A Europa se rebela
Protestos violentos estão varrendo a Europa e uma nova era de ira continua a se intensificar, ao mesmo tempo em que os terroristas financeiros que provocaram o colápso econômico, agora começam a sentir a punição pelos seus erros. Grã Bretanha, Itália, Rússia e a Grécia, estão enfrentando protestos generalizados e 2011 promete ser o ano da desobediência civil.
As consequências dos protestos violentos dos estudantes em Londres, contra o aumento das taxas estudantis, contiuam a repercutir e as autoridades já pensam em usar canhões d àgua, como forma de reprimir e subjulgar os manifestantes. Já falam inclusive, em banir quaisquer tipos de manifestações.
Roma, tem sofrido os piores protestos violentos dos últimos 30 anos e os manifestantes anti Berlusconi, têm mantido verdadeiros combates com a polícia nas ruas do setor turístico da cidade.
´´ A destruição que ocorre em Roma, só tem paralelo com os protestos ocorridos em 1977, ano em que a Itália enfrentou manifestações violentas provocadas pela militãncia política.´´, declarou o jornal Corriere della Sera.
Protestos violentos em Atenas, contra os planos de austeridade, causaram a fuga desesperada de pessoas que faziam suas compras de natal. Os gregos protestam contra congelamento e cortes de salários no setor público.
Em um incidente, feriram o parlamentar Kostis Hatzidakis e ele ficou todo ensanguentado e ferido após ser perseguido e agredido por dezenas de manifestantes.
Na Rússia,os protestos anti-governamentais,ocorreram em dois locais diferentes em Moscou. Os manifestantes pedem a renúncia de Vladimir Putin e mais direitos às minorias.
Estes exemplos recentes de perturbações civis, ocorrem logo após as manifestações violentas que tomaram a França, de assalto, em outubro e muitos outros casos espalhados pelo continente.
Embora os protestos não sejam relacionados ao mesmo tema, eles servem como alimentadores do resentimento geral contra as elites dirigentes, que acomente a população européia. Parece que por enquanto, os EUA, são um dos poucos países importantes que ainda não enfrentam esta onda de protestos violentos em massa.
Muitos analistas financeiros preveêm mais protestos em 2011 e já há previsões que os anos próximos serão conehcidos como ´´ anos da ira ´´. Conforme as medidadas de austeridades implantadas pelos governos, começam a causar efeito, trazendo desemprego em massa;corte nos serviços públicos; criminalidade em alta; taxas e impostos sendo aumentados; mais e mais pessoas vão tomar as ruas em protestos.
O historiador Simon Schama, ele próprio, parte da elite, observou que tais manifestações farão com que as elites dirigentes adotem atitudes cada vez mais autoritárias, objetivando domar as massas e impor a ordem.
Gerald Celente,declarou que ´´ estamos testemunhando o nascimento de uma nova luta de classes, pois a população já não poderá ser enganada a crer que sacrifícios que só servem para beneficiar os mais ricos, sejam de interesse da população.´´
Conforme as condições econômicas continuem a deteriorar-se nos EUA e Europa, os levantes acontecerão em maior número; serão mais frequentes ,mais organizados e mais ferozes. Como resposta,a repressão do aparato policial será cada vez mais dura e violenta.
O ano novo vem aí e o palco já está armado para a ocorrência de atos incendiários que serão cometidos pelos dois lados ,gerando uma escalada de violência prolongada.
Os governos vão declarar que hooligans, anarquistas, militantes políticos e agentes estrangeiros, seriam os responsáveis pelos conflitos e a grande imprensa vai ajudar em espalhar a mentira. O que será pintado como um assalto ao sistema capítalista e à livre iniciativa, poderia melhor ser descrito como atos de auto defesa; uma luta entre o crescente número dos que não têm, versus os que têm e que ficam cada vez mais ricos.
O ano de 2011, será caracterizado como um ano de tensãoe protestos, e os governos falando abertamente em proibir manifestações e em assim fazendo, estarão estabelecendo de fato, uma lei marcial. Combustível para a revolta não faltará e a população ficará cada vez mais rebelde ao perceber que além do dinheiro, perdeu também sua liberdade política.
Fonte: Paul Joseph Watson / PrisonPlanet
Tradução e edição: BGN / Jack
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O fim do Euro - The EURO Game is almost over
Por Steve Beckow
Nigel Farage, um deputado britãnico, membro do Parlamento Europeu, proferiu um discurso em 24 de novembro de 2010, que eletrizou a crescente oposição à União Européia. Abaixo, reproduziremos uma transcrição do discurso.
Farage acousou Herman Von Rompuy, Presidente da União Européia, de ser um fanático que deseja impor o sonho do Euro sobre as costas dos europeus, a qualquer preço e ao custo de destruição da democracia e empobrecimento de milhões de pessoas. Farage não tem medo de falar a um grande número de eurocentristas , que considera a União Européia o sonho de uma elite “anglo-americana”,objetivando consolidar seu domínio sobre o povo europeu.
O discurso
Falando a verdade ao Poder Europeu
* Parlamento Europeu, Strasbourg - 24 de novembro de 2010
* Debatedor: Nigel Farage (esquerda) MEP,UKIP, Co´Presidente do grupo EFD;
Mas a coisa é mais séria pois não envolve somente a economia. Sim, porque se roubamos as pessoas de sua identidade; se roubamos as pessoas de sua democracia, então tudo que sobra é nacionalismo e violência. Rezo e espero que o projeto do Euro seja destruído pelos mercados antes que esta realidade se materialize.
English
by Steve Beckow
British Member of the European Parliament Nigel Farage has given a speech on Nov. 24, 2010, which has electrified the growing opposition to the European Union. I’ve received notice of it from several of you. A transcript of the speech appears in the article below.
Farage accused Herman von Rompay, President of the European Union, of being a fanatic willing to create the Euro dream on the backs of Europeans, at the cost of destroying democracy and impoverishing millions. Farage is unafraid to speak for a large number of “Eurosceptics” who consider the EU a dream of the “Anglo-American elite” to consolidate power over the people.
Speaking Truth to Euro-Power
Friday, November 26, 2010 – by Staff Report
http://www.thedailybell.com/1555/Speaking-Truth-to-Euro-Power.html
* European Parliament, Strasbourg – 24 November 2010
* Speaker: Nigel Farage (left) MEP, UKIP, Co-President of the EFD group;
Good morning, Mr. van Rompuy,
You’ve been in office for one year and in that time the whole edifice is beginning to crumble, there’s chaos, the money’s running out – I should thank you; you should perhaps be the pin-up boy of the Eurosceptic movement.
But just look around this chamber, this morning. Just look at these faces. Look at the fear. Look at the anger. Poor old Barroso here looks like he’s seen a ghost.
They’re beginning to understand that the game is up and yet in their desperation to preserve their dream, they want to remove any remaining traces of democracy from the system. And it’s pretty clear that none of you have learnt anything.
When you yourself, Mr. van Rompuy, say that the euro has brought us stability. I suppose I could applaud you for having a sense of humour, but isn’t this, really, just the bunker mentality?
Your fanaticism is out in the open. You talked about the fact that it was a lie to believe that the nation state could exist in the 21st Century globalised world. Well, that may be true in the case of Belgium, who haven’t had a government for six months, but for the rest of us, right across every member state in this Union – and perhaps this is why we see the fear in the faces – increasingly people are saying, ‘We don’t want that flag. We don’t want the anthem. We don’t want this political class. We want the whole thing consigned to the dustbin of history.’
And we had the Greek tragedy earlier on this year, and now we have this situation in Ireland. Now I know that the stupidity and greed of Irish politicians has a lot to do with this. They should never ever have joined the euro. They suffered with low interest rates, a false boom and a massive bust.
But look at your response to them. What they’re being told, as their government is collapsing, is that it would be inappropriate for them to have a general election. In fact Commissioner Rehn here said they had to agree their budget first before they’d be allowed to have a general election.
Just who the hell do you think you people are?
You are very, very dangerous people, indeed. Your obsession with creating this Euro state means that you’re happy to destroy democracy. You appear to be happy for millions and millions of people to be unemployed and to be poor. Untold millions must suffer so that your Euro dream can continue.
Well it won’t work. Because it’s Portugal next, with their debt levels of 325% of GDP, they’re the next ones on the list, and after that I suspect it will be Spain. And the bailout for Spain would be seven times the size of Ireland’s and at that moment all of the bailout money has gone – there won’t be anymore.
But it is even more serious than economics. Because if you rob people of their identity. If you rob them of their democracy, then all they are left with is nationalism and violence. I can only hope and pray that the Euro project is destroyed by the markets before that really happens. – Open speech in European Parliament.
Fonte: The 2012 Scenario
Tradução: JACK/BGN
Nigel Farage, um deputado britãnico, membro do Parlamento Europeu, proferiu um discurso em 24 de novembro de 2010, que eletrizou a crescente oposição à União Européia. Abaixo, reproduziremos uma transcrição do discurso.
Farage acousou Herman Von Rompuy, Presidente da União Européia, de ser um fanático que deseja impor o sonho do Euro sobre as costas dos europeus, a qualquer preço e ao custo de destruição da democracia e empobrecimento de milhões de pessoas. Farage não tem medo de falar a um grande número de eurocentristas , que considera a União Européia o sonho de uma elite “anglo-americana”,objetivando consolidar seu domínio sobre o povo europeu.
O discurso
Falando a verdade ao Poder Europeu
* Parlamento Europeu, Strasbourg - 24 de novembro de 2010
* Debatedor: Nigel Farage (esquerda) MEP,UKIP, Co´Presidente do grupo EFD;
Bom dia, Sr. Van Rompuy,
Vsa está ocupando o cargo já por 1 ano e neste período, todo o edifício está começando a ruir. Temos caos,o dinheiro acabando - Eu devo agradecer a Vsa; Vsa deve ser uma espécie de modelo sensual do movimento Eurocêntrico.
Mas basta olhar em volta desta Casa, nesta manhã. Apenas veja estes rostos. Veja o medo nos rostos. Veja a raiva. Pobre velho o Barroso, que aparenta ter visto um fantasma.
Eles começam a entender que o jogo acabou e contudo, mesmo em desespero em preservar seus sonhos, querem remover quaisquer traços de democracia presentes no sistema. Está bem nítído que nenhum de vocês aprendeu algo.
Quando vsa, Sr Van Rompuy, diz que o Euro nos trouxe estabilidade; penso que talvez devesse aplaudir pelo vosso senso de humor,mas está não e apenas a mentalidade de bunker?
Vosso fanatismo está exposto. Vsa fala acerca do fato que seria uma mentira crer que o Estado-nação poderia existir no mundo globalizado do século 21. Bem, talvez seja verdadeiro em relação à Bélgica, que ficou sem governo seis meses, mas para o resto de nós, para cada Estado membro desta União- e talvez isto seja a causa do medo estampado nos rostos - cada vez mais as pessoas estão dizendo `nao queremos aquela bandeira. Não queremos o hino. Não qeremos sua classe política. Queremos que a coisa toda vá prá lata de lixo da história.´
Tivemos a tragédia grega no começo do ano, e agora temos esta situação na Irlanda. Agora sei que a estupidez e ganãncia dos políticos irlandeses tem tudo a ver com isto. Eles nunca deveriam ter adotado o Euro. Eles sofreeram com taxas de juros baixas, um falso boom econômico e uma explosão massiva.
Mas veja a resposta que Vsa deu a eles. O que foi dito a eles, no momento da quebra do governo irlandês: não seria recomendável a realização de eleições gerais. De fato, oComissário Rehn, afirmou que eles deveriam aprovar o orçamento imposto pela UE para depois receberem permissão para realizar as eleições.
Quem vocês aqui presentes pensam que são?
Vocês são pessoas perigosas, muito perigosas. A obscessão de vocês com a idéia da criação de um Euroestado, significa que vocês estão felizes em destruir a dermocracia. Parecem felizes com o fato de milhões e milhoes de pessoas tenham perdido seus empregos e estejam empobrecidas. Incontáveis milhões devem sofrer para que o sonho do Euro possa continuar.
Bem, não vai funcionar. Não vai funcionar porque Portugal é a proximo com seu nível de débito situado em 325% do PNB. Os portugueses são os próximos da lista e suspeito que em seguida será a vez da Espanha. O salvamento financeiro da Espanha, deverá ser sete vezes maior que o dinheiro emprestado à Irlanda, e naquele momento, todo o dinheiro existente para estes socorros terá acabado. Não haverá mais dinheiro.
English
by Steve Beckow
British Member of the European Parliament Nigel Farage has given a speech on Nov. 24, 2010, which has electrified the growing opposition to the European Union. I’ve received notice of it from several of you. A transcript of the speech appears in the article below.
Farage accused Herman von Rompay, President of the European Union, of being a fanatic willing to create the Euro dream on the backs of Europeans, at the cost of destroying democracy and impoverishing millions. Farage is unafraid to speak for a large number of “Eurosceptics” who consider the EU a dream of the “Anglo-American elite” to consolidate power over the people.
Speaking Truth to Euro-Power
Friday, November 26, 2010 – by Staff Report
http://www.thedailybell.com/1555/Speaking-Truth-to-Euro-Power.html
* European Parliament, Strasbourg – 24 November 2010
* Speaker: Nigel Farage (left) MEP, UKIP, Co-President of the EFD group;
Good morning, Mr. van Rompuy,
You’ve been in office for one year and in that time the whole edifice is beginning to crumble, there’s chaos, the money’s running out – I should thank you; you should perhaps be the pin-up boy of the Eurosceptic movement.
But just look around this chamber, this morning. Just look at these faces. Look at the fear. Look at the anger. Poor old Barroso here looks like he’s seen a ghost.
They’re beginning to understand that the game is up and yet in their desperation to preserve their dream, they want to remove any remaining traces of democracy from the system. And it’s pretty clear that none of you have learnt anything.
When you yourself, Mr. van Rompuy, say that the euro has brought us stability. I suppose I could applaud you for having a sense of humour, but isn’t this, really, just the bunker mentality?
Your fanaticism is out in the open. You talked about the fact that it was a lie to believe that the nation state could exist in the 21st Century globalised world. Well, that may be true in the case of Belgium, who haven’t had a government for six months, but for the rest of us, right across every member state in this Union – and perhaps this is why we see the fear in the faces – increasingly people are saying, ‘We don’t want that flag. We don’t want the anthem. We don’t want this political class. We want the whole thing consigned to the dustbin of history.’
And we had the Greek tragedy earlier on this year, and now we have this situation in Ireland. Now I know that the stupidity and greed of Irish politicians has a lot to do with this. They should never ever have joined the euro. They suffered with low interest rates, a false boom and a massive bust.
But look at your response to them. What they’re being told, as their government is collapsing, is that it would be inappropriate for them to have a general election. In fact Commissioner Rehn here said they had to agree their budget first before they’d be allowed to have a general election.
Just who the hell do you think you people are?
You are very, very dangerous people, indeed. Your obsession with creating this Euro state means that you’re happy to destroy democracy. You appear to be happy for millions and millions of people to be unemployed and to be poor. Untold millions must suffer so that your Euro dream can continue.
Well it won’t work. Because it’s Portugal next, with their debt levels of 325% of GDP, they’re the next ones on the list, and after that I suspect it will be Spain. And the bailout for Spain would be seven times the size of Ireland’s and at that moment all of the bailout money has gone – there won’t be anymore.
But it is even more serious than economics. Because if you rob people of their identity. If you rob them of their democracy, then all they are left with is nationalism and violence. I can only hope and pray that the Euro project is destroyed by the markets before that really happens. – Open speech in European Parliament.
Fonte: The 2012 Scenario
Tradução: JACK/BGN
EURO EM RISCO: Euro cai abaixo de US$ 1,34 após alerta de Merkel
Chanceler alemã considera a situação da moeda "extraordinariamente séria"
Toda moeda que pretende tornar-se divisa internacional de troca, deve ter 3 lastros: lastro diplomático; o lastro financeiro e o lastro militar.
O euro apenas tem lastro diplomá...tico e com a virtual fal~encia da Grécia, Portugal e Irlanda e a Espanha a correr o risco, toda a fragilidade da moeda veio á tona.
Agora o mercado vai apostar contra o Euro, no dia a dia das bolsas e o risco do fim do Euro é um algo perfeitamente possível.
Outro fator importante a destacar, é que o Euro favoreceu as grandes corporações, mas não as populações dos paises que adieriram a moeda. As populações ficaram mais pobres, pois perderam muito poder aquisitivo. Vide abaixo, a matéria da Agência Estado.
Angela Merkel, chanceler alemã: situação do euro é "extraordinariamente séria" (Daniel Roland/AFP)
O euro atingiu a mínima de 1,3398 dólar, a menor cotação desde 28 de setembro, após a chanceler alemã Angela Merkel considerar a situação do euro "extraordinariamente séria".
A moeda europeia está sob pressão há dias, em consequência das preocupações com as dificuldades do sistema bancário e da economia da Irlanda, e nem mesmo a possibilidade de o país receber ajuda financeira internacional aliviou o movimento.
Merkel classificou a crise na Irlanda como "muito preocupante" e destacou a grave situação do euro por conta disso. "Nós estamos em uma situação extraordinariamente séria no que diz respeito ao euro", afirmou.
Operadores avaliam que o nervosismo se agravou com os comentários de Merkel, revelando pela primeira vez a gravidade dos riscos que envolvem a moeda desde que a Irlanda se transformou no ponto central da crise. Mais cedo, o ministro das finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, havia dito que o destino do euro está em risco.
Às declarações de ambas autoridades alemãs, somam-se os sinais de preocupação da agência de rating Moody's sobre Portugal. "Repentinamente temos novamente um movimento muito desordenado no euro", disse o analista de moedas do HSBC em Londres, Paul Mackel, em referência ao nervosismo que tomou conta do mercado em maio e em junho por conta da Grécia.
Às 14h07 (de Brasília), o euro valia 1,3420 dólar, bem abaixo da cotação no encerramento dos negócios ontem em Nova York a 1,3624 dólar.
Fonte: Agência Estado
Toda moeda que pretende tornar-se divisa internacional de troca, deve ter 3 lastros: lastro diplomático; o lastro financeiro e o lastro militar.
O euro apenas tem lastro diplomá...tico e com a virtual fal~encia da Grécia, Portugal e Irlanda e a Espanha a correr o risco, toda a fragilidade da moeda veio á tona.
Agora o mercado vai apostar contra o Euro, no dia a dia das bolsas e o risco do fim do Euro é um algo perfeitamente possível.
Outro fator importante a destacar, é que o Euro favoreceu as grandes corporações, mas não as populações dos paises que adieriram a moeda. As populações ficaram mais pobres, pois perderam muito poder aquisitivo. Vide abaixo, a matéria da Agência Estado.
Angela Merkel, chanceler alemã: situação do euro é "extraordinariamente séria" (Daniel Roland/AFP)
O euro atingiu a mínima de 1,3398 dólar, a menor cotação desde 28 de setembro, após a chanceler alemã Angela Merkel considerar a situação do euro "extraordinariamente séria".
A moeda europeia está sob pressão há dias, em consequência das preocupações com as dificuldades do sistema bancário e da economia da Irlanda, e nem mesmo a possibilidade de o país receber ajuda financeira internacional aliviou o movimento.
Merkel classificou a crise na Irlanda como "muito preocupante" e destacou a grave situação do euro por conta disso. "Nós estamos em uma situação extraordinariamente séria no que diz respeito ao euro", afirmou.
Operadores avaliam que o nervosismo se agravou com os comentários de Merkel, revelando pela primeira vez a gravidade dos riscos que envolvem a moeda desde que a Irlanda se transformou no ponto central da crise. Mais cedo, o ministro das finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, havia dito que o destino do euro está em risco.
Às declarações de ambas autoridades alemãs, somam-se os sinais de preocupação da agência de rating Moody's sobre Portugal. "Repentinamente temos novamente um movimento muito desordenado no euro", disse o analista de moedas do HSBC em Londres, Paul Mackel, em referência ao nervosismo que tomou conta do mercado em maio e em junho por conta da Grécia.
Às 14h07 (de Brasília), o euro valia 1,3420 dólar, bem abaixo da cotação no encerramento dos negócios ontem em Nova York a 1,3624 dólar.
Fonte: Agência Estado
Reunião do G20 na Coreia do Sul define reforma no FMI
Países emergentes ganharão mais poder de decisão. Proposta também visa aumentar o capital do FMI.
Os ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G20 – grupo que reúne os países ricos e as potências emergentes. - decidiram neste sábado (23), em Gyeongjuna, na Coreia do Sul, que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve passar por uma grande reforma.
Dentre as principais mudanças acertadas na reunião está a transferência de maior poder de decisão aos países emergentes. Foi decidido também que haverá uma reestruturação no sistema bancário e a nas instituições financeiras dos países desenvolvidos, responsáveis pela crise econômica mundial de 2009.
O diretor-geral do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn, classificou a reforma como "a mais importante já adotada no governo do Fundo Monetário Internacional". A alteração proposta também visa aumentar o capital do FMI.
A União Europeia se comprometeu a ceder dois dos nove assentos a que tem direito no diretório do organismo, composto por 24 membros. Ainda não há definição, no entanto, de como serão distribuídas essas duas cadeiras.
Ao longo da sexta-feira, a “guerra cambial” e, na esteira dela, a proposta dos Estados Unidos de estabelecer limites para os desequilíbrios externos, como maneira de pressionar os países com superávit a deixar que suas moedas se valorizem foram os destaques do encontro.
Em uma carta aos ministros participantes do encontro, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, afirmou que os países deveriam implementar políticas para reduzir os desequilíbrios em conta corrente para um nível inferior a determinada parcela do Produto Interno Bruto (PIB).
O ministro de Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, disse que Geithner propôs limitar os superávits e déficits em conta corrente a 4% do PIB.
Esse clima destacou as dificuldades que o G20 enfrenta, à medida que tenta colocar a economia mundial em um ritmo mais estável e acalmar as tensões cambiais.
Embora o G20 tenha sido parabenizado pela coordenação de pacotes de estímulo durante a crise financeira global, sua unidade tem sido testada por baixo crescimento nos países ricos e tentativas de algumas economias emergentes de preservar sua competitividade comercial mantendo as moedas desvalorizadas.
O G20 foi criado em 1999, na esteira da crise financeira asiática de 1997, para reunir as principais economias ricas e emergentes para estabilizar o mercado financeiro global.
Desde a sua criação, o G20 realiza reúne os ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais destes países para discutir medidas para promover a estabilidade financeira do mundo e alcançar um crescimento sustentável e equilibrado.
Comentário
O Tesouro dos EUA, têm ferramental e munição suficiente para fazer um belo estrago nas políticas cambiais dos emergentes. Assim, talvez um acordo poderia ser um bom negócio, afim de amenizar a condução das políticas do orgão.
Há consenso no mercado que em 2011, a política implementada pelo Tesouro americano, vai provocar um belo estrago no equilíbrio macro-econômico dos emergentes e os dois emergentes mais vulneráveis neste caso são Brasil e Rússia.
Fontes: G1 - Agências



Os ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G20 – grupo que reúne os países ricos e as potências emergentes. - decidiram neste sábado (23), em Gyeongjuna, na Coreia do Sul, que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve passar por uma grande reforma.
Dentre as principais mudanças acertadas na reunião está a transferência de maior poder de decisão aos países emergentes. Foi decidido também que haverá uma reestruturação no sistema bancário e a nas instituições financeiras dos países desenvolvidos, responsáveis pela crise econômica mundial de 2009.
Ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais posam para foto na Coreia do Sul. (Foto: AP)
O diretor-geral do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn, classificou a reforma como "a mais importante já adotada no governo do Fundo Monetário Internacional". A alteração proposta também visa aumentar o capital do FMI.
A União Europeia se comprometeu a ceder dois dos nove assentos a que tem direito no diretório do organismo, composto por 24 membros. Ainda não há definição, no entanto, de como serão distribuídas essas duas cadeiras.
Câmbio
Ao longo da sexta-feira, a “guerra cambial” e, na esteira dela, a proposta dos Estados Unidos de estabelecer limites para os desequilíbrios externos, como maneira de pressionar os países com superávit a deixar que suas moedas se valorizem foram os destaques do encontro.
Em uma carta aos ministros participantes do encontro, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, afirmou que os países deveriam implementar políticas para reduzir os desequilíbrios em conta corrente para um nível inferior a determinada parcela do Produto Interno Bruto (PIB).
O ministro de Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, disse que Geithner propôs limitar os superávits e déficits em conta corrente a 4% do PIB.
Esse clima destacou as dificuldades que o G20 enfrenta, à medida que tenta colocar a economia mundial em um ritmo mais estável e acalmar as tensões cambiais.
Embora o G20 tenha sido parabenizado pela coordenação de pacotes de estímulo durante a crise financeira global, sua unidade tem sido testada por baixo crescimento nos países ricos e tentativas de algumas economias emergentes de preservar sua competitividade comercial mantendo as moedas desvalorizadas.
Histórico
O G20 foi criado em 1999, na esteira da crise financeira asiática de 1997, para reunir as principais economias ricas e emergentes para estabilizar o mercado financeiro global.
Desde a sua criação, o G20 realiza reúne os ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais destes países para discutir medidas para promover a estabilidade financeira do mundo e alcançar um crescimento sustentável e equilibrado.
Comentário
O Tesouro dos EUA, têm ferramental e munição suficiente para fazer um belo estrago nas políticas cambiais dos emergentes. Assim, talvez um acordo poderia ser um bom negócio, afim de amenizar a condução das políticas do orgão.
Fontes: G1 - Agências


Emergentes terão de "engolir" moeda forte, dizem bancos
Banqueiros e investidores mandaram um recado aos países emergentes e desenvolvidos após a conclusão aguada do encontro anual do FMI : acostumem-se ao novo equilíbrio da economia global, câmbio incluso.
"A mensagem aos emergentes é: acostumem-se com suas moedas fortes. Estamos em um mundo diferente" disse Philip Suttle, economista-chefe do IIF (Instituto de Finanças Internacionais).
"Os mercados veem isso, se ajustam e colocam capital nesses países. Quem tentar resistir a isso vai fracassar."
Para o diretor-presidente do fundo de investimentos Pimco, o maior na gestão de papeis emergentes, trata-se de uma nova normalidade que impõe desafios a todos.
"Isso aparece na migração acelerada das dinâmicas de crescimento e riqueza em direção aos emergentes", disse Mohamed El-Erian em apresentação do Banco Mundial.
O egípcio disse estar "impressionado" com o Brasil.
A reunião do FMI terminou com uma agenda frouxa, em que a principal proposta é o monitoramento do quanto a política econômica de um país prejudica a dos demais.
Mas o modelo e a data de início não foram definidos.
O debate principal em Washington --os desequilíbrios globais e o câmbio, que opõe EUA (com desajustes fiscais) e China (com moeda subvalorizada) -- ficou inconcluso, com uma vaga expectativa de definição deixada para a reunião do G20, em novembro, em Seul.
Voz dissonante no IIF, o presidente do Itaú, Roberto Setubal, enfatizou que os emergentes estão agindo no câmbio para "se proteger".
Mas o brasileiro disse depois à Folha ver risco no fato de cada pais tomar medidas de forma independente. "A otimização de cada uma das partes não vai levar à otimização do mundo, vai levar a uma confusão", disse.
Setubal afirmou que não espera "nenhum desastre" no câmbio e que a bola está nas mãos do G20. Para o banqueiro, no entanto, o Brasil terá de se acostumar com um deficit em conta corrente de até 5% do PIB (para 12 meses até julho, foi de 2,2%).
"É administrável, mas acho importante o setor público aumentar o nível de poupança para acomodar a compra de dólar e manter o nível de reservas", afirmou. Ele espera que o dólar varie entre R$ 1,70 e R$ 1,80.
O IIF, que reúne mais de 400 grandes bancos, reclamou do que vê como excesso de regulamentação imposto às instituições após a crise, o que, afirma, encarece o crédito e solapa a capacidade de financiar a retomada global.
"Algumas regulamentações foram longe demais", afirmou Josef Ackerman, diretor-presidente do grupo, citando o recente acordo de Basileia 3, que fixa parâmetros de alavancagem e proteção para os bancos na tentativa de evitar nova bolha.
Os banqueiros criticaram a tentativa de criar uma lista de "instituições grandes demais para falhar", que acabou fora do acordo pelo temor de que virasse uma lista negra na mira dos governos.
Fonte: FOLHA/LUCIANA COELHO e ANDREA MURTA
"A mensagem aos emergentes é: acostumem-se com suas moedas fortes. Estamos em um mundo diferente" disse Philip Suttle, economista-chefe do IIF (Instituto de Finanças Internacionais).
"Os mercados veem isso, se ajustam e colocam capital nesses países. Quem tentar resistir a isso vai fracassar."
Para o diretor-presidente do fundo de investimentos Pimco, o maior na gestão de papeis emergentes, trata-se de uma nova normalidade que impõe desafios a todos.
"Isso aparece na migração acelerada das dinâmicas de crescimento e riqueza em direção aos emergentes", disse Mohamed El-Erian em apresentação do Banco Mundial.
O egípcio disse estar "impressionado" com o Brasil.
AGENDA FROUXA
A reunião do FMI terminou com uma agenda frouxa, em que a principal proposta é o monitoramento do quanto a política econômica de um país prejudica a dos demais.
Mas o modelo e a data de início não foram definidos.
O debate principal em Washington --os desequilíbrios globais e o câmbio, que opõe EUA (com desajustes fiscais) e China (com moeda subvalorizada) -- ficou inconcluso, com uma vaga expectativa de definição deixada para a reunião do G20, em novembro, em Seul.
Voz dissonante no IIF, o presidente do Itaú, Roberto Setubal, enfatizou que os emergentes estão agindo no câmbio para "se proteger".
Mas o brasileiro disse depois à Folha ver risco no fato de cada pais tomar medidas de forma independente. "A otimização de cada uma das partes não vai levar à otimização do mundo, vai levar a uma confusão", disse.
Setubal afirmou que não espera "nenhum desastre" no câmbio e que a bola está nas mãos do G20. Para o banqueiro, no entanto, o Brasil terá de se acostumar com um deficit em conta corrente de até 5% do PIB (para 12 meses até julho, foi de 2,2%).
"É administrável, mas acho importante o setor público aumentar o nível de poupança para acomodar a compra de dólar e manter o nível de reservas", afirmou. Ele espera que o dólar varie entre R$ 1,70 e R$ 1,80.
REGULAÇÃO EXCESSIVA
O IIF, que reúne mais de 400 grandes bancos, reclamou do que vê como excesso de regulamentação imposto às instituições após a crise, o que, afirma, encarece o crédito e solapa a capacidade de financiar a retomada global.
"Algumas regulamentações foram longe demais", afirmou Josef Ackerman, diretor-presidente do grupo, citando o recente acordo de Basileia 3, que fixa parâmetros de alavancagem e proteção para os bancos na tentativa de evitar nova bolha.
Os banqueiros criticaram a tentativa de criar uma lista de "instituições grandes demais para falhar", que acabou fora do acordo pelo temor de que virasse uma lista negra na mira dos governos.
Fonte: FOLHA/LUCIANA COELHO e ANDREA MURTA
Basileia 3 traz novas exigências para grandes bancos
As novas normas obrigarão os bancos a manter mais capital como garantia para uma variedade de empréstimos e investimentos, o que deverá reduzir os lucros das instituições
BASILEIA, SUÍÇA - Dirigentes de bancos centrais e órgãos reguladores do setor financeiro de todo o mundo concluíram neste domingo, 12, o acordo de Basileia 3, que traz novas exigências de capitalização para os grandes bancos. O objetivo é aumentar a estabilidade do sistema e evitar crises globais como a ocorrida há dois anos. As novas normas, aprovadas pelo Comitê de Supervisão Bancária da Basileia, obrigarão os bancos a manter mais capital como garantia para uma variedade de empréstimos e investimentos, o que deverá reduzir os lucros das instituições.
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse que "os acordos alcançados hoje são um fortalecimento fundamental dos padrões globais de capital". Segundo ele, sua contribuição para a estabilidade financeira no longo prazo será substancial. Os acordos de transição permitirão que os bancos cumpram os novos padrões e ao mesmo tempo apoiem a recuperação econômica.
Nout Wellink, presidente do banco central da Holanda e também do Comitê de Supervisão Bancária da Basileia, afirmou que "a combinação de uma definição muito mais forte de capital, de exigências mínimas mais altas e a introdução de novos colchões de capital vão assegurar que os bancos tenham mais capacidade de suportar períodos de estresse econômico e financeiro".
Os bancos deverão manter um nível de capitalização, medido pela soma do valor de suas ações ordinárias com reservas em "cash" (à vista), equivalente a pelo menos 4,5% de seus ativos. A exigência atual é de apenas 2%. Para efeito de comparação, depois dos testes de estresse realizados em 2009, os bancos dos Estados Unidos precisam manter reservas de pelo menos 4% dos ativos.
Também haverá um colchão de conservação de capital de 2,5% dos ativos. Caso o nível de capital de um banco caia abaixo desse nível, ele poderá se ver diante de restrições para o pagamento de dividendos a seus acionistas ou de bônus para seus executivos. A exigência de capital de categoria 1 deverá subir de 4% para 6%, mas a de capital total será mantida em 8%.
O acordo prevê ainda um "colchão contracíclico" equivalente a entre zero e 2,5% do nível de capitalização de mercado, destinado a proteger o sistema bancário em períodos de crescimento excessivo da disponibilidade de crédito, conforme a necessidade. Com isso, o nível mínimo de capital total será elevado para 10,5% do total de ativos.
A implementação das novas regras deverá ser gradual, a partir de janeiro de 2013. Entre janeiro de 2013 e janeiro de 2015, os bancos precisarão implementar a parte referente às reservas de capital. o colchão de conservação de capital deverá ser implantado entre janeiro de 2016 e janeiro de 2019.
Segundo o comunicado do Comitê de Supervisão Bancária, bancos com importância sistêmica - aqueles com tamanho suficiente para que sua falência seja considerada uma ameaça a todo o sistema financeiro - deverão "ter capacidade de absorção de perdas maior do que os padrões anunciados hoje e o trabalho sobre essa questão continua no Conselho de Estabilidade Financeira e em outros órgãos do Comitê da Basileia".
O acordo deverá ser ratificado no próximo encontro de cúpula do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), em novembro, em Seul, na Coreia do Sul. Depois disso, cada um dos 27 países participantes das discussões em Basileia, na Suíça, deverá adaptar as novas normas a seus respectivos sistemas financeiros.
Fonte: O ESTADO DE S PAULO/AE Agencia Estado
BASILEIA, SUÍÇA - Dirigentes de bancos centrais e órgãos reguladores do setor financeiro de todo o mundo concluíram neste domingo, 12, o acordo de Basileia 3, que traz novas exigências de capitalização para os grandes bancos. O objetivo é aumentar a estabilidade do sistema e evitar crises globais como a ocorrida há dois anos. As novas normas, aprovadas pelo Comitê de Supervisão Bancária da Basileia, obrigarão os bancos a manter mais capital como garantia para uma variedade de empréstimos e investimentos, o que deverá reduzir os lucros das instituições.
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse que "os acordos alcançados hoje são um fortalecimento fundamental dos padrões globais de capital". Segundo ele, sua contribuição para a estabilidade financeira no longo prazo será substancial. Os acordos de transição permitirão que os bancos cumpram os novos padrões e ao mesmo tempo apoiem a recuperação econômica.
Nout Wellink, presidente do banco central da Holanda e também do Comitê de Supervisão Bancária da Basileia, afirmou que "a combinação de uma definição muito mais forte de capital, de exigências mínimas mais altas e a introdução de novos colchões de capital vão assegurar que os bancos tenham mais capacidade de suportar períodos de estresse econômico e financeiro".
Os bancos deverão manter um nível de capitalização, medido pela soma do valor de suas ações ordinárias com reservas em "cash" (à vista), equivalente a pelo menos 4,5% de seus ativos. A exigência atual é de apenas 2%. Para efeito de comparação, depois dos testes de estresse realizados em 2009, os bancos dos Estados Unidos precisam manter reservas de pelo menos 4% dos ativos.
Também haverá um colchão de conservação de capital de 2,5% dos ativos. Caso o nível de capital de um banco caia abaixo desse nível, ele poderá se ver diante de restrições para o pagamento de dividendos a seus acionistas ou de bônus para seus executivos. A exigência de capital de categoria 1 deverá subir de 4% para 6%, mas a de capital total será mantida em 8%.
O acordo prevê ainda um "colchão contracíclico" equivalente a entre zero e 2,5% do nível de capitalização de mercado, destinado a proteger o sistema bancário em períodos de crescimento excessivo da disponibilidade de crédito, conforme a necessidade. Com isso, o nível mínimo de capital total será elevado para 10,5% do total de ativos.
Prazos
A implementação das novas regras deverá ser gradual, a partir de janeiro de 2013. Entre janeiro de 2013 e janeiro de 2015, os bancos precisarão implementar a parte referente às reservas de capital. o colchão de conservação de capital deverá ser implantado entre janeiro de 2016 e janeiro de 2019.
Segundo o comunicado do Comitê de Supervisão Bancária, bancos com importância sistêmica - aqueles com tamanho suficiente para que sua falência seja considerada uma ameaça a todo o sistema financeiro - deverão "ter capacidade de absorção de perdas maior do que os padrões anunciados hoje e o trabalho sobre essa questão continua no Conselho de Estabilidade Financeira e em outros órgãos do Comitê da Basileia".
O acordo deverá ser ratificado no próximo encontro de cúpula do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), em novembro, em Seul, na Coreia do Sul. Depois disso, cada um dos 27 países participantes das discussões em Basileia, na Suíça, deverá adaptar as novas normas a seus respectivos sistemas financeiros.
Fonte: O ESTADO DE S PAULO/AE Agencia Estado
Crise consolida Brasil como 8ª economia mundial
A China ultrapassou o Japão e agora se tornou a segunda maior economia do mundo
A crise espanhola permitiu que o Brasil se firmasse na oitava posição entre as maiores economias do mundo. Com base em números oficiais, o jornal econômico espanhol "Expansion" revelou que o ranking das maiores economias foi bastante modificado com a crise global nos últimos dois anos.
A China ultrapassou o Japão e agora se tornou a segunda maior economia do mundo. Já o Brasil supera a Espanha e é a oitava potência, em termos de Produto Interno Bruto (PIB) nominal. Com base nos números do primeiro semestre, o PIB brasileiro seria de US$ 1,8 trilhão, ante US$ 1,5 trilhão da Espanha. Segundo o jornal, a Espanha chegou a ficar na sétima posição em 2007, quando ainda vivia um boom econômico. Mas, com 20% de desemprego, um déficit colossal e uma economia estagnada, perdeu posições.
Já dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), organizados por Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, indicam que a ultrapassagem da Espanha pelo Brasil teria acontecido ainda em 2009. Mas a persistência da crise nos países ricos e a rápida recuperação dos emergentes, como o Brasil, fizeram com que a diferença entre os dois países disparasse em 2010.
Em 2009, segundo os dados do FMI, o Brasil, com PIB de US$ 1,57 trilhão, estava na oitava posição do ranking, mas colado na Espanha, que era a nona colocada, com US$ 1,46 trilhão. Já a projeção do FMI para 2010 joga o PIB brasileiro para US$ 1,91 trilhão, bem acima do US$ 1,56 trilhão previsto para a Espanha. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Fontes: Agência Estado - IG
A crise espanhola permitiu que o Brasil se firmasse na oitava posição entre as maiores economias do mundo. Com base em números oficiais, o jornal econômico espanhol "Expansion"
A China ultrapassou o Japão e agora se tornou a segunda maior economia do mundo. Já o Brasil supera a Espanha e é a oitava potência, em termos de Produto Interno Bruto (PIB) nominal. Com base nos números do primeiro semestre, o PIB brasileiro seria de US$ 1,8 trilhão, ante US$ 1,5 trilhão da Espanha. Segundo o jornal, a Espanha chegou a ficar na sétima posição em 2007, quando ainda vivia um boom econômico. Mas, com 20% de desemprego, um déficit colossal e uma economia estagnada, perdeu posições.
Já dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), organizados por Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, indicam que a ultrapassagem da Espanha pelo Brasil teria acontecido ainda em 2009. Mas a persistência da crise nos países ricos e a rápida recuperação dos emergentes, como o Brasil, fizeram com que a diferença entre os dois países disparasse em 2010.
Em 2009, segundo os dados do FMI, o Brasil, com PIB de US$ 1,57 trilhão, estava na oitava posição do ranking, mas colado na Espanha, que era a nona colocada, com US$ 1,46 trilhão. Já a projeção do FMI para 2010 joga o PIB brasileiro para US$ 1,91 trilhão, bem acima do US$ 1,56 trilhão previsto para a Espanha. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Fontes: Agência Estado - IG
China está prestes a passar o Japão como segunda economia mundial
Especialistas alertam sobre necessidade de reorientar crescimento chinês
A China está a ponto de destronar o Japão como segunda economia mundial. O fato demonstra ascensão contínua ao longo dos últimos anos e também a necessidade de reorientar o crescimento chinês para depender menos das exportações.
Além de país mais populoso do planeta, a China tem os títulos de maior exportador, principal mercado automobilístico e primeiro produtor siderúrgico mundial.
Em 2009, o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas da nação) chinês encostou no do Japão - dez vezes menos povoado e, portanto, dez vezes mais rico por habitante-, com R$ 8,8096 trilhões (US$ 4,980 trilhões) contra R$ 8,8574 (US$ 5,007 trilhões).
O Japão deve divulgar na segunda-feira (16) o total do PIB para o primeiro semestre de 2010. No entanto, o vice-presidente do banco central chinês, Yu Gang declarou recentemente que a China já está convencida de que sua cifra será superior à japonesa.
- A China já é a segunda economia mundial.
De qualquer maneira, alguns analistas acreditam que a China pode se enganar. A recente valorização do iene (moeda japonesa) em relação ao dólar pode permitir ao Japão conservar seu segundo lugar, atrás dos Estados Unidos.
Takahide Kiuchi, da Nomura Securities, acredita em um PIB japonês de R$ 4,6825 trilhões (US$ 2,65 trilhões) para o período de janeiro a junho, contra R$ 4,4756 trilhões (US$ 2,53 trilhões) para o PIB chinês publicado em julho.
No entanto, a chegada da China à segunda posição parece inevitável, apesar de pairar dúvidas sobre a qualidade de seu crescimento, enfatiza Arthur Kroeber, diretor de gabinete da consultoria Dragonomics, com sede em Pequim . Segundo Kroeber, os dirigentes políticos chineses devem romper com a mentalidade que privilegia o crescimento a qualquer preço, um pensamento que "ainda está muito presente em sua burocracia".
- Insistir numa taxa de crescimento elevada pode introduzir mais distorções na economia. Na realidade, devemos nos concentrar nos meios de melhorar a qualidade do crescimento.
De acordo com Patrick Chovanec, professor da Escola de Economia e Gestão da Universidade de Tsinghua em Pequim, o "país se encontra em uma encruzilhada".
- A China se acha diante a mesma problemática que o Japão nos anos 1980: adaptar-se ou persistir no caminho de uma economia empurrada pelas exportações.
Desde o lançamento da política de reforma e abertura no final dos anos 70 por parte de Deng Xiaoping (líder político entre 1978 e 1992 e criador do socialismo de mercado, regime vigente no país atualmente), a China superou a Grã-Bretanha, a França e a Alemanha em termos de PIB.
Mas esse crescimento excepcional também teve como efeito colateral o aumento das desigualdades entre uma classe média urbana, que tem agora moradia e automóveis, e centenas de milhões de pobres, alguns dos quais vivem com menos de R$ 0,88 (US$ 0,50) por dia.
Fonte: R7- AFP
A China está a ponto de destronar o Japão como segunda economia mundial. O fato demonstra ascensão contínua ao longo dos últimos anos e também a necessidade de reorientar o crescimento chinês para depender menos das exportações.
Além de país mais populoso do planeta, a China tem os títulos de maior exportador, principal mercado automobilístico e primeiro produtor siderúrgico mundial.
Em 2009, o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas da nação) chinês encostou no do Japão - dez vezes menos povoado e, portanto, dez vezes mais rico por habitante-, com R$ 8,8096 trilhões (US$ 4,980 trilhões) contra R$ 8,8574 (US$ 5,007 trilhões).
O Japão deve divulgar na segunda-feira (16) o total do PIB para o primeiro semestre de 2010. No entanto, o vice-presidente do banco central chinês, Yu Gang declarou recentemente que a China já está convencida de que sua cifra será superior à japonesa.
- A China já é a segunda economia mundial.
De qualquer maneira, alguns analistas acreditam que a China pode se enganar. A recente valorização do iene (moeda japonesa) em relação ao dólar pode permitir ao Japão conservar seu segundo lugar, atrás dos Estados Unidos.
Takahide Kiuchi, da Nomura Securities, acredita em um PIB japonês de R$ 4,6825 trilhões (US$ 2,65 trilhões) para o período de janeiro a junho, contra R$ 4,4756 trilhões (US$ 2,53 trilhões) para o PIB chinês publicado em julho.
No entanto, a chegada da China à segunda posição parece inevitável, apesar de pairar dúvidas sobre a qualidade de seu crescimento, enfatiza Arthur Kroeber, diretor de gabinete da consultoria Dragonomics, com sede em Pequim . Segundo Kroeber, os dirigentes políticos chineses devem romper com a mentalidade que privilegia o crescimento a qualquer preço, um pensamento que "ainda está muito presente em sua burocracia".
- Insistir numa taxa de crescimento elevada pode introduzir mais distorções na economia. Na realidade, devemos nos concentrar nos meios de melhorar a qualidade do crescimento.
De acordo com Patrick Chovanec, professor da Escola de Economia e Gestão da Universidade de Tsinghua em Pequim, o "país se encontra em uma encruzilhada".
- A China se acha diante a mesma problemática que o Japão nos anos 1980: adaptar-se ou persistir no caminho de uma economia empurrada pelas exportações.
Desde o lançamento da política de reforma e abertura no final dos anos 70 por parte de Deng Xiaoping (líder político entre 1978 e 1992 e criador do socialismo de mercado, regime vigente no país atualmente), a China superou a Grã-Bretanha, a França e a Alemanha em termos de PIB.
Mas esse crescimento excepcional também teve como efeito colateral o aumento das desigualdades entre uma classe média urbana, que tem agora moradia e automóveis, e centenas de milhões de pobres, alguns dos quais vivem com menos de R$ 0,88 (US$ 0,50) por dia.
Fonte: R7- AFP
Balanços nos EUA e China garantem semana agitada no exterior
Daniela Milanese
Estreia da safra de balanços nos Estados Unidos, bateria de dados na China e muita expectativa com os testes de estresse dos bancos europeus: a semana será agitada, capaz de trazer forte movimentação para os mercados internacionais.
O efeito que todas essas informações terão sobre o sentimento dos investidores só mesmo Paul, o polvo de Berlim, é capaz de responder. “Muitos profissionais da área de investimentos tentarão contratar Paul hoje”, brinca Jim Reid, estrategista-chefe do Deutsche Bank em Londres, ao lembrar que o polvo acertou todos os oito resultados que previu na Copa do Mundo. Para o estrategista, será interessante acompanhar agora se a vitória da Espanha conseguirá melhorar o sentimento no país, que enfrenta grave crise, com o desemprego em 17%.
Ao que parece, no entanto, a Bolsa de Madri não se sensibilizou nem um pouco e caiu mais de 1% nesta manhã, desempenho bem pior do que as demais praças da região, que operam de lado, com a expectativa sobre a agenda forte da semana. O euro também não comemora – ao contrário: volta para a casa de US$ 1,25. Operadores citam realização de lucros, após os fortes ganhos dos últimos dias.
Para os mercados, a emoção começa hoje com os números da Alcoa no segundo trimestre, após o fechamento em Nova York, que tradicionalmente marcam a estreia da safra de balanços nos EUA. É boa a expectativa sobre os resultados corporativos, o que pode manter a melhora de humor vista na semana passada, conforme analistas.
Os economistas estão dizendo que os investidores exageraram na dose de pessimismo e que os efeitos da crise na Europa não serão tão graves assim pelo restante do globo.
O Danske Bank nota que, enquanto o S&P Global teve correção de 14% desde meados de abril, os analistas elevaram as projeções para os resultados corporativos em 3% e 2% para 2010 e 2011, respectivamente. Como os investidores estão preocupados demais, a safra de balanços do segundo trimestre deve trazer alívio, acredita Kasper Kirkegaard, economista do banco dinamarquês.
Importante orientador dos mercados será a bateria de dados divulgada pela China na quarta-feira à noite, com o PIB do segundo trimestre, produção industrial, vendas no varejo e inflação. No sábado, o gigante asiático informou superávit comercial de US$ 20 bilhões em junho, acima do esperado, com forte aumento das exportações.
Para Wensheng Peng, do Barclays Capital, os números da balança aumentam a pressão sobre o câmbio da China. O yuan se apreciou 0,8% ante o dólar desde que a política foi flexibilizada, em 19 de junho. O Barclays acredita que a valorização da moeda será moderada chinesa, de cerca de 5% em 12 meses.
Ainda na Ásia, destaque para o resultado das eleições para o Senado no Japão ontem. O Partido Democrático, do primeiro-ministro Naoto Kan, perdeu maioria e conseguiu apenas 44 cadeiras no Senado. A preocupação é com o plano do governo para reduzir o elevado déficit do país. “O revés do governo indica que a agenda ambiciosa de corte de gastos pode agora ser frustrada”, avalia Boris Schlossberg, da corretora GFT.
Também será crucial para o sentimento dos investidores o teste de estresse dos bancos europeus. Apesar de o resultado só sair em 23 de julho, já existe toda uma movimentação de expectativas e acompanhamento das informações divulgadas pela imprensa.
O Financial Times traz hoje que os maiores bancos da Europa estão discutindo a criação de um fundo privado, de 20 bilhões de euros, a ser usado para ajudar instituições financeiras em caso de nova crise. Nesse ambiente, o Conselho de Assuntos Econômicos e Financeiros da União Europeia (Ecofin) se reúne amanhã.
Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Daniela Milanese
FMI eleva previsão de PIB mundial, e Brasil crescerá 7,1%
Perspectiva mundial foi revisada para 4,6%. Maiores revisões para cima foram para as economias emergentes.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou nesta quinta-feira (8) a previsão de crescimento econômico global em 2010, citando robusta expansão na Ásia e renovada demanda privada nos Estados Unidos, mas alertou que a crise de dívida da zona do euro é um grande risco à recuperação.
O prognóstico mundial foi revisado para 4,6%, ante o cenário feito em abril de 4,2%. A previsão para a expansão global em 2011 foi mantida em 4,3%.
As maiores revisões para cima foram para as economias emergentes. O prognóstico para o crescimento do Brasil em 2010 foi elevado em 1,6 ponto percentual, para 7,1%, e para 2011 aumentou em 0,1 ponto, para 4,2%. O FMI também revisou o cenário para a China, para avanço de 10,5% neste ano, ante visão anterior de 10%.
Zona do euro
O Fundo manteve sua previsão para o crescimento da zona do euro neste ano em 1%, mas reduziu a projeção para 2011 em 0,2 ponto, para 1,3%.
"O que aconteceu na Europa deve desacelerar o caminho para a recuperação em relação ao que podia ter acontecido, mas eu acho que as chances de recaída na recessão são muito pequenas, como você sabe, nós estamos prevendo um crescimento bem forte para a economia global neste ano", disse Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI.
O FMI reduziu as projeções de crescimento em 2011 para Grã-Bretanha, Canadá, zona do euro, economias emergentes e Japão.
Fontes: G1- Agências
UE denunciará Argentina à OMC por limitar importações
Segundo europeus, país restringe importações de alimentos. Ministra Débora Giorgi voltou a negar a existência das barreiras.
Buenos Aires, Argentina
A primeira rodada de negociações que buscam o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) terminou nesta sexta-feira (2), em Buenos Aires, com o anúncio oficial da UE de denunciar a Argentina à Organização Mundial de Comércio (OMC) por restringir as importações de alimentos europeus.
"Na próxima semana vamos levantar esta questão junto ao Conselho de Mercadorias da OMC", comunicou o diretor-geral adjunto de Comércio da Comissão Europeia, João Aguiar Machado, durante entrevista à imprensa.
Durante os quatro dias de reuniões, Machado manteve encontros com os ministros argentinos de Agricultura e de Indústria, Julián Domínguez e Débora Giorgi, respectivamente, para discutir o problema. Machado pediu explicações aos ministros sobre a ordem do governo da presidente Cristina Kirchner aos importadores para não comprarem alimentos importados similares aos da produção nacional. "Nossa esperança é de que a partir de agora haja uma melhora na situação", disse ele.
A ministra Débora Giorgi, por sua vez, voltou a negar a existência das barreiras, as quais também chegaram a impedir a entrada de vários carregamentos de produtos brasileiros durante o mês de maio. "Reafirmo que não existe nenhuma trava de nenhum tipo à entrada de produtos da UE", disse a ministra à imprensa
Ela argumentou que "todas as medidas adotadas pelo governo argentino estão dentro do regulamento da OMC". Giorgi reconheceu, no entanto, que as acusações europeias podem interferir nas negociações comerciais com o Mercosul.
Para o chefe das negociações argentinas, embaixador Alfredo Chiaradía, secretário de Relações Econômicas Internacionais, a Europa está usando desculpas para não negociar a abertura de seu mercado ao Mercosul. Segundo ele, o lobby dos países produtores europeus é forte e não pretende que haja um avanço nestas negociações. "Há fortíssimas manifestações na Europa contra as negociações com o Mercosul", disse. Os países europeus, continuou, "usam esse tipo de reclamação como uma forma de distração, para encontrar rapidamente desculpas para não negociar".
Fontes: G1 - Agência Estado
Espanha pode ter nota rebaixada por dificuldades fiscais, diz agência
A economia espanhola vivencia ainda os fortes reflexos da bolha imobiliária
A agência de classificação de risco Moody's colocou em vigilância nesta quarta-feira a nota da dívida espanhola, ante a possibilidade de rebaixamento, pela piora das perspectivas de crescimento econômico e a dificuldade de Madri alcançar seus objetivos fiscais.
Segundo a Moody's, a decisão sobre um eventual corte na qualificação da Espanha será tomada, no máximo, dentro de três meses.
Em 28 de maio, a Fitch Ratings rebaixou em um degrau a nota atribuída à Espanha, afirmando que a recuperação econômica do país será mais lenta que a previsão do governo devido às medidas de austeridade.
A agência de classificação de risco cortou o rating soberano de longo prazo em moeda estrangeira da Espanha de "AAA" para "AA+". A perspectiva é estável.
Na ocasião, a agência destacou que "o rebaixamento reflete a avaliação da Fitch de que o processo de ajuste para um nível mais baixo de endividamento vai reduzir a taxa de crescimento da economia espanhola no médio prazo".
A Espanha anunciou em maio um pacote de austeridade, que inclui corte de empregos, salários e benefícios assistenciais, e tem provocado uma série de greves do funcionalismo.
As medidas adotadas são parte do ajuste com o qual o governo enfrenta a crise econômica, após ser pressionado por meses pela zona do euro e pelos mercados para reduzir o elevado deficit público de 11,2% do PIB (Produto Interno Bruto) e a alta dívida das entidades privadas.
O país é o que tem atualmente a maior taxa de desemprego na Europa, com 20% da população desocupada.
A economia espanhola vivencia ainda os fortes reflexos da bolha imobiliária recente que deixou os bancos no país com cerca de 300 bilhões de euros (US$ 363,30 bilhões) em dívida por incorporadores.
Atualmente, os bancos de poupança estão engajados no processo de reestruturação, após a queda da atividade bancária, a deterioração do patrimônio imobiliário e o aumento da inadimplência.
Fontes: FOLHA - Efe
A agência de classificação de risco Moody's colocou em vigilância nesta quarta-feira a nota da dívida espanhola, ante a possibilidade de rebaixamento, pela piora das perspectivas de crescimento econômico e a dificuldade de Madri alcançar seus objetivos fiscais.
Segundo a Moody's, a decisão sobre um eventual corte na qualificação da Espanha será tomada, no máximo, dentro de três meses.
Rebaixamento
Em 28 de maio, a Fitch Ratings rebaixou em um degrau a nota atribuída à Espanha, afirmando que a recuperação econômica do país será mais lenta que a previsão do governo devido às medidas de austeridade.
A agência de classificação de risco cortou o rating soberano de longo prazo em moeda estrangeira da Espanha de "AAA" para "AA+". A perspectiva é estável.
Na ocasião, a agência destacou que "o rebaixamento reflete a avaliação da Fitch de que o processo de ajuste para um nível mais baixo de endividamento vai reduzir a taxa de crescimento da economia espanhola no médio prazo".
Crise
A Espanha anunciou em maio um pacote de austeridade, que inclui corte de empregos, salários e benefícios assistenciais, e tem provocado uma série de greves do funcionalismo.
As medidas adotadas são parte do ajuste com o qual o governo enfrenta a crise econômica, após ser pressionado por meses pela zona do euro e pelos mercados para reduzir o elevado deficit público de 11,2% do PIB (Produto Interno Bruto) e a alta dívida das entidades privadas.
O país é o que tem atualmente a maior taxa de desemprego na Europa, com 20% da população desocupada.
A economia espanhola vivencia ainda os fortes reflexos da bolha imobiliária recente que deixou os bancos no país com cerca de 300 bilhões de euros (US$ 363,30 bilhões) em dívida por incorporadores.
Atualmente, os bancos de poupança estão engajados no processo de reestruturação, após a queda da atividade bancária, a deterioração do patrimônio imobiliário e o aumento da inadimplência.
Fontes: FOLHA - Efe
Yuan atinge novo valor máximo frente ao dólar
O yuan sofreu valorização hoje
A moeda chinesa, o yuan, abriu hoje a 6,7890 unidades por dólar, o máximo valor desde que o país flexibilizou sua moeda em julho de 2005, informou o Sistema de Comércio de Divisas Estrangeiras da China, embora se trate de uma alta de apenas seis milésimos.
A alta, que mantém a tendência iniciada na semana passada, é quase imperceptível em relação ao valor com o qual o yuan se situou frente à moeda americana na sexta-feira passada (6,7896 unidades por dólar).
A nova alta acontece depois que na cúpula do G20 - na qual a China se mostrou reticente a discutir a taxa de câmbio de sua moeda - o presidente americano, Barack Obama, assinalou que o país asiático precisa ser "sério" em sua promessa de flexibilizar mais a cotação de sua moeda.
Fontes: FOLHA - Agências
A moeda chinesa, o yuan, abriu hoje a 6,7890 unidades por dólar, o máximo valor desde que o país flexibilizou sua moeda em julho de 2005, informou o Sistema de Comércio de Divisas Estrangeiras da China, embora se trate de uma alta de apenas seis milésimos.
A alta, que mantém a tendência iniciada na semana passada, é quase imperceptível em relação ao valor com o qual o yuan se situou frente à moeda americana na sexta-feira passada (6,7896 unidades por dólar).
A nova alta acontece depois que na cúpula do G20 - na qual a China se mostrou reticente a discutir a taxa de câmbio de sua moeda - o presidente americano, Barack Obama, assinalou que o país asiático precisa ser "sério" em sua promessa de flexibilizar mais a cotação de sua moeda.
Fontes: FOLHA - Agências
China anuncia política mais flexível no câmbio do yuan
A China anunciou neste sábado que vai flexibilizar o yuan, informou o Banco Central neste sábado, indicando que está pronto para acabar com 23 meses de câmbio fixo que ficou sob intensa pressão mundial.
A decisão anunciada de surpresa indica que a apreciação será feita de forma gradual.
"Dada à recente situação econômica dos mercados nacional e internacional e do balanço de pagamentos chineses, o Banco Central da China decidiu avançar na reforma do regime de câmbio e aumentar a flexibilidade da taxa de câmbio", disse o Banco Central em comunicado postado no site.
No texto divulgado na internet de hoje, o regulador chinês utiliza a palavra oficial "renmimbi" (literalmente "moeda do povo") em lugar de yuan.
O BC chinês descartou uma valorização de uma só vez ou maior apreciação como muitos críticos esperavam, afirmando que "não havia base para grandes flutuações ou mudanças" na taxa de câmbio.
Entretanto, ficou claro que a China pretende com seu anúncio --publicado em inglês ao mesmo tempo que em chinês-- marcar o fim da rigidez de facto da cotação do iuan em relação do dólar, que tem sido defendida como uma "política especial" para proteger a economia da crise financeira global.
Ainda é preciso esperar se o anúncio será suficiente para apaziguar os críticos, especialmente os parlamentares norte-americanos, que dizem que uma moeda chinesa subvalorizada dá uma vantagem comercial injusta.
"A economia global está se recuperando gradualmente. A recuperação e a retomada da economia chinesa se tornou mais sólida com a estabilidade econômica reforçada", disse o BC chinês.
A declaração da autoridade monetária chinesa é muito diferente do tom das recentes expressões de membros do governo, que negaram mudanças na política cambial do yuan (moeda não conversível) e se opuseram às pressões internacionais dos países que consideram que Pequim a mantém artificialmente baixa para favorecer suas exportações.
Obama diz que decisão da China sobre yuan é um passo construtivo
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu positivamente neste sábado o anúncio da China de que irá retomar a reforma da taxa de câmbio para tornar o yuan mais flexível.
"A decisão da China de aumentar a flexibilidade de sua taxa de câmbio é um passo construtivo que pode ajudar a garantir a recuperação e contribuir para uma economia mundial mais equilibrada", disse Obama, em um comunicado.
A China anunciou neste sábado que vai flexibilizar o yuan, informou o Banco Central neste sábado, indicando que está pronto para acabar com 23 meses de câmbio fixo que ficou sob intensa pressão mundial.
Fontes: FOLHA - Efe - Reuters
A crise é a metamorfose da Europa
Andrei Netto
Em um de seus mais recentes e provocativos textos publicados no jornal Le Figaro, “Vous avez dit crise ?” (no link, o original em francês), o sociólogo francês Michel Maffesoli, professor da Sorbonne, questiona o impacto concreto da turbulência econômica na vida real e nas relações sociais. Para explicar sua tese, ele recorre aos dicionários de etimologia, usando o significado original da palavra crise. Diz ele: “A crise se refere a uma mutação mais profunda da qual ela é o sinal. A crise é como um índice (index) de que há metamorfose no ar”.
Estou citando Maffesoli porque quero usar sua definição.
Ninguém em Paris, Londres, Madri e, imagino, Berlim, tem mais dúvidas de que a crise pela qual a União Europeia atravessa é a maior de seus 60 anos de história. Não me refiro apenas ao ponto de vista econômico, à pane de credibilidade causada nos mercados financeiros pela, digamos, “descoberta” de déficits e dívidas espantosas na Grécia, em Portugal, na Espanha e agora na Hungria.
A turbulência na Europa é também política. O momento é delicado porque a máquina que empurra a integração da Europa à frente, a união dos interesses da Alemanha e da França, está travada há algum tempo. Sejamos claros: Angela Merkel não queria participar de planos de salvamento do sistema financeiro em 2008, nem adotar estímulos fiscais em 2009, tampouco usar dinheiro do contribuinte alemão para auxiliar os vizinhos do Mediterrâneo, laxistas demais, na ótica germânica, em 2010. Essa prudência alemã, confrontada ao voluntarismo francês, cria uma divergência que emperra a prevenção e a solução de problemas, como ocorreu na Grécia.
Mas a crise da União Europeia e da zona euro está se mostrando, também, um momento de metamorfose. Explico: em setembro de 2008, dias após a falência do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, empunhou pela primeira vez a bandeira de uma “governança econômica comum” da zona euro. Trocando em miúdos, governança comum quer dizer gestão coordenada de políticas macroeconômicas, orçamentos, políticas fiscais, entre outros pontos.
À época, este projeto não foi à frente porque a Alemanha de Angela Merkel não pretendia partilhar mais poderes com os vizinhos europeus, muito menos transferir decisões sobre a tão eficiente economia germânica para Bruxelas. Em tempos de paz política e de calmaria econômica, o nascimento de um “governo econômico comum” tinha o futuro de uma utopia.
Vinte e um meses depois, a violenta crise de credibilidade está obrigando a União Europeia a adaptar-se, e esta metamorfose está em curso. Ao aprovarem o pacote de € 750 bilhões, entre empréstimos e garantias bancárias, no mês passado, os 27 governos europeus lançaram as bases do que virá a ser, cedo ou tarde, o Fundo Monetário Europeu.
O próximo passo será a criação, nos próximos dias 17 e 18 de junho, em Bruxelas, de um governo econômico comum, sob a guarda do presidente da UE, o belga Herman Van Rompuy. A esse mecanismo caberão tarefas como supervisionar e homologar os orçamentos nacionais, de forma a garantir o cumprimento do Pacto de Estabilidade, a fixação de sanções para governos que não respeitarem as metas, o aumento da vigilância sobre as estatísticas macroeconômicas nacionais e o reequilíbrio da competitividade entre países do bloco.
Nenhum destes projetos será concretizado sem inúmeras reuniões de discussões, desentendimentos e idas e vindas – como sempre acontece na UE. Mas, no fim, eles deverão ser aprovados, em um pacote de regras que representará um salto na integração econômica do bloco. Pressionada pela crise, a Europa fará a sua metamorfose.
Brasil cresce em "ritmo chinês" e supera países ricos no 1º trimestre
O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro no primeiro trimestre, de 2,7% na comparação com os três meses imediatamente anteriores, ficou bem acima do registrado nas principais economias mundiais.
Contra o primeiro trimestre de 2009, o PIB brasileiro registrou alta de 9%, a maior variação desde o início dessa comparação, em 1996. O ano de 2009 registrou queda de 0,2% no PIB.
O início de 2010 foi dominado pela tendência de melhora nas economias, após a recessão registrada no ano passado por conta da crise econômica mundial, ainda que com elevações bem mais modestas que a registrada no Brasil.
Nos Estados Unidos --onde os problemas com as hipotecas "subprime" (de alto risco) se tornaram o cerne da crise financeira--, a economia registrou alta de 0,8% no primeiro trimestre (o último dado divulgado
aponta para expansão anualizada de 3%). Em 2009, o PIB do país registrou retração de 2,4%.
No Japão, segunda maior economia do mundo, a expansão foi ainda maior, de 1,2% nos três primeiros meses do ano, na comparação com o quarto trimestre. O PIB japonês teve queda de 5% no ano passado.
No caso da União Europeia, que enfrenta novos problemas atualmente graças ao alto endividamento público de alguns de seus países-membros, a expansão foi mais tímida. O grupo de 27 países registrou elevação de 0,2% no PIB no trimestre, mesma variação registrada na zona do euro (grupo de 16 países do bloco que usam o euro como moeda única). Em 2009, a retração foi de 4,2% na UE, e de 4,1% nas economias que utilizam o euro.
Entre os países do bloco, Portugal registrou a maior variação positiva no período, de 1% ante o quarto trimestre. Itália (0,5%), Reino Unido (0,3%), e Alemanha (0,2%), vêm em seguida.
A exceção ficou por conta da Grécia, que passa por uma crise fiscal e recebeu ajuda financeira da UE e do FMI (Fundo Monetário Internacional) para conter seus deficit, cujo PIB registrou queda de 0,8% no trimestre.
A China, que não divulga o crescimento frente ao trimestre imediatamente anterior, registrou expansão vigorosa, de 11,9%, ante o mesmo período do ano passado. Completando os Brics (grupo dos principais emergentes), a Rússia teve crescimento de 4,5% na comparação anual, enquanto o PIB da Índia subiu 8,6% na mesma base.
Arte/FOLHA
Fontes: FOLHA - Agências
Pior crise desde 1914, diz presidente do Banco Central Europeu
Para o francês Jean-Claude Trichet, os 'mercados já não funcionam'
O presidente do Banco Central Europeu, o francês Jean-Claude Trichet, disse que a economia da Europa atravessa sua pior crise desde a Segunda Guerra Mundial, e isso inclui também a Primeira, em 1914.
O semanário alemão Der Spiegel publicou neste sábado que Jean-Claude Trichet comentou que desde o princípio da crise financeira em 2008 "temos experimentado e experimentamos tempos verdadeiramente dramáticos".
Em uma entrevista que será publicada na segunda-feira, 17, Trichet ligou a recente crise de uma dívida da eurozona com o colapso em 2008 do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers e sustentou que os "mercados já não funcionam".
Trichet acrescentou que já não há dúvida alguma que a economia "atravessa sua situação mais difícil desde a Segunda Guerra Mundial ou quem sabe desde a Primeira Guerra Mundial".
Fontes: O ESTADO - AP
Críse na Grécia: bolsas europeias caem pelo 3º dia e recuam para menor nível em 2 meses
Medo de contágio espalha pânico nos mercados
As Bolsas de Valores europeias caíram pelo terceiro dia seguido nesta quinta-feira, para o menor nível de fechamento em mais de dois meses, pelos receios de contágio da crise grega.
Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 1,52%, a 5.260 pontos. Em Frankfurt, o índice Dax caiu 0,84%, para 5.908 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 2,2%, para 3.556 pontos. Em Milão, o índice FTSE/Mib teve desvalorização de 4,27%, para 19.483 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 recuou 2,93%, para 9.352 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em queda de 2,37%, para 6.824 pontos.
O mercado também foi pressionado após o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, afirmar que a instituição não discutiu a opção de comprar bônus da zona do euro durante a reunião em que manteve o juro básico em 1%.
Os mercados querem saber se o BCE teria novas ferramentas disponíveis para ajudar a Grécia e analistas dizem que compras de bônus seriam a mais poderosa nesse sentido.
O índice FTSEurofirst 300 fechou em baixa de 1,4%, a 1.008 pontos, menor patamar de fechamento desde 26 de fevereiro.
"Tivemos uma correção pronunciada que é totalmente apropriada dado o nível em que o mercado estava", disse Jeremy Batstone-Carr, chefe de pesquisa do Charles Stanley, em Londres.
O setor bancário foi destaque de baixa, com as ações de Barclays, Société Générale, Banco Santander e BBVA recuando entre 3,5% e 6,7%.
Crise
Na Grécia, o primeiro-ministro George Papandreou afirmou que o pacote de ajuda financeira da UE e do FMI é a "única esperança" para evitar a bancarrota do país.
O acordo, que prevê uma ajuda financeira de 110 bilhões de euros ao país até 2012, demanda que a Grécia adote severas medidas para cortar gastos, o que gerou insatisfação popular. Ontem, três pessoas morreram durante manifestações contra as medidas que o governo pretende adotar para abater o deficit público, e que foram votadas e aprovadas nesta quinta-feira pelo parlamento grego.
O primeiro-ministro afirmou ainda que o governo não tem escolhas a não ser a impor as medidas de austeridade, que enfrentam resistência no parlamento local. Ele disse que o pacote de medidas de austeridade fiscal foi apresentado com urgência porque o país tem cerca de 8,5 bilhões de euros em dívidas a vencer no próximo dia 19. Sem dinheiro, a Grécia fatalmente teria que declarar um "default" (suspensão de pagamentos).
"Os cofres do Estado não têm dinheiro. Atualmente, o país não tem como levantar empréstimos no mercado internacional. E o único jeito de evitar a bancarrota e a suspensão dos pagamentos é tomar dinheiro dos nossos parceiros da Europa e do Fundo Monetário Internacional", declarou.
Riscos
A Grécia enfrenta uma severa crise financeira, que ameaça a estabilidade da zona do euro. O país tem dívidas na casa dos bilhões de dólares que vencem no curto prazo, o que tem aumentado a desconfiança dos agentes de mercado de que o país mediterrâneo pode entrar em "default" (suspensão de pagamentos).
Embora esse país tenha pedido a ativação do mecanismo de ajuda financeira acordado entre a UE e o FMI, a medida ainda não tranquilizou os mercados. Os títulos da dívida grega são negociados com juros recordes na praça financeira internacional, o que demonstra o grau de desconfiança entre os tomadores.
A questão é que nenhuma parcela dos 45 bilhões de euros (cerca de US$ 60 bilhões) já foi liberada, e o plano de ajuda ainda precisa passar pelo crivo de cada um dos países da UE. A Alemanha, que deve entrar com "a parte do leão" do montante total da ajuda, mostra resistências, e quer que a Grécia se comprometa com medidas duras para controlar seus deficits, o que pode se tornar um problema político delicado.
O país foi agitado recentemente por vários protestos contra as iniciativas de cortes de gastos públicos e de salários adotadas pelo governo para combater o deficit público, que pode bater a casa dos 14% do PIB, segundo previsão da Eurostat, a agência europeia de estatísticas.
E recentemente, a agência Standard & Poor's rebaixou o "rating" (nota de risco de crédito) da dívida grega para o nível de "grau especulativo", classificação que inclui países vistos como "mau pagadores", incluindo aqueles que já suspenderam o pagamento de seus compromissos financeiros.
Fontes: FOLHA - Reuters
Zona do euro concordou com plano de ajuda, diz porta-voz do governo grego
Giorgios Petalotis disse esperar ratificação ainda nesta quinta. A ajuda ao endividado país será dada em conjunto com o FMI.
Os países da zona do euro concordaram com um plano de ajuda à Grécia, disse nesta quinta-feira (24) um porta-voz do governo grego. "O plano respeita totalmente nossas exigências... nós concordamos", afirmou Giorgios Petalotis em Bruxelas.
"Existe uma decisão em rascunho que consideramos que nos cobre completamente e que esperamos que seja ratificada até as 18h30 [horário local, 16h30 no Brasil]", disse o porta-voz. "Consideramos isso como uma mensagem de estabilidade e o plano terá um impacto positivo na economia grega."
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, chegaram a acordo sobre a Grécia nesta quinta-feira em Bruxelas. (Foto: AP)
Questionado se todos as nações da zona do euro estão prontas para aprovar o acordo, Petalotis disse: "Sim, eles concordaram". "[O plano] incluirá a participação de países da zona do euro e do FMI, em menor escala", afirmou Petalotis.
Ele afirmou que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, o premiê grego, George Papandreou e o presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy, definiram os detalhes do acordo.
Merkel conseguiu o apoio de Sarkozy para um esforço conjunto em encontro da UE, que corria risco de fracassar por discordâncias sobre como lidar com a Grécia, que vem sofrendo para superar seus problemas financeiros.
O acordo abre caminho para empréstimos bilaterais dentro da zona do euro combinados com crédito do FMI, caso a Grécia necessite de ajuda. O anúncio do compromisso entre Merkel e Sarkozy foi feito antes do começo da cúpula de chefes de Estado e de Governo do bloco, que começa nesta quinta e vai até sexta, em Bruxelas.
A Grécia é o caso mais emblemático entre os países que vêm enfrentando dificuldades para conseguir empréstimos para refinanciar suas crescentes dívidas públicas. Isso acontece porque o país passa por um desequilíbrio fiscal devido à crise: com a arrecadação em baixa e os gastos em alta, gasta mais do que arrecada.
A Grécia tem a maior dívida da zona do euro, que deve atingir 120% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010. O maior temor dos mercados é que os problemas desses países sejam um indicativo de que a recuperação da economia global depois da crise tenha formato de “W”, ou seja, uma ligeira melhora seguida por nova queda e posterior recuperação definitiva.
Leia também: Entenda a preocupação do mercado com Grécia, Portugal, Itália e Espanha
Fontes: G1- Agências
Os países da zona do euro concordaram com um plano de ajuda à Grécia, disse nesta quinta-feira (24) um porta-voz do governo grego. "O plano respeita totalmente nossas exigências... nós concordamos", afirmou Giorgios Petalotis em Bruxelas.
"Existe uma decisão em rascunho que consideramos que nos cobre completamente e que esperamos que seja ratificada até as 18h30 [horário local, 16h30 no Brasil]", disse o porta-voz. "Consideramos isso como uma mensagem de estabilidade e o plano terá um impacto positivo na economia grega."
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, chegaram a acordo sobre a Grécia nesta quinta-feira em Bruxelas. (Foto: AP)Questionado se todos as nações da zona do euro estão prontas para aprovar o acordo, Petalotis disse: "Sim, eles concordaram". "[O plano] incluirá a participação de países da zona do euro e do FMI, em menor escala", afirmou Petalotis.
Ele afirmou que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, o premiê grego, George Papandreou e o presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy, definiram os detalhes do acordo.
Merkel conseguiu o apoio de Sarkozy para um esforço conjunto em encontro da UE, que corria risco de fracassar por discordâncias sobre como lidar com a Grécia, que vem sofrendo para superar seus problemas financeiros.
O acordo abre caminho para empréstimos bilaterais dentro da zona do euro combinados com crédito do FMI, caso a Grécia necessite de ajuda. O anúncio do compromisso entre Merkel e Sarkozy foi feito antes do começo da cúpula de chefes de Estado e de Governo do bloco, que começa nesta quinta e vai até sexta, em Bruxelas.
Entenda
A Grécia é o caso mais emblemático entre os países que vêm enfrentando dificuldades para conseguir empréstimos para refinanciar suas crescentes dívidas públicas. Isso acontece porque o país passa por um desequilíbrio fiscal devido à crise: com a arrecadação em baixa e os gastos em alta, gasta mais do que arrecada.
A Grécia tem a maior dívida da zona do euro, que deve atingir 120% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010. O maior temor dos mercados é que os problemas desses países sejam um indicativo de que a recuperação da economia global depois da crise tenha formato de “W”, ou seja, uma ligeira melhora seguida por nova queda e posterior recuperação definitiva.
Leia também: Entenda a preocupação do mercado com Grécia, Portugal, Itália e Espanha
Fontes: G1- Agências
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