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Militares que moram em favelas são expulsos de casa pelo tráfico

O tenente-coronel Cláudio Tavares Casali, disse que a Secretaria de Segurança foi informada das ameaças


Soldados do Exército descansam em acampamento improvisado próximo ao Complexo do Alemão/Joel Silva/Folhapress

Em represália à ação no Complexo do Alemão, soldados do Exército que participam da ocupação dizem que estão sendo expulsos das favelas onde moram por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho. A informação é de reportagem de Rogério Pagnan e Joel Silva publicada na Folha desta quinta-feira

De acordo com soldados ouvidos pela Folha, pelo menos cinco deles receberam ordem de criminosos para não voltar para casa e desde sexta estão acampados no quartel improvisado próximo ao Complexo do Alemão.

O Exército participa da ocupação do Alemão desde a semana passada com cerca de 800 homens -todos são lotados no Rio.

O tenente-coronel Cláudio Tavares Casali, disse que a Secretaria de Segurança foi informada e, agora, a polícia deve iniciar a investigação.

Os militares que se sentirem ameaçados, segundo ele, estão sendo retirados da linha de frente e utilizados em outros serviços.


Fonte: FOLHA

Tropa do Exército no Alemão cria perfil no Facebook

Exército recebe apoio da população

Com forte apoio da população nas ruas, o Exército quer estender essa popularidade para as redes sociais. Desde sexta-feira (26), início da operação no Complexo do Alemão, a Brigada de Infantaria Pára-Quedista, que cerca o conjunto de favelas no Rio, tem perfil no Facebook.

Na página da Brigada, são colocadas informações sobre a operação no Alemão. No domingo (28), quando foi postada a foto do general Sardenberg, comandante do batalhão, dentro do Complexo, usuários comemoraram o êxito da ação.


"Vocês são meus heróis, moro bem próximo e senti-me acuada, com medo. Torço para que obtenham êxito o quanto antes, quero minha vida de volta," comentou a usuária Ana Cláudia Bezerra.

Até ontem, 48 pessoas seguiam o perfil. Segundo o major Fabiano Lima, oficial de comunicação social da Brigada, a intenção é aproximar a força militar da população. O site da Brigada teve 10 mil acessos desde sexta-feira, volume semelhante ao que é registrado num período de um ano.


"As pessoas estão aplaudindo os comboios do Exército que circulam pela região. Há reconhecimento e um apoio à operação", observa o major.

A tropa que está no Alemão têm aparato semelhante ao de operações de guerra. Os militares estão alojados numa fábrica desativada da Coca-Cola nas proximidades do conjunto de favelas.

Foi criada uma estrutura com chuveiros, barracas, banheiros químicos e kits de alimentação para o repouso dos 1.447 militares envolvidos na operação -- 800 nos pontos de acesso.


Soldados do Exército patrulham rua do Complexo do Alemão, no Rio, após operação que resultou na fuga de traficantes/André Penner/AP

É ali que está concentrada toda a alimentação dos soldados que cercam os 44 acessos ao Complexo do Alemão. São 10 mil kits de ração humana, única refeição permitida aos militares. Quantidade suficiente para uma semana.

"Os militares só circulam entre a base e os pontos de acesso. Eles não podem ficar por aí. Então, toda a alimentação é provida pelo Exército", disse comandante do 20º Batalhão Logístico da Brigada, tenente coronel Claudio Penkel.

O kit conta com café da manhã, almoço, jantar e ceia noturna. Os militares podem escolher, no cardápio, entre feijoada, carne seca com abóbora e frango com legumes. De sobremesa, rapadura e jujubas.


"Na última operação próxima a favelas, soldados consumiram sorvetes caseiros vendidos numa comunidade. Todos passaram mal, com infecção intestinal. Então, orientamos para que não aceitem nada na rua", acrescenta Penkel.

A ração humana vem pré-cozida. Pode ser cozinhada num kit que conta com fósforo, uma pequena estrutura de alumínio usada como forno, e álcool gel.

Na hora do banho, os militares têm que ter uma dose de paciência. São apenas 16 chuveiros que usam água fornecida pelos bombeiros, mantida em um resevatório ao lado da base de operações. As fardas sujas são entregues numa pequena lavanderia montada no local.

Com o forte calor dos últimos dias, aumentou também o consumo de água. São 4.500 litros de água mineral por dia, o equivalente a 3 litros por cada militar.

A rotina nos próximos meses não deverá ser muito diferente, já que o governador do Rio, Sérgio Cabral, anunciou que o Exército permanecerá no Alemão até a instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).


"Nossa missão não tem prazo para acabar", disse Penkel.

Fonte: FOLHA

O fracasso de Lula e Cabral no Rio


Polibio Braga

A ocupação policial-militar de duas favelas do Rio de Janeiro, demonstra o fracasso da ação dos governos Sérgio Cabral e Luís Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Foi preciso ir às armas para restabelecer a ordem no Rio.

. Há pelo menos 30 anos, o Rio de Janeiro e o Brasil são submetidos a governos que repetidamente usam retórica de rendição para justificar a inatividade dos governos no combate ao crime.

. Ao levar teleféricos para as favelas e implementar programas de pacificação, os governos estadual e federal apenas tentam consolidar os inaceitáveis territórios urbanos degradados.

. A vitória sobre exércitos criminosos brancaleones, deve ser execrada, porque são uma farsa.

. Os brasileiros querem muito mais dos seus governantes, a começar pela revisão da legislação penal e por uma reforma urbana digna deste nome. Sem isto, nada feito.

Vide abaixo, comentário de Políbio Braga



Fonte: Blog do Políbio Braga

Imprensa segue rastro de blindado da Marinha e encontra moradores acuados e destruição

Arthur Guimarães - UOL

 Vila Cruzeiro após a ocupação da polícia na quinta-feira (25). Moradores ficaram sem luz e mais de 50 motos foram destruídas pelos blindados da Marinha / Júlio César Guimarães/UOL

No dia seguinte à invasão policial que retomou o território da Vila Cruzeiro das mãos do traficante Fabiano Anastácio da Silva, o FB, a reportagem do UOL Notícias repetiu, caminhando, a rota feita ontem pelos VBTP M113, veículos blindados da Marinha que, com suas metralhadoras calibre .50, assustaram os bandidos e fizeram um arrastão oficial sobre a marginalidade que dava as cartas na comunidade.

As marcas brancas das rodas dentadas afundadas no asfalto denunciavam o trajeto escolhido pelas autoridades para subir o morro. Como os veículos pesam 12 toneladas e são movimentados por engrenagens similares a de um tanque de guerra, as movimentações pela região deixaram uma espécie de rastro pelo pavimento.

Seguindo essa pista, a caminhada da reportagem começou pelo pequeno centro comercial que funciona na entrada da favela. Nessa etapa, o cenário mesclava carros e vans queimadas, efetivos policiais andando de um lado para outro, tudo cercado de muitos entulhos e cinzas, heranças deixadas pelos incêndios criminosos feitos pelos traficantes para impedir o avanço das tropas na quinta-feira.

Nas casas, moradores acuados iluminavam o interior de suas residências com velas e tentam conservar os alimentos com gelo, já que a luz foi cortada depois que cabos foram rompidos pelas labaredas e postes foram derrubados pelos próprios blindados. Das portas e janelas dos imóveis – alguns cravejados de marcas de balas – as famílias observavam o movimento, reclamando especialmente da falta de energia. “Aí, tem que chamar a Light!”, era o refrão.

No geral, no entanto, eles dificilmente deixavam de lado a regra número um em uma comunidade acostumada com o domínio do crime. “Vou dar entrevista? Tá louco? E se eles voltam? Matam a gente 'todinho' [sic]”, resumiu um morador.

Vencidos os primeiros 200 metros do percurso, um grupamento do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) faz uma pequena operação para verificar o que havia dentro de imóveis trancados. Com uma ferramenta que lembra uma enorme tesoura, eles abriam cadeados e reviram casas atrás de artefatos deixados pelos criminosos fugitivos. Apesar da retomada do poder do Estado na favela, os policiais assumem que ainda trabalham com a hipótese de um ou outro bandido estar infiltrado, disfarçado na comunidade.

A subida do morro é íngreme. As ruas vão ficando estreitas e, para quem passa, dá para perceber o porquê da preferência dos traficantes pelo local: das lajes das casas é possível ver toda a entrada do morro – e as ruas, com curvas seguidas, transformam o espaço em um verdadeiro labirinto. Em uma das paredes, um grafite mostra a imagem do jogador Adriano, nascido e criado ali. No muro, estão os dizeres: “Adriano rumo a Copacabana”. Em suas costas, o jogador segura uma latinha de cerveja escondida.

É escondida que a reportagem segue caminho. Depois do início da subida, a escolta da polícia fica para trás. O principal cuidado é sempre andar rente à parede, evitando eventuais balas perdidas. Nesse estágio, outra paisagem surge. Por mais de 200 metros, mais de 50 motos estão pelo chão, jogadas junto à guia da calçada. São motos caras, algumas de corrida, muitas amassadas como latinhas de refrigerante seguindo para reciclagem. “Foi o blindado”, explica um morador.

Como seus quase cinco metros de cumprimento e 2,5 metros de altura, os VBTP M113 abriram caminho à força. As motos, sejam de moradores ou de bandidos, foram as vítimas nesse processo. Como muitas estavam estacionadas junto às residências, foram atropeladas pelos blindados da Marinha. E não adiantava perguntar aos moradores de quem era. Não respondiam.

"Hospital do crime"

Foi então que, ao cruzar outro pelotão do Bope, a reportagem é informada que uma "enfermaria do crime", barraco com macas e medicamentos, tinha sido estourado hoje pela polícia. Segundo o policial que revelou a conquista, o imóvel com a aparelhagem médica ficava na Vacaria, topo do morro, começo das estradas de terra onde, ontem, as imagens dos helicópteros das redes de televisão mostraram o bando de FB em fuga para o complexo do Alemão.

Até lá, a subida ganhava cada vez mais intensidade. Observando motos e mais motos pelo caminho, o UOL Notícias chegou finalmente ao local indicado. Lá, encontrou um grupo de policiais civis dentro de um barraco, onde acabaram de encontrar uma quantia de maconha, além de uma granada. Foram eles que indicaram onde seria a tal Vacaria, espaço em que, entre outras barbaridades, os bandidos queimavam rivais, segundo relatos.

Depois de mais de 40 minutos de caminhada, já no topo onde até quinta-feira (25) apenas traficantes pisavam, a reportagem finalmente chegava ao final de seu trajeto. O mato tomava conta do local. Naquela altura, os rasantes do helicóptero do Bope pareciam ainda mais próximos. Foi então, que, antes de chegar ao pronto-socorro dos traficantes, começam ruídos que lembram tiros.

Os policiais civis pegam as armas e organizam uma equipe para ir averiguar. Os tiros ganham intensidade, com rajadas que duram mais de cinco segundos. Do delegado que chefia os policiais, vem a ordem. “Imprensa, desce”. Descemos.

Guerra no RIO: Capitão Nascimento

Leia abaixo, o excelente artigo de Merval Pereira,sobre a operação policial de ontem na Vila Cruzeiro


Merval Pereira - O Globo

Ontem foi dia de a realidade imitar a arte. Foi dia de torcer pelo Capitão Nascimento de Tropa de Elite, que todos nós vimos em ação, ao vivo e a cores, nas reportagens das emissoras de televisão. Que o personagem de Wagner Moura tenha se tornado o novo herói nacional é um sinal dos tempos, não necessariamente um bom sinal.

Ontem entraram em ação centenas de capitães Nascimento encarnados em cada um dos soldados do BOPE, que o personagem do filme de José Padilha se orgulha de ter transformado em “uma máquina de guerra”.

E quando essa máquina de guerra conseguiu colocar em disparada várias dezenas de bandidos em fuga pela mata, em direção ao Morro do Alemão, houve comemoração do cidadão comum que assistia à TV Globo como se acompanhasse um filme de aventura em que os mocinhos eram os policiais.

Ou como se aquelas imagens em tempo real fizessem parte de um game em que o telespectador poderia interferir manejando os comandos.

Mas foi também dia de a população como um todo tomar consciência da gravidade da situação, que muitas vezes só é sentida na carne pelas comunidades mais carentes.

A ação de terrorismo distribuída por toda cidade, que já vinha sendo revelada com os arrastões na Zona Sul nos últimos dias, evidenciou que essas facções criminosas continuam ativas e bem armadas, com capacidade de levar o pânico a qualquer ponto.

O ponto positivo foi ver a reação policial, que deu a sensação de ter sido bem coordenada e comandada com extrema cautela para não colocar em risco a população. E mesmo assim eficiente.

É claro que a realidade lá fora mostrava uma cidade apavorada, quase deserta, com as pessoas escondidas dentro de casa.

Nas localidades envolvidas diretamente na guerra, era possível ver vez por outra lençóis brancos sendo acenados em pedidos desesperados de paz, enquanto as ações de guerrilha continuavam na Vila Cruzeiro, que acabou sendo dominada pelas forças públicas.

Essa verdadeira operação de guerra que se desenvolveu durante todo o dia na região da Penha mostrou uma grande ofensiva policial feita por 150 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e 30 fuzileiros navais com rostos pintados, colocando várias dezenas de bandidos em fuga, permitindo que a polícia ocupasse o alto da Vila Cruzeiro, aonde não conseguiam chegar a anos.

E tudo mostrado ao vivo pelos helicópteros das televisões, que deixaram os telespectadores espantados com o poder de fogo dos bandidos, e a quantidade de pessoas envolvidas nessa guerra.

Foi um reality show em tempo real que, ao mesmo tempo em que colocou em cada um de nós um sentimento de horror com a constatação da dimensão do problema que a cidade enfrenta, deu-nos também a certeza de que é preciso apoiar a ação do governo, que não há mais volta nesse combate contra o tráfico de drogas.

O fato de que pela primeira vez no combate aos traficantes foram usados Urutus da Marinha de Guerra é “histórico”, como definiu o secretário de segurança José Mariano Beltrame, ao mesmo tempo em que todos ficamos espantados com a insinuação do secretário de que o Exército não parece disposto a colaborar.

A participação dos Urutus da Marinha, e de Fuzileiros Navais na operação foi mais um elemento emocional positivo para a ação da polícia.

A cada barreira que um Urutu ultrapassava, parecia uma vitória da sociedade sobre a bandidagem.

Mesmo que a Secretaria de Segurança não planejasse a ocupação da Vila Cruzeiro, ela se tornou inevitável depois que a TV Globo mostrou aquelas imagens, na quarta-feira, de bandidos chegando aos magotes de tudo quanto é lado, para se esconderem na favela que se transformou no bunker da direção da maior facção criminosa do Rio, que comanda as ações terroristas dos últimos dias.

A sensação dos especialistas é de que os policiais montaram uma operação dentro da lógica antiga de responder com uma ação direta no núcleo da bandidagem, para mostrar força, mas para entrar e sair da favela.

E a reação política da sociedade está mostrando que o avanço da polícia foi sentido de maneira tão positiva pela população que vale mais pelo lado intangível do sentimento de vitória do que pela propriamente pela ação em si.

As forças públicas não poderão sair tão cedo de Vila Cruzeiro, mesmo que não venha a ser instalada lá pelo momento uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), como chegou a ser anunciado.

Essas unidades pacificadoras estão se revelando um ativo político importantíssimo, com ampla aceitação pela população, mesmo que falte a essa política uma imprescindível ação de planejamento para combater as conseqüências da retirada dos bandidos dos territórios que dominavam.

Está se produzindo um fenômeno político que é a reação da sociedade de unidade em torno da ação do governo.

Se as forças públicas saírem da Vila Cruzeiro, ficará a sensação de que foram derrotados.

A reação dos bandidos de tocar o terror na cidade foi extremamente negativa para eles, por que conseguiram provocar uma grande unidade na sociedade, não entenderam que em certas circunstâncias o Estado não pode recuar.

O sinal de que estão descontrolados foi o ataque até a uma ambulância, com doente dentro, que conseguiu sair antes que o veículo pegasse fogo.

Batalha da Vila Cruzeiro: Ao menos 30 mortos até agora

Segunda fase da ação tem 3 blindados da Marinha e 4 caveirões do Bope. Policiais retiraram um caminhao que bloqueava uma das ruas da favela.

Fala-se de mais de 30 mortos na operação, detalhes em breve

Mais de uma hora depois de a polícia entrar na Vila Cruzeiro, na Penha, no subúrbio do Rio, a megaoperação ganha reforço para uma nova fase na ocupação. São mais de 200 policiais civis, três blindados da Marinha e quatro caveiroes do Bope. Além de agentes, eles levam reforço de munição.

Policiais do Bope retiraram um caminhao que bloqueava uma das ruas da favela. Mais cedo, um policial e um jovem, de 21 anos, ficaram feridos na região.

A polícia entrou nesta quinta na Vila Cruzeiro para prender criminosos que, segundo serviços de inteligência, deixaram comunidades pacificadas pelas chamadas UPPs, as Unidades de Polícia Pacificadora.

A ação da polícia foi liderada pelo Bope, o Batalhão de Operações Especiais, usou ao menos 150 homens e teve o apoio da Marinha, que cedeu seis blindados.

Desde domingo, o Rio de Janeiro vive uma onda de violência, com arrastões, veículos queimados e ataques a forças de segurança. Segundo o governo do Rio, é uma reação à política das UPPs, quando a polícia ocupa áreas antes dominadas por criminosos. Desde 2008, 13 dessas unidades foram instaladas na cidade.

O balanço mais recente da PM indica que 14 veículos foram incendiados nesta quinta. Desde domingo (21) até as 11h30 desta quinta, a PM contabiliza 55 veículos queimados, 55 presos, 121 detidos, 29 armas curtas apreendidas, além de 11 fuzis, 2 espingardas e 5 granadas.

Bope estoura artefato na Penha e assusta moradores

Uma explosão no Largo da Penha, no subúrbio do Rio, causou correria entre moradores no local, que dá acesso à Vila Cruzeiro. Segundo a polícia, o ojbeto estava numa das subidas da comunidade e estava ligado a um fio que corria ao longo de um quarteirão. Depois de retirado, ele foi detonado por homens do Esquadrão Antibombas.

“Isso são táticas de guerra, emboscadas”, disse o inspetor do Esuqdrão Antibombas, Cassiano Martins.

A operação na Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, subúrbio do Rio, vai continuar durante a noite desta quinta-feira (25). A informação foi confirmada pela Polícia Militar. De acordo com a PM, agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e 16º BPM (Olaria) terão que redobrar a atenção por causa da falta de luz solar.

A polícia chegou ao topo da favela Vila por volta das 17h desta quinta, após uma megaoperação no local. Durante a ação, que durou quatro horas, um grupo de bandidos fugiu da Vila Cruzeiro com destino ao Conjunto de Favelas do Alemão, também na Penha.

A operação da polícia é liderada pelo Bope e usa ao menos 350 homens (200 da Polícia Civil e 150 do Bope), com o apoio da Marinha, que cedeu nove blindados.

Desde domingo, o Rio vive uma onda de violência, com arrastões, veículos queimados e ataques a forças de segurança. Segundo o governo, é uma reação à política de Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, na qual a polícia ocupa áreas antes dominadas por criminosos. São pelo menos 25 os veículos incendiados somente nesta quinta. Pouco antes das 16h, a PM informou que prendeu nesta quinta 11 suspeitos e apreendeu 3 galões de gasolina, 6 dinamites e 6 espoletas. Oito pessoas morreram.

'A Vila Cruzeiro hoje pertence ao estado', diz subchefe da Polícia Civil

"A Vila Cruzeiro hoje pertence ao estado." A frase foi dita pelo subchefe operacional da Polícia Civil do Rio, quando descia da favela cerca de uma hora depois que policiais chegaram ao topo do morro, no início da noite desta quinta-feira (25). A ação de ocupação do local durou quatro horas.

"Existe uma rota de fuga para o Complexo do Alemão de difícil acesso, mas hoje a favela está dominada. Essa é a resposta que a sociedade precisava", disse o subchefe, que indicou que a ação não terminará nesta quinta.

A operação da polícia é liderada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) e usa ao menos 350 homens (200 da Polícia Civil e 150 do Bope), com o apoio da Marinha, que cedeu nove blindados.


Fonte: G1 - TV Globo
COBERTURA AO VIVO - AÇÃO POLICIAL NO RIO - GLOBONEWS

RIO: Outro dia de caos

Polícia divulga balanço da situação no Rio


A PM do RJ divulgou um boltem com o balanço dos ataques que ocorridos na cidade do Rio de Janeiro, de domingo até a noite de ontem.

Eis os dados divulgados:

23 pessoas morreram ,47 foram presas e 112 detidas para averiguação. Dois PMs foram feridos à bala, além de mais 14 vítimas que estão internadas no Hospital Municipal Getúlio Vargas, na Penha.

Foram apreendias 29 armas de fogo, entre revólveres e pistolas e 10 fuzis. Também foram apreendidas duas espingardas calibre 12 , cinco granadas, duas bombas caseiras e uma submetralhadora. Afora material para a fabricação de coquetéis molotov, e vários litros de gasolina

A PM informou ainda que 37 veículos tinham sido incendiados, sendo dois carros no domingo, oito na segunda-feira e dois na terça. Já na quarta-feira, mais 18 pessoas foram mortas em ações policiais e mais 15 veículos foram destruídos, afora duas vans, um caminhão e sete onibus.

Entre os mortos está uma menina de 14 anos, vítima de bala perdida na favela do Grotão, na Penha. Rosângela Barbosa Alves levou um tiro no peito enquanto usava o computador em casa.

A jovem foi levada para o hospital Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu aos ferimentos.


Muitos Boatos

A fábrica de boatos funciona a todo vapor e a todo momento fala-se em novos arrastões e incêndios pela cidade e assim o pânico é geral. A internet ajuda a reforçar a sensação, com muitas pessoas relatando fatos ou mesmo espalhando histórias nem sempre reais.

Exército está em alerta máximo

O Exército entrou em alerta e reforçou a segurança de todas as suas unidades militares no Estado do Rio, informou  o Comando Militar do Leste (CML).

A decisão de entrar em alerta foi tomada em resposta às ações criminosas impostas pelos bandidos na Região Metropolitana do Rio.

Até agora, os militares não foram acionados para ajudar o estado no policiamento, como já foi feito em outros anos, mas apenas para dar apoio logístico, como fará a Marinha.

O CML informou ainda que está trocando informações de inteligência com as autoridades públicas do Rio e da Polícia Federal. A troca de informações foi intensificada.

A nota do Exército na íntegra é "a segurança de todos os aquartelamentos da área do CML foi reforçada face às ações criminosas implementadas nos últimos dias. Esta segurança foi estendida para os deslocamentos das viaturas militares."


Na mesma nota,é mencionado que "a troca de informações entre o CML e os órgãos de segurança pública (OSP) é uma atividade rotineira e sistemática; e neste momento está sendo intensificada".

Os vídeos e fotos mais recentes







Fontes: BGN - TV Globo - PM/RIO - G1

Caos no Rio de Janeiro, em imagens

Série de vídeos mostrando o caos que tomou conta do Rio de Janeiro na noite passada e nesta madrugada de quarta-feira







Fonte: TV Globo

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