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Fabian Ramirez, chefe militar das FARC, morre em ataque aéreo

Fabian Raimirez, chefe militar das FARC, responsável pelo bloco sul do movimento terrorista na Colômbia, foi morto em uma ação da força aérea colombiana, informou o Presidente Juan Manuel Santos, neste sábado.

Fabian Ramirez , foi morto hoje/El Espectador

"Informações preliminares indicam que aquele terrorista foi morto", declarou Santos, durante um ato público na cidade de Barranquilla.

Ramirez, era responsável pelas operações terroristas das FARC, no sul do país e membro do estado-maior da guerrilha. Ele foi morto perto da localidade de San Vicente de Caguan, no departamento de Caqueta, informou Santos.

Após o ataque aéreo, tropas terrestres tomaram a área de assalto e lá encontram o corpo de Ramirez e de quatro outros terroristas.

A morte de RAmirez é o segundo grande golpe contra a estrutura militar das FARC, desde a posse de Santos, em agôsto. Mono Jojoy, líder militar do grupo terrorista foi morto em circinstâncias idênticas, em setembro.

Colombia Reports Homepage

Fonte: Colombia Reports
Tradução: JACK - BGN

Santos pede que Brasil classifique Farc como terroristas

Santos pede que Brasil reocnheça as FARC como entidade terrorista

Na primeira viagem internacional após a posse, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu ontem que o Brasil classifique as Farc como "grupo terrorista" e disse que dispensa o apoio do governo Lula para intermediar a reaproximação diplomática com a Venezuela. "Eu estou lidando diretamente com o presidente Chávez", disse Santos à Eliane Cantanhêde, colunista da Folha de S.Paulo, pouco antes de receber a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.


"O presidente Lula foi o primeiro a me convidar. Aceitei diante da importância geopolítica do Brasil e do nosso interesse em fortalecer a integração regional. Esta década é da América Latina", disse Santos, justificando a visita ao país.

O presidente disse ainda que as Farc são um problema interno da Colômbia. "O Brasil pode colaborar colocando as Farc no seu devido lugar, ou seja, como grupo terrorista. A única forma de podermos abrir algum diálogo com eles é se abdicarem de ações terroristas, de maneira que, se não apenas o Brasil, mas o mundo inteiro entender isso, eles ficarão cada vez mais isolados". 

Comentário da editoria do BGN

Veremos se Amorim e sua turma de ideólogos esquerdistas populistas vão aceitar fazer a coisa certa e classificar as FARC  como grupo terrorista. O Brasil precisa dar este passo. Não pode continaur a ignorar os fatos. O não atendimento ao pedido do governo colombiano, equivale à ingerência nos assuntos internos do país e uma nítida escolha de lado.


Fonte: FOLHA

Brasil rejeita proposta das Farc para discutir conflito na Unasul

Terroristas queriam 'expor sua visão' em encontro da organização

O Brasil não vai interferir na proposta apresentada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para que o conflito com o governo colombiano seja discutido na União de Nações Sul-Americanas (Unasul). A afirmação é do assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia.

"Este problema tem de ser resolvido no âmbito da Colômbia, a nossa opinião é de que a Unasul só deve intervir depois, para ajudar, mas a pedido do governo colombiano", disse Garcia, após almoço no Itamaraty em homenagem ao presidente da Guiné Bissau, Malam Bacai.

Na última segunda-feira, o governo colombiano rejeitou categoricamente a proposta das Farc. O vice-presidente, Angelino Garzón, avisou que os guerrilheiros devem liberar todos os reféns e abandonar o terrorismo, se quiserem iniciar negociações de paz com o governo do presidente Juan Manuel Santos. Garzón também recusou a participação de intermediários para resolver o conflito.

Proposta 

Com o discurso de que têm “vontade de buscar a solução política" para o conflito colombiano, as Farc pediram uma reunião para “expor sua visão". Em carta aberta escrita pelo Secretariado do Estado Maior Central do grupo, os terroristas dizem que "o drama humanitário da Colômbia pede a mobilização da solidariedade continental” e que “a obsessão oligárquica por dominar a guerrilha militarmente há 46 anos e a execução dos planos de Washington causaram inúmeros massacres."

Em julho, o chefe da guerrilha, Guillermo León Sáenz, conhecido como Alfonso Cano, já havia proposto ao governo uma conversa "para superar a terrível situação" que o país vive."

As Farc, fundadas em 1964, têm um dos exércitos mais poderosos e ricos do mundo e usa a luta armada para aterrorizar a população.

Fontes: Veja - Agência Estado

Santos toma posse e descarta conflito com a Venezuela

Novo presidente da Colômbia promete 'diálogo direto' com o país vizinho.

Santos discursa em Bogotá, observado pelo ex-presidente Álvaro Uribe. (Foto: AFP)

Em seu discurso de posse, o novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, descartou a possibilidade de um conflito com a vizinha Venezuela. "A palavra guerra não está em meu dicionário quando penso na relação da Colômbia com seus vizinhos ou com qualquer nação do planeta", discursou.

O novo mandatário afirmou que espera restabelecer relações com os vizinhos venezuelanos e equatorianos por meio de "diálogo direto" o quanto antes, e que, quem fala em guerra, nunca teve a responsabilidade de, como ele já teve, enviar soldados a combate.

O presidente venezuelano Hugo Chávez cortou os laços com a Colômbia no mês passado e anunciou o envio de tropas para a fronteira quando o governo do agora ex-mandatário Álvaro Uribe, aliado próximo dos EUA, disse que a Venezuela tolera acampamentos da guerrilha esquerdista em seu território.

O mais recente atrito entre os dois países foi visto como uma última rusga entre líderes ideologicamente opostos, que durante muito tempo antagonizaram sobre as guerrilhas e a presença militar norte-americana na Colômbia.


Fontes: G1 - Agências - TV Globo

Venezuela corta relações com a Colômbia, afirma Hugo Chávez

Colômbia pediu comissão para apurar se Venezuela abriga guerrilheiros. Tropas venezuelanas estão em alerta na fronteira, afirmou presidente.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou nesta quinta-feira (22) que a Venezuela rompeu relações com a vizinha Colômbia.

Segundo Chávez, o motivo foi o fato de a Colômbia ter solicitado, na OEA (Organização dos Estados Americanos), a formação de uma comissão internacional para verificar a suposta presença de guerrilheiros colombianos em território da Venezuela.

"Não temos outra escolha senão, pela nossa dignidade, cortar totalmente nossas relações com a nação irmã da Colômbia", disse ao vivo na TV estatal, durante entrevista ao lado do craque argentino Maradona, que visita o país e depois declarou apoio à medida de Chávez.

O craque argentino Diego Maradona e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em entrevista nesta quinta-feira (22). (Foto: AFP)

Ele afirmou que as acusações da Colômbia eram uma "agressão" inspirada pelos Estados Unidos e afirmou que estava ordenando "um alerta máximo" ao longo da fronteira de seu país com sua vizinha andina.

"(O presidente da Colômbia, Álvaro) Uribe é um doente e está cheio de ódio. Alerto à comunidade internacional que nós não aceitaremos nenhum tipo de agressão nem de violações à nossa soberania ... eu teria que ir chorando para uma guerra na Colômbia, mas teria que ir", alertou.

Diplomatas

Pouco depois, o ministro de Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, deu 72 horas a diplomatas colombianos para abandonarem o país.

Ele também disse que o governo ordenou o fechamento de sua embaixada na Colômbia e o retorno imediato de seus funcionários ao país.

OEA

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, pediu aos dois países que "acalmem os espíritos". Ele disse que Bogotá e Caracas podem superar mais uma crise e ofereceu os serviços da sua organização para as negociações.

O motivo imediato do rompimento, segundo Chávez, foi a atitude da diplomacia colombiana durante reunião extraordinária na OEA. A Colômbia. denunciou a presença na Venezuela de 1.500 guerrilheiros e dezenas de acampamentos, o embaixador colombiano Luis Hoyos pediu "a constituição de uma comissão internacional para visitar esses sítios", onde estariam os rebeldes.

A comissão seria integrada por representantes da ONU, dos países membros da Organização de Estados Americanos (OEA) e da imprensa.

Hoyos afirmou que a Venezuela não deveria questionar a comissão, já que afirma que as denúncias "são mentirosas e fazem parte de uma montagem"

Segundo o representante colombiano, há uma certa urgência em relação aos trabalhos dessa comissão, pelo que deveria ser constituída nos próximos 30 dias, para evitar que guerrilheiros das Farc e do ELN desativem os acampamentos.

O embaixador da Venezuela, Roy Chaderton, rejeitou a possibilidade de criação dessa comissão.


"Seria aberto um precedente curioso (...), pelo que passaríamos a nos dedicar a visitar cada um dos países vizinhos para nos pronunciarmos sobre problemas de ordem interna", disse Chaderton.

Segundo o representante da Colômbia na Organização dos Estados Americanos (OEA), grupos guerrilheiros estão "consolidados" e "ativos" em território venezuelano

Durante reunião do organismo, em Washington, o representante colombiano na OEA, Luis Hoyos, denunciou a "presença consolidada, ativa e crescente destes grupos terroristas no país irmão da Venezuela".

Hoyos apresentou nesta quinta-feira ao organismo continental um extenso dossiê com "coordenadas precisas, dados muito contundentes" que provariam a presença de grupos guerrilheiros colombianos na Venezuela.

Reação

Após o anúncio de Chávez, Hoyos qualificou de "errônea" a decisão e partiu para a ironia.


"A Venezuela deveria "romper relações com os grupos criminosos", disse Hoyos.

O embaixador colombiano lamentou que o país "prefira aderir ao expediente de insultar, romper ligações com um governo constituído".

Já o vice-presidente eleito da Colômbia, Angelino Garzón, assegurou que Santos fará todo o possível para restabelecer as relações diplomáticas com a Venezuela.

Relações tensas

As relações entre Chávez e o governo conservador de Álvaro Uribe deterioraram nos últimos dois anos.

As últimas acusações colombianas dificultaram ainda mais as relações já prejudicadas em um acordo de 2009 que permitiu que as forças norte-americanas usem as bases militares colombianas (veja gráfico abaixo) para operações antidrogas.

Chávez afirma que o acordo militar ameaça seu país e poderia ser o precursor de uma invasão norte-americana.

A Colômbia é o principal aliado militar dos EUA na América do Sul e recebeu bilhões de dólares em assistência dos EUA para combater os rebeldes, financiados em boa parte pelo tráfico de cocaína.



Lula ligou para Chávez e Uribe, diz assessor da Presidência

O assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, lamentou nesta quinta-feira (22) a decisão da Venezuela de romper relações diplomáticas com a Colômbia. Segundo Garcia, o Brasil vai negociar com os dois países uma solução para o impasse. Garcia afirmou, sem dar detalhes, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou aos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Álvaro Uribe, para tratar da questão.

“Eu acho que é lamentável isso, mas temos a convicção que com o estabelecimento do novo governo essas coisas lá possam se recompor imediatamente. O Brasil está ajudando e vai continuar ajudando, através de conversas com as partes”, disse.

Para Marco Aurélio Garcia, com a posse, em agosto, do novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, a relação entre os dois países deve melhorar. "Nós temos uma boa percepção de que há disposição dos dois governos num futuro próximo, talvez depois da posse do presidente Santos, de que isso venha a ser resolvido", disse.


"Acho que é há uma tensão que há muito tempo está criada na região. O Brasil tem procurado em várias ocasiões e, com êxito em outros momentos, reduzir essa tensão. Talvez seja a ocasião agora com o começo do governo santos a possibilidade que nós tenhamos um clima de aproximação mais consistente", afirmou Garcia.

Comentário

Chávez quer um pretexto para a  guerra porque seu governo é um fiasco. A ditadura chavista, como toda ditadura, sempre procura criar inimigos externos para desviar a atenção dos problemas internos.

Nada vai melhorar, porque o problema não é a Colômbia e sim a Venezuela de Chavista..


Esperamos que o Brasil não se meta em nova confusão. Inclusive, o ideal seria nem envolver-se nisto, mesmo porque o atual governo brasileiro sempre tomou partido da ditadura venezuelana e assim não é confiável como moderador.

Fontes: G1/Nathalia Passarinho - TV Globo

Colômbia entrega provas de guerrilheiros na Venezuela a embaixador na OEA

O Governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, rejeitou as denúncias da Colômbia

Bogotá - O Governo da Colômbia entregou a seu embaixador perante a OEA, Luis Alfonso Hoyos, as supostas provas que tem em seu poder da presença de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e do Exército de Libertação Nacional na Venezuela, para que as apresente amanhã em uma reunião extraordinária do Conselho Permanente do organismo.

O ministro colombiano de Defesa, Gabriel Silva, afirmou hoje que o trabalho de apresentar os documentos, mapas e vídeos que tem como provas da presença dos insurgentes em território venezuelano corresponderá ao embaixador Hoyos.

Silva precisou que a via diplomática que a Colômbia usa nesta ocasião com a Venezuela é uma demonstração de que sempre buscou o diálogo,e se faz presente pelos canais do direito internacional, a espera de que os demais países se comportem da mesma maneira.

O Governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, rejeitou as denúncias da Colômbia, país com o qual mantém as relações bilaterais congeladas há quase um ano.

O embaixador equatoriano perante a OEA, Francisco Proaño, renunciou hoje ao cargo para não se ver obrigado a convocar a reunião solicitada pela Colômbia, pois, segundo ele, o chanceler de seu país, Ricardo Patiño, queria adiá-la para buscar outras vias para solucionar a nova crise colombo-venezuelana.

Fontes: UOL - Efe

Colômbia pede reunião de emergência da OEA para debater crise com Venezuela

Venezuela exporta subversão contra os vizinhos

Após acusar Caracas de esconder membros das guerrilhas colombianas Farc e ELN e trocar acusações com o governo de Hugo Chávez, a Colômbia pediu à OEA (Organização dos Estados Americanos) que convoque uma assembléia extraordinária para discutir a presença de "terroristas" em território venezuelano.

Em comunicado, o presidente da Colômbia Álvaro Uribe pede que a OEA convoque "o mais breve possível uma reunião extraordinária do Conselho Permanente para examinar a presença de terroristas colombianos" na Venezuela.


O governo de Álvaro Uribe acusou a Venezuela de esconder líderes das guerrilhas colombianas Farc e ELN/William Fernando/AP

O texto foi divulgado aos jornalistas pelo secretário de Informação e Imprensa do país, César Mauricio Velásquez.

O comunicado oficial acrescenta que o pedido "está antecedido por inúmeros esforços fracassados para a solução deste grave problema por meio do diálogo direto com a Venezuela e das ocasiões nas quais se comunicou esta situação à OEA e a seu secretário-geral [José Miguel Insulza]".

De acordo com a Presidência colombiana em diversos momentos "o governo da Colômbia entregou informações ao governo da Venezuela e o tema foi abordado em reuniões privadas dos presidentes".

Uribe deixa claro ainda em seu comunicado que já pediu para outros países ajudarem a intermediar o diálogo com Caracas, entre eles a Espanha, Cuba e o Brasil.

O comunicado assinala também que, "segundo foi acordado na reunião de Cancún de 22 de fevereiro de 2010, os dois governos aceitaram a facilitação, acompanhados pelo Brasil, México e República Dominicana".

De acordo com o texto, o presidente dominicano, Leonel Fernández, chegou a ir à fronteira entre Colômbia e Venezuela para tratar do assunto, mas sua ação "foi desautorizada pelo governo da Venezuela".

CRISE DIPLOMÁTICA

Três semanas antes de deixar o governo da Colômbia, o presidente Álvaro Uribe agravou a crise diplomática com a Venezuela ao denunciar que Caracas esconde guerrilheiros em seu território. Em resposta, Hugo Chávez convocou seu embaixador em Bogotá, negou as acusações, exigiu provas e afirmou que o líder colombiano é "mafioso".


Em reação, Chávez convocou seu embaixador em Bogotá e disse que o presidente colombiano é "mafioso"/Fernando Llano/AP


"É uma patranha do governo burguês da Colômbia, governo apátrida da Colômbia. Não vou cair em provocações", declarou o venezuelano em um ato transmitido nesta sexta-feira em rede nacional de rádio e TV.

Essa ação "obedece ao desespero de Uribe, que está de saída, mas não significa que vamos ficar calados", continuou Chávez, referindo-se ao mandato do presidente colombiano, que será encerrado em 7 de agosto. Ele "é um mafioso e é capaz de qualquer coisa porque está cheio de ódio", completou.

RETOMADA DE RELAÇÕES

As relações bilaterais entre Colômbia e Venezuela foram "congeladas" em julho de 2009 por Caracas, depois do anúncio de um acordo de cooperação militar entre Bogotá e Washington que Chávez considerou uma "ameaça para a segurança regional".

Chávez indicou que as acusações de Uribe constituem um obstáculo a qualquer iniciativa do presidente-eleito na Colômbia, Juan Manuel Santos, de tentar retomar as relações bilaterais entre os dois países.


"Isso que está ocorrendo é o desespero do grupo da extrema-direita que rodeia Uribe para tentar gerar um grande conflito e impedir Santos de voltar a estabelecer relações respeitosas com sua irmã Venezuela", afirmou Chávez.


"Acreditamos sinceramente que o novo governo da Colômbia tem agora um grande obstáculo que é o velho governo", afirmou o presidente.

Chávez disse ainda esperar que o "novo presidente da Colômbia honre seu posto (...) apesar de seu passado" e assegurou que o restabelecimento das relações bilaterais é "bom" para todos.

ACUSAÇÕES

Ainda na quinta-feira o ministério da Defesa da Colômbia anunciou à imprensa que possuía "provas contundentes" da presença de líderes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional) no país fronteiriço.

Segundo o titular da pasta, Gabriel Silva, estava "confirmada" a presença de diversos guerrilheiros, como Carlos Marín Guarín, apelidado de Pablito, do ELN, e Germán Briceño, o Grannobles, e Jorge Briceño, chamado de Mono Jojoy, estes dois últimos das Farc, na Venezuela.

Chávez destacou ainda que espera manter melhores relações com o futuro presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e disse esperar ainda que ele não siga as linhas políticas da atual administração, já que são "evidentes" as diferenças entre ambos.

"A Venezuela está com as mãos abertas para receber o novo governo, mas estamos em alerta e esperamos que a extrema direita da Colômbia esteja realmente de saída", enfatizou Chávez.

EMBAIXADOR

O governo venezuelano convocou seu embaixador em Bogotá, Gustavo Márquez, e nas próximas horas deverá anunciar "medidas políticas e diplomáticas" em resposta às "agressões" feitas pela administração do presidente colombiano, Álvaro Uribe.

"Chamamos o embaixador Gustavo Márquez para que venha a consultas em Caracas e se una à avaliação de uma série de medidas políticas e diplomáticas que serão tomadas nas próximas horas para rejeitar a agressão do governo colombiano", disse em entrevista coletiva o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro.

"O que Uribe quer com isto? Por que a poucos dias de entregar a Presidência arremete com todo seu ódio, com seus falsos escândalos midiáticos, contra a Venezuela?", questionou Maduro.

O chanceler disse ainda que "todas as vezes" em que Bogotá fez denúncias sobre a presença de guerrilheiros colombianos em território venezuelano, tanto os militares quanto a polícia "comprovaram a falsidade das acusações".

LÍDERES

De acordo com uma nota oficial divulgada ontem pela Colômbia, os líderes seriam Iván Márquez; Rodrigo Granda, conhecido como Ricardo; Timoleón Jiménez, conhecido como Timochenko; e Germán Briceño, conhecido como Grannobles (das Farc); assim como Carlos Marín Guarín, conhecido como Pablito (do ELN)". Segundo a Presidência colombiana, também estão na Venezuela "outros integrantes do grupo terrorista ELN".

Iván Márquez é membro do secretariado (comando central) das Farc, e em 2007 foi recebido em Caracas pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, quando este, a pedido de seu homólogo colombiano Alvaro Uribe, mediava uma troca de reféns da guerrilha por rebeldes presos.

Rodrigo Granda, considerado o "chanceler" das Farc, foi libertado por Uribe em 2007 para facilitar essa tentativa de troca. Timoleón Jiménez também faz parte do secretariado das Farc e foi o encarregado de anunciar, em 2008, a morte por causas naturais de seu fundador, Manuel Marulanda "Tirofijo". Germán Briceño é o irmão do chefe militar das Farc, "Mono Jojoy".

Fontes: FOLHA - Agências

Juan Manuel Santos é o novo presidente da Colômbia

As votações deste domingo foram marcadas ainda pelo alto índice de abstenção


O segundo turno ocorreu com forte esquema de segurança, o que não evitou a alta abstenção/Carlos Julio Martinez/Reuters

O candidato governista Juan Manuel Santos foi eleito neste domingo o novo presidente da Colômbia, após obter uma vitória folgada contra o ex-prefeito de Bogotá, Antanas Mockus, em um pleito marcado pelo alto índice de abstenção e pela violência.

De acordo com as autoridades eleitorais do país, já foram apurados 99,6% dos votos, e Santos tem 69,05% contra apenas 27,5% de Mockus --que venceu em apenas um dos 32 Departamentos (Estados) do país. O índice de abstenção ficou em cerca de 55%.

"Quero felicitar Santos, seu partido e as pessoas que votaram nele. Desejo a ele o melhor dos êxitos como governante para o bem do país", disse Mockus, do Partido Verde, em um discurso diante de seus seguidores depois de Santos vencer a eleição com 69,05% dos votos, com 99,6% das urnas apuradas.

Santos , candidato do atual presidente, Álvaro Uribe, e que já foi ministro do Comércio Exterior, da Fazenda e da Defesa-- promete manter as políticas do atual mandatário, que deixará o governo após duas gestões consecutivas e com mais de 70% de aprovação, obtidos principalmente por empreender um vigoroso cerco contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

O opositor Antanas Mockus, postulante do Partido Verde, foi a grande surpresa do primeiro turno ao chegar à liderança nas pesquisas antes da primeira votação, de 30 de maio, mas sucumbiu.

O futuro presidente assumirá o comando da nação em 7 de agosto e terá, entre outros, os desafios de melhorar as condições de vida dos colombianos, além de garantir a segurança interna e amenizar as difíceis relações com países vizinhos, como Venezuela e Equador.

As votações deste domingo foram marcadas ainda pelo alto índice de abstenção, maior do que o registrado no primeiro turno.

Segundo a Registradoria Nacional (órgão responsável pelo processo eleitoral local), neste pleito, participaram um milhão a menos de pessoas que concorreram no primeiro. As chuvas e as partidas da Copa do Mundo de futebol foram considerados os principais motivos para que mais colombianos não fossem às urnas.

"Esgotou-se o tempo para as Farc", diz presidente eleito da Colômbia

O presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse neste domingo (20) que se "esgotou o tempo para as Farc" e anunciou que a partir de 7 de agosto, quando tomará posse, será mais contundente na luta contra as guerrilhas e os narcotraficantes.

- Que os terroristas ouçam e que o mundo ouça, esgotou-se o tempo das Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia]. A Colômbia está saindo de seu pesadelo do sequestro e da violência; enquanto insistirem em seus métodos terroristas, enquanto insistirem em atacar o povo colombiano não haverá diálogo e continuaremos as enfrentando com toda a dureza, com toda a firmeza.

Santos discursou para milhares de seguidores.

Ele foi ministro da Defesa de Álvaro Uribe e artífice dos golpes mais duros contra a guerrilha das Farc. E prometeu fazer tudo o que estiver em suas mãos para acabar com o grupo.

- Fomos contundentes contra os terroristas e contra os narcotraficantes e o seremos mais ainda. Daqui, exigimos que libertem todos os sequestrados em seu poder.

Mesmo assim, anunciou que em seu governo "seguirão abertas as portas de reinserção para aqueles guerrilheiros que abandonarem as fileiras do terrorismo e queiram retornar à sociedade". Como ministro da Defesa, Santos projetou e executou algumas das operações-chave que conseguiram debilitar as Farc como nunca antes.


Fontes: FOLHA - R7 - ANSA - AFP

EUA suspendem ajuda financeira à agência de inteligência da Colômbia

Agentes do DAS grampearam ilegalmente telefones de oposicionistas do governo Uribe

BOGOTÁ- Os Estados Unidos suspendeu nesta quarta-feira, 14, ajuda à agência de inteligência DAS, da Colômbia, cujos agentes são acusados de fazer escutas telefônicas ilegais de oponentes do presidente Álvaro Uribe, além de jornalistas e altos magistrados.

O escândalo é o último a difamar o governo de Uribe, aliado dos Estados Unidos que irá deixar o poder este ano depois de dois mandatos no qual liderou uma política firme contra rebeldes das Farc e traficantes de drogas.

O embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, William Brownfield, disse que a ajuda de cooperação enviada ao Departamento Administrativo de Segurança (DAS) seria transferida à Polícia Federal e ao escritório nacional da Defensoria Pública.

"O que os Estados Unidos fez é transferir a colaboração que nós tínhamos com o DAS a outras instituições, primordialmente à Polícia Federal e à Defensoria Pública", disse Brownfield à uma rádio local.

A embaixada dos Estados Unidos não deu detalhes do valor da ajuda que era dada ao DAS, mas oficiais americanos afirmaram que a cooperação enviada ao departamento cobria as despesas de operações regionais e conjuntas anti-drogas, além de equipamentos.

Um grande número de agentes do DAS foi demitido após o escândalo dos grampos telefônicos, que ocorreu em 2009, e ao menos sete deles enfrentaram acusações na Justiça.

O governo nega que seus oficiais tenham dado ordens a agentes do DAS para espionarem líderes da oposição, jornalistas e juízes. Uribe ordenou o desmantelamento da agência e criou uma nova.


Fontes: O ESTADO - Reuters

Soldado colombiano abraça família após um ano refém das Farc

Dois helicópteros brasileiros participaram do resgate; outro refém será entregue na terça

O soldado Josué Daniel Calvo, refém das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) há um ano, já está em liberdade e em terra firme.

Os dois helicópteros brasileiros da FAB, que participaram da operação, pousaram na tarde deste domingo (28) na cidade de Villavicencio, capital do Departamento de Meta. O jovem militar está doente e tem um ferimento a bala no joelho.

Calvo abraça a família; o soldado vai seguir diretamente ao hospital militar para ser tratado; ele tem um ferimento de bala e está doente/AFP

O soldado foi entregue à senadora Piedad Córdoba, que acompanha a operação de resgate, com apoio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e da Igreja Católica colombiana.

A missão humanitária partiu da cidade de Villavicencio por volta das 9h20 no horário local (11h20 de Brasília). Segundo as Farc, o soldado Calvo está doente e tem um ferimento a bala no joelho.

Após encontrar a sua família, Calvo seguida imediatamente a um hospital militar, onde será tratado.

Na próxima terça-feira (30), deve acontecer a libertação do sargento Pablo Emilio Moncayo, que as Farc entregarão depois de mais de 13 anos de sequestro.

Veja a transmissão feita ao vivo pela TV colombiana, ao som do Hino Nacional do país, liberado pelo jornal El Espectador.


Leia também: Helicóptero brasileiro resgata refém das Farc

Fontes: R7 - AFP - BGA

Em meio a abstenção e suspeita de bombas, Colômbia realiza eleições legislativas

Neste domingo, a Colômbia renovará os 102 assentos no senado e outros 166 na Câmara dos Deputados, em eleições que colocarão à prova a força da coalizão no poder.

O governo pediu o comparecimento massivo da população, mas historicamente as eleições legislativas são marcadas pela abstenção. No entanto, seu resultado influenciará as futuras alianças políticas para a eleição presidencial.

Após o fracasso no tribunal constitucional que deixou o presidente Alvaro Uribe inabilitado para ser candidato e buscar uma segunda reeleição imediata ao declarar ilegal um referendo, os partidos e movimentos políticos de sua coalizão tentarão manter a maioria no congresso.

Se as forças uribistas, lideradas pelo Partido da U, obtiverem vitória, deixarão uma boa posição ao ministro de Defesa Juan Manuel Santos para buscar alianças e receber um respaldo sólido para as eleições presidenciais de 30 de maio, nas quais tenciona sair como o sucessor de Uribe e dar continuidade a suas políticas.

No entanto, se houver enfraquecimento na coalizão, com a perda de maioria no Senado e Câmara, um espaço será aberto para o triunfo de um candidato independente ou de oposição, segundo analistas.

Nas eleições legislativas de 2006 foram descobertas alianças de políticos com antigos esquadrões paramilitares de ultra-direita que financiaram suas candidaturas entre os habitantes das regiões que controlavam, o que provocou a saída de aproximadamente 30 parlamentares.

Bombas

Neste sábado, a suspeita da presença de bombas em um carro estacionado levou à evacuação de várias ruas do centro da cidade de Cali, na Colômbia.

Segundo o diretor-geral da polícia local, general Oscar Naranjo, o carro vermelho foi estacionado em uma rua perto da sede do governo do departamento (estado) de Valle, que tem Cali como capital, e da prefeitura.

Duas pessoas que teriam estacionado o veículo já foram detidas. O general Miguel Ángel Bojacá, comandante da polícia de Cali, coordena a operação dos especialistas que determinarão se se trata ou não de um carro-bomba.

Fontes: FOLHA - Efe- Reuters

Chávez e Uribe discutem durante Cúpula da Unidade da América Latina e do Caribe

Uribe comparou o bloqueio dos EUA sobre Cuba com a relação entre Venezuela e empresas colombianas.

Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Álvaro Uribe, protagonizaram nesta segunda-feira uma acalorada discussão durante o almoço de presidentes da 2ª Cúpula da Unidade da América Latina e do Caribe, em Playa Del Carmen, no México.

Fontes da delegação venezuelana confirmaram que houve "uma discussão acalorada" quando Uribe comparou o bloqueio dos Estados Unidos sobre Cuba com o tratamento comercial da Venezuela a empresas colombianas.

Após as palavras de seu colega colombiano, Chávez explicou que o comércio entre os países se multiplicou por oito desde sua chegada ao poder, em 1999, quando estava em um patamar de US$ 1,6 bilhão, chegando a US$ 7,9 bilhões de 2008.

Segundo fontes ouvidas pela agência Efe, Uribe interrompeu o líder venezuelano quando ele defendia sua postura, e Chávez pediu que deixasse acabar seu discurso.

Outras fontes que participaram do almoço explicaram que o presidente cubano, Raúl Castro, que participa pela primeira vez do encontro, teve que intervir para terminar a discussão entre os líderes de Venezuela e Colômbia.

O secretário de imprensa da Presidência colombiana, César Mauricio Velásquez, disse que Chávez insinuou durante a discussão que há 300 paramilitares colombianos entrando na Venezuela para assassiná-lo, dando a entender que Uribe tenha relação com isso.

Por isso, Uribe "pediu respeito, dizendo que jamais faria algo assim", assinalou Velásquez.

Durante a discussão, Chávez afirmou que ia se retirar do recinto, quando Uribe disse: "seja homem e permaneça aqui, e falemos de frente, porque o senhor às vezes insulta à distância", relatou o funcionário colombiano.

Velásquez indicou que se tratou de um incidente "menor", e que na declaração final da Cúpula de Unidade, que será divulgada amanhã durante o encerramento da reunião, foram aprovados dois pontos nos quais os países da região se comprometem a "acompanhar o processo de integração e de amizade" entre Colômbia e Venezuela.

Esses acordos "foram pactuados" entre os governos da Colômbia e Venezuela, garantiu o secretário de imprensa.

Uribe foi o último presidente a chegar a Playa del Carmen, balneário do caribe mexicano, se incorporou às sessões após seu início, participou da foto oficial e posteriormente do almoço oferecido pelo líder mexicano, Felipe Calderón.

Fontes: FOLHA - Efe

Guerrilhas colombianas selam aliança anti-EUA após reuniões na Venezuela

Venezuela torna-se base operacional terrorista na América Latina

As guerrilhas colombianas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e ELN (Exército de Libertação Nacional) selaram em 2009 um pacto de não agressão e união contra a presença militar dos Estados Unidos no país, depois de três reuniões realizadas na fronteira com a Venezuela, segundo um relatório de inteligência publicado neste domingo na imprensa colombiana.

Nos encontros, que aconteceram no Estado venezuelano de Zulia, os dois grupos concordaram em pôr fim aos choques internos e combater a instalação de bases militares americanas na Colômbia, informou o jornal colombiano El Tiempo.

A primeira reunião teria ocorrido em julho de 2009, e a segunda, em setembro. O terceiro encontro aconteceu "na última semana de outubro" entre representantes dos dois grupos, que concordaram em "trabalhar pela unidade para enfrentar, com firmeza e beligerância, o atual regime".

Fontes: UOL - FOLHA - France Presse

Opinião BGN

A Venezuela tornou-se uma base operacional dos grupos terroristas e subversivos na América Latina. Esta situação deve ser enfrentada seriamente. Não é possível que se permita este cenário.

Colômbia reforça presença militar na fronteira com a Venezuela

As Forças Armadas da Colômbia ativaram neste sábado novas unidades de aviação, após terem afirmado que pretendem reforçar uma base militar localizada na fronteira com a Venezuela.

O Ministério da Defesa colombiano afirmou que dois dos seis novos batalhões de aviação, que são equipados com novos helicópteros de combate e transporte de tropas, serão baseados em zonas fronteiriças.

Um deles fica na península de La Guajira, zona relativamente despovoada, mas rica em recursos como gás, localizada no norte do país.

O outro está localizado em Arauca, território com importantes reservas de petróleo e forte presença de grupos guerrilheiros, no leste colombiano.

“Hoje é um dia para a história do povo colombiano”, disse o comandante do Exército, general Óscar Gonzáles, durante a cerimônia militar que ativou os batalhões.

Base

Segundo o Exército, a Colômbia tem agora 120 helicópteros de fabricação americana e russa.

“Recebemos equipamentos estratégicos e aeronaves para a defesa e segurança da pátria, com as quais estamos melhorando a capacidade de reação do Exército”, disse o comandante.

Na véspera, o ministro da Defesa, Gabriel Silva, já havia anunciado a decisão de ampliar uma base militar em La Guajira porque, segundo ele, é “uma antiga aspiração das forças militares ter uma presença digna” no local.

A atual base militar abriga 50 militares e seis policiais. Com a ampliação, segundo o ministro, a base poderá abrigar entre 800 e mil homens.

De acordo com o ministro, o objetivo é converter a base em um centro integral de apoio a comunidades indígenas da Colômbia e da Venezuela que habitam o local.

Tensão

Os anúncios ocorrem em meio à crescente tensão entre Colômbia e Venezuela, que compartilham 2.219 quilômetros de fronteira.

Segundo o correspondente da BBC na Colômbia, Hernando Salazar, as relações entre os dois países vêm se deteriorando desde julho, quando Bogotá anunciou um convênio militar com Washington que permite às Forças Armadas americanas utilizar sete bases militares colombianas.

O acordo provocou reações de outros países da região, entre eles o Brasil.

Um dos batalhões de aviação ativados neste sábado está localizado na base de Larandia, que integra o acordo com os Estados Unidos.

Segundo o correspondente da BBC, a Venezuela considera esse acordo uma ameaça para sua segurança, enquanto a Colômbia afirma que o objetivo é combater o terrorismo e o narcotráfico dentro de suas fronteiras.

No mês passado, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou a afirmar que as Forças Armadas do país e a população civil deveriam se "preparar para a guerra" para garantir a paz.


Fonte: BBC

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