Mostrando postagens com marcador brasileiros no japão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador brasileiros no japão. Mostrar todas as postagens

Brasileiro poderá se aposentar no Japão; japonês, no Brasil

Os governos do Brasil e do Japão estão em fase final de negociações sobre o sistema previdenciário dos dois países, informa o jornal Folha de S.Paulo.

O acordo permitirá que os brasileiros que trabalham no Japão se aposentem por lá. A contribuição feita aqui no Brasil contará para que o governo do país asiático pague a aposentaria. Reciprocamente, os japoneses que moram no Brasil terão o mesmo tipo de benefício.

Japoneses arregimentados para trabalhar no porto de Suape (PE) (foto: Léo Caldas/AE)

Em um evento no Japão, a chefe do setor de comunidades da Embaixada do Brasil em Tóquio, Patrícia Cortes, deixou claro que a negociação está muito perto de ser concretizada. “Existe toda uma burocracia, mas ele [o acordo] está em um momento final e nós gostaríamos muito de poder anunciá-lo em encontro em 1º de agosto”, disse Cortes, como relata o jornal.

Atualmente, lembra a Folha, 240 mil brasileiros moram no Japão, enquanto 90 mil japoneses vivem no Brasil.

Fonte: O ESTADO/RADAR ECONÔMICO/Sílvio Guedes Crespo

Brazilian Day reúne 25 mil pessoas em parque de Tóquio

Banda Jammil e uma noites animou público no parque Yoyogi, no Japão.
Serginho Groisman apresentou o evento para plateia verde e amarela.



Serginho Groisman apresentou o evento para plateia verde e amarela; música ficou por conta da banda Jammil e uma noites. (Foto: Carlos Yamate/IPC Digital)


Público vestido de verde e amarelo pôde comprar produtos típicos do Brasil em barracas montadas no parque. (Foto: Carlos Yamate/IPC Digital)

Fonte: G1

Troca de governo no Japão não afetará comunidade brasileira, dizem analistas

Não haverá 'guinada' em politica migratória, diz professor de Tóquio.
Para especialista, acomodação da crise deve manter brasileiros no país.

Yukio Hatoyama, presidente do Partido Democrático, comemora o resultado das eleições parlamentares no Japão. (Foto: Reuters)

Tema que ficou de fora da campanha eleitoral no Japão, a política com relação aos imigrantes – e à numerosa comunidade brasileira no país - não deve sofrer grandes alterações com a mudança de governo, segundo analistas ouvidos pelo G1. Líder do Partido Democrata, o próximo primeiro-minstro, Yukio Hatoyama, deve anunciar nesta semana a composição do novo Parlamento, após a vitória que pôs fim a quase 54 anos do conservador Partido Liberal Democrata (PLD) no poder.

“O PD e o PLD não são dois partidos com ideologias opostas. Na verdade, os políticos que integram ambos os partidos no fundo são muito mais parecidos do que se imagina. (...) O que nos faz dizer que não há diferença substancial ideológica entre o que pensam os políticos com relação à política migratória”, afirma o professor de Sociologia da Musashi University, de Tóquio, Angelo Ishi.

Para Ishi, embora o Partido Democrata japonês tenha “mais políticos favoráveis a dar aos estrangeiros com visto permanente o direito ao voto nas eleições locais”, por exemplo, isto não é suficiente para dar “uma guinada” na política migratória.

“Não há como só a classe política confortavelmente falar que vai fazer política amigável beneficiando os direitos dos imigrantes. O fato é que a opinião pública japonesa é muito ressabiada em relação aos estrangeiros. Uma grande parcela da população ainda tem pouco conhecimento com relação aos imigrantes e tem medo do seu aumento e influência política”, diz o professor brasileiro, que vive no Japão desde 1990.

Professor de relações internacionais das Faculdades Rio Branco, Alexandre Uehara concorda. Segundo ele, a questão do imigrante, que não ocupou espaço nas eleições japonesas, particularmente em relação aos brasileiros não deve ter “uma mudança significativa em relação ao que já foi feito”.

“Houve uma apreensão de tentar diminuir o desemprego oferecendo subsídio para os que queriam voltar. Agora, com certa acomodação da crise, o governo deve esperar”, diz, em relação à medida adotada pelo atual governo, em abril, de pagar cerca de R$ 7 mil para incentivar que os imigrantes retornassem aos seus países de origem.

A medida, que exigia como condição que o trabalhador só pudesse retornar ao Japão após três anos, provocou protestos no Brasil, terceira maior comunidade estrangeira no país, e o governo japonês recuou. Para Uehara, com o arrefecimento da crise, “não é interessante que [os dekasseguis] voltem ao Brasil, porque isso levaria à necessidade do governo de recrutá-los novamente no futuro.”

Crise

Na opinião da pesquisadora Lili Kawamura, da Unicamp, se a crise voltar a cortar empregos no Japão, é possível que o recém-eleito premiê desenvolva políticas para dificultar a entrada de novos imigrantes. Isso porque, segundo ela, a maioria dos brasileiros vai ao país de olho no mercado de trabalho.

“Nos anos 90, houve um período de recessão em que o mercado ficou restrito para os japoneses inclusive e os brasileiros e outros estrangeiros foram os primeiros a serem mandados embora. Existe uma certa pressão da própria população, não como a Europa, mas uma restrição até das prefeituras que começam a se incomodar com aqueles que ficam andando pelas ruas sem trabalho, e cria-se uma pressão para dificultar a entrada dos novos”, diz a autora de “Para onde vão os brasileiros?” (Ed. Unicamp), sobre o fenômeno dos dekasseguis.

Ela ressalva, no entanto, que é preciso observar os vários tipos de imigrantes brasileiros atualmente no país, pois vem ocorrendo uma diferenciação ao longo dos anos. “Se antes o imigrante brasileiro poderia ser forte, trabalhador, independente de falar a língua ou não, hoje as empresas exigem conhecimento da língua e costumes culturais. Quem está abrindo mais vagas é o setor de serviços e não as indústrias, o que exige maior qualificação.”

Fontes: G1/Amauri Arrais - Reuters

Japão demite ao menos 50 mil brasileiros

Após 13 anos no Japão, o paulista Fábio Yano e a mulher irão voltar para o Brasil. Com três filhos japoneses, de cinco, sete e dez anos, o casal de ascendência nipônica considera a repatriação uma "sorte", após meses de sufoco.

Yano, desempregado há sete meses, conta que a família está sem pagar o aluguel desde agosto. Com a demissão da mulher por uma fabricante de eletrônicos em dezembro, a situação se agravou, a ponto de hoje o governo japonês ajudá-lo a pagar contas de luz e água.

"Um grupo de brasileiros traz cesta básica. Semana passada, veio uma pessoa que eu nunca tinha conhecido e trouxe carne para a gente", diz Yano. Em março, a família deixa a prefeitura de Shizuoka. "Vamos para Campo Grande [MS]. Um tio deixou uma casa abandonada lá. Vamos começar vida nova, se Deus quiser."

A família Yano é o primeiro caso de repatriação neste ano (já foram pelo menos 16 desde o fim de 2008) e reflete as dificuldades que brasileiros decasséguis (trabalhadores estrangeiros no Japão) enfrentam desde o agravamento da crise global, com o PIB nipônico tendo nos últimos três meses de 2008 a maior queda em 34 anos. Segundo estimativa do consulado do Brasil em Nagóia, de 50 mil a 60 mil brasileiros perderam emprego nos últimos meses.

Até 2008, estimava-se que cerca de 320 mil viviam no Japão. Os brasileiros constituem a terceira maior comunidade estrangeira no Japão, atrás de China e Coreia do Sul.

A migração começou há 30 anos, quando o Brasil vivia contração, e o Japão, boom econômico. A situação se inverteu.

A maioria dos brasileiros trabalha na indústria automobilística e na de eletrônicos -as mais afetadas pela crise- e em regime de trabalho temporário -o primeiro a ser afetado em períodos de instabilidade.

Desde outubro de 2008, 25 mil clientes do Banco do Brasil no Japão (20% do total) transferiram a residência de sua conta bancária para o Brasil. A partir desse dado, o gerente regional do BB para a Ásia, Admilson Monteiro Garcia, estima que entre 40 mil e 50 mil brasileiros -incluindo correntista, cônjuge e filhos- já retornaram ao Brasil. Segundo o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), os decasséguis enviam para cá US$ 2,2 bilhões por ano.

O vice-cônsul em Tóquio, Marcos Torres, diz que, antes da crise, havia uma "reserva de mercado" para estrangeiros, o que incluía ofícios mais "pesados". "Com a crise, os japoneses estão pegando tudo, porque o desemprego é grande. Uma das primeiras coisas que estão exigindo é que falem japonês."

Garcia diz que um setor que ainda tem espaço para a mão-de-obra brasileira é a lavoura, mas os decasséguis brasileiros não querem essas vagas. "Eram pessoas de classe média no Brasil e, quando vieram para cá, já se sentiam fazendo trabalho não muito nobre. Preferem voltar ao Brasil a enfrentar trabalho como esse", afirma.

A maioria dos desempregados que desejam retornar ao Brasil, porém, não o consegue por falta de dinheiro, diz o ex-decasségui Wilson Yamaguti, demitido de uma fábrica de cerâmica em dezembro e de volta ao Paraná desde janeiro. Como em muitos casos a moradia está vinculada ao emprego, muitos brasileiros chegaram a virar moradores de rua, relatam decasséguis ainda no Japão.

Um dos que continuam por lá é o sansei (neto de japonês) Márcio Silva, 34, que trabalhava havia três anos em uma fabricante de pneus em Shiga quando foi demitido, no Natal.

A jornada de 12 horas diárias e seis dias por semana tinha um objetivo: comprar uma casa e voltar para o Brasil. Agora, Silva vive do seguro-desemprego e do salário da noiva, que já cumpre aviso prévio. "Se a gente não conseguir nada no prazo do seguro, vai ter de ir embora."

Escola e moradia

Na semana retrasada, o embaixador do Japão em Brasília, Ken Shimanouchi, apresentou um plano de emergência para facilitar o retorno de decasséguis e apoiar os que fiquem no Japão, com medidas para amenizar dificuldades relacionadas ao desemprego e à educação das crianças brasileiras.

Os filhos de decasséguis costumam estudar em escolas brasileiras privadas. Mas muitas estão fechando, já que os pais estão cada vez mais sem condições de pagar as mensalidades.

Segundo a Associação das Escolas Brasileiras no Japão, cerca de metade dos alunos já abandonou as aulas -40% voltaram para o Brasil, 10% foram para escolas japonesas e 50% estão em casa.

Para impedir que mais brasileiros corram o risco de virar moradores de rua, o governo vai conceder moradia gratuita por seis meses, nas regiões que concentram mais brasileiros, como Shizuoka, Aichi e Mie.

Brasileiros voltam desempregados do Japão por causa da crise; veja



Estima-se que existam 320 mil decasséguis (brasileiros descendentes de japoneses) vivendo atualmente no Japão. Após 19 anos de intensa imigração, o país enfrenta sua maior queda do PIB em 34 anos e que resultou no fechamento de 65 mil vagas de trabalho.

Morando no Japão desde 1990, Akio Sato é mais um imigrante que precisou retornar para o Brasil. Ele diz que os efeitos da crise já puderam ser notados no final do ano passado, quando foram feito cortes das horas extras. Até que a situação se normalize, Sato permanece em São Paulo e fala, neste videocast, sobre se retorno.


Embaixada

A segunda maior economia do mundo criou um pacote emergencial para "retorno harmonioso" de decasséguis.

Em carta ao governo brasileiro, o embaixador do Japão em Brasília, Ken Shimanouchi, admite a "situação de extrema dificuldade em vários aspectos, como desemprego e educação dos filhos, pela qual passam os nipo-brasileiros residentes no Japão".

Desde o agravamento da crise, houve protestos de decasséguis em cidades japonesas.

Manifestação por trabalho reúne 1.500 brasileiros em Nagóia

Dekasseguis se unem pela primeira vez para pedir trabalho e ajuda do governo.

Cerca de 1.500 brasileiros participaram neste domingo de uma manifestação no centro de Nagóia, capital da província de Aichi, no Japão, para exigir direitos trabalhistas, pedir por emprego e também por atenção do governo japonês para as questões sociais.


Brasileiros protestam em Nagóia. (Foto: Ewerthon Tobace/BBC Brasil )

Inédito na história do movimento imigratório de brasileiros ao arquipélago, a barulhenta, porém organizada, passeata de dekasseguis chamou a atenção da mídia japonesa e também estrangeira.

Duas semanas atrás, movimento semelhante foi realizado na capital japonesa, mas reuniu um número bem menor de participantes - cerca de 400.

"A comunidade brasileira sempre foi vista como uma minoria silenciosa e até invisível no Japão, mas de repente esses trabalhadores começaram a lutar pelos direitos", conta Angelo Ishi, jornalista, sociólogo e professor da Universidade Musashi, de Tóquio.

Ele aproveitou a aglomeração de conterrâneos para fazer uma pesquisa sobre os motivos que levaram os manifestantes a se unir. "Sei que a crise e o desemprego estão no topo dessa lista, mas deve ter algo a mais", analisa o estudioso.

Sem perspectivas

A província de Aichi é a que abriga a maior quantidade de brasileiros no Japão - são cerca de 70 mil. É lá que está a sede da maior montadora japonesa, a Toyota, e onde também houve os maiores cortes nas indústrias.

Clodomir Ikuno da Silvia, 27 anos, acabou de perder emprego e foi um dos que participou da manifestação. Há treze anos no Japão, esta é a primeira vez que ele fica desempregado.

"Não estava com planos ainda de ir embora, mas talvez seja obrigado a voltar", diz o brasileiro, que não fez o pé de meia que sonhava, e só tem o dinheiro da passagem de volta a Manaus (AM).

Ricardo Suzuki, 32 anos, também está parado e aproveitou o domingo para dar força ao movimento. Ele levou a filha Bruna, de 6 anos, e a esposa Daiane, de 26, que por enquanto ainda está trabalhando.

Há 16 anos no Japão, ele diz nunca ter visto uma situação como esta. "Se as coisas não melhorarem, vamos ser obrigados a voltar ao Brasil mesmo", fala.

Essa também é a idéia de Ricardo Nakamura, 42 anos. "Vou fazer de tudo para arrumar um emprego, mas se não der mesmo, vou voltar para São Paulo", admite ele, que está no Japão há 16 anos.

Volta

Assim como os dekasseguis entrevistados, muitos outros brasileiros estão antecipando a volta ao país natal.

"A gente vem com um objetivo de juntar dinheiro e voltar o mais rápido para o Brasil, mas acabamos nos acomodando e criamos um vínculo com o Japão, como se aqui fosse a nossa casa", lamenta Clodomir.

Apesar da situação difícil, as entidades assistenciais e mesmo os empresários brasileiros que trabalham com a colocação de mão de obra dekassegui nas fábricas não acreditam no fim da comunidade brasileira.

"Já são 20 anos de história e acredito que, a partir de agora, vamos ter sim é o começo de uma nova era do imigrante", aposta Ricardo Minoru Koike, diretor da Bell Tech, empresa de recursos humanos.

Com prejuízos bilionários, multinacionais japonesas demitem

A crise financeira está atingindo em cheio as empresas japonesas. Só nesta sexta-feira (30), 27 mil cortes em postos de trabalho foram anunciados, depois que a NEC e a Hitachi divulgaram prejuízos bilionários.

Na NEC Corporation, maior fabricante japonesa de computadores pessoais, pelo menos 20 mil postos de trabalho serão suprimidos. A empresa, que tinha mais de 150 mil funcionários ao final de dezembro de 2008, não informou prazo para os cortes.

Nesta sexta, a empresa informou que deve registrar, em seu balanço que se encerra em 31 de março próximo, seu primeiro prejuízo em três anos. Segundo a empresa, a previsão é encerrar o ano fiscal com perdas de 290 bilhões de ienes (US$ 3,2 bilhões), frente a um lucro de 22 bilhões de ienes um ano antes.

Dos 20 mil empregos suprimidos, 9,45 mil são na subsidiária NEC Tokin e já haviam sido anunciados na última terça-feira.

"Caso o severo ambiente externo continue ou piore, o próximo ano trará desafios sem precendentes à NEC", informou a companhia em comunicado aos investidores.

Também no Japão, a fabricante de equipamentos eletrônicos Hitachi anunciou que prevê uma perda de quase US$ 8 bilhões nos lucros no ano fiscal de 2008 que se encerra em 31 de março de 2009, em comparação com o ano anterior. E devido à crise econômica, a empresa anunciou que vai demitir 7 mil funcionários.

Mais cedo, a montadora Honda informou que entre outubro e dezembro de 2008 teve lucro líquido de US$ 226,1 milhões, número 89,9% menor que o registrado no mesmo período do ano anterior. Por conta das perdas, sua unidade do Reino Unido será paralisada por quatro meses e os funcionários entrarão em férias coletivas.

Mais cortes

Há duas semanas, a Honda, segunda maior fabricante japonesa de automóveis, já havia anunciado a demissão de 3,1 mil funcionários temporários no Japão e um novo corte da produção, em consequência da crise econômica.

Na Nissan, os cortes anunciados no último dia 15 afetarão 500 empregos temporários. Na Toshiba, 4,5 mil ficarão sem emprego até o final de março.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails