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Menino de 7 anos é comparado ao pintor Pablo Picasso

Telas de Kieron são disputadas entre colecionadores durante exposição na Inglaterra

O garoto britânico Kieron Williamson, de apenas sete anos, ganhou os holofotes da mídia ao ser comparado com pintores de peso como o francês Claude Monet e até mesmo o gênio espanhol, Pablo Picasso.

Segundo o jornal El País, as paisagens pintadas em sua casa, no noroeste de Londres, estão na mira dos colecionadores de arte. Desde o dia 30 de julho, Kieron faz uma exposição em sua vizinhança e já vendeu 33 telas.

Em apenas 27 minutos, os colecionadores de várias partes do mundo, como dos Estados Unidos e da África do Sul, compraram um total de R$ 414 mil (180.000 euros). Alguns passaram a noite acampados na porta da pequena galeria para adquirir “um Williamson”.

Michelle, a mãe de Kieron, permite que as pessoas vejam "seu artista" por pouco tempo, já que a criança está de férias, mas confessa que também queria provar que seu filho é quem fez as pinturas.

Abadia de St. Benet, uma das pinturas do garoto Kieron Williamson, de apenas sete anos; menino é apelidado como "pequeno Monet", em referência ao pintor francês percurssor do impressionismo/Reprodução/Jornal El País

Tudo começou em 2008, quando Kieron estava com sua família em férias para a região da Cornualha, na Inglaterra. Lá, ele viu as belas praias e um grupo de barcos, e queria pintá-los. Desde então, "não podia parar de pintar obsessivamente por um único dia", diz a mãe de Kieron ao jornal britânico The Daily Telegraph.

Kieron diz que se sente "muito bem" com o seu sucesso e confessa não ter nenhum segredo.

- Eu vou para a escola jogar futebol lá, e eu sou o melhor defensor do time.

Segundo Mariano Trillo, psiquiatra infantil do Centro Avançado de Barcelona em entrevista ao El País, crianças prodígios são relativamente comuns nas artes, mas em pintura são muito poucos os casos.


Fontes: R7 - Agências

Segredos de Giotto são descobertos em Florença, na Itália

As obras de Giotto na capela Peruzzi influenciaram Michelangelo, que nasceu 140 anos após a morte do arquiteto e pintor italiano.

Especialistas analisam obras de Giotto sob raios ultravioleta (Foto: Reuters)

Ao utilizar raios ultravioleta, restauradores descobriram novos detalhes nas obras de Giotto, expostas na capela Peruzzi, em Florença, na Itália. Esses "segredos" permaneceram escondidos por anos e só puderam ser descobertos graças aos novos recursos da tecnologia.

"Encontramos o segredo de Giotto", afirmou Isabella Lapi Ballerini, chefe do Opificio delle Pietre Dure de Florença, um dos mais prestigiados laboratórios de restauração artística do mundo.

No ano passado, dezenas de restauradores e pesquisadores começaram um ambicioso projeto não invasivo, cujo objetivo foi analisar a condição de 12 obras de Giotto pintadas na capela em 1320.

O intuito do estudo, financiado por uma bolsa da Fundação Getty, de Los Angeles, nos EUA, foi reunir informações sobre os 170 metros quadrados da capela.

Durante o projeto, realizado nos últimos quatro meses, restauradores trabalharam em três obras de Giotto. Enquanto observavam as pinturas sob raios ultravioleta, os especialistas perceberam detalhes surpreendentes, não visíveis a olho nu.

"Essas descobertas são realmente espantosas", disse Cecilia Frosinini, coordenadora do estudo que analisou cenas da vida de João Batista e João Evangelista, pintadas por Giotto.

"Sabíamos que podíamos obter alguns resultados interessantes a partir do diagnóstico científico, entretanto quando olhamos as imagens sob luzes ultravioleta, todas as pinturas, algumas pouco nítidas por conta da ação do tempo e de restaurações antigas, assumiram uma nova vida", afirmou Frosinini apontando para uma cena. "Elas possuem efeitos tridimensionais e só agora conseguimos ver todas as nuances claro-escuro. Há corpos sob as roupas e é possível perceber as dobras dos tecidos e as expressões dos rostos", completou a especialista.

As obras de Giotto na capela Peruzzi influenciaram Michelangelo, que nasceu 140 anos após a morte do arquiteto e pintor italiano. Seu trabalho na Capela Sistina, realizado por volta de 1500, foi baseado nas pinturas de Giotto, afirmam estudiosos.

Fonte: Veja

Objetos raros de arte e desejo

Em retrospectiva, Sawaya & Moroni mostra que a não repetição é a filosofia do trabalho da empresa

William Sawaya

Design arte. Muito antes de a expressão ganhar as páginas das revistas especializadas, William Sawaya e Paolo Moroni já se exercitavam com desenvoltura pelas águas turbulentas da produção de objetos únicos. Ou raros, para se dizer o mínimo. Subvertendo a ideia da produção em série, suas coleções sempre se esmeraram por representar, antes de tudo, um instantâneo da vida de seus criadores.

Como não poderia deixar de ser, a Era das Linguagens, mostra apresentada na última edição da Abitare il Tempo, em Verona, reunindo em retrospectiva 25 anos da Sawaya & Moroni - fundada e mantida pela dupla em Milão -, é o retrato acabado de uma empresa que faz da não repetição sua dinâmica de atuação. E da complexidade, um poderoso estímulo.


"Eles não seguem tendências; eles a preveem de forma pontual, com sensibilidade aguda", argumenta a crítica de design e fiel admiradora Cristina Morozzi. Dotados de características únicas, cada móvel, cada objeto editado pela Sawaya & Moroni parece apontar para uma direção diferente. Parece ter sua própria história para contar.

Com cenografia assinada pelo próprio William Sawaya, a mostra na Abitare optou por tratar cada peça como personagem central, enfatizando suas diferenças de escala, formas e técnicas de produção - todos muito diferentes uns dos outros. Todos com muito pouco a compartilhar, afora a particularidade de possuírem identidade própria.


"Poucas empresas são capazes de expressar a riqueza material de sua época como a Sawaya. Com espantosa coerência, seus produtos são como fragmentos. Partes de uma época fragmentada como a nossa", observa o crítico Vani Pasca no catálogo da mostra, sinalizando a ausência de analogias a guiar o percurso do visitante na mostra.

Surpreendente também é o fato de uma coleção tão diversificada ter sido produzida em tão curto período de tempo. "Eles sempre transitaram por um terreno híbrido, uma interface entre arquitetura, arte e design que só agora passou a adquirir reconhecimento internacional", afirma Pasca.

Coleção Piazza

Pioneira em convocar arquitetos para se aventurarem no campo do design, a Sawaya é uma das raras companhias capazes de reunir em catálogo peças assinadas por nomes do porte de um Michael Graves ou de uma Zaha Hadid. Daniel Libeskind, por exemplo, é a estrela da coleção 2009, com a Piazza, um conjunto de chá e café de prata, que transmuta bules e xícaras em torres e edifícios.

"A maioria das empresas teme a intervenção de arquitetos nas suas linhas, alegando a complexidade envolvida em seus projetos, mas esse não é o nosso caso", diz Moroni, sempre às voltas com processos tecnológicos capazes de fornecer a infraestrutura necessária à produção de objetos, via de regra, complexos. E, à primeira vista, impossíveis.

Também arquiteto, Sawaya, por sua vez, procura lidar de forma respeitosa com as técnicas artesanais, fazendo-as coexistirem de forma saudável com inovações industriais. Não nega a exclusividade e os altos preços envolvidos nas criações da empresa - um sofá desenhado pela iraquiana Zaha Hadid para a marca pode chegar aos 200 mil. Mas ainda assim acredita no poder transformador do design.

Como exemplo, cita um de seus projetos preferidos, a Bella Rifatta, uma cadeira de plástico reciclado. "O design conferiu à matéria-prima uma maior dignidade estética, liberando a reciclagem de sua conotação habitual. É uma forma de mostrar que beleza também pode ser combinada com ética",
afirma.





Fonte: O ESTADO / Marcelo Lima

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