Em meio a abstenção e suspeita de bombas, Colômbia realiza eleições legislativas

Neste domingo, a Colômbia renovará os 102 assentos no senado e outros 166 na Câmara dos Deputados, em eleições que colocarão à prova a força da coalizão no poder.

O governo pediu o comparecimento massivo da população, mas historicamente as eleições legislativas são marcadas pela abstenção. No entanto, seu resultado influenciará as futuras alianças políticas para a eleição presidencial.

Após o fracasso no tribunal constitucional que deixou o presidente Alvaro Uribe inabilitado para ser candidato e buscar uma segunda reeleição imediata ao declarar ilegal um referendo, os partidos e movimentos políticos de sua coalizão tentarão manter a maioria no congresso.

Se as forças uribistas, lideradas pelo Partido da U, obtiverem vitória, deixarão uma boa posição ao ministro de Defesa Juan Manuel Santos para buscar alianças e receber um respaldo sólido para as eleições presidenciais de 30 de maio, nas quais tenciona sair como o sucessor de Uribe e dar continuidade a suas políticas.

No entanto, se houver enfraquecimento na coalizão, com a perda de maioria no Senado e Câmara, um espaço será aberto para o triunfo de um candidato independente ou de oposição, segundo analistas.

Nas eleições legislativas de 2006 foram descobertas alianças de políticos com antigos esquadrões paramilitares de ultra-direita que financiaram suas candidaturas entre os habitantes das regiões que controlavam, o que provocou a saída de aproximadamente 30 parlamentares.

Bombas

Neste sábado, a suspeita da presença de bombas em um carro estacionado levou à evacuação de várias ruas do centro da cidade de Cali, na Colômbia.

Segundo o diretor-geral da polícia local, general Oscar Naranjo, o carro vermelho foi estacionado em uma rua perto da sede do governo do departamento (estado) de Valle, que tem Cali como capital, e da prefeitura.

Duas pessoas que teriam estacionado o veículo já foram detidas. O general Miguel Ángel Bojacá, comandante da polícia de Cali, coordena a operação dos especialistas que determinarão se se trata ou não de um carro-bomba.

Fontes: FOLHA - Efe- Reuters

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