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Chile pede ajuda à Nasa para manter vivos mineiros soterrados

Autoridades chilenas pediram ajuda à Nasa, a agência espacial americana, na operação de resgate dos 33 mineiros presos há 20 dias em uma mina no norte do Chile.

Familiares estão participando das operações acima da mina onde trabalhadores estão presos/BBC

O governo chileno pediu que a agência ajude a manter os trabalhadores vivos e em bom estado de saúde até o fim do resgate, que deve demorar cerca de quatro meses.

As condições em que os mineiros - presos a 700 metros de profundidade - estão vivendo foram comparadas por especialistas médicos à de astronautas que cumprem longas missões na Estação Espacial Internacional.

O Ministério da Saúde chileno contactou a Nasa para pedir que a agência compartilhe tecnologia e porções de comida destinadas a pessoas que precisam ficar confinadas a um pequeno espaço, com suprimentos limitados.

"A situação é muito semelhante à dos astronautas, que passam meses sem fim em estações espaciais", disse a jornalistas o ministro da Saúde do Chile, Jaime Manalich.

Um porta-voz da Nasa confirmou que a agência recebeu o pedido, e disse que vai "ajudar dentro do possível".

Na terça-feira, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, conversou com os mineiros presos.

Piñera falou com os trabalhadores soterrados do palácio presidencial em Santigo, por meio de uma linha telefônica que passa por um duto perfurado para chegar até a câmara onde os mineiros estão presos.

Até o momento, as equipes que trabalham no local conseguiram estabelecer duas linhas de comunicação com os mineiros - uma para a passagem de alimentos, outra para a linha telefônica. O homens estão sobrevivendo com uma dieta de pequenas quantidades de comida, como soluções altamente calóricas de glicose e sachês de sopa.

As equipes de resgate afirmaram que eles estão "bem de saúde", mas ainda não sabem que seu resgate pode levar até quatro meses.

O ministro de Minas, Laurence Golborne, afirmou a jornalistas que foi dado um plano de trabalho para manter os mineiros ocupados nas próxima semanas, e acrescentou que, apesar de não saber mais detalhes sobre o prazo do resgate, os trabalhadores sabem que a situação é difícil.

"Eles entendem a situação que estão vivendo. Eles entendem que temos que passar por 700 metros de rocha sólida para resgatá-los, então eles podem avaliar a situação e, provavelmente, têm noção de que será um longo período. Mas, novamente, psicologicamente falando, temos que tentar mantê-los no caminho certo", afirmou.

Meses

Segundo Andres Sougarret, chefe da operação de resgate, a estimativa de quatro meses se baseia no tempo necessário para se abrir um túnel com largura suficiente para uma retirada segura.

Atualmente, o único canal de comunicação com os trabalhadores é um duto de cerca de 15 centímetros de diâmetro.

Por meio de um contato telefônico com o ministro Golborne, na segunda-feira, foi possível saber que os mineiros estão "com muita fome", mas estão bem.

Eles relataram que sobreviveram com uma dieta racionada de duas colheres de atum enlatado, um gole de leite e meio biscoito a cada 48 horas.

De acordo com Sougarret, os trabalhadores deverão receber cartas e bilhetes escritos por suas famílias, que foram orientadas a "manter um tom otimista".


Os mineiros estão presos desde o dia 5 de agosto, quando o principal acesso ao túnel ruiu. Eles estão a 700 metros de profundidade, em um abrigo de 50 metros quadrados, que contém dois bancos de madeira compridos.

Tanques de água, além de água contida em máquinas de perfuração e canais de ventilação ajudaram os homens a sobreviver, mas eles tinham pouca comida.

Uma perfuradora especial está sendo enviada para a mina, localizada perto da cidade de Copiapó, no norte do país, para tentar abrir uma passagem que permita a saída dos mineiros.




Fonte: BBC

Três terremotos atingem o Chile, mas por enquanto não há danos registrados

Tremores vêm sendo sentidos no país nos últimos três dias

Três terremotos, com magnitudes entre 5 e 5,5 na escala Richter, atingiram a região de Bío-Bío, no sul do Chile, nesta sexta-feira (16), mas por enquanto não há informações de danos pessoais ou materiais.

O primeiro abalo foi sentido às 18h38 locais (19h38 em Brasília), com magnitude 5 e com epicentro a 94 quilômetros de Concepción (cidade situada a 515 quilômetros ao sul de Santiago), com 18 quilômetros de profundidade, segundo relatório divulgado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Logo depois, às 18h41 pelo horário local (19h41 de Brasília), foi registrado um terremoto de magnitude 5,4 na escala Richter. Este tremor teve epicentro a 61 quilômetros de Concepción e com profundidade de 16,3 quilômetros.

Às 19h15, horário do Chile (20h15 em Brasília) foi sentido o terceiro abalo, com epicentro a 115 quilômetros de Concepción e com profundidade de dez quilômetros, desta vez com magnitude 5,5 na escala Richter.

O Instituto Sismológico da Universidad de Chile informa que desde o último dia 14 de abril foram sentidos 16 tremores de terra que tiveram magnitudes entre 2,7 e 5.


Fontes: R7 - Efe

Terremoto de magnitude 6,2 abala o norte do Chile

Tremor foi registrado no final da manhã na região de Atacama. Não há registro de vítimas ou danos.

Um forte terremoto de magnitude 6,2 abalou nesta sexta-feira (26) a região de Atacama, no norte do Chile.

Até o momento, não há registros de vítimas nem de danos materiais significativos.

Segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos, o tremor foi sentido às 11h52 locais (mesma hora de Brasília). O epicentro dele foi localizado 76 quilômetros ao sul de Copiapó, localidade 804 quilômetros ao norte de Santiago.

O abalo foi sentido ligeiramente na capital, Santiago.

A Marinha do Chile afirmou que não há alerta de tsunami (ondas gigantes)

A imprensa local informou que comércios e escolas na região de Copiacó fecharam, por medida de precaução.

O abalo ocorre quase um mês depois de um forte tremor de magnitude 8,8 ter devastado regiões do centro-sul do Chile.



Fontes: G1- USGS - Agências

Piñera anuncia cortes no Orçamento para bancar reconstrução do Chile

Cortes no orçamento para possibiltar reconstrução

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, declarou neste sábado que o país enfrentará as consequências do terremoto do dia 27 de fevereiro com "uma economia de guerra" e uma "profunda austeridade" nos gastos públicos.

"Vamos estabelecer uma economia de guerra em muitos assuntos públicos, no sentido da austeridade", destacou o presidente ao visitar um bairro da capital Santiago. Em pronunciamento aos moradores da região, o mandatário acrescentou que "já firmou um decreto de profunda austeridade no gasto público".

"Planejamos um corte geral de 5% nos gastos correspondentes aos bens de consumo, compras de equipamentos e maquinarias em todos os ministérios", explicou Piñera, disse ainda que irá dar "o exemplo", já que "o maior corte será na Presidência da República".

Para reverter a trágica situação deixada pelo abalo sísmico de 8,8 graus e suas mais de cem réplicas, o chefe de governo também disse que serão suspensos alguns programas do governo, "que não eram tão prioritários".

Com isso, será possível a criação de um "fundo da reconstrução", que terá vigência de quatro anos e deverá arrecadar cerca de US$ 733 milhões.

O presidente também criticou o estudo divulgado pela imprensa local que indica que o país teria perdido apenas US$ 8 bilhões e não US$ 30 bilhões com o abalo sísmico, como vem anunciado o governo.

De acordo com análise do especialista Matías Braun, as projeções oficiais podem responder "ao temor do primeiro momento ou à estimativa de perdas, como a porcentagem do PIB (Produto Interno Bruto)" ou "à multiplicação dos danos do terremoto de 1985".

"Quero ser muito preciso. O prejuízo bruto, total do setor público, do setor privado, que afetou nosso país com o terremoto ou tsunami está estimado em US$ 30 bilhões", enfatizou.

Na sexta-feira, o ministro do Interior do país, Rodrigo Hinzpeter, já havia anunciado um primeiro pacote de medidas para as áreas afetadas. Segundo ele, as prioridades do governo serão a proteção das famílias desabrigadas, a reativação das escolas e o início dos trabalhos nas zonas devastadas.

Estima-se que o terremoto e o tsunami registrados há pouco menos de um mês tenham deixado mais de 500 mortos, dezenas de desaparecidos e dois milhões de desabrigados.

Fontes: FOLHA - ANSA

Apagão atinge quase todo território chileno

Blecaute começou às 20h40 (horário local) deste domingo. À 0h, governo disse que energia foi restabelecida em 80% do país.

Um apagão deixou sem luz praticamente todo o território chileno às 20h40 (horário local, mesmo horário de Brasília) deste domingo. O blecaute afetou desde a cidade de Taltal no norte do país até a ilha Chiloé, distantes aproximadamente 3,5 mil quilômetros.

Pouco depois da meia-noite, o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, afirmou que a energia havia sido restabelecida em 80% do país. Segundo ele, o problema foi causado por uma falha no Sistema Interconectado Central e não teve relação com o terremoto que atingiu o país em 27 de fevereiro.

O blecaute afetou as comunicações de telefonia fixa e celular e forçou a interrupção do serviço de metrô na capital do país. O secretário-geral da Presidência, Cristian Laroulet, disse que o serviço será restabelecido de forma gradual.

Nas regiões do Maule e Bío-Bío, as mais castigadas pelo terremoto, o blecaute coincide com um toque de recolher decretado pelas autoridades para manter a ordem pública.

Fontes: G1- Reuters

Direitista Piñera é eleito presidente no Chile

Frei reconhece derrota e o fim de 20 anos de governo da esquerda no país desde Pinochet.

O empresário direitista Sebastián Piñera, novo presidente do Chile, pediu “unidade” para enfrentar os problemas do país em sua primeira aparição pública depois de vencer as eleições presidenciais deste domingo.

“Nosso país necessita, hoje mais do que nunca, de unidade. Os problemas que enfrentamos hoje em dia são muito grandes e desafiantes, e precisamos de unidade”, disse Piñera a Eduardo Frei, seu rival, em um encontro em que os dois estavam acompanhados por suas famílias.


Sebastián Piñera (à esquerda) é cumprimentado por seu adversário Eduardo Frei, governista, após vencer as eleições chilenas. (Foto: Ivan Alvarado/Reuters)

Frei, que reconheceu cedo sua derrota, admitiu que “o novo governo abre novas expectativas para muitos chilenos” e desejou a Piñera “pleno êxito em seu governo”.


"Quero felicitar Sebastián Piñera. A maioria dos chilenos lhe deram sua confiança para que conduza os destinos do país pelos próximos quatro anos, e desejo êxito em sua gestão", reconheceu o candidato derrotado.

Até o final da noite deste domingo (17), Piñera tem 51,6% dos votos e Frei tem 48,4%, com 99% das urnas apuradas. As urnas começaram a ser fechadas e os votos apurados às 17h de Brasília. Em uma jornada eleitoral sem sobressaltos, mais de 7 milhões de chilenos foram convocados às urnas após o primeiro turno, realizado em 13 de dezembro.

Empresário

Aos 60 anos, Piñera é economista e fez mestrado e doutorado na mesma área. Ele trabalhou na Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), atuou como professor universitário. e já foi senador e presidente do seu partido.


Apoiadores de Sebastián Piñera comemoram em Santiago os primeiros resultados do segundo turno das eleições presidenciais. (Foto: Martin Bernetti/AFP)

Piñera é um dos homens mais ricos do Chile, proprietário de uma rede de televisão, detentor de partes da companhia aérea LAN e com investimentos variados nos setores de minerador, imobiliário e de saúde. Ele prometeu consolidar a "economia social de mercado", sempre privilegiando os empregos.

A derrota do candidato governista representa a volta da direita chilena à Presidência pela via democrática 52 anos depois da vitória de Jorge Alessandri, em 1958.

Piñera também põe fim a quatro mandatos consecutivos da Concertação e se transforma no primeiro líder da direita desde o retorno do Chile à democracia, em 1990, após 17 anos do regime militar comandado por Augusto Pinochet (1973-1990).

Fonte: G1

Johnny Herrera, causa acidente e mata jovem

Herrara foi preso hoje

O goleiro chileno Johnny Herrera, que jogou no Corinthians em 2006, foi preso neste domingo por ter atropelado e matado uma jovem no Chile. A polícia investiga se o jogador estava sob efeito de álcool ou em alta velocidade.

O acidente aconteceu na madrugada deste domingo, na localidade de La Reina, a leste de Santiago. A jovem Macarena Casasús Matamala, 22, foi jogada contra o parabrisa do carro de Herrera, e seu corpo foi arrastado por cerca de 300 metros.

Herrera, que hoje atua pelo clube Audax Italiano, chegou ao Corinthians em fevereiro de 2006, trazido pela MSI. Também passou pelo Universidade de Chile e pelo chileno Everton.

Fonte: UOL

Após duas décadas no governo, coalizão de esquerda pode deixar o poder no Chile

Às vésperas do 1º turno, direitista é favorito à Presidência.
Além dele, esquerda governista enfrenta dissidente neste domingo (13).

Mulher corre nesta quarta-feira (8) nas ruas de Santiago cercada de cartazes da campanha presidencial chilena. (Foto: AFP)

As eleições presidenciais deste domingo (13), no Chile, serão as primeiras após a morte de Augusto Pinochet e, coincidências à parte, podem trazer o fracasso da Concertación, coalizão de centro-esquerda que está no poder há quase 20 anos - desde que o ex-ditador, derrotado num plebiscito, deixou o poder no país. A Concertación lançou como candidato o ex-presidente Eduardo Frei, que enfrenta um forte empresário concorrente da direita e encara ainda a candidatura de um dissidente do Partido Socialista.


"Esta é a primeira eleição desde o retorno à democracia em que todos os candidatos se opuseram a Pinochet no plebiscito de 1988. [Sebastián] Piñera [candidato da direita] também se opôs a Pinochet. Isso o aproxima de setores moderados que estão cansados da Concertación, mas que também estavam temerosos de uma direita demasiado ligada ao autoritarismo", explica em entrevista ao G1 Patrício Navia, cientista político chileno e professor do Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Nova York.


Eduardo Frei, da Concertación, e Sebastián Piñera, do partido Renovação Nacional, em debate eleitoral do dia 9 de novembro (Foto: Martin Bernetti/AFP)

As pesquisas para o pleito deste domingo apontam Piñera na frente, mas não com votos suficientes para garantir a vitória no primeiro turno. Segundo pesquisa do instituto Ipsos realizada em outubro, Piñera aparece com 36,7% das intenções de voto, contra 27,2% de Eduardo Frei e 17,8% do independente Marco Enríquez-Ominami. A mesma instituição fez pesquisas desde abril, e os resultados comparativos mostraram uma diminuição dos índices de Piñera e um pequeno aumento dos de Frei.

Segundo analistas entrevistados pelo G1, a centro-esquerda sofre um desgaste pelos 20 anos no governo e enfrenta ainda um vácuo de novas lideranças, apesar do alto índice de aprovação do governo de Michelle Bachelet. "Ao mesmo tempo em que amam Bachelet, eles estão menos empolgados com a Concertación. Existe uma percepção generalizada de que a Concertación é elitista e não chega ao 'povo' chileno", explica Peter Siavelis, doutor em filosofia e autor de "The President and Congress in Postauthoritarian Chile" (sem tradução em português).

"O problema é que o sucesso da Concertación foi construído em um modelo político que se baseou em uma série de acordos formais e informais entre elites para subscrever a transição democrática e evitar uma mudança desestabilizadora. Esses acordos excluíram o grande público e levaram a uma diminuição da confiança nos partidos políticos e na democracia em si."

Quer o governo perca ou ganhe as eleições, um fato certo é que as coisas estão mudando na política do Chile. E estão mudando rápido. Logo após ter sido impedido de concorrer nas primarias de sua legenda para definição do candidato presidencial, o jovem Marco Enríquez-Ominami, de 36 anos, saiu do Partido Socialista e levou muitos apoiadores para uma candidatura independente. Apesar de sua criticada falta de experiência na política (ele só exerceu um cargo, como deputado), seu nome desponta nas pesquisas.

A dificuldade da direita em ser maioria

Apesar de estar na frente nas pesquisas e de ter um candidato não diretamente ligado com o pinochetismo, a direita não conseguiu ainda ser maioria. Para Peter Siavelis, esse grupo sempre representou cerca de 30% dos votos no país. "Para ganhar, os partidos da direita precisam circular entre o centro. Apesar da assertiva que sempre se ouve de que o Chile é um país conservador, politicamente ele é um país de centro-esquerda."

Já o professor da Unesp e autor de "Democracia e socialismo: a experiência chilena", Alberto Aggio, acredita que "a direita ainda não se livrou inteiramente da marca deixada por Pinochet". Em uma entrevista ao jornal espanhol "El País", o ex-presidente do Chile Ricardo Lagos afirmou que todos os que estão em volta de Piñera são herdeiros de Pinochet. A frase causou impacto.

Segundo o cientista político Patricio Navia, não são todos em volta do candidato que compartilham do pinochetismo. Mas há muitos. "Até agora, ele parece ter dificuldades para convencer uma maioria de chilenos de que os colaboradores de Pinochet não terão influencia em um possível governo. Se ele conseguir convencer de que será ele que estará no poder, ganhará as eleições no segundo turno."

Conheça os principais candidatos à Presidência do Chile

A disputa eleitoral pela Presidência do Chile está acirrada e, pela primeira vez em vinte anos, um candidato que não pertence à coalizão de centro-esquerda está na frente nas pesquisas e tem fortes chances de ser eleito. As últimas pesquisas, no entanto, indicam um segundo turno entre o empresário Sebastián Piñera e o candidato do governo, o ex-presidente Eduardo Frei.

Conheça os principais candidatos nas eleições do dia 13 de dezembro:

Sebastián Piñera (Coalizão para a Mudança)


Sebastián Piñera após registrar candidatura em setembro deste ano (Foto: Martin Bernetti/AFP)

O candidato do partido Renovação Nacional na coalizão direitista aparece em primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto do Chile. Piñera perdeu as eleições presidenciais em 2005 no segundo turno e foi o escolhido pela chapara para uma nova aposta para 2010.

Aos 60 anos, Piñera é economista e fez mestrado e doutorado na mesma área. Ele trabalhou na Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) e atuou como professor universitário. Ele já foi senador e presidente do partido.

Veja o site da campanha de Piñera, em espanhol

No programa de governo do candidato são apresentados 75 compromissos, definidos como "metas exigentes, mas factíveis". Conheça algumas das propostas de Piñera:

Criação de 1 milhão de novos empregos com "salários justos e dignos";
Criação de 10 mil novos cargos de policiais e ampliação do plano de segurança;
Implantação do programa 'vida nova': construção de 10 centros de reabilitação para jovens envolvidos com drogas.
Criação de um ministério do desenvolvimento social subordinado diretamente à presidência.
Construção de 10 hospitais de excelência e 76 consultórios médicos.
Ampliação da licença maternidade de três a seis meses.

Eduardo Frei (Concertación)

O ex-presidente e candidato Eduardo Frei em campanha em setembro deste ano (Foto: Claudio Santana/AFP)

O engenheiro do Partido Democrata Cristão tenta um novo mandato como presidente do Chile - ele exerceu o cargo de 1994 a 2000. A liderança veio de família, já que seu pai, Eduardo Frei Montalva, governou o Chile em 1964.

Aos 67 anos, Frei já foi senador e chegou a assumir a presidência da Casa.


Veja o site do candidato, em espanhol

Conheça algumas de suas propostas:

Uma das medidas prioritárias seria a convocação de um debate nacional para um acordo entre trabalhadores, empresários e o Estado no desenvolvimento de um projeto para mudar as leis trabalhistas do país.
Aumento da oferta de berçários e creches e criação de um mecanismo de discriminação positiva' para facilitar o ingresso de estudantes pobres.
Construir 50 'centros de excelência clínica' com alta tecnologia médica.
Possibilitar maior autonomia política para as regiões, deixando os moradores elegerem suas assembleias regionais por voto direto e os prefeitos poderão ser retirados por um plebiscito;
Aumentar o número de policiais nas ruas e a criação de um ministério da segurança cidadã para prevenir, reprimir e reabilitar;
Na economia, a chapa apresenta 12 medidas para proteger os consumidores, potencializar a competência e evitar os monopólios.

Marco Enríquez-Ominami (candidato independente)

Marco Enriquez-Ominami antes de debate na TV, em novembro deste ano (Foto: Martin Bernetti/AFP)

Com apenas 36 anos, o candidato tem uma história de exílio na ditadura ainda pequeno - cursou a escola primária na França, para só depois voltar ao Chile. É formado em filosofia, estudou cinema e mantém uma produtora de vídeos.

Veja o site do candidato, em espanhol

Foi eleito deputado em 2005, pelo Partido Socialista - seu único cargo político. Ominami decidiu se candidatar a presidente após não ter sido um dos candidatos das primárias de seu partido. Ele deixou a chapa e virou independente, apesar de se declarar um 'herdeiro da presidente Bachelet'. Na comparação das últimas pesquisas de intenção de voto, sua evolução é significativa.

Conheça algumas de suas propostas:

O candidato propõe a realização de uma nova Constituição "produto de um amplo processo de debate e consulta" baseada nos direitos fundamentais, representativa do direito das maiorias e protetora das minorias;
Realização de uma reforma tributária para que "os que ganham mais paguem mais";
Ampliação da descentralização política e fortalecimento das autoridades regionais;
Criação de um ministério social, para cuidar especificamente das políticas de proteção social;
Impulso ao desenvolvimento de novas fontes de energia renovável;
Aumentar a tributação ao álcool e ao tabaco

Fontes: G1/Giovana Sanchez

Fifa ameaça tirar Chile da Copa de 2010

FIFA ameaça o Chile

A Fifa (Federação Internacional de Futebol) deu um prazo de 72 horas à ANFP (Associação de Futebol Profissional) do Chile para que solucione a questão envolvendo o clube Rangers, que recorreu à justiça comum após ser punido pela justiça desportiva, sob pena de tirar a seleção chilena da Copa do Mundo de 2010.

"Se a associação (chilena) não adotar as medidas necessárias, o caso será submetido ao Comitê Executivo da Fifa, para que o órgão considere a suspensão da Federação de Futebol do Chile", adverte uma carta enviada à ANFP pela máxima entidade do futebol.

Em aberto desafio à Fifa, que proíbe qualquer recurso à justiça comum para decidir questões desportivas, o Rangers apresentou um recurso judicial contra a perda de três pontos no Campeonato Chileno por escalar seis jogadores estrangeiros, um a mais que o permitido.

"Pedimos à ANFP que convença o clube em questão a retirar o recurso apresentado à justiça comum do Chile no prazo de 72 horas, do contrário, a federação chilena deve sancionar o clube afiliado", destaca a carta assinada pelo subsecretário-geral da Fifa, Markus Katthner.

Rangers

Apesar de o Rangers ter ido à Justiça comum para interromper o Torneio Clausura do Campeonato Chileno, a federação local determinou que as semifinais sejam disputadas neste fim de semana.

A equipe, da cidade de Talca, foi rebaixada ao perder três pontos por superar o limite de estrangeiros em campo contra o Cobreloa, na última rodada do Clausura. A equipe usou seis jogadores de fora do país, um a mais que o previsto no regulamento.

A decisão levou o Rangers ao último lugar, com 35 pontos. O Curicó Unido - que teve a mesma punição que a equipe de Talca --foi beneficiado com a decisão, ficou com 36 pontos na tabela e disputará uma repescagem pela permanência.

Com isso, Colo Colo, La Serena, Universidad Católica e Santiago Morning estão liberados para disputar as semifinais, já que isto não vai interferir no andamento do torneio. A decisão foi tomada em reunião nesta quinta-feira.

Universidad Católica e Santiago Morning jogam sábado no Estádio Monumental, enquanto Colo Colo e La Serena se enfrentam no mesmo local no dia seguinte.

Fontes: FOLHA - Efe - France Presse

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