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Nova Zelândia sofre novos tremores e deixa população em pânico

Novos tremores assustam a população

Novos tremores atingiram nesta segunda-feira a segunda maior cidade da Nova Zelândia, causando mais danos e levando as autoridades a prorrogarem o estado de emergência, depois de o país ter sofrido no sábado o sismo mais violento em 80 anos.

Mais de 20 tremores secundários, o mais forte deles com magnitude 4,8, foram sentidos na segunda-feira, derrubando pedaços de reboco e tijolo de prédios previamente danificados e deixando a população em pânico.

O primeiro-ministro John Key disse que até 100 mil casas (cerca de dois terços do total da região) podem ter sofrido danos por causa do terremoto de magnitude 7,1 registrado na manhã de sábado, na cidade de Christchurch, na Ilha Sul.

Pedestres fotografam casa danificada pela sequência de terremotos do fim de semana em Christchurch/Carys Monteath/Reuters

"O dano acima da superfície é óbvio, mas pode levar algum tempo para entender quanto dano há na infraestrutura subterrânea", disse ele a jornalistas.

Apesar das estimativas iniciais de prejuízos da ordem de US$ 1,4 bilhão, os mercados financeiros não foram afetados. O dólar local subiu, e a cotação dos títulos da dívida caiu.

O abastecimento de energia e água já foi restaurado na maior parte da região, mas cerca de 200 pessoas permanecem em albergues.

Desde sábado, a região de Christchurch já foi atingida por mais de cem tremores secundários, o mais forte de magnitude 5,4, levando a prefeitura a prorrogar até quarta-feira a interdição do centro comercial da cidade.

Providências imediatas foram tomadas para demolir os prédios mais afetados, pois os tremores secundários estavam jogando destroços deles nas ruas. "Tinha de ser derrubada, não dava para fazer nada, mas é perturbador vê-la assim", disse Ken Fisk após a demolição da sua barbearia.

O epicentro do tremor principal ocorreu cerca de 20 quilômetros a oeste de Christchurch, cidade de 350 mil habitantes, ligada à economia agrícola da Ilha Sul. Um sismologista disse que o terremoto parece ter ocorrido em uma falha tectônica previamente desconhecida.

"Antes de sábado, não havia nada na paisagem que sugerisse que havia uma falha ativa por baixo dessas áreas", disse Kelvin Berryman, do instituto local GNS Science.

O terremoto causou um "rasgo" de 22 quilômetros no chão, com rachaduras de até 4 metros de largura, afirmou ele.

Key disse que o governo nacional e local tem recursos suficientes para contornar os transtornos imediatos, mas que haverá impactos econômicos dos tremores.

A agência de classificação de risco Standard and Poor's disse que a nota de crédito da Nova Zelândia não será rebaixada, mas a da prefeitura de Christchurch pode cair um grau.

Esse foi um dos dez terremotos mais violentos já registrados na Nova Zelândia, localizada na confluência das placas tectônicas do Pacífico e Indo-Australiana. O país registra mais de 14 mil terremotos por ano, dos quais cerca de 20 com magnitude superior a 5.

O último terremoto mais violento que esse havia sido em 1931, na Ilha Norte. As últimas mortes por sismos no arquipélago ocorreram em 1968, na costa oeste da Ilha Sul.

Fontes: FOLHA - REUTERS

Após terremoto, Nova Zelândia teme temporal

Meteorologia prevê ventos de até 130 km/h em áreas afetadas pelo tremor

Um temporal pode provocar novas destruições nas próximas horas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, após o terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu a região na última sexta-feira (3) e dos quase 30 tremores secundários que voltaram a levar medo aos moradores.

O terremoto, o mais forte registrado no país nos últimos 80 anos, provocou muitos danos materiais em Christchurch, mas não causou nenhuma morte. Ao menos duas pessoas ficaram feridas com gravidade na cidade de 340 mil habitantes.

Veículo dos serviços de emergência passa por rua alagada em Chirstchurch, na Nova Zelândia; após terremoto, país teme temporais com ventos fortes/Rebeca Todd/04.09.2010/AFP

Após o tremor, os ventos de até 130 km/h e as fortes chuvas previstas para esta segunda-feira (6) podem causar novos danos em construções já abaladas. Além disso, a forte precipitação também pode provocar enchentes em área já severamente afetadas.

De acordo com a Defesa Civil neozelandesa, os tremores secundários em Christchurch e nas proximidades devem prosseguir por várias semanas. O centro da cidade permanece fechado e as autoridades examinam a situação dos edifícios para decidir se devem ser abandonados ou não.

O governo declarou estado de emergência na cidade e decretou um toque de recolher das 19h às 7h no centro de Christchurch. Além disso, polícia e Exército foram mobilizados para ajudar nas tarefas de emergência e para evitar possíveis saques.

O tremor da última sexta-feira, sentido na Ilha do Sul na Ilha Norte, foi o mais forte registrado na Nova Zelândia desde o terremoto de 1931 na Baía de Hawke, que matou 256 pessoas.

A Nova Zelândia fica no chamado anel de fogo do Pacífico, no limite das placas tectônicas da Austrália e do Pacífico. O país registra quase 15 mil tremores anuais, a maioria de baixa magnitude.


Brasileira conta como foi o terremoto na Nova Zelândia

A gerente de marketing Kamilla Camillo, de 28 anos, foi acordada às 4h35 da manhã de sábado (13h35 da tarde de sexta em Brasília) pelo terremoto de 7 graus na escala Richter que sacudiu a Nova Zelândia nesta sexta-feira (3). Mais tarde, enquanto falava por telefone com o R7, um tremor secundário, ou réplica, voltou a sacudir a casa onde mora com outras três pessoas.

A brasileira contou que a primeira reação ao terremoto foi agarrar o cachorro e correr para baixo do batente da porta, como mandam os procedimentos de emergência.

- Logo depois comecei a gritar para meus amigos também se protegerem. A casa estava balançando muito.

Kamilla diz que "não teve tempo para sentir medo" porque sua primeira reação foi totalmente racional: correr para se proteger. Só minutos mais tarde é que o alcance do tremor foi percebido pela gerente de marketing e por outros dois amigos brasileiros que passam férias no país.

- Quando começamos a discutir o terremoto é que o medo bateu.

Enquanto falava com o R7 sobre as reações dos amigos ao tremor, Kamilla começou a dar ordens em inglês para os outros moradores da casa. Era um novo tremor que voltava a balançar a casa da brasileira.

Nesse momento, a reportagem pediu para a ela que procurasse um abrigo e encerrou a entrevista.

Experiência em navios ajudou na hora do terremoto

Kamilla, que é natural de Cuiabá e vive há seis anos fora do Brasil - há dois na Nova Zelândia -, contou que a experiência de ter trabalhado durante muito tempo em navios de cruzeiro ajudou no momento do tremor.

- Acho que todo o treinamento de emergência que fiz nesses navios foi muito importante. Parece que minha reação foi instintiva.

A brasileira disse que essa foi a primeira vez que passou por um terremoto, mas que a população da Nova Zelândia recebe orientações constantes sobre o que fazer em caso de abalos.

- As autoridades sempre dizem para todo mundo manter um kit de emergência ao alcance. O procedimento de correr para baixo do batente da porta, onde a estrutura é mais forte, também é padrão.

Prédios desabaram no centro

Segundo a Kamilla, a mídia local relatou o desabamento de prédios no centro de Christchurch. Os jornais também falaram que pessoas sofreram ferimentos leves, mas que não havia mortos pelo tremor.

- Posso ouvir o som de ambulâncias passando a todo momento aqui. Estão pedindo para que ninguém vá para o centro da cidade porque prédios caíram e ruas ficaram danificadas.

Apesar do congestionamento nas linhas de telefone celular, a brasileira já conseguiu avisar o pai e a mãe, que moram no Brasil, de que está bem.

Terremoto agita redes sociais na internet

Logo após um terremoto de 7 graus na escala Richter atingir a Ilha Sul da Nova Zelândia nesta sexta-feira (3), usuários se manifestam em massa sobre o tremor nas redes sociais da internet.

Pelo Twitter, pessoas  postavam fotos sobre o ocorrido, enquanto outras mandavam recados para familiares e mensagens positivas para os envolvidos no tremor.

Como o epicentro do terremoto está a 30 km de Christchurch, a segunda maior área urbana do país com 342 mil habitantes, a maioria das mensagens chega desta região. Uma usuária da cidade disse estar tudo bem com ela e sua família.

Aqueles que possuem parentes na região também mandam os recados, como uma mãe que ainda não recebeu notícias do filho.

- Meu filho está em Christchurch. Aguardo por notícias para saber se ele está ok após o terremoto de 7 graus.

O tremor ocorreu a uma profundidade de 16 km. Segundo o portal de internet local Stuff.co.nz, várias construções foram denificadas e o tremor provocou cortes de energia.

Inicialmente, o USGS divulgou uma intensidade de 7,2 graus, mas revisou o registro para 7. De acordo com a rede de televisão local TVNZ News, hospitais estão abarrotados com a chegada de feridos do terremoto. Nenhum deles apresentavam ferimentos graves, segundo o porta-voz do hospital.

Câmera registra momento de terremoto na Nova Zelândia


Imagens feitas por câmeras de segurança de um supermercado registraram o momento do terremoto de magnitude 7,2 que atingiu a Nova Zelândia na sexta-feira (3).

O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Jonh Key, disse neste domingo (5) que o país vai demorar pelo menos um ano para reconstruir a região que foi atingida pelo tremor. Mais de 500 edifícios ficaram danificados e pelo menos 20% das casas da região ficaram inabitáveis.

Especialistas começaram a avaliar neste domingo os danos nas estruturas dos prédios para acelerar os trabalhos de reconstrução.

Por segurança, as escolas vão continuar fechadas nos próximos dias. O governo já havia decretado estado de emergência para evitar que as pessoas sejam atingidas por destroços que continuam a cair.

O tremor de magnitude 7,2 atingiu principalmente o sul da ilha. O epicentro foi registrado a 30 quilômetros da cidade de Christchurch, a segunda maior do país, com cerca de 400 mil habitantes.

Menino brinca de skate em rua destruída em Paiapoi, 20 km ao sul de Christchurch, cidade mais atingida pelo terremoto na Nova Zelândia (Foto: Rob Griffith / AP)



Fontes: R7- AFP

Choques secundários sacodem a Nova Zelândia

Autoridades registraram pelo menos 19 choques depois do terremoto de 7 graus de magnitude.

Uma série de choques secundários sacudiu Christchurch, a segunda maior cidade da Nova Zelândia, depois do terremoto de 7 graus de magnitude que atingiu a região nesta sexta-feira (madrugada de sábado, hora local).

O toque de recolher imposto na cidade na noite de sábado para domingo foi suspenso, mas partes de Christchurch continuam isoladas, informou a Rádio Nova Zelândia.

Segundo a polícia, o toque de recolher foi imposto para proteger os moradores da possível queda de escombros, já que o tremor causou danos significativos.

O prefeito da cidade, Bob Parker, disse que a destruição foi imensa, e foi decretado estado de emergência.
A Defesa Civil estima que mais de 500 edifícios tenham sido danificados.

Segundo as autoridades locais, a eletricidade já voltou à maior parte da cidade, e caminhões pipa vão fornecer água aos moradores.

Milhares de terremotos são registrados todos os anos na Nova Zelândia, mas poucos causam danos significativos.

'Inseguro'

Segundo o site GeoNet, foram registrados 19 choques durante a noite que se seguiu ao terremoto.

Uma família em Darfield, próximo ao epicentro do tremor, relatou ter passado a noite debaixo da mesa de jantar.

O terremoto atingiu a Ilha Sul na madrugada de sábado (hora local), quando a maioria das pessoas estava dormindo. O epicentro foi localizado a 20 km de Christchurch, segundo a organização governamental GNS Science.

Dois homens ficaram seriamente feridos, mas não há relatos de vítimas fatais.

"Os danos são incrivelmente apavorantes. A única coisa que podemos dizer é que é um milagre que ninguém tenha perdido a vida", disse o primeiro-ministro Jonh Key à TV NZ.

Muitos moradores passaram a noite de inverno com vazamentos e casas danificadas. Horas depois do terremoto, um edifício pegou fogo no centro de Christchurch, aparentemente por causa de um vazamento de gás.

Segundo o prefeito Parker, o amanhecer mostrou que os danos foram muito piores do que se pensava.

"Não haverá uma casa, uma família em nossa cidade que não tenha, de algum modo, sofrido dano à sua pessoa ou propriedade", disse ele em rádio nacional.

"Acho que é como um iceberg; há (...) abaixo da linha visível, significativos danos estruturais."

A polícia afirmou que foram relatados danos à rede de energia até a cidade de Dunedin, 360 km ao sul de Christchurch.

Chaminés e paredes externas caíram em edifícios mais antigos, ruas ficaram bloqueadas, semáforos pararam de funcionar e o fornecimento de água e gás foi interrompido, disse o prefeito.

"Houve danos consideráveis no centro da cidade e também recebemos relatos de saques, vitrines de lojas quebradas" e outros distúrbios," disse o inspetor da polícia Mike Coleman à Rádio Nova Zelândia. "É muito inseguro sair por aí."

'Anel de Fogo'

"Foi muito assustador. Eu estava dormindo e de repente a casa começou a balançar e ouvi um barulho como se um caminhão tivesse entrado pela janela", disse à BBC Susan Birkbeck, uma das moradoras de Christchurch.

"Agora estou sentada na minha cama cercada de vidro quebrado e não tenho ideia do que fazer."

O epicentro do tremor foi a 30 km a oeste de Christchurch, a 33 km de profundidade.

O sismo ocorreu as 4h35 no horário local (13h35 em Brasília). De acordo com a Rádio Nova Zelândia, o sismo foi sentido por cerca de 40 segundos, e terremotos secundários foram registrados posteriormente na área atingida.

Segundo o site do jornal New Zealand Herald, várias estradas foram bloqueadas por escombros depois que as fachadas de diversos prédios desabaram, deixando visível o interior das construções.

A Nova Zelândia fica no limite sul do chamado "Anel de Fogo" do Oceano Pacífico, como é conhecida uma área especialmente vulnerável a terremotos e erupções vulcânicas.

O país ocupa uma área da crosta terrestre onde a Placa tectônica do Pacífico converge com a placa Indo-Australiana e registra mais de 14 mil terremotos por ano, dos quais cerca de 20 chegam a cinco graus de magnitude.

O último tremor fatal na Nova Zelândia ocorreu em 1968, matando três pessoas na costa oeste da ilha sul.

Fontes: G1 - BBC

Nova Zelândia declara estado de emergência após terremoto

Forte tremor de 7,2 graus atingiu o sul do país. Terremoto afetou prédios, aeroporto e comunicações.


As autoridades da Nova Zelândia declararam estado de emergência neste sábado (4) no sul do país após o terremoto de magnitude 7,2, que deixou 20 feridos e grandes danos em edifícios.

O tremor ocorreu durante a madrugada, a 28,4 km de profundidade no mar, 31 km ao noroeste da cidade de Christchurch, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que vigia a atividade sísmica mundial.

Duas pessoas estão gravemente feridas, e vários edifícios foram destruídos pelo tremor, que também deixou sem eletricidade e água várias zonas de Christchurch, a segunda maior cidade do país, onde vivem cerca de 380 mil pessoas, segundo a "Radio Nova Zelândia".

Homens observam prédio parcialmente destruído em Christchurch, na Nova Zelândia, após terremoto nesta sexta-feira (3) (Foto: David Alexander / AP)

Segundo um porta-voz dos Serviços de Emergência, cerca de 20 pessoas foram atendidas em diferentes hospitais por feridas leves e contusões causadas pela queda de destroços de prédios.

Após o primeiro tremor aconteceram várias réplicas. As autoridades ordenaram o esvaziamento do aeroporto de Christchurch e a rede de telefonia celular ficou saturada, por conta da quantidade de ligações efetuadas pela população.

A polícia local informou que várias chaminés caíram dos telhados, e que tetos e paredes de alguns edifícios de bairros da periferia de Christchurch caíram ou racharam.

A Situação

Poucas horas após o forte tremor, o primeiro-ministro neozelandês, John Key, foi até a área afetada para supervisionar os trabalhos das equipes de emergência, que tentam restabelecer o abastecimento de energia elétrica e água, e a chegada de agentes da polícia com a missão de evitar saques.

"Está sendo difícil manter a tranquilidade entre os cidadãos após o violento tremor. A maioria dos moradores de Christchuch respondeu bem, salvo alguns lamentáveis casos de furtos", afirmou o primeiro-ministro ao descer do avião.

O terremoto ocorreu durante a madrugada a 28,4 quilômetros de profundidade no mar e a 31 quilômetros ao noroeste de Christchurch, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que vigia a atividade sísmica mundial.

Desde as 19h, está em vigor o toque de recolher em Chistchurch, por um período de 12 horas, e a polícia colocou cem agentes nos bairros mais afetados pelo terremoto para garantir a segurança da população.

Conforme os dados oficiais provisórios, o tremor causou prejuízos avaliados em 2 bilhões de dólares neozelandeses (US$ 1,4 bilhão).

O terremoto destruiu prédios e deixou sem eletricidade e água diversos bairros de Christchuch, a segunda maior cidade do país, habitada por 380 mil pessoas, e outras áreas do sul da ilha.

Após o forte tremor, ocorreram várias réplicas. Como forma de prevenção, as autoridades fecharam temporariamente o aeroporto da cidade. O serviço de telefonia celular entrou em colapso devido ao grande número de ligações feitas pela população.

As autoridades abriram centros de emergência para atender às vítimas e informaram que os colégios e as universidades não abrirão na segunda-feira.

"SORTE"
 
"Acredito que tivemos muita sorte", declarou à imprensa o ministro da Defesa Civil, John Carter, ao constatar que nenhuma pessoa morreu por causa do terremoto.

A polícia indicou que inúmeras chaminés despencaram e em muitas casas tetos e paredes caíram ou sofreram rachaduras na periferia de Christchurch.

Enquanto as autoridades tentam restabelecer a ordem na cidade e tranquilizar a todos, alguns moradores estão agitados pela interrupção dos serviços de eletricidade e água e diante da imagem de fachadas completamente destruídas.

As filas de veículos nos postos de gasolina, que permaneciam fechados, provocaram engarrafamentos na cidade, porque milhares tentavam sair.

"É possível ouvir gritos: isso é uma loucura", afirmou à emissora de rádio local "Abbie Rilkoff" uma moradora de Christchurch. "As pessoas estão assustadas e tentam fazer compras para deixar a cidade, mas as estações estão fechadas." 

Os bombeiros, observados por centenas de curiosos, apagam incêndios registrados em vários estabelecimentos.

O terremoto de 7,2 graus, o maior ocorrido nos últimos 70 anos, também afetou outras cidades importantes do sul do país e povoados, que continuavam sem eletricidade.

As autoridades temem o desmoronamento do hotel Empire, um prédio histórico na cidade de Lyttelton, situado a 448 quilômetros ao sul da capital, Wellington.

A Nova Zelândia sofre 14 mil terremotos por ano, dos quais grande parte é de baixa intensidade.Entre 100 e 150 deles, porém, costumam ter força suficiente para serem percebidos.

Nova Zelândia tem toque de recolher após terremoto

As autoridades da Nova Zelândia decretaram neste sábado um toque de recolher na cidade de Christchurch, a segunda maior do país, que foi atingida por um forte terremoto.

O tremor de magnitude sete atingiu a ilha sul da Nova Zelândia na sexta-feira. Christchurch foi a cidade mais afetada na região e teve estado de emergência decretado.

Fortes tremores secundários ainda estão sendo sentidos. Meteorologistas preveem que fortes ventos atingirão a cidade nas próximas horas.

Dois homens ficaram gravemente feridos devido a estilhaços, mas não houve confirmações de mortes até o momento.

"A destruição é incrivelmente assustadora. A única coisa que se pode dizer é que é um milagre que ninguém perdeu a vida", disse o premiê neozelandês, John Key, em entrevista a um canal de televisão.

As autoridades decretaram o toque de recolher para evitar que as pessoas sejam atingidas por destroços de prédios, que ainda estão desmoronando. O prefeito da cidade, Bob Parker, disse que a destruição provocada pelo terremoto foi grande. No entanto, a eletricidade já foi restabelecida, e caminhões estão fornecendo água potável para a população.

'Anel de Fogo'

"Foi muito assustador. Eu estava dormindo e de repente a casa começou a balançar e ouvi um barulho como se um caminhão estivesse entrado pela janela", disse à BBC Susan Birkbeck, uma das moradoras de Christchurch.

"Agora estou sentada na minha cama cercada de vidro quebrado e não tenho ideia do que fazer."

O epicentro do tremor foi a 30 km a oeste de Christchurch, a 33 km de profundidade.

O sismo ocorreu as 4h35 no horário local (13h35 em Brasília). De acordo com a rádio New Zealand, o sismo foi sentido por cerca de 40 segundos, e terremotos secundários foram registrados posteriormente na área atingida.

Segundo o site do jornal New Zealand Herald, várias estradas foram bloqueadas por escombros depois que as fachadas de diversos prédios desabaram, deixando visível o interior das construções.

A Nova Zelândia fica no limite sul do chamado "Anel de Fogo" do Oceano Pacífico, como é conhecida uma área especialmente vulnerável a terremotos e erupções vulcânicas.

O último tremor fatal na Nova Zelândia ocorreu em 1968, matando três pessoas na costa oeste da ilha sul.

Radio New Zealand

Fontes: G1 - FOLHA - TV Globo - Agências

Forte terremoto atinge a Nova Zelândia

Tremor de magnitude 7,2 ocorreu a 30 quilômetros de Christchurch. Moradores relatam cortes de energia elétrica; aeroporto foi esvaziado.

Um forte terremoto de magnitude 7,2 atingou a Nova Zelândia nesta sexta-feira (3), informa o Serviço Geológicos dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). Inicialmente, o centro havia informado que o tremor tinha magnitude 7,4.

O epicentro do tremor ocorreu a cerca de 30 quilômetros de Christchurch, na madrugada de sábado (4) no horário local. Localizada na costa leste, a cidade é a segunda maior do país, com uma população de 342 mil habitantes.

O terremoto foi seguido de outro forte tremor de magnitude 5,7, apenas 18 minutos depois, segundo o USGS. O segundo abalo ocorreu a 47 quilômetros de Christchurch, a uma profundidade de 17,4 quilômetros.

O forte tremor deixou sem energia elétrica várias partes de Christchurch, segundo moradores citados pela Rádio Nova Zelândia. As várias réplicas que se seguiram fizeram com que as autoridades evacuassem o aeroporto da cidade, que teve danos menores.

Homens observam prédio parcialmente destruído em Christchurch, na Nova Zelândia, após terremoto nesta sexta-feira (3) (Foto: David Alexander / AP)

Não há informações imediatas sobre feridos com o tremor.

Não foi emitido alarme de tsunami para a região, segundo o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico.

Localizada entre as placas tectônicas do Pacífico e Indo-Australiana, a Nova Zelândia registra cerca de 14 mil tremores por ano, dos quais apenas 20 com magnitude acima de 5.

Carro destruído nas ruas de Christchurch, cidade mais próxima do epicentro do tremor de magnitude 7.2 que atingiu a Nova Zelândia (Foto: David Alexander / AP)

Cidade neozelandesa declara estado de emergência após terremoto

Imagem retirada da rede de microblogs Twitter mostra o que seria a destruição causada pelo terremoto na Nova Zelândia/Reprodução/Twitter

A prefeitura de Christchurch declarou estado de emergência na cidade, a segunda da Nova Zelândia, em seguida a um terremoto de 7 graus, informou o prefeito Bob Parker.

O tremor ocorreu a uma profundidade de 16 km. Segundo o portal de internet local Stuff.co.nz, o tremor danificou várias construções e provocou cortes de energia.

O epicentro do terremoto está a 30 km de Christchurch, a segunda maior área urbana do país, que conta com 342 mil habitantes. O tremor ocorreu às 4h35 deste sábado no horário local (13h35 de hoje em Brasília). A imprensa local informou que a eletricidade foi cortada em vários distritos. Inicialmente, o USGS divulgou uma intensidade de 7,2 graus, mas revisou o registro para baixo.

O Centro de Alerta de Tsunamis para o Pacífico informou que não há aviso de formação de tsunami no momento.

A rede de TV americana CNN informou que houve registro de diversos tremores secundários. O USGS afirmou que não há alerta de tsunami. Mas Stuff.co.nz informou que rodovias na região estavam congestionadas por carros de moradores que fugiam assustados com a possibilidade de serem atingidos pelas ondas gigantes.

Uma moradora de Christchurch, Colleen Simpson, fez ao Stuff.co.nz um relato assustado após ter sentido o tremor. Ela disse que estava vestida de pijama enquanto falava em seu telefone celular.

- Oh, meu Deus. Há uma fileira de lojas completamente demolidas na minha frente.

Colleen estava indo com sua família para a casa de sua irmã, onde ainda havia eletricidade.

Outro morador, Kevin O’Hanlon, disse ao portal que o cenário era “inacreditável”.

- É simplesmente inacreditável. Eu estava acordado para ir ao trabalho e então ouvi esse barulho enorme, ‘boom’, foi como se a casa tivesse sido atingida. Eu nunca senti nada parecido

Vídeo mostra efeitos do terremoto de hoje



Galeria de fotos


Vídeo


New Zealand Government

Fontes: R7 - G1 -  Agências - CNN

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