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Presidente da Grécia diz que país está à beira do abismo

Presidente grego fez declaração dramática

O presidente da Grécia, Carolos Papoulias, disse nesta quarta-feira que o país “chegou à beira do abismo” após protestos violentos na capital, Atenas, que deixaram pelo menos três mortos.


“É responsabilidade de todos nós não dar um passo para o precipício", afirmou o presidente em sua primeira declaração após o incidente.

As mortes ocorreram em um incêndio no banco Marfin, no centro de Atenas, em meio a confrontos entre a polícia e manifestantes, segundo bombeiros.

Agências de notícias dizem que o incêndio teria sido provocado por coquetéis molotov jogados por manifestantes.

Cerca de 100 mil pessoas foram às ruas da capital grega nesta quarta-feira apoiar uma greve geral contra o pacote de austeridade do governo grego, que prevê cortes de gastos e aumento de impostos.

Uma passeata que passou por diversos pontos da cidade teve momentos de tensão em frente ao Parlamento.

A polícia respondeu com bombas de gás lacrimogêneo quando cerca de 50 pessoas tentaram chegar perto do Parlamento.

Pelo menos outros dois prédios foram afetados pelos incêndios, inclusive a prefeitura de Atenas. O primeiro-ministro, George Papandreou, condenou o incêndio no banco como um ato "criminoso".

Segundo o correspondente da BBC em Atenas Malcolm Brabant, “os manifestantes conseguiram dar o recado para a comunidade internacional de que a revolta social é um problema sério e que pode ameaçar a confiança no governo grego”.


Greve

Essa é a terceira greve geral dos últimos meses, convocada por funcionários públicos e do setor de transportes.

Todos os voos internacionais foram suspensos a partir das 0h00 locais (18h de terça-feira em Brasília), enquanto trens e balsas permaneceram parados.

Escolas, hospitais e muitos escritórios estão fechados em todo o país. Funcionários públicos e professores já haviam cruzado os braços desde o meio-dia de terça-feira.

As medidas de austeridade anunciadas pelo governo no último domingo fazem parte de um acordo com a União Europeia e o FMI por um pacote de ajuda de 110 bilhões de euros, e vêm provocando revolta entre os cidadãos gregos.

Entre elas estão o congelamento de salários dos funcionários públicos, o corte dos fundos de pensão e o aumento de impostos.

O Parlamento grego deve votar as medidas até a sexta-feira.

O objetivo é reduzir o orçamento em 30 bilhões de euros nos próximos três anos, com a meta de cortar o déficit orçamentário grego para menos de 3% do PIB até 2014. O déficit atual do país é de 13,6% do PIB.

Ainda nesta quarta-feira, o Parlamento da Alemanha começo analisar o plano de ajuda da UE à Grécia. A previsão é de que o país colabore com cerca de 22,4 bilhões à Grécia.

Após um dia de quedas significativas na terça-feira, as preocupações com a economia grega e seu impacto na zona do euro voltaram a derrubar as bolsas nos EUA e na Europa. Os principais índices europeus fecharam no negativo a bolsa de NY também registra perdas.

Fonte: BBC

Protestos violentos na Grécia

Manifestações contra o governo se tornaram violentas em alguns pontos da Grécia

Manifestações violentas próximas ao parlamento grego/ Yiorgos Karahalis / Reuters

Jovens com o rosto coberto por lenços durante manifestação provocaram o incêndio de uma agência bancária e a morte de três pessoas que estavam no local em Atenas, capital da Grécia, nesta quarta-feira (5).

Outros pontos de incêndio foram registrados na capital grega, onde dezenas de jovens lançam coquetéis molotov contra vitrines de lojas e bancos.

Os protestos ocorrem devido às medidas rígidas adotadas pelo governo grego para obter um plano de ajuda de 110 bilhões de euros do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Os manifestantes também atacaram marquises dos pontos de ônibus com barras de ferro e ainda entraram em confronto com a polícia.

Centenas de pessoas armadas com pedras, paus e outros objetos atacaram as forças de segurança, que responderam com bombas de efeito moral.

Os protestos acontecem junto a uma greve geral, a terceira desde fevereiro, que paralisou quase todos os serviços essenciais do país. Empresas de transporte aéreo, marítimo e ferroviário estão paradas. As escolas públicas também fecharam as portas.

Os manifestantes acusam o governo de acabar com a segurança social dos trabalhadores, aumentar os impostos e promover cortes nos salários.



País contraiu mais dívidas do que as riquezas que poderia gerar para pagá-las

A Grécia voltou a parar. Trabalhadores saíram às ruas nesta quarta-feira (5) em meio a uma greve geral para protestar contra as medidas criadas para tirar o país da crise fiscal em que se encontra - resultado do endividamento público, que se aprofundou em razão da crise financeira mundial.

Os gregos reclamam do plano imposto pelo governo socialista do premiê do George Papandreou em troca de uma ajuda financeira da UE (União Europeia) e o FMI (Fundo Monetário Internacional).

O pacote de R$ 253 bilhões (110 bilhões de euros) serviria para o país aliviar seus débitos. Em troca da ajuda, o país terá de adotar ações duras para equilibrar suas contas, como cortes de salários e aumentos de impostos - e são essas medidas que estão levando os gregos a protestarem.

Os transportes estão parados; a maioria das escolas e administrações públicas amanheceram fechadas; bancos e grandes empresas do setor público funcionam com poucos funcionários e os hospitais garantem apenas os serviços de emergência. A greve inclui ainda a imprensa, com os serviços jornalísticos de rádios, TVs e jornais interrompidos.

Endividamento

O problema da Grécia surgiu porque a dívida grega é maior que seu próprio PIB (Produto Interno Bruto), a soma de tudo que um país produz. É a mesma situação que enfrenta um cidadão comum que já gastou todo o salário e recorre a todos os limites de cartão de crédito e de cheque especial: ele fica sem ter de onde tirar recursos para quitar todas as suas dívidas.

Em 2009, segundo estimativas, o país acumulou uma dívida de R$ 704 bilhões (300 bilhões de euros). Ou seja, fechou o ano devendo mais do que gerou de riquezas - em 2009, o PIB grego chegou a cerca de R$ 600 bilhões (255,3 bilhões de euros), segundo dados do CIA World Factbook (compilação de dados feita pela Agência Central de Inteligência dos EUA). A dívida pública de um país é composta pelos empréstimos tomados pelo governo que ainda precisam ser pagos.

Como membro da zona do euro, a Grécia vinha sendo cobrada para controlar suas finanças, mas continuou a emitir papéis de dívida e a se envolver mais em ganhos no mercado financeiro, apoiada na credibilidade da zona do euro junto a investidores estrangeiros.

FMI e UE

Com a crise que abalou a economia mundial, o país passou a enfrentar problemas para arrecadar impostos, uma vez que empresas começaram a quebrar, o desemprego aumentou e o consumo caiu. Com isso o chamado déficit (quando mais dinheiro sai do que entra) no Orçamento do país cresceu, e a capacidade de pagar seus credores ficou comprometida.

Nesse cenário entram o FMI e a UE: o primeiro porque tem a missão de ajudar países com dificuldades de pagar suas dívidas, e o segundo para evitar que a crise se espalhe entre outros membros com situação financeira frágil e fortemente abalados pela crise global - como Portugal, Espanha e Irlanda.

Outro problema que a presença do FMI coloca é o efeito sobre a confiança dos investidores no país a ser ajudado: países nessa condição costumam ser vistos com cautela, o que resulta em cobranças de juros maiores em empréstimos, dificultando ainda mais a situação.

Fontes: R7/Vinícius Albuquerque - Agências

Incêndio de prédio durante protestos antipacote na Grécia deixa 3 mortos

Manifestantes e policiais confrontaram-se na capital, Atenas. País faz greve geral contra medidas de austeridade impostas pelo governo.

Manifestantes protestam em frente ao Parlamento da Grécia nesta quarta-feira (5). (Foto: Yiorgos Karahalis/Reuters)

Três pessoas morreram no incêndio de um prédio em que fica uma agência bancária nesta quarta-feira (5) durante protestos no centro de Atenas, segundo a polícia e os bombeiros. Havia 20 pessoas no local.

Mais cedo, a polícia havia lançado gás lacrimogêneo contra um grupo de jovens que teria tentado romper um bloqueio policial em frente ao parlamento do pais.

Os manifestantes protestam contra o pacote de austeridade anunciado pelo governo no sábado.

Dezenas de jovens jogaram coquetéis molotov contra as vitrines de lojas e bancos, o que provocou vários pontos de incêndio. Os jovens destruíram vitrines das lojas e as marquises dos pontos de ônibus com barras de ferro, em locais sem a presença da polícia.

A Grécia amanheceu praticamente paralisada por uma greve geral, a terceira desde fevereiro, convocada pelos sindicatos.

O plano de austeridade foi imposto pelo governo socialista de Giorgos Papandreou em troca de uma ajuda financeira da União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Os transportes aéreos, marítimos e ferroviários estão parados, a maioria das escolas e administrações públicas fechadas.

Manifestante encara policiais diante do Parlamento da Grécia nesta quarta-feira (5). (Foto: AP)

Os bancos e as grandes empresas do setor público funcionam com poucos funcionários e os hospitais garantem apenas os serviços de emergência.

A greve inclui a imprensa, com os serviços jornalísticos de rádios, TVs e jornais interrompidos.

O transporte urbano de Atenas funcionou com horário restrito para permitir a chegada dos manifestantes aos locais dos protestos convocados pelos sindicatos nocentro da cidade.


Temor de contágio derruba o euro

Os protestos na Grécia contra o pacote de medidas do governo para garantir assistência financeira ao país se intensificam nesta quarta-feira. O temor de que uma crise como a grega possa se espalhar pelos demais países da União Europeia provoca queda nas bolsas e desvalorização do euro. No momento, Espanha e Portugal são os principais motivos de preocupação.

"Quem será o próximo" é a questão pairando sobre os mercados, que não se convenceram de que o pacote de resgate recorde de 110 bilhões de euros da UE e do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Grécia impedirá que seus problemas econômicos se espalhem para outras nações vulneráveis da zona do euro, como Espanha e Portugal.

"Sempre há risco de contágio", disse o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn. "Portugal foi mencionado, mas já está tomando medidas, e outros países estão em uma situação muito mais sólida. Nós temos de ter sucesso em evitar o contágio... mas nós devemos continuar vigilantes", disse Strauss-Kahn ao jornal francês Le Parisien. "Não há risco real para a França, Alemanha, ou outros grandes países europeus", completou.

No mercado asiático, somente a China reverteu a tendência de queda generalizada nesta quarta-feira. Não houve negociações no Japão, Coreia do Sul e Tailândia por ser feriado.

Na Bolsa de Hong Kong, o mercado estendeu as perdas e terminou na maior baixa em 10 semanas, seguindo o declínio em Wall Street por preocupações de mais medidas de aperto por parte de Pequim e a capacidade da União Europeia de conter a crise da dívida grega, embora a recuperação chinesa tenha ajudado a mitigar as perdas na sessão da tarde. O índice Hang Seng caiu 2,1% e fechou aos 20.327,54 pontos - menor nível desde 19 de fevereiro.

O ministro das Finanças finlandês, Jyrki Katainen, disse a uma rede de televisão local: "Nossas economias estão tão ligadas que o risco de que os problemas se espalhem de um país para outro é muito alto". O euro caia ao menor valor em um ano, a 1,2936 dólar, na manhã desta quarta.

"O que nós estamos vendo hoje é um efeito de contágio financeiro muito clássico", disse Sebastian Barbe, chefe de estratégia para mercados emergentes do Crédit Agricole, em Hong Kong. "Isso é porque o mercado ainda está operando em alguns problemas de dívida soberana fora da Europa, e, para o curto prazo, isso pode continuar por algum tempo."


Fontes: G1 - TV Globo - Agências - VEJA - O ESTADO - Reuters

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