Mostrando postagens com marcador Reino Unido. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reino Unido. Mostrar todas as postagens

Pai do primeiro-ministro britânico morre na França

Ian Cameron morreu pouco após seu filho chegar para visitá-lo no hospital


David Cameron (de costas) beija seu pai, Ian, durante a campanha eleitoral em Swindon, sudoeste da Inglaterra/Toby Melville/18.04.2010/Reuter

O pai do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, Ian Cameron, morreu nesta quarta-feira (8) em um hospital francês no qual foi internado após sofrer um acidente vascular cerebral, segundo informou em Londres um porta-voz de Downing Street (residência oficial do chefe do governo britânico).

Ian morreu na tarde desta quarta (manhã no horário de Brasília), pouco depois de o chefe do Executivo britânico chegar ao hospital na cidade mediterrânea francesa de Tolano.

O líder conservador chegou no início da tarde a Tolano para visitar seu pai, de 77 anos, quem estava internado em estado grave.

Cameron aterrissou no aeroporto de Nice por volta das 13h30, no horário local (8h30 de Brasília), e dali seguiu de helicóptero até o hospital de Tolano, para o qual o seu pai, Ian, havia sido transferido de manhã.

Inicialmente, o pai de Cameron havia dado entrada em um hospital na cidade de Hyères, também na Costa Azul francesa, onde passava férias.

O chefe de governo britânico foi substituído na sessão de hoje na Câmara dos Comuns pelo vice-primeiro-ministro britânico, o liberal-democrata Nick Clegg.

Fontes: R7- Efe

Ativistas de extrema-direita causam pancadaria no Reino Unido

Cerca de 700 pessoas participaram da manifestação contra imigração e o Islã

Policiais dispersam protesto da EDL no centro de Bradford; direitistas agrediram outro grupo/Phil Noble/28.08.2010/Reuters

Cerca de 700 ativistas de extrema-direita entraram em confronto com a polícia na tarde deste sábado (28) no centro da cidade de Bradford, informou o jornal britânico The Guardian.

O protesto foi organizado pela Liga de Defesa Inglesa (EDL, na sigla em inglês) e os participantes jogaram tijolos e bombas de fumaça em um grupo que se manifestou contra o racismo em um evento organizado pela Unidos contra o Facismo.

Mais de 1.600 policiais de 13 forças foram mobilizados para controlar a situação e ocorreram cinco prisões no local.

No último ano, o EDL tem organizado protestos em diversas cidades pelo Reino Unido. Entre os slogans que os participantes diziam estavam alguns que faziam alusão clara a muçulmanos como:

- Tirem os homens-bomba muçulmanos de nossas ruas.

Um residente de Bradford, Mohammed Khan, de 29 anos, disse ao Guardian que os ativistas apenas estavam buscando problemas.

- Nós queremos mostrar para as pessoas no Reino Unido que Bradford é um lugar unido e tranquilo, onde asiáticos, brancos – todos – convivem. Ninguém aqui quer estas pessoas. Eles estão apenas tentando dividir esta cidade e provocar problemas.

Fontes: R7 - Agências

Atores brasileiros deportados de Londres querem desculpas

Grupo de teatro ia a festival britânico mas foi barrado pela imigração no aeroporto

Um grupo de dez atores brasileiros do grupo Curva soltou uma carta protesto contra o governo do Reino Unido após ter sido deportado do país na última segunda-feira (17).

Os brasileiros foram barrados pela imigração no aeroporto de Londres, para onde foram convidados a apresentar uma peça num festival de teatro local.

Ricardo Gelli e Celso Melez interpretam suas personagens na peça Otimismo; trupe foi barrada no aeroporto de Londres e não se apresentou na cidade/Divulgação/AFP

A Embaixada do Reino Unido no Brasil foi contatada pelo R7 e disse que iria se posicionar assim que conseguisse averiguar o caso junto às autoridades britânicas.

Segundo o ator Celso Melez, o grupo aterrissou no aeroporto de Heatrow, em Londres, entre 14h e 15h da última segunda-feira, para participar do Camden Fringe Festival.

- Nos expulsaram como se fossemos bandidos. Os seguranças nos deram tchauzinho com sorriso sarcástico ao deixarem a gente dentro do avião.

O grupo diz que apresentou as passagens de ida e volta, o local da hospedagem e o quanto possuíam de de dinheiro. A princípio teriam sido bem tratados pelos oficiais de imigração. Após cinco horas de espera, o grupo foi informado que não poderia entrar no país porque o festival não tinha “registro oficial”.

Eles iriam apresentar a peça Otimismo, de Voltaire, com adaptação de Ralph Maizza. Enquanto estavam presos, um advogado do festival tentava liberar os atores junto às autoridades, segundo Melez.

A carta cita que o grupo estava em condições legais, já que de acordo com o site da imigração britânica, “é permitida a entrada no país de turistas e artistas para mostrarem o seu trabalho temporariamente, num período de 10 dias, não necessitando do visto de trabalho, já que não há remuneração”.

Ator quer voltar a Londres

O ator diz que o grupo quer uma retratação por parte do governo britânico, uma vez que tentou entrar no país legalmente.

- Não estamos preocupados com o prejuízo financeiro. A questão é a nossa honra. A gente quer uma retratação. Agora a coisa que mais queremos é voltar para Londres e fazer a festa lá, apresentar nossa peça.

Melez disse o grupo foi vítima de piadas por parte dos seguranças, no momento da deportação.

- Rolava uma piada entre os seguranças de que naquele dia eles haviam deportado mais brasileiro que a média. Em geral, são quatro brasileiros por dia, mas naquele dia teriam sido 14.

Os atores deportados são Celso Melez, Didio Perini, Flávia Tápias, Leandro D’Errico, Mariana Blanski, Ralph Maizza, Reynaldo Thomaz, Ricardo Gelli, Tadeu Pinheiro e Walter Figueiredo.

Imagem acima mostra o folheto da peça do grupo Curva para o festival londrino (Arquivo pessoal)

Comentário

É público e notório, e não é de hoje, que as autoridades de imigração britânicas e espanholas, sentem um imenso prazer em maltratar cidadãos brasileiros e fazê-los passar por humilhações.

Dizem que nada pode ser feito para mudar esta situação,por causa da soberania, mas isto não é verdade. Se o Itamaraty protegesse os interesses dos cidadãos brasileiros, algo poderia ser feito sim.. Ao menos, para mitigar o problema.

Fontes: R7 - AFP

Reino Unido faz campanha a favor do Horário de Verão Duplo para reduzir emissões de carbono

Proposta visa vários benefícios teóricos


A campanha Lighter Later propõe que os habitantes do Reino Unido adiantem seus relógios em uma hora durante o inverno e duas horas durante o verão – é o que se chama de SDST (Single Double Summer Time). Com isso, a população poderia tirar mais proveito da luz do dia enquanto está acordada.

Pelo menos 10 benefícios seriam conquistados com a medida, segundo o site da campanha:

1. Seria evitada a emissão de, pelo menos, 447 mil toneladas de CO2 por ano – o mesmo que tirar 50 mil carros de circulação durante esse período. Em razão disso, a Lighter Later Campaign faz parte do movimento 10:10, que propõe uma redução de 10% nas emissões de carbono do Reino Unido ainda este ano;

2. Cerca de 100 vidas poderiam ser salvas por ano e muitos acidentes de trânsito, evitados, pelo fato de haver mais luz à noite;

3. A conta de energia seria reduzida, pois ainda haveria luz solar disponível nos horários de picos de demanda por eletricidade;

4. Entre 60 mil e 80 mil novos empregos poderiam ser criados nas áreas de turismo e lazer, gerando de 2,5 a 3,5 bilhões de libras por ano para a economia;

5. Reduziria a incidência de crimes e a insegurança da população;

6. As pessoas teriam mais tempo para praticar esportes e atividades ao ar livre durante a noite e ficariam mais saudáveis;

7. Os gastos com acidentes de trânsito diminuiriam em 138 milhões de libras;

8. Melhoraria a qualidade de vida de pessoas idosas;

9. A população ficaria mais feliz e os índices de “depressões de inverno” seriam reduzidos e

10. Ficaria claro que lidar com as mudanças climáticas pode ser bom para a economia e para a sociedade.

Os organizadores da campanha sugerem que seja feita uma experimentação do Single Double Summer Time durante três anos para verificar se esses ganhos ocorrem na prática. A proposta será discutida pelo Parlamento Inglês em Dezembro.

E você, gostaria de viver em Horário de Verão o ano todo? Faria isso em nome de mais qualidade de vida para a população e de menos carbono na atmosfera?

Fonte: SuperInteressante/Thays Prado

Garoto usa aspirador de pó para escalar paredes

Aparelho de sucção fez sucesso entre os amigos do jovem inventor

Reprodução TV RECORD

Um garoto britânico de 13 anos levou cinco meses para criar uma engenhoca que permitiu que ele imitasse o Homem Aranha e andasse pelas paredes. Usando aspiradores de pó da mãe e placas de madeira, ele conseguiu se fixar e dar uma volta na vertical. Assista ao vídeo:


Fontes: R7- TV RECORD

Reino Unido quer limitar número de imigrantes de fora da Europa

Ministra do Interior vai apresentar proposta inicial na próxima terça-feira (29)

Passageiros fazem no aeroporto de Heathrow, em Londres, capital do Reino Unido; governo quer limitar número de imigrantes vindos de fora da Europa/Kirsty Wigglesworth/21.12.2006/AP

O governo do Reino Unido quer propor um limite temporário ao número de imigrantes de fora da União Europeia (UE) que entram no país antes da fixação de um limite permanente, em 2011.

De acordo com a rede de TV britânica BBC, a ministra do Interior, Theresa May, deverá limitar em pouco mais de 24 mil o número de imigrantes de fora da UE até abril de 2011.

Esse teto provisório tem como objetivo evitar a chegada em massa de imigrantes antes que o teto definitivo seja estabelecido, em março de 2011.

Em seu programa eleitoral, o Partido Conservador (do primeiro-ministro, David Cameron), se comprometeu a restringir a imigração, medida que teve de ser aceita pelo partido Liberal-democrata, com quem os conservadores governam em coalizão.

Alguns políticos conservadores consideram, apesar de tudo, que os limites à imigração podem prejudicar a economia, argumento que também é utilizado por muitos empresários.

A ministra do Interior anunciará a nova medida na próxima terça-feira (29), quando também lançará um processo de consulta, antes de decidir qual será o teto definitivo.

Durante a campanha para as eleições, Cameron anunciou sua intenção de diminuir de centenas de milhares a dezenas de milhares o número de imigrantes admitidos.

A oposição trabalhista acusa os conservadores de demagogia, pois apenas uma pequena parte dos trabalhadores admitidos vem de fora da Europa.


Fontes: R7- Agências

Morre o 300º soldado britânico no Afeganistão; premiê avalia sacrifício

O premiê britânico David Cameron disse que os soldados do Reino Unido só deixarão o país quando os afegãos puderem se defender sozinhos

Soldados britânicos atuam em operação na Província de Helmand, no Afeganistão (arquivo)/Barry Lloyd/Reuters

O número de mortos entre as tropas britânicas no Afeganistão atingiu a marca dos 300 depois que um soldado morreu neste mês durante um ataque, informou o ministério da Defesa do Reino Unido nesta segunda-feira. Segurança do país vem a "custo alto", disse o premiê britânico, David Cameron.

O soldado do 40º Comando dos Fuzileiros Reais morreu no hospital New Queen Elizabeth, em Birmingham, neste domingo. Ele tinha sido ferido durante uma explosão no distrito de Sangin, na Província de Helmand, no sul do Afeganistão, no dia 12 de junho.

"Sua coragem e sacrifício não serão esquecidos. Vamos lembrar dele", disse o porta-voz do Exército, o major Renny Bulmer.

O Reino Unido tem 9.500 tropas no Afeganistão, o segundo maior contingente no país, mas ainda pequeno com relação às 100 mil tropas dos Estados Unidos.

Após nove anos na guerra, o crescente número de mortos vem diminuindo o apoio da opinião pública britânica à missão do país na "Guerra ao Terrorismo".

Alto preço e sacrifícios

O premiê britânico David Cameron disse que os soldados do Reino Unido só deixarão o país quando os afegãos puderem se defender sozinhos, em alusão à ameaça dos militantes do Taleban.

"Estamos pagando um preço alto para manter nosso país seguro, para fazer do mundo um lugar seguro", disse.

O premiê disse ainda que as tropas britânicas estão no Afeganistão porque "os afegãos ainda não estão prontos para manter o próprio país seguro e mater os terroristas e campos de treinamento de terroristas fora de seu país".

Ainda tentando justificar a permanência na missão militar, Cameron indicou que "assim que eles [os afegãos] tiverem condições de manter a segurança de seu próprio país" o Reino Unido poderá terminar as operações militares na região.

A imprensa britânica deu destaque ao assunto, em meio à crescente desaprovação da população em relação à presença das tropas no Afeganistão.

O jornal "The Guardian" citou o premiê britânico defendendo o sacrifício necessário para manter a segurança do Reino Unido.

"É claro, a 300ª morte não é mais nem menos trágica do que as 299 que ocorreram antes. Mas é um momento para o país inteiro refletir sobre o serviço, sacrifício e dedicação que as forças armadas estão dando em nosso nome".

O secretário de Defesa britânico, Liam Fox, reconheceu a reprovação da opinião pública frente às mortes, mas defendeu o envolvimento do Reino Unido.

"Nossas forças armadas são as melhores do mundo, operando diariamente sob as condições mais perigosas e exigentes. Alguns fizeram o sacrifício extremo para garantir o sucesso da missão essencial", disse Fox ao "Guardian".

Governo australiano confirma morte de três soldados

O governo da Austrália confirmou hoje a morte de três soldados do contingente que tem desdobrado no Afeganistão em um incidente no qual houve mais vítimas, segundo um comunicado de imprensa.

O chefe do serviço Aéreo de Defesa, Angus Houston, disse em uma nota de imprensa que o próprio ministro da Defesa, John Faulkner, dará mais detalhes sobre o ocorrido "em breve".

Por sua parte, a Isaf (Força de Assistência para a Segurança) informou hoje que quatro soldados morreram na queda de um helicóptero no sul do país.


Fontes: FOLHA - Reuters

Catástrofe no Golfo do México ameaça existência da BP

Comentários recentes de Obama fizeram ações da BP descer a 50% do valor anterior ao desastre da Deepwater Horizon.

Obama não está para brincadeiras

Para a BP, a catástrofe no Golfo do México não só se torna cada vez mais cara: também a imagem da companhia sofre sérios danos. Suas ações atingiram as cotações mais baixas dos últimos 14 anos: o valor da empresa na Bolsa reduziu-se à metade desde o acidente na plataforma Deepwater Horizon.

Suas reservas financeiras são consideráveis: em 2009, os lucros da BP PLC haviam aumentado 22%, alcançando 16,6 bilhões de dólares. Somente no primeiro trimestre deste ano, ela teve um ganho líquido de 6,1 bilhões de dólares, um acréscimo de quase 135%. Porém isso não basta agora para tirá-la da mira de uma incorporação hostil.

Palavras de Obama

Até pouco tempo, o governo britânico vinha observando à distância a queda das ações da BP, com a justificativa de serem problemas de uma empresa econômica, que ela própria deveria resolver. Nesse ínterim, porém, cresce a preocupação em Londres. O prefeito conservador da capital, Boris Johnson, revela-se incomodado com o tom antibritânico vindo de Washington.


"É ruim para nosso país quando uma companhia é espezinhada deste jeito, sua reputação desnecessariamente denegrida. As pessoas querem o fim dos insultos e acusações de culpa. Em vez disso, a questão deve ser o combate à mancha de petróleo e a suas consequências."

Na verdade, há muito mais em jogo, pois os acionistas desestabilizados abandonam em massa os títulos de valor da BP. E não se trata apenas da situação econômica da companhia. Com os fantásticos lucros dos últimos anos, ela está em condições de pagar 25 ou 30 bilhões de dólares ou libras esterlinas pelos efeitos da catástrofe, sem abrir falência: foram os recentes comentários públicos do presidente estadunidense Barack Obama que novamente precipitaram a cotação da BP no mercado financeiro.

Londres: "Agora chega!"



Tony Hayward, presidente da BP PLC

Segundo Obama, além dos custos pelo vazamento e as indenizações aos habitantes do litoral norte-americano, a BP deveria arcar também com os prejuízos dos trabalhadores que perderam seus empregos devido à suspensão da prospecção de petróleo no Golfo do México.

Para Londres, agora basta. Segundo Christopher Meyer, ex-embaixador britânico em Washington, está na hora de o premiê David Cameron comunicar ao líder político dos EUA que chega de provocação contra a BP.

"A sobrevivência da empresa é do interesse de longo prazo do Reino Unido, é um interesse nacional decisivo. Desejaríamos que o governo estadunidense enviasse menos 'ordens pelo megafone'. Elas têm influência ativa sobre as cotações na bolsa e sobre o valor da companhia".

No momento, investidores dos EUA já especulam se a parte norte-americana da BP PLC não seria candidata a uma incorporação hostil. Uma noção que apavora os aposentados ingleses, já que um sexto dos fundos de aposentadoria do país está aplicado em títulos da BP.


Fonte: Deutsche Welle /Autoria: Barbara Wesel (av)
Revisão: Roselaine Wandscheer

Reino Unido possui 225 ogivas nucleares, diz chanceler britânico

Reino Unido divulgou quantidade de ogivas

Revelando pela primeira vez informações oficiais atualizadas sobre seu arsenal nuclear, o Reino Unido confirmou que possui 225 ogivas, numa manobra que visa mais clareza sobre as armas atômicas que o país detém.

Em discurso no Parlamento, o chanceler britânico William Hague informou o número oficial, e disse que "é chegada a hora de ser mais aberto sobre as armas que nós possuímos". Anteriormente oficiais teriam informado que o país detinha 160 ogivas em operação.

Membro permanente do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), o Reino Unido é uma das nações que possuem armas nucleares no mundo.

O chanceler britânico William Hague (foto de arquivo)anunciou tamanho do arsenal nuclear britânico/Evan Vucci/AP

EUA

Ainda no mês passado, durante a conferência sobre o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), os Estados Unidos confirmaram o tamanho de seu arsenal nuclear, com 5.113 ogivas.

O Pentágono anunciou no fim de setembro de 2009 o arsenal nuclear americano estava composto por 5.113 ogivas nucleares, informação considerada até então "secreta".

O governo americano indicou que estas seriam suas ogivas nucleares ativas, mas que possui também outras milhares de armas nucleares desativadas.

Os EUA haviam divulgado o número de ogivas estratégicas operacionalmente instaladas em 1.968 no final de 2009 -- bem menos que as 10 mil de 1991. É a primeira vez, no entanto, que o total geral é revelado. De acordo com dados divulgados pelo Pentágono, o arsenal americano foi reduzido em 84%, de um total de 31.225 armas nucleares que o país possuía em 1967.

Segundo a Federação de Cientistas Americanos, órgão sem fins lucrativos, o número não inclui as armas nucleares desativadas, que aguardam desmontagem -- estimadas em cerca de 4.600.

Para analistas, ao revelar as informações durante a conferência para a revisão do TNP, os EUA tentam demonstrar que trabalham para diminuir seu arsenal nuclear, tentando, dessa forma, persuadir outros países a endurecer o controle da proliferação de tais armas.

"É enormemente importante para os Estados Unidos conseguirem dizer: 'Olhem, estamos cumprindo nossas obrigações sob o TNP'", disse Hans Kristensen, diretor do Projeto de Informação Nuclear da Federação dos Cientistas Americanos. Só assim, segundo ele, Washington conseguirá convencer outros países a adotar novas medidas para limitar a proliferação.

Fontes: FOLHA- Agências

Conservador David Cameron é nomeado novo primeiro-ministro britânico

Rainha Elizabeth II encarregou-o de formar governo após saída de Brown. Novo primeiro-ministro disse que quer coalizão com liberais-democratas.

O líder do Partido Conservador, David Cameron, chega para encontro com a rainha Elizabeth II nesta terça-feira (11) no Palácio de Buckingham. (Foto: AFP)

O carro do líder do Partido Conservador, David Cameron, deixou o Palácio de Buckingham nesta terça-feira como novo primeiro-ministro britânico, empossado pela rainha Elizabeth 2ª, informa a rede britânica BBC.

Ele seguiu para o nº 10 da Downing Street, onde fez um discurso, sob aplausos de apoiadores. Em seguida, ele e a mulher, Samantha, posaram para fotos e entraram na residência oficial do premiê britânico.

O líder do Partido Conservador, David Cameron, ao lado da mulher, Samantha, foi nomeado novo premiê britânico/Andy Rain/Efe

Cameron abriu seu discurso prestando tributos ao governo anterior e à sua atenção aos serviços públicos. Em seguida, lembrou que nenhum partido britânico conquistou maioria dos assentos no Parlamento após as eleições de 6 de maio e, por isso, disse que os conservadores pretendem formar uma coalizão completa com o Partido Liberal-Democrata, de Nick Clegg.

O novo premiê britânico disse que os melhores dias do Reino Unido ainda estão por vir e afirmou que quer reconstruir a confiança na política. Ele prometeu ser "honesto sobre o que o governo pode alcançar" e prometeu construir uma "sociedade mais responsável", informa a BBC.

Menos de uma hora antes, Gordon Brown renunciou ao cargo de premiê britânico e também à liderança do Partido Trabalhista, em meio a notícias do fracasso das negociações de coalizão com os liberais-democratas, essenciais para manter a maioria absoluta no Parlamento.

Saída de Brown

"Eu informei à secretaria particular da rainha que é minha intenção oferecer minha renúncia à Rainha", disse Brown em frente ao nº 10 da Downing Street, residência oficial do premiê, pouco antes das 19h30 locais (15h30 em Brasília).

"No caso de a rainha aceitar, devo aconselhá-la a convidar o líder da oposição (Cameron) para buscar formar um novo governo. Desejo tudo de bom ao próximo primeiro-ministro enquanto ele faz importantes escolhas para o futuro", disse Brown em discurso emocionado.

Brown também anunciou sua renúncia imediata ao cargo de líder do Partido Trabalhista, que estava prevista para acontecer até o final de setembro, quando acontece a reunião anual da legenda. "Minha renúncia como líder do Partido Trabalhista deve entrar em vigor imediatamente."

Ele disse ter prometido fazer todo o possível para assegurar a formação de um governo forte, e disse ter feito todo o possível para garantir isso.

Gordon Brown apresentou hoje sua renúncia ao cargo de primeiro-ministro britânico e líder do Partido Trabalhista/Cathal McNaughton/Reuters

Brown agradeceu sua mulher, Sarah, e disse que, ao deixar o segundo cargo mais importante que já teve, agora aprecia ainda mais o primeiro-- de marido e pai. Ele também prestou homenagem aos soldados que morreram lutando pelo país, e às suas famílias em luto.

Após a declaração, o casal recebeu os filhos, John and Fraser, e seguindo o protocolo britânico, entrou no carro oficial, que seguiu para o Palácio de Buckingham, onde Brown apresentou sua renúncia à rainha Elizabeth 2ª.

Brown sucedeu Tony Blair no cargo de premiê em junho de 2007, após dez anos como ministro das Finanças.

Negociações

As negociações entre o Partido Trabalhista, de Gordon Brown, e os liberais-democratas, liderados por Nick Clegg, para a formação de um governo de coalizão fracassaram, informou a rede BBC nesta terça-feira. Segundo fontes citadas pela BBC, os contatos dos trabalhistas com o partido de Clegg não alcançaram uma conclusão positiva.

Com isso, o cenário mais provável se torna um acordo com o Partido Conservador, de David Cameron.

O líder conservador, David Cameron (à esq.), e o liberal democrata, Nick Clegg: partidos negociam acordo/Andrew Parsons/Sang Tan/Efe/AP

A notícia foi divulgada ao mesmo tempo em que negociadores do Partido Conservador e do Partido Liberal-Democrata estão reunidos em Londres para tentar fechar um acordo.

A reunião começou às 13h (10h de Brasília), depois que os líderes de ambos os partidos, Cameron e Clegg, se reuniram nesta manhã por uma hora.

Cameron manifestou hoje que chegou "o momento de tomar uma decisão" e Clegg admitiu que é necessário decidir o mais rápido possível para evitar que a incerteza política se prolongue em excesso e transforme em histeria o nervosismo para os mercados.

Hung Parliament

É a primeira vez desde 1974 que as eleições britânicas terminam sem um partido com maioria no Parlamento.

Com todos os 649 distritos apurados (o último será decidido somente em 27 de maio), os conservadores venceram com 306 cadeiras, contra 258 dos trabalhistas e outras 57 dos liberais democratas. Os outros partidos elegeram 28 representantes.

Como nenhum partido conseguiu os 326 assentos necessários para governar sozinho, a saída é uma coalizão com os demais partidos. Nesta lista, os liberais democratas despontam como o centro das atenções.

Após as eleições gerais britânicas da quinta-feira passada (6), os conservadores obtiveram 306 cadeiras, com o que a soma dos liberais-democratas permite superar com folga os 326 parlamentares nos quais está fixada a maioria absoluta.

Os trabalhistas de Brown alcançaram 258 cadeiras, por isso, além do apoio dos liberais-democratas, teriam que conseguir o dos deputados nacionalistas escoceses, galeses e norte-irlandeses.

Historicamente, a aliança óbvia seria entre os liberais-democratas e os trabalhistas, ambos de política progressista e que já trabalharam juntos no último governo de coalizão britânico --há 36 anos, sob líder trabalhista Harold Wilson.

Desta vez, contudo, analistas ouvidos pela Folha indicaram que as chances maiores são de uma coalizão entre liberais-democratas e conservadores, que teriam a seu favor maior votação popular.

Proposta conservadora

O Partido Conservador britânico afirmou nesta segunda-feira que fez uma "proposta final" de uma coalizão formal com o Partido Liberal Democrata, como parte das negociações entre os dois partidos para formar um novo governo no Reino Unido.

"Vamos tentar deixar tudo o mais claro possível o mais rápido possível", disse o líder liberal democrata/Simon Dawson/AP

Segundo a BBC, o líder do Partido Conservador, David Cameron, telefonou para o líder liberal democrata, Nick Clegg, pouco depois das 20h locais (16h em Brasília) da segunda-feira para oferecer a "proposta final".


"Estamos fazendo uma oferta de boa fé ao Partido Liberal Democrata para um governo estável, forte, com uma maioria considerável no Parlamento, em coalizão, e um referendo sobre o sistema alternativo eleitoral", afirmou um negociador dos conservadores, George Osborne.

Os conservadores propõem um referendo sobre um sistema eleitoral com "voto alternativo", em que os eleitores listem os candidatos em ordem de preferência. Esse sistema daria ao Partido Liberal Democrata mais assentos no Parlamento --mas não seria a revolução para chegar à representação proporcional.

Segundo o sistema de representação proporcional --muito adotada na Europa--, os liberais democratas, com quase um quarto dos votos em todo o Reino Unido, teriam essa proporção das cadeiras do Parlamento. No atual sistema eleitoral britânico, eles levaram apenas 57 dos 650 assentos, ou 9% das cadeiras.

O porta-voz conservador e um dos negociadores, William Hague disse que parece improvável que os conservadores tentem governar sem a maioria no Parlamento --um cenário que é permitido por lei. Ele também disse que os eleitores podem não querer ter um segundo líder não eleito --Brown ganhou o cargo das mãos do ex-premiê Tony Blair, mas não foi ele mesmo eleito.

Segundo Hague, os conservadores ofereceram aos liberais democratas uma coalizão total, com cargos no gabinete para a equipe de Clegg e um pedido para não convocar novas eleições nacionais por pelo menos dois anos e meio.

Apesar de os conservadores terem oferecido realizar um referendo sobre a mudança no sistema eleitoral britânico, Hague disse que o partido deve tentar persuadir o público contra quaisquer reformas.

Cameron e Clegg se falaram na tarde desta segunda-feira, mas não havia outros encontros planejados, segundo Hague.

 Fontes: FOLHA - G1- Agências

Gordon Brown anuncia que sairá da liderança trabalhista em setembro

Objetivo é facilitar negociação com liberal-democratas para novo governo.

O premiê britânico, Gordon Brown, dá entrevista nesta segunda-feira (10) em frente à residência oficial em Londres. (Foto: AP)

O gabinete do premiê britânico e líder do Partido Trabalhista, Gordon Brown, disse que os trabalhistas vão se reunir na próxima quarta-feira para discutir a situação das negociações sobre uma possível coalizão com o Partido Liberal Democrata. Isso indica que o Reino Unido ainda deve enfrentar ao menos mais dois dias de impasse político.

"Vamos tentar deixar tudo o mais claro possível o mais rápido possível", disse o líder liberal democrata/Simon Dawson/AP

O porta-voz dos liberais democratas, Simon Hughes, havia dito mais cedo nesta segunda-feira que um acordo entre partidos era improvável nas próximas 24 horas, mas sugeriu "um governo até o final da semana".

Negociadores liberais democratas reuniram-se com trabalhistas na noite desta segunda-feira por cerca de uma hora, segundo a rede britânica BBC. Ed Balls, secretário de Educação do Reino Unido e um dos negociadores do Partido Trabalhista, classificou as conversas como "positivas e construtivas".

Os parlamentares liberais democratas se reuniram na sequência, por volta das 21h30 GMT (18h30 em Brasília) desta segunda-feira, meia hora após o previsto, tentando avaliar as propostas. "Vamos tentar deixar tudo o mais claro possível o mais rápido possível", disse Clegg, ao chegar ao encontro.

Após uma das eleições britânicas mais imprevisíveis das últimas décadas, que deixou um Parlamento sem maioria (chamado de "hung Parliament"), membros dos partidos Conservador e Trabalhista disputam o apoio dos liberais democratas para formar um novo governo e tirar o Reino Unido desse cenário político incerto

É a primeira vez desde 1974 que as eleições britânicas terminam sem um partido com maioria no Parlamento.

Com todos os 649 distritos apurados (o último será decidido somente em 27 de maio), os conservadores venceram com 306 cadeiras, contra 258 dos trabalhistas e outras 57 dos liberais democratas. Os outros partidos elegeram 28 representantes.

Como nenhum partido conseguiu os 326 assentos necessários para governar sozinho, a saída é uma coalizão com os demais partidos. Nesta lista, os liberais democratas despontam como o centro das atenções.

Renúncia de Brown

Também nesta segunda-feira, o primeiro-ministro e líder do Partido Trabalhista, Gordon Brown, anunciou que renuncia à liderança da legenda ainda este ano, "sacrificando-se" para tentar facilitar as negociações entre os trabalhistas e o Partido Liberal Democrata, de Nick Clegg.

Gordon Brown não disse exatamente quando deixa a liderança do Partido Trabalhista, mas disse esperar que um novo líder tome posse até a conferência anual do partido, no final de setembro.

"Clegg acabou de me informar que, embora pretenda continuar a dialogar com o Partido Conservador, ele agora quer também uma conversa com o Partido Trabalhista", disse Brown a jornalistas nesta segunda-feira.


"Não pretendo continuar em minha posição mais do que o necessário para garantir o crescimento econômico e o processo de reforma política", disse Brown.

"Como líder de meu partido, devo aceitar que [o resultado das eleições] é um julgamento sobre mim. Eu pretendo pedir ao Partido Trabalhista que coloque em curso o processo necessário para eleger sua nova liderança", acrescentou.

Nas mãos de Clegg

Falando após a declaração de Brown, o líder dos liberais democratas, Nick Clegg, disse que a decisão de Brown de jogar a toalha "é um importante elemento que poderia ajudar a garantir uma transição suave a um governo estável que todos merecem".

Trata-se de uma decisão difícil para o partido de Clegg. As eleições gerais da última quinta-feira (6) deram ao Partido Conservados um mandato mais convincentes do que ao Partido Trabalhista, mas os liberais democratas e os conservadores divergem em vários assuntos importantes.

Por outro lado, seria estranho manter os trabalhistas no poder após seu mau desempenho nas eleições. Uma coalizão entre Partido Trabalhista e Liberal Democrata ainda não teria maioria no Parlamento, e exigiria apoios de outros partidos nanicos.

Historicamente, a aliança óbvia seria entre os liberais democratas e os trabalhistas, ambos de política progressista e que já trabalharam juntos no último governo de coalizão britânico --há 36 anos, sob líder trabalhista Harold Wilson.

Desta vez, contudo, analistas indicam que as chances maiores são de uma coalizão entre liberais democratas e conservadores, que teriam a seu favor maior votação popular.


Proposta conservadora

O Partido Conservador britânico afirmou nesta segunda-feira que fez uma "proposta final" de uma coalizão formal com o Partido Liberal Democrata, como parte das negociações entre os dois partidos para formar um novo governo no Reino Unido.

Segundo a BBC, o líder do Partido Conservador, David Cameron, telefonou para o líder liberal democrata, Nick Clegg, pouco depois das 20h locais (16h em Brasília) para oferecer a "proposta".

O líder conservador, David Cameron (à esq.), e o liberal democrata, Nick Clegg: partidos negociam acordo/Andrew Parsons/Sang Tan/Efe/AP

"Estamos fazendo uma oferta de boa fé ao Partido Liberal Democrata para um governo estável, forte, com uma maioria considerável no Parlamento, em coalizão, e um referendo sobre o sistema alternativo eleitoral", afirmou um negociador dos conservadores, George Osborne.

Os conservadores propõem um referendo sobre um sistema eleitoral com "voto alternativo", em que os eleitores listem os candidatos em ordem de preferência. Esse sistema daria ao Partido Liberal Democrata mais assentos no Parlamento --mas não seria a revolução para chegar à representação proporcional.

Segundo o sistema de representação proporcional --muito adotada na Europa--, os liberais democratas, com quase um quarto dos votos em todo o Reino Unido, teriam essa proporção das cadeiras do Parlamento. No atual sistema eleitoral britânico, eles levaram apenas 57 dos 650 assentos, ou 9% das cadeiras.

O porta-voz conservador e um dos negociadores, William Hague disse que parece improvável que os conservadores tentem governar sem a maioria no Parlamento --um cenário que é permitido por lei. Ele também disse que os eleitores podem não querer ter um segundo líder não eleito --Brown ganhou o cargo das mãos do ex-premiê Tony Blair, mas não foi ele mesmo eleito.

Segundo Hague, os conservadores ofereceram aos liberais democratas uma coalizão total, com cargos no gabinete para a equipe de Clegg e um pedido para não convocar novas eleições nacionais por pelo menos dois anos e meio.

Apesar de os conservadores terem oferecido realizar um referendo sobre a mudança no sistema eleitoral britânico, Hague disse que o partido deve tentar persuadir o público contra quaisquer reformas.

Cameron e Clegg se falaram na tarde desta segunda-feira, mas não havia outros encontros planejados, segundo Hague.


Fontes: FOLHA - G1-  TV Globo - Agências

Incerteza no reino de Elizabeth

Rogério Simões

A Grã-Bretanha não passa apenas por um momento de incerteza política, vive um verdadeiro dilema constitucional, após as eleições parlamentares de quinta-feira.

Como já explicaram alguns analistas da BBC e historiadores, a única pessoa capaz de acabar com o impasse gerado pelo resultado inconclusivo nas urnas seria a rainha Elizabeth 2ª. A monarca é responsável por convocar o líder com maior apoio político para formar um governo e estabelecê-lo como primeiro-ministro. Entretanto, as eleições não forneceram um vencedor incontestável e, como lembrou o repórter da BBC Nicholas Witchell, a rainha não deverá tomar partido na atual disputa para se escolher um novo governo, pois isso poderia criar uma crise de fundo ainda mais complexo.

Sua majestade simplesmente não pode se meter na política do país, ou seja, a única pessoa com poder suficiente para resolver o impasse político não pode fazê-lo. No melhor estilo britânico, não há outra saída a não ser os políticos chegaram a um acordo entre si. "Mas e se não chegarem?" Quem conhece bem a Grã-Bretanha sabe que tudo aqui baseia-se no consenso, nem a Constituição é um papel escrito, mas sim um conjunto de precedentes e tradições ajudados pelo bom senso. É preciso haver uma solução política. Se não houver, tenta-se de novo. Até aparecer uma.

E qual é exatamente o impasse? O Partido Conservador, hoje na oposição, venceu as eleições, mas não conseguiu o total de 326 cadeiras na Câmara dos Comuns que lhe daria poder para governar sozinho. Com isso, o atual premiê, o trabalhista Gordon Brown, tem o direito constitucional (de novo, nada está escrito, isso é apenas uma tradição de séculos corroborada pela interpretação de especialistas) de tentar formar um governo, apesar de ter perdido a eleição (seu partido ficou em segundo lugar).

Em tese, ele precisaria completar a tarefa, com o apoio de outros partidos, até o discurso da rainha, previsto para o fim deste mês. Nesse meio tempo, David Cameron, líder conservador, ficaria esperando a sua vez para formar um governo. Brown, enquanto isso, continua como primeiro-ministro, já que em caso de eleições inconclusivas o premiê precisaria renunciar para outro poder entrar em seu lugar.

O problema é convencer os mercados de que, enquanto políticos britânicos discutem, tudo vai bem no reino de Elizabeth. Nas primeiras horas desta sexta-feira a libra perdeu valor em relação ao dólar e ao sofrido euro assim que foi confirmado que as eleições não tinham produzido um novo governo.

A bolsa de Londres também caiu, como já vinha acontecendo nos dias anteriores por causa da tempestade instalada sobre a Grécia. Gordon Brown declarou aceitar que os líderes dos dois outros principais partidos, o vencedor Conservador e o Liberal Democrata (terceiro lugar), tentem chegar a um governo de coalizão. Mas avisou que, se um acordo não for obtido, tentará governar com os liberais-democratas.

Enquanto isso, continua no cargo, apesar da derrota nas urnas. E a rainha Elizabeth 2ª segue sendo informada por seus assessores, longe do centro de Londres, no palácio de Windsor, sobre o estado do seu reino. Sua majestade sabe que o momento inspira cuidados, mas não deve fazer nada a respeito.

Fonte: BBC

Derrotado nas urnas, Brown diz que lutará por governo forte e estável

Partido de David Cameron garantiu 290 cadeiras. Resultados devem levar ao primeiro 'parlamento truncado' desde 1974.

Premiê britânico Gordon Brown (esq.), foi derrotado pelo conservador David Cameron e deve disputar aliança com liberal democrata Nick Clegg (dir.) por um governo majoritário de coalizão no Parlamento britânico/Fotomontagem/Folha Online

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse nesta sexta-feira que garantirá que o país tenha um governo "forte e estável", após ver seu Partido Trabalhista ser derrotado nas eleições gerais. Como seus rivais conservadores venceram, mas também não obtiveram maioria absoluta do Parlamento, Brown tem o direito de permanecer no cargo e tentar formar uma coalizão e participa agora da corrida pelo apoio dos partidos menores.

A apuração de 632 das 649 cadeiras em disputa (a última será decidida no próximo dia 27), mostra que os conservadores de David Cameron obtiveram 298 cadeiras, contra 253 dos trabalhistas. Em um terceiro lugar distante, estão os liberais democratas, com 53 deputados eleitos --e prospecto de ser o centro da disputa por apoio entre os dois partidos.

Brown disse nesta sexta-feira ter pedido ao secretário de gabinete, servidor civil de mais alto escalão no Reino Unido, que dê suporte a todos os partidos que possam estar envolvidos nas negociações sobre um possível futuro governo de coalizão.

"É meu dever como primeiro-ministro tomar todas as medidas para garantir que a Grã-Bretanha tenha um governo forte, estável e de princípios", disse Brown, em comunicado vago. "Pedi ao secretário de gabinete que faça com que o serviço civil dê todo apoio pedido pelos partidos envolvidos nas discussões para a formação do governo."

A tradição estabelece que a rainha Elizabeth 2ª deve conversar com os partidos e pedir ainda nesta sexta-feira, quando os deputados vencedores tomam posse, que o vencedor proceda com a formação do governo.

Sem a maioria absoluta para nenhum lado, situação que não se via no país desde 1974, o destino do Parlamento britânico ainda é incerto.

Segundo a imprensa britânica, Brown considera que o governo no poder tem prioridade de formar a nova Administração mesmo que não tenha a maior quantidade de deputados. Ele pode argumentar que um governo majoritário de coalizão seria melhor em um momento de incerteza econômica que um minoritário.

O ministro Peter Mandelson, considerado o homem forte do Trabalhismo, disse hoje que o partido está disposto a considerar um acordo com os liberais democratas para impedir a chegada dos conservadores ao poder.

Analistas dizem ainda que Brown deve buscar a coalizão com os nacionalistas galeses e escoceses, que, juntos, têm nove cadeiras. Mas com 73 cadeiras a menos, até o momento, eles devem precisar de ainda mais apoio dos partidos nanicos.

Vantagem conservadora

Já os conservadores precisariam apenas da aliança com os liberais democratas para garantir as 326 cadeiras e nomear Cameron o novo primeiro-ministro.

Cameron deve fazer uma declaração por volta das 10h30, mas já pressiona Brown ao afirmar que o Trabalhismo perdeu o mandato para governar.

Com a cadeira na circunscrição de Witney Court, no sul da Inglaterra, garantida, o líder conservador afirmou que, aconteça o que acontecer, trabalhará pelo melhor interesse do país e fará o necessário para ajudar o Reino Unido a ter um "governo forte, estável e decisivo" --discurso muito similar ao de Brown.

Após qualificar a campanha eleitoral de "positiva" e "enérgica", Cameron insistiu que os resultados indicam que o país quer "uma mudança" e uma "nova liderança".

Segundo analistas políticos, Cameron pode entrar em coalizão com os unionistas da Irlanda do Norte, que só possuem oito cadeiras, número ainda insuficiente para os conservadores.

Disputado

Após assegurar sua cadeira pela circunscrição de Sheffield, também no norte da Inglaterra, Clegg pediu hoje que não se tome decisões precipitadas para tentar formar um novo governo.

"O resultado final das eleições ainda é imprevisível. As pessoas votaram, mas ninguém parece ter vencido claramente", disse. "Não acho que ninguém deva se precipitar na hora de reivindicar algo ou de tomar decisões que não aguentem a passagem do tempo", afirmou o líder liberal democrata, que deve buscar agora a melhor oferta para se alinhar.

Entre seus interesses principais está a convocação de um plebiscito sobre a reforma do sistema eleitoral. O partido de Clegg insiste na reforma ao alegar que o sistema de maioria simples de um único turno no Reino Unido favorece o bipartidarismo e deixa de lado as legendas menores.


Resultados

O Partido Conservador foi o mais votado, mas não conseguiu obter maioria absoluta nas eleições legislativas de quinta-feira (6) na Grã-Bretanha, e não pode pretender formar automaticamente um governo, de acordo com os resultados oficiais de 615 das 650 circunscrições. O cenário cria incertezas sobre quem liderará um país com grandes problemas econômicos pela frente e deve levar ao primeiro 'hung parliament' (parlamento truncado) no Reino Unido desde 1974.

Com apenas 35 cadeiras indefinidas, os conservadores de David Cameron já garantiram 290, o que significa que mesmo que eles conquistem todas as vagas ainda em aberto não conseguiriam a maioria absoluta (326) na Câmara dos Comuns, que tem 650 representantes.

Os trabalhistas do primeiro-ministro Gordon Brown já garantiram 247 cadeiras, enquanto os liberal-democratas têm 51. Outros partidos e candidatos independentes somam 21 representantes.

O líder liberal democrata, Nick Clegg, disse nesta sexta-feira (7) acreditar que o Partido Conservador, de oposição, deve tentar formar o próximo governo britânico após a eleição inconclusiva. "Parece, nesta manhã, que é o Partido Conservador que tem mais votos e conquistou mais assentos, embora não tenha conseguido a maioria absoluta. E é por isso que eu acho deve caber agora ao Partido Conservador provar que é capaz de buscar governar no interesse nacional", disse Clegg a jornalistas em Londres.

O líder conservador, David Cameron, disse que o governista Partido Trabalhista "perdeu o mandato para governar". No entanto, o primeiro-ministro Gordon Brown tem o direito, pela Constituição, de tentar formar um governo primeiro, potencialmente abrindo um período de incerteza política.

Peter Mandelson, ministro trabalhista do primeiro escalão, disse não esperar que Brown renuncie nesta sexta-feira. Ele acrescentou que não está descartando nada. "Acho que não ajudaria se ele (Brown) renunciasse de repente", disse Mandelson.

No poder desde 1997, os trabalhistas devem, no entanto, encontrar dificuldades para formar um governo de coalizão com os liberais democratas, pois a soma dos assentos que ambas as legendas devem conseguir no Parlamento ainda deve ficar aquém da maioria absoluta.

Os conservadores podem buscar acordos com partidos menores de Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales para aumentar seu apoio.

Os resultados definitivos serão divulgados à tarde, mas em uma das circunscrições, Thirsk and Malton, noroeste da Inglaterra, a eleição foi adiada para 27 de maio após a morte de um candidato.

Fontes: FOLHA - G1- TV Globo - Agências

Começa eleição no Reino Unido

Pleito deve ser um dos mais disputados das últimas décadas. No total, 650 vagas estão em disputa na Câmara dos Comuns.


Mais de 44 milhões de eleitores estão registrados/BBC

Começaram nesta quinta-feira (6) as eleições legislativas mais disputadas das últimas décadas no Reino Unido, para renovar o quadro de seu principal órgão político, a Câmara dos Comuns. No total, são 650 vagas em disputa.

Os locais de votação abriram às 7h (3h de Brasília) e fecharão as portas às 22h (18h de Brasília), horário em que as principais emissoras de televisão divulgarão as primeiras pesquisas de boca de urna e projeções. Os resultados definitivos devem ser anunciados na sexta-feira.

O país, que é uma monarquia parlamentarista, adota o sistema de votação totalmente distrital, ou seja, cada membro do Parlamento (MP) - função muito equivalente ao deputado - é eleito em uma determinada circunscrição.

O partido que obtiver a maioria absoluta das vagas, ou seja, a metade mais uma (nessa eleição, 326), terá o controle da mais importante casa legislativa do país (a outra é a Câmara dos Lordes, cujas cadeiras são ocupadas por direito hereditário ou nomeação da Rainha), e poderá escolher o primeiro-ministro e assumir o controle do Poder Executivo.

Entretanto, como o sistema é distrital, o partido que obtiver o maior número de votos no geral pode não ser necessariamente o que ocupará o controle da casa. Embora esses episódios sejam raros, a possibilidade de que eles ocorram desta vez é real.

De acordo com todas as mais recentes pesquisas de opinião, o Partido Trabalhista do premiê Gordon Brown, que está no poder desde 1997, amarga um vexatório terceiro lugar. Seus tradicionais rivais do Partido Conservador, sob a liderança de David Cameron, são apontados como favoritos ao primeiro lugar, embora tenham sofrido uma queda.

Mas como as pesquisas apontam o voto proporcional, essa condição pode sofrer uma reviravolta dependendo da distribuição de eleitores de cada partido nas circunscrições.

A principal novidade, porém, e que provoca todo o atual quadro de desequilíbrio, está no crescimento da até então distante terceira força política do país: o Partido Liberal-Democrata, capitaneado por Nick Clegg, um político jovem, carismático e até então pouco conhecido. Ele é apontado como o principal responsável por colocar os “Lib-Dems” em segundo lugar nas pesquisas. Nas últimas semanas, estas indicaram uma diferença relativamente pequena entre os três concorrentes.

Pesquisa divulgada na segunda-feira (3), realizada pelo instituto You Gov e encomendada pelo jornal “The Sun” aponta que os conservadores contam com 35% dos votos gerais, sete pontos percentuais à frente dos Trabalhistas e Liberal-Democratas, empatados.


Parlamento truncado

Caso esses números correspondam à futura distribuição de vagas no Parlamento, muito possivelmente nenhum partido obterá a quantidade necessária de cadeiras no Parlamento para governar sozinho.

Esta a hipótese fatalmente levaria à formação do que é conhecido por “Hunged Parliament”, ou “Parlamento truncado” (ou enforcado, na tradução literal), fato que ocorreu pela última vez, em 1974. Isso obrigaria ao partido que obteve o maior número de MPs se aliar com um de seus grandes concorrentes para formar um governo de coalizão.

Para que o “truncamento” não ocorra, os trabalhistas, atual maioria na Câmara, teriam de perder 23 dos 356 MPs que elegeram na última eleição, em 2005, para permanecer no poder (no total, só obtiveram 35% dos votos). Os conservadores, por sua vez teriam de ganhar 116 assentos a mais que os 198 obtidos da última vez (32% dos votos proporcionais). Os Liberal-Democratas, que da última vez só elegeram 62 membros (e somaram 22% da preferência do eleitorado), precisariam eleger mais 264.

Politicamente, o “Parlamento truncado”é possibilidade temerária especialmente para o Partido Conservador. Mesmo que obtenha o maior número de MPs isoladamente, pode ficar fora do governo caso ocorra uma aliança entre Trabalhistas e Liberal-Democratas.

Nick Clegg já afirmou que aceitaria uma coalizão com os Trabalhistas, com quem possuem alguma afinidade ideológica e programática, desde que Gordon Brown não seja o premiê. A possibilidade de aliança com os conservadores foi rechaçada por Clegg, que acusou publicamente Cameron de não possuir uma agenda de reformas progressistas.

Paralisação

Se a aliança entre os partidos de Bown e Clegg não ocorrer, a indefinição é ainda maior. Nesse caso, os conservadores poderiam tentar governar sem a maioria, através alianças de ocasião. Outra possibilidade, aparentemente inviável segundo as pesquisas, seria se Cameron obtivesse a governabilidade com o apoio dos partidos pequenos, que geralmente representam uma parcela pouco significativa da casa (em 2005, só elegeram 30 MPs).

O cenário de incerteza pode levar à convocação de novas eleições se não houver qualquer acordo ou o Parlamento se encontre em crise por falta de liderança. Como ocorreu em 1974, quando a indefinição causada pelos resultados do pleito realizado em fevereiro obrigaram à outra disputa em outubro do mesmo ano.

Na eventual situação de aliança majoritária entre Trabalhistas e “Lib-Dems”, o novo primeiro-ministro seria provavelmente o líder do partido com mais representantes, o que daria o cargo a Clegg. Por sua vez, os Trabalhistas temem que o partido de Clegg lhes tome historicamente a preferência do eleitorado com perfil mais progressista e de centro-esquerda.

O tradicional jornal londrino “The Guardian”, terceiro maior em circulação no país, é um importante exemplo. Após passar anos declarando seu apoio ao Partido Trabalhista, publicou em seu editorial na última sexta-feira (30 de abril), com o título “O momento Liberal chegou”, sua mudança na preferência partidária. Também defendeu uma reforma política que adotasse uma representação proporcional, pauta defendida por Nick Clegg. Na mesma edição, o diário publicou uma entrevista com o líder liberal, no qual ele considerava seu partido como “herdeiro natural da preferência dos eleitores britânicos progressistas”.

Os trabalhistas conseguiram o apoio declarado do “Daily Mirror”, enquanto os conservadores, do “Financial Times”.

Fontes: G1 - TV Globo - Agências

Premiê britânico anuncia eleições gerais para o dia 6 de maio

As eleições serão as mais disputadas dos últimos 18 anos se forem confirmadas as previsões mais recentes das pesquisas sobre intenções de voto

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, convocou nesta terça-feira as próximas eleições gerais para o dia 6 de maio, depois de se reunir no palácio de Buckingham com a rainha Elizabeth 2ª, que ordenou a dissolução oficial do Parlamento.

A convocação do pleito representa o início oficial da campanha, que vai durar um mês e terá uma verdadeira maratona eleitoral entre os dois principais líderes políticos, o trabalhista Brown e o conservador David Cameron.

Após anunciar a data, o primeiro-ministro deixou claro que o eixo de sua campanha vai girar em torno do papel desempenhado por seu governo para enfrentar a crise econômica internacional.


"O povo lutou demais para fazer com que o Reino Unido se situe no caminho da recuperação e para permitir que ninguém nos devolva ao caminho da recessão", afirmou.

Brown disse que as eleições deverão ser decididas a partir de "três grandes desafios" que o país enfrenta: recuperar a economia, assegurar as principais prestações sociais enquanto se reduz o déficit e renovar o clima político após o escândalo do abuso das despesas atribuídas aos parlamentares.


Após reunir-se com a rainha, o premiê britânico, Gordon Brown, anunciou nesta terça-feira eleições gerais para 6 de maio/Kieran Doherty /Reuters

Disputa acirrada

As eleições serão as mais disputadas dos últimos 18 anos se forem confirmadas as previsões mais recentes das pesquisas sobre intenções de voto, que preveem que não haverá uma maioria destacada no Parlamento, e que a liderança mais votada terá que formar alianças.

Aos 43 anos, James Cameron deseja se tornar o primeiro-ministro mais jovem do Reino Unido nos últimos 200 anos.

Após ser informado da data de 6 de maio, dia em que também acontecerão eleições locais na Inglaterra, Cameron assinalou seu partido vai se dirigir na campanha aos cidadãos que definiu como "os grande ignorados: os jovens, os velhos, os ricos, os pobres, os que vivem em cidades e os que vivem no campo".


"Eles são os que iniciam negócios, operam as fábricas, ensinam nossas crianças, limpam as ruas, cultivam nossa comida e nos mantêm sãos e seguros. Eles trabalham duro, pagam seus impostos e cumprem a lei", disse o líder.

O liberal-democrata Nick Clegg declarou que o anúncio das eleições marca "o princípio do fim da era Gordon Brown", a quem considerou "direta e pessoalmente responsável pelos maiores erros que foram cometidos durante os últimos 13 anos".

Clegg centrará sua campanha em denúncias ao ocorrido durante a crise financeira e a recessão, a invasão ilegal do Iraque, a corrupção da classe política e a piora generalizada do nível de vida dos britânicos sob o trabalhismo.

Fontes: FOLHA - Efe

Música de cantor britânico filho de brasileira estoura nos EUA

'Break your heart' de Taio Cruz bate recorde na Billboard, a parada americana.


Taio Cruz, músico londrino filho de brasileira (Foto: BBC)

Um cantor britânico filho de uma brasileira está fazendo grande sucesso nas paradas americanas com a música Break Your Heart, que bateu um recorde na Billboard, a parada americana.

Taio Cruz tornou-se o artista a dar o maior "salto" na parada de sucessos dos Estados Unidos para atingir a primeira posição. Break Your Heart, com participação do rapper americano Ludacris, pulou da 53ª posição para o topo da Billboard no dia 11 de março.

Naquela semana, o single foi baixado 273 mil vezes nos Estados Unidos - contra apenas 31 mil na semana anterior. A canção passou uma semana no topo das paradas americanas. Atualmente ela está na sexta posição.

Na Grã-Bretanha, o single foi número um por três semanas em setembro. O disco Rokstarr, lançado em outubro na Grã-Bretanha, chegou ao 14º lugar na parada do país. O disco ainda não foi lançado nos Estados Unidos.

Música negra britânica

Taio Cruz, nascido em Londres, é filho de um nigeriano com uma brasileira. O cantor e produtor de músicas R&B tem trabalhos com artistas como Tinchy Stryder, Cheryl Cole, McFly, Will Young e Kylie Minogue.

Em reportagem nesta sexta-feira, o jornal britânico Guardian destaca que Taio Cruz faz parte de uma geração de artistas britânicos negros, ao lado de Leona Lewis e Jay Sean, que está conseguindo chegar ao topo das paradas americanas - um fenômeno raro, tendo em vista a predominância dos americanos na música negra ocidental, em gêneros como blues, soul, funk e R & B.

Antes deles, poucos artistas britânicos negros conseguiram ser número um nos Estados Unidos - entre eles o cantor Roland Gift, à frente da banda Fine Young Cannibals, Mel B, das Spice Girls, e o cantor Seal.

O editor da Billboard, Mark Sutherland, disse ao Guardian que é muito difícil para qualquer britânico chegar ao número um nos Estados Unidos, sobretudo no gênero R&B.

"Jay Sean e Taio Cruz, por qualquer ângulo que se olhe, fizeram algo bastante notável ao chegar ao número um", disse Sutherland.


Fontes: FOLHA - BBC

Príncipe Charles visita tropas britânicas no Afeganistão

Herdeiro do trono reuniu-se com comandantes do Reino Unido e dos EUA. Front afegão tem cerca de 10 mil soldados britânicos.

O herdeiro do trono britânico, príncipe Charles, fez nesta quinta-feira (25) sua primeira visita às tropas britânicas na linha de frente no Afeganistão, e agradeceu aos soldados que avançaram fundo em território controlado pelo movimento fundamentalista do Talibã.

Durante sua visita de dois dias ao Afeganistão, Charles se reuniu com os comandantes americanos e britânicos da Força Internacional de Assistência à Segurança, liderada pela Otan, e visitou um projeto de renovação na cidade velha de Cabul, administrado por uma organização beneficente que ele patrocina.

O prínciple Charles deixa barraca no campo Pimon, das tropas britânicas na província afegã de Helmand, nesta quinta-feira (25). (Foto: Reuters)

Falando com jornalistas em uma base militar na província de Helmand, Charles, cujo filho mais jovem, o príncipe Harry, combateu no Afeganistão como oficial do Exército britânico, disse: "Admiro profundamente as forças armadas e apoio o trabalho delas de todas as maneiras possíveis."

"Eu quis vir aqui e dizer obrigado, vocês estão de parabéns."

Charles visitou o distrito de Nad Ali, na província de Helmand, onde, no mês passado, forças britânicas e marines dos EUA participaram da maior ofensiva na guerra, que já dura oito anos.

"Assistimos a uma redução muito acentuada na violência, ao ponto de estarmos recebendo alguns sinais de talibans que querem se render", disse ao príncipe o oficial comandante da área, o major Ian Lindsay-German, da Guarda Escocesa.

A Grã-Bretanha tem cerca de 10 mil soldados no Afeganistão -- o segundo maior contingente depois dos Estados Unidos, que está aumentando seu contingente para 100 mil este ano, sob uma estratégia de escalada ordenada pelo presidente Barack Obama.

Fontes: Reuters - G1

Israel diz que britânicos não têm provas para ligar país a morte do líder do Hamas

Londres expulsou diplomata após suposto uso de passaporte britânico falsificado em crime

O chanceler de Israel, Avigdor Lieberman, afirmou nesta terça-feira (23) que o governo britânico não forneceu provas sobre o envolvimento de Israel no assassinato de um líder do Hamas.

Mahmoud al Mabhouh, um dos fundadores do braço militar do grupo fundamentalista palestino, foi encontrado morto no quarto de um hotel de Dubai em 20 de janeiro.

Imagem mostra suspeito de assassinar o líder do Hamas Mahmoud al Mabhouh no hotel em Dubai; país árabe acusou o Mossad israelense/Polícia de Dubai/AFP

A polícia de Dubai acusou o Mossad, serviço secreto israelense, de estar por trás do assassinato e disse que 12 passaportes britânicos foram usados na ocasião.

O Reino Unido anunciou a expulsão de um diplomata israelense, não identificado, alegando que havia razões convincentes para responsabilizar Israel pelo uso de passaportes falsos no assassinato de Mabhouh.

Lieberman declarou:-Não nos transmitiram nenhuma prova sobre a participação israelense neste caso. Mantemos com a Inglaterra diálogos sensíveis. Lamentamos a decisão britânica

Segundo um funcionário israelense de alto escalão, que pediu para não ser identificado, Israel não vai expulsar nenhum diplomata britânico em resposta à decisão de Londres.

Fontes: R7 - AFP

Reino Unido expulsa diplomata de Israel acusado de usar passaportes falsos

Caso teria relação com o assassinato de líder do Hamas em Dubai. Embaixador de Israel se disse 'decepcionado' com a decisão.

Pai mostra foto do comandante militar do Hamas Mahmoud al-Mabhouh, morto em 29 de janeiro em Dubai, na Faixa de Gaza. (Foto: AFP)

O Reino Unido ordenou a expulsão de um diplomata israelense acusado de envolvimento no uso de passaportes britânicos falsos para o assassinato de um líder do Hamas em Dubai, anunciou nesta terça-feira (23) em Londres o ministro das Relações Exteriores, David Miliband.

"Pedi que um membro da embaixada de Israel se retire da Grã-Bretanha por ligação com o assunto, e isto está acontecendo", disse Miliband em declaração na Câmara de Representantes do parlamento.

O embaixador de Israel no Reino Unido, Ron Prosor, disse estar "decepcionado" com a decisão britânica.

"A relação entre Israel e Grã-Bretanha é de mútua importância, pelo que estamos decepcionados com a decisão", declarou Prosor à imprensa, do lado de fora da Embaixada israelense em Londres.

Israel não confirmou nem negou participação no assassinato de Mahmoud al-Mabhouh, um comandante militar da organização palestina Hamas, num quarto de hotel em Dubai em janeiro.

Autoridades de Dubai divulgaram os nomes dos integrantes da equipe que perseguiram e mataram o palestino e disseram que eles usaram passaportes falsos de Grã-Bretanha, Irlanda, França, Alemanha e Austrália para entrar e sair de Dubai.



Fontes: G1 - TV Globo - Reuters

Guerra do Iraque custou R$ 21,5 bilhões ao Reino Unido, diz premiê

Nos últimos meses, a imprensa britânica publicou documentos que mostram que Brown teria bloqueado várias verbas

Gordon Brown participa de inquérito sobre Guerra do Iraque e diz que invasão foi correta; depoimento deve durar quatro horas/Efe

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, estimou nesta sexta-feira que a Guerra do Iraque custou cerca de 8 bilhões de libras (R$ 21,5 bilhões) para o governo britânico e negou que, então ministro das Finanças, tenha cortado verbas dos militares que lutavam no país.

Em depoimento ao inquérito do Parlamento britânico sobre a participação do país na Guerra do Iraque, Brown disse que os efeitos da missão no Iraque na economia "foram muito menores, por exemplo, que os efeitos da crise financeira global".

"Eu acho que nós conseguimos cumprir as exigências do Iraque e do Afeganistão sem ter que cortar outros serviços", disse.

Brown contestou ainda a pergunta da comissão sobre as supostas restrições econômicas que teria feito às Forças Armadas seis meses após o início do conflito.

Ele disse que não poupou despesas para poder lançar uma campanha militar efetiva contra o regime de Saddam Hussein na operação britânica no Iraque.

O primeiro-ministro lembrou que em junho de 2002 teve conversas com o então ministro da Defesa, Geoff Hoon, para tratar dos preparativos de uma possível intervenção militar.

"Comuniquei ao primeiro-ministro [Tony Blair, na época] --que não haveria restrições econômicas para as Forças Armadas (...) Disse que não descartaria uma estratégia militar por causa de custos", disse Brown, acrescentando que "algumas opções militares eram mais caras que outras".

Nos últimos meses, a imprensa britânica publicou documentos que mostram que Brown teria bloqueado várias verbas para o envio adicional de helicópteros ao Iraque e Afeganistão, o que supostamente deixou as tropas britânicas em situação de risco e colaborou para o grande número de militares britânicos mortos no país asiático.

As informações foram ratificadas pelo próprio Hoon, inimigo político de Brown dentro do Partido Trabalhista, que disse perante a comissão que o atual primeiro-ministro cortou fundos vitais para o Exército nos anos anteriores ao conflito e que voltou a fazê-lo imediatamente depois da invasão.

Veja as principais declarações de Brown ao inquérito

Decisão

"Em março de 2003, até o último minuto, eu estava esperançoso, como acho que todo o país estava, de que nós conseguiríamos uma solução diplomática para estes assuntos".

"Isto se tornou um teste para verificar se a comunidade internacional estava preparada para lidar com problemas em um mundo pós-Guerra Fria onde a instabilidade estava ficando cada vez mais aparente".

Perda de vidas

"Obviamente a perda de vidas é algo que deixa a todos nos muito tristes. A perda de vidas particularmente após o sucesso da operação militar inicial para remover Saddam Hussein é algo que deixa realmente muito triste".

"Guerra pode ser necessária, mas guerra também é trágica no efeito que tem nas vidas das pessoas".

Compromisso no Iraque e no Afeganistão

"Nada no Iraque sofrei por causa de nosso comprometimento com o Afeganistão ou qualquer outra arena".

Reconstrução

"Nós estamos aprendendo onde é necessário haver intervenção e onde há um Estado falido ou onde há um Estado em conflito, há tal coisa como paz justa".

"Nós não conseguimos persuadir os americanos de que isto deveria tomar a prioridade que merece".

"Eu me arrependo disso. Eu não posso tomar responsabilidade por tudo que deu errado".

"As lições que nós aprendemos dentro do Iraque agora foram aplicadas no Afeganistão na política que nós estamos buscando agora".

Pedidos de equipamentos

"Cada pedido dos comandantes foi atendido. Nenhum pedido foi recusado, nunca".

Lições

"Eu realmente acho que tenho lições para aprender de qualquer forma. A primeira é que nós estamos lutando duas guerras e é essencial que nós utilizemos as estruturas corretas e processo de tomada de decisão".

"Nós ganhamos a batalha dentro de cerca de sete dias, mas nos levou sete anos para ganhar a paz no Iraque".

Fontes: FOLHA - Efe - Reuters

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails