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Jornal japonês publica foto do provável sucessor de Kim Jong-il

Imprensa tenta construir perfil do filho caçula do ditador norte-coreano com informações de colegas de estudo


Kim Jong-un, hoje com 26 anos, teria 16 na época da fotografia

TÓQUIO - A imprensa japonesa publicou nesta segunda-feira, 15, uma fotografia de Kim Jong-un, 26 anos, considerado pelos serviços secretos como o provável sucessor do líder norte-coreano, Kim Jong-il à frente do regime e do qual só se tinha até agora uma foto de sua infância.

A imagem foi registrada em junho de 1999, por isso que acredita-se que teria 16 anos, quando era aluno de uma escola pública em Berna, na Suíça, e nela aparece com outros companheiros de classe. O filho de Kim Jong-il, 67 anos, que segundo os serviços secretos sul-coreanos foi nomeado sucessor à frente do regime comunista, aparece sorridente, veste uma camiseta preta e usa um cordão dourado.

O diário japonês "Mainichi Shimbun" destacou que Kim Jong-un estudou em uma escola pública suíça, ao contrário de seus outros dois irmãos, do verão de 1998 até janeiro de 2001. Com base nas informações obtidas de seus companheiros de estudo, o jornal japonês pôde reconstruir um perfil do filho menor de Kim Jong-il, nascido de seu terceiro casamento.

Um de seus companheiros de colégio de sua mesma idade disse ao jornal que o norte-coreano vivia perto do centro de estudos e tinha uma vida normal, sem guarda-costas a seu redor, e era uma pessoa "franca". Os especialistas acham que a escolha de Berna como lugar de estudo para a discreta família do líder norte-coreano se deveu a que é uma cidade tranquila e ali fica a missão diplomática da Coreia do Norte na Suíça.

Seus professores o definiam como um menino reservado e estudioso que se fazia chamar de "Paek Un". Kim Jong-un, de quem se sabe muito pouco, fala inglês, alemão e francês, segundo aqueles que o conheceram em sua temporada na Suíça. Segundo a agência sul-coreana Yonhap, quando o jovem deixou a Suíça foi para Pyongyang onde foi educado na universidade militar Kim Il-sung, onde se graduou em 2007.

As especulações sobre o estado de saúde de Kim Jong-il, que sofreu um derrame cerebral em agosto do ano passado segundo meios de imprensa sul-coreanos, acelerou as apostas sobre quem tomará as rédeas da Coreia do Norte. Há duas semanas os serviços secretos sul-coreanos confirmaram que receberam informações confiáveis de que Kim Jong-il escolheu seu filho mais novo como sucessor e próximo líder da Coreia do Norte.

Fontes: Agência ESTADO - Efe

20 mil civis morreram no Sri Lanka, diz jornal

'The Times' afirma que cerca de mil civis morreram por dia no último mês da ofensiva contra rebeldes tâmeis

LONDRES - Mais de 20 mil civis perderam a vida nos combates dos últimos meses entre governo e rebeldes no Sri Lanka, em sua maioria como consequência dos ataques das tropas governamentais, denuncia a edição desta sexta-feira, 29, o diário britânico The Times. Segundo documentos recolhidos pelo jornal, entre eles fotografias aéreas, o Exército cingalês lançou uma forte ofensiva no final de abril que durou cerca de três semanas e que matou milhares de civis.

Documentos confidenciais das Nações Unidas que o Times também teve acesso indicam que cerca de sete mil civis perderam a vida na área de cessar-fogo até o fim de abril. Fontes da ONU disseram que a partir desse momento aumentaram as mortes de civis com uma média diária de mil até 19 de maio, dia em que foi morto Velupillai Prabhakaran, líder dos Tigres Tâmeis.

Esse número é compatível com os cálculos do padre Amalraj, um sacerdote católico que fugiu da área de cessar-fogo em 16 de maio e que está agora com outros 200 mil sobreviventes no campo de refugiados de Manik Farm.

As autoridades cingalesas disseram que suas forças suspenderam o uso de artilharia pesada em 27 de abril e respeitaram a área de cessar-fogo onde se refugiavam 100 mil civis tâmeis, muitos deles mulheres e crianças. Ao mesmo tempo, culparam os Tigres Tâmeis por todas as mortes, já que, segundo as autoridades, os rebeldes tinham se escondido entre a população civil.

Uma das fotografias publicadas pelo Times mostra a destruição de um campo de refugiados, enquanto em outras aparecem os locais usados pelos Tigres Tâmeis perto desse acampamento. Um porta-voz da diplomacia cingalesa negou em Londres as acusações do jornal, e disse que "se morreram civis, foi pelas ações dos rebeldes, que se dedicaram a matar quem tentava escapar".

Sri Lanka perdeu 6.200 soldados na fase final da guerra civil

22 mil insurgentes morreram e 30 mil militares ficaram feridos na ofensiva contra rebeldes tâmeis desde 2006

COLOMBO - Mais de 6.200 soldados do Exército do Sri Lanka morreram na última fase do conflito, que começou em 2006, contra os "tigres tâmeis", informou uma fonte militar. Durante o conflito contra os Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), outros 30 mil militares ficaram feridos, segundo o porta-voz do Exército Udaya Nanayakkara. Ele afirmou ainda que as tropas mataram 22 mil rebeldes no mesmo período.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chegará nesta sexta-feira, 22, ao país, e deve se reunir com autoridades no sábado para estudar a situação dos refugiados. O Exército cingalês aniquilou na segunda-feira a cúpula dos LTTE e pôs fim ao conflito após uma ofensiva de vários meses no norte do país que causou o deslocamento de aproximadamente 280 mil pessoas, agora hospedadas em campos instalados pelo governo. A situação dos deslocados no Sri Lanka é motivo de preocupação para a comunidade internacional. Segundo a BBC, grupos de auxílio humanitário afirmam não ter acesso aos campos de refugiados.

Na quinta-feira, o governo do Sri Lanka prometeu fornecer meios para que os 280 mil refugiados tâmeis deslocados pelos conflitos no país voltem para suas casas no prazo de seis meses. Temia-se que o governo pretendesse deixar os deslocados nos campos indefinidamente.

O governo cingalês também afirmou que os focos restantes do grupo rebelde separatista Tigres de Libertação da Pátria Tâmil precisam ser desbaratados e a infraestrutura da região reconstruída antes que os civis possam voltar a suas casas. O Sri Lanka também afirmou que há "uma necessidade urgente de se chegar a um ajuste político duradouro no país" e prometeu começar um diálogo com todos os partidos, incluindo os tâmeis. "(O diálogo) vai aprimorar os arranjos políticos para trazer uma paz duradoura e a reconciliação ao Sri Lanka", diz o comunicado.

Antes, o ministro da Reconciliação do Sri Lanka, Vinayagamoorthi Muralitharan, afirmou, em entrevista à BBC, que ocorrerão eleições nas áreas afetadas pelos conflitos recentes, depois que os deslocados se restabelecerem. Segundo ele, estas eleições servirão para aliviar o descontentamento da minoria tâmil no país.

Sri Lanka mata líder rebelde e declara fim de guerra civil

Grupo rebelde buscava um Estado independente para a minoria da etnia tâmil e conflito durava 25 anos

COLOMBO - O governo do Sri Lanka anunciou nesta segunda-feira, 18, ter retomado o controle da última região em mãos dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE, em inglês). O Exército ainda informou ter matado o líder do grupo, Velupillai Prabhakaran e mais 250 rebeldes. Com isso, o governo cingalês declarou o fim da guerra civil no país, que já durava 25 anos.

O grupo rebelde buscava um Estado independente para a minoria da etnia tâmil, que habita o norte da ilha do Oceano Índico. Segundo a Organização das Nações Unidas, desde janeiro até o dia 7 de maio, 7 mil civis morreram nos confrontos entre o Exército e os Tigres Tâmeis. Nos últimos dez dias, autoridades médicas cingalesas estimam que outras mil pessoas foram mortas.

A morte de Prabhakaran era vista como crucial para pôr fim à guerra na devastada pequena nação do Índico. Se escapasse do cerco, o líder guerrilheiro poderia usar sua rede de contrabando de armas e doações de tâmeis no exterior para reconstruir o esforço de guerra da guerrilha. No entanto, sua morte pode transformá-lo em um mártir para outros separatistas tâmeis.

O chefe do Exército, general Sareth Fonseka, disse na televisão estatal que os últimos rebeldes foram derrotados no norte do país nesta segunda-feira. "Podemos anunciar que libertamos todo país do terrorismo", disse.

Prabhakaran foi encontrado em seu esconderijo ao lado de dois auxiliares. O líder guerrilheiro então fugiu em uma van blindada seguido por outros combatentes. Após duas horas de tiroteio, os rebeldes foram derrotados.

Suren Surendiran, líder dos exilados Tâmeis no Reino Unido, disse nesta segunda que a comunidade estava em desespero. "As pessoas estão muito tristes. Mas estamos determinados a continuar nossa luta por um Estado independente.

Reação da população

O anúncio da morte de Prabhakaran foi feito na TV estatal e por meio de mensagens de celular enviadas pelo governo para telefones de todo país. A notícia detonou celebrações por todo país. Na capital, Colombo, as pessoas foram às ruas para celebrar.

"Eu e meus amigos que estamos aqui escapamos por pouco das bombas da guerrilha. Alguns de nós não tiveram tanta sorte. Estamos felizes de ter visto o fim dessa organização terrorista", disse o empresário Lal Hettige, de 47 anos.

Reação diplomática

Após esse anúncio, os ministros de Assuntos Exteriores da UE aprovaram um texto que pede a abertura de uma "investigação independente" por possível violação do direito humanitário durante o conflito.

"Os responsáveis devem ser levados à Justiça", disseram os ministros do bloco, que também criticaram a guerrilha por usar civis "como escudos humanos" e por recrutá-los à força para suas fileiras.

Ajuda humanitária

O secretário do Ministério de Assuntos Exteriores do Sri Lanka, Palitha Kohona, disse hoje que o Executivo receberá de bom grado qualquer ajuda internacional para os 250 mil tâmeis que, vítimas do conflito no nordeste do país, se encontram refugiados em campos do governo.

Por telefone, Kohona disse que não há um calendário para o retorno de todos esses civis a seus povoados, nos quais equipes trabalharão para retirar minas e construir sistemas de condução de água e outras infraestruturas.

Protesto

Em Londres, cerca de 2 mil pessoas organizaram uma manifestação em apoio aos rebeldes tâmeis na frente do parlamento britânico. Há pelo menos um mês, os manifestantes têm se reunido para pedir o cessar-fogo no país.

Ban Ki-moon prepara visita

Enquanto o presidente do Sri Lanka se prepara para ir ao Parlamento declarar oficialmente a vitória sobre os rebeldes Tigres Tâmeis após mais de 25 anos de conflito, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, planeja viajar ao país no final desta semana, tendo entre as prioridades ajudar mais de 250 mil pessoas que fugiram dos combates entre os rebeldes e as tropas governamentais.

Sob condição de anonimato, funcionários da ONU falaram dos preparativos da viagem que não oficialmente anunciada, e disseram que Ban deve pressionar para que os deslocados pelo conflito, que estão em campos de refugiados no nordeste do país, voltem para casa o mais rapidamente possível.

O chefe de gabinete de Ban, Vijay Nambiar, já está no Sri Lanka reunindo-se com autoridades do governo e, provavelmente irá a um dos campos de deslocados nesta terça-feira, disseram os funcionários da ONU.

O subsecretário-geral adjunto da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes, disse que se Ban realmente for ao Sri Lanka, ele provavelmente vai visitar um acampamento e incentivar os governantes do Sri Lanka a procurarem uma solução política para o de conflito de três décadas --oferecendo a ajuda da ONU se o governo desejar.

Holmes disse que aproximadamente 220 mil estão nos campos de deslocados, incluindo cerca de 20 mil nos últimos dois ou três dias. "Achamos que há outros 40 mil ou 60 mil a caminho dos campos [...] próximo de Vavuniya [norte do Sri Lanka]", disse ele.

O governo do Sri Lanka anunciou nesta segunda-feira que as forças governamentais tinham derrotado os últimos rebeldes Tigres Tâmeis, matado o comando do grupo e conquistado o seu último refúgio, uma estreita faixa de terra que foi sendo reduzida nas últimas semanas a uma área equivalente a cerca de 25 campos de futebol na Província Oriental, que esteve durante anos sob controle rebelde.

Com táticas de guerrilha e atentados suicidas, os Tigres Tâmeis lutavam desde 1983 por um Estado independente no norte e nordeste do Sri Lanka. O grupo diz defender a minoria hindu tâmil --principalmente os chamados tâmeis do Sri Lanka, menos de 4% da população-- contra a marginalização imposta pela maioria budista de etnia cingalesa, que representa mais de 70% da população de 21 milhões de habitantes.

O presidente Mahinda Rajapaksa, que planeja declarar a vitória nesta terça-feira em um discurso ao Parlamento, prometeu uma partilha de poder com a minoria tâmil, mas o fim da guerra, que matou mais de 70 mil pessoas --6.500 este ano, segundo estimativa da ONU-- pode complicar os esforços para estabelecer uma paz duradoura.

Nesta segunda-feira, o mediador do acordo de paz de 2002 entre rebeldes e governo, o norueguês Erik Solheim, disse em Oslo que o governo deveria dar sequência à vitória militar com um esforço para construir uma paz duradoura. Ministro de Meio Ambiente e Auxílio Internacional da Noruega, ele disse que a comunidade internacional deve pedir ao presidente Mahinda Rajapaksa que inicie conversações de paz com a minoria tâmil.

"O governo do Sri Lanka ganhou a guerra, mas eles ainda não ganharam a paz", disse Solheim. "Como vitorioso, o governo tem a maior responsabilidade pela paz e pela reconciliação."

A destruição das tropas dos rebeldes não significa que ameaça acabou. Insurgentes escondidos nas selvas do leste do país têm surgido periodicamente para atacar as forças governamentais e civis, e acredita-se que os rebeldes tenham "células adormecidas" na capital Colombo e em outras cidades.

Além disso, os Tigres Tâmeis mantêm uma vasta rede de tráfico internacional e o apoio financeiro de cerca de 800 mil tâmeis expatriados. Pelo menos um alto líder rebelde, Selvarasa Pathmanathan, considerado o chefe de contrabando do grupo, continua livre.

Exército cingalês afirma ter resgatado todos os civis de zona de guerra

As tropas do exército do Sri Lanka resgataram mais de 50 mil civis das mãos dos rebeldes do movimento dos Tigres de Libertação do Tâmil Eelam (TLTE), declarou neste domingo o porta-voz do exército, Udaya Nanayakkara.

"Mais de 50 mil pessoas saíram da zona de guerra nos últimos três dias, o que significa que resgatamos todos os civis que eram usados como escudos humanos pelos Tigres Tâmeis", disse Nanayakkara.

Há semanas as autoridades de Colombo afirmam que os rebeldes --confinados a uma área de 3,5 km2 no noroeste do país-- mantinham como "reféns" entre 15 e 20 mil civis. A ONU estima que havia no mínimo 50 mil pessoas encurraladas na zona de guerra.

Nanayakkara também disse que os rebeldes ainda controlam uma pequena porção da selva.

Horas antes, Nanayakkara havia anunciado que soldados cingaleses mataram ao menos 70 rebeldes dos Tigres Tâmeis que tentavam fugir da zona de guerra.

A ação ocorre no dia seguinte à declaração de vitória do presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, após um quarto de século de guerra civil com os Tigres Tâmeis.

"O meu governo, com o total comprometimento das nossas forças armadas, conseguiu, em uma operação humanitária inédita, finalmente derrotar militarmente o TLTE [nome oficial do grupo, Tigres de Libertação do Tâmil Eelam]", disse o presidente, que visita a Jordânia. "Eu retornarei para um país totalmente livre dos atos bárbaros do TLTE", declarou.

O site TamilNet.com, que defende a guerrilha, no entanto, divulgou uma mensagem assinada pelo líder tâmil S. Pathmanathan na qual ele diz que a abordagem do governo, "de encerrar a guerra em 48 horas por meio de uma carnificina e um banho de sangue de civis", não resolve "um conflito de décadas". "Pelo contrário, só agrava uma crise que já atingiu níveis inéditos."

O líder que assina a mensagem é apontado, há anos, como chefe do braço armado do grupo e é procurado pela Interpol (polícia internacional). Por promover assassinatos e explosões de homens-bomba, o grupo é considerado terrorista pelos Estados Unidos, Europa e Índia.

Especialistas afirmam que, uma vez derrotado militarmente, o grupo voltará às suas raízes, em uma guerrilha esparsa, com financiamento dos tâmeis.

Conflito

Os Tigres Tâmeis lutam para criar um território independente para a minoria étnica tâmil, que sofreu discriminação nos sucessivos governos da maioria cingalesa. No passado, os rebeldes chegaram a controlar uma parte do norte e do leste do Sri Lanka e a formar forças próprias, uma significativa frota naval e uma ínfima frota aérea. Em janeiro deste ano, o governo do Sri Lanka decidiu iniciar a sua "ofensiva final" contra a guerrilha.

Desde então, os rebeldes perderam terreno. Nos últimos meses, ficaram confinados a uma faixa estreita de floresta e de praia com com cerca de 3 km2 --equivalente a 30 campos de futebol-- na Província Oriental, que ficou anos sob controle efetivo dos rebeldes. Nesta zona de guerra estão, além dos rebeldes, entre 30 mil e 80 mil civis, estima a ONU (Organização das Nações Unidas).

Desde janeiro, conforme a ONU, cerca de 6.500 civis foram mortos na zona de guerra, à qual apenas a Cruz Vermelha tem acesso. Na quinta-feira passada (14), a Cruz Vermelha afirmou que o Sri Lanka passa por uma "catástrofe humanitária imaginável" e que a população "estava abandonada à própria sorte".

Crise humanitária

Cerca de 11,8 mil civis fugiram da zona de guerra apenas neste sábado. No total, há cerca de 200 mil refugiados no país. "Não temos acesso ao processo. Tememos muito pela segurança das 30 mil a 80 mil pessoas que ainda estão na zona de guerra", afirmou o porta-voz da ONU Gordon Weiss.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, enviou à região Vijay Nambiar, cujo objetivo é, mais uma vez, negociar com as autoridades do Sri Lanka uma trégua humanitária. O governo do Sri Lanka rejeita qualquer proposta de trégua por crer estar perto da vitória.

O premiê britânico, Gordon Brown, disse neste sábado que o governo do Sri Lanka sofrerá "consequências" se não permitir que a população civil tenha acesso à ajuda humanitária e se não colocar encerrar sua ofensiva. Em comunicado, o premiê lembrou que seu governo pediu "repetidamente o fim da violência" naquele país, antiga colônia britânica.

No final de abril passado, os chanceleres David Miliband (Reino Unido) e Bernard Kouchner (França) fizeram uma rara viagem ao Sri Lanka para pedir trégua, sem sucesso. Na época, Rathnasiri Wickremanayake, premiê do Sri Lanka, os chamou de "marionetes que se dizem especialistas" e os acusou de tentar evitar a prisão dos líderes tâmeis. Sob o Reino Unido, eram os tâmeis que gozavam de privilégios sobre os cingaleses.

Conflito no Sri Lanka

O governo do Sri Lanka voltou a afirmar, neste sábado, que sua guerra contra o separatista Tigres Tâmeis, que dura mais de 25 anos, acabará "muito em breve". Nesta sexta-feira (15), o Exército dominou por completo a faixa litorânea da zona de guerra onde os rebeldes estão confinados há alguns meses, o que inviabiliza a fuga deles pelo mar.

Para o Ministério da Defesa cingalês, como a fuga ficou impossível, os Tigres Tâmeis devem estar preparando um suicídio em massa.

Faz alguns meses que os rebeldes estão encurralados em uma faixa estreita de floresta e de praia com cerca de 3 km2 --o equivalente a 30 campos de futebol-- na Província Oriental, que permaneceu anos sob o controle efetivo dos rebeldes. Nesta zona de guerra estão, além dos rebeldes, entre 30 mil e 80 mil civis, estima a ONU (Organização das Nações Unidas).

Há diversas semanas, a ONU e os governos do Reino Unido e da França pedem que o Sri Lanka dê uma trégua humanitária nos violentos bombardeios para permitir a saída desses civis, mas o governo rejeita a opção por acreditar estar próximo da vitória. Segundo fontes militares, o líder tâmil Velupillai Prabhakaran, 54, continua a frente dos Tigres Tâmeis.

Prabhakaran foi condenado por diversos ataques no Sri Lanka. Ele também é procurado na Índia, onde foi condenado pelo assassinato, em 1991, do ex-premiê Rajiv Gandhi, morto após a explosão de uma mulher-bomba, supostamente dos Tigres Tâmeis, em um comício, em um aparente ato de vingança pelo envio de uma força de paz ao Sri Lanka, em 1987.


Militares do Sri Lanka recebem grupo de civis refugiados dos confrontos entre o governo e os Tigres Tâmeis

Em 2007, os Tigres Tâmeis controlavam um território de 15 mil km2 no norte e leste do Sri Lanka e pretendiam criar um território independente para a minoria étnica tâmil, que sofreu discriminação com sucessivos governos da maioria cingalesa. Em janeiro deste ano, porém, o governo decidiu iniciar a sua "ofensiva final" contra a guerrilha.

Desde então, conforme a ONU, cerca de 6.500 civis foram mortos na zona de guerra, à qual apenas a Cruz Vermelha tem acesso. Na quinta-feira passada (14), a Cruz Vermelha afirmou que o Sri Lanka passa por uma "catástrofe humanitária imaginável" e que a população "estava abandonada à própria sorte".

Na sexta-feira, o Exército disse que os rebeldes estavam "abandonando" a luta. O presidente cingalês Mahinda Rajapakse, que está na Jordânia, afirmou que retornaria domingo (17) para o país como "dirigente de uma nação que acabou com o terrorismo", informou a rádio pública cingalesa Sri Lanka Broadcasting Corporation.

Na quarta-feira passada (13), Selvarasa Pathmanathan, porta-voz dos Tigres Tâmeis, afirmou que a guerrilha estava feliz com os pedidos da comunidade internacional por um fim pacífico e que estava disposta a fazer "o necessário" para poupar os civis.

Na esperança de evitar mais mortes, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, enviou o seu chefe-de-gabinete para o país.

Exército do Sri Lanka diz que rebeldes tâmeis "abandonam combate"

Pouco depois de anunciar que a grande ofensiva lançada contra os rebeldes separatistas estava na fase final, o Exército do sri Lanka afirma que a guerrilha separatista do movimento dos Tigres Tâmeis "estão lentamente abandonando" no nordeste da ilha. Os confrontos deixaram mais de 6.500 mortos e 14 mil feridos, segundo estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas), e causaram a fuga de milhares de civis tâmeis e cingaleses.

"Eles estão lentamente abandonando. Explodiram suas munições e suas armas", declarou o porta-voz das Forças Armadas cingalesas, o general Udaya Nanayakkara, à agência internacional France Presse.

O oficial afirmou que cerca de 10 mil civis tâmeis haviam passado para o território do governo e que "não restava quase ninguém" na faixa litorânea de 4 km¦ ainda sob poder dos Tigres de Libertação do Eelam Tâmil. De acordo com o porta-voz, a expectativa do governo é que todos os civis sejam resgatados em até 48 horas.


Fotografia cedida pelo Exército mostra alguns dos civis que conseguiram escapar dos confrontos violentos

Cerca de 50 mil pessoas estão encurraladas na zona de conflito com os rebeldes que, segundo o Exército, transformam a população em escudos humanos. O comando dos Tigres Tâmeis rejeita a rendição e exige que todos os rebeldes carreguem uma cápsula de cianeto e a engulam, em caso de captura.

A guerrilha separatista não comentou o anúncio, mas o site ligado ao grupo, Tamilnet.com, indicou que o enclave rebelde estava envolto pela fumaça dos combates que continuavam sendo travados.

A crise humanitária dos civis --que sofrem com a falta de medicamentos e comida-- levou nesta quarta-feira (13) o Conselho de Segurança da ONU a pedir ao governo do Sri Lanka que respeite seu compromisso de suspender o bombardeio com artilharia pesada contra o reduto da guerrilha.

Os rebeldes lutam, desde 1983, para criar um território independente para a minoria étnica tâmil, que sofreu discriminação com os sucessivos governos da maioria cingalesa. Tanto os Estados Unidos quanto a Europa consideram o grupo terrorista.

Investigação

O escritório de direitos humanos da ONU afirmou nesta sexta-feira que um inquérito independente deve ser aberto para julgar as recentes mortes de civis no Sri Lanka. Os confrontos incluem até mesmo o único hospital da região, que foi bombardeado três vezes em 11 dias.

Exército e rebeldes trocam acusações pela morte de civis. As tropas afirmam que os rebeldes matam inocentes para acusar o governo e ganhar a simpatia da imprensa e da comunidade internacional em um possível acordo de cessar-fogo.


Fotografia cedida pelas tropas cingalesas mostram soldados na praia na área de não combates no Sri Lanka

Um porta-voz do escritório, Rupert Colville, afirmou que há evidência de que os rebeldes forçam os civis a permanecerem nas áreas atacadas e atiram naqueles que tentam fugir.

Em março, a diretora-geral de direitos humanos da ONU, Navi Pillay, afirmou que as ações de ambos os lados da guerra civil "podem ser classificadas como crimes de guerra e contra a humanidade".

Colville afirmou a repórteres em Genebra, na Suíça, que "nada que tenham visto desde então fez com que mudassem de ideia" sobre os crimes cometidos no Sri Lanka.


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Com France Presse e Associated Press

Ofensiva do governo mata 378 e fere mais de mil no Sri Lanka

Para Human Rights Watch, comandantes deveriam ser julgados por crimes de guerra, por atacar hospitais

Uma ofensiva do exército do Sri Lanka contra os rebeldes do Tigres do Tâmil matou, na madrugada deste domingo, 10, cerca de 378 civis e feriu mais de 1.100, de acordo com médicos do governo. Segundo o Dr. V. Shanmugarajah, este foi o dia mais sangrento já registrado na ofensiva do governo contra os rebeldes. Ele acredita que muito mais pessoas podem ter sido mortas já que a contagem foi feita apenas dos corpos trazidos até o hospital onde ele trabalha na zona de guerra, no nordeste do país. O médico disse também que muitas bombas explodiram nas proximidades dos hospitais.

O site TamilNet, vinculado aos rebeldes, diz que cerca de 2 mil civis podem estar mortos em função dos ataques do governo do Sri Lanka, o que o exército nega. A organização Human Rights Watch faz acusação similar, dizendo que os militares do Sri Lanka tem repetidamente atingido hospitais na zona de guerra com ataques de artilharia e aéreos e que os comandantes envolvidos nestes ataques deveriam "ser julgados por crimes de guerra".

Mas, segundo o porta-voz dos militares, as forças do governo estão utilizando apenas pequenas armas para conter os Tigres do Tâmil, sem a utilização de explosivos.

O governo enviou medicamentos para a zona de guerra nos últimos dias mas há falta de médicos e enfermeiras, o que torna difícil qualquer tratamento.

O número dois das forças navais da guerrilha tâmil, Chelliyan, morreu durante uma ofensiva na qual as tropas do Exército do Sri Lanka assumiram o controle de uma linha defensiva dos rebeldes no município de Karyalamulleivaikkal, o último reduto dos rebeldes no norte da ilha, nesta quinta, 8.

Antes, o Exército tinha informado que "o segundo no comando" da guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), identificado como Wellayan, tinha morrido nessa ofensiva.

Segundo um breve comunicado, as tropas tinham obtido a confirmação da morte de Wellayan ao interceptar uma comunicação dos LTTE.

Em 24 de abril, um alto comando do Exército afirmou que o líder da guerrilha tâmil, Vellupillai Prabhakaran, permanecia escondido na última faixa de território sob controle dos LTTE.

No começo do ano, as tropas governamentais intensificaram sua ofensiva contra os tigres tâmeis, que resistem em uma zona litorânea de apenas 4 quilômetros junto a cerca de 50 mil civis, segundo cálculos da ONU.



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Confronto entre Exército e oposição mata um e agrava crise em Bancoc


Manifestante distribui rosas pelo fim da violência entre oposicionistas e tropas do Exército em Bancoc

Um tiroteio em uma área residencial de Bancoc, capital da Tailândia, deixou ao menos um morto, o primeiro desde a escalada dos violentos protestos da oposição pela renúncia do premiê Abhisit Vejjajiva. O episódio agrava a crise política em Bancoc, que continua em estado de exceção decretado neste domingo (12) e que levou o Exército às ruas.

O ministro Sathit Wongnongtoey afirmou que o tiroteio entre manifestantes e tropas aconteceu nos arredores de um mercado em uma área residencial tomada pelos camisas vermelhas --que querem derrubar o governo de Abhisit e abrir caminho para o retorno ao país do ex-premiê Thaksin Shinawatra, deposto em um golpe de Estado em 2006 sob acusações de corrupção e abuso de poder e que está no exílio.

"Houve um sério enfrentamento em frente à sede do governo entre manifestantes e moradores da vizinhança. Três destes últimos foram atingidos por bala e um morreu no hospital", declarou Satit.

Ele afirmou a um canal de televisão local que duas pessoas ficaram feridas nos confrontos, que ocorreram próximo à concentração dos manifestantes, do lado de fora do palácio do governo. Ainda segundo o ministro, a vítima é um homem de 54 anos. "Pessoas próximas a ele confirmaram que ele foi morto por camisas vermelhas", afirmou.

Chatri Charoenchivakul, do Centro de Coordenação de Emergência de Erawan, afirmou que a vítima levou um tiro no peito.

Saldo

Os confrontos desta segunda-feira entre manifestantes contra o governo e soldados já deixam 94 feridos em Bancoc, entre soldados e oposicionistas. A agência de notícias France Presse já fala em 101 feridos.

Segundo o Instituto de Emergência Médica do país, 24 dos feridos ainda estão hospitalizados.

Os confrontos desta segunda-feira marcam a escalada dos protestos dos camisas vermelhas. A agência de notícias France Presse informa que três ônibus foram incendiados e barricadas foram criadas em Din Daeng. Um edifício do ministério da Educação e sete ônibus foram incendiados perto da sede do governo, diante da qual estava reunida a maior parte dos manifestantes. Os manifestantes atiravam coquetéis molotov e pedras contra os soldados

Segundo a agência de notícias Associated Press, eles roubaram dezenas de ônibus públicos para fazer bloqueios em intersecções importantes da capital, queimaram pneus e veículos e jogaram dois veículos --um deles em chamas- contra linhas de soldados.

Há dois dias, os manifestantes quebraram as janelas de vidro e invadiram um centro de convenções que sediaria a cúpula asiática. O evento foi canelado e os líderes regionais tiveram que deixar o país imediatamente.

Reação

O Exército respondeu com disparos de advertência e bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes. Centenas de soldados ocuparam no fim da tarde tarde uma praça próxima do local.

O Exército da Tailândia utilizará "todos os meios possíveis" para restabelecer a ordem em Bancoc, advertiu o comandante das Forças Armadas, Songkitti Jaggabatara. "Não usaremos a força para reprimir nosso povo, pois somos plenamente conscientes de que são tailandeses. Mas nos reservamos o direito de fazer uso das armas em legítima defesa."

Abhisit afirmou nesta segunda-feira que os manifestantes devem voltar para casa, enquanto Shinawatra, em uma entrevista ao canal americano CNN, acusou as autoridades de maquiar o balanço de vítimas e afirmou que várias pessoas morreram na reação do Exército.

"Nas próximas horas serão adotadas várias medidas para garantir a segurança de todos os grandes portos, aeroportos e grandes infraestruturas", declarou o porta-voz do governo, Panitan Wattanayagorn.

Crise

O governo de Abhisit assumiu depois de seis meses de intensos protestos dos camisas amarelas, oposicionistas do antecessor. Os novos protestos levantam dúvidas se a Tailândia conseguirá, sozinha, deixar a grave crise política marcada por confrontos entre manifestantes e as forças de segurança.

Neste domingo (12), o governo decretou estado de exceção para tentar conter os protestos. A medida proíbe as reuniões de mais de cinco pessoas e as concentrações públicas que as autoridades considerarem que podem representar uma ameaça para a ordem.

A crise, contudo, parece persistir em um país onde quatro premiês nos últimos 15 meses não conseguiram resolver as divisões políticas entre aliados do governo real, militares, elite econômica e uma população rural simpatizante de Thaksin.

Eles acusam Abhisit, eleito há quatro meses --após a queda do seu antecessor, Somchai Wongsawat, aliado de Thaksin-- de ter chegado ao poder ilegalmente e de ser um fantoche nas mãos do Exército e de alguns conselheiros do rei Bhumibol Adulayadej.

Thaksin, 59, polêmico empresário bilionário que foi premiê de 2001 a 2006, quando foi derrubado por generais monárquicos, fugiu para o exterior para evitar uma condenação e diversas investigações por corrupção, mas continua sendo popular, sobretudo entre as pessoas mais pobres.

Protestos continuam em Bangcoc e governo declara estado de emergência

Neste sábado, manifestantes conseguiram impedir realização de cúpula. Eles exigem saída do primeiro-ministro tailandês.


Manifestantes antigoverno se reúnem em Bancoc para ouvir discurso do líder oposicionista Jatuporn Promphan

O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, decretou estado de emergência na capital, Bangcoc, neste domingo (12) após manifestantes continuarem os protestos que na manhã de sábado impediram a realização da cúpula de países asiáticos.


Manifestantes atacam carro do primeiro-ministro tailandês nas ruas de Bangcoc neste domingo (12) (Foto: Reuters)

Centenas de opositores do governo tomaram as ruas da capital assim que o estado de emergência foi anunciado e o carro em que estava o próprio primeiro-ministro foi atacado (veja no vídeo acima). Os manifestantes também dominaram ônibus públicos na tentativa de bloquear as principais ruas da cidade.

Eles são apoiadores do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que foi deposto em um golpe militar de 2006 por alegações de corrupção e abuso de poder. Quem o defende diz que Abhisit, que governa há quatro meses, não foi eleito pelo povo e deve deixar o poder para que novas eleições sejam feitas.

O estado de emergência proíbe aglomerações de mais de cinco pessoas, reportagens consideradas ameaçadoras à ordem pública e permite ai governo convocar o Exército a qualquer momento. Mas, segundo a agência de notícias Associated Press, há sinais de que o governo talvez não consiga conter os protestos. Repórteres da agência relatam a fúria dos manifestantes, que carregavam pedra e paus.

"Eu acredito que as pessoas têm visto o que acontece comigo. Que os manifestantes tentaram me agredir e destruir o carro", disse Abhisit numa aparição na TV.

O porta-voz do Exército, coronel Sansern Kaewkamnerd, disse que soldados e a polícia estavam se posicionando em 50 pontos chave da cidade, incluindo estações de ônibus e trem. Cerca de 400 soldados fazem a proteção do rei Bhumibol Adulyadej, no palácio Chitralada, mas acredita-se que a família real esteja na residência de praia.


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Polícia prende líder de protesto na Tailândia

Manifestantes atacaram, no sábado, sede da cúpula asiática. Encontro foi cancelado por motivos de segurança.

A polícia tailandesa deteve neste domingo (12) o principal líder dos manifestantes que atacaram, no sábado, a sede da cúpula asiática. O protesto levou o governo do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva a cancelar o encontro por motivos de segurança.

O general da polícia nacional, Supon Pansua, anunciou em entrevista coletiva a detenção de Arisman Poongruengrong, que esteve à frente dos cerca de 300 manifestantes que irromperam pela força no recinto que abrigava a conferência.

Horas antes, o primeiro-ministro tailandês anunciou que a justiça tinha emitido ordens de detenção contra os líderes do protesto antigovernamental que forçou o cancelamento da cúpula asiática.

Vejajiva disse que as detenções dos responsáveis pelo ataque ao hotel de Pattaya que abrigava a sede da cúpula anual da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) será praticada pela polícia nos próximos dias.

Os líderes do protesto que foram seguidos por várias centenas de opositores do governo, conhecidos por “camisetas vermelhas”, clamaram vitória depois que o governo anunciou o cancelamento da conferência.

Os manifestantes, partidários do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto em 2006 por meio de um golpe de estado perpetrado pelos militares, exigiam a renúncia do governo e a realização de eleições antecipadas.

A Tailândia está imersa em uma crise política que arrasta desde o levante militar contra o multimilionário Shinawatra, no exílio e condenado à revelia a dois anos de prisão por um delito de abuso de poder.

O governo anunciou que a cúpula da Asean será realizada em agosto em uma cidade, ainda a ser definida, da Tailândia.


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F-1: Button ganha corrida encerrada pela chuva na Malásia


Momento da interrupção da prova na Malásia

KUALA LUMPUR - Jenson Button conseguiu neste domingo sua segunda vitória na temporada 2009 da Fórmula 1. Ele foi beneficiado com a interrupção do GP da Malásia na volta 32 devido à chuva forte que caiu no circuito de Sepang, numa corrida bastante agitada. Como foram disputados menos de 2/3 da corrida, valem metade dos pontos na classificação do Mundial, ou seja, o inglês da Brawn GP lidera com 15.

Nick Heidfeld (BMW) é quem fica com o segundo lugar e o terceiro é Timo Glock, da Toyota. Rubens Barrichello, da Brawn, é o quinto colocado, com os outros dois brasileiros fora da zona de pontuação: Felipe Massa (Ferrari) é o nono colocado e Nelsinho Piquet (Renault) o 13.º.


Nico Rosberg (Williams) passa Jenson Button (Brawn) logo na largada do GP da Malásia, assumindo o primeiro lugar da corrida.

A largada teve muitas mudanças de posições. Barrichello e Rosberg foram os mais espertos e ganharam três posições e subiram para quarto e primeiro lugar, respectivamente. Não tiveram sucesso Robert Kubica (BMW), que não conseguiu nem largar - alegando que "ouvia barulhos estranhos no motor" na volta de apresentação -, e Heikki Kovalainen (McLaren), que mais uma vez não completou a primeira volta.

ULTRAPASSAGENS

Em 20 voltas a corrida teve excelentes momentos de ultrapassagem. O espanhol Fernando Alonso protagonizou vários deles, sempre tentando manter a posição, com a ajuda do kers (potência adicional), mas pagando pela irregularidade de seu Renault. Quase saiu de pista com Kimi Raikkonen e depois, na reta com Mark Webber, só perdeu a então sexta posição por não conseguir frear a tempo, depois de tentar driblar o australiano.

As posições de pista mudaram bastante quando começou a chuva, na volta 18. E aí teve quem fez certo, mas muito cedo - caso de Raikkonen, que colocou pneu de chuva quando estava seco e os destruiu - ou errado, como a Brawn, que usou pneus lisos com Button e Barrichello. Duas voltas depois trocaram para pneu de chuva. As estratégias foram mudando ainda na sequência, com a dupla da Brawn novamente na ponta na volta 28.

INTERRUPÇÃO

Na volta 31, com chuva intensa e após muitas trocas de pneus por parte de todos os pilotos - o líder Button já tinha quatro -, foi preciso a entrada do safety car. A iluminação natural da pista caiu muito e a organização da prova teve de interromper a corrida, com bandeira vermelha. Neste momento, Jenson Button liderava, com Timo Glock em segundo e Nick Heidfeld em terceiro lugar. Barrichello era o quinto, Massa o nono e Nelsinho Piquet o 13.º.

Mas, algumas posições mudaram na classificação final, porque o que valia era a volta anterior à bandeira vermelha. A confirmação do encerramento da corrida só foi anunciado cerca de uma hora após a interrupção. "Nono ou último é a mesma coisa. Para mim era melhor continuar a corrida. Mas tinha de paralisar a corrida", disse Felipe Massa, com bom humor, enquanto esperava pelo possível reinício da corrida, em entrevista à TV Globo.


Nick Heidfeld (BMW, 2.º), Jenson Button (Brawn GP, 1.º) e Jarno Trulli (Toyota, 3.º), o pódio do GP da Malásia de Fórmula 1, em Kuala Lumpur, corrida encerrada devido à chuva na volta 31

CLASSIFICAÇÃO

Na classificação do Mundial de Pilotos, Barrichello é o vice-líder com 10 pontos, com Trulli em terceiro, com 8,5 e Timo Glock em quarto com 8. No Mundial de Construtores, a Brawn tem 25 pontos, com a Toyota em segundo (16,5) e a BMW em quarto com apenas 4 pontos.

A próxima etapa é o GP da China, daqui duas semanas, no dia 19 de abril, com largada prevista para as 4 horas (de Brasília), para 56 voltas.

FÓRMULA 1 2009 - GP DA MALÁSIA
CLASSIFICAÇÃO FINAL - 31 voltas (de 56 previstas)
1.º - Jenson Button (ING/Brawn GP), 1h10min59s092
2.º - Nick Heidfeld (ALE/BMW-Sauber)
3.º - Timo Glock (ALE/Toyota)
4.º - Jarno Trulli (ITA/Toyota)
5.º - Rubens Barrichello (BRA/Brawn GP)
6.º - Mark Webber (AUS/Red Bull)
7.º - Lewis Hamilton (ING/McLaren)
8.º - Nico Rosberg (ALE/Williams)
9.º - Felipe Massa (BRA/Ferrari)
10.º - Sebastien Bourdais (FRA/Toro Rosso)
11.º - Fernando Alonso (ESP/Renault)
12.º - Kazuki Nakajima (JAP/Williams)
13.º - Nelsinho Piquet (BRA/Renault)
14.º - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)
15.º - Sebastian Vettel (ALE/Red Bull)
16.º - Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso)
17.º - Adrian Sutil (ALE/Force India)
18.º - Giancarlo Fisichella (ITA/Force India)

Não terminaram a corrida:
Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), abandono, volta 1
Robert Kubica (POL/BMW Sauber), abandono, volta 2

Volta mais rápida: Jenson Button (ING/Brawn GP), 1min36s641, na volta 18

Na Indonésia, Hillary tenta reforçar elo com islâmicos

Secretária de Estado diz que Jacarta reúne "Islã, democracia e modernidade" e compartilha 'valores' com EUA


Hillary visita projeto da ONU na Indonésia

JACARTA - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, terminou nesta quinta-feira, 19, uma visita oficial à Indonésia, o maior país muçulmano, com a mensagem de que a administração do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quer se aproximar do mundo islâmico. Hillary deixou Jacarta, segunda escala de sua viagem pela Ásia, após uma reunião com o presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, mas nenhum dos dois deu declarações ao final da reunião.

No encontro, Yudhoyono e Hillary abordaram assuntos de "interesse bilateral, regional e global", entre eles a situação nos territórios palestinos, uma questão especialmente delicada para a Indonésia. Yudhoyono, segundo o porta-voz presidencial, Dino Patti Djalal, defendeu diante de Hillary a consolidação de Estados israelense e palestino no Oriente Médio como única fórmula viável para alcançar a paz na região. Os dois concordaram também na necessidade de colaborar na reconstrução da Faixa de Gaza, após a ofensiva israelense de dezembro e janeiro. Indonésia e Estados Unidos confirmaram sua participação na conferência de doadores que será realizada em março, no Egito.

Com a visita da secretária de Estado americana, a Indonésia buscou fortalecer seu papel no contexto internacional e se posicionar diante dos EUA como um possível mediador com o mundo muçulmano, devido a seu perfil moderado e democrático e seus vínculos afetivos com Obama, que morou em Jacarta durante a infância. O ministro de Relações Exteriores indonésio, Hassan Wirajuda, afirmou na quarta-feira, depois de se reunir com Hillary, que a Indonésia pode ser "um bom aliado" dos EUA "para chegar a outros países muçulmanos".

Hillary reconheceu que a Indonésia, país que reúne "Islã, democracia e modernidade", e compartilha "valores" com os Estados Unidos, tem uma grande importância estratégica. Por isso, a mais importante que a secretária de Estado americana trouxe nesta viagem foi a de chegar a um "acordo integral" com a Indonésia, como ela mesma explicou, e cujo objetivo último é a promoção "da democracia e do desenvolvimento econômico". Nesse contexto, Hillary disse que os Estados Unidos consideram que a ajuda da Indonésia pode ser crucial em seus esforços para que o povo de Mianmar (antiga Birmânia) "viva mais livremente" e "possa escolher seus dirigentes". Ela acrescentou que a Junta Militar birmanesa, que governa de forma ditatorial desde o levante de 1962, "não foi influenciada pela pressão internacional ou pelas sanções", por isso é preciso abordar seu processo de democratização a partir de uma ótica regional.

No entanto, a aliança bilateral que os dois governos pretendem implementar, e que o presidente indonésio já esboçou em novembro, abrangeria diferentes áreas de cooperação, da mudança climática ao desmatamento, e da educação à luta contra o terrorismo, além do comércio e da integração regional dentro da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Hillary destacou que a Indonésia pode ser um bastião da democracia e do desenvolvimento, devido à capacidade do país de "de viver em harmonia" e à "vibrante sociedade civil", após a forte transformação dos últimos dez anos. A chefe da diplomacia americana se referia ao processo de reforma política e democratização que ocorreu depois do fim do regime do general Suharto, em 1998. Os observadores entendem que a escala em Jacarta da secretária de Estado americana buscou também preparar uma eventual visita oficial de Obama à Indonésia ainda este ano, mas, oficialmente, não há indicação a respeito.

Hillary partiu para a Coreia do Sul, terceira escala de sua primeira viagem oficial, que começou no Japão e terminará na China, o que sugere a importância da Ásia para a política externa da nova administração americana.

Singapore Airlines vai reduzir frota em 17%

da France Presse, em Cingapura


A companhia aérea Singapore Airlines anunciou nesta segunda-feira que vai suprimir 17% da frota em um ano, devido aos efeitos da crise econômica, que afeta o número de passageiros.

A companhia vai retirar do mercado 17 aviões no ano fiscal que vai de abril de 2009 a março de 2010.

No dia 1º de fevereiro, a companhia tinha 102 aeronaves em sua frota.

"A queda no transporte aéreo foi forte e rápida", disse o diretor geral da empresa, Chew Choon Seng.


Airbus A-380 da Singapore Airlines

Crise ''engole'' 30 milhões de carros

Montadoras devem fechar 35 fábricas e cortar 124 mil trabalhadores no mundo até 2010, a maior parte nos EUA



Cleide Silva

Quase 30 milhões de carros vão sobrar no mundo este ano. A indústria automobilística deve produzir 59,3 milhões de veículos, segundo estimativas, embora tenha capacidade instalada para fabricar 87,8 milhões. Com ociosidade acima de 30%, demissões de trabalhadores e fechamento de fábricas devem ocorrer por todos os continentes, muitas delas já anunciadas.

Até agora, as montadoras divulgaram planos - parte já efetivado - de cortar 124 mil vagas até 2010, a maioria nos Estados Unidos, onde em janeiro as vendas despencaram 37% e na Europa, que em igual período registrou queda de 27%, a maior em 20 anos. O número de fábricas a serem fechadas beira 35.

O setor automobilístico reúne uma cadeia imensa, que vai da mineradora que produz matéria-prima para o aço dos carros até a costureira que faz o uniforme do metalúrgico. Em todos os países, o setor tem importante participação no Produto Interno Bruto (PIB). Uma demissão na linha de montagem puxa dezenas de outras, o chamado efeito dominó.

"O que está ocorrendo neste momento é uma catástrofe global na indústria de veículos", declarou semana passada o diretor do grupo francês PSA Peugeot Citroën, Christian Streiff. Segundo ele, até mesmo os emergentes Brasil, Rússia e China, antes considerados "geradores de crescimento", interromperam o movimento de alta.

Estudo recém-concluído pela consultoria internacional PricewaterhouseCoopers mostra que, entre os 20 maiores fabricantes mundiais, 19 vão diminuir a produção de automóveis e comerciais leves neste ano em relação a 2008. O único país que não terá saldo negativo, a China, vai registrar elevação de apenas 1,5%, após quatro anos seguidos de crescimento médio de 20% (ver mapa acima).

"Está sobrando capacidade e é difícil imaginar uma rápida recuperação nos próximos anos para usá-la", admite o presidente da General Motors do Brasil, Jaime Ardila. "O excesso custa muito dinheiro". Há dez anos, a indústria automobilística tinha capacidade de fabricar 70 milhões de veículos ao ano e já contabilizava excedente de 20 milhões de unidades.

Desde então, algumas fábricas foram fechadas nos Estados Unidos, mas várias outras foram inauguradas principalmente em países asiáticos, no Leste Europeu e no Brasil, que no ano passado tornou-se o sexto maior produtor de carros, duas posições à frente da que tinha em 2007.

NOVA PAISAGEM

O excesso de capacidade de 28,5 milhões de veículos que deixarão de ser feitos este ano equivale praticamente à produção prevista pelos quatro principais mercados mundiais: Japão, EUA, China e Alemanha, sem contar caminhão e ônibus.

Só de um ano para outro serão perdidos quase 7 milhões de carros. A produção global deve cair de 66,2 milhões de veículos em 2008 para 59,3 milhões este ano, o que representará uso de apenas 67,5% da capacidade produtiva das empresas.

Para o brasileiro Carlos Ghosn, presidente mundial do grupo Renault/Nissan, se o desempenho do primeiro mês do ano se mantiver, as vendas da indústria automobilística chegarão a no máximo 50 milhões de unidades. "A crise pode ser longa. Nos obriga a mudar os planos e vai alterar a paisagem do setor automobilístico mundial", disse na semana passada.

Entre os países, o Japão se mantém este ano como maior fabricante de veículos (9,6 milhões de unidades), mas o segundo colocado passa a ser a China (7,5 milhões), que vai desbancar os EUA (7,2 milhões). Os números não incluem caminhões e ônibus. Em 2012, a China completa sua virada e passa a ser a maior produtora mundial (com 10,9 milhões de unidades), deixando o Japão em segundo lugar (10,4 milhões) e os EUA em terceiro (9,8 milhões).

A Price calcula que a produção brasileira vai cair 13%, interrompendo uma sequência de alta média de 10% verificada a partir de 2003. "Mesmo incluindo caminhões e ônibus, o porcentual de queda deve ser o mesmo", diz Marcelo Cioffi, da Pricewaterhouse do Brasil. O número total deve ficar próximo a 2,8 milhões de veículos, ante 3,2 milhões em 2008. Ardila, da GM, trabalha com igual volume para este ano.

O Brasil, na opinião de Cioffi, volta a se recuperar a partir do próximo ano e chegará em 2012 com uma produção de 3,3 milhões de automóveis e comercias leves,mantendo-se assim no sexto lugar entre os maiores produtores, posição alcançada no ano passado. Até lá, porém, o País já terá capacidade produtiva próxima aos 5 milhões de veículos, caso os investimentos anunciados pelas empresas não sejam interrompidos.

A sobra de capacidade no mundo é geral, não só automotiva, afirma o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider. Uma das consequências no ramo de veículos, diz ele, é regiões como Europa e América do Norte exportarem seus excedentes para mercados hoje abastecidos pelo Brasil. "Vamos enfrentar concorrência onde antes ela não existia."

Exército do Sri Lanka conquista a capital rebelde e sofre ataque suicida

O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, anunciou nesta sexta-feira a conquista de Kilinochi, considerada capital da guerrilha tâmil, após várias semanas de confronto entre as tropas governamentais e os rebeldes.

Suicide blast in Sri Lanka as rebel stronghold falls



Pouco depois, um suposto ataque suicida atingiu a base da Força Aérea do Sri Lanka na capital Colombo. Uma fonte do ministério da defesa do país informou à agência de notícias Efe que a explosão foi causada por um suicida que dirigia uma moto, deixando pelo menos dois mortos e 20 feridos. A fonte atribuiu o atentado à guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE).

O site "TamilNet", que apoia a guerrilha, reconheceu que Kilinochi foi "ocupada", mas diz que o LTTE transferiu sua infraestrutura a outra área do noroeste da ilha. "O Exército do Sri Lanka invadiu uma cidade virtualmente fantasma", ressalta a "TamilNet", que admite que as tropas cingalesas tomaram o controle da cidade pela primeira vez em dez anos.

A queda da cidade representa um duro revés para a LTTE, que administrava a partir de Kilinochi seu próprio sistema administrativo, tribunais de justiça e polícia.

As tropas já haviam tomado nesta quinta-feira (1º) a estratégica cidade de Paranthan, limitando as provisões aos guerrilheiros do norte por uma importante estrada, segundo o porta-voz militar Udaya Nanayakkara.

20 anos de guerrilhas


O Exército do Sri Lanka vinha empreendendo uma dura ofensiva contra a guerrilha em seus redutos do norte do país, onde ganhou amplas parcelas de território que até agora estavam nas mãos dos rebeldes. Em três dias, 50 rebeldes tâmeis morreram.

Os LTTE lutam há mais de 20 anos contra o governo pedindo um Estado independente para as áreas de maioria tâmil, no norte e no leste do país, em um conflito que já custou a vida de mais de 100 mil pessoas.

O grupo rebelde iniciou sua batalha contra o governo em 1983 e diz defender o direito das minorias tâmeis diante da opressão de sucessivos governos da maioria cingalesa, desde que o Sri Lanka se tornou independente do Reino Unido, em 1948.

Força Aérea do Sri Lanka ataca refúgios de chefe da guerrilha tâmil

A Força Aérea do Sri Lanka bombardeou neste sábado duas localidades supostamente freqüentados pelo líder da guerrilha tâmil, Velupillai Prabhakaran, ao tempo em que as tropas de terra tomaram uma nova região no norte do país.

Leia mais

Os enclaves bombardeados ficam no distrito de Mullaitivu, um dos redutos da guerrilha dos LTTE (Tigres de Libertação da Pátria Tâmil, na sigla em inglês), disse, em comunicado, o porta-voz da Força Aérea do país, Janaka Nanayakkara.

"Os aviões atuaram contra um esconderijo em uma área de floresta um quilômetro ao sudeste da base de Vishwamadhu, e também um ponto secreto de encontro de líderes dos LTTE em Puthukkudiyiruppu", disse.

Os bombardeios coincidem com novos avanços das tropas de terra no distrito, que, segundo o Ministério da Defesa cingalês, tomaram o controle nesta sexta-feira da cidade de Mulliawalai, após duros combates contra a guerrilha.

O Exército do Sri Lanka está em uma dura ofensiva contra a guerrilha em seus redutos do norte do país, onde ganhou amplas faixas de território até então nas mãos dos rebeldes.

Mais de 200 soldados e rebeldes morreram em confrontos em abril, quatro meses antes do governo romper o cessar-fogo assinado em 2002 e declarar guerra contra os tigres tâmeis. Os confrontos entre tropas nacionais e rebeldes costumam deixar um grande número de vítimas já que os dois lados usam artilharia pesada e há muitas minas terrestres na região.

Histórico

Independente do Reino Unido desde 1948, o Sri Lanka sofre com o conflito mais antigo da Ásia, uma guerra entre o Exército e a guerrilha tâmil, com fases alternadas de combates, atentados e períodos de relativa calma.

Os Tigres Tâmeis, que são de religião hindu, começaram sua luta em 1972 pela independência do norte e nordeste do Sri Lanka, cuja população é 75% budista. Cerca de 70 mil pessoas morreram em três décadas de insurreição armada.

Os Tigres estão na lista de terrorismo da Europa e dos Estados Unidos. Eles argumentam que os sucessivos governos da maioria étnica dos cingaleses levaram à discriminação contra eles, desde a independência.

O governo cingalês encerrou um cessar-fogo com o movimento em janeiro e se comprometeu a acabar com os rebeldes até o final do ano. O ataque causou um aumento dos atentados a bomba em Colombo.

Mais de 10 mil monges budistas fazem manifestação na Tailândia

Grupo se uniu no sul do país. Ato foi marcado pelo espírito pacifista.


Mais de 10 mil monges budistas se unem perto de Lopburi, na Tailândia, para rezar pela paz. Sul do país ainda tem cenas de violência por conta da instabilidade política (Foto: David Longstreath/AP)

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