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Vaticano repercute ameaças de morte feitas por petistas a bispos brasileiros

Ameaças à Igreja causam escândalo internacional


Luiz Gonzaga Bergonzini, um dos religiosos ameados de morte

Quando o governo do presidente Luiz Inácio da Silva divulgou a polêmica terceira edição do Programa Nacional de Direito Humanos (PNDH-3), estava explícito no documento o desejo palaciano de legalização do aborto.

Meses antes, durante entrevista concedida a veículos da imprensa nacional, a candidata Dilma Rousseff disse que nenhuma mulher é favorável ao tema, mas que a legalização do aborto é uma necessidade de governo.

O assunto transformou-se na maior polêmica da atual corrida presidencial, o que obrigou Dilma a optar pela contradição.

Enfrentando a resistência do eleitorado católico e evangélico, a candidata petista passou a ter uma postura dúbia. Longe de expor sua religiosidade e sem afirmar que é contra a legalização do aborto, Dilma passou a dizer, de uma hora para outra, que é de família católica e a favor da vida. E de quebra incorporou à sua fala a expressão “graças a Deus”, o que tem soado como falso.

Preocupados com a repercussão negativa que o caso teve no primeiro turno das eleições, o PT e o staff da campanha de Dilma Rousseff armaram uma operação, a partir de uma falsa denúncia, de que panfletos contra Dilma estavam sendo impressos em uma gráfica da capital paulista. O material, encomendado pela diocese de Guarulhos, na Grande São Paulo, tinha procedência e era de conhecimento da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB.

A partir de então, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos, passou a ser alvo de ameaças de morte feitas por simpatizantes do PT. Responsável direto pelo serviço executado pela gráfica paulistana e apreendido pela Polícia Federal, o religioso defende o voto em candidatos contrários à legalização do aborto.

O imbróglio capitaneado pelo PT e pela campanha de Dilma Rousseff chegou à Santa Sé e foi noticiado pela Rádio Vaticana, que informou aos ouvintes que “infelizmente não se trata de um caso isolado” De acordo com a agência vaticana Fides, “receberam ameaças explícitas também o bispo de Lorena, Dom Benedito Beni dos Santos, e o bispo de Santo André e presidente da Regional Sul 1, Dom Nelson Westrupp”.

Em recente entrevista coletiva concedida na sede da CNBB, em Brasília, o presidente da entidade, Dom Geraldo Lyrio Rocha, que considera positiva a atual discussão sobre o aborto, disse que a ação do bispo de Guarulhos está “dentro da normalidade”.

Obcecados por fazer de Dilma Rousseff a sucessora de Luiz Inácio da Silva, os petistas erram ao tentar impor o seu desejo à força, o que mostra que o Brasil caminha a passos extremamente largos na direção de uma ditadura civil, como bem destacou Hélio Bicudo, ex-fundador do PT.

Fontes: Ucho.Info - Agências - Rádio Vaticana

Bispo aumenta críticas e chama PT de 'partido da morte'

AE - Agência Estado

"O PT é o partido da mentira, o PT é o partido da morte", afirmou ontem d. Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo diocesano de Guarulhos, na Grande São Paulo. "O PT descrimina o aborto, aceita o aborto até o nono mês de gravidez. Isso é assassinato de ser humano que não tem nem o direito de se defender."

D. Luiz é a voz dentro da Igreja católica que desconforta Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, e a coloca no centro da polêmica sobre o aborto. É dele a iniciativa de fazer 2 milhões de cópias do folheto "apelo a todos os brasileiros e brasileiras".

Mais que um libelo contra a interrupção da gravidez, o documento é uma recomendação expressa aos brasileiros para que "nas próximas eleições deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários ao aborto". Não cita nominalmente a petista, mas é a ela que se refere claramente.

"Eu tenho uma palavra só, eu não tenho duas ou três palavras como a dona Dilma tem. Ela apresentou três planos de governo, o segundo mascara o primeiro e o terceiro mascara o segundo", disse d. Luiz, na casa episcopal, onde recebeu a imprensa para falar pela primeira vez sobre a ação da Polícia Federal que, há uma semana, confiscou 1 milhão de folhetos por ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A corte acolheu liminarmente ação cautelar do PT que alegou ser alvo de documento apócrifo e falso. "Foi uma violência contra a Igreja", reprova o bispo. Mas ele não recua. Por meio dos advogados da Mitra de Guarulhos, João Carlos Biagini e Roberto Victalino de Brito Filho, o bispo requer ao TSE que revogue a decisão provisória e determine a imediata devolução da papelada que mandou fazer na Gráfica Plana, no Cambuci, em São Paulo.

Militância petista ameaça Dom Luiz Gonzaga Bergonzini

Petistas intimidaram e xingaram Dom Luiz, bispo de Guarulhos, que recebeu ameaças. Mas ele não se cala: “Recomendo voto contra Dilma por causa de suas idéias favoráveis ao aborto”
Reinaldo Azevedo

Dom Luiz: também ele sofreu intimidação por dizer o que o PT não quer ouvir

Vocês sabem o que penso. Entendo absurda a liminar concedida pelo ministro Henrique Neves, do TSE, que permitiu à polícia federal apreender o “Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras”, em que a Comissão em Defesa da Vida, da Regional Sul I da CNBB, exortava os católicos a não votar em políticos que defendam a descriminação do aborto.

A impressão do texto foi encomendada por Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos. O PT tentou acusar uma espécie de conspiração, afirmando que se tratava de uma iniciativa do PSDB, já que uma das sócias da gráfica Pana é filiada ao partido. Os petistas só se esqueceram de informar, como noticiou este blog, a empresa imprimiu material de campanha para outros partidos - inclusive para o PT. Num deles, uma central sindical exortava seus filiados a votar em Dilma, o que é ilegal.

Pois bem. Dom Luiz concedeu uma entrevista ao repórter Kalleo Coura, da VEJA, em que desmoraliza mais uma farsa petista. Foi ele quem realmente encomendou a impressão do texto, não o PSDB. Sem receio de defender os princípios da Igreja de que é bispo, reafirma a sua posição contrária ao aborto, diz que se sentiu censurado e reitera que os fiéis não devem votar na petista Dilma Rousseff por causa de suas idéias, favoráveis à descriminação: “Agora, depois do primeiro turno, ela se manifestou muito religiosa, dizendo-se contra o aborto e contra a união de pessoas do mesmo sexo. Quer dizer: tudo aquilo que atrapalhou a sua eleição no primeiro turno, ela tirou da campanha. Você pode confiar numa pessoa que assume posições contraditórias? Ninguém muda de idéia deste jeito. O lobo perde o pêlo, mas não perde o vício. Ela não é confiável”.

Dom Luiz revela também que os petistas tentaram intimidá-lo: “Fui agredido por militantes do PT, que, há dez dias, fizeram um escarcéu debaixo da minha janela, às duas da manhã, com palavrões e rojões. Cheguei até a ser ameaçado”. Sem receio, Dom Luiz avisa: “Ninguém pode botar um cadeado, uma mordaça, na minha boca. Podem apreender um papel, mas nada altera minhas convicções”.

Leia os principais trechos da entrevista..

VEJA - Foi o senhor quem decidiu imprimir dois milhões de cópias do “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”?
Dom Luiz - Sim. Fiz isso para tornar conhecida a minha posição política em defesa da Igreja e da vida. Essa publicação visava justamente defender a vida de seres humanos que não pediram para nascer e não têm condições de se defender. Trata-se de um documento oficial, assinado por três bispos. Não era um panfleto. É um documento autêntico da igreja.

O senhor se sentiu censurado com a apreensão dos folhetos?
Dom Luiz - laro que sim! Foi um ato totalmente antidemocrático, uma agressão à minha pessoa. Afinal de contas, eu tinha autorizado a publicação. Essa cassação impediu não só a impressão do documento como sua distribuição. Sinto que fui perseguido. O governo fala tanto em liberdade de expressão, mas esta apreensão foi um atentado a um princípio constitucional. A minha opinião foi censurada.

O senhor defende explicitamente que os fiéis não votem em Dilma Rousseff?
Dom Luiz - Minha recomendação é essa por causa das idéias favoráveis ao aborto que ela tem. Em 2007, numa entrevista, ela chegou a dizer que era um absurdo a não-descriminalização do aborto no Brasil. Então ela é favorável a isso. Agora, depois do primeiro turno, ela se manifestou muito religiosa, se dizendo contra o aborto e contra a união de pessoas do mesmo sexo. Quer dizer: tudo aquilo que atrapalhou a sua eleição no primeiro turno, ela tirou da campanha. Você pode confiar numa pessoa que assume posições contraditórias? Ninguém muda de idéia deste jeito. O lobo perde o pêlo, mas não perde o vício. Ela não é confiável.

O PT chegou a dizer que havia “indícios veementes” de participação do PSDB nas encomendas dos folhetos. Isso ocorreu?
Dom Luiz - Em circunstância nenhuma eu agi de acordo com orientações partidárias. Eu falei, repito, assino e afirmo: “Não tenho partido político”. Eu sou um ser político, sim, mas não partidário. Se tomei partido nesta eleição, não foi a favor do PSDB, foi contra o PT e a Dilma. As razões são claras: sou contra o aborto e a favor da vida. Não fui procurado por partido político nenhum! Fui apenas agredido por militantes do PT, que, há dez dias, fizeram um escarcéu debaixo da minha janela, às duas da manhã, com palavrões e rojões. Cheguei até a ser ameaçado.

Como foi isso?
Dom Luiz - Recebi cartas anônimas. Uma delas dizia: “O Celso Daniel foi assassinado, tome cuidado”. Fiz um boletim de ocorrência por causa disso, mas não tenho medo. Se fizerem qualquer coisa contra mim, será um tiro no pé. Será pior para eles.

É papel de um bispo se posicionar politicamente?
Dom Luiz - O papel do bispo é orientar os seus fiéis sobre a verdade, sobre a justiça e sobre a moral. Ele deve apresentar a verdade e denunciar o erro. Foi o que fiz. Tenho todo o direito - e o dever - de agir do modo que agi. Não me arrependo de ter falado o que falei. Faria tudo de novo! Se surgir um candidato que seja contra os princípios morais, contra a dignidade humana e contra a liberdade de expressão, irei me levantar de novo.

O senhor irá continuar distribuindo documentos similares aos apreendidos?
Dom Luiz - Se a Justiça liberar, vou. De qualquer forma, vou continuar manifestando minha opinião. Ninguém pode botar um cadeado, uma mordaça, na minha boca. Podem apreender um papel, mas nada altera minhas convicções.

Fonte: VEJA

Diocese pede de volta panfletos que PF recolheu

Recurso no TSE diz que se tratam de documentos da Igreja

A Diocese de Guarulhos (SP) confirmou nesta quarta-feira que encomendou os cerca de 1 milhão de panfletos com texto que prega o voto em candidatos contrários ao aborto e com críticas ao PT e à candidata à Presidência Dilma Rousseff por suas posições sobre o assunto, apreendidos pela Polícia Federal em uma gráfica na capital paulista no fim de semana.

A diocese entrou com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a devolução do material - recolhido depois que o TSE atendeu a pedido do PT - e a extinção do processo.

Uma das sócias da gráfica é filiada ao PSDB e irmã de um coordenador de campanha do tucano José Serra.

Ao conceder a liminar determinando a apreensão, o ministro do TSE Henrique Neves entendeu que a legislação eleitoral não permite que as igrejas contribuam com publicidade em favor ou contra candidatos.

Em nota divulgada após a ação da PF, a Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou que não indica nem veta candidatos ou partidos e que não patrocina a impressão e a distribuição de folhetos contra ou a favor de candidatos.

No recurso, a diocese explica que não se trata de um panfleto, mas de um documento da Igreja Católica, oriundo de encontro da Regional Sul 1 da CNBB.

Fonte: O Globo

Gráfica também fez material para o PT

Local onde foram apreendidos 1,1 milhão de folhetos da Igreja contra o aborto foi contratado para imprimir 'santinhos' de candidatos petistas

A Gráfica Pana, onde a Polícia Federal apreendeu cerca de 1,1 milhão de panfletos da Igreja/Foto: Google Street View/Edição: BGN

A Gráfica Pana, onde a Polícia Federal apreendeu cerca de 1,1 milhão de panfletos da Igreja contra o aborto, no último domingo, teve entre seus principais clientes, nestas eleições, candidatos do Partido dos Trabalhadores. Entre eles Paulo Teixeira e Simão Pedro, eleitos, respectivamente, deputados federal e estadual, e a Mulher Pera, do PR, que integra a coligação com o PT.

Igrejas católicas, evangélicas e budistas também estão entre os clientes assíduos. "Trabalho para quem me paga e tem crédito", diz o contador da gráfica, Paulo Ogawa, pai do dono e marido da sócia da empresa, Arlety Satico Kobayashi. Ela, conforme o DIÁRIO noticiou nesta segunda, é filiada ao PSDB.

"A Arlety nunca foi militante. Ela se filiou ao partido dos tucanos em 1991, quando trabalhava no gabinete do irmão, Paulo Kobayashi, na presidência da Assembleia Legislativa", explica Ogawa. A empresária também é irmã do tucano Sergio Kobayashi, coordenador de infraestrutura da campanha do candidato tucano José Serra.

"O Sérgio foi um dos maiores opositores do meu casamento com a irmã dele e, por isso, há 20 anos que não conversamos", conta Ogawa. "Para ficar comigo, ela se desvinculou do gabinete do Paulo, meu grande amigo, porque disse que não queria chupim partidário."

Arlety é funcionária concursada da Assembleia desde 82 e, hoje, trabalha no departamento de finanças. "Por ironia, lá é um reduto do PT", comenta.

Suspeitas

O fato de Arlety ser filiada ao PSDB levou o PT a levantar suspeitas de que os tucanos poderiam ter ligação com os panfletos da Igreja e pedir ao TSE mandado de busca e apreensão. "Há indícios veementes de que possam ter sido produzidos pela campanha de nosso adversário", afirma o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo.

No pedido feito ao TSE, o PT alega que se trata de propaganda eleitoral negativa para a candidata petista Dilma Rousseff, que anteriormente havia se declarado favorável à discriminalização do aborto.

Ao site G1, Serra afirma que o PT tenta produzir "factóides" para causar repercussão na mídia. "Acontece o seguinte: o PT tem muita coisa errada. Muitos esquemas no nível do governo de irregularidades, desvio de recursos, etc. Então, o que eles querem sempre fazer é nivelação: ah, nós fazemos, mas os outros também fazem. Mas nós não fazemos". Para ele, o PT quer achar "pelo em ovo".

Diocese vai pagar o custo dos panfletos

Paulo Ogawa, contador da Gráfica Pana, afirma que a Diocese de Guarulhos confirmou nesta segunda que pagará os R$ 30 mil referentes ao custo dos panfletos que encomendou. "A diocese pediu para fazer um boleto para o dia 5 de novembro", explica. Segundo Ogawa, o próprio bispo, dom Luís Gonzaga, ligou logo cedo para ele pedindo desculpas pelos transtornos causados por causa da encomenda da Igreja.

TSE suspende entrega de impressos da CUT

O Tribunal Superior Eleitoral mandou suspender nesta segunda a distribuição de material impresso feito pela CUT em favor de Dilma Rousseff. O pedido partiu da coligação de José Serra (PSDB).

Comentário

O PT procura levantar suspeitas contra a campanha adversária, numa tentativa desesperada de confundir a opinião pública e tirar de foco as denúncias contras integrantes do governo.

Fonte: Cristina Christiano / Diário de São Paulo

Serra diz que caso dos panfletos é ‘factoide’

O candidato à presidência do PSDB, José Serra, considerou ‘irrelevante’ o fato de um dos donos da gráfica contratada para produzir panfletos anti-Dilma ser do PSDB. 

Segundo ele, a relação entre a diocese de Guarulhos, que seria a contratante do serviço, e a empresa, chamada Pana, é “perfeitamente lícita”.

“O fato de a gráfica ser ou não de um parente de alguém que está trabalhando na campanha é irrelevante. A defesa foi por conta da diocese”, disse o tucano. Na opinião de Serra, é normal que a entidade religiosa se manifeste sobre as eleições.

“A diocese tem pleno direito de se manifestar sobre as questões que considera relevante. Isso não tem nada a ver com a campanha”, acrescentou. Serra usou o fato de haver também a participação de religiosos na campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff.

Na tarde desta segunda-feira, o coordenador de campanha de Dilma Rousseff, José Eduardo Cardoso, anunciou uma ofensiva jurídica contra o tucano por conta da distribuição destes panfletos.

Para o candidato do PSDB, há uma tentativa por parte do PT de “criar factoide”. “O que eles querem sempre é nivelação”, disse o tucano após afirmar que “o PT tem muita coisa errada”.

Comentário:

A ação na gráfica foi inconstitucional e além do mais ,a militância petista que lá esteve, praticou atos de constrangimento ilegal contra o gerente da fábrica. Constrangimento ilegal é crime.


Fonte: André Mascarenhas/ O ESTADO DE S PAULO

Invasão da gráfica Pana foi crime contra a Constituição Federal

Reinaldo Azevedo

Algo de muito grave aconteceu anteontem e ontem no Brasil. E o que pior: contará com algo pior do que o silêncio cúmplice da imprensa; contará com o seu apoio entusiasmado.

Por ordem do ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), milhares de impressos contendo o “Apelo a Todos os Brasileiros” foram recolhidos pela Polícia Federal na gráfica Pana, no centro de São Paulo. Esse apelo foi elaborado pela Comissão de Defesa da Vida da Regional Sul I, da CNBB.

Trata-se de uma convocação para que os católicos não votem em candidatos favoráveis à descriminação do aborto. A posição do PT e do governo Lula, que incentivam a mudança da lei, é lembrada no texto. O PT recorreu ao tribunal porque considera que se trata de um ataque à sua candidata.

Então ficamos assim: a liberdade religiosa no Brasil vale até o limite em que os petistas não se sintam incomodados. Anteontem, um grupo de partidários de Dilma Rousseff, com a cumplicidade de jornalistas, já havia constrangido ilegalmente um representante da gráfica.

As eleições não suspendem os direitos constitucionais. O processo corre em segredo de Justiça. Segredo por quê?

A sociedade tem o direito de saber por que estão sendo violados os Incisos IV e VI do Artigo 5º da Constituição, a saber:
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

A Igreja Católica, ou uma parte dela, os evangélicos e quaisquer outras confissões têm o direito de dizer o que pensam do processo eleitoral e de estabelecer critérios de votos para os seus fiéis — que, de resto, seguem a recomendação se assim o desejarem. A carta censurada pelo TSE segue num post abaixo. Não há uma só linha nela que não corresponda aos fatos. Trata-se, também, de um ato de censura. O texto, ademais, não é anônimo.

A Universal pode?

Se você clicar aqui, verá um vídeo do dia 19 de agosto em que obreiros da Igreja Universal do Reino de Deus, de propriedade do “bispo” Edir Macedo, distribuem panfletos pedindo votos para Marcelo Crivella (PRB), que se elegeu senador, e para Dilma. Trata-se, aí sim, de campanha eleitoral aberta. O material foi impresso na gráfica da Universal, de que Crivella também é bispo. Na prática, pois, trata-se de uma doação provavelmente sem registro, caracterizando abuso do poder econômico e uso, como diria Delúbio Soares, de “recursos não-contabilizados”.

Macedo, um pró-aborto fanático, concessionário de serviço público (dono da Rede Record), é “dilmista” roxo e já declarou seu apoio à candidata do PT. E tudo pareceu, naturalmente, muito decoroso e muito decente. Já o grupo que não concorda com as idéias de Dilma está proibido de se manifestar. A PF logo chega, por ordem de um ministro do TSE, e leva os impressos embora.

E Lula pode?

Num país em que o presidente da República, de modo arreganhado, faz campanha eleitoral e mobiliza a máquina do estado em favor de sua candidata — como evidenciam as multas a perder de vista que recebeu —, é realmente impressionante que uma parcela da Igreja Católica seja impedida de expressar o seu ponto de vista.

O documento da Comissão de Defesa da Vida — à diferença dos panfletos em favor de Dilma e Crivella e do discurso permanente de Lula — não pede voto para A ou B. Recomenda que os candidatos comprometidos com a legalização do aborto sejam recusados pelo eleitor. Dilma, como se sabe, não passa nessa peneira. E não passa em razão de suas próprias escolhas.

A Justiça Eleitoral, no Brasil, assume, às vezes, o caráter de tribunal de exceção. Fico aqui a imaginar o que diria um americano ao saber que um órgão encarregado de regular as eleições pode determinar que a Polícia Federal invada uma gráfica para surrupiar impressos encomendados LEGALMENTE por uma igreja. Trata-se de uma decisão de lesa democracia. E mais não podemos saber a respeito porque o processo corre “em sigilo”. É coisa de ditadura, não de democracia.

Imprensa e constrangimento ilegal
 
Publiquei ontem aqui o vídeo em que petistas intimidam e constrangem ilegalmente o representante da gráfica Pana. Uma verdadeira horda pressiona o homem para que mostre os documentos da encomenda que recebeu, como se ele estivesse imprimindo material subversivo. Lembrou-me o comportamento da TV de Chávez quando ele manda prender os seus adversários: de microfone na mão, repórteres babam seu rancor contra a vítima. Que já viu o vídeo retome o texto depois dele. Segue para quem não assistiu:


Afirmei no post de ontem que não sabia quem era a “otoridade” que se apresenta como deputado, o famoso “sabe com quem está falando?” Leitores afirmam que é Adriano Diogo, do PT. Ah… Não reconheci por causa do cabelo tingido (era grisalho) e da magreza — seu apelido era “Baleia”. Agora ele só se agiganta contra um pobre gerente de gráfica, tratado como bandido. Reparem naquele outro petista avantajado que fala com o pobre homem de dedo em riste, chamando-o de cúmplice de um crime.

Arlety Satiko Kobayashi é dona de 50% da Editora Gráfica Pana. Ela é filiada ao PSDB desde março de 1991 e irmã do coordenador de infraestrutura da campanha de Serra, Sérgio Kobayashi. E daí? Não muda uma vírgula.

A Diocese de Guarulhos tem o direito de mandar imprimir o que bem entender onde quiser, estando o material de acordo com os seus princípios e com as leis do país. E é o caso.

Na Gráfica Brasil, de Benedito Oliveira - aquele sujeito que participava do bunker que fazia dossiês contra Serra e que presta serviços para o governo federal - é que não poderia ser. Tentarão usar a informação para mitigar a prática fascitóide e intimidadora contra o funcionário da empresa. O FASCISMO NÃO PRECISA DE MOTIVOS; BASTA O PRETEXTO.

Criminosos ali são só os que o intimidam, já que o fazem ao arrepio da lei. E, de certo modo, também os jornalistas. NÃO HOUVE UM MISERÁVEL RELATO QUE DESSE CONTA DO CONSTRANGIMENTO ILEGAL QUE AQUELE SENHOR SOFREU. EM LUGAR NENHUM! OS JORNALISTAS PRESENTES VIRAM A LEI SENDO PISOTEADA E SE CALARAM PORQUE, NO FUNDO, CONCORDAM COM A CENSURA E A COM A INTIMIDAÇÃO. É UMA VERGONHA! Foi preciso que o próprio PT exibisse o seu feito em vídeo, orgulhoso de sua obra, para que soubéssemos da covardia dos intimidadores e da cumplicidade dos repórteres. Uma delas, sei lá se trabalhando ou não para o PT, compara a Igreja ao PCC!!! Não adianta tentar tirar o vídeo do ar. Fiz cópia.

Não sei quem vai ganhar, mas sei que…

Eu não sei quem vai ganhar a eleição, não! “Eles” é que sabiam. Diziam que Dilma venceria por uma vantagem de até 20 pontos no primeiro turno. Não deu! O que sei é que esse tipo de intimidação não ajuda o PT.

Não fica bem a um partido político, com a cumplicidade da imprensa, botar a polícia contra os cristãos. Só faltam agora a arena e os leões com fome. E agem assim sem que Dilma tenha vencido ainda. Pode ser um aviso do que viria depois

Íntegra do manifesto em defesa da vida que foi apreendido ontem pela PF, depois de uma blitz do PT.

A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico www.cnbbsul1.org.br
São Paulo, 26 de Agosto de 2010.

Dom Nelson Westrupp, scj
Presidente do CONSER-SUL 1

Dom Benedito Beni dos Santos
Vice-presidente do CONSER-SUL 1

Dom Airton José dos Santos
Secretário Geral do CONSER SUL 1

APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS

Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,

- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,

- considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,

- considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Política das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,

- considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,

- considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,

- considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,

- considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,

- considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,

- considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,

- considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,

RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.

Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.

COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB

Fonte: Reinaldo Azevedo/VEJA

Liberdade religiosa? Primeiro veio a blitz do PT; depois chegou a da PF

Reinaldo Azevedo

Leiam o que vai na Folha. Volto em seguida:
Na Folha Online:
A Polícia Federal apreendeu neste domingo cerca de 1 milhão de panfletos assinados por um braço da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) recomendando voto contra a presidenciável Dilma Rousseff (PT) por conta da questão do aborto.


A apreensão em uma gráfica no bairro do Cambuci, região sudeste da capital paulista, foi determinada pelo ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Henrique Neves a pedido do PT. O processo corre em segredo de justiça. Os panfletos foram encomendados pela Mitra Diocesana de Guarulhos. Kelmon Luís Souza, católico ortodoxo, disse ontem que encomendou, desde setembro, 20 milhões de panfletos em gráficas de São Paulo a pedido da diocese.


Parte dos panfletos, que reproduz um “apelo a brasileiros e brasileiras” para que os eleitores não votem em quem é a favor da descriminalização do aborto, é assinado pela Regional Sul I da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), responsável pelo Estado de SP. Os papéis foram distribuídos no dia 12 de outubro, em missas em Aparecida (SP) e Contagem (MG).
(…)
A gráfica com 1 milhão de panfletos foi descoberta ontem pelo PT de São Paulo. De acordo com o contador da gráfica Paulo Ogawa, foram encomendados 2,1 milhões de panfletos nos dois turnos das eleições. A PF informou que foi feito um relatório sobre a apreensão, que será enviado ao ministro.


Regional Sul I
Em nota, os bispos do Regional Sul I afirmaram que não patrocinam a impressão de panfletos contra e a favor de candidatos. Os bispos afirmam que não indicam ou vetam candidaturas.


Segundo a nota, assinada pelo presidente da regional, d. Nelson Westrupp, a entidade “recomenda, enfim, a análise serena e objetiva das propostas de partidos e candidatos, para que as eleições consolidem o processo democrático, o pleno respeito aos direitos humanos, a justiça social, a solidariedade e a paz entre todos os brasileiros.”

Comento
Sob o pretexto de evitar crime eleitoral, estamos diante, entendo, de uma óbvia agressão à liberdade religiosa. Os católicos têm o direito de orientar os seus fiéis, assim como Edir Macedo, o dono da Universal — e concessionário de serviço público — orientou os dele. Qual é a calúnia, injúria ou difamação que vai na carta, que não é apócrifa coisa nenhuma?

Henrique Neves certamente será capaz de apontar o trecho onde viu algo além da liberdade religiosa. Estou ansioso para saber qual é.

PS - Mantive o termo “panfleto” porque não vou mudar a redação da Folha. E também a expressão “católico ortodoxo”. Será que o repórter se refere à igreja do Oriente ou, por “católico ortodoxo” entende apenas um “católico convicto”?

A Cruzada petista contra a Igreja

PT pede ao TSE apreensão de material contra Dilma

O Partido dos Trabalhadores (PT) entrou na tarde de ontem, com representação no Tribunal Superior Eleitoral em Brasília para tentar impedir a distribuição de material contra a candidata Dilma Rousseff.

A representação, segundo o advogado Pierpaolo Cruz Bottini, do escritório Bottini &  Tamasauskas Advogados, pede a busca e apreensão do material produzido pela Editora e Gráfica Pana, instalada no bairro do Cambuci, em São Paulo. Segundo o advogado, caso o juiz acate o pedido, os panfletos serão apreendidos pela Polícia Militar, para posterior avaliação acerca de sua legalidade. Para evitar a distribuição do material, militantes do PT prometem fazer campana em frente à gráfica. Não há, entretanto, nenhuma decisão judicial que impeça o transporte dos panfletos.

O escritório de advocacia que assessora o PT na campanha política também apresentou queixa formal no 5o. Distrito Policial da capital paulista. Segundo o delegado de plantão, Alfredo Jang, o boletim de ocorrência lavrado na tarde deste sábado a pedido da advogada Ana Fernanda Ayres, também do Bottini & Tamasauskas Advogados, tinha como finalidade apenas o registro da denúncia. Segundo a advogada, o documento propõe a averiguação de crime eleitoral e propaganda eleitoral.

A advogada argumentou que o panfleto não possui o CNPJ do autor, o que caracterizaria crime eleitoral, passível de apreensão do material. Paulo Ogawa, pai de Alexandre Takeshi Ogawa, proprietário da gráfica, estava presente no local no Sábado à tarde e disse que não havia qualquer sinalização de que o conteúdo tivesse cunho eleitoral, por isso não haveria irregularidade em sua impressão.

Segundo Ogawa, a gráfica produziu cerca de 2,1 milhões de panfletos, dos quais 1 milhão de unidades ainda estão no local - os 1,1 milhão restantes foram distribuídos antes do 1º turno da eleição presidencial. A encomenda da impressão foi feita por uma pessoa chamada Kelmon Luis, a pedido do bispo da Diocese de Guarulhos (SP), Dom Luiz Gonzaga Bergonzini. Ogawa informou que, em um primeiro momento, a gráfica fora consultada a respeito da possibilidade de impressão de 20 milhões de unidades do material.

O panfleto, que reproduz suposta nota da Comissão Episcopal Representativa do Conselho Episcopal Regional Sul 1 - CNBB, tem assinatura de representantes da Regional Sul I, entre eles o presidente regional, o bispo Nelson Westrupp. Ao longo do texto, há uma série de considerações sobre medidas tomadas pelo atual governo e a recomendação para que os brasileiros "deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto".

Comentário


Em qualquer democracia ocidental,isto não ocorreria pois pretender confiscar panfletos e um ato ditatorial. Talvez, já estejamos na ditadura. O PT quer calar o povo brasileiro e sujeitá-lo à mordaça, da mesma forma que ocorre em Cuba. Eis o método petista de intimidação.

Ou se dá um basta a este estado de coisas agora, ou vamos ingressar na ditadura de fato. Chega!!!  Basta!!!!

Fonte: ANDRÉ MAGNABOSCO/ OESTADO DE S PAULO

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