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Militares que moram em favelas são expulsos de casa pelo tráfico

O tenente-coronel Cláudio Tavares Casali, disse que a Secretaria de Segurança foi informada das ameaças


Soldados do Exército descansam em acampamento improvisado próximo ao Complexo do Alemão/Joel Silva/Folhapress

Em represália à ação no Complexo do Alemão, soldados do Exército que participam da ocupação dizem que estão sendo expulsos das favelas onde moram por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho. A informação é de reportagem de Rogério Pagnan e Joel Silva publicada na Folha desta quinta-feira

De acordo com soldados ouvidos pela Folha, pelo menos cinco deles receberam ordem de criminosos para não voltar para casa e desde sexta estão acampados no quartel improvisado próximo ao Complexo do Alemão.

O Exército participa da ocupação do Alemão desde a semana passada com cerca de 800 homens -todos são lotados no Rio.

O tenente-coronel Cláudio Tavares Casali, disse que a Secretaria de Segurança foi informada e, agora, a polícia deve iniciar a investigação.

Os militares que se sentirem ameaçados, segundo ele, estão sendo retirados da linha de frente e utilizados em outros serviços.


Fonte: FOLHA

Tropa do Exército no Alemão cria perfil no Facebook

Exército recebe apoio da população

Com forte apoio da população nas ruas, o Exército quer estender essa popularidade para as redes sociais. Desde sexta-feira (26), início da operação no Complexo do Alemão, a Brigada de Infantaria Pára-Quedista, que cerca o conjunto de favelas no Rio, tem perfil no Facebook.

Na página da Brigada, são colocadas informações sobre a operação no Alemão. No domingo (28), quando foi postada a foto do general Sardenberg, comandante do batalhão, dentro do Complexo, usuários comemoraram o êxito da ação.


"Vocês são meus heróis, moro bem próximo e senti-me acuada, com medo. Torço para que obtenham êxito o quanto antes, quero minha vida de volta," comentou a usuária Ana Cláudia Bezerra.

Até ontem, 48 pessoas seguiam o perfil. Segundo o major Fabiano Lima, oficial de comunicação social da Brigada, a intenção é aproximar a força militar da população. O site da Brigada teve 10 mil acessos desde sexta-feira, volume semelhante ao que é registrado num período de um ano.


"As pessoas estão aplaudindo os comboios do Exército que circulam pela região. Há reconhecimento e um apoio à operação", observa o major.

A tropa que está no Alemão têm aparato semelhante ao de operações de guerra. Os militares estão alojados numa fábrica desativada da Coca-Cola nas proximidades do conjunto de favelas.

Foi criada uma estrutura com chuveiros, barracas, banheiros químicos e kits de alimentação para o repouso dos 1.447 militares envolvidos na operação -- 800 nos pontos de acesso.


Soldados do Exército patrulham rua do Complexo do Alemão, no Rio, após operação que resultou na fuga de traficantes/André Penner/AP

É ali que está concentrada toda a alimentação dos soldados que cercam os 44 acessos ao Complexo do Alemão. São 10 mil kits de ração humana, única refeição permitida aos militares. Quantidade suficiente para uma semana.

"Os militares só circulam entre a base e os pontos de acesso. Eles não podem ficar por aí. Então, toda a alimentação é provida pelo Exército", disse comandante do 20º Batalhão Logístico da Brigada, tenente coronel Claudio Penkel.

O kit conta com café da manhã, almoço, jantar e ceia noturna. Os militares podem escolher, no cardápio, entre feijoada, carne seca com abóbora e frango com legumes. De sobremesa, rapadura e jujubas.


"Na última operação próxima a favelas, soldados consumiram sorvetes caseiros vendidos numa comunidade. Todos passaram mal, com infecção intestinal. Então, orientamos para que não aceitem nada na rua", acrescenta Penkel.

A ração humana vem pré-cozida. Pode ser cozinhada num kit que conta com fósforo, uma pequena estrutura de alumínio usada como forno, e álcool gel.

Na hora do banho, os militares têm que ter uma dose de paciência. São apenas 16 chuveiros que usam água fornecida pelos bombeiros, mantida em um resevatório ao lado da base de operações. As fardas sujas são entregues numa pequena lavanderia montada no local.

Com o forte calor dos últimos dias, aumentou também o consumo de água. São 4.500 litros de água mineral por dia, o equivalente a 3 litros por cada militar.

A rotina nos próximos meses não deverá ser muito diferente, já que o governador do Rio, Sérgio Cabral, anunciou que o Exército permanecerá no Alemão até a instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).


"Nossa missão não tem prazo para acabar", disse Penkel.

Fonte: FOLHA

O fracasso de Lula e Cabral no Rio


Polibio Braga

A ocupação policial-militar de duas favelas do Rio de Janeiro, demonstra o fracasso da ação dos governos Sérgio Cabral e Luís Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Foi preciso ir às armas para restabelecer a ordem no Rio.

. Há pelo menos 30 anos, o Rio de Janeiro e o Brasil são submetidos a governos que repetidamente usam retórica de rendição para justificar a inatividade dos governos no combate ao crime.

. Ao levar teleféricos para as favelas e implementar programas de pacificação, os governos estadual e federal apenas tentam consolidar os inaceitáveis territórios urbanos degradados.

. A vitória sobre exércitos criminosos brancaleones, deve ser execrada, porque são uma farsa.

. Os brasileiros querem muito mais dos seus governantes, a começar pela revisão da legislação penal e por uma reforma urbana digna deste nome. Sem isto, nada feito.

Vide abaixo, comentário de Políbio Braga



Fonte: Blog do Políbio Braga

Imprensa segue rastro de blindado da Marinha e encontra moradores acuados e destruição

Arthur Guimarães - UOL

 Vila Cruzeiro após a ocupação da polícia na quinta-feira (25). Moradores ficaram sem luz e mais de 50 motos foram destruídas pelos blindados da Marinha / Júlio César Guimarães/UOL

No dia seguinte à invasão policial que retomou o território da Vila Cruzeiro das mãos do traficante Fabiano Anastácio da Silva, o FB, a reportagem do UOL Notícias repetiu, caminhando, a rota feita ontem pelos VBTP M113, veículos blindados da Marinha que, com suas metralhadoras calibre .50, assustaram os bandidos e fizeram um arrastão oficial sobre a marginalidade que dava as cartas na comunidade.

As marcas brancas das rodas dentadas afundadas no asfalto denunciavam o trajeto escolhido pelas autoridades para subir o morro. Como os veículos pesam 12 toneladas e são movimentados por engrenagens similares a de um tanque de guerra, as movimentações pela região deixaram uma espécie de rastro pelo pavimento.

Seguindo essa pista, a caminhada da reportagem começou pelo pequeno centro comercial que funciona na entrada da favela. Nessa etapa, o cenário mesclava carros e vans queimadas, efetivos policiais andando de um lado para outro, tudo cercado de muitos entulhos e cinzas, heranças deixadas pelos incêndios criminosos feitos pelos traficantes para impedir o avanço das tropas na quinta-feira.

Nas casas, moradores acuados iluminavam o interior de suas residências com velas e tentam conservar os alimentos com gelo, já que a luz foi cortada depois que cabos foram rompidos pelas labaredas e postes foram derrubados pelos próprios blindados. Das portas e janelas dos imóveis – alguns cravejados de marcas de balas – as famílias observavam o movimento, reclamando especialmente da falta de energia. “Aí, tem que chamar a Light!”, era o refrão.

No geral, no entanto, eles dificilmente deixavam de lado a regra número um em uma comunidade acostumada com o domínio do crime. “Vou dar entrevista? Tá louco? E se eles voltam? Matam a gente 'todinho' [sic]”, resumiu um morador.

Vencidos os primeiros 200 metros do percurso, um grupamento do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) faz uma pequena operação para verificar o que havia dentro de imóveis trancados. Com uma ferramenta que lembra uma enorme tesoura, eles abriam cadeados e reviram casas atrás de artefatos deixados pelos criminosos fugitivos. Apesar da retomada do poder do Estado na favela, os policiais assumem que ainda trabalham com a hipótese de um ou outro bandido estar infiltrado, disfarçado na comunidade.

A subida do morro é íngreme. As ruas vão ficando estreitas e, para quem passa, dá para perceber o porquê da preferência dos traficantes pelo local: das lajes das casas é possível ver toda a entrada do morro – e as ruas, com curvas seguidas, transformam o espaço em um verdadeiro labirinto. Em uma das paredes, um grafite mostra a imagem do jogador Adriano, nascido e criado ali. No muro, estão os dizeres: “Adriano rumo a Copacabana”. Em suas costas, o jogador segura uma latinha de cerveja escondida.

É escondida que a reportagem segue caminho. Depois do início da subida, a escolta da polícia fica para trás. O principal cuidado é sempre andar rente à parede, evitando eventuais balas perdidas. Nesse estágio, outra paisagem surge. Por mais de 200 metros, mais de 50 motos estão pelo chão, jogadas junto à guia da calçada. São motos caras, algumas de corrida, muitas amassadas como latinhas de refrigerante seguindo para reciclagem. “Foi o blindado”, explica um morador.

Como seus quase cinco metros de cumprimento e 2,5 metros de altura, os VBTP M113 abriram caminho à força. As motos, sejam de moradores ou de bandidos, foram as vítimas nesse processo. Como muitas estavam estacionadas junto às residências, foram atropeladas pelos blindados da Marinha. E não adiantava perguntar aos moradores de quem era. Não respondiam.

"Hospital do crime"

Foi então que, ao cruzar outro pelotão do Bope, a reportagem é informada que uma "enfermaria do crime", barraco com macas e medicamentos, tinha sido estourado hoje pela polícia. Segundo o policial que revelou a conquista, o imóvel com a aparelhagem médica ficava na Vacaria, topo do morro, começo das estradas de terra onde, ontem, as imagens dos helicópteros das redes de televisão mostraram o bando de FB em fuga para o complexo do Alemão.

Até lá, a subida ganhava cada vez mais intensidade. Observando motos e mais motos pelo caminho, o UOL Notícias chegou finalmente ao local indicado. Lá, encontrou um grupo de policiais civis dentro de um barraco, onde acabaram de encontrar uma quantia de maconha, além de uma granada. Foram eles que indicaram onde seria a tal Vacaria, espaço em que, entre outras barbaridades, os bandidos queimavam rivais, segundo relatos.

Depois de mais de 40 minutos de caminhada, já no topo onde até quinta-feira (25) apenas traficantes pisavam, a reportagem finalmente chegava ao final de seu trajeto. O mato tomava conta do local. Naquela altura, os rasantes do helicóptero do Bope pareciam ainda mais próximos. Foi então, que, antes de chegar ao pronto-socorro dos traficantes, começam ruídos que lembram tiros.

Os policiais civis pegam as armas e organizam uma equipe para ir averiguar. Os tiros ganham intensidade, com rajadas que duram mais de cinco segundos. Do delegado que chefia os policiais, vem a ordem. “Imprensa, desce”. Descemos.

Guerra no RIO: Capitão Nascimento

Leia abaixo, o excelente artigo de Merval Pereira,sobre a operação policial de ontem na Vila Cruzeiro


Merval Pereira - O Globo

Ontem foi dia de a realidade imitar a arte. Foi dia de torcer pelo Capitão Nascimento de Tropa de Elite, que todos nós vimos em ação, ao vivo e a cores, nas reportagens das emissoras de televisão. Que o personagem de Wagner Moura tenha se tornado o novo herói nacional é um sinal dos tempos, não necessariamente um bom sinal.

Ontem entraram em ação centenas de capitães Nascimento encarnados em cada um dos soldados do BOPE, que o personagem do filme de José Padilha se orgulha de ter transformado em “uma máquina de guerra”.

E quando essa máquina de guerra conseguiu colocar em disparada várias dezenas de bandidos em fuga pela mata, em direção ao Morro do Alemão, houve comemoração do cidadão comum que assistia à TV Globo como se acompanhasse um filme de aventura em que os mocinhos eram os policiais.

Ou como se aquelas imagens em tempo real fizessem parte de um game em que o telespectador poderia interferir manejando os comandos.

Mas foi também dia de a população como um todo tomar consciência da gravidade da situação, que muitas vezes só é sentida na carne pelas comunidades mais carentes.

A ação de terrorismo distribuída por toda cidade, que já vinha sendo revelada com os arrastões na Zona Sul nos últimos dias, evidenciou que essas facções criminosas continuam ativas e bem armadas, com capacidade de levar o pânico a qualquer ponto.

O ponto positivo foi ver a reação policial, que deu a sensação de ter sido bem coordenada e comandada com extrema cautela para não colocar em risco a população. E mesmo assim eficiente.

É claro que a realidade lá fora mostrava uma cidade apavorada, quase deserta, com as pessoas escondidas dentro de casa.

Nas localidades envolvidas diretamente na guerra, era possível ver vez por outra lençóis brancos sendo acenados em pedidos desesperados de paz, enquanto as ações de guerrilha continuavam na Vila Cruzeiro, que acabou sendo dominada pelas forças públicas.

Essa verdadeira operação de guerra que se desenvolveu durante todo o dia na região da Penha mostrou uma grande ofensiva policial feita por 150 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e 30 fuzileiros navais com rostos pintados, colocando várias dezenas de bandidos em fuga, permitindo que a polícia ocupasse o alto da Vila Cruzeiro, aonde não conseguiam chegar a anos.

E tudo mostrado ao vivo pelos helicópteros das televisões, que deixaram os telespectadores espantados com o poder de fogo dos bandidos, e a quantidade de pessoas envolvidas nessa guerra.

Foi um reality show em tempo real que, ao mesmo tempo em que colocou em cada um de nós um sentimento de horror com a constatação da dimensão do problema que a cidade enfrenta, deu-nos também a certeza de que é preciso apoiar a ação do governo, que não há mais volta nesse combate contra o tráfico de drogas.

O fato de que pela primeira vez no combate aos traficantes foram usados Urutus da Marinha de Guerra é “histórico”, como definiu o secretário de segurança José Mariano Beltrame, ao mesmo tempo em que todos ficamos espantados com a insinuação do secretário de que o Exército não parece disposto a colaborar.

A participação dos Urutus da Marinha, e de Fuzileiros Navais na operação foi mais um elemento emocional positivo para a ação da polícia.

A cada barreira que um Urutu ultrapassava, parecia uma vitória da sociedade sobre a bandidagem.

Mesmo que a Secretaria de Segurança não planejasse a ocupação da Vila Cruzeiro, ela se tornou inevitável depois que a TV Globo mostrou aquelas imagens, na quarta-feira, de bandidos chegando aos magotes de tudo quanto é lado, para se esconderem na favela que se transformou no bunker da direção da maior facção criminosa do Rio, que comanda as ações terroristas dos últimos dias.

A sensação dos especialistas é de que os policiais montaram uma operação dentro da lógica antiga de responder com uma ação direta no núcleo da bandidagem, para mostrar força, mas para entrar e sair da favela.

E a reação política da sociedade está mostrando que o avanço da polícia foi sentido de maneira tão positiva pela população que vale mais pelo lado intangível do sentimento de vitória do que pela propriamente pela ação em si.

As forças públicas não poderão sair tão cedo de Vila Cruzeiro, mesmo que não venha a ser instalada lá pelo momento uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), como chegou a ser anunciado.

Essas unidades pacificadoras estão se revelando um ativo político importantíssimo, com ampla aceitação pela população, mesmo que falte a essa política uma imprescindível ação de planejamento para combater as conseqüências da retirada dos bandidos dos territórios que dominavam.

Está se produzindo um fenômeno político que é a reação da sociedade de unidade em torno da ação do governo.

Se as forças públicas saírem da Vila Cruzeiro, ficará a sensação de que foram derrotados.

A reação dos bandidos de tocar o terror na cidade foi extremamente negativa para eles, por que conseguiram provocar uma grande unidade na sociedade, não entenderam que em certas circunstâncias o Estado não pode recuar.

O sinal de que estão descontrolados foi o ataque até a uma ambulância, com doente dentro, que conseguiu sair antes que o veículo pegasse fogo.

RIO: ÚLTIMAS INFORMAÇÕES

Incidentes de hoje

Equipe do Bope na Vila Cruzeiro nesta tarde(Foto: Reprodução / TV Globo)

ARTEFATOS - Uma explosão causou correria entre moradores do Largo da Penha, que dá acesso à Vila Cruzeiro. Segundo a polícia, o ojbeto estava numa das subidas da comunidade e estava ligado a um fio que corria ao longo de um quarteirão. Depois de retirado, ele foi detonado por homens do Esquadrão Antibombas. Durante a megaoperação, os policiais encontraram na Favela Vila Cruzeiro duas granadas, duas bombas, sacos de pólvora, pregos e pavios.

MAIS FERIDOS - Duas pessoas feridas nos confrontos na Vila Cruzeiro chegaram no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, no subúrbio do Rio. Segundo a Secretaria estadual de Saúde, as vítimas são um adolescente, de 16 anos, e um jovem de 21. Seis pessoas ficaram feridas na Vila Cruzeiro nesta quinta.

MORADORES ASSUSTADOS - O cerco a criminosos na Vila Cruzeiro, na Penha, faz com que moradores e trabalhadores das proximidades do conjunto de favelas escolham não voltar para casa. Um grêmio recreativo virou abrigo. O servente José Pereira, de 33 anos, atingido no tornozelo, também está com medo: “Fico muito triste com essa situação. Meus filhos já não vão à escola há dois dias”. Alguns criminosos chegaram a colocar fogo em pneus.

LENÇÓIS BRANCOS - Os moradores do conjunto de favelas do Alemão estenderam lençóis e toalhas brancas, como um pedido de paz na comunidade, que é alvo de traficantes e facções criminosas. Muitos criminosos que estavam na Vila Cruzeiro fugiram para o Alemão.

Blindado da Marinha utilizado em ação da polícia (Foto: Jadson Marques / Agência Estado)

CAVEIRÃO E BLINDADOS DANIFICADOS - A megaoperação na Vila Cruzeiro teve um caveirão com pneu furado e dois blindados da Marinha avariados, sendo que um já retornou à favela. O primeiro, atingido por tiros, saiu de combate mais cedo.

ÔNIBUS SEM CIRCULAR - Pelo menos 115 ônibus estão sem circular na região da comunidade Vila Cruzeiro, na Penha, por conta da megaoperação. Segundo a Federação de Empresas de Ônibus do RioFetranspor, a viação Nossa Senhora de Lourdes está com quase todos seus coletivos dentro da garagem, que fica próxima à favela.

FUGA DE BANDIDOS - Pouco depois das 15h, a ação policial na Vila Cruzeiro provocou fuga em massa de criminosos da comunidade. Sob ataque da polícia, eles fugiam por uma estrada no alto da favela a pé, em motos e picapes. Imagens gravadas de um helicóptero mostraram mais de cem homens entrando fortemente armados na mata, numa via que seria um dos acessos para o Conjunto de favelas do Alemão.

REFORÇO - Mais de uma hora depois de a polícia entrar na Vila Cruzeiro, na Penha, no subúrbio do Rio, a megaoperação ganhou reforço para uma nova fase na ocupação. São mais de 200 policiais civis, três blindados da Marinha e quatro caveirões do Bope.

Equipe do Bope na Vila Cruzeiro nesta tarde (Foto: Reprodução / TV Globo)

EXPLOSIVO - Mesmo com uma megaoperação do Bope no local, dois criminosos em uma bicicleta jogaram um artefato explosivo no Largo da Penha, região da Vila Cruzeiro.

POLICIAL ATINGIDO - Um policial ficou ferido no confronto com traficantes na Vila Cruzeiro. Segundo a polícia, ele foi atingido no braço numa localidade conhecida como Pedra do Sapo.

JOVEM BALEADO - Um jovem, de 21 anos, foi atingido por uma bala perdida próximo à Vila Cruzeiro no início desta tarde. Segundo funcionários do hospital, ele foi alvejado na nádega.

INSTALAÇÃO DE UPP - Fontes ligadas ao Governo do Rio confirmaram a instalação de uma UPP na Vila Cruzeiro.

TIROTEIO - Por volta das 13h, havia tiroteio na Vila Cruzeiro. E parte do comércio da região, no subúrbio do Rio, fechou as portas. O clima é de tensão na área e poucos veículos passam pelo entorno da favela.

"VAMOS DOMINAR OS CRIMINOSOS" - "Essa operação não é de entrada ou saída. Vamos dominar e prender os criminosos", afirmou o coronel da PM, Álvaro Garcia. Segundo ele, serviços de inteligência da polícia indentificaram que muitos marginais estão na Vila Cruzeiro porque saíram de comunidade que foram pacificadas.

BLINDADOS - Os veículos blindados da Marinha que reforçam as equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) vão servir apenas para o transporte de policiais na megaoperação que acontece nesta quinta. "É a primeira vez que ao Bope utiliza este tipo de força em uma operação no Rio", afirmou o comandante do Bope Paulo Henrique Moraes.

TENTATIVA DE BLOQUEIO - Mais cedo, quatro homens em duas motocicletas tentaram utilizar um caminhão de lixo para bloquear a passagem na Rua Tenente Luís Dorneles, na entrada do Grotão, na Vila Cruzeiro. Segundo a Comlurb, os bandidos teriam ordenado que o motorista permanecesse no local bloqueando o acesso à comunidade. Ainda de acordo com a empresa, depois de dar a ordem, eles teriam deixado o local e o motorista ligou o caminhão e fugiu.

ESCOLAS FECHADAS - Sete escolas e uma creche foram fechadas nesta manhã. Das unidades de educação, apenas uma é estadual. No entanto, segundo a Secretaria estadual de Educação, outras três escolas estaduais estão fechadas por conta da onda de violência, em Manguinhos, Madureira e Bonsucesso. Só no município, são mais de 12 mil alunos sem aulas.

GALERIA: Confira seleção de imagens das operações policiais e dos ataques no Rio desde o último domingo.

BOMBEIROS AJUDAM HOSPITAL - A Secretaria estadual de Saúde informou que reforçou o atendimento na emergência do Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Médicos do Corpo de Bombeiros foram deslocados para a unidade para atender os possíveis feridos da operação policial na Vila Cruzeiro. Segundo a secretaria, desde a última quarta-feira (24), 21 pessoas que estariam na comunidade durante o confronto entre a polícia e os criminosos chegaram feridas ao hospital. Dessas, quatro morreram e três continuam internadas na unidade.

 Oficiais em operação na Vila Cruzeiro (Foto: Felipe Dana/AP)


A VILA CRUZEIRO


Fonte: G1

Batalha da Vila Cruzeiro: Ao menos 30 mortos até agora

Segunda fase da ação tem 3 blindados da Marinha e 4 caveirões do Bope. Policiais retiraram um caminhao que bloqueava uma das ruas da favela.

Fala-se de mais de 30 mortos na operação, detalhes em breve

Mais de uma hora depois de a polícia entrar na Vila Cruzeiro, na Penha, no subúrbio do Rio, a megaoperação ganha reforço para uma nova fase na ocupação. São mais de 200 policiais civis, três blindados da Marinha e quatro caveiroes do Bope. Além de agentes, eles levam reforço de munição.

Policiais do Bope retiraram um caminhao que bloqueava uma das ruas da favela. Mais cedo, um policial e um jovem, de 21 anos, ficaram feridos na região.

A polícia entrou nesta quinta na Vila Cruzeiro para prender criminosos que, segundo serviços de inteligência, deixaram comunidades pacificadas pelas chamadas UPPs, as Unidades de Polícia Pacificadora.

A ação da polícia foi liderada pelo Bope, o Batalhão de Operações Especiais, usou ao menos 150 homens e teve o apoio da Marinha, que cedeu seis blindados.

Desde domingo, o Rio de Janeiro vive uma onda de violência, com arrastões, veículos queimados e ataques a forças de segurança. Segundo o governo do Rio, é uma reação à política das UPPs, quando a polícia ocupa áreas antes dominadas por criminosos. Desde 2008, 13 dessas unidades foram instaladas na cidade.

O balanço mais recente da PM indica que 14 veículos foram incendiados nesta quinta. Desde domingo (21) até as 11h30 desta quinta, a PM contabiliza 55 veículos queimados, 55 presos, 121 detidos, 29 armas curtas apreendidas, além de 11 fuzis, 2 espingardas e 5 granadas.

Bope estoura artefato na Penha e assusta moradores

Uma explosão no Largo da Penha, no subúrbio do Rio, causou correria entre moradores no local, que dá acesso à Vila Cruzeiro. Segundo a polícia, o ojbeto estava numa das subidas da comunidade e estava ligado a um fio que corria ao longo de um quarteirão. Depois de retirado, ele foi detonado por homens do Esquadrão Antibombas.

“Isso são táticas de guerra, emboscadas”, disse o inspetor do Esuqdrão Antibombas, Cassiano Martins.

A operação na Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, subúrbio do Rio, vai continuar durante a noite desta quinta-feira (25). A informação foi confirmada pela Polícia Militar. De acordo com a PM, agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e 16º BPM (Olaria) terão que redobrar a atenção por causa da falta de luz solar.

A polícia chegou ao topo da favela Vila por volta das 17h desta quinta, após uma megaoperação no local. Durante a ação, que durou quatro horas, um grupo de bandidos fugiu da Vila Cruzeiro com destino ao Conjunto de Favelas do Alemão, também na Penha.

A operação da polícia é liderada pelo Bope e usa ao menos 350 homens (200 da Polícia Civil e 150 do Bope), com o apoio da Marinha, que cedeu nove blindados.

Desde domingo, o Rio vive uma onda de violência, com arrastões, veículos queimados e ataques a forças de segurança. Segundo o governo, é uma reação à política de Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, na qual a polícia ocupa áreas antes dominadas por criminosos. São pelo menos 25 os veículos incendiados somente nesta quinta. Pouco antes das 16h, a PM informou que prendeu nesta quinta 11 suspeitos e apreendeu 3 galões de gasolina, 6 dinamites e 6 espoletas. Oito pessoas morreram.

'A Vila Cruzeiro hoje pertence ao estado', diz subchefe da Polícia Civil

"A Vila Cruzeiro hoje pertence ao estado." A frase foi dita pelo subchefe operacional da Polícia Civil do Rio, quando descia da favela cerca de uma hora depois que policiais chegaram ao topo do morro, no início da noite desta quinta-feira (25). A ação de ocupação do local durou quatro horas.

"Existe uma rota de fuga para o Complexo do Alemão de difícil acesso, mas hoje a favela está dominada. Essa é a resposta que a sociedade precisava", disse o subchefe, que indicou que a ação não terminará nesta quinta.

A operação da polícia é liderada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) e usa ao menos 350 homens (200 da Polícia Civil e 150 do Bope), com o apoio da Marinha, que cedeu nove blindados.


Fonte: G1 - TV Globo

RIO: Outro dia de caos

Polícia divulga balanço da situação no Rio


A PM do RJ divulgou um boltem com o balanço dos ataques que ocorridos na cidade do Rio de Janeiro, de domingo até a noite de ontem.

Eis os dados divulgados:

23 pessoas morreram ,47 foram presas e 112 detidas para averiguação. Dois PMs foram feridos à bala, além de mais 14 vítimas que estão internadas no Hospital Municipal Getúlio Vargas, na Penha.

Foram apreendias 29 armas de fogo, entre revólveres e pistolas e 10 fuzis. Também foram apreendidas duas espingardas calibre 12 , cinco granadas, duas bombas caseiras e uma submetralhadora. Afora material para a fabricação de coquetéis molotov, e vários litros de gasolina

A PM informou ainda que 37 veículos tinham sido incendiados, sendo dois carros no domingo, oito na segunda-feira e dois na terça. Já na quarta-feira, mais 18 pessoas foram mortas em ações policiais e mais 15 veículos foram destruídos, afora duas vans, um caminhão e sete onibus.

Entre os mortos está uma menina de 14 anos, vítima de bala perdida na favela do Grotão, na Penha. Rosângela Barbosa Alves levou um tiro no peito enquanto usava o computador em casa.

A jovem foi levada para o hospital Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu aos ferimentos.


Muitos Boatos

A fábrica de boatos funciona a todo vapor e a todo momento fala-se em novos arrastões e incêndios pela cidade e assim o pânico é geral. A internet ajuda a reforçar a sensação, com muitas pessoas relatando fatos ou mesmo espalhando histórias nem sempre reais.

Exército está em alerta máximo

O Exército entrou em alerta e reforçou a segurança de todas as suas unidades militares no Estado do Rio, informou  o Comando Militar do Leste (CML).

A decisão de entrar em alerta foi tomada em resposta às ações criminosas impostas pelos bandidos na Região Metropolitana do Rio.

Até agora, os militares não foram acionados para ajudar o estado no policiamento, como já foi feito em outros anos, mas apenas para dar apoio logístico, como fará a Marinha.

O CML informou ainda que está trocando informações de inteligência com as autoridades públicas do Rio e da Polícia Federal. A troca de informações foi intensificada.

A nota do Exército na íntegra é "a segurança de todos os aquartelamentos da área do CML foi reforçada face às ações criminosas implementadas nos últimos dias. Esta segurança foi estendida para os deslocamentos das viaturas militares."


Na mesma nota,é mencionado que "a troca de informações entre o CML e os órgãos de segurança pública (OSP) é uma atividade rotineira e sistemática; e neste momento está sendo intensificada".

Os vídeos e fotos mais recentes







Fontes: BGN - TV Globo - PM/RIO - G1

Caos no Rio de Janeiro, em imagens

Série de vídeos mostrando o caos que tomou conta do Rio de Janeiro na noite passada e nesta madrugada de quarta-feira







Fonte: TV Globo

Marinha busca sargento arrastado por onda no ES

Sargento continua desaparecido

O Comando do 1º Distrito Naval, no Rio, informou que por volta das 13h10 de sábado (17), quatro militares realizavam uma trilha na praia do Príncipe, região sul do Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade, a 1.167 Km da costa do Espírito Santo.

Quando passavam por cima de uma pedra, o segundo sargento João Domingos da Silva Filho foi atingido por uma onda e arrastado para o mar. Em seguida, uma segunda onda empurrou-o em direção às pedras.

Segundo a Marinha, Domingos foi avistado boiando nas proximidades da praia, mas desapareceu em seguida. Um bote realizou buscas na região até o anoitecer, mas não encontrou o sargento.

Uma embarcação pesqueira que navegava pelas proximidades da ilha foi acionada e retomará as buscas na segunda-feira.

Foi instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar as circunstâncias do acidente.

A família de Domingos foi informada ontem e está recebendo assistência de uma equipe do Comando do 1º Distrito Naval.


Fonte: FOLHA

Elevadores panorâmicos ligam Ipanema a morros no Rio

Sistema liga a parte alta do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho à estação do metrô da Praça General Osório, no bairro nobre carioca

Ficou menor a distância que separa Ipanema - bairro da zona sul do Rio de Janeiro que tem um dos metros quadrados mais caros do País - das favelas vizinhas do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho. Os mais de 10 mil moradores das duas comunidades ganharam nesta quarta-feira (30) dois elevadores panorâmicos que ligam a parte alta dos morros à estação do metrô da Praça General Osório, no coração de Ipanema.

Elevadores ligam a parte alta dos morros Cantagalo e Pavão-Pavãozinho a Ipanema/Foto:Agência Brasil

Instalados em duas torres, uma com 64 metros de altura e outra com 31, os elevadores têm capacidade para transportar até 100 pessoas ao mesmo tempo. As obras custaram R$ 48 milhões e foram financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Moradora da comunidade do Pavão-Pavaozinho, Maria da Conceição Lins comemorou o fato de não precisar mais subir centenas de degraus todos os dias quando volta para casa. “A vista está linda demais e a obra também, mas bom mesmo é não ter que enfrentar mais escada”.

Vista dos elevadores do lado do morro/Foto:Agência Brasil

O topo da torre mais alta, com uma vista deslumbrante da orla da zona sul do Rio, tem tudo para se transformar na mais nova atração turística de Ipanema. Batizado de “Mirante da Paz”, a pedido dos moradores, o alto da torre dá acesso a quatro praças equipadas com mesas para jogos e parque infantil e à nova escadaria de acesso aos pontos mais altos do morro.

O complexo que abriga os elevadores recebeu o nome do escritor Rubem Braga, que era vizinho das comunidades. No prédio também foi instalada uma cabine blindada, que funcionará como extensão da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A unidade atua no local desde o ano passado e foi responsável pela expulsão das quadrilhas de traficantes que dominavam os morros.

Além das torres, foram entregues 64 apartamentos a famílias das duas comunidades. As unidades habitacionais foram construídas no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), concluindo a primeira fase do projeto, que custou R$ 45 milhões aos cofres públicos.

A desempregada Maria de Fátima Nascimento, de 44 anos, o marido, os dois filhos, a irmã e a sobrinha devem se mudar ainda nesta semana para um dos novos apartamentos, que têm cerca de 40 metros quadrados, dois quarto, sala, banheiro e cozinha. Hoje, eles moram em uma quitinete sem rede de esgoto na favela do Pavão-Pavãozinho. “Além de pequenina, a casa fica lá no alto; muita escada para subir”, disse Maria de Fátima.

Nessa primeira fase do programa, foram implantadas redes de esgoto, água potável e drenagem pluvial, além da pavimentação de boa parte das ruas e vielas das duas comunidades. A segunda fase, orçada em R$ 50 milhões, prevê a conclusão de mais 76 moradias e a abertura de um anel viário para permitir o acesso de serviços como coleta de lixo e ambulâncias a todos os pontos dos morros.

Fontes: IG - Agência Brasil

Começa a dragagem da lagoa Rodrigo de Freitas

Objetivo é reduzir o assoreamento durante os próximos dez meses

A Secretaria Municipal de Obras inicia nesta terça-feira (29) a dragagem da lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro.

A ação, batizada “Lagoa Limpa”, tem investimento de R$ 3,5 milhões e faz parte do convênio da prefeitura com a empresa EBX para recuperar a lagoa. O projeto prevê investimentos totais em torno de R$ 28 milhões.

A lagoa é um dos principais cartões postais do Rio de Janeiro/Divulgação

O plano de dragagem está sendo implantado em pontos de alto grau de assoreamento, prevendo a dragagem de 95 mil metros cúbicos. O serviço será iniciado na altura do clube Caiçaras, de onde devem ser retirados 14 mil metros cúbicos de sedimentos.

Os próximos pontos de dragagem serão os seguintes: Canal do Piraquê, que envolve um volume de 21,5 mil metros cúbicos; parque dos Patins, com um volume a ser dragado de 3,3 mil metros cúbicos; e parque do Cantagalo, com previsão de 11,3 mil metros cúbicos.

O prazo previsto para término da intervenção é de dez meses.


Fonte: R7

Museu do Amanhã será feito com material reciclável, diz espanhol

Obra faz parte do projeto de revitalização da Zona Portuária. Inauguração deve ocorrer no segundo semestre de 2012.

Santiago Calatrava posa diante da maquete do Museu do Amanhã. (Foto: Bernardo Tabak/G1)


O arquiteto espanhol Santiago Calatrava mostrou, na tarde desta segunda-feira (21), detalhes do projeto do Museu do Amanhã, que será construído no Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio. “O projeto prevê um museu totalmente autossuficiente. E vamos usar somente materiais recicláveis na construção”, frisou Calatrava. De acordo com a prefeitura, as obras começam no primeiro trimestre de 2011, com previsão de inauguração no segundo semestre de 2012.

Na apresentação, Calatrava tomou de lapiseira, pincel e tinta guache para desenhar esboços do Museu do Amanhã. “O visitante não vai apenas apreciar o museu. Ele também vai ter a experiência da luz, da vida, da natureza”, ressaltou o arquiteto, para explicar que o projeto vai permitir a reflexão da luz solar para parte interna do piso inferior do Museu do Amanhã.

Paixão pelo Rio

Além de ser considerado uma dos grandes profissionais do mundo em sua área, eleito em 2005 pela revista americana Time como uma das cem pessoas mais influentes do planeta, Santiago Calatrava também se tornou um apaixonado pela cidade do Rio de Janeiro.

Durante a apresentação, que contou com a presença de várias autoridades e personalidades da sociedade carioca, o arquiteto não se cansou de exaltar as belezas do Rio. “Eu fiquei impressionado com o visual da cidade em um entardecer no 'Mirador del Chines’”, disse, referindo-se à Vista Chinesa, na Zona Sul, um dos principais mirantes do Rio.

E a exuberância do Rio foi determinante na inspiração do arquiteto, que fez o projeto do Museu do Amanhã totalmente integrado à paisagem do entorno Píer Mauá, que inclui a Baía de Guanabara, o Morro da Conceição e o Mosteiro de São Bento. “Do interior do museu, o público vai poder contemplar, entre outras paisagens, o Dedo de Deus”, destacou Calatrava, referindo-se à montanha símbolo da cidade de Teresópolis, localizada a cerca de 90 quilômetros do Centro do Rio, na Região Serrana.

Uma foto computadorizada mostra como deve ficar o Centro do Rio depois de pronto o Museu do Amanhã. (Foto: divulgação)

Elevado da Perimetral será derrubado depois da inauguração do museu

Durante a apresentação, Santiago Calatrava afirmou que a demolição do Elevado da Perimetral, uma das obras previstas no projeto Porto Maravilha, da prefeitura, é “imprescindível para ligar o Centro do Rio, a Praça Mauá, ao Museu do Amanhã”. Entretanto, na coletiva para a imprensa, o prefeito Eduardo Paes disse que ainda não existe a verba para derrubar a Perimetral.

O secretário municipal de Desenvolvimento, Felipe Góes, esclareceu que a demolição do elevado da Elevado da Perimetral, bem como a construção de um túnel para substituí-lo, serão feitos através de verba captada junto à iniciativa privada. “A previsão é de que a obra comece no início de 2013, com duração de um ano”, explicou Góes. Com isso, o Museu do Amanhã deve ser inaugurado ainda com o elevado aberto ao tráfego.

O secretário frisou que o trânsito não deve sofrer grandes complicações. “Primeiro será construído o túnel sobre a Avenida Rodrigues Alves, que vai receber o fluxo da Perimetral. A obra do túnel vai ser realizada com o elevado ainda de pé”, afirmou.

O presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, ressaltou que o “Rio de Janeiro passa por um renascimento civilizatório”. Para ele, é importante construir empreendimentos culturais ao mesmo tempo em que se recupera a infraestrutura do Rio. “Quando você revitaliza a cidade, a área cultural tem que avançar junto”, concluiu.


Fonte: G1/ Bernardo Tabak

O Cristo de volta à paisagem do Rio

Depois de quatro meses encoberto por andaimes, o Cristo Redentor está sendo devolvido esta semana à paisagem do Rio.

O Cristo livre dos andaimes: retorno aos tons esverdeados originais. (Foto: Oscar Cabral)

A maior restauração da história do monumento, inaugurado em 1931, será percebida, por quem for ver o Cristo de perto, pela volta da tonalidade esverdeada da estátua - resultado da limpeza e da recuperação de todo o revestimento e da eliminação de manchas causadas por reformas anteriores. A conclusão dos trabalhos está prevista para o dia 29 deste mês e, a reinauguração oficial, para o dia 30.

Por mais que as dimensões do Redentor sejam grandiosas, devolver as características originais ao monumento de 38 metros e mais de mil toneladas foi um trabalho de minuciosa recuperação de detalhes.

O restaurador argentino Pablo Romero Cardozo falou a VEJA.com enquanto recolocava, com argamassa, os pequenos triângulos de pedra-sabão na ponta do dedo médio da mão direita do Cristo. “Não posso errar a mão. Tenho que esquecer essa vista e quase não olho para trás”, explicou, dando as costas, ao mesmo tempo, para toda a orla da zona sul, o Pão de Açúcar, a Lagoa e o verde intenso da Floresta da Tijuca.

Foi de Pablo a responsabilidade de remodelar, com uma mistura de cimento e areia, partes do Cristo que, expostas a chuvas, vento, raios e variações de temperatura, foram danificadas desde a última reforma, em 2000. As pedrinhas, chamadas tesselas, foram todas inspecionadas e, quando necessário, substituídas.


“A cabeça e as extremidades eram as partes mais danificadas”, diz a arquiteta Márcia Braga, que coordenou o mapeamento de danos e comandou as equipes envolvidas na restauração. Ao todo, 30% da parte externa da estátua tinham algum tipo de dano físico. Na cabeça, por exemplo, foram reparadas rachaduras causadas por raios. Por todo o corpo, havia pedras que se soltaram, partes desgastadas ou deformadas pela erosão.

A boa notícia é que a estrutura de concreto armado, que sustenta as 1.145 toneladas do Redentor, está em boa forma. “O engenheiro Heitor da Silva Costa calculou a estrutura para suportar 20 vezes os ventos fortíssimos do alto do Corcovado. É uma obra absolutamente sólida”, diz Márcia.

A análise química e a investigação detalhada do corpo da estátua elucidaram mistérios. “Descobrimos a origem de algumas manchas pelo corpo do Cristo. Na década de 80, foram recolocadas tesselas feitas com uma pedra-sabão de composição ligeiramente diferente da original. O resultado era uma coloração mais puxada para o azul, destoando da cor esverdeada do Cristo”, detalha a arquiteta Letícia Pimentel, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

As equipes envolvidas diretamente na restauração trabalharam quatro meses de sol a sol, enfrentando os ventos inclementes no alto dos 710 metros do Corcovado. Mas a visão que os operários, arquitetos e restauradores tiveram nesse período é invejável.

Há minúcias que parecem reservadas aos escolhidos que, de tempos em tempos, vão se aproximar do Cristo. De longe, não são notadas, por exemplo, as chagas representadas por cavidades em forma de losango nas palmas das duas mãos. A parte mais funda das duas cavidades têm o tamanho da mão de um adulto. Só do último patamar de andaimes - ao todo foram 13 - vê-se, em detalhes, os contornos que moldam os cabelos do Redentor, divididos ao meio e com quatro camadas sobre a face.

Os andaimes também acabaram servindo a vândalos. Na manhã de 15 de abril, a face esquerda amanheceu rabiscada e com inscrições feitas por pichadores. Felizmente, os jatos de vapor d’água, que já estavam a postos para a reforma, foram suficientes para limpar a pedra-sabão e remover todos os vestígios da tinta.

A pichação foi só um dos percalços ocorridos durante a reforma. A enxurrada que atingiu o Rio no início de abril atrasou os trabalhos e danificou seriamente as estradas das Paineiras e do Corcovado - acesso para carros e vans. Os mais de 200 pontos de deslizamento estão sendo recuperados, mas a passagem já foi liberada para vans - carros continuam impedidos de subir até o Cristo, por enquanto. A Estrada de Ferro do Corcovado está interrompida desde abril e ainda não há prazo para que o trenzinho, forma mais charmosa de visitar o Cristo, seja reativado.

Fonte: VEJA/João Marcello Erthal

Após o Cristo Redentor, pichadores pretendem atacar o Theatro Municipal no Rio

Suspeitos fazem parte de um grupo que compete por pichações em monumentos de destaque

O grupo de pichadores que depredou a estátua do Cristo Redentor nesta semana pretende atacar o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Segundo um pichador que preferiu não se identificar, a cúpula do prédio, cuja reforma custou R$ 70 milhões, seria o próximo alvo destes criminosos.

Os suspeitos fazem parte de uma turma de pichadores da zona oeste do Rio e competem para ver quem picha o prédio mais alto ou o monumento de maior destaque.

A Polícia Federal continua investigando os autores do ataque à estatua do Cristo, e o Disque-Denúncia promete recompensa por informações que levem à prisão dos vândalos. Os pichadores podem pegar até dois anos de prisão.


Fontes: R7 -TV Record

Operação da Polícia Federal prende o presidente da Vila Isabel

Confronto aconteceu na favela Vila Progresso, na zona oeste da cidade

A Polícia Federal realiza, desde às 5h desta terça-feira (12), uma operação para cumprir 29 mandados de prisão em vários bairros do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo. A ação, batizada de 'Alvará', tem por objetivo reprimir as atividades da chamada máfia dos caça-níqueis.

O presidente da escola de samba Unidos de Vila Isabel foi um dos presos durante a operação. Até o momento, mais oito policiais militares e um inspetor da polícia civil já foram detidos.

Também participam da operação, os agentes da Secretaria de Segurança. No total, são 40 equipes e cerca de 230 policiais participando dos trabalhos.

Procurada pelo R7, a assessoria da Unidos de Vila Isabel disse que não vai se pronunciar enquanto não tiver mais informações sobre as razões da prisão.


Fonte: R7

A reforma do Cristo Redentor

Visto de longe, é humanamente impossível ver o desgaste das pastilhas que cobrem o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, inaugurado em 1931. 

Contudo, chegando mais perto, é possível ver os estragos causados pela ação do tempo. O Cristo, eleito em 2007 mais uma das sete maravilhas do mundo, entra em reforma. O repórter fotográfico Wilton Junior visitou as obras e traz imagens de detalhes do monumento bem pouco conhecidos.

Detalhe do olho do Cristo Redentor. RJ, 31/03/2010. Foto: Wilton Junior/AE

Técnico trabalha no braço do monumento. RJ, 31/03/2010. Foto: Wilton Junior/AE


Estrutura foi montada para possibilitar o trabalho dos operários e técnicos. RJ, 31/03/2010. Foto: Wilton Junior/AE

Cristo Redentor. RJ, 31/03/2010. Foto: Wilton Junior/AE

Detalhe de parte danificada do Cristo. RJ, 31/03/2010. Foto: Wilton Junior/AE

Operários trabalham próximo à coroa. RJ, 31/03/2010. Foto: Wilton Junior/AE

Cristo Redentor. RJ, 31/03/2010. Foto: Wilton Junior/AE

Cristo Redentor. RJ, 31/03/2010. Foto: Wilton Junior/AE

Técnico trabalha no rosto do monumento. RJ, 31/03/2010. Foto: Wilton Junior/AE


Fonte: O ESTADO

Ato por royalties termina em festa com samba e funk

‘Estamos de parabéns. Foi uma demonstração de amor ao Rio’, diz Cabral. Organizadores calculam 200 mil, enquanto PM estima público em 150 mil.

Aos gritos de “O petróleo é nosso, haha, huhu” e debaixo de chuva, os manifestantes reunidos na Cinelândia, no Centro do Rio, transformaram o ato de protesto contra as mudanças na legislação dos royalties do petróleo numa festa ao som de funk e samba, na noite desta quarta-feira (17).

Artistas e políticos do Rio e do Espírito Santo estiveram na passeata que, segundo a avaliação da Polícia Militar, reuniu 150 mil pessoas. Mais cedo, a PM chegou a dizer que cerca de 80 mil pessoas compareceram ao evento. No entanto, segundo a PM, esse número era preliminar. Os organizadores estimaram público de 200 mil pessoas.

O governador Sérgio Cabral comemorou o resultado: “Tinha receio (que o público fosse pouco) por conta dessa chuva, mas se são 50, 60 ou 70 mil eu não sei. A PM, a Guarda Municipal é que sabem. Acho que estamos todos de parabéns. Foi uma demonstração de amor ao Rio de Janeiro, sem politizar para A, B ou C”.

Dividiram o palanque com Cabral, o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o senador Magno Malta (PR-ES) e a prefeita de Campos, Rosinha Matheus.

Nem a chuva desanimou o público, que curtiu os shows ao fim da caminhada (Foto: Tássia Thum/G1)



No palco e no asfalto, famosos também engrossaram o coro do protesto: a apresentadora Xuxa, a atriz Letícia Spiller, o cantor Toni Garrido, o sambista Neguinho da Beija-Flor, a bailarina Ana Botafogo, o funkeiro MC Sapão, a cantora Fernanda Abreu, o coreógrafo Carlinhos de Jesus, o presidente da Mangueira, Ivo Meirelles, e o grupo de funkeiros “Os Havaianos” estavam entre os que protestaram contra o corte nos royalties do petróleo.

Chuva não desanimou público

A caminhada saiu da Candelária, por volta das 16h40 desta quarta-feira (17). Com faixas, cartazes e camisetas, os grupos tomaram a Avenida Rio Branco. Muitos apelaram para o bom-humor, como o vendedor de livros Alberto Tradesedo, de 70 anos, e o taxista Emanuel Alves, 52, que se vestiram de "Papas" para abançoar o Rio.

Já um grupo de taxistas decidiu fazer um "enterro simbólico" do deputado Ibsen Pinheiro, autor da polêmica emenda que propõe mudanças na divisão dos royalties. O texto foi aprovado na Câmara e está sendo discutido no Senado, onde deve ser votado até maio.

Caravanas de vários municípios

As caravanas começaram a chegar no Centro do Rio no início da tarde. Pelo menos 12 mil manifestantes de municípios vizinhos foram ao protesto em mais de 200 ônibus.

A manifestação contou ainda com o reforço de mais de 650 funcionários da obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Manguinhos, que chegaram em 16 ônibus.

A passeata seguiu pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, onde um ato público e shows de vários artistas fecharam o protesto.

Manifestantes participam de caminhada no Centro do Rio contra a mudança na divisão dos royalties (Foto: Celso Pupo/Foto Arena/AE)

A secretária municipal de Cultura, Jandira Feghali, disse acreditar que o protesto pode ajudar a convencer os senadores a vetar as mudanças na partilha dos royalties. Já o deputado Roberto Dinamite considerou a emenda Ibsen “um absurdo, insensata e impensada”.

“O estado do Rio não pode ser o maior prejudicado. Queremos dividir, sim, mas não podemos ser o mais prejudicado”, disse.

A manifestação reuniu cerca de 80 mil pessoas, segundo a Polícia Militar (Foto: Tássia Thum/G1)

Já o deputado Alessandro Molon, também presente na manifestação, afirmou que o ato deveria ter sido feito antes da apresentação da emenda. Agora, ele espera que a mobilização sirva para convencer os senadores.

“É importantíssimo esse ato de união entre governos, prefeitura, trabalhadores, donas de casa e estudantes”, disse Molon.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que, apesar de não ser do Rio, ele ama o estado: “A emenda é uma injustiça”.

Já a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, afirmou que o clube é a favor do pré-sal e do petróleo: “O Flamengo é um patrimônio do estado, assim como o petróleo”.

Trânsito complicado

Já para os motoristas o protesto complicou a volta para casa. Uma das faixas da Avenida Presidente Vargas, por exemplo, virou um estacionamento para os vários ônibus que trouxeram caravanas de manifestantes.

O nó no trânsito teve reflexos não só no Centro, como nas imediações: a retenção chegou até a Ponte Rio-Niterói.

Taxistas do movimento Diárias nunca Mais fazem apitaço no Centro (Foto: Patrícia Kappen/G1)

Entenda a questão dos royalties

Fontes: G1/ Patrícia Kappen e Tássia Thum - TV Globo

Emenda do pré-sal inviabiliza Jogos no Rio, diz comitê

Novo modelo de partilha faz Rio procurar por novas fontes financeiras para cumprir contrato com o COI

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro, divulgou nota nesta segunda-feira, na qual disse que o novo modelo de partilha da receita da exploração de petróleo na camada pré-sal, aprovada pela Câmara na semana passada, deixará o Estado "sem recursos para fazer as obras necessárias para a competição".

Estimativa do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), líder da minoria na Câmara, é de que a aprovação da chamada emenda Ibsen significará a perda de quase R$ 5 bilhões para os cofres do Rio de Janeiro.

A nota, assinada pelo presidente do Organizador da Olimpíada de 2016, Carlos Arthur Nuzman, diz que "qualquer decisão que afete a capacidade do Estado do Rio de Janeiro de cumprir várias obrigações tem impacto negativo na organização dos Jogos e, se não for remediada, representará uma quebra de contrato".

Um trecho do documento divulgado nesta segunda-feira diz que "durante o processo de candidatura, o governo brasileiro apresentou um conjunto de garantias que passou a fazer parte do contrato assinado com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e se tornou obrigação do Estado Brasileiro, representado pelos governos federal, estadual e municipal, de acordo com as suas respectivas competências constitucionais".

Em seguida, a nota diz que "o Comitê Rio 2016 tem plena confiança de que os poderes legislativos levarão esses fatos em consideração, evitando que o País, em uma volta ao passado, descumpra obrigações assumidas".

Fonte: O ESTADO

Emenda do pré-sal inviabiliza Copa e Olimpíadas, diz governador do Rio

Sérgio Cabral deu coletiva na manhã de sábado no Palácio Guanabara. Governador diz confiar no veto do presidente Lula à emenda.

O governador Sérgio Cabral afirmou na manhã deste sábado (13) que a emenda Ibsen Pinheiro, que modifica os critérios de participação dos municípios do fundo proveniente dos royalties do pré-sal, põe em risco dois grandes projetos do Rio de Janeiro:

"Essa emenda inviabiliza Olimpíadas e inviabiliza Copa do Mundo. As prefeituras param. O estado não terá recursos. Para tudo, no nosso caso para tudo. Essa emenda compromete as receitas do estado para tudo. O estado não terá recurso para dar continuidade para qualquer tipo de investimento."

Cabral afirmou ainda que o Rio de Janeiro, caso o projeto se transforme em lei, perderá RS 5 bilhoes, mais do que o estado investiu no ano passado em infraestrutura, que foi cerca de 4 bilhoes.



Estavam presentes, além de Cabral, o prefeito do Rio Eduardo Paes, e a prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Matheus, ex-governadora do Rio e adversária política de Cabral. Campos é uma das cidades que mais dependem da economia do petróleo.

A emenda ainda precisa passar por votação no Senado e pela aprovação do presidente Lula. Mas o governador afirmou estar confiante do veto do presidente Lula.

Cabral fez duras críticas à aprovação da emenda. Segundo ele, o estado do Rio foi o líder na campanha do "Petróleo é Nosso", na campanha das "Diretas-Já" e da anistia. "Esse estado não fica cabisbaixo, esse estado não vai aceitar essa covardia. Nós ainda temos esperança de que isso vai ser revertido", afirmou.

Segundo Cabral, 80% do pagamento de aposentados e pensionistas do estado dependem dos royalties do petróleo. A garantia de pagamento da dívida do estado também provém dos royalties, além de obras de infraestrutura.

SP e ES também perdem

Além do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo também perderão dinheiro dos royalties. No entanto, o governador afirmou que o impacto será diferente. "Em São Paulo, essa receita não é corrente no cotidiano. E, no Espírito Santo, a receita parou de exercer um papel importante de três anos para cá", afirmou.

Cabral disse que uma comitiva virá do Espírito Santo participar do ato público que está sendo organizado para quarta-feira (17).

Manifestação

O governo estadual está organizando uma manifestação contra a emenda. A população fluminense será convocada para uma caminhada, no Centro do Rio, na próxima quarta-feira (17).

Segundo o governo do estado, o ato “Contra a covardia, em defesa do Rio” terá como objetivo unir as forças políticas e da sociedade pelo veto à chamada emenda Ibsen Pinheiro, que redistribui royalties do petróleo e pode tirar R$ 7 bilhões do estado ao ano., R$ 5 bilhões só dos recursos destinados ao estado do Rio e o restante dividido entre as prefeituras.

O governador afirmou que decretará ponto facultativo a partir de 15h para os servidores estaduais e sugeriu que as prefeituras façam o mesmo.

O prefeito de Macaé, Riverton Mussi, afirmou que vai comparecer na manifestação com cerca de 1,5 mil pessoas. Macaé, segundo ele, perde R$ 350 milhões com a emenda.

Outro prefeito presente na reunião, Tuca Jordão, que está à frente do município de Angra dos Reis, no Sul Fluminense, afirmou que passaria a receber, caso a emenda seja aprovada, R$ 3 milhões, contra os R$ 90 milhões que recebeu em 2009.

A ex-governadora Rosinha Matheus afirmou que já havia entrado com um mandado de segurança através do deputado Geraldo Pudim. Ela acredita que caso a emenda seja aprovada, o Supremo Tribunal Federal tome alguma atitude.

A cidade de Campos, uma das maiores, recebeu em 2008 R$ 1,193 bilhões. Com as mudanças, teria direito a pouco mais de R$ 4 milhões por ano, menos de meio por cento do que era.

Concentração será na Candelária

A manifestação terá concentração na Candelária, no Centro do Rio, e seguirá pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, onde haverá um ato público.

Na quinta-feira (11), o governador Sérgio Cabral disse que a aprovação da emenda, ocorrida na quarta-feira (10) no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, foi “um linchamento contra o Rio”.

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) também pretende realizar um protesto contra a aprovação da emenda federal. De acordo com a Alerj, a manifestação deve ocorrer na terça-feira (16), no Palácio Tiradentes, no Centro. Além dos 70 deputados e das 28 entidades que compõem o fórum, serão convidados prefeitos e secretários de estado.

Prejuízo

O fim do pagamento dos royalties põe em risco o caixa da maioria das prefeituras. Muitos municípios contam com o dinheiro para investir em setores como educação, saúde e saneamento. Das 92 cidades do estado, 90 podem ser prejudicadas com perda de receita.

“As indústrias vão lá, as empresas de petróleo vão lá, todo mundo faz dinheiro e a municipalidade não vai ter dinheiro sequer para fazer um saneamento, para arrumar a cidade”, disse Joaquim Levy, secretário estadual da Fazenda.

Óleo da União

Para o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), autor da emenda, o texto aprovado pela Câmara dos Deputados respeita a Constituição, que determina que o patrimônio encontrado no mar não pertence a nenhum estado, mas à União.

O deputado afirmou, no entanto, considerar "lamentável" que a redistribuição dos royalties acarrete em perdas para o Rio de Janeiro, mas destacou que, caso o texto seja aprovado, "todos os estados saem ganhando".

Fontes: G1 - TV Globo

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