índice Dax caiu 0,84%, para 5.908 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 2,2%, para 3.556 pontos. Em Milão, o índice FTSE/Mib teve desvalorização de 4,27%, para 19.483 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 recuou 2,93%, para 9.352 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em queda de 2,37%, para 6.824 pontos.

O mercado também foi pressionado após o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, afirmar que a instituição não discutiu a opção de comprar bônus da zona do euro durante a reunião em que manteve o juro básico em 1%.

Os mercados querem saber se o BCE teria novas ferramentas disponíveis para ajudar a Grécia e analistas dizem que compras de bônus seriam a mais poderosa nesse sentido.

O índice FTSEurofirst 300 fechou em baixa de 1,4%, a 1.008 pontos, menor patamar de fechamento desde 26 de fevereiro.

"Tivemos uma correção pronunciada que é totalmente apropriada dado o nível em que o mercado estava", disse Jeremy Batstone-Carr, chefe de pesquisa do Charles Stanley, em Londres.

O setor bancário foi destaque de baixa, com as ações de Barclays, Société Générale, Banco Santander e BBVA recuando entre 3,5% e 6,7%.

Crise

Na Grécia, o primeiro-ministro George Papandreou afirmou que o pacote de ajuda financeira da UE e do FMI é a "única esperança" para evitar a bancarrota do país.

O acordo, que prevê uma ajuda financeira de 110 bilhões de euros ao país até 2012, demanda que a Grécia adote severas medidas para cortar gastos, o que gerou insatisfação popular. Ontem, três pessoas morreram durante manifestações contra as medidas que o governo pretende adotar para abater o deficit público, e que foram votadas e aprovadas  nesta quinta-feira pelo parlamento grego.

O primeiro-ministro afirmou ainda que o governo não tem escolhas a não ser a impor as medidas de austeridade, que enfrentam resistência no parlamento local. Ele disse que o pacote de medidas de austeridade fiscal foi apresentado com urgência porque o país tem cerca de 8,5 bilhões de euros em dívidas a vencer no próximo dia 19. Sem dinheiro, a Grécia fatalmente teria que declarar um "default" (suspensão de pagamentos).


"Os cofres do Estado não têm dinheiro. Atualmente, o país não tem como levantar empréstimos no mercado internacional. E o único jeito de evitar a bancarrota e a suspensão dos pagamentos é tomar dinheiro dos nossos parceiros da Europa e do Fundo Monetário Internacional", declarou.

Riscos

A Grécia enfrenta uma severa crise financeira, que ameaça a estabilidade da zona do euro. O país tem dívidas na casa dos bilhões de dólares que vencem no curto prazo, o que tem aumentado a desconfiança dos agentes de mercado de que o país mediterrâneo pode entrar em "default" (suspensão de pagamentos).

Embora esse país tenha pedido a ativação do mecanismo de ajuda financeira acordado entre a UE e o FMI, a medida ainda não tranquilizou os mercados. Os títulos da dívida grega são negociados com juros recordes na praça financeira internacional, o que demonstra o grau de desconfiança entre os tomadores.

A questão é que nenhuma parcela dos 45 bilhões de euros (cerca de US$ 60 bilhões) já foi liberada, e o plano de ajuda ainda precisa passar pelo crivo de cada um dos países da UE. A Alemanha, que deve entrar com "a parte do leão" do montante total da ajuda, mostra resistências, e quer que a Grécia se comprometa com medidas duras para controlar seus deficits, o que pode se tornar um problema político delicado.

O país foi agitado recentemente por vários protestos contra as iniciativas de cortes de gastos públicos e de salários adotadas pelo governo para combater o deficit público, que pode bater a casa dos 14% do PIB, segundo previsão da Eurostat, a agência europeia de estatísticas.

E recentemente, a agência Standard & Poor's rebaixou o "rating" (nota de risco de crédito) da dívida grega para o nível de "grau especulativo", classificação que inclui países vistos como "mau pagadores", incluindo aqueles que já suspenderam o pagamento de seus compromissos financeiros.


Fontes: FOLHA - Reuters

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails