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O fim do Euro - The EURO Game is almost over

Por Steve Beckow

Nigel Farage, um deputado britãnico, membro do Parlamento Europeu, proferiu um discurso em 24 de novembro de 2010, que eletrizou a crescente oposição à União Européia. Abaixo, reproduziremos uma transcrição do discurso.

Farage acousou Herman Von Rompuy, Presidente da União Européia, de ser um fanático que deseja impor o sonho do Euro sobre as costas dos europeus, a qualquer preço e ao custo de destruição da democracia e empobrecimento de milhões de pessoas. Farage não tem medo de falar a um grande número de eurocentristas , que considera a União Européia o sonho de uma elite “anglo-americana”,objetivando consolidar seu domínio sobre o povo europeu.

O discurso

Falando a verdade ao Poder Europeu

* Parlamento Europeu, Strasbourg - 24 de novembro de 2010
* Debatedor: Nigel Farage (esquerda) MEP,UKIP, Co´Presidente do grupo EFD;

Bom dia, Sr. Van Rompuy,

Vsa está ocupando o cargo já por 1 ano e neste período, todo o edifício está começando a ruir. Temos caos,o dinheiro acabando - Eu devo agradecer a Vsa; Vsa deve ser uma espécie de modelo sensual do movimento Eurocêntrico.

Mas basta olhar em volta desta Casa, nesta manhã. Apenas veja estes rostos. Veja o medo nos rostos. Veja a raiva. Pobre velho o Barroso, que aparenta ter visto um fantasma.

Eles começam a entender que o jogo acabou e contudo, mesmo em desespero em preservar seus sonhos, querem remover quaisquer traços de democracia presentes no sistema. Está bem nítído que nenhum de vocês aprendeu algo.

Quando vsa, Sr Van Rompuy, diz que o Euro nos trouxe estabilidade; penso que talvez devesse aplaudir pelo vosso senso de humor,mas está não e apenas a mentalidade de bunker?

Vosso fanatismo está exposto. Vsa fala acerca do fato que seria uma mentira crer que o Estado-nação poderia existir no mundo globalizado do século 21. Bem, talvez seja verdadeiro em relação à Bélgica, que ficou sem governo seis meses, mas para o resto de nós, para cada Estado membro desta União- e talvez isto seja a causa do medo estampado nos rostos - cada vez mais as pessoas estão dizendo `nao queremos aquela bandeira. Não queremos o hino. Não qeremos sua classe política. Queremos que a coisa toda vá prá lata de lixo da história.´

Tivemos a tragédia grega no começo do ano, e agora temos esta situação na Irlanda. Agora sei que a estupidez e ganãncia dos políticos irlandeses tem tudo a ver com isto. Eles nunca deveriam ter adotado o Euro. Eles sofreeram com taxas de juros baixas, um falso boom econômico e uma explosão massiva.

Mas veja a resposta que Vsa deu a eles. O que foi dito a eles, no momento da quebra do governo irlandês: não seria recomendável a realização de eleições gerais. De fato, oComissário Rehn, afirmou que eles deveriam aprovar o orçamento imposto pela UE para depois receberem permissão para realizar as eleições.

Quem vocês aqui presentes pensam que são?

Vocês são pessoas perigosas, muito perigosas. A obscessão de vocês com a idéia da criação de um Euroestado, significa que vocês estão felizes em destruir a dermocracia. Parecem felizes com o fato de milhões e milhoes de pessoas tenham perdido seus empregos e estejam empobrecidas. Incontáveis milhões devem sofrer para que o sonho do Euro possa continuar.

Bem, não vai funcionar. Não vai funcionar porque Portugal é a proximo com seu nível de débito situado em 325% do PNB. Os portugueses são os próximos da lista e suspeito que em seguida será a vez da Espanha. O salvamento financeiro da Espanha, deverá ser sete vezes maior que o dinheiro emprestado à Irlanda, e naquele momento, todo o dinheiro existente para estes socorros terá acabado. Não haverá mais dinheiro.

Mas a coisa é mais séria pois não envolve somente a economia. Sim, porque se roubamos as pessoas de sua identidade; se roubamos as pessoas de sua democracia, então tudo que sobra é nacionalismo e violência. Rezo e espero que o projeto do Euro seja destruído pelos mercados antes que esta realidade se materialize.



English

by Steve Beckow

British Member of the European Parliament Nigel Farage has given a speech on Nov. 24, 2010, which has electrified the growing opposition to the European Union. I’ve received notice of it from several of you. A transcript of the speech appears in the article below.

Farage accused Herman von Rompay, President of the European Union, of being a fanatic willing to create the Euro dream on the backs of Europeans, at the cost of destroying democracy and impoverishing millions. Farage is unafraid to speak for a large number of “Eurosceptics” who consider the EU a dream of the “Anglo-American elite” to consolidate power over the people.

Speaking Truth to Euro-Power

Friday, November 26, 2010 – by Staff Report

http://www.thedailybell.com/1555/Speaking-Truth-to-Euro-Power.html

* European Parliament, Strasbourg – 24 November 2010

* Speaker: Nigel Farage (left) MEP, UKIP, Co-President of the EFD group;

Good morning, Mr. van Rompuy,


You’ve been in office for one year and in that time the whole edifice is beginning to crumble, there’s chaos, the money’s running out – I should thank you; you should perhaps be the pin-up boy of the Eurosceptic movement.


But just look around this chamber, this morning. Just look at these faces. Look at the fear. Look at the anger. Poor old Barroso here looks like he’s seen a ghost.


They’re beginning to understand that the game is up and yet in their desperation to preserve their dream, they want to remove any remaining traces of democracy from the system. And it’s pretty clear that none of you have learnt anything.


When you yourself, Mr. van Rompuy, say that the euro has brought us stability. I suppose I could applaud you for having a sense of humour, but isn’t this, really, just the bunker mentality?


Your fanaticism is out in the open. You talked about the fact that it was a lie to believe that the nation state could exist in the 21st Century globalised world. Well, that may be true in the case of Belgium, who haven’t had a government for six months, but for the rest of us, right across every member state in this Union – and perhaps this is why we see the fear in the faces – increasingly people are saying, ‘We don’t want that flag. We don’t want the anthem. We don’t want this political class. We want the whole thing consigned to the dustbin of history.’


And we had the Greek tragedy earlier on this year, and now we have this situation in Ireland. Now I know that the stupidity and greed of Irish politicians has a lot to do with this. They should never ever have joined the euro. They suffered with low interest rates, a false boom and a massive bust.


But look at your response to them. What they’re being told, as their government is collapsing, is that it would be inappropriate for them to have a general election. In fact Commissioner Rehn here said they had to agree their budget first before they’d be allowed to have a general election.


Just who the hell do you think you people are?


You are very, very dangerous people, indeed. Your obsession with creating this Euro state means that you’re happy to destroy democracy. You appear to be happy for millions and millions of people to be unemployed and to be poor. Untold millions must suffer so that your Euro dream can continue.


Well it won’t work. Because it’s Portugal next, with their debt levels of 325% of GDP, they’re the next ones on the list, and after that I suspect it will be Spain. And the bailout for Spain would be seven times the size of Ireland’s and at that moment all of the bailout money has gone – there won’t be anymore.


But it is even more serious than economics. Because if you rob people of their identity. If you rob them of their democracy, then all they are left with is nationalism and violence. I can only hope and pray that the Euro project is destroyed by the markets before that really happens. – Open speech in European Parliament.

Fonte: The 2012 Scenario
Tradução: JACK/BGN

Bolsas europeias abrem em alta após plano para países em crise

Pacote deve chegar a 750 bilhões de euros, disse ministra. Ministros do G7 apoiaram a decisão em comunicado.



As principais bolsas europeias abriram em alta, nesta segunda-feira (10), entre 1,5% e 3%, após os integrantes da União Europeia terem anunciado um plano de ajuda para os países afetados pela crise do euro.

Segundo a ministra espanhola da Economia, Elena Salgado, o pacote aprovado na madrugada desta segunda pelos ministros europeus das Finanças poderá alcançar os 750 bilhões de euros, uma iniciativa que terá a participação do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A ajuda terá 60 bilhões de euros em empréstimos concedidos pela Comissão Europeia e 440 bilhões de euros em empréstimos ou garantias dos países da zona do euro, ou seja, um total de 500 bilhões.

A isso "poderá se somar uma contribuição do Fundo Monetário Internacional que poderá alcançar "a metade da contribuição dos Estados membros da zona do euro", indicou Salgado.

Apoio do G7

Os ministros de Finanças do Grupo dos Sete (G7, países desenvolvidos) apoiaram as decisões tomadas pelos países do euro em defesa da estabilidade financeira, ao reconhecer que neste momento há "necessidade de medidas excepcionais".

Em comunicado, os ministros de Finanças do Japão, Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Canadá e Itália aprovaram as medidas extraordinárias tomadas em defesa do euro a fim de combater a especulação contra a dívida soberana de alguns Estados membros da União Europeia.


"Essas medidas serão uma forte contribuição para a estabilidade financeira e continuaremos trabalhando juntos para apoiar a estabilidade, a recuperação e o crescimento", indicou o G7 em comunicado.


Fontes: G1- Efe - Reuters

UE fecha pacote de 750 bilhões de euros para fortalecer moeda

Projeto conta com € 500 bi em recursos da UE e até € 250 bi do FMI; discussões invadiram a madrugada para que acordo fosse anunciado antes da abertura dos mercados

Um diplomata europeu declarou que os ministros das finanças europeus concordaram neste domingo com o pacote de defesa para proteger o euro. Os ministros esperam que o pacote, cujo valor é 750 bilhões de euros (R$ 1,7 trilhão), proteja as economias dos mercados mais fracos da zona do euro.

O diplomata, que falou sob condição de anonimato, disse que os ministros das 27 nações da União Europeia concordaram com um plano de ajuda, que teria 60 bilhões de euros (R$ 139 bilhões) disponibilizados pela Comissão Europeia (braço executivo da UE), enquanto 16 países da zona do euro teriam um compromisso bilateral de auxílio no valor de 440 bilhões de euros (R$ 1 trilhão).

O Fundo Monetário Internacional também deve contribuir com 250 bilhões de euros (R$ 582 bilhões), segundo anunciou a ministra da Economia da Espanha, Elena Salgado.

"Lobos" do mercado

Os ministros de Economia da União Europeia prometeram fazer tudo o que for necessário para defender o euro dos "lobos" dos mercados financeiros.

 Ministra das finanças da França, Christine Lagarde, fala com ministros irlandês (centro) e britânico (direita)/Thierry Roge/Reuters

Os ministros iniciaram discussões sobre medidas de emergência para evitar que a crise de dívida da Grécia (veja mais abaixo) se espalhe pelo bloco.

A Comissão Europeia apresentará aos ministros uma proposta de mecanismo de estabilização direcionado a fornecer uma rede segurança de bilhões de euros para outros países da zona de moeda única com problemas nas finanças públicas, como Portugal, Espanha ou Irlanda.

Os rendimentos de bônus desses países têm crescido rapidamente, aumentando o prêmio por risco que investidores carregam ao manterem a dívida dessas nações, em meio a preocupações dos mercados de que serão os próximos a precisarem de assistência.

A ameaça de que os mercados se voltarão contra os três países após a Grécia disparou na sexta-feira um pedido para que os líderes da zona do euro encontrem uma solução para a crise antes da abertura dos mercados na segunda-feira.

"Agora vemos comportamentos de uma matilha de lobos e se nós não pararmos isso eles vão estraçalhar países mais fracos", disse o ministro sueco de Economia, Anders Borg, a jornalistas ao chegar ao encontro de ministros. "Então é muito, muito importante que façamos progresso agora", acrescentou.

A Grécia, que teve um deficit orçamentário de 13,6% a 14,1% do PIB em 2009 e uma dívida de mais de 115% do PIB, já assegurou um pacote de empréstimos de três anos de 110 bilhões de euros (US$ 148 bilhões), organizado entre a zona do euro e o Fundo Monetário Internacional após os custos de empréstimos terem subido a níveis insustentáveis.

"Precisamos de recursos para pararmos com a turbulência dos mercados. Se isso durar mais que alguns dias, a situação ficará muito problemática para uma recuperação", disse Borg.

Fontes da zona do euro disseram que um montante adicional de 60 bilhões de euros será usado como base de capital para empréstimos, o que permitirá à Comissão Europeia levantar até dez vezes esse valor.

Os recursos serão garantidos pelos 27 países membros da União Europeia e os empréstimos, se concedidos a um país membro da UE, terão condições definidas pelo FMI, disse uma fonte.

UE

Os fundos liberados anteriormente pelo mecanismo tinham classificação AAA, maior grau de investimento definido pelas principais agências de análise de risco de crédito.

Como medida adicional apenas para países da zona do euro, a Comissão vai propor um mecanismo separado de empréstimos intergovernamentais, disse a fonte.


"Vamos defender o euro", disse a ministra de Economia da Espanha, Elena Salgado, a jornalistas quando chegou ao encontro de ministros.

Um instrumento similar já foi usado com sucesso anteriormente na Letônia, Romênia e Hungria, depois que o volume de dinheiro disponível foi elevado no ano passado para 50 bilhões de euros.

O mecanismo pode ser usado com base em uma lei da UE que prevê que se um membro do bloco de 27 países estiver em dificuldades causadas por circunstâncias além de seu controle, os ministros da UE poderão, sob certas circunstâncias, garantir assistência financeira.

"A situação nos mercados financeiros está indo para uma direção muito ruim, apesar da situação grega ter sido trazida para o controle", disse o ministro finlandês de Economia, Jyrki Katainen, a jornalistas em Helsinque. "Agora temos que fazer tudo que pudermos para trazer estabilidade a tempo", disse ele.

A reunião de ministros segue-se a uma cúpula de líderes da UE ocorrida na sexta-feira, em que foi pedido para que o mecanismo de Estabilização Europeia esteja pronto antes que os mercados abram na segunda-feira.

Alguns economistas elogiaram as medidas, mas disseram que elas vão curar os sintomas, não a doença.


"Ao se colocar salvaguardas adicionais para o sistema financeiro da área do euro, os governos finalmente parecem ter se levantado ao desafio trazido pela crise de dívida soberana", afirmou o Morgan Stanley em nota a clientes.

"Mas, como as medidas tomadas anteriormente para benefício da Grécia, um fundo de estabilização está apenas comprando tempo para os devedores em dificuldades", disse o banco.

A instituição acrescenta: "A ação de política fiscal tomada nesses países durante este 'tempo extra' é essencial. Se outro mecanismo de resgate não for seguido por medidas agressivas de austeridade, o problema continuará a supurar, podendo eventualmente se espalhar ainda mais."

Os líderes da zona do euro afirmaram na sexta-feira que vão acelerar os programas de consolidação fiscal para terem certeza de que os países cumprirão metas definidas pelos ministros de Finanças para este ano e para os próximos.

Deficit grego

Os gregos precisarão enfrentar drásticos cortes nos próximos três anos, segundo o plano de austeridade divulgado nesta semana, que prevê uma economia de 30 bilhões de euros (cerca de R$ 80 bilhões).

O deficit orçamentário do país está em cerca de 13,6% do PIB (Produto Interno Bruto) e precisa passar para 8,1% neste ano, caindo para 2,6% em 2014. A redução dos gastos públicos prejudicará o crescimento do país, que terá contração de 4% do PIB em 2010, o dobro do previsto. A economia voltaria a crescer em 2012, com 1,1% de alta.

O plano prevê o congelamento dos salários dos funcionários públicos por pelo menos três anos. Os aposentados gregos perderão também o 13º e o 14º salários se suas pensões superarem 2.500 euros mensais.

Foi estabelecida uma idade mínima de aposentadoria (60 anos) e um novo cálculo para as pensões relacionado com toda a vida de trabalho e não com os últimos anos, como era até agora.

Além disso, o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) será aumentado em dois pontos para 23%, depois de em março já ter subido outros dois. Serão elevados em dez pontos percentuais os impostos sobre tabaco, álcool e combustíveis.

Ainda está prevista a criação de um imposto especial para as empresas com grandes lucros e o estabelecimento de novas medidas impositivas a companhias relacionadas a produtos de luxo e à propriedade imobiliária.

O anúncio e como foi costurado o Plano

A União Europeia anunciou na madrugada desta segunda-feira, 10, (domingo no Brasil) em Bruxelas, a criação de um fundo, chamado por ora "mecanismo de estabilização", no valor total de € 500 bilhões, para combater crises sistêmicas na zona euro e nos países do bloco que ainda adotam moedas nacionais.

A esses recursos, poderão ser adicionados outros € 250 bilhões em verbas do Fundo Monetário Internacional (FMI). O anúncio foi feito após uma maratona de 11 horas de negociações entre os ministros de Finanças dos 16 países da zona euro - membros do Ecofin -, com o intuito de detalhar as garantias que os Estados terão aportar ao dispositivo.

O mecanismo de estabilização chegou a descrito pelo ministro do Orçamento da França, François Baroin, como o embrião do Fundo Monetário Europeu, mas por hora o dispositivo não carregará esse nome, porque seriam necessárias alterações nos tratados de integração.

O sistema será criado a partir do alargamento de responsabilidades de um fundo já mantido pela Comissão Europeia, mas que até aqui era destinado só ao socorro de países de fora da zona euro. Essa caixa já dispõe de € 60 bilhões, montante que agora ficará à disposição dos 27 países do bloco - incluindo os 16 que adotam a moeda única - em caso de crise.

A essa soma, foi aprovada a proposta franco-alemã de criação de um mecanismo de empréstimos ou de garantias que chegarão a € 440 bilhões, em recursos dos países-membros da União Europeia. O valor será mobilizado para uso eventual, em caso de turbulência sistêmica, e posto à disposição por meio de contratos de empréstimos bilaterais e de garantias, segundo as especificações de juros do FMI e dependendo de autorização unânime dos 27 chefes de Estado e de governo.

O FMI também comprometeu-se a participar com outros € 250 bilhões, o que totalizaria € 750 bilhões disponíveis para saque na Europa em caso de crise sistêmica, segundo informou o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn.

O executivo, no entanto, não forneceu detalhes sobre as condições que serão impostas aos países devedores. Questionado sobre a solidez de números tão vultuosos, Rehn foi taxativo: "Estivemos preparados para fazer pela Grécia. Estaremos preparados para fazer por qualquer outro país."

Urgência

A intenção de criar um "dispositivo de urgência" já havia sido informada na sexta-feira, ao término da cúpula extraordinária dos chefes de Estado e de governo da zona euro, em Bruxelas. Ontem, os ministros de Finanças se reuniram para decidir os detalhes do funcionamento do fundo, que segundo a ministra da Economia da Espanha, Elena Salgado, visa a "defender a estabilidade do euro". "Nós vamos dar mais estabilidade à moeda. E faremos tudo o que for necessário", assegurou.

O maior obstáculo à aprovação foi a posição do Reino Unido. O país, que não adota a divisa única, descartou financiar o mecanismo, mesmo que fosse apenas com garantias. "É do nosso interesse, claro, que tudo seja feito pela Europa para tentar estabilizar a situação", afirmou Alistair Darling, secretário do Tesouro britânico. "O que nós não faremos e não podemos fazer é aportar apoio ao euro. Isso cabe aos países que utilizam a moeda", justificou o executivo.

A maratona de negociações se estendeu até as 2h da madrugada de segunda - 21h de domingo em Brasília -, para que o acordo fosse selado antes da abertura dos mercados financeiros da Europa e dos Estados Unidos. Havia temor de reação negativa dos investidores sobre a situação falimentar da Grécia, à insegurança econômica em Portugal e Espanha e à instabilidade política no Reino Unido.

Com o mesmo objetivo de garantir a serenidade dos mercados no início da semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou ontem, em Washington, o pacote de € 30 bilhões em empréstimos à Grécia, valor que se soma aos € 80 bilhões postos à disposição de Atenas pela União Europeia.

Fontes: FOLHA - O ESTADO - Agências

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