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Plano contra ameaças norte-coreanas é concretizado por Seul e Washington

Plano de ação prevê vários cenários


Seul - Os Governos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos completaram um plano de ação conjunto para enfrentar eventuais emergências internacionais na Coreia do Norte, que incluem a possibilidade do colapso do regime comunista, informou hoje a agência sul-coreana "Yonhap".

Coreia do Sul e EUA coordenarão resposta ao plano nuclear norte-coreano

Coréia do Norte anuncia enriquecimento de urânio

O enviado especial dos Estados Unidos para Coreia do Norte, Stephen Bosworth, se reuniu neste sábado com as autoridades sul-coreanas para analisar as novas ameaças nucleares de Pyongyang, que avança em seus planos para enriquecer urânio.

Bosworth e o principal negociador de Seul sobre o desarmamento nuclear norte-coreano, Wi Sung-lac, analisaram a situação atual, depois que a Coreia do Norte anunciasse ontem que avançou em seus planos de enriquecimento de urânio para produzir armas atômicas.

Ambos falaram do retorno de Pyongyang às negociações de seis lados sobre a desnuclearização do regime comunista e apostaram por dar uma resposta conjunta ao anúncio, disseram fontes governamentais à agência sul-coreana Yonhap.

Nem Bosworth nem Wi deram mais detalhes da reunião, à espera de comparecer perante a imprensa no domingo.

A visita de Bosworth a Coreia do Sul começou ontem, o mesmo dia em que Pyongyang anunciou que avança no processo de enriquecimento de urânio para fabricar armas atômicas, cuja "última fase" já começou.

O enviado americano também se reuniu com o ministro da Unificação, Hyun In-taek, e se espera que se reuna amanhã com o titular sul-coreano de Assuntos Exteriores, Yu Myung-hwan, antes de partir para o Japão.

Hyun assegurou ontem que a nova ameaça de Pyongyang sobre seu programa nuclear não afetará as reuniões de famílias separadas após a Guerra da Coreia (1950-53) previstas para o fim de setembro, um dos principais avanços na melhora das relações intercoreanas no último mês.

Sexta-feira, Bosworth reconheceu desde Pequim, onde começou sua viagem pela região, que recebeu um convite de Pyongyang para se reunir com as autoridades norte-coreanas, mas disse que "por enquanto não existem planos de visitar Coreia do Norte".

Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul expressaram ontem sua preocupação e sua rejeição à nova ameaça norte-coreana referida a seu programa nuclear.

Fontes: FOLHA - Reuters

Coreia do Norte ameaça "varrer" EUA e Coreia do Sul com armas nucleares

Coréia do Norte volta à retórica belicista

Após recentes gestos conciliatórios em direção aos Estados Unidos e à Coreia do Sul, o regime comunista norte-coreano voltou à retórica bélica neste domingo, ameaçando "varrer" com armas nucleares os dois países caso se sinta ameaçada durante os exercícios militares anuais que os americanos e sul-coreanos começam a realizar na segunda-feira, segundo um comunicado publicado pela agência oficial norte-coreana KCNA.

"Se os imperialistas americanos e o grupo [do presidente sul-coreano] Lee Myung-Bak ameaçarem a República Popular e Democrática da Coreia com suas armas nucleares, atuaremos com represálias com armas nucleares", declarou um porta-voz militar norte-coreano citado pela KCNA. "Os imperialistas dos EUA e o grupo de Lee Myung-bak devem entender claramente que é disposição de ferro e postura resoluta do Exército do Povo Coreano entrar em ação a qualquer momento para impiedosamente varrer seus agressores."

"Se nos ameaçarem com mísseis, responderemos com nossos mísseis", completou o porta-voz, que denunciou "exercícios para uma guerra nuclear".

Forças sul-coreanas e norte-americanas começam na segunda-feira exercícios conjuntos de simulação de computadores e de comunicação, em meio a raros movimentos conciliadores de Pyongyang, que neste mês libertou duas jornalistas norte-americanas e um sul-coreano que mantinha sob sua custódia.

A Coreia do Norte regularmente denuncia os exercícios conjuntos como uma preparação para eventual invasão e guerra nuclear.

Os EUA têm cerca de 28.500 soldados na Coreia do Sul para apoiar os 670 mil soldados do país. O Exército do Norte tem cerca de 1,2 milhão de soldados, mas os analistas dizem que seus equipamentos antigos não se equiparam aos das forças norte-americanas e sul-coreanas.

As duas Coreias estão tecnicamente em guerra por causa do conflito entre 1950 e 1953, encerrado com um cessar-fogo e não com um acordo de paz.

O comunicado norte-coreano também faz ameaças contra o aumento das sanções contra o país e adverte que se os EUA e a Coreia do Sul "aumentarem as sanções e levarem a "confrontação" a uma fase extrema "[a Coreia do Norte] vai reagir a eles com retaliação impiedosa [...] e uma guerra total de justiça".

Um enviado especial americano responsável pela execução das sanções visitará Cingapura, Tailândia, Coreia do Sul e o Japão esta semana e pode viajar para a China no final deste mês.

Philip Goldberg disse aos jornalistas na semana passada que as medidas contra a Coreia do Norte vão continuar até que o país tome medidas irreversíveis para abandonar o programa nuclear.

A empobrecida Coreia do Norte está irritada com a política de Lee de dar fim ao auxílio incondicional --que já respondeu por 5% da economia norte-coreana, estimada em US$ 17 bilhões - e ligá-lo ao processo de Pyongyang em acabar com as ameaças que impõe aos vizinhos regionais.

A economia da Coreia do Norte, já combalida, foi afetada por sanções das Nações Unidas, impostas depois do lançamento de um foguete de longo alcance em abril. O movimento foi considerado um teste de míssil disfarçado. Houve ainda um exercício nuclear em maio.

As sanções prejudicaram o comércio de armas da Coreia do Norte, uma fonte vital de dinheiro vivo para o país.

A recente libertação, durante uma visita do ex-presidente americano Bill Clinton à Coreia do Norte, de duas jornalistas com nacionalidade americana que estavam presas no país foi vista como um gesto de aproximação com o Ocidente, mas a ameaça deste domingo mostra que o regime comunista mantém a tradição de dosar qualquer gesto mais suave com uma retórica dura, para manter a tensão e seu poder de barganha nas negociações.

Fontes: FOLHA - Agências

Filho de Kim Jong-il assume controle de polícia secreta

Jornal diz que possível sucessor do ditador esteve envolvido no caso das jornalistas dos EUA presas no país

SEUL - O filho mais novo do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, assumiu o controle da polícia secreta do país comunista como primeiro passo para preparar a sucessão, informou nesta quarta-feira, 24, o jornal sul-coreano Dong-a Ilbo. A polícia secreta norte-coreana é a encarregada de vigiar os aspectos ideológicos do regime, buscar dissidentes, e realizar trabalhos de espionagem tanto no exterior como dentro do próprio estamento militar.

Kim Jong-un e seu pai visitaram em março os escritórios da Agência de Segurança Nacional em Pyongyang, ocasião em que Kim Jong-il aproveitou para pedir que considerassem seu filho como seu chefe e o defendessem com sua vida, assegurou o Dong-a Ilbo com base em fontes "que conhecem a situação no norte".

O diário sul-coreano assegura que a agência aumentou seu poder e tomará o controle de todas as operações da guarda fronteiriça e de imigração a partir de julho. As mesmas fontes acreditam que Kim Jong-un esteve diretamente envolvido no caso das duas jornalistas americanas condenadas pela Coreia do Norte a 12 anos de trabalhos forçados, depois de atravessarem a fronteira norte-coreana com a China.

De acordo com o jornal, Kim Jong-un dirigiu as investigações e o processo judicial envolvendo as americanas, e agora pretende usá-las como moeda de troca em suas negociações com os Estados Unidos.

A Inteligência sul-coreana afirmou recentemente em um relatório apresentado na Assembleia Nacional (Parlamento) que Kim Jong-un, de 26 anos, foi escolhido como sucessor de seu pai à frente do regime norte-coreano. O filho mais novo de Kim Jong-il também teria assumido a chefia da poderosa Comissão Nacional de Defesa, principal órgão militar da Coreia do Norte, segundo a imprensa japonesa e sul-coreana.

Fontes: Efe - O ESTADO DE S PAULO

Obama assegura que EUA estão preparados para eventual míssil norte-coreano

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou neste domingo em uma entrevista a ser transmitida amanhã que o país se encontra "totalmente preparado para qualquer tipo de contingência" em relação a um possível lançamento de um míssil pela Coreia do Norte.


O presidente dos EUA, Barack Obama, assegura que país está preparado para eventual lançamento de míssil norte-coreano

"Esse governo, e nossas forças militares, está totalmente preparado para qualquer tipo de contingência", disse Obama à emissora americana "CBS" quando foi questionado sobre a possibilidade dos norte-coreanos lançar um míssil em direção ao Havaí nas próximas semanas.

Perguntado se isso poderia significar que Washington estaria "advertindo sobre uma resposta militar", Obama respondeu que "não, simplesmente estamos preparados para qualquer contingência."

O presidente também declarou na entrevista que existe um forte consenso internacional contra a Coreia do Norte, especialmente após o país realizar um novo teste nuclear no final de maio deste ano, que levou o Conselho de Segurança da ONU a endurecer as sanções contra o país comunista.

"Isto [o aumento das sanções] é um sinal... uma unidade da comunidade internacional que não se via há muito tempo", comentou.

Defesa antimíssil

Na quinta-feira (18), o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, anunciou que aprovou a ativação de um sistema antimísseis próximo ao Havaí para proteger o arquipélago de um possível lançamento norte-coreano.

A ordem de Gates foi divulgada depois de fontes do Ministério da Defesa japonês terem afirmado na quinta-feira a um jornal americano que a Coreia do Norte pode fazer um teste de lançamento de um míssil de longo alcance no mês que vem em direção ao Havaí.

O projétil poderia ser lançado entre os próximos dias 4 e 8 e sobrevoaria a província japonesa de Aomori, no norte do país, afirmou o Ministério da Defesa do país asiático.

Gates explicou que a defesa antimísseis também foi ativada no estado americano do Alasca.

Cingapura promete atacar navio norte-coreano caso carregue armas


O navio corte-coreano Kang Nam (foto) estaria levando mísseis da Coreia do Norte para Mianmar; EUA seguem embarcação

O governo de Cingapura anunciou na noite neste sábado que atacará o navio de carga norte-coreano Kang Nem caso sejam confirmadas as suspeitas dos Estados Unidos de que ele transporta armas de destruição em massa.

As autoridades cingapurianas deixaram claro que vão adotar essa medida caso ele se aproxime de seu porto, o de maior tráfego comercial do mundo. O barco vai para Mianmar, país que também sofre sanções dos Estados Unidos e da União Europeia devido ao seu governo ditatorial --o que reforça a tese de que levaria armas.

Um navio da Marinha dos Estados Unidos está seguindo o barco norte-coreano, no que seria o primeiro teste prático das novas sanções impostas aos norte-coreanos após o recente teste nuclear do país, segundo informou neste domingo a emissora de TV sul-coreana "YTN".

Segundo uma fonte do serviço de inteligência da Coreia do Sul informou à "YTN", os norte-americanos suspeitam que o navio de carga Kang Nem está carregando mísseis e peças. A "YTN" informou ainda que os Estados Unidos estão usando satélites para rastrear o barco, que zarpou há quatro dias da Coreia do Norte e aparentemente se encontra agora perto do litoral da China.

Procuradas pela agência de notícias Associated Press, o Ministério da Defesa e o Serviço de Inteligência Nacional sul-coreanos não confirmaram a informação. Já o comando militar dos Estados Unidos em Seul não respondeu às questões.

Fim de barganhas

Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que buscará livrar a península Coreana da presença de armas atômicas e que trabalhará para pôr fim ao padrão de barganha internacional imposto pela Coreia do Norte, em que o país "troca" reiteradas ameaças nucleares por ajuda econômica.

"Vamos procurar, de modo vigoroso, livrar a península Coreana de armas atômicas; isso significa que não aceitamos que a Coreia do Norte seja ou venha a ser uma potência atômica", afirmou Obama em Washington, ao lado do presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak.

A mais recente ameaça norte-coreana aconteceu há um mês, quando o país realizou seu segundo teste nuclear, violando resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) em 2006.

A hipótese de barganha --o padrão a que se referiu Obama-- não é a única desta vez. Especialistas também apontam a possibilidade de que o ditador norte-coreano, Kim Jong-il, adoentado, pudesse querer reafirmar seu poder interno e aplainar o caminho para a sucessão. Ou mesmo que seu comportamento megalômano desta vez fuja a explicações políticas racionais.

Nota do editor de EBN

Afora as notícias acima, o site da TRN publicou uma matéria reportando massiva concentração de navios de guerra americanos na região.

Fontes: FOLHA - AP

EUA se preparam para eventual lançamento de míssil pela Coreia do Norte

Secretário de Defesa diz que mísseis foram posicionados no Havaí para responder a eventual teste.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, afirmou, nesta quinta-feira, que os EUA posicionaram mísseis e um sistema de radares no Havaí para o caso de o governo da Coreia do Norte testar um míssil em direção ao Estado americano.

Em uma entrevista coletiva na sede do Pentágono, em Washington, Gates afirmou que as medidas são uma precaução tomada após serem divulgadas informações de que o governo de Pyongyang estaria se preparando para testar mísseis em direção ao arquipélago americano.

"Estamos monitorando de perto a situação na Coreira do Norte e estamos preocupados com o fato de que eles pretendam lançar um míssil em direção ao Havaí", afirmou Gates.

"Eu ordenei o posicionamento mísseis THAAD no Havaí e (o sistema de radares) SBX foi posicionado para dar apoio (..). Assim, sem telegrafar o que faremos, acredito que estamos em uma boa posição, caso seja necessário, para proteger o território americano", disse o secretário de Defesa.

Também nesta quinta-feira, PJ Crowley, porta-voz do Departamento de Estado americano, afirmou que um eventual novo teste de mísseis por parte da Coreia do Norte seria "um erro".

Teste

A informação de que Pyongyang estaria se preparando para testar um míssil na direção do Estado americano do Havaí foi divulgada nesta quinta-feira pelo jornal japonês Yomiuri Shimbun, que cita como fonte o Ministério da Defesa do Japão.

De acordo com o jornal, fontes do Ministério da Defesa japonês disseram acreditar que o possível teste de um míssil de longo-alcance em direção ao arquipélago americano poderia acontecer já no início do mês de julho.

A fonte, no entanto, afirmou que o projétil provavelmente não atingiria o Havaí, já que o alcance dos mísseis Taepodong-2 da Coreia do Norte seria inferior à distância do país ao arquipélago. No último dia 5 de abril, o governo de Pyongyang anunciou ter colocado um satélite em órbita por meio do lançamento de um foguete.

Os governos de Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão, no entanto, afirmam que o lançamento foi na verdade um teste com um míssil Taepodong-2, que teria cerca de 6 mil quilômetros de alcance.

O provável teste de um míssil de longo-alcance e um posterior teste nuclear anunciado pelo governo norte-coreano em 25 de maio fizeram com que uma crise se instalasse na região da península coreana.

Como resposta, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas impôs, no último dia 12 de junho, novas sanções contra a Coreia do Norte.

A nova resolução autoriza os países membros da ONU a inspecionar carregamentos norte-coreanos transportados por terra, mar ou ar e destruir qualquer material suspeito de estar relacionado a armas de destruição em massa.

A medida também amplia o embargo ao comércio de armas com a Coreia do Norte, proibindo que o país venda tanto armamento pesado quanto armas leves.

Segundo Jonathan Beale, correspondente da BBC em Washington, o governo americano estaria monitorando o movimento de navios norte-coreanos para se assegurar que eles não desobedeçam às resoluções da ONU.

De acordo com Beale, o governo Obama também alertou bancos norte-americanos de que o governo norte-coreano poderia recorrer a práticas fraudulentas para tentar contornar as sanções financeiras.

Nesta quinta-feira, os governos da Rússia e da China - tradicionais aliados de Pyongyang - fizeram um apelo para que a Coreia do Norte volte a negociar o desmantelamento de seu programa nuclear.

Fonte: O ESTADO DE S PAULO

Pyongyang pode lançar míssil em direção ao Havaí em julho

Jornal japonês afirma que projétil sobrevoaria o Japão, mas não atingiria as ilhas principais do arquipélago

A Coreia do Norte pode disparar um míssil balístico de longo alcance em direção ao Havaí no início de julho, segundo a edição desta quinta-feira, 18, do Yomiuri, o jornal japonês de maior circulação.

O míssil, supostamente um Taepodong-2, seria lançado de Dongchang-ni, no litoral noroeste da Coreia do Norte, entre 4 e 8 de julho. O Yomiuri cita uma análise feita pelo Ministério da Defesa do Japão e informações obtidas por satélites de reconhecimento dos EUA. O dia 4 de julho marca o aniversário do lançamento do Taepodong-2, realizado em 1996, e coincide com o Dia da Independência dos Estados Unidos, enquanto 8 de julho é o aniversário da morte do ex-líder norte-coreano Kim Il-sung, ocorrida em 1994.

A reportagem do Yomiuri é a mais recente numa série de especulações da imprensa acerca do possível lançamento de um míssil de longo alcance pela Coreia do Norte depois do teste nuclear realizado pelo país comunista, em 25 de maio. O Ministério da Defesa do Japão não quis comentar a reportagem e os funcionários do Ministério da Defesa da Coreia do Sul e do Serviço Nacional de Inteligência - principal agência de espionagem do país - disseram que não poderiam confirmas as informações.

De acordo com o Yomiuri, o míssil Taepodong-2 poderia sobrevoar o Japão e chegar ao Havaí, mas não conseguiria atingir as ilhas principais do arquipélago. Na terça-feira, em Washington, o general James Cartwright, subchefe do Estado-Maior Conjunto, disse que levaria pelo menos de três a cinco anos para a Coreia do Norte representar uma ameaça real à costa oeste dos EUA.

Acredita-se que a Coreia do Norte disponha de plutônio para fabricar no mínimo seis bombas atômicas. Na semana passada, o regime revelou que também está produzindo urânio enriquecido, o outro ingrediente básico das bombas atômicas.

Nesta quinta-feira, a agência de notícias sul-coreana Yonhap revelou, citando um porta-voz do Ministério da Defesa, que um barco de patrulha da Coreia do Norte aproximou-se da fronteira entre as duas Coreias no Mar do Leste, no início desta semana. Segundo a agência, o barco se afastou depois de receber uma mensagem de alerta. O porta-voz desmentiu, no entanto, a informação veiculada pela imprensa local de que o barco teria cruzado a Linha de Limite do Norte, fronteira marítima entre os dois países.

Fonte: AFP

Jornal japonês publica foto do provável sucessor de Kim Jong-il

Imprensa tenta construir perfil do filho caçula do ditador norte-coreano com informações de colegas de estudo


Kim Jong-un, hoje com 26 anos, teria 16 na época da fotografia

TÓQUIO - A imprensa japonesa publicou nesta segunda-feira, 15, uma fotografia de Kim Jong-un, 26 anos, considerado pelos serviços secretos como o provável sucessor do líder norte-coreano, Kim Jong-il à frente do regime e do qual só se tinha até agora uma foto de sua infância.

A imagem foi registrada em junho de 1999, por isso que acredita-se que teria 16 anos, quando era aluno de uma escola pública em Berna, na Suíça, e nela aparece com outros companheiros de classe. O filho de Kim Jong-il, 67 anos, que segundo os serviços secretos sul-coreanos foi nomeado sucessor à frente do regime comunista, aparece sorridente, veste uma camiseta preta e usa um cordão dourado.

O diário japonês "Mainichi Shimbun" destacou que Kim Jong-un estudou em uma escola pública suíça, ao contrário de seus outros dois irmãos, do verão de 1998 até janeiro de 2001. Com base nas informações obtidas de seus companheiros de estudo, o jornal japonês pôde reconstruir um perfil do filho menor de Kim Jong-il, nascido de seu terceiro casamento.

Um de seus companheiros de colégio de sua mesma idade disse ao jornal que o norte-coreano vivia perto do centro de estudos e tinha uma vida normal, sem guarda-costas a seu redor, e era uma pessoa "franca". Os especialistas acham que a escolha de Berna como lugar de estudo para a discreta família do líder norte-coreano se deveu a que é uma cidade tranquila e ali fica a missão diplomática da Coreia do Norte na Suíça.

Seus professores o definiam como um menino reservado e estudioso que se fazia chamar de "Paek Un". Kim Jong-un, de quem se sabe muito pouco, fala inglês, alemão e francês, segundo aqueles que o conheceram em sua temporada na Suíça. Segundo a agência sul-coreana Yonhap, quando o jovem deixou a Suíça foi para Pyongyang onde foi educado na universidade militar Kim Il-sung, onde se graduou em 2007.

As especulações sobre o estado de saúde de Kim Jong-il, que sofreu um derrame cerebral em agosto do ano passado segundo meios de imprensa sul-coreanos, acelerou as apostas sobre quem tomará as rédeas da Coreia do Norte. Há duas semanas os serviços secretos sul-coreanos confirmaram que receberam informações confiáveis de que Kim Jong-il escolheu seu filho mais novo como sucessor e próximo líder da Coreia do Norte.

Fontes: Agência ESTADO - Efe

EUA dizem que responderão a ameaças da Coreia do Norte

Sul-coreanos afirmam que Pyongyang transporta míssil intercontinental para lançamento em junho

CINGAPURA - A Coreia do Norte está preparando o lançamento de um míssil intercontinental, levando em conta os movimentos detectados em instalações militares, disseram fontes anônimas citadas neste sábado, 30, pela agência sul-coreana Yonhap. As mesmas fontes asseguram que a Coreia do Sul possui imagens de satélite de um trem de carga que transporta o que poderia ser um míssil de longo alcance nas cercanias de Pyongyang. O secretário americano de Defesa, Robert Gates, disse em Cingapura que os EUA não aceitarão uma Coreia do Norte nuclear. Gates assegurou também que os EUA responderão "rapidamente" se as ambições nucleares da Coreia do Norte representarem uma ameaça para a América ou seus aliados na Ásia.

Tanto Coreia do Sul como Estados Unidos acreditam que o regime comunista de Pyongyang estaria preparando o lançamento de um míssil intercontinental tipo Taepodong capaz de atingir em teoria o Alasca e o Havaí. "Não ficaremos parados enquanto Pyongyang desenvolve sua capacidade para semear a destruição", disse Gates durante reunião de ministros de Defesa. Segundo especialistas, Washington não vê opção militar satisfatória, em parte porque Pyongyang dispõe de um enorme poder de fogo dirigido aos seus vizinhos sul-coreanos, mas também porque o país pode facilmente dissimular suas armas e elementos do seu programa nuclear.

Segundo a Yonhap, a preparação para o lançamento levaria cerca de dois meses, mas o especialista assinalou que o processo poderia terminar em duas semanas, com o lançamento acontecendo em meados de junho. Além disso, outras fontes da Defesa consultadas pela agência de notícias revelaram que foram detectados movimentos em uma fábrica de armamento norte-coreana utilizada normalmente para a fabricação de mísseis.

O movimento é similar ao que ocorreu durante os trabalhos prévios ao lançamento, no mês passado, de um míssil Taepodong-2, capaz de atingir o Alasca. Sem fornecer detalhes, os americanos lembraram que os EUA estão monitorando de perto as bases de mísseis norte-coreanas, assim como outras instalações militares.

Como responder aos testes da Coreia do Norte é um dos principais assuntos da conferência, que reúne autoridades de defesa e segurança da Ásia e da região do Pacífico. O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Lee Sang-hee, disse que os testes são "uma séria ameaça". Mesmo a China, que anteriormente ignorou as sanções das Nações Unidas para punir a Coreia do Norte após os testes atômicos de 2006, apoiou as declarações. "Como vizinho próximo da Coreia do Norte, a China tem expressado uma oposição firme e grande preocupação com o teste nuclear (de segunda-feira)", disse o major-general Ma Xiaotian, o segundo homem mais importante na hierarquia do Exército chinês.

Com um Exército de mais de 1 milhão de soldados e um vasto arsenal de artilharia e mísseis apontado para a Coreia do Sul e para o Japão, o regime norte-coreano poderia provocar um massacre em represália a um ataque preventivo. As vítimas chegariam às centenas de milhares, provavelmente desde os primeiros dias de um eventual conflito, garantem os especialistas. "Se tiver início uma guerra de proporções consideráveis, as baixas seriam inimagináveis", disse Chaibong Hahm, principal cientista político da Corporação Rand, um centro de estudos estratégicos com sede na Califórnia. "Afinal de contas, ninguém duvida que as forças americanas e sul-coreanas seriam vitoriosas. Mas a questão é: a que preço?".

Como responder aos testes da Coreia do Norte é um dos principais assuntos da conferência, que reúne autoridades de defesa e segurança da Ásia e da região do Pacífico. O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Lee Sang-hee, disse que os testes são "uma séria ameaça". Mesmo a China, que anteriormente ignorou as sanções das Nações Unidas para punir a Coreia do Norte após os testes atômicos de 2006, apoiou as declarações. "Como vizinho próximo da Coreia do Norte, a China tem expressado uma oposição firme e grande preocupação com o teste nuclear (de segunda-feira)", disse o major-general Ma Xiaotian, o segundo homem mais importante na hierarquia do Exército chinês.

Kim faz da hecatombe atômica um jogo familiar

Envelhecido, ditador norte-coreano tenta colocar seu filho preferido, Kim Jong-un, em cena

Gilles Lapouge

Kim - tentando emplacar o filho

PARIS - As tiranias não evoluem com rapidez. São insensíveis ao tempo. A cada ano que passa, o que se vê é a mesma fisionomia paralisada, os mesmos discursos mortos.

A Coreia do Norte é um belo exemplo dessas longas catalepsias. Furiosa contra a Coreia do Sul, que cometeu a indelicadeza de criticar os recentes testes nucleares de Pyongyang, os norte-coreanos anunciaram sua retirada do acordo de armistício de 1953. Kim Jong-il, o "Grande Sol do século 20", repentinamente nos transporta para meio século atrás, para os tempos do general Douglas MacArthur (1880-1964), um dos maiores heróis americanos da 2ª Guerra, e do líder comunista chinês Mao Tsé-tung (1893-1976).

Por que esse brusco extremismo da Coreia do Norte? As explicações são inúmeras. Pyongyang não suportou o fato de Seul, logo após os testes nucleares, ter aderido à Iniciativa de Segurança contra Proliferação (PSI, na sigla em inglês), que vigia os navios que podem estar transportando componentes para armas de destruição em massa.

Podemos invocar ainda o estado de decomposição da Coreia do Norte, o que explicaria esse comportamento perigoso e insensato, como também a deterioração do líder atual, Kim Jong-il e a sua próxima sucessão.

Portanto, devemos examinar essa enigmática linhagem dos Kim, que fez da tirania uma "diversão familiar". Antes de Kim Jong-il, o líder era seu pai, Kim Il-sung, que, ao sentir que suas forças o abandonavam, nomeou seu filho como sucessor.

Hoje, o mesmo esquema é montado: Kim Jong-il envelheceu. Aos 68 anos, tem o aspecto de um agonizante, o olhar anuviado, expressa-se lentamente desde que sofreu um derrame cerebral e foi submetido a uma séria operação. Além do que, é diabético e sofre do coração. Assim, ele quer colocar seu filho preferido, Kim Jong-un, em cena. E para isso, reproduz o roteiro já usado outrora em seu favor.

Em 1991, Kim Jong-il foi nomeado pelo pai para a Comissão de Defesa, órgão chave do regime. Ora, há um mês, ele agiu da mesma maneira, entronizando seu terceiro filho, Kim Jon-un, de 26 anos, na mesma comissão.

Por que Kim Jong-il escolheu o filho mais novo e não um dos dois mais velhos? A resposta é imediata. O mais velho, Kim Jong-nam, de 37 anos, foi preso no Japão em 2001 com um passaporte falso e é frequentador dos luxuosos cassinos de Macau. Assim, perdeu a chance. O segundo, Kim Jon-chol, não vale nada aos olhos do pai: ele é "efeminado".

O terceiro, ao contrário, é apresentável. É um esportista, adora artes marciais, venera o ator Jean-Claude Van Damme, fala inglês e estudou na Suíça. Se esse roteiro estiver correto, e se Kim Jong-il prepara de fato o seu desaparecimento, chegará à conclusão de que a "lenda dourada" construída por ele sobre ele, foi uma grande mentira.

Nas propagandas que o povo norte-coreano tem de engolir, Kim Jong-il é apresentado como um "dirigente invencível", com "uma bravura de aço", "tão potente como uma arma nuclear". Decididamente, as armas nucleares não são mais o que eram.

Em meio à crise com a Coreia do Norte, EUA enviam caças para o Japão

Envio de aviões foi acertado entre Obama e Taro Aso. Rússia também pede ‘séria reação’ com os norte-coreanos.

Na semana em que a Coreia do Norte fez testes nucleares, os Estados Unidos decidiram reforçar a sua presença no Pacífico com o envio de 12 caças F-22 Raptors ao Japão.

Os primeiros aviões militares, que decolaram do estado americano da Virgínia, chegaram nesse sábado (30) à base aérea de Kadena, na província japonesa de Okinawa.


Aviões F-22 Raptor chegam à base de Okinawa, no Japão

O envio dos caças supersônicos acontece em meio à escalada de tensão na região, onde a Coreia do Norte lançou vários mísseis nas últimas semanas.

Segundo fontes do Departamento de Defesa, os aviões que partiram em direção ao Japão fazem parte dos dois esquadrões que a Força Aérea americana montou nos últimos quatro meses com objetivo de reforçar a segurança no Pacífico Ocidental.

A agência de notícias Reuters informou ainda que o envio dos aviões foram acertados após uma conversa telefônica entre o presidente dos Estados Unidos Barack Obama e o premiê japonês Taro Aso.


F-22 sobrevoa a base americana em Okinawa, no Japão (Foto: Yuriko Nakao/Reuters)

Mais cedo, ainda nesse sábado, em Cingapura, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, afirmou que os EUA responderão "rapidamente" se as ambições nucleares da Coreia do Norte ameaçarem o país ou seus aliados na Ásia.

"Não ficaremos parados" enquanto a Coreia do Norte desenvolve capacidade para semear a destruição, disse Gates numa conferência asiática sobre segurança.


Rússia engrossa lista

Após a China pedir cabeça fria nas decisões, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, e o primeiro-ministro do Japão disseram neste sábado (30) que os testes nucleares da Coreia do Norte exigem "a mais séria reação".

A declaração dos dois líderes aparece na nota da assessoria de imprensa do Kremlin que resume a conversa telefônica que ambos tiveram nesse sábado por iniciativa do premiê japonês.

"As partes foram unânimes na necessidade de reagir da maneira mais séria a essas ações (norte-coreanas), que representam um desafio ao sistema de segurança internacional", diz o comunicado.

Os dois líderes também se dispuseram a "coordenar a elaboração das medidas adequadas à situação criada e orientadas à sua solução, as quais serão incorporadas à nova resolução do Conselho de Segurança" da ONU, informou o Kremlin.

Aso e Medvedev conversaram ainda sobre temas de interesse bilateral. Neste contexto, o presidente russo ressaltou a importância de ambos "se absterem de fazer declarações públicas sobre os problemas espinhosos" nas relações entre os dois países.

O premiê japonês, segundo o Kremlin, "acolheu com compreensão" esta observação de seu interlocutor.

Pyongyang prepara lançamento de míssil intercontinental, diz Yonhap

Movimentos detectados em instalações militares levam a crer que a Coreia do Norte está preparando o lançamento de um míssil intercontinental, dizem fontes anônimas citadas hoje pela agência sul-coreana Yonhap.

A notícia também foi repercutida nesta sexta por um jornal sul-coreano e por alguns funcionários do Pentágono norte-americano, que, sob condição de anonimato, informaram que os satélites do país captaram movimentação em um dos locais usados pela Coreia do Norte para lançar mísseis de longo alcance, o que pode indicar a iminência de um novo lançamento.

As fontes da Yonhap asseguram que a Coreia do Sul dispõe de imagens de satélite de um trem de carga que transporta algo que poderia ser um míssil de longo alcance nas cercanias de Pyongyang.

Segundo a Yonhap, a preparação para o lançamento levaria uns dois meses, mas o especialista assinalou que o processo poderia ser finalizado em duas semanas, e o lançamento poderia ocorrer em meados de junho.

Também outras fontes de defesa consultadas pela agência de notícias revelaram que foram detectados movimentos em uma fábrica de armamentos norte-coreana utilizada para a fabricação de mísseis.

Tanto a Coreia do Sul quanto os Estados Unidos acreditam que o regime comunista de Pyongyang estaria preparando o lançamento de um míssil intercontinental do tipo Taepodong, teoricamente capaz de alcançar o Alasca ou o Havaí.

O lançamento de um míssil de longo alcance se somaria aos outros mais recentes de projéteis de curto alcance, lançados da costa leste norte-coreana e criticados por toda a comunidade internacional.

Nesta sexta-feira, em um discurso em Cingapura, na conferência anual sobre a segurança regional, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, declarou que os Estados Unidos "não aceitarão uma Coreia do Norte equipada com armas nucleares".

"A política dos Estados Unidos não mudou. Nosso objetivo é a desnuclearização completa e inquestionável da península coreana, e nós não vamos aceitar que a Coreia do Norte seja um Estado nuclearizado", afirmou.

Ele disse que a transferência de armas ou materiais nucleares da Coreia do Norte para outros Estados ou grupos não estatais "seria considerada uma grave ameaça para os Estados Unidos e seus aliados".

Conselho de Segurança

É por infringir os termos das sanções impostas em 2006 que a Coreia do Norte será alvo de uma nova resolução, por parte do Conselho de Segurança da ONU. Os membros da entidade discutem atualmente quais sanções adotar contra a Coreia do Norte de modo a não agravar o isolamento daquele país e congelar as negociações pela desnuclearização.

Pyongyang afirma que os cinco representantes permanentes do Conselho de Segurança --Estados Unidos, Rússia, França, China e Reino Unido-- são "hipócritas", pois realizaram "99,99% de todos os testes nucleares". "O teste conduzido por nossa nação desta vez é o número 2.054 da Terra", afirmou o Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte.

Embaixadores dos cinco membros permanentes e dos dois países mais afetados, Japão e Coreia do Sul, reuniram sugestões a serem debatidas em reuniões. Um diplomata afirmou nesta quinta-feira (28) que a lista inclui um embargo ainda maior sobre armas e restrições para as operações financeiras e bancárias do regime comunista.


EUA dizem que não aceitarão armas nucleares na Coreia do Norte

Os Estados Unidos "não aceitarão uma Coreia do Norte equipada com armas nucleares", disse neste sábado (noite de sexta-feira no Brasil) o secretário de Defesa americano, Robert Gates, em um discurso em Cingapura, na conferência anual sobre a segurança regional.

"A política dos Estados Unidos não mudou. Nosso objetivo é a desnuclearização completa e inquestionável da península coreana, e nós não vamos aceitar que a Coreia do Norte seja um Estado nuclearizado", afirmou.

Ele disse que a transferência de armas ou materiais nucleares da Coreia do Norte para outros Estados ou grupos não estatais "seria considerada uma grave ameaça para os Estados Unidos e seus aliados".

A advertência de Gates aconteceu no mesmo dia em que um jornal sul-coreano informou que a Coreia do Norte prepara-se para levar um míssil balístico intercontinental de uma fábrica perto de Pyongyang para uma base de lançamento na costa leste do país. O jornal citou uma fonte anônima em Washington. Mais cedo, o governo do ditador Kim Jong-il já havia lançado um foguete de curto alcance, no sexto lançamento feito só nesta semana.

A fábrica ao norte da capital norte-coreana é a mesma onde foi fabricado o foguete de longo alcance Taepodong-2, que a Coreia do Norte lançou em 5 de abril, em descumprimento a uma resolução do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas.

Na última segunda-feira, a Coreia do Norte foi mais longe no desafio à comunidade internacional e anunciou a realização de seu segundo teste nuclear, em uma região próxima ao local do primeiro teste, de 2006.

Conselho de Segurança

É por infringir os termos das sanções impostas em 2006 que a Coreia do Norte será alvo de uma nova resolução, por parte do Conselho de Segurança da ONU. Os membros da entidade discutem atualmente quais sanções adotar contra a Coreia do Norte de modo a não agravar o isolamento daquele país e congelar as negociações pela desnuclearização.

Pyongyang afirma que os cinco representantes permanentes do Conselho de Segurança --Estados Unidos, Rússia, França, China e Reino Unido-- são "hipócritas", pois realizaram "99,99% de todos os testes nucleares". "O teste conduzido por nossa nação desta vez é o número 2.054 da Terra", afirmou o Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte.

Embaixadores dos cinco membros permanentes e dos dois países mais afetados, Japão e Coreia do Sul, reuniram sugestões a serem debatidas em reuniões. Um diplomata afirmou nesta quinta-feira (28) que a lista inclui um embargo ainda maior sobre armas e restrições para as operações financeiras e bancárias do regime comunista.

Ásia

Analisando questões relacionadas à Defesa e à estabilidade asiática, Gates pediu em seu discurso em Cingapura uma maior cooperação da China com os EUA e que o regime chinês tenha mais transparência no setor de defesa. A declaração foi feita em um momento em que Washington se preocupa com a modernização do poderio militar chinês.

Referindo-se à situação em Mianmar, onde a junta militar que governa o país julga mais uma vez a opositora Suu Kyi, Gates disse que o diálogo deve ser retomado, e a líder política, libertada.

"Precisamos ver mudanças reais em Mianmar: a libertação de prisioneiros políticos, incluindo Aung San Suu Kyi, e a instituição de um diálogo significativo entre a junta militar e a oposição", afirmou, reforçando a pressão feita pela comunidade internacional nas últimas semanas em prol de Suu Kyi e da redemocratização do país asiático.

Por fim, Gates pediu aos aliados asiáticos dos EUA que se apresentem para ajudar Washington a pacificar e reconstruir o Afeganistão.

"O desafio no Afeganistão é tão complexo, e tão pouco tradicional, que só pode ser enfrentado por todos nós trabalhando em equipe", estimou o secretário.

"Todos precisam contribuir como puderem para uma causa que exige total atenção da comunidade internacional --uma causa que vale o sacrifício e é do interesse nacional de todos".

Coreia do Norte pode lançar novo míssil, dizem EUA

Satélite espião flagra movimentação na base em que suposto projétil de longo alcance foi lançado em abril

Funcionários do Pentágono informaram nesta sexta-feira, sob condição de anonimato, que os satélites do país captaram movimentação em um dos locais usados pela Coreia do Norte para lançar mísseis de longo alcance, o que pode indicar a iminência de um novo lançamento. Mais cedo, o governo do ditador Kim Jong-il já havia lançado um foguete de curto alcance, no sexto lançamento feito só nesta semana.

Informações obtidas pela agência de notícias France Presse indicam que o atual movimento de veículos norte-coreanos é semelhante ao observado nos trabalhos prévios ao lançamento de um foguete de longo alcance, no mês passado.

O governo da Coreia do Norte diz que os lançamentos recentes de mísseis configuram uma "medida de autodefesa" necessária diante das ameaças do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) de estender sanções aplicadas contra o país em repúdio ao teste atômico realizado nesta segunda-feira (25). O discurso de "autodefesa" é o mesmo usado para justificar a suspensão do armistício do fim da Guerra das Coreias (1950-1953).

Para a Coreia do Sul, a vizinha Coreia do Norte está cada vez mais agressiva e pode estar preparando ações militares. Barcos pesqueiros chineses foram vistos saindo de uma área disputada da fronteira marítima na costa oeste da península. Especialistas especulam que Pyongyang poderia iniciar um combate nas águas disputadas com a Coreia do Norte e que são procuradas nesta época do ano por barcos que pescam caranguejos.

Nos últimos dez anos, as duas Coreias travaram duas violentas batalhas navais nas águas que banham a península, em 1999 e 2002.

"Nós ainda não viemos nenhum movimento incomum de tropas que acompanhe seu discurso violento dos últimos dias", disse o porta-voz do Pentágono Geoff Morrell, de Cingapura, onde acompanha o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, em um evento sobre segurança. Gates afirmou que não têm planos de ampliar o número de soldados na Coreia do Sul --hoje, são cerca de 28,5 mil que dão apoio aos 670 mil militares sul-coreanos.

Os militares americanos e sul-coreanos estão em alerta para a ameaça da Coreia do Norte, a despeito do discurso da cúpula. É o nível mais alto de alerta desde o primeiro teste nuclear do regime norte-coreano, realizado em 2006.


Soldados da Coreia do Sul transportam sistema de mísseis em exercício na fronteira com a Coreia do Norte

Conselho de Segurança

É por infringir os termos das sanções impostas em 2006 que a Coreia do Norte será alvo de uma nova resolução, por parte do Conselho de Segurança da ONU. Os membros da entidade discutem atualmente quais sanções adotar contra a Coreia do Norte de modo a não agravar o isolamento daquele país e congelar as negociações pela desnuclearização.

Pyongyang afirma que os cinco representantes permanentes do Conselho de Segurança --Estados Unidos, Rússia, França, China e Reino Unido-- são "hipócritas", pois realizaram "99,99% de todos os testes nucleares". "O teste conduzido por nossa nação desta vez é o número 2.054 da Terra", afirmou o Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte.

Embaixadores dos cinco membros permanentes e dos dois países mais afetados, Japão e Coreia do Sul, reuniram sugestões a serem debatidas em reuniões. Um diplomata afirmou nesta quinta-feira (28) que a lista inclui um embargo ainda maior sobre armas e restrições para as operações financeiras e bancárias do regime comuni

Navios chineses deixam mar Ocidental após ameaças norte-coreanas

Mais de 100 embarcações chinesas abandonaram as águas do mar Ocidental (mar Amarelo) após a Coreia do Norte ameaçar, na quarta-feira, a Coreia do Sul com um ataque militar, informou hoje a agência de notícias Yonhap.

Fontes do Ministério da Defesa sul-coreano disseram hoje que os navios chineses que operam nas proximidades da linha de demarcação militar marítima entre as duas Coreias começaram a se retirar ontem da região, mas não se sabe se isso aconteceu devido a um pedido expresso da Coreia do Norte.

No começo desta semana, havia cerca de 280 embarcações chinesas pescando caranguejos nesta área do mar Ocidental. Agora, restam apenas 140, ainda de acordo com a Yonhap.

A Presidência sul-coreana não considera a retirada de algumas das embarcações como sinal de hostilidades iminentes.

Um porta-voz presidencial disse que nesse caso todos os navios chineses teriam deixado a região, e ressaltou que o governo de Seul acompanha de perto o que acontece no mar Ocidental.

As duas Coreias já protagonizaram conflitos armados no mar Ocidental em 1999 e 2002.

Coreia do Norte renova ameaças e lança novo míssil

Horas depois de renovar as ameaças contra uma possível sanção da ONU (Organização das Nações Unidas), a Coreia do Norte lançou mais um míssil de curto alcance a partir de sua costa leste, disse nesta sexta-feira a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

O lançamento é mais uma provocação do governo de Pyongyang, que causou uma escalada da tensão na região ao realizar um teste nuclear nesta segunda-feira.

Este é o terceiro dia de lançamento de mísseis de curto alcance após o teste nuclear, um aparente lembrete sobre a potência de Pyongyang enquanto o Conselho de Segurança da ONU discute uma nova resolução contra o país.

A Coreia do Norte advertiu ainda à ONU que a imposição de novas sanções como punição pelo teste nuclear levaria a novas "medidas de autodefesa" --discurso que usou para justificar não apenas a explosão da bomba, mas também o teste de seis mísseis e a suspensão do armistício assinado com o fim da Guerra das Coreias (1950-1953).

À espera da decisão a ser tomada pelo Conselho de Segurança da ONU, que acordou na segunda-feira escrever uma nova resolução contra o regime comunista, a Coreia do Norte mantém o discurso bélico e as ameaças de uma guerra com quem se opuser ao seu programa nuclear.

Pyongyang qualificou ainda de "hipócritas" os cinco representantes permanentes do Conselho de Segurança --Estados Unidos, Rússia, França, China e Reino Unido-- já que realizaram "99,99% de todos os testes nucleares".

"Há um limite para nossa paciência", afirma comunicado do Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte. "O teste conduzido por nossa nação desta vez é o de número 2.054 da Terra. Os cinco membros permanentes do conselho de Segurança da ONU conduziram 99,99% do total de testes nucleares."

O comunicado afirma ainda que, se o Conselho insistir na "provocação", será inevitável tomar medidas de autodefesa.

Segundo a agência estatal KCNA, o ministério indicou ainda que "uma atividade hostil do Conselho de Segurança da ONU será equivalente à anulação do acordo de armistício da Guerra da Coreia".

A Guerra da Coreia nunca foi encerrada com um tratado de paz, mas com a assinatura de um armistício entre China, Coreia do Norte e EUA, este último como representante das Nações Unidas.

As autoridades norte-coreanas disseram também que seu segundo teste nuclear foi uma medida de defesa própria como resposta à condenação do Conselho de Segurança da ONU ao lançamento de seu míssil de longo alcance no último dia 5 de abril.

As novas advertências do regime comunista acontecem depois de os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança se manifestarem a favor de punir o recente teste nuclear da Coreia do Norte com a imposição de uma nova rodada de sanções.

Conselho

Embaixadores das cinco nações com cadeiras permanentes e os dois países mais afetados pela crise, Japão e a Coreia do Sul, reuniram uma lista de sugestões a serem debatidas em reuniões dos embaixadores sobre o teste nuclear da Coreia do Norte.

Um diplomata afirmou nesta quinta-feira que a lista inclui um embargo ainda maior sobre armas e restrições às operações financeiras e bancárias do regime comunista.

Nesta quarta-feira (27), diplomatas da ONU disseram que os países concordaram em expandir as sanções contra a Coreia do Norte em resposta ao teste nuclear.

Os diplomatas previram que a conclusão do rascunho da resolução pode demorar até a próxima semana, quando o texto deve ser apresentado aos 15 integrantes do Conselho --que tem dez cadeiras rotativas-- para ser comentado e, possivelmente, votado.

Urgente: Aviões Stealth B-2 rumo à Guam visando ataque à Coréia do Norte

Os EUA começaram a enviar aviões B-2 para a base da USAF em Guam. A operação permitirá que a Coréia do Noirte fique ao alcance de ataque por parte dessas aeronaves estratégicas.

Tradução: JACK


Fonte da matéria aqui

Não há como checar a veracidade desta matéria, mas em nao sendo verdade, estaríamos assistindo a uma operação de guerra psicológica contra a Coréia do Norte.


A foto abaixo, foi tirada ontem, e retrata a base aérea de Whiteman, no Missouri, lar dos B-2. Na foto,a operação de taxiamento de uma das aeronaves que decolaram rumo à Guam, no Oceano Pacífico.



Provável ataque à Coréia do Norte

Ontem, a Coréia do Norte,renegou o armistício assinado em 1953 e voltou tecnicamente ao estado de guerra contra a Coréia do Sul e os EUA. Assim, há rumores em Whashington, de um ataque nuclear limitado, contra o país comunista. Segundo algumas fontes, a Rússia já teria sido alertada para criar planos de contigência para enfrentar a radiação liberada por artefatos nucleares perto de sua fronteira.

Em consultas mantidas entre o embaixador americano em Pequim e a liderança chinesa, o embaixador teria sido alertado que o ditador Kim Jung II, estaria
´´fora de controle´´ e mostrando-se muito perigoso. Ele teria se tornado um fardo pesado demais para a China carregar e assim a China teria dado sinal verde para os EUA efetuarem um ataque nuclear preventivo e sem aviso prévio.

Durante as consultas, as auoridades chinesas teriam recebido a orientação de preparar-se para proteger sua população residente no sul da China, contra os efeitos da radiação e tomado conhecimento dos planos americanos. Inclusive, acredita-se que boa parte da radiação, seria empurrada para o mar, devido as características dos ventos dominantes na região.


Agravamento da Situação

Uma alta fonte no Departamento de Estado, informou, sob condição de anonimato, porque a situação piorou tao drástica e rapidamente. ´´ A Guerra da Coréia, tecnicamente nunca terminou´´. E disse mais: ´´ Não existe um tratado de paz; existe apenas um armistício, um cessar-fogo formal. Ao retirar-se do armistício, automaticamente voltamos ao estado de guerra´´.

A alta fonte do Departamento de Estado, informou ainda:

´´ De todos os cenários imaginados,envolvendo a Coréia do Norte, a rejeição do armistício, é algo que achamos que eles jamais deveriam ter feito. Sempre se soube que retirar-se do armistício, significaria que o cessar-fogo acabou. Hoje nao existe mais cessar-fogo. Estamos em guerra contra a Coréia do Norte de novo,e desta vez o resultado não será negociado. A rejeição do armistício foi o último erro cometido pela liderança comunista. Sua liderança deverá render-se agora ou ela tornar-se-á um grupo de zumbis. Acabou para eles´´, completou.

Pentágono: Ataque americano provável

No início da noite de terça-feira, o presidente Obama, teria autorizado os militares a enviar sistemas de baterias anti-mísseis Patriot à Coréia do Sul e ao Japão. No caso do Japão, onde já existem 16 baterias, seria um reforço. As baterias chegaram aos destinos na quarta-feira, dia 27.

O modelo das baterias enviada é o PAC-3 e foram enviadas junto, estações de controle M-901 e postos de radares AN/MPQ-53.

Fontes com grande conhecimento dos planos militares americanos, confirmaram que seria lançado um ataque nuclear preventivo contra a Coréia do Norte.

O ataque seria levado a cabo por mísseis Tomahawk BGM-109,do tipo TLAM /A lançados por submarinos e cuja carga explosiva pode ser regulada entre 100 kilotons até 1.5 megatons por mísssil.

Não haveria aviso prévio. A Coréia do Norte, não será capaz de detectar os mísseis via radar. Somente tomaria conhecimento quando já estivesse sob ataque.

As tropas nurte-coreanas ao longo da Zona Desmilitarizada ( DMZ ) seriam atacadas primeiro, para impedir que elas invadam o sul. Vários mísses dotados com dispositivo de controle de chegada ( TOA -Time of Arrival ) seriam detonados simultaneamente ao longo da fronteira eliminando 1 milhão de soldados norte-coreanos em segundos.

Minutos depois, após a NSA ( National Security Agency ) confirmar que a liderança comunista fora avisada da neutralização de suas tropas, Kim Jung II, seria contactado e exigida sua rendição. O que parece improvável.

Naquele momento dos acontecimentos, um bobardeiro B-2 faria o ataque final. Pyongyang seria atingida pela detonação de uma bomba nuclear e toda a cidade destruida e a liderança eliminada.

Em seguida, centenas de mísseis Tomahawks convencionais, atacariam toda a infraestrutura norte-coreana e todas as bases militares e seus sistemas de comando e os aviões de ataque baseados em porta-aviões eliminariam os eventuais focos de resistência que sobrassem.

Espera-se que o conflito teria duração de dois a tres dias. Assim, haveria somente uma Coréia e sua capital Seul e seu governo democraticamente eleito.


Um ataque, dois objetivos.

Esta difícil decisão de efetuar um ataque nuclear preventivo, teria sido tomada, porque a ameaça de invasão da Coréia do Sul por parte do exército norte-coreano é muito grande e muito perigosa para a estabilidade mundial.

Outro objetivo seria o envio de uma clara mensagem a paises como: Irã, Paquistão e índia sobre o que eles poderiam esperar se continuarem na rota da proliferação nuclear.

Segundo a fonte, haveria consenso em Washington, Moscou e Pequim,que alguns países precisam ser contidos e que o momento seria agora
.

Info about Patriot Missile Air Defense Systems

Info about BGM-109 Model TLAM/A Cruise Missile

18 Second Video of BGM-109 TLAM (Conventional warhead) striking target

REUTERS: "Russia fears Korean conflict can go nuclear"

Base aérea em Guam


Fonte da matéria aqui
Tradução: Jack

Coreia do Norte reativa usina nuclear e ameaça atacar Seul

Pyongyang diz que adesão sul-coreana à iniciativa dos EUA contra proliferação nuclear é 'declaração de guerra'

Analysis: Has North Korea reached a 'tipping point'?

O Exército sul-coreano afirmou nesta quarta-feira que está pronto para responder a um ataque armado da Coreia do Norte e tentará conter os choques para não chegar a um confronto aberto, disse uma fonte do Ministério da Defesa da Coreia do Sul à agência local Yonhap.

"Nossa principal prioridade é manter a atual superioridade armada sobre a Coreia do Norte" no mar Amarelo, onde as marinhas de ambos os países se confrontaram após o fim da Guerra da Coreia (1950-1953).

Segundo a fonte anônima, a Coreia do Sul "devolverá o golpe com rapidez e tentará deter a extensão dos choques rumo a um conflito aberto".

A Marinha sul-coreana deslocou um destróier para a fronteira marítima com a Coreia do Norte e intensificou a vigilância na zona, informou a Yonhap.

Nos últimos meses, a região foi testemunha de um aumento da atividade militar, inclusive da Força Aérea norte-coreana, assinalou a fonte do Ministério da Defesa do vizinho do sul.

"A preparação norte-coreana para a guerra está em seu máximo nível", acrescentou.

Entenda a escalada da tensão

A escalada da tensão começou com o teste nuclear anunciado na segunda-feira (25) pelo regime norte-coreano e que originou uma grave crise internacional. Nesta segunda-feira, o Conselho de Segurança concluiu que o segundo teste nuclear feito pela Coreia do Norte violou a resolução emitida pelo conselho em 2006, quando o regime norte-coreano fez seu primeiro teste nuclear.

Analistas afirmam que a Coreia do Norte quer pressionar Washington e o governo do novato Barack Obama para ter uma posição privilegiada ao exigir o fim das sanções econômicas e o reconhecimento diplomático na mesa de negociações pela desnuclearização.

A Coreia do Norte lançou também nesta quarta-feira (terça-feira no Brasil), pelo terceiro dia consecutivo, um míssil de curto alcance em sua costa leste, informaram fontes oficiais sul-coreanas citadas pela Yonhap, agência estatal de notícias da Coreia do Sul.

Fontes da Presidência da Coreia do Sul disseram à Yonhap que, pouco depois de 9h (21h desta terça-feira no horário de Brasília), a Coreia do Norte disparou outro míssil de terra em direção ao mar do Leste.

Fontes sul-coreanas disseram à Yonhap que o regime de Kim Jong-il estaria preparando lançamentos adicionais na costa oeste de mísseis anticruzeiro KN-01, similares aos Silk Worm e com um alcance máximo de 160 quilômetros. O objetivo seria desencorajar sobrevoos espiões sul-coreanos e norte-americanos no país. Fontes da defesa sul-coreana estimam que a Coreia do Norte tem, no total, 800 mísseis, entre eles alguns de longo alcance Taepodong, como o que lançou em 2006, e 200 Rodong, com alcance de 1.300 km.

A crise com a Coreia do Norte se aprofundou nesta quarta-feira, 27, depois que o regime afirmou ter reativado seu principal reator nuclear e ameaçou atacar a Coreia do Sul se o vizinho se juntar à iniciativa liderada pelos EUA contra a proliferação de armas nucleares. O regime comunista também declarou que não se vê mais vinculado ao armistício que em 1953 pôs fim à Guerra da Coreia.

A Iniciativa de Segurança contra Proliferação (PSI, na sigla em inglês), mecanismo criado em 2003 por sugestão dos EUA para a interceptação de navios suspeitos de carregar materiais ou armas de destruição em massa, recebeu na terça-feira a adesão plena da Coreia do Sul, em resposta ao teste nuclear e de mísseis balísticos realizado pela Coreia do Norte nos últimos dias. A decisão de Seul é "uma declaração de guerra contra nós", diz um comunicado de uma representação militar norte-coreana em Panmunjom, na fronteira entre os dois países.

A agência de noticias estatal controlada pelo regime, a KCNA, citou um porta-voz do Exército norte-coreano afirmando que "o menor ato hostil contra nossa república, incluindo a interceptação e a revista em nossos navios pacíficos, enfrentará como resposta um ataque militar forte e imediato". "Os imperialistas dos EUA e o grupo do traidor Lee Myung-bak (presidente da Coreia do Sul) levaram a situação na península coreana a um estado de guerra."

"Nossos militares não mais estarão vinculados ao acordo de armistício, já que a atual liderança dos EUA atraiu as marionetes (Coreia do Sul) para o PSI", afirma o comunicado. Como o armistício não é mais obrigatório, "a península coreana voltará ao estado de guerra", acrescenta o informe oficial. Isso significa que as tropas da Coreia do Norte adotarão a "ação militar correspondente", diz o comunicado, sem dar detalhes. "Aqueles que nos provocarem enfrentarão punição inclemente e inimaginável."

O comunicado transmitido pelos meios de comunicação oficiais de Pyongyang afirma ainda que o país "não garantirá o status legal" de cinco ilhas sul-coreanas próximas à disputada fronteira, no Mar Amarelo. A Coreia do Norte também não vai garantir a segurança das embarcações militares e civis da Coreia do Sul e dos EUA na área, segundo o comunicado.

A Coreia do Sul afirmou que responderá "duramente" a qualquer provocação da Coreia do Norte, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap. Nos limites marítimos entre as nações, Pyongyang afirmou que não mais garante a segurança de embarcações estrangeiras. "Caso a Coreia do Norte provoque, nós reagiremos duramente", afirmou o Comando Militar Conjunto sul-coreano, em comunicado, informou a agência. "Nossa principal prioridade é manter a atual superioridade armada sobre a Coreia do Norte" no Mar Amarelo, onde as marinhas de ambos os países se confrontaram após o fim da Guerra da Coreia em 1953.

A Marinha sul-coreana deslocou um destroier para a fronteira marítima com a Coreia do Norte e intensificou a vigilância na zona, informou a Yonhap. Nos últimos meses, a região foi testemunha de um aumento da atividade militar, inclusive da Força Aérea norte-coreana, assinalou a fonte do Ministério da Defesa do vizinho do sul. "A preparação norte-coreana para a guerra está em seu máximo nível", acrescentou.

A península coreana é uma das áreas mais militarizadas do mundo, com um milhão de soldados da Coreia do Norte, 655 mil da Coreia do Sul e outros 28,5 mil militares americanos assentados em território de seu aliado sul-coreano desde o final da Guerra da Coreia. A Coreia do Norte efetuou seu segundo teste nuclear e lançou pelo menos cinco mísseis de curto alcance - na terça-feira se informou do último deles -, rechaçando as advertências dos EUA, Japão, Coreia do Sul e da própria ONU.

Reator nuclear

A Coreia do Norte reiniciou sua usina de reprocessamento de combustível nuclear, voltada a produção de armas à base de plutônio, segundo informações publicadas na imprensa sul-coreana. A notícia seguiu-se à informação de que, na noite de terça-feira(pelo horário de Brasília),e a Coreia do Norte havia testado mais um míssil de curto alcance no Mar do Japão, depois de testar dois no começo do dia, elevando para cinco o número de mísseis testados desde a segunda-feira.

Sinais de fumaça vinham recentemente saindo da usina de Yongbyon, ao norte de Pyongyang, em um sinal de que está sendo reativada, informou o jornal sul-coreano Chosun Ilbo. "Satélites espiões dos Estados Unidos interceptaram vários sinais de que a usina, que havia sido fechada, está sendo reativada, com vapor saindo dela", disse uma fonte ao jornal. A agência de notícias Yonhap divulgou a mesma notícia.

No mês passado, a Coreia do Norte anunciou abandono do acordo entre seis nações de desarmamento nuclear e que poderia reativar a usina de Yongbyon. A decisão de abandonar o acordo foi tomada em resposta à censura do Conselho de Segurança das Nações Unidas ao lançamento de um foguete em 5 de abril. Em julho de 2007, a Coreia do Norte fechou o reator e outras usinas, como parte do acordo de desarmamento.

O jornal Chosun Ilbo disse que o aparente reinicio do funcionamento da usina de Yongbyon se deu antes do previsto pelos peritos e que levará entre dois a quatro meses para voltar a operar. Segundo o jornal, se o Norte operar a usina em seu total poderá obter plutônio suficiente para fazer uma arma nuclear.

Rússia teme guerra nuclear entre as Coreias

A Rússia está tomando medidas preventivas de segurança devido à preocupação com uma guerra nuclear entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, em sua fronteira oriental, disse uma fonte oficial a agências de notícias Interfax, nesta quarta-feira. A informação não foi confirmada por Moscou.

Moscou teme que as ações provocativas de Pyongyang, que encerrou o armistício de 1953 entre as duas Coreias e ameaçou atacar Seul nesta quarta-feira, acabe em uma guerra nuclear que pode facilmente afetar seu território.

Uma fonte não-identificada de segurança disse à Interfax que a tensão na península da Coreia poderia atingir as regiões mais a leste do país, onde a Rússia tem uma pequena fronteira com a Coreia do Norte.

"Surgiu a necessidade de um pacote apropriado de medidas preventivas", disse a fonte. "Não estamos falando em ampliar esforços militares, e sim de medidas caso um conflito militar, talvez com o uso de armas nucleares, exploda na península da Coreia."

A Coreia do Norte iniciou uma escalada de tensão nesta segunda-feira (25), ao anunciar que realizou "com sucesso" um teste nuclear --considerado violação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) de 2006, decretada após o primeiro teste nuclear do regime comunista.

Desde então, Pyongyang reagiu à condenação internacional e à ameaça de novas sanções da ONU lançando seis mísseis em três dias e dizendo que não se considera mais obrigada a cumprir o armistício que encerrou a Guerra da Coreia (1950-1953).

Uma fonte da chancelaria russa disse à agência Itar-Tass que é preciso tomar cuidado para que a "guerra de nervos" não leve a um conflito armado, numa clara referência à decisão de Pyongyang de abandonar o armistício.

"Pressupomos que uma perigosa política à beira do abismo, uma guerra de nervos, está em andamento, mas que não irá crescer para uma guerra "quente"", disse a fonte à Tass. "É preciso moderação."

A chancelaria russa costuma usar declarações de fontes não-identificadas, passadas a agências oficiais de notícias, para divulgar suas posições a respeito de assuntos delicados.

Veto

O presidente Dmitry Medvedev condenou o teste nuclear norte-coreano, mas sua chancelaria alertou a comunidade internacional a não tomar decisões apressadas. A Rússia tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, que está discutindo uma resolução a respeito da situação na península da Coreia.

No passado, Moscou relutava em aceitar as propostas ocidentais por novas sanções. Mas funcionários russos na ONU têm dito que desta vez a autoridade do Conselho está em xeque.

"Não podemos dar cobertura para quaisquer sanções que levem à desestabilização do regime de não-proliferação", disse uma fonte da chancelaria à Interfax.

Tal fonte deixou claro que a Rússia ainda não se decidiu sobre como votar na ONU. "Não devemos subscrever qualquer opção específica de antemão", afirmou.

Porém, a fonte que falou à Tass sugeriu que a Rússia poderia apoiar novas sanções. "A resolução deve envolver medidas como sanções", disse. "O Conselho de Segurança da ONU está envolvido em um trabalho duro."

Coreia do Norte ameaça dar resposta militar a Coreia do Sul

Regime comunista considera possível retaliação de país vizinho verdadeira "declaração de guerra"


N. Korea: No longer bound by 1953 truce

Veja a tensão reinante na fronteira entre as Coréias


Em reação à decisão da Coreia do Sul de participar da iniciativa contra a propagação de armas de destruição em massa liderada pelos Estados Unidos, a Coreia do Norte afirmou nesta quarta-feira que não está mais sujeita ao cessar-fogo de 1953, que encerrou a Guerra da Coreia, e que responderá com um ataque militar a qualquer interceptação de seus navios.

"Qualquer ato hostil contra nossas embarcações pacíficas, incluindo busca e apreensão, será considerado como uma imperdoável violação de nossa soberania e será imediatamente respondido com um poderoso ataque militar", disse um porta-voz do Exército norte-coreano em comunicado divulgado pela agência estatal de notícias KCNA.

Pyongyang havia dito repetidas vezes que a adesão de Seul à Iniciativa de Segurança contra a Proliferação (PSI, na sigla em inglês) --acordo idealizado pelos EUA durante o governo do ex-presidente George W. Bush que visa interceptar navios que estejam carregando armas de destruição em massa ou materias relacionados-- seria uma "declaração de guerra".

"Como dito ao mundo, nossas forças revolucionárias irão considerar a participação plena na Iniciativa de Segurança contra a Proliferação pelo grupo de traidores de Lee Myung-bak [presidente sul-coreano] uma declaração de guerra", afirmou o porta-voz.

O comunicado diz ainda que a Coreia do Norte não pode mais garantir a segurança de navios militares e embarcações privadas dos EUA e da Coreia do Sul que cruzem a fronteira de sua costa oeste.

A Coreia do Sul anunciou na terça-feira que participaria "plenamente" da iniciativa liderada pelos Estados Unidos para impedir que armas de destruição e massa se espalhem pelo mundo.

Seul já havia decidido de se juntar à iniciativa quando a Coreia do Norte lançou um foguete de longo alcance, em 5 de abril, mas estava adiando um anúncio formal por esforços para retomar o diálogo com o vizinho. Com o teste nuclear de Pyongyang na segunda, entretanto, Seul considerou que não havia mais motivo para espera.

"O governo decidiu aderir à PSI em reação às sérias ameaças representadas pela propagação das armas de destruição em massa e de mísseis", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores sul-coreano Moon Tae-young em comunicado. Segundo o porta-voz, o acordo marítimo intercoreano assinado em 2005 continua válido.

O cessar-fogo de 1953, que dividiu a península coreana em Norte e Sul, nunca foi convertido em um acordo pleno de paz. Tecnicamente, os dois países ainda estão em estado de guerra.

Desafios

Depois de seu segundo teste nuclear ser condenado pela comunidade internacional, a Coreia do Norte continuou desafiando o mundo ao lançar mísseis de curto alcance no mar do Japão, em sua costa leste. No início desta quarta (terça-feira no Brasil), mais um míssil foi disparado, segundo fontes oficiais sul-coreanas citadas pela agência estatal de notícias da Coreia do Sul, Yonhap.

O teste nuclear anunciado na segunda pelo regime norte-coreano originou uma grave crise internacional e o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) prepara uma nova resolução de condenação que poderia incluir mais sanções para um regime já isolado.

Nesta segunda-feira, o CS concluiu que o segundo teste nuclear feito pela Coreia do Norte violou a resolução emitida pelo conselho em 2006, quando o regime norte-coreano fez seu primeiro teste nuclear.

Israel diz que teste nuclear da Coreia do Norte afeta Oriente Médio

O governo israelense destacou nesta segunda-feira as "implicações negativas" no Oriente Médio do teste nuclear realizado nesta segunda-feira pela Coreia do Norte, o segundo em menos de três anos. O Ministério de Relações Exteriores de Israel afirmou, em comunicado, que vê com "extrema gravidade" o teste realizado por Pyongyang sem aviso prévio e contra as resoluções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

"Israel espera que a comunidade internacional responda com firmeza à explosão nuclear norte-coreana, para transmitir uma mensagem sem ambiguidade a outros países", diz a nota, em uma parente referência ao Irã, maior inimigo de Israel e outra nação cujo programa nuclear causa alerta mundial.

"Israel está preocupado com a proliferação da Coreia do Norte, que tem ramificações negativas para nossa região", disse o comunicado, que não especifica os efeitos.

O texto afirma ainda que a diplomacia israelense compartilha da "preocupação global causada" pelo teste nuclear norte-coreano, que motivou dura condenação internacional e a convocação de uma reunião de emergência para a tarde desta segunda-feira.

Líderes mundiais condenam teste nuclear da Coreia do Norte


Garota japonesa lê edição extra de jornal que informa sobre o teste nuclear norte-coreano

Os principais líderes mundiais condenaram nesta segunda-feira a Coreia do Norte após o anúncio da realização "com sucesso" de um novo teste nuclear, que desafiou as sanções e condenações internacionais. Os governos pressionam agora por uma ação internacional na mesma escala, um recado ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) que se reúne nesta segunda-feira para discutir uma reação.

Em 9 de outubro de 2006, cinco dias após o primeiro teste nuclear realizado por Pyongyang, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a resolução 1718, que exige que Pyongyang abandone os testes de armas nucleares e de mísseis balísticos, assim como o desenvolvimento deste tipo de armamento.

O texto supunha que as sanções econômicas impostas à Coreia do Norte serviriam de impedimento ao acesso a tecnologias do tipo. O teste desta segunda-feira, contudo, foi estabelecido por Japão e Rússia como de potência superior ao de 2006. Um comunicado do próprio governo da Coreia do Norte afirma que a nova bomba é mais potente que a utilizada no teste anterior.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que as ações de Pyongyang foram um desafio irresponsável à ação da comunidade internacional, que precisa agir.

O alto comissário de Política Externa e Segurança Comum da União Europeia, Javier Solana, condenou o teste como uma "flagrante violação" da resolução do Conselho de Segurança de 2006 e pediu "resposta firme".

Rússia, França e Reino Unido --membros permanentes do Conselho ao lado dos EUA e China-- também expressaram preocupação com o teste registrado na noite deste domingo e que o governo russo comparou com a bomba atômica derrubada pelos EUA em Nagasaki, no Japão, na Segunda Guerra Mundial.

Até a China, principal aliada do governo norte-coreano, disse se opor "resolutamente" ao teste nuclear após horas de silêncio. Pequim pediu ainda que a Coreia do Norte interrompa qualquer ação que possa agravar a situação.

Os analistas afirmam, contudo, que o discurso não significa apoio de Pequim a possíveis sanções ofertadas pelos demais países do Conselho de Segurança. Mais cedo, o chanceler chinês, Yang Jiechi, pediu à comunidade internacional que mantenha a calma ao lidar com a situação, em uma reunião com seu colega sul-coreano, Yu Myung-hwan. Os dois participam em Hanói, no Vietnã, de um fórum de ministros europeus e asiáticos.

"Agindo de uma forma que desafia o Conselho de Segurança da ONU, a Coreia do Norte está desafiando diretamente e de maneira irresponsável a comunidade internacional", disse Obama. "O risco imposto pelas atividades ameaçadoras da Coreia do Norte exige ação da comunidade internacional", disse Obama.

Já a Rússia, outra aliada de Pyongyang, afirmou que a violação á resolução do Conselho é um forte golpe aos esforços para controlar o avanço das armas nucleares e disse que as negociações do Grupo dos Seis são a única solução para a crise.

"Os últimos passos da Coreia do Norte aumentam tensão no Nordeste da Ásia e colocam em risco a segurança e estabilidade da região", disse o Ministério de Relações Exteriores da Rússia, em comunicado.

Teste

A explosão desta segunda-feira foi quatro vezes mais potente que o teste realizado em 2006, segundo a Agência Meteorológica Japonesa, que comparou a escala dos dois tremores ocasionados pelos testes.

Um porta-voz do Ministério russo de Defesa disse que a bomba que explodiu nesta segunda-feira teve uma potência de entre 10 e 20 quilotons. No primeiro teste realizado pela Coreia do Norte, em outubro de 2006, estimativas do Ministério da Defesa russo apontaram que a bomba teve uma potência entre 5 e 15 quilotons.

Horas depois, em mais um golpe aos esforços diplomáticos por sua desnuclearização, a Coreia do Norte teria testado três mísseis de curto-alcance --informação divulgada pela agência Yonhap que não foi confirmada.

"Nós consideramos isso uma provocação e condenamos firmemente", disse o presidente da Comissão Europeia, Jose Manuel Barroso.

A condenação das principais nações ao teste nuclear ressalta o isolamento no qual a Coreia do Norte se afundou nas últimas décadas. Regime comunista empobrecido desde a queda da União Soviética, responsável por grande ajuda econômica ao país, a Coreia do Norte recusou anos de ofertas de ajuda econômica e ameaças de sanções das nações internacionais para abandonar seu programa nuclear.

O país se isolou de tal forma que há poucas opções a se seguir --incluindo uma improvável invasão militar no país-- e nem Obama ou Solana fizeram recomendações específicas.

Apenas a França falou de sanções econômicas mais restritivas e o Japão afirmou que buscará uma nova resolução de condenação na ONU.

A questão é que há semanas a Coreia do Norte ameaça realizar o teste em reação às sanções internacionais mais restritivas pelo lançamento de um foguete por Pyongyang, em 5 de abril passado. Pyongyang disse ainda que deixará as negociações por sua desnuclearização.

Entenda a tensão nuclear

O governo norte-coreano advertiu em 29 de abril que iria realizar o seu segundo teste nuclear, em protesto contra a advertência do Conselho de Segurança da ONU de repreender o país pelo teste de um foguete de longa distância, em 5 de abril passado.

Também em abril, como reação, a Coreia do Norte informou que havia reiniciado o processo para extrair plutônio em Yongbyon, sua principal usina nuclear.

No mês passado, a Coreia do Norte expulsou técnicos da AIEA (agência atômica da ONU). Pyongyang abandonou ainda o Grupo dos Seis (EUA, Rússia, Japão, China e as Coreias), fórum das negociações que culminaram no desligamento do reator nuclear de Yongbyon, em 2007, após o primeiro teste.

O regime comunista liderado pelo ditador Kim Jong-il testou a sua primeira bomba nuclear em outubro de 2006. Após sofrer sanções do Conselho de Segurança da ONU, o país passou a negociar vantagens e ajuda internacional em troca do abandono do programa.

Japão diz que teste norte-coreano foi 4 vezes mais potente que bomba de 2006


O teste nuclear que a Coreia do Norte anunciou ter executado com sucesso nesta segunda-feira foi quatro vezes mais potente que o primeiro teste realizado em 2006, afirma a Agência Meteorológica Japonesa. Segundo a Rússia, a explosão teve uma potência de entre 10 e 20 quilotons.

"A atividade sísmica detectada hoje foi de de 5,3 graus, enquanto a do teste nuclear anterior alcançou 4,9 graus", disse Yasuo Sekita, diretor da agência. "O impacto de um tremor se multiplica a cada 0,2 grau de magnitude. Isto quer dizer que o nível de energia do teste nuclear desta segunda-feira foi quatro vezes superior ao do teste anterior", completou.

A Coreia do Norte anunciou que realizou com sucesso nesta segunda-feira um teste nuclear subterrâneo, mais potente que o de 2006. A informação foi divulgada pela agência estatal de notícias norte-coreana KCNA. Após o teste, a agência oficial de notícias da Coreia do Sul Yonhap noticiou que Pyongyang lançou dois outros mísseis de curto alcance.

"De acordo com a demanda dos nossos cientistas e técnicos, a nossa república realizou com sucesso um teste nuclear subterrâneo em 25 de maio [...] como parte das medidas para reforçar sua potência nuclear em autodefesa", informou a KCNA, agência oficial da Coreia do Norte.

Segundo trecho da agência norte-coreana reproduzida pela agência de notícias estatal sul-coreana, a Yonhap, este segundo teste foi realizado "em um novo nível, mais elevado em termos de força explosiva e de tecnologia de controle".

Coincidindo com as informações sobre o teste, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) informou que detectou um sismo de 4,7 graus de magnitude nesta segunda-feira na Coreia do Norte.

A estação sismológica russa de Yuzhno-Sajalinsk também confirmou que um tremor de 4,7 graus de magnitude foi registrado no território norte-coreano às 9h54 da segunda pelo horário de Pyongyang (21h54 de domingo pelo horário de Brasília), "aparentemente" provocado por uma explosão, pois o epicentro foi identificado de maneira muito clara, o que não ocorre em sismos naturais.

Foi o tremor que chamou a atenção dos sul-coreanos, que detectaram um sismo semelhante quando o primeiro teste foi realizado.

Potência

Um porta-voz do Ministério russo de Defesa disse que a bomba que explodiu nesta segunda-feira teve uma potência de entre 10 e 20 quilotons. No primeiro teste realizado pela Coreia do Norte, em outubro de 2006, estimativas do Ministério da Defesa russo apontaram que a bomba teve uma potência entre 5 e 15 quilotons.

"Os serviços de controle especial do Ministério da Defesa registraram na Coreia do Norte uma explosão subterrânea de potência entre 10 e 20 quilotons", disse à agência russa Interfax o porta-voz do ministério Alexander Drobichevski.

Para a França e para Coreia do Sul, que ainda não fizeram estimativas sobre o teste desta segunda-feira, a explosão de 2006 teve uma potência de 0,5 quilotons. A bomba atômica lançada em Hiroshima em 1945 pelos EUA teve uma potência de 15 quilotons.

Reação

Pyongyang provocou a indignação do Japão, único país que já foi vítima de um bombardeio atômico. As autoridades anunciaram que adotarão medidas severas contra o regime comunista.

Pouco após o anúncio do teste, o Ministério das Relações Exteriores japonês solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

Pouco antes da solicitação, o porta-voz do ministério dissera que o país iria responder "de uma maneira muito responsável" no Conselho de Segurança à iniciativa norte-coreana.

O Japão invadiu a península coreana em 1910, transformando-a em uma colônia, e há forte ressentimento contra abusos cometidos contra a população coreana nesse período, sentimento alimentado pelo regime norte-coreano. Foi a ocupação japonesa que levou os aliados ao país durante a Segunda Guerra Mundial --a União Soviética ao Norte, e os Estados Unidos ao sul--, o que criou o ambiente de conflito que resultou na guerra de 1950 e 1953 e na divisão oficial da península em dois países.

A Agência Meteorológica Japonesa já havia informado ter detectado atividade sísmica durante 40 segundos às 9h54 (21h54 deste domingo no horário de Brasília) no nordeste da Coreia do Norte.

Ban critica teste nuclear

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, afirmou nesta segunda-feira estar "profundamente preocupado" com o anúncio da Coreia do Norte de que o país executou com sucesso um novo teste nuclear e afirmou que acompanha a situação de perto.

"Estou profundamente preocupado com o anúncio de um teste nuclear na República Popular e Democrática da Coreia", declarou Ban.

Em um desafio aberto à comunidade internacional, o governo da Coreia do Norte classificou como "sucesso" o novo teste nuclear que anunciou ter realizado nesta segunda-feira (noite de domingo, no horário de Brasília), informou a agência estatal de notícias norte-coreana KCNA. De acordo com o governo ditatorial, a nova bomba é mais potente que a utilizada no teste de 2006, que levou o país a sofrer sanções do Conselho de Segurança da ONU.

"Acompanho a situação na região de perto, assim como as consultas do Conselho de Segurança que deve se reunir hoje em Nova York [Estados Unidos] para uma reunião de emergência", disse.

A reunião do Conselho de Segurança deve discutir alguma forma de sanção firme ao regime de Pyongyang.

Os governos do Japão e do Reino Unido já afirmaram nesta segunda que o novo teste seria uma "violação clara" das resoluções da ONU.

"Se a Coreia do Norte realizou o teste nuclear, é uma clara violação das resoluções da ONU", disse o porta-voz do governo japonês, Takeo Kawamura. "É absolutamente inaceitável. O Japão realizará ações contra a Coreia do Norte", afirmou.

O governo do Japão foi quem convocou a reunião de emergência do Conselho de Segurança.

Já o secretário de Relações Exteriores britânico, Bill Rammell, também denunciou a violação das resoluções. "Creio que é necessário enviar uma mensagem clara à Coreia do Norte de que devem voltar às negociações a seis", disse Rammell, referindo-se ao grupo de negociações sobre o desarmamento nuclear norte-coreano do qual participam, além da Coreia do Norte, EUA, Rússia, China, Japão e Coreia do Sul.

A expectativa, contudo, é para um possível veto às sanções do governo chinês, o principal aliado do governo norte-coreano. Analistas chineses afirmaram que é improvável que Pequim apoie sanções fortes contra o regime norte-coreano no Conselho de Segurança, enquanto a China permanecia como o único dos cinco membros com poder de veto no conselho a guardar silêncio sobre a notícia que fez líderes ocidentais se manifestarem no meio da madrugada.

Teste

O governo da Coreia do Norte anunciou que "de acordo com a demanda dos nossos cientistas e técnicos, a nossa república realizou com sucesso um teste nuclear subterrâneo em 25 de maio [...] como parte das medidas para reforçar sua potência nuclear em autodefesa".

O teste desta segunda foi realizado "em um novo nível, mais elevado em termos de força explosiva e de tecnologia de controle", continua o comunicado do governo.

Uma fonte do governo da Coreia do Sul citada pela agência de notícias sul-coreana Yonhap disse ainda que um teste com um míssil de curto alcance foi realizado. A informação não foi confirmada.

Coincidindo com as informações sobre o teste, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) informou que detectou um sismo de 4,7 graus de magnitude nesta segunda-feira na Coreia do Norte. Foi o tremor que chamou a atenção dos sul-coreanos, que detectaram um sismo semelhante quando o primeiro teste foi realizado.

Entenda a tensão nuclear

O governo norte-coreano advertiu em 29 de abril que iria realizar o seu segundo teste nuclear, em protesto contra a advertência do Conselho de Segurança da ONU de repreender o país pelo teste de um foguete de longa distância, em 5 de abril passado.

Também em abril, como reação, a Coreia do Norte informou que havia reiniciado o processo para extrair plutônio em Yongbyon, sua principal usina nuclear.

No mês passado, a Coreia do Norte expulsou técnicos da AIEA (agência atômica da ONU). Pyongyang abandonou ainda o Grupo dos Seis (EUA, Rússia, Japão, China e as Coreias), fórum das negociações que culminaram no desligamento do reator nuclear de Yongbyon, em 2007, após o primeiro teste.

O regime comunista liderado pelo ditador Kim Jong-il testou a sua primeira bomba nuclear em outubro de 2006. Após sofrer sanções do Conselho de Segurança da ONU, o país passou a negociar vantagens e ajuda internacional em troca do abandono do programa.

Obama diz que ação da Coreia do Norte pede resposta


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte é "questão de grave preocupação para todas as nações" e justifica uma ação da comunidade internacional, uma vez que viola leis internacionais.

Em comunicado, Obama diz que a "Coreia do Norte está diretamente e com imprudência desafiando a comunidade internacional". "O comportamento da Coreia do Norte aumenta a tensão e mina a estabilidade do Nordeste asiático. Estas provocações servem apenas para aprofundar o isolamento", diz ele.

"A tentativa da Coreia do Norte em desenvolver armas nucleares, bem como o seu programa de mísseis balísticos, constituem uma ameaça à paz e segurança internacionais", disse Obama. Segundo o presidente dos EUA, a Coreia do Norte não vai encontrar aceitação internacional, a menos que abandone o seu programa de armas de destruição em massa.

"Nós vamos continuar a trabalhar com os nossos aliados e parceiros no Grupo dos Seis, bem como outros membros do Conselho de Segurança da ONU nos próximos dias", disse.

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