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Rede Globo promove debate com candidatos à Presidência

Serra (PSDB) eDilma (PT), responderão a perguntas de eleitores indecisos. Transmissão começará logo depois da novela 'Passione'.

A Rede Globo realiza nesta sexta-feira (29) debate com os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).

O último debate da campanha ocorrerá na Central Globo de Produção, no Rio de Janeiro. A mediação será do jornalista William Bonner. A transmissão começa logo após a novela "Passione".

Os candidatos responderão a perguntas formuladas por eleitores indecisos, que estarão na plateia. O instituto de pesquisas Ibope foi responsável pela seleção dos participantes, oriundos de diferentes estados do país.

A definição das perguntas seguiu a segunte dinâmica: na véspera do debate, cada eleitor indeciso formulou cinco perguntas, individualmente e por escrito, sobre temas de interesse nacional definidos pela produção.

Os temas são: saúde, educação, meio ambiente, políticas sociais, previdência, investimento em infraestrutura, política econômica, agricultura, saneamento, política externa, corrupção, transportes, desemprego, segurança, habitação, funcionalismo público, impostos, legislação trabalhista e energia.

De um total de 400 perguntas, foram selecionadas as 12 mais representativas de cada tema. As questões não serão específicas ou dirigidas a um dos dois candidatos.

Estrutura e regras

O debate terá três blocos, em que os dois candidatos responderão as perguntas dos indecisos. Um sorteio definirá o candidato que responderá a primeira questão. A segunda pergunta será respondida pelo segundo candidato e assim sucessivamente, fazendo com que ambos respondam o mesmo número de questões.

O candidato da vez sorteará o eleitor indeciso, que terá 30 segundos para ler sua pergunta. O candidato terá dois minutos para a resposta, com dois minutos de réplica do outro candidato e mais dois minutos para a tréplica. Ao fim do terceiro bloco, os candidatos terão dois minutos para fazer suas considerações finais.

Uma arena será o cenário do debate, o que facilitará a movimentação dos candidatos durante as respostas. Os eleitores indecisos estarão sentados em volta. Se algum candidato não comparecer, os indecisos farão todas as perguntas para o candidato presente.

Ao final do debate, os candidatos concederão à imprensa entrevista coletiva de cinco minutos. A ordem das entrevistas foi determinada por sorteio. José Serra será o primeiro a falar com a imprensa, seguido por Dilma Rousseff.

Fonte: G1

Debate na Record: Trechos mais importantes

‘Modelo de debate está esgotado’

Esse é o consenso entre 4 representantes de ONGs sobre o formato engessado dos encontros na TV


Flávia Tavares - O ESTADO DE S PAULO

A sociedade tenta. Organiza-se, mobiliza-se, age. Monta entidades e ONGs voltadas para cidadania e política, para atrair o poder público para a discussão. Mas os políticos fogem do debate mais profundo. Mesmo quando estão, de fato, debatendo, como ontem, no encontro na TV Record. O Estado convidou quatro representantes de entidades da sociedade civil para assistir ao confronto e analisá-lo.

Seguindo mais ou menos o script usado em todos os debates até aqui, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) se acusaram e, quando puderam, falaram de suas realizações prévias. Mas o diálogo foi pobre. “É uma colcha de retalhos de temas, ninguém se aprofunda em nada”, disse Mauricio Broinizi, historiador e coordenador executivo da Rede Nossa São Paulo.

Realmente, o debate atravessava assuntos diversos a cada dois minutos de fala dos presidenciáveis. “Devia haver regra para que o candidato não saísse do assunto perguntado”, sugeriu o publicitário Pablo Ribeiro, do site Eu Lembro. Talvez tanta divagação seja calculada e os candidatos queiram atingir um eleitorado específico. “O discurso é para atingir a massa, mas fica até difícil diferenciar um e outro, é tudo muito confuso”, avalia o consultor Rafael Lamardo, diretor do movimento Voto Aberto e do Extrato Parlamentar.

Para Caio Magri, sociólogo e gerente do Instituto Ethos, Dilma pecou em demorar a apresentar dados do governo Lula em comparação aos do governo FHC. “É uma estratégia burra.” Broinizi e Magri lembraram que, nos primeiros debates pós-ditadura, quando “raposas” como Leonel Brizola e Mário Covas participavam, os confrontos eram mais empolgantes. “Claro que ali havia um espaço mais aberto para um projeto de futuro. Hoje, estamos engessados em modelos já definidos”, ponderou Magri. “Sem dúvida, o futuro era mais presente nos diálogos políticos”, concordou Broinizi.

As regras engessadas dos encontros televisivos podem contribuir para esse tom insosso atual. “O modelo parece esgotado. A plataforma para construir ideias e propostas, construir um diálogo político, é a internet”, acredita Lamardo. “O fraco debate na TV e no rádio é retrato da submissão da política ao marketing”, explica Broinizi. Ribeiro complementa: “Tanto que em todos os debates e em todos os programas os discursos são iguais”.

O balanço final dos convidados pelo Estado foi uníssono. Se, por um lado, os candidatos não se esforçam para aprofundar a discussão de temas relevantes para o País, por outro, o formato dos debates não estimula esse aprofundamento.

“Esse modelo é intragável e reflete uma legislação ultrapassada, em que os candidatos podem prometer o que quiserem sem ser cobrados por isso”, disse Broinizi. “Se, até 2002, os encontros na TV tinham algum peso, hoje não têm. Ajudaram somente Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio no primeiro turno, porque eles tinham pouco tempo de propaganda”, conclui Magri.

Aliados replicam no Twitter batalha da TV

José Orenstein /O ESTADO DE S PAULO

Enquanto Dilma Rousseff e José Serra usavam seus tempos de resposta para trocar acusações no debate da Record na TV, ecoava na web o tom agressivo do encontro. Políticos, militantes e simpatizantes multiplicavam as vozes dos adversários, cada um puxando a sardinha para a brasa de seu candidato.

Pelo lado petista, uma das vozes mais ativas era a da senadora eleita Marta Suplicy, que acompanhava o embate direto do estúdio. Ela usava o Twitter para reproduzir ataques ao tucano e exaltar o desempenho de Dilma. “Serra agressivo e arrogante. Cruz credo! Dilma está bem assertiva, mas não agressiva. Isto não vai dar certo para Serra”, escreveu Marta em sua conta no microblog, ainda no primeiro bloco.

Nas fileiras tucanas, o outro senador paulista recém-eleito, Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB, também não deixava passar em branco as derrapadas da candidata petista à Presidência. “Aqui de casa dá para perceber bem que Dilma é incapaz de raciocinar, falar e gesticular ao mesmo tempo. A TV é uma verdadeira radiografia da alma”, postou Aloysio no Twitter, depois de deixar o estúdio.

Além de figuras políticas de destaque dos dois partidos, faziam barulho também os dois coordenadores das campanhas na internet. Soninha Francine, que comanda a estratégia de Serra na rede, acompanhava em tempo real a disputa. Abusando da ironia, comentava o debate ressaltando frases de Dilma. “A distribuição do crack é culpa dos presídios de São Paulo. Nos outros presídios do país - RJ, etc. - não tem crime organizado, nada disso”, escreveu Soninha no Twitter após ataque à gestão da segurança pública paulista.

O seu correspondente petista, Marcelo Branco - encarregado da campanha de Dilma na web - não deixou barato e recorreu também ao sarcasmo para desancar o desempenho tucano, cunhando até apelido para o candidato do PSDB: “Pro ‘Serra bola murcha’ tudo no Brasil está errado e na pior. Por isso que o governo de Dilma/Lula tem 80% de aprovação”, anotou.

E uma voz dissonante, que marcou os debates do primeiro turno pelo bom humor e sagacidade, manteve-se ativa ontem na rede. Distribuindo críticas a Dilma e Serra, Plínio de Arruda Sampaio marcou posição: “Tudo isto me leva a votar nulo no segundo turno. É importante registrar nosso desacordo com o Estado burguês”, escreveu o socialista.

Dilma e Serra fazem hoje penúltimo debate da campanha

Embora os dois candidatos garantam que estão interessados na apresentação de propostas, as equipes preparam a dupla para um duelo

No penúltimo debate da campanha eleitoral - marcado para as 23 horas desta noite, na TV Record -, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) vão trocar alfinetadas sobre montagem de dossiês e denúncias de corrupção. Embora os dois candidatos à Presidência garantam que estão interessados apenas na apresentação de propostas, as equipes preparam a dupla para um duelo.

"O estilo de quem é do mal é justamente de quem diz que é do bem. Nós batemos na política e nosso adversário, na baixaria", afirma o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas, numa referência ao jingle "Serra é do bem". "Vamos ser incisivos quando precisar. Se quiserem discutir problema de corrupção, vamos discutir. Aliás, tomara que apareça essa questão de dossiê, pois vamos mostrar a guerra entre tucanos."

O comitê de Dilma responsabiliza o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) pela quebra de sigilo fiscal de parentes e amigos de Serra. Para o PT, a violação dos dados é mais um capítulo da disputa travada entre Serra e Aécio, no ano passado, pela definição do candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.

Serra, por sua vez, usará o escândalo para alvejar Dilma, alegando que a quebra do sigilo dos tucanos foi ordenada por um grupo de inteligência da campanha petista. "Mas o confronto será na base da civilidade", diz o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra.

O candidato do PSDB vai explorar, ainda, a denúncia publicada na última edição da revista Veja, segundo a qual o Planalto deu ordens para que a Secretaria Nacional de Justiça produzisse dossiês "contra quem atravessasse o caminho do governo". Os pedidos teriam partido da própria Dilma, então ministra da Casa Civil, e de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay, negou "peremptoriamente" a acusação, da mesma forma que Dilma e Carvalho. Para o governo e o PT, a denúncia não passa de vingança do ex-secretário Romeu Tuma Jr., defenestrado em junho depois de ter o nome envolvido no escândalo da máfia chinesa.

Fontes: IG - Agência Estado

Dilma e Serra travam duelo mais duro da campanha

Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) travaram o duelo mais duro da campanha na noite deste domingo em debate na Band.

José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) enfrentam-se em debate de presidenciáveis promovido pela TV Bandeirantes/Sebastião Moreira/Efe

Marcado pela troca de acusações de ambas as partes, o debate virou embate não apenas porque foi o primeiro confronto que contou apenas com os dois desde que o período eleitoral começou, mas também porque Dilma deixou a postura defensiva em que foi colocada nos últimos dias por causa da polêmica envolvendo o aborto e adotou uma postura combativa, atacando durante todo o tempo o adversário, que não deixou por menos e foi ao contra-ataque.

No quarto bloco, Serra chegou a comentar a ofensiva de Dilma.

"Tenho que confessar que eu tô surpreso com essa agressividade, esse treinamento da Dilma Rousseff, que esta se mostrando como é de verdade", disse o tucano.

Entre os temas que foram motivos de acusações estiveram questões polêmicas da campanha, como aborto, privatizações e escândalos na Casa Civil.

Logo na primeira oportunidade que teve de perguntar, Dilma atacou Serra e acusou sua campanha de procurar atingi-la com "calúnias, mentiras e difamações".


"Essas calúnias têm sido muito claras em alguns momentos. Seu vice, Indio da Costa [DEM] a única coisa que faz sistematicamente é criar e organizar grupos, aproveitando da boa fé das pessoas, pra me atingir até com questões religiosas. Queria saber se o senhor considera essa forma de fazer campanha que usa o submundo é correta", questionou.

Na resposta, Serra afirmou se solidarizar com "quem é vitima de ataques pessoais" e se disse ele próprio vítima. O presidenciável tucano contra-atacou a petista e insinuou que ela tem a ver com os ataques que ele teria sofrido.


"Blogs com seu nome. Se não fosse [algo feito por sua campanha] poderia tirar na Justiça. Fazem ataque a família, amigos. Uma campanha orquestrada a respeito de ideais que não tenho. Nós somos responsáveis por aquilo que pensamos e aquilo que falamos. A população cobra programa de governo, mas cobra conhecimento. [...] Vocês confundem matéria de jornal com coisas orquestradas."

Serra foi o primeiro a mencionar a palavra aborto.

"Você disse com clareza com debate na Folha, e isso esta filmado, que era a favor da liberação do aborto. Isso não é estratégia de adversário. São coisas que vão acontecendo. Se trata de ser coerente, não ter duas caras".

Sebastião Moreira /Efe 

 Na réplica, Dilma voltou a atacar e disse que Serra deveria "ter cuidado pra não ter mil caras" e disse que o tucano regulamentou o aborto quando foi ministro da Saúde.

"Acho estranho você dizer certas coisas. Você regulamentou o acesso ao aborto no SUS".

Serra alegou que a legislação sobre o aborto foi criada em 1940 e disse que não regulamentou o procedimento, e sim criou uma norma técnica a respeito.

"A lei existente no Brasil é de 1940. Eu nasci em 1942. Nem espiritualmente poderia ter sido o autor da lei. A lei permite o aborto em dois casos: risco de vida pra mãe e estupro. Essa lei vinha sendo praticada no Brasil. [...] O que eu fiz como ministro [...] foi que isso precisava ter uma norma técnica que balizasse os abortos, para que fosse feito sem risco para a mãe. Nunca defendi a liberação do aborto. Você defendeu. Não estou fazendo juízo de valor a seu respeito. Mas você passa a dizer o contrário, a se vitimizar."

Dilma se defendeu.

"Sou contra tratar como questão de polícia a questão das das mulheres que morrem dia sim, dia não pelo aborto".

CRENÇA

Ainda no plano religioso que tem pautado o segundo turno, Serra colocou em dúvida a crença de Dilma em Deus.

"Com relação a Deus a mesma coisa. Tem entrevistas em que você diz que não sabe se acredita, se não acredita".

MONICA SERRA

Adotando um tom mais agressivo do que em debates anteriores, Dilma acusou a mulher do oponente, Monica Serra, de usar o tema do aborto para caluniá-la.

"Sua esposa, Monica Serra, eu vou dizer o que ela falou: a Dilma é a favor da morte de criancinhas. Isso é um absurdo", disse ela no segundo bloco.

Antes, no primeiro bloco, já havia tocado no assunto. "Acho gravíssimo a fala da sua senhora."

Serra não respondeu à acusação sobre sua mulher.

FICHA LIMPA

Dilma, que durante várias vezes acusou Serra de "tergiversar" sobre os assuntos que estavam sendo debatidos, disse que o tucano virou réu em uma denúncia em que é acusado de crime de calúnia e difamação e recomendou ao tucano que tomasse cuidado.


"Você se cuida. Você tá dando os primeiros passos pra entrar na Ficha Limpa".

CASA CIVIL

Serra trouxe à baila o tema dos escândalos envolvendo a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra.

"Seu braço direito durante sete anos e três meses organizou um grande esquema de corrupção. Você [diz que] não tem nada a ver."

Dilma, por sua vez, acusou Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa (empresa de transportes do Estado de São Paulo), nomeado por tucanos, de roubar R$ 4 milhões da campanha de Serra.

"Você deveria responder sobre seu assessor [sic], que fugiu com 4 milhões de reais da sua campanha."

PRIVATIZAÇÕES

Durante o segundo bloco, a candidata petista insinuou que Serra quer privatizar o pré-sal. Ela afirmou que o principal assessor do tucano na área do petroleo afirmou que Serra quer privatizar o pré-sal.

"Não dá pra fugir pela historia do trolóló. Isso foi uma afirmação feita. E isso é grave. Porque o pré-sal é e uma das riquezas mais importantes do pais. Não é pro final da década não. Defender a privatização significa tirar dinheiro do país pra investir em educação de qualidade, meio ambiente, cultura, ciência e tecnologia. É grave".

Serra rebateu: "Vou reestatizar os Correios. Fortalecer Banco do brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES". Ele afirmou que falava em reestatização porque essas instituições federais "passaram a servir aos amigos e aos companheiros".

Dilma lembrou ainda que o tucano vendeu a Nossa Caixa, banco que pertencia ao governo paulista e que foi comprado pelo Banco do Brasil.

Na réplica, Serra disse que ouviu dizer que Dilma era contra porque daria dinheiro para o governo paulista investir.

Mais à frente, a petista voltou a atacar: "Ou se tem prova ou não se acusa as pessoas. Quando eu digo que ele privatizou, que o Fernando Henrique dizia que ele era o mais empenhado nas privatizações, é um fato histórico. O que eu falar, eu tenho como provar". 

Fonte: FOLHA

Último debate presidencial fecha 1º turno

Encontro na TV Globo reuniu os candidatos Dilma, Serra, Marina e Plínio. A partir de hoje, segundo o TSE, é proibido fazer comícios e novos debates.

Candidatos à Presidência participam de debate na TV Globo (Foto: Alexandre Durão/TV Globo)

Quatro candidatos à Presidência da República participaram na noite desta quinta-feira (30) de debate promovido pela TV Globo nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro.

Participaram do debate os candidatos Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), convidados por integrarem partidos com representação na Câmara dos Deputados.

Segundo a legislação eleitoral, dia 30 de setembro foi o último dia para realização de debates, bem como para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, realização de comícios e uso de aparelhagem de som fixa entre 8h e 24h para promoção de candidatos.

O encontro durou cerca de duas horas e teve mediação do jornalista William Bonner. O posicionamento dos candidatos no estúdio foi definido por sorteio. Da esquerda para a direita, posicionaram-se José Serra, Marina Silva, Dilma Rousseff e Plínio de Arruda Sampaio. Foi o último debate antes da eleição do próximo domingo (3).

O debate foi dividido em quatro blocos. No primeiro e no terceiro blocos, os temas foram definidos por sorteio. No segundo e no quarto blocos, os temas foram livres. Cada candidato teve 30 segundos para perguntas, dois minutos para respostas, um minuto para réplica e um minuto para tréplica. Os candidatos ainda tiveram dois minutos cada um para considerações finais no último bloco.

As questões foram feitas de candidato para candidato. Para que todos os candidatos perguntassem e respondessem ao menos uma vez por bloco, houve um rodízio entre os candidatos para que o primeiro a perguntar fosse o último a responder.

Primeiro bloco

O primeiro tema sorteado foi legislação trabalhista. Marina Silva questionou Dilma Rousseff sobre como resolver a informalidade no mercado de trabalho. Em seguida, a candidata do PT perguntou a Plínio de Arruda Sampaio sobre sua política para o funcionalismo público. Após a resposta, foi a vez de o candidato do PSOL questionar José Serra sobre impostos, o terceiro tema sorteado. Previdência foi o assunto seguinte. José Serra questionou Marina Silva sobre suas propostas para o setor.

Segundo bloco

No segundo bloco, os candidatos puderam fazer perguntas com tema livre. A primeira a perguntar foi Dilma, que escolheu Marina para responder sobre ferrovias e hidrovias. Em seguida, Marina questionou Serra sobre propostas de ações em desastres naturais. Na sequência, Serra perguntou a Plínio sobre a importância e propostas para metrô. Em sua vez de perguntar, Plínio questionou Dilma, afirmando que a pergunta se estendia aos outros candidatos, se ela tem vergonha de seu partido.

Terceiro bloco

No terceiro bloco, os temas voltaram a ser sorteados. O primeiro foi habitação. Serra escolheu Marina e perguntou sobre o déficit habitacional no país. O segundo assunto sorteado foi segurança, e Marina questionou Dilma sobre como resolver o problema do setor no país. O tema seguinte foi saneamento e Dilma perguntou a Plínio sobre suas propostas na área. Para finalizar o bloco, Plínio elaborou questão a Serra sobre saúde. Questionou o candidato sobre sua suposta recusa em se comprometer a elevar os gastos em saúde a 10% do Produto Interno Bruto.

Quarto bloco

Plínio de Arruda Sampaio abriu o quarto bloco, que teve tema livre, e questionou Dilma Rousseff sobre redução de jornada de trabalho sem redução de salário, limite à propriedade de terras e cobrança de aluguel compulsório em imóveis vazios. Após réplica e tréplica, Dilma questionou Marina Silva sobre sua avaliação a respeito de ações do governo federal diante de crises externas. Em seguida, Marina escolheu os programas sociais como tema para questionar José Serra. Com direito a uma pergunta na sequência, Serra perguntou a Plínio sobre reajustes acima da inflação.

Os candidatos tiveram ainda dois minutos cada um para as considerações finais.

Candidatos à Presidência dão entrevista após debate na Globo

Quatro candidatos à Presidência da República participaram na noite desta quinta-feira (30) de debate promovido pela TV Globo nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro.

Depois do debate, cada candidato concedeu uma entrevista coletiva. Veja abaixo o que cada um disse, de acordo com a ordem das entrevistas.

Veja no vídeo abaixo, a entrevista de José Serra, do PSDB


Veja no vídeo abaixo, a entrevista de Dilma Rousseff, do PT


Veja no vídeo abaixo, a entrevista de Marina Silva, do PV


Veja no vídeo abaixo, a entrevista de Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL


Fontes: G1 - TV Globo

'Estado' e Gazeta reúnem presidenciáveis

Debate na noite de hoje tem participação garantida de Serra, Marina e Plínio; Dilma alega problemas de agenda e não deve ir



Os candidatos à Presidência José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) vão participar do debate promovido pelo Estado e pela TV Gazeta, hoje às 23 horas, com transmissão ao vivo pela TV Gazeta, rádios Gazeta e Eldorado e, na internet, nos portais estadao.com.br e tvgazeta.com.br.

O debate também será acompanhado na REDE MOBILIZA,via livestream

Por meio de sua assessoria, Dilma Rousseff (PT) alegou problemas de agenda para não participar. Caso ela realmente não compareça, a bancada com seu nome ficará vazia, segundo as normas definidas pelos demais partidos. Se a candidata decidir participar de última hora, terá de aceitar as regras já assinadas.

O debate na TV Gazeta será mediado pela apresentadora Maria Lydia Flandoli e contará com a participação de mais quatro jornalistas: Celso Ming (colunista de economia do Estado), João Bosco Rabello (diretor da Sucursal de Brasília do jornal), Paulo Markun (comentarista da TV Gazeta) e Silvia Corrêa (chefe de redação da emissora). Os principais momentos do debate serão publicados na edição do Estado de amanhã.

O Tribunal Superior Eleitoral emitiu despacho no último dia 6 homologando a realização do debate por ter preenchido todos os requisitos legais - inclusive acontecer sem a presença de alguns candidatos, pois considerou comprovado que foi feito convite com antecedência aos presidenciáveis.

Dilma também ainda não participou das sabatinas promovidas pelo Estado. Serra e Marina já foram entrevistados por profissionais do jornal e por internautas durante duas horas, com transmissão ao vivo pela TV Estadão.

A candidata do PT se ausentou, ainda, de eventos promovidos por outros veículos de comunicação. Ela cancelou participação em sabatina promovida pelo portal UOL e pelo jornal Folha de S. Paulo em 17 de agosto. No dia 23, decidiu não ir a debate promovido pela TV Canção Nova e Rede Aparecida de TV. Também negou-se a participar de debate dos portais IG, MSN, Terra e Yahoo! no dia 26.

Ideias. 

O diretor de jornalismo da TV Gazeta, Dácio Nitrini, afirma que a recusa da candidata a participar do debate de hoje pode ser entendida como um certo desprezo pelo confronto de ideias: "Ainda mais quando tem a chancela de veículos promotores da democracia, como a TV Gazeta e o Estado." O diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, também lamenta: "Os encontros com a imprensa e os leitores são oportunidades de a sociedade ter acesso às ideias e visões de governo."

Segundo sua assessoria, Dilma ainda irá a quatro debates: na Rede TV!, na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na TV Record e na TV Globo. O Estado e TV Gazeta promoverão no dia 14 um debate com candidatos ao Senado por São Paulo. Em 24 de agosto, o jornal e a emissora realizaram um debate entre seis candidatos a governador: Geraldo Alckmim (PSDB), Aloízio Mercadante (PT), Celso Russomano (PP), Paulo Skaf (PSB), Fábio Feldman (PV) e Paulo Bufalo (PSOL).

Serviço

DEBATE ESTADO/TV GAZETA COM OS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, HOJE, DAS 23 HORAS À 1 HORA, NA TV GAZETA. SERÃO 5 BLOCOS.


A TRANSMISSÃO SERÁ AO VIVO PELA TV, RÁDIOS ELDORADO E GAZETA E PELA INTERNET NOS PORTAIS WWW.ESTADAO.COM.BR E http://www.tvgazeta.com.br/.


PARTICIPAM JOSÉ SERRA (PSDB), MARINA SILVA (PV) E PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO (PSOL). MEDIAÇÃO DE MARIA LYDIA FLANDOLI, COM PARTICIPAÇÃO DOS JORNALISTAS CELSO MING, JOÃO BOSCO RABELLO, PAULO MARKUN E SILVIA CORRÊA

Fonte: O ESTADO DE S PAULO

Plínio de Arruda faz sucesso no Twitcam

Plínio descobre o Twitcam, vence o bloqueio da mídia e encanta internautas

Plínio: café com bolacha durante o debate do UOL/Folha de S.Paulo

O candidato à Presidência pelo PSOL, Plínio de Arruda, disse que ficou surpreso e animado com a repercussão de seus comentários no Twitter durante o debate promovido pela "Folha de S. Paulo" e pelo UOL na manhã desta quarta-feira.

Mesmo sem participar do confronto, que teve transmissão on-line, Plínio conseguiu movimentar o microblog e chegar à primeira posição do trending topics brasileiro, e à oitava do mundial, por volta das 12h30m. De acordo com o candidato, partiu de um de seus seguidores a ideia de convocar internautas para um tuitaço e comentar o debate pelo site Twitcam - uma ferramenta para transmissão de vídeos ao vivo pelo Twitter.

Um dos meus seguidores me mandou uma mensagem falando "por que você não entra lá por aqui?". Aí eu falei: "Então vamos!", e demos um "coro" em todo mundo. Eu adorei! Se não me convidarem para os debates, eu entro pelo Twitter. Estou na parada! Foi um sucesso - comemorou o candidato, em entrevista ao GLOBO.

Empolgado, Plínio contou que pretende promover uma espécie de sabatina semanal no microblog, respondendo a perguntas de seguidores durante cerca de uma hora através da webcam. A ideia deve ser colocada em prática a partir da próxima semana e, segundo o candidato, seus assessores estão estudando qual seria o horário ideal para o encontro com os internautas.

- O Twitter é uma saída fantástica. É uma ferramenta gratuita e profundamente democrática, sem nenhuma mediação. Vou reunir a galera uma vez por semana para fazer uma sabatina comigo na internet. Eles mandam pelo Twitter e eu respondo na webcam. Assim é mais rápido, e vai além dos 140 caracteres - explicou Plínio.

Durante a manhã, até mesmo o humorista Marcelo Tas comentou o ato de Plínio no Twitter:

"O velhote tá impossível: Plinio de Arruda comenta #debateFolhaUOL na twitcam. É um hacker! :)", comentou o apresentador do programa "CQC", da Band.

"Se o candidato Plinio de Arruda não está no #debatefolhauol, tá dando audiencia nos TT's e na TwitCam", escreveu o internauta odiegonunes.

Ao final do quarto bloco do debate, o candidato do PSOL comemorou a mobilização no microblog:


"Valeu gente! Conseguimos furar mais uma vez o bloqueio da grande mídia! Até mais tarde!", postou o candidato.

Esta é a segunda vez que Plínio consegue se destacar nas redes sociais pela ação viral no Twitter. Na primeira, o candidato conseguiu angariar milhares de seguidores em seu perfil .

Também nesta quarta-feira, a candidata Marina Silva (PV) ficou, por volta das 12h30m, em primeiro lugar no trending topic mundial. As referências à "#debatefolhauol" e "Dilma" ocuparam as posição de segundo e terceiro lugar, respectivamente, no mesmo horário.

“Tudo abobrinha”, diz Plínio na twitcam

O candidato do PSol à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, acompanhou e comentou o encontro entre os três principais presidenciáveis, ontem, pela twitcam. Usando o escritório do filho, Plínio tomou café e comeu bolacha enquanto criticava as respostas de Dilma, Serra e Marina. “Estão discutindo abobrinha”, disse logo no início. “Um joga pro outro, o outro joga pro um.”

Plínio tentou passar a imagem de que foi excluído por causa de suas opiniões polêmicas. “Ela [Dilma] propõe 5 milhões de casas em 4 anos, o Lula fez 1 milhão. Vocês entendem por que eu não estou no debate? Imagine fazer essa pergunta. Tudo, vocês percebem, é abobrinha pura”, disse. “Isso que é debate, tomando cafezinho, falando numa boa.”

O candidato do PSol voltou a atacar Marina Silva. “A Marina agora está de acordo com o governo. Daqui a pouco ela dá uma palmadinha no governo. Ela pula pra lá, pula pra cá”, comentou pouco antes de mastigar uma bolacha. “Meio ambiente como oportunidade de negócio, pelo amor de Deus! E ela fica triste porque eu chamo ela de ecocapitalista.” Depois de pedir um pão com queijo e trocar de fone de ouvido, Plínio respondeu perguntas de internautas – segundo ele, mais de 2,5 mil pessoas. @pliniodearruda, o velhinho mais hightech que já vi”, comentou um deles.

Fontes: O Globo/Ana Carolina Morett e Thais Lobo - Gazeta do Povo

Confira a íntegra do debate Folha/UOL com os candidatos à Presidência

A Folha e o UOL, o maior jornal e o maior portal de notícias do país, promoveram nesta quarta-feira em São Paulo, o primeiro debate on-line entre candidatos à Presidêncida da República.

Os candidatos: Marina Silva, José Serra e Dilma Rousseff/Foto: Reprodução: TV UOL

O evento contou com a participação dos principais candidatos à Presidência: Dilma Roussef (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). Os três discutiram temas como economia, previdência, educação e as reformas tributária, fiscal e política. Eles ainda responderam a perguntas enviadas por internautas. Veja a íntegra no vídeo abaixo.



LEGISLAÇÃO

A legislação impõe restrições à realização de debates em emissoras de rádio e TV.

No caso da internet, a liberdade é plena. Como meios de comunicação não podem formular perguntas ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral, a Folha e o UOL fizeram pedido de esclarecimento por meio de consulta formal apresentada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).

O TSE liberou a web para realizar debates eleitorais, sem exigir número mínimo de candidatos convidados.

Para o debate dos candidatos à Presidência, a Folha e o UOL, definiram que participariam todos os candidatos com mais de 10% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha. Os demais candidatos à Presidência participaram de uma série de entrevistas em vídeo feitas pela Folha.com.

Fontes: FOLHA - UOL - TV UOL

Dilma ‘foge’ de sabatina organizada por empresários

José Serra, Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio participam, nesta segunda (9), de encontro com cerca de mil empresários.

Em horários distintos, farão exposições sobre seus programas de governo –Plínio às 14h, Serrá às 15h e Marina às 16h.

Os três concordaram em se submeter, depois, a uma sabatina. Serão inquiridos pelo economista Roberto Macedo e três jornalistas. São eles: Heródoto Barbeiro (CBN), Moisés Rabinovici (Diário do Comércio) e José Nêumanne Pinto (SBT).

Dilma Rousseff havia confirmado presença. Porém, na última hora, mandou a assessoria informar que não daria as caras. Alegou-se problema de agenda. Meia-verdade. O único compromisso inamovível da candidata para esta segunda ocorrerá à noite.

A pupila de Lula abrirá a série de entrevistas ao vivo que o Jornal Nacional, da TV Globo, fará com os presidenciáveis. Se quisesse, Dilma poderia fazer escala em São Paulo. Viaja em jatinho particular. E os organizadores do evento haviam marcado a participação dela para a abertura, às 14h.

Sem Dilma, optou-se por convidar Plínio, que aceitou gostosa e prontamente tomar parte da exposição/sabatina. Deve-se a iniciativa a três entidades:

São elas: ACSP (Associação Comercial de SP), Facesp (Federação das Associações Comerciais de SP); e CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil).

Será a primeira opotunidade para que os candidatos exponham suas idéias depois do debate televisivo da semana passada, levado ao ar pela Band, na quinta (5).

Em comunicado da última sexta (6), a CACB mencionava apenas os nomes de Serra e Marina, sem Plínio, o "substituto" de Dilma.

Neste domingo (8), a ACSP levou à sua página na web as fotos dos presidenciáveis convidados. Cuidou de incluir Plínio. Sobre a imagem da petista, uma inscrição: “Dilma: cancelou.”

Quem pressiona o mouse sobre as fotos é conduzido para uma notícia veiculada pelo 'Diário do Comércio'. O texto faz referência ao vaivém de Dilma.

Fonte: FOLHA/Josias de Souza

FOLHA: Pesquisa FOLHA dá vitória à Serra no primeiro debate dos presidenciáveis

A FOLHA divulgou o resultado de uma pesquisa de opinião,sobre quem teria ganho o debate dos presidencáveis na Band. Veja o resultado:


Fonte: FOLHA

Serra e Dilma polarizam debate, com foco em saúde e emprego

Debate foi fraco e audiência televisiva irrisória.

Tucano criticou o abandono dos mutirões de cirurgias da época em que era ministro e a petista comparou os 14 milhões de empregos da era Lula com os 5 milhões de FHC; Marina teve participação tímida e Plínio atacou ‘bom-mocismo’ de todos os rivais

O primeiro debate entre presidenciáveis na TV, que ontem reuniu, na Band, os candidatos José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), acabou se transformando em um duelo entre os dois primeiros, que Serra tentou puxar para a saúde e Dilma para números e realizações do governo Lula.

Em um dos poucos momentos mais fortes, o tucano chamou de "cruel" o abandono dos mutirões de cirurgias pelo atual governo e a petista comparou os 14 milhões de empregos da era Lula com os 5 milhões do governo FHC.

Foi um confronto morno, sem emoção, a não ser nas curtas e duras críticas de Plínio aos demais. Dilma sobreviveu, com certo nervosismo e algumas frases longas e genéricas, ao seu primeiro grande teste público. Ao final do programa - que foi moderado por Ricardo Boechat, e tendo como perguntadores os jornalistas Joelmir Betting e José Paulo de Andrade - a petista conseguiu passar os avanços do governo Lula e Serra, além de exibir sua familiaridade com a saúde, prometeu "estatizar" de novo empresas como os Correios, que em sua opinião foram aparelhados pelo PT.

Os quatro responderam sem surpresas à primeira questão, sobre qual seria sua prioridade entre saúde, educação e segurança. Plínio advertiu que nesses três "há um problema de desigualdade social" a ser enfrentado "com firmeza". Marina, com voz rouca, ressaltou educação, "porque a desinformação é responsável pela falta de oportunidade", mas elegeu a saúde, "porque o brasileiro não pode esperar mais nenhum momento". Serra disse que os três "são como três órgãos do corpo humano" e já adiantou que "criará um ministério para a segurança pública". Dilma disse que uma gestão não pode ter a prioridade pedida na pergunta, "tem de atender aos três, que são os pilares de um governo".

O embate Serra-Dilma começou em seguida. O tucano "convocou" Dilma para citar "as posições concretas" sobre os três temas. Ela agradeceu a chance de retomar o assunto e mencionou as unidades de polícia pacificadora (UPPs) do Rio. Na réplica, Serra citou "a consulta e o exame", esquecidos nos projetos de saúde, e introduziu na conversa os mutirões de saúde - tema que tornaria a mencionar nas fases seguintes do debate, já que Dilma discordou deles, por "não serem políticas estruturantes".

Dilma reagiu introduzindo a comparação Lula-FHC perguntando a Serra "qual a aprendizagem" como oposição e como situação? Ele avisou que como oposição, nunca jogou "no quanto pior, melhor". E que tratou a oposição "como adversária, não como inimiga". Marina reclamou da incapacidade de PT e PSDB de um "realinhamento histórico".

Movimentos sociais. Plínio arrastou Dilma para uma longa discussão de desmatamento, código florestal e limite das propriedades e jornada de trabalho. A petista pediu "respeito aos movimentos sociais", dizendo que não é papel do governo determinar a jornada.

Dilma provocou Serra sobre empregos, perguntando com vai fazer, depois de um governo que criou 14 milhões de empregos formais. Ele reagiu. "Não tem de fazer campanha com olho no retrovisor", disse o tucano. E a petista: "Acho confortável que esqueça o passado, mas não acho prudente. Em plena crise, tiramos 24 milhões de pessoas da pobreza". O tucano escapou criticando o estado das estradas federais. E em seguida quis saber por que o governo federal "está discriminando" entidades como as Apaes. O ex-ministra caiu na provocação: Ele cobrou: "Você, como ministra muito forte, como deixou que isso acontecesse?"

Na fase das perguntas de jornalistas, Joelmir perguntou a Dilma sobre os altos juros cobrados pelo atual governo. "Ela explicou que, com a estabilidade, eles tendem a cair. E José Paulo de Andrade questionou Serra sobre privatizações. Ele disse que "o Brasil continua com a maior taxa de juros do mundo". E vendeu a "nota fiscal brasileira". Sobre privatizações, prometeu: "Vou valorizar o patrimônio público. Não vou arrebentar empresas importantes, como os Correios."

Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Gabriel Manzano

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