Ex-presidente havia sido internado com urgência na manhã desta quarta. Ele e a presidente Cristina Kirchner descansavam em El Calafate.
Néstor Kirchner, em foto de maio deste ano/(Foto: Juan Mabromata /AFP)
O ex-presidente argentino Néstor Kirchner morreu nesta quarta-feira (27), anunciaram os jornais locais 'La Nación' e 'Clarín', após ter sido internado em estado grave com problemas cardíacos.
Segundo a imprensa local, ele foi internado com urgência nesta manhã, em El Calafate. Fontes próximas falam de um ataque cardíaco.
O ex-presidente e sua esposa, a presidente Cristina Kirchner, descansavam na cidade desde o final de semana passado, segundo o 'La Nación'.
Em meados de setembro, Kirchner foi submetido a uma angioplastia coronária, um procedimento para a dilatação de uma obstrução ou estreitamento das artérias do coração.
Ele havia sido internado com dores no peito. De acordo com nota divulgada pelo governo à época, o procedimento foi um “sucesso” e também incluiu a colocação de um “stent”, uma prótese metálica que, posicionada no interior de artérias coronarianas obstruídas, normaliza o fluxo sanguíneo local.
Segundo o 'La Nación', os problemas de saúde do ex-presidente e deputado não eram novos. Em 2004, teve um crise gástrica derivada de uma síndrome do cólon irritável. Em fevereiro, foi submetido a uma cirurgia emergencial de alta complexidade para desobstruir a artéria carótida direita.
Fonte: G1 - Agências - TV Globo
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SIP critica tentativa do governo de controlar papel de jornal
Entidade classifica medida como inconstitucional
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) criticou, nesta quarta-feira, a intenção da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, de enviar um projeto de lei ao Congresso para declarar de "interesse público" a produção, distribuição e comercialização de papel para jornais.
A entidade disse que a "medida é inconstitucional". O presidente da SIP, Alejandro Aguirre, afirmou que "surpreende o fato de o governo argentino fazer as acusações, tornando expressa a intenção de controlar os meios de comunicação, por meio da regulação, da fabricação e da distribuição do papel jornal". Insumo básico da indústria de comunicação, o produto não é escasso na Argentina nem apresenta um problema de abastecimento. "Daí não há razão para regulações especiais", disse
Na noite de terça-feira, a presidente Cristina Kirchner divulgou um relatório sobre a empresa fabricante de papel que pertence aos jornais Clarín e La Nación e possui uma pequena participação acionária do Estado. De acordo com o informe de 20 mil páginas, apresentado pela Casa Rosada em cadeia nacional de rádio e TV, os jornais são cúmplices da ditadura militar de 1976-1983 e se apropriaram de forma ilegal da empresa. Os diários negam a acusação.
Fontes: Veja - AFP



A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) criticou, nesta quarta-feira, a intenção da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, de enviar um projeto de lei ao Congresso para declarar de "interesse público" a produção, distribuição e comercialização de papel para jornais.
A entidade disse que a "medida é inconstitucional". O presidente da SIP, Alejandro Aguirre, afirmou que "surpreende o fato de o governo argentino fazer as acusações, tornando expressa a intenção de controlar os meios de comunicação, por meio da regulação, da fabricação e da distribuição do papel jornal". Insumo básico da indústria de comunicação, o produto não é escasso na Argentina nem apresenta um problema de abastecimento. "Daí não há razão para regulações especiais", disse
Na noite de terça-feira, a presidente Cristina Kirchner divulgou um relatório sobre a empresa fabricante de papel que pertence aos jornais Clarín e La Nación e possui uma pequena participação acionária do Estado. De acordo com o informe de 20 mil páginas, apresentado pela Casa Rosada em cadeia nacional de rádio e TV, os jornais são cúmplices da ditadura militar de 1976-1983 e se apropriaram de forma ilegal da empresa. Os diários negam a acusação.
Fontes: Veja - AFP


Clarín publica documentos que desmentem acusações de Cristina
Cristina Kirchner acusa jornais de se apropriarem de empresa de papel-jornal ilegalmente
BUENOS AIRES - O diário argentino Clarín publicou nesta quarta-feira, 25, documentos que desmentem a versão do governo Cristina Kirchner sobre a compra da Papel Prensa, a principal produtora de papel-jornal do país.
Segundo o jornal, declarações de Isidoro Graiver e María Sol Graiver, irmão e filha do antigo dono da empresa, David Graiver, não houve irregularidades na venda da Papel Prensa aos diários Clarín, La Nación e La Razón e ao governo, na época sob uma ditadura militar.
Em pronunciamento à nação, Cristina afirmou ontem que a viúva de Graiver vendeu a empresa sob tortura dos militares. O empresário era vinculado ao grupo guerrilheiro Motoneros, que lutava contra a ditadura.
"No momento das vendas das ações da Papel Prensa, em 2 de novembro de 1976, todos os membros do Grupo Graiver gozavam de total liberdade de ação e de decisão. Não estavam sequestrados, nem foram coagidos", diz o texto.
Os diários acusam o governo Kirchner de tentar cercear a liberdade de imprensa e de pressioná-los ao tentar controlar a principal matéria prima para publicação de jornais impressos.
O governo Cristina tem uma relação difícil com a imprensa, principalmente com o jornal Clarín. Na semana passada, a presidente proibiu o grupo dono do diário de vender banda larga.
Fonte: O ESTADO DE S PAULO
BUENOS AIRES - O diário argentino Clarín publicou nesta quarta-feira, 25, documentos que desmentem a versão do governo Cristina Kirchner sobre a compra da Papel Prensa, a principal produtora de papel-jornal do país.
Segundo o jornal, declarações de Isidoro Graiver e María Sol Graiver, irmão e filha do antigo dono da empresa, David Graiver, não houve irregularidades na venda da Papel Prensa aos diários Clarín, La Nación e La Razón e ao governo, na época sob uma ditadura militar.
Em pronunciamento à nação, Cristina afirmou ontem que a viúva de Graiver vendeu a empresa sob tortura dos militares. O empresário era vinculado ao grupo guerrilheiro Motoneros, que lutava contra a ditadura.
"No momento das vendas das ações da Papel Prensa, em 2 de novembro de 1976, todos os membros do Grupo Graiver gozavam de total liberdade de ação e de decisão. Não estavam sequestrados, nem foram coagidos", diz o texto.
Os diários acusam o governo Kirchner de tentar cercear a liberdade de imprensa e de pressioná-los ao tentar controlar a principal matéria prima para publicação de jornais impressos.
O governo Cristina tem uma relação difícil com a imprensa, principalmente com o jornal Clarín. Na semana passada, a presidente proibiu o grupo dono do diário de vender banda larga.
Fonte: O ESTADO DE S PAULO
EUA dizem acompanhar de perto liberdade de imprensa na Argentina
Cristina Kirchner acusa jornais de se apropriarem de empresa de papel-jornal ilegalmente
WASHINGTON- O Departamento de Estado americano afirmou nesta quarta-feira, 25, que acompanha de perto o "forte debate" sobre a liberdade de imprensa na Argentina, depois da presidente Cristina Kirchner ter acusado os dois principais meios argentinos de apropriação ilegal do maior fabricante de papel de imprensa do país.
"A liberdade de imprensa em muitas partes do mundo nos preocupa e certamente agora mesmo há um forte debate interno na Argentina. Estamos acompanhando de perto os acontecimentos" no país sul-americano, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner.
Em sua coletiva de imprensa diária, Toner acrescentou que a liberdade de imprensa faz parte de nossas conversações bilaterais" com a Argentina. "Obviamente levamos as preocupações a respeito da liberdade jornalística muito a sério".
Ontem, o governo argentino acusou as principais empresas de comunicação do país, os diários Clarín e La Nación, de se apropriarem ilegalmente da maior fabricante de papel jornal argentina, a Papel Prensa, durante a ditadura.
Segundo relatório da Casa Rosada, os jornais são cúmplices da ditadura militar de 1976-1983.
Tanto o Clarín quanto o La Nación denunciaram o que chamaram de "história inventada" pelo governo argentino para despojá-los da Papel Prensa, da qual o Estado é sócio minoritário.
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) criticou hoje a intenção de Cristina Kirchner de enviar um projeto de lei ao Congresso para declarar de "interesse público" a produção, distribuição e comercialização de papel para jornais.
Para a SIP, a possível apresentação do projeto é uma "medida inconstitucional" que pretende alcançar o "controle dos meios".
O presidente da organização, Alejandro Aguirre, se disse surpreso porque o governo argentino chegou a "essas instâncias fazendo expressa sua intenção de controlar os meios de comunicação" com a supervisão da fabricação e distribuição de papel.
Um insumo básico, acrescentou Aguirre, da indústria jornalística que, na Argentina, "não é escasso, nem apresenta um problema de abastecimento, e que não tem porquê ter regulações especiais".
Segundo Aguirre, que é subdiretor do Diário Las Américas, "é absurdo que o governo vá contra a própria Constituição" do país, em cujo artigo 32 se estabelece expressamente que 'o Congresso federal não ditará leis que restrinjam a liberdade de imprensa ou estabeleçam sobra ela a jurisdição federal".
Fonte: O ESTADO DE S PAULO - Efe



WASHINGTON- O Departamento de Estado americano afirmou nesta quarta-feira, 25, que acompanha de perto o "forte debate" sobre a liberdade de imprensa na Argentina, depois da presidente Cristina Kirchner ter acusado os dois principais meios argentinos de apropriação ilegal do maior fabricante de papel de imprensa do país.
"A liberdade de imprensa em muitas partes do mundo nos preocupa e certamente agora mesmo há um forte debate interno na Argentina. Estamos acompanhando de perto os acontecimentos" no país sul-americano, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner.
Em sua coletiva de imprensa diária, Toner acrescentou que a liberdade de imprensa faz parte de nossas conversações bilaterais" com a Argentina. "Obviamente levamos as preocupações a respeito da liberdade jornalística muito a sério".
Ontem, o governo argentino acusou as principais empresas de comunicação do país, os diários Clarín e La Nación, de se apropriarem ilegalmente da maior fabricante de papel jornal argentina, a Papel Prensa, durante a ditadura.
Segundo relatório da Casa Rosada, os jornais são cúmplices da ditadura militar de 1976-1983.
Tanto o Clarín quanto o La Nación denunciaram o que chamaram de "história inventada" pelo governo argentino para despojá-los da Papel Prensa, da qual o Estado é sócio minoritário.
"Controle dos meios"
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) criticou hoje a intenção de Cristina Kirchner de enviar um projeto de lei ao Congresso para declarar de "interesse público" a produção, distribuição e comercialização de papel para jornais.
Para a SIP, a possível apresentação do projeto é uma "medida inconstitucional" que pretende alcançar o "controle dos meios".
O presidente da organização, Alejandro Aguirre, se disse surpreso porque o governo argentino chegou a "essas instâncias fazendo expressa sua intenção de controlar os meios de comunicação" com a supervisão da fabricação e distribuição de papel.
Um insumo básico, acrescentou Aguirre, da indústria jornalística que, na Argentina, "não é escasso, nem apresenta um problema de abastecimento, e que não tem porquê ter regulações especiais".
Segundo Aguirre, que é subdiretor do Diário Las Américas, "é absurdo que o governo vá contra a própria Constituição" do país, em cujo artigo 32 se estabelece expressamente que 'o Congresso federal não ditará leis que restrinjam a liberdade de imprensa ou estabeleçam sobra ela a jurisdição federal".
Fonte: O ESTADO DE S PAULO - Efe


Kirschner x Mídia
Governo argentino acusa jornais de crimes de lesa-Humanidade
BUENOS AIRES - Em uma nova investida contra os meios de comunicação, a presidente Cristina Kirchner apresentou nesta terça-feira um relatório em que acusa os donos dos principais jornais do país de crimes de lesa-Humanidade. Para o governo, eles se apropriaram ilegalmente da maior fornecedora de papel para diários da Argentina, a partir de ameaças, durante a última ditadura militar (1976-1983).
A acusação aparece no relatório "Papel Prensa, a verdade", de mais de 20 mil páginas, apresentado por Cristina na Casa Rosada e transmitido em rede nacional.
O texto afirma que os jornais "La Nación", "Clarín" e "La Razón" - que se declarou em quebra em 2000 - foram cúmplices dos militares para assumir, em novembro de 1976 e de forma ilegal, a empresa Papel Prensa.
Em comunicado divulgado na segunda-feira, o "Clarín" e o "La Nación" se defenderam do que garantem ser "falsas acusações". Para os diários, elas fazem parte de um plano do governo para expropriar a empresa - na qual investiram US$ 140 milhões - e, assim, poder "controlar e manipular" os meios de comunicação.
Criada em 1972, a Papel Prensa fabrica e fornece papel para 170 jornais argentinos, abastecendo 75% do mercado. Seus principais acionistas são "Clarín" (49%), "La Nación" (22,5%) e o Estado argentino (27,5%). Agora, o governo questiona a legitimidade da aquisição da empresa - ocorrida há 34 anos -, alegando que os antigos donos foram praticamente obrigados a vendê-la por estarem sendo perseguidos pela ditadura.
A Papel Prensa pertencia a David Graiver, empresário e banqueiro que tinha ligações e negócios tanto com os militares quanto com o grupo guerrilheiro Montoneros. Em agosto de 1976, poucos meses após o golpe militar, ele morreu num acidente aéreo no México. Seu império, que incluía bancos na Bélgica e nos Estados Unidos, começou a desmoronar, e os credores começaram a bater na porta da viúva, Lídia Papaleo, que vendeu ativos para saldar dívidas.
A empresa foi vendida em novembro de 1976 aos jornais "Clarín", "La Nación" e "La Razón". Cinco meses depois, em março de 1977, Lídia Papaleo e outros parentes de seu marido foram presos e torturados pelos militares, que investigavam as ligações de David Gravier com os Montoneros.
Fonte: Luiz Nassif Online/Edson Joanni
BUENOS AIRES - Em uma nova investida contra os meios de comunicação, a presidente Cristina Kirchner apresentou nesta terça-feira um relatório em que acusa os donos dos principais jornais do país de crimes de lesa-Humanidade. Para o governo, eles se apropriaram ilegalmente da maior fornecedora de papel para diários da Argentina, a partir de ameaças, durante a última ditadura militar (1976-1983).
A acusação aparece no relatório "Papel Prensa, a verdade", de mais de 20 mil páginas, apresentado por Cristina na Casa Rosada e transmitido em rede nacional.
O texto afirma que os jornais "La Nación", "Clarín" e "La Razón" - que se declarou em quebra em 2000 - foram cúmplices dos militares para assumir, em novembro de 1976 e de forma ilegal, a empresa Papel Prensa.
Em comunicado divulgado na segunda-feira, o "Clarín" e o "La Nación" se defenderam do que garantem ser "falsas acusações". Para os diários, elas fazem parte de um plano do governo para expropriar a empresa - na qual investiram US$ 140 milhões - e, assim, poder "controlar e manipular" os meios de comunicação.
A Papel Prensa
Criada em 1972, a Papel Prensa fabrica e fornece papel para 170 jornais argentinos, abastecendo 75% do mercado. Seus principais acionistas são "Clarín" (49%), "La Nación" (22,5%) e o Estado argentino (27,5%). Agora, o governo questiona a legitimidade da aquisição da empresa - ocorrida há 34 anos -, alegando que os antigos donos foram praticamente obrigados a vendê-la por estarem sendo perseguidos pela ditadura.
A Papel Prensa pertencia a David Graiver, empresário e banqueiro que tinha ligações e negócios tanto com os militares quanto com o grupo guerrilheiro Montoneros. Em agosto de 1976, poucos meses após o golpe militar, ele morreu num acidente aéreo no México. Seu império, que incluía bancos na Bélgica e nos Estados Unidos, começou a desmoronar, e os credores começaram a bater na porta da viúva, Lídia Papaleo, que vendeu ativos para saldar dívidas.
A empresa foi vendida em novembro de 1976 aos jornais "Clarín", "La Nación" e "La Razón". Cinco meses depois, em março de 1977, Lídia Papaleo e outros parentes de seu marido foram presos e torturados pelos militares, que investigavam as ligações de David Gravier com os Montoneros.
Fonte: Luiz Nassif Online/Edson Joanni
Clientes e oposição protestam contra governo Kirchner por ação anti-Clarín
Cristina Kirchner quer golpear a imprensa livre. Argentinos não aprenderam as lições dos anos de chumbo.
A decisão do governo argentino de anular a licença da Fibertel, empresa do Grupo Clarín que oferece serviços de internet, provocou a reação de clientes, associação de empresários e do setor político que faz oposição à presidente Cristina Kirchner. Na semana passada, o governo cancelou a licença da empresa sob o argumento de que a Fibertel sofreu alteração societária sem a autorização do órgão regulador do Estado.
O Clarín, que mantém uma guerra declarada contra o governo, diz que a medida faz parte do plano sistemático de Cristina para enfraquecer suas empresas. O grupo comanda um conglomerado de canais de TV, estações de rádio e meios gráficos que realizam uma cobertura jornalística explicitamente contrária ao governo.
O prazo de 90 dias concedido aos usuários da Fibertel para trocarem de companhia provocou protestos entre os clientes, que somam 1,1 milhão em todo o país.
Comunidades da rede social Facebook que reivindicam a continuidade da empresa já reúnem mais de 60 mil simpatizantes. Além de criticarem o governo, os clientes convocaram uma manifestação para esta segunda-feira. A AEA (Associação Empresarial Argentina) divulgou ontem uma nota na qual expressa 'grave preocupação' em relação à situação da Fibertel e pediu ao governo 'segurança jurídica' e 'respeito às atividades privadas'.
Já a oposição considerou a anulação da licença um golpe contra 'a imprensa livre' e disse que apresentará um projeto de lei no Congresso para anular a medida.
O Clarín, que tenta evitar a migração dos clientes para empresas concorrentes, afirma que garantirá a manutenção dos serviços com ações judiciais. Segundo um comunicado do grupo, o governo busca beneficiar as transnacionais Telefonica e Telecom, que dividem com a Fibertel quase a totalidade do mercado de banda larga na Argentina.
Fonte: FOLHA/GUSTAVO HENNEMANN
A decisão do governo argentino de anular a licença da Fibertel, empresa do Grupo Clarín que oferece serviços de internet, provocou a reação de clientes, associação de empresários e do setor político que faz oposição à presidente Cristina Kirchner. Na semana passada, o governo cancelou a licença da empresa sob o argumento de que a Fibertel sofreu alteração societária sem a autorização do órgão regulador do Estado.
O Clarín, que mantém uma guerra declarada contra o governo, diz que a medida faz parte do plano sistemático de Cristina para enfraquecer suas empresas. O grupo comanda um conglomerado de canais de TV, estações de rádio e meios gráficos que realizam uma cobertura jornalística explicitamente contrária ao governo.
O prazo de 90 dias concedido aos usuários da Fibertel para trocarem de companhia provocou protestos entre os clientes, que somam 1,1 milhão em todo o país.
Comunidades da rede social Facebook que reivindicam a continuidade da empresa já reúnem mais de 60 mil simpatizantes. Além de criticarem o governo, os clientes convocaram uma manifestação para esta segunda-feira. A AEA (Associação Empresarial Argentina) divulgou ontem uma nota na qual expressa 'grave preocupação' em relação à situação da Fibertel e pediu ao governo 'segurança jurídica' e 'respeito às atividades privadas'.
Já a oposição considerou a anulação da licença um golpe contra 'a imprensa livre' e disse que apresentará um projeto de lei no Congresso para anular a medida.
O Clarín, que tenta evitar a migração dos clientes para empresas concorrentes, afirma que garantirá a manutenção dos serviços com ações judiciais. Segundo um comunicado do grupo, o governo busca beneficiar as transnacionais Telefonica e Telecom, que dividem com a Fibertel quase a totalidade do mercado de banda larga na Argentina.
Fonte: FOLHA/GUSTAVO HENNEMANN
Maradona não admite saída, mas diz não ter forças: 'Foi um soco de Ali'
Após eliminação humilhante para a Alemanha, técnico afirma que vai conversar com a família antes de decidir seu futuro na seleção argentina
Maradona em entrevista coletiva após a partida da Argentina contra a Alemanha/Reprodução:TV Globo
Profundamente decepcionado com a goleada sofrida diante da Alemanha, por 4 a 0, neste sábado, na Cidade do Cabo, pelas quartas de final da Copa do Mundo, Maradona afirmou que não tem mais forças para continuar no comando da seleção da Argentina. O treinador não chegou a admitir que está fora, que irá pedir demissão, mas deixou claro que dificilmente seguirá no comando da equipe alviceleste.
Quando lhe foi perguntado se ele vai continuar tendo ânimo para continuar à frente da seleção, Maradona disse:
- Essa é uma desilusão mais dura que a que eu tive em 1982 (na Copa da Espanha, quando a Argentina foi eliminada após uma derrota por 3 a 1 para o Brasil). É um chute na cara e não tenho mais forças para nada. Foi como um soco de Muhammad Ali – afirmou.
Maradona, que em alguns momentos de sua entrevista coletiva, soltou longos suspiros, como se estivesse se segurando para não chorar, afirmou, por outro lado, que não é momento de anunciar nenhuma decisão. Disse que vai esfriar a cabeça primeiro.
- Não vou pensar nisso agora. Tenho de falar com a minha família, meus jogadores, há um monte de coisas que precisam ser analisadas. De qualquer forma, fico feliz por ter ajudado a resgatar o jeito argentino. Esse futebol de toques rápidos, de gols, é o que as pessoas da Argentina jogam. Não creio que nós temos outro jeito de jogar. Espero que se dê continuidade a isso – concluiu.
Fontes: G1/Adilson Barros e Thiago Dias - TV Globo
Alemanha goleia a Argentina por 4 a 0
Alemães dominam totalmente a partida. Müller, Klose (2) e Friedrich marcaram os gols.
A torcida argentina comemorou bastante a eliminação do Brasil na sexta-feira, mas a festa dos hermanos não durou mais que um dia. Desta vez, a Alemanha não precisou de pênaltis e nem de sofrimento, como em 2006: sem dar chances ao time de Diego Maradona, os alemães aplicaram um chocolate inapelável por 4 a 0 na Cidade do Cabo e estão classificados para a semifinal da Copa do Mundo. Como disse o diário “Olé” para os brasileiros, os argentinos agora também podem comprar uma televisão para assistir ao restante do Mundial no conforto do sofá de casa.
Maradona desfilando sem roupa no Obeslico em Buenos Aires? Fica para a próxima.
Klose vibra, Messi lamenta: a Alemanha despacha a Argentina e avança às quartas de final (Foto: AP)
Na última Copa, a Alemanha também eliminou a Argentina nas quartas de final, mas com uma sofrida decisão por pênaltis. Neste sábado, no Green Point, não deu nem tempo de roer as unhas: Müller abriu o placar antes do terceiro minuto de jogo e fez o gol mais rápido do torneio na África do Sul. Depois recebeu um cartão amarelo e está fora da semifinal. Klose marcou duas vezes e agora tem 14 em Copas, um a menos que o recorde de Ronaldo. O zagueiro Friedrich também deixou o seu. Schweinsteiger não marcou, mas foi o maestro do time e acabou sendo eleito o melhor da partida pelos internautas no site da Fifa.
A torcida argentina era maioria no estádio, mas quem riu por último foi o meia Michael Ballack, que ficou fora da Copa por contusão, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, ambos presentes no estádio. Melhor jogador do mundo em 2009, Lionel Messi teve atuação apagada e deixou a competição sem nenhum gol marcado.
A seleção de Joachim Löw agora espera o vencedor de Paraguai x Espanha, ainda neste sábado, às 15h30m, para saber quem será seu rival na próxima quarta-feira, em Durban, pela semifinal. Um dia antes, Uruguai e Holanda decidem na Cidade do Cabo o primeiro finalista.
Gol relâmpagote
A Alemanha parecia com pressa para abrir o placar. Parecia, não. Realmente estava. Com exatos 2m38s no relógio, Schweinsteiger cobrou falta, Otamendi ficou parado, Müller subiu e tocou de cabeça. A bola bateu na perna do goleiro Romero, que estava mal posicionado, e entrou: 1 a 0, gol mais rápido da Copa do Mundo.
Oficialmente, a Fifa arredonda para cima e considera a marca como 3 minutos. O inglês Gerrard fez aos 3m31s contra os Estados Unidos, mas na súmula aparece 4. Agora, Müller está ao lado de Higuaín (Argentina), David Villa (Espanha), Vittek (Eslováquia) e Sneijder (Holanda) no topo da artilharia do Mundial, com quatro gols.
O 1 a 0 no placar deixou a Alemanha ainda mais confiante e deu uma pane na Argentina. Principalmente pelo lado direito da defesa de Maradona. Perdido em campo, Otamendi levava um baile de Podolski. O lateral argentino ainda levou cartão amarelo aos 11, por falta em Friedrich no campo de ataque. Um exemplo de que nada dava certo para os hermanos aconteceu aos 16: Tevez tentou puxar contra-ataque, mas se enrolou, perdeu a bola e a chuteira, que ficou no gramado. Na beira do campo, o Pibe olhava de braços cruzados. O que fazer?
Na arquibancada, a maioria argentina resolveu “jogar” aos 20. Os torcedores pulavam e cantavam, mas os jogadores não correspondiam em campo. Culpa da Alemanha, que tinha uma defesa muito bem montada por Joachim Löw e era perigosa na frente. Como aos 23, quando Heinze se enrolou ao tentar cortar um passe, Müller invadiu a área e rolou para Klose, que bateu por cima.
Em sua primeira Copa como técnico, Maradona volta para casa nas quartas de final (Foto: agência Reuters)
Apagado, Messi passou a procurar mais o jogo. Maradona viu que Otamendi era o ponto fraco e mandou Di Maria sair da esquerda e ir para direita. Assim, o lateral parou de subir ao ataque e Podolski ainda tinha que se preocupar com a marcação do novo jogador do Real Madrid. A tática deu certo e a Argentina passou a ter mais chances. A melhor foi aos 36. Müller tocou a mão na bola na entrada da área e recebeu amarelo. Na sequencia da falta mal cobrada por Messi, Tevez recebeu sozinho de Heinze na área e cruzou para Higuaín tocar para o fundo da rede. Mas quatro argentinos estavam em impedimento na jogada, bem anulada.
Em 45 minutos, a Alemanha deu dez chutes, mas apenas um na direção do gol: justamente o que resultou no 1 a 0 da primeira etapa. Os argentinos deram nove e tiveram 55% de posse de bola.
Schweinsteiger não marcou, mas comandou a Alemanha e foi eleito o melhor em campo (Foto: Getty Images)
Quem voltou com pressa no segundo tempo foi a Argentina. Mas sem a mesma pontaria de Müller no início da partida. Aos três, Di Maria arriscou de longe a bola passou rente à trave alemã. O empate não saiu por pouco, alguns centímetros.
Com a vaga na mão pela vantagem no placar, a Alemanha se fechou ainda mais, apostando nos contra-ataques. E deixou a Argentina ser dona da bola, como Maradona pediu a semana inteira. Mais passe, mais chutes dos hermanos. Para fora, nas mãos de Neuer e até na cara do adversário: aos 17, Di Maria cruzou da direita, Maxi Rodriguez ajeitou com o peito e Tevez soltou a bomba, que explodiu no rosto de Mertesacker.
Os hermanos ainda tiveram duas chances, com Higuain e Tevez, que pararam nas mãos do goleiro. Se a principal arma argentina não dava certo – o toque de bola -, a maior falha voltou a aparecer: o lado direito da defesa. Na velocidade, a seleção de Lahm roubou a bola pela esquerda do ataque aos 23 e, sentado, Müller tocou para Podolski, que invadiu a área e rolou para Klose fazer seu 13º gol em Copas do Mundo, passando Pelé (12) e ficando a dois do recordista Ronaldo (15).
O tiro de misericórdia saiu aos 29. Mais uma vez pelo frágil lado direito da zaga argentina, que até nem contava mais com Otamendi, substituído logo após o gol por Pastore. Schweinsteiger fez o que quis pelo setor, driblou três argentinos na sequência, entrou na área e rolou para o zagueiro Friedrich pegar de primeira no bico da pequena área: 3 a 0.
Ainda havia tempo para mais um contra-ataque, e a desgraça argentina se consolidou com mais um gol de Klose, aos 44. Bola de pé em pé, de Özil para Podolski, de Podolski para Özil, de Özil para Klose, que bateu de pé direito e fez seu 14º gol em Copas, o quarto neste Mundial, assumindo a artilharia ao lado de Higuaín, Vittek David Villa e Müller.
A Alemanha avança cheia de moral para as semis, e está carimbado o passaporte dos hermanos, não para a próxima fase, e sim de volta para casa. Adeus, Argentina. Até 2014, se conseguirem a vaga para jogar no Brasil.
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Fontes: G1/Thiago Dias e Adilson Barros - TV Globo
UE denunciará Argentina à OMC por limitar importações
Segundo europeus, país restringe importações de alimentos. Ministra Débora Giorgi voltou a negar a existência das barreiras.
Buenos Aires, Argentina
A primeira rodada de negociações que buscam o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) terminou nesta sexta-feira (2), em Buenos Aires, com o anúncio oficial da UE de denunciar a Argentina à Organização Mundial de Comércio (OMC) por restringir as importações de alimentos europeus.
"Na próxima semana vamos levantar esta questão junto ao Conselho de Mercadorias da OMC", comunicou o diretor-geral adjunto de Comércio da Comissão Europeia, João Aguiar Machado, durante entrevista à imprensa.
Durante os quatro dias de reuniões, Machado manteve encontros com os ministros argentinos de Agricultura e de Indústria, Julián Domínguez e Débora Giorgi, respectivamente, para discutir o problema. Machado pediu explicações aos ministros sobre a ordem do governo da presidente Cristina Kirchner aos importadores para não comprarem alimentos importados similares aos da produção nacional. "Nossa esperança é de que a partir de agora haja uma melhora na situação", disse ele.
A ministra Débora Giorgi, por sua vez, voltou a negar a existência das barreiras, as quais também chegaram a impedir a entrada de vários carregamentos de produtos brasileiros durante o mês de maio. "Reafirmo que não existe nenhuma trava de nenhum tipo à entrada de produtos da UE", disse a ministra à imprensa
Ela argumentou que "todas as medidas adotadas pelo governo argentino estão dentro do regulamento da OMC". Giorgi reconheceu, no entanto, que as acusações europeias podem interferir nas negociações comerciais com o Mercosul.
Para o chefe das negociações argentinas, embaixador Alfredo Chiaradía, secretário de Relações Econômicas Internacionais, a Europa está usando desculpas para não negociar a abertura de seu mercado ao Mercosul. Segundo ele, o lobby dos países produtores europeus é forte e não pretende que haja um avanço nestas negociações. "Há fortíssimas manifestações na Europa contra as negociações com o Mercosul", disse. Os países europeus, continuou, "usam esse tipo de reclamação como uma forma de distração, para encontrar rapidamente desculpas para não negociar".
Fontes: G1 - Agência Estado
Argentina nunca usará força para recuperar Malvinas, diz ministro
Argentina descarta solução militar
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Taiana, disse que seu país "nunca" recorrerá à força para "recuperar" as Malvinas, no momento em que uma disputa prolongada com o Reino Unido pela soberania das ilhas se intensificou, após o início da exploração petrolífera na região.
A Argentina reivindica o controle das ilhas meridionais desde que o Reino Unido as ocupou, no século 19. Em 1982, após uma tentativa de ocupação argentina das Malvinas, teve início uma guerra de dois meses que terminou com a retirada do país sul-americano.
"Aqueles que levam armas às águas do Atlântico Sul e às ilhas Malvinas são as forças de ocupação britânicas. A democracia argentina nunca utilizará a força para recuperar as ilhas", disse Taina em declarações reproduzidas no site da Presidência da Argentina.
"Utilizaremos todos os recursos do direito internacional. Quem está usando a força é o Reino Unido", acrescentou.
Taiana se reuniu na quarta-feira com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e lhe pediu que o organismo internacional intervenha na disputa.
O Reino Unido se refere ao arquipélago como Falklands e afirma que a perfuração petrolífera feita pela empresa britânica Desire Petroleum respeita a lei. A Argentina afirma que é uma violação de sua soberania.
Na semana passada a Argentina anunciou que vai exigir que todas as embarcações que atravessem suas águas com destino ao arquipélago obtenham autorização das autoridades locais.
O Grupo do Rio de líderes latino-americanos, que se reuniu no início da semana, divulgou comunicado apoiando as demandas da Argentina para sustar a perfuração próximo às Malvinas.
As ilhas Malvinas não produzem petróleo em terra firme, e não foi comprovado que tenham reservas ali, mas as empresas petrolíferas asseguram que há campos marítimos que poderiam produzir bilhões de barris do combustível.
Fonte: FOLHA - Reuters
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Taiana, disse que seu país "nunca" recorrerá à força para "recuperar" as Malvinas, no momento em que uma disputa prolongada com o Reino Unido pela soberania das ilhas se intensificou, após o início da exploração petrolífera na região.
A Argentina reivindica o controle das ilhas meridionais desde que o Reino Unido as ocupou, no século 19. Em 1982, após uma tentativa de ocupação argentina das Malvinas, teve início uma guerra de dois meses que terminou com a retirada do país sul-americano.
"Aqueles que levam armas às águas do Atlântico Sul e às ilhas Malvinas são as forças de ocupação britânicas. A democracia argentina nunca utilizará a força para recuperar as ilhas", disse Taina em declarações reproduzidas no site da Presidência da Argentina.
"Utilizaremos todos os recursos do direito internacional. Quem está usando a força é o Reino Unido", acrescentou.
Taiana se reuniu na quarta-feira com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e lhe pediu que o organismo internacional intervenha na disputa.
O Reino Unido se refere ao arquipélago como Falklands e afirma que a perfuração petrolífera feita pela empresa britânica Desire Petroleum respeita a lei. A Argentina afirma que é uma violação de sua soberania.
Na semana passada a Argentina anunciou que vai exigir que todas as embarcações que atravessem suas águas com destino ao arquipélago obtenham autorização das autoridades locais.
O Grupo do Rio de líderes latino-americanos, que se reuniu no início da semana, divulgou comunicado apoiando as demandas da Argentina para sustar a perfuração próximo às Malvinas.
As ilhas Malvinas não produzem petróleo em terra firme, e não foi comprovado que tenham reservas ali, mas as empresas petrolíferas asseguram que há campos marítimos que poderiam produzir bilhões de barris do combustível.
Fonte: FOLHA - Reuters
Kirchners sofrem novo revés com fundos do BC argentino
Justiça Federal repassa à Corte Suprema uso de reservas para pagamento da dívida externa do país.
BUENOS AIRES - A Câmara Federal de Justiça de Contenciosos Administrativos anunciou nesta quarta-feira que rejeita o uso das reservas do Banco Central para o pagamento de parte da dívida pública que vence neste ano.
Desta forma, o plano do governo da presidente Cristina Kirchner para criar o denominado "Fundo Bicentenário", anunciado em dezembro passado, fica novamente adiado. No entanto, este revés da presidente Cristina na Justiça Federal não é definitivo, já que o caso passou para a Corte Suprema.
O governo pretendia criar o "Fundo do Bicentenário para o desendividamento e a estabilidade" com parte das reservas do BC. No total seriam US$ 6,5 bilhões para pagar metade das dívidas que vencem em 2010. O governo ressalta que o Fundo Bicentenário serviria para "propiciar o máximo de certezas" sobre a Argentina.
No entanto, o plano do uso das reservas provocou desde o início deste ano fortes reações na oposição, além de uma crise com o então presidente do BC, Martín Redrado, que negou-se durante semanas a liberar as reservas. Por causa de sua negativa, Redrado foi removido de seu cargo e substituído pela economista Mercedes Marcó del Pont, alinhada com o governo Kirchner.
Desde meados de janeiro a oposição entrou com vários recursos na Justiça Federal para impedir a criação do Fundo Bicentenário. Segundo a oposição, o governo "dilapidará" as reservas do BC com o fundo para o pagamento das dívidas. O fundo equivale a 14% do total das reservas do BC argentino.
Além disso, os setores críticos da presidente Cristina e seu marido e ex-presidente Néstor Kirchner, afirmam que o governo deseja recorrer às reservas do BC para não ajustar o gasto público, e assim, evitar o cancelamento de diversos programas considerados "clientelistas". O governo considera estes programas uma "prioridade" política, já que tenta por seu intermédio garantir a fidelidade dos governadores das províncias, de olho nas eleições presidenciais de 2011.
Nas últimas semanas a presidente Cristina acusou a oposição de tentar "desestabilizar" seu governo com o impedimento do uso das reservas. Além disso, sustentou em diversas ocasiões que existe uma "conspiração" para derrubá-la por parte da oposição, os meios de comunicação argentinos, os juízes federais e os "fundos abutres" (denominação de fundos de investimento especuladores que possuem títulos da dívida pública argentina).
Nesta quarta-feira, com ironia, durante uma almoço com empresários a presidente Cristina afirmou que o Fundo Bicentenário "não foi o produto de uma tarde de calor...eu e meus ministros não estávamos sofrendo com o calor quando surgiu esta ideia".
Segundo a presidente, o fundo "tem a ver com funções que as reservas do BC deveriam cumprir".
Enquanto espera a determinação da Corte Suprema, os aliados da presidente Cristina atarefam-se em driblar os impedimentos na Justiça pela via parlamentar.
O plano é conseguir no Congresso Nacional a aprovação do decreto da presidente que cria o Fundo Bicentenário. A ideia é debater e votar o decreto presidencial na primeira quinzena de março. No entanto, a oposição afirma que conta com votos suficientes para derrubar a tentativa dos aliados kirchneristas.
Fonte: O ESTADO / Ariel Palacios
BUENOS AIRES - A Câmara Federal de Justiça de Contenciosos Administrativos anunciou nesta quarta-feira que rejeita o uso das reservas do Banco Central para o pagamento de parte da dívida pública que vence neste ano.
Desta forma, o plano do governo da presidente Cristina Kirchner para criar o denominado "Fundo Bicentenário", anunciado em dezembro passado, fica novamente adiado. No entanto, este revés da presidente Cristina na Justiça Federal não é definitivo, já que o caso passou para a Corte Suprema.
O governo pretendia criar o "Fundo do Bicentenário para o desendividamento e a estabilidade" com parte das reservas do BC. No total seriam US$ 6,5 bilhões para pagar metade das dívidas que vencem em 2010. O governo ressalta que o Fundo Bicentenário serviria para "propiciar o máximo de certezas" sobre a Argentina.
No entanto, o plano do uso das reservas provocou desde o início deste ano fortes reações na oposição, além de uma crise com o então presidente do BC, Martín Redrado, que negou-se durante semanas a liberar as reservas. Por causa de sua negativa, Redrado foi removido de seu cargo e substituído pela economista Mercedes Marcó del Pont, alinhada com o governo Kirchner.
Clientelismo
Desde meados de janeiro a oposição entrou com vários recursos na Justiça Federal para impedir a criação do Fundo Bicentenário. Segundo a oposição, o governo "dilapidará" as reservas do BC com o fundo para o pagamento das dívidas. O fundo equivale a 14% do total das reservas do BC argentino.
Além disso, os setores críticos da presidente Cristina e seu marido e ex-presidente Néstor Kirchner, afirmam que o governo deseja recorrer às reservas do BC para não ajustar o gasto público, e assim, evitar o cancelamento de diversos programas considerados "clientelistas". O governo considera estes programas uma "prioridade" política, já que tenta por seu intermédio garantir a fidelidade dos governadores das províncias, de olho nas eleições presidenciais de 2011.
Nas últimas semanas a presidente Cristina acusou a oposição de tentar "desestabilizar" seu governo com o impedimento do uso das reservas. Além disso, sustentou em diversas ocasiões que existe uma "conspiração" para derrubá-la por parte da oposição, os meios de comunicação argentinos, os juízes federais e os "fundos abutres" (denominação de fundos de investimento especuladores que possuem títulos da dívida pública argentina).
Tarde de calor
Nesta quarta-feira, com ironia, durante uma almoço com empresários a presidente Cristina afirmou que o Fundo Bicentenário "não foi o produto de uma tarde de calor...eu e meus ministros não estávamos sofrendo com o calor quando surgiu esta ideia".
Segundo a presidente, o fundo "tem a ver com funções que as reservas do BC deveriam cumprir".
Enquanto espera a determinação da Corte Suprema, os aliados da presidente Cristina atarefam-se em driblar os impedimentos na Justiça pela via parlamentar.
O plano é conseguir no Congresso Nacional a aprovação do decreto da presidente que cria o Fundo Bicentenário. A ideia é debater e votar o decreto presidencial na primeira quinzena de março. No entanto, a oposição afirma que conta com votos suficientes para derrubar a tentativa dos aliados kirchneristas.
Fonte: O ESTADO / Ariel Palacios
Reino Unido diz que soberania das Malvinas é 'indiscutível'
Em entrevista à BBC Mundo, oficial da chancelaria britânica diz que acredita em 'autodeterminação'
A soberania das ilhas Malvinas (Falklands para os ingleses) é indiscutível para o governo britânico, afirmou o secretário para a América Latina e Europa do ministério das Relações Exteriores britânico, Chrys Bryant, em entrevista à BBC Mundo.
"Não temos nenhuma dúvida sobre essa soberania, Nós acreditamos na autodeterminação dos moradores da ilha para decidir seu futuro. Eles querem ser britânicos", disse Bryant.
A questão da autodeterminação pautou a discussão sobre a soberania das ilhas em algumas ocasiões.
Nesse sentido, o respaldo diplomático à posição da Argentina na Cúpula da América Latina e Caribe, realizada nos últimos dias em Cancún, no México, não "preocupa" a chancelaria britânica.
"Não é a primeira vez que a América Latina e o Caribe apóiam a posição da Argentina. Quando Hugo Chávez diz que a Grã-Bretanha tem que devolver as ilhas à Argentina, me lembro que ele sempre fala em autodeterminação. Nós também acreditamos na autodeterminação dos moradores e do governo da ilha para decidir seu futuro", afirmou.
Um dado que surpreende não somente a Argentina, mas também a América Latina é que o fato de a Grã-Bretanha reivindicar um território distante 10 mil km.
Mas, durante a entrevista à BBC Mundo, Bryant disse que não há contradição na reivindicação.
"Eu sou galês. Não inglês, mas britânico. Muitos galeses vieram da Franca no século 11. Esse debate histórico não significa muito".
Em termos diplomáticos, se compara com frequência a disputa entre Argentina e Grã-Bretanha com a Espanha e o rochedo de Gibraltar. Depois de séculos de disputa, a reclamação do governo espanhol sobre a soberania de Gibraltar segue em estaca zero.
Mas a questão do petróleo complica ainda mais a situação da disputa entre os dois países sobre a soberania das Malvinas.
Segundo os estudos preliminares, poderão haver cerca de 60 milhões de barris de petróleo - um grande atrativo comercial se considerado o preço do barril acima dos US$ 70.
"O que é difícil é que não sabemos se há petróleo que se pode extrair, que tipo de petróleo será e se será comercializável. Em todo o caso, é algo que o governo das ilhas deverá decidir", afirmou Bryant.
Numa tentativa de complicar a situação para o governo britânico e para as companhias petroleiras, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, emitiu um decreto que obriga todas as embarcações com destino às Malvinas a pedirem uma autorização do governo para navegar em águas argentinas.
"Isso não me preocupa. Se existe alguma possibilidade de o petróleo ser comercializado, o governo das ilhas é que deverá decidir o que fazer", afirmou o secretário.

Em entrevista a Felipe Machado, o jornalista Roberto Godoy fala sobre a crise entre Argentina e Inglaterra pelo controle econômico e estratégico do arquipélago
Fonte: O ESTADO - BBC
Opinião BGN
Quando os ingleses asumiram o controle das ilhas, elas pertenciam à Espanha e portanto, nunca foram argentinas. A reinvidicação argentina não procede.
A soberania das ilhas Malvinas (Falklands para os ingleses) é indiscutível para o governo britânico, afirmou o secretário para a América Latina e Europa do ministério das Relações Exteriores britânico, Chrys Bryant, em entrevista à BBC Mundo.
"Não temos nenhuma dúvida sobre essa soberania, Nós acreditamos na autodeterminação dos moradores da ilha para decidir seu futuro. Eles querem ser britânicos", disse Bryant.
A questão da autodeterminação pautou a discussão sobre a soberania das ilhas em algumas ocasiões.
Nesse sentido, o respaldo diplomático à posição da Argentina na Cúpula da América Latina e Caribe, realizada nos últimos dias em Cancún, no México, não "preocupa" a chancelaria britânica.
"Não é a primeira vez que a América Latina e o Caribe apóiam a posição da Argentina. Quando Hugo Chávez diz que a Grã-Bretanha tem que devolver as ilhas à Argentina, me lembro que ele sempre fala em autodeterminação. Nós também acreditamos na autodeterminação dos moradores e do governo da ilha para decidir seu futuro", afirmou.
Petróleo
Um dado que surpreende não somente a Argentina, mas também a América Latina é que o fato de a Grã-Bretanha reivindicar um território distante 10 mil km.
Mas, durante a entrevista à BBC Mundo, Bryant disse que não há contradição na reivindicação.
"Eu sou galês. Não inglês, mas britânico. Muitos galeses vieram da Franca no século 11. Esse debate histórico não significa muito".
Em termos diplomáticos, se compara com frequência a disputa entre Argentina e Grã-Bretanha com a Espanha e o rochedo de Gibraltar. Depois de séculos de disputa, a reclamação do governo espanhol sobre a soberania de Gibraltar segue em estaca zero.
Mas a questão do petróleo complica ainda mais a situação da disputa entre os dois países sobre a soberania das Malvinas.
Segundo os estudos preliminares, poderão haver cerca de 60 milhões de barris de petróleo - um grande atrativo comercial se considerado o preço do barril acima dos US$ 70.
"O que é difícil é que não sabemos se há petróleo que se pode extrair, que tipo de petróleo será e se será comercializável. Em todo o caso, é algo que o governo das ilhas deverá decidir", afirmou Bryant.
Numa tentativa de complicar a situação para o governo britânico e para as companhias petroleiras, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, emitiu um decreto que obriga todas as embarcações com destino às Malvinas a pedirem uma autorização do governo para navegar em águas argentinas.
"Isso não me preocupa. Se existe alguma possibilidade de o petróleo ser comercializado, o governo das ilhas é que deverá decidir o que fazer", afirmou o secretário.

Crise faz crescer alerta militar nas Ilhas Malvinas
Em entrevista a Felipe Machado, o jornalista Roberto Godoy fala sobre a crise entre Argentina e Inglaterra pelo controle econômico e estratégico do arquipélago
Fonte: O ESTADO - BBC
Opinião BGN
Quando os ingleses asumiram o controle das ilhas, elas pertenciam à Espanha e portanto, nunca foram argentinas. A reinvidicação argentina não procede.
Petróleo nas Malvinas cria atrito entre Argentina e Grã-Bretanha
Reclamações argentinas são frequentes
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Taiana, convocou a embaixadora britânica em Buenos Aires, para protestar contra a informação de que a Grã-Bretanha teria autorizado a busca de petróleo na região das ilhas Malvinas (conhecidas como Falklands pelos britânicos).
Taiana entregou uma nota formal ao governo britânico expressando “enérgico protesto” contra a decisão.
Segundo o comunicado, o governo "rejeita firmemente a pretensão do Reino Unido de autorizar a realização das operações de exploração de hidrocarbonetos em regiões da plataforma continental argentina submetidas à ocupação ilegítima britânica".
"Esta é uma iniciativa ilegítima", disse Taiana a jornalistas no ministério.
Na segunda-feira, o jornal El Cronista publicou que a petroleira Desire Petroleum deverá começar a buscar petróleo no arquipélago ainda neste mês. Segundo o diário, esta é uma das quatro empresas com autorização britânica para realizar exploração petroleira naquele território.
Disputa por soberania
Os dois países entraram em guerra em 1982 na chamada "Guerra das Malvinas". Apesar da derrota das tropas argentinas, o governo mantém uma reivindicação pela soberania das ilhas na Organização das Nações Unidas (ONU).
A ONU, por sua vez, recomenda que os dois governos retomem a negociação pela soberania das ilhas e aconselha ainda que nenhum dos dois países realize modificações unilaterais sobre as Malvinas.
No comunicado emitido pelo governo argentino e entregue nesta terça-feira ao encarregado de negócios da representação diplomática da Grã Bretanha, o ministério "responsabiliza Londres por não respeitar as resoluções das Nações Unidas".
"A nova ação unilateral britânica soma-se à sucessão de ações unilaterais que levaram o governo argentino a dar por terminado, a partir de 27 de março de 2007, a Declaração conjunta argentino-britânico de setembro de 1995".
A Declaração se refere à chamada Cooperação de Atividades referente à "exploração de hidrocarbonetos na área sujeita a disputa de soberania".
No comunicado, a Argentina ressalta ainda que a "nova ação unilateral" do governo britânico é "incompatível" com o que foi estabelecido na ONU, que reconhece a "existência da disputa pela soberania" das ilhas e sugere que as negociações sejam retomadas para uma "solução pacífica da disputa".
A reclamação argentina pela soberania das ilhas tem sido frequente desde que o ex-presidente Nestor Kirchner assumiu o governo, em 2003, e persiste durante a gestão da atual da presidente Cristina Kirchner, que chegou ao poder em 2007.
Fonte: BBC/ Marcia Carmo
Oposição argentina denuncia ex-presidente Kirchner por comprar dólares antes de desvalorização do peso
Marido da atual presidente teria usado informações privilegiadas para realizar a compra.
Ex-presidente do Banco Central da Argentina, Martin Redrado, disse que tinha uma lista de amigos do poder que compraram dólares / Pablo Molina/AFPO deputado argentino Néstor Kirchner foi acusado de comprar US$ 2 milhões (R$ 3,7 milhões) em outubro de 2008, a poucos dias da crise financeira que desvalorizou o peso argentino. Kirchner é ex-presidente da Argentina e marido da presidente do país, Cristina Kirchner.
A suspeita é de que ele tenha usado informações privilegiadas para realizar a compra. O escândalo surge logo após a disputa do ex-presidente do Banco Central, Martín Redrado, com os Kirchner. Redrado, que teve sua renúncia rejeitada neste domingo (31), mas está na prática fora do cargo há mais de uma semana, ameaçou que iria divulgar a lista “dos amigos do poder que compram dólares”.
Pela suspeita de uso de informação privilegiada, a oposição argentina, relatou o jornal El Clarín nesta segunda-feira (1º), qualificou o ato de imoral e antiético e informou que irá somar este fato à denúncia penal por associação ilícita contra Kirchner.
A opositora Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, foi quem anunciou a intenção de seu partido. A denúncia por associação ilícita envolve Kirchner, funcionários e empresários de seu entorno e foi apresentada em novembro de 2008. O processo tramita sob os cuidados do juiz federal Julián Ercolini.
O deputado Juan Carlos Morán, também da Coalizão Cívica, disse ao Clarín: - Se há juízes e fiscais independentes, Kirchner tem de ir preso.
Além de Kirchner, também compraram muitos dólares às vésperas da crise, o sindicalista Hugo Moyano, que é pai do governador de Tucumán e aliado dos Kichner, José Alperovich, e duas empresas de Juan Carlos Relats, empresário que tem negócios com os Kirchner.
Juiz responde ao casal Kirchner
Outro jornal argentino, o Página 12, publicou nesta segunda-feira que o juiz Carlos Fayt, da Suprema Corte de Justiça da Argentina, respondeu as acusações da presidente Cristina Kichner contra os magistrados.
- Eu não estou em nenhuma conspiração, estou na Justiça, que é um poder do Estado, e obviamente não é um partido político.
As declarações ocorreram hoje, quando Fayt voltava de férias.
Cristina e sua base de apoio criticaram a Justiça nos últimos dias por decisões favoráveis a Martín Redrado, que acabaram retardando sua saída do cargo e provocando desgaste para a presidente.
Ela havia tentado primeiramente pedir que Redrado renunciasse, ele se negou. Então Cristina tentou demitir o presidente do Banco Central por meio de um decreto, algo contestado, pois sua demissão teria de passar pelo Parlamento (onde Redrado tinha apoio). A Justiça acabou restituindo Redrado no cargo, mas ele acabou renunciando.
Fontes: AFP - R7
Presidente do Banco Central argentino renuncia ao cargo
Martín Redrado pediu demissão após polêmica com Cristina Kirchner. Anúncio foi feito em entrevista coletiva nesta sexta-feira (29).
Martín Redrado em imagem do começo do ano (Foto: AFP) O presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, informou na noite desta sexta-feira (29) que apresentou sua renúncia ao cargo, durante entrevista à imprensa. O anúncio foi feito em meio a um confronto com a presidente Cristina Kirchner sobre o uso das reservas monetárias do país para o pagamento da dívida pública.
Redrado se opôs firmemente ao plano de usar US$ 6,5 bilhões das reservas do país para criar um fundo para o pagamento da a dívida pública neste ano.
"A indignação foi mais forte", disse, durante o anúncio da demissão. "Sinto que meu ciclo frente ao Banco Central foi concluído e decidi me afastar do cargo de presidente com a satisfação dos deveres cumpridos."
O economista criticou duramente o governo, ao qual acusou de "avassalar permanentemente as instituições" e de "pretender levar adiante as reservas de todos os argentinos, que são o que todos os argentinos pouparam."
Atualmente uma comissão mista do Congresso argentina analisa se ele descumpriu seus deveres como funcionário público, como sustenta Cristina Kirchner.
Redrado estava afastado da liderança formal do Banco Central desde domingo, quando a polícia o impediu de entrar em seu gabinete. Depois de ser impedido de entrar no edifício do BC, Redrado foi à polícia para denunciar o chefe de gabinete de Cristina Kirchner, Aníbal Fernandez, pelo ocorrido.
Fernandez, afirmou que a ordem de enviar a polícia para o prédio atendia a um pedido presidencial para que Redrado não voltasse "nunca mais ao Banco Central".
A Justiça mantém bloqueada a transferência de reservas ao governo pelo Banco Central, conduzido formalmente por seu vice-presidente Miguel Pesce.
Fontes: G1 - Reuters - AP
Terremoto de 6,3 de magnitude atinge costa da Argentina
Tremor ocorreu a 354 quilômetros a sudeste de Ushuaia. Alarmes de tsunami não foram acionados até o momento.
Mapa mostra região de Ushuaia, próxima ao epicentro do tremor (Foto: Editoria de Arte / G1)Um terremoto com 6,3 de magnitude atingiu a costa sul da Argentina por volta das 8 horas (9h de Brasília) deste domingo (17), segundo o Instituto de Sismologia dos Estados Unidos (USGS na sigla em inglês).
O epicentro do tremor está localizado na Passagem Drake, a cerca de 354 quilômetros a sudeste de Ushuaia, capital da Terra do Fogo, a uma profundidade de 21 quilômetros, disse o instituto.
Nenhum alarme de tsunami foi acionado ainda pelo Centro de Alarmes de Tsunami da Costa Oeste e Alasca.
Segundo a Defesa Civil na província da Terra do Fogo, no extremo sul da Argentina, o tremor não foi sentido em nenhuma região. "Aqui não se sentiu nada, nem tivemos informações sobre danos", informaram à Agência Efe.
Fontes: G1- Efe
Nova sentença confirma Redrado na presidência do BC argentino
Funcionário havia sido demitido na quinta pelo governo Kirchner. Decisão judicial na sexta já havia restituído Redrado ao cargo.
Martín Redrado, presidente do BC argentino, sai da sede do órgão na madrugada desta sexta (8) após decreto que o demitiu (Foto: AP)O presidente do Banco Central argentino, Martín Redrado, foi confirmado no cargo nesta segunda-feira (11) por uma nova sentença judicial que impede sua demissão pelo governo de Cristina Kirchner, por ter se negado a usar reservas da instituição para o pagamento da dívida pública.
A juíza María José Sarmiento transformou em recurso ordinário uma medida cautelar sobre a proposta do uso de reservas para a formação de um fundo de US$ 6,6 bilhões para pagar parte da dívida pública de 2010, num processo no qual estão envolvidos o governo, a oposição e Redrado. A sentença amplia os prazos para a apresentação de recursos.
A mesma juíza havia devolvido Redrado ao cargo na sexta-feira (8), depois de a presidente Cristina Kirchner tê-lo destituído por "mau desempenho da função pública".
Esta decisão motivou uma apelação pelo governo no sábado, mas a nova sentença dispõe sobre a continuidade de Redrado no cargo até o julgamento do mérito.
Disputa
Redrado foi demitido do Banco Central na quinta-feira (7) por um decreto de urgência assinado por Kirchner e todo o seu gabinete. No entanto, a oposição e Redrado argumentavam que só o Congresso poderia demitir o funcionário, já que o BC argentino é independente.
O presidente do BC se recusava a usar as reservas para o pagamento da dívida, dizendo que o Congresso também deveria aprovar esse uso dos recursos.
Nesta segunda, Cristina Kirchner voltou a defender a proposta do governo para as reservas. "A Argentina necessita imperiosamente sair do 'default' para que nossas empresas possam conseguir financiamento mais barato em todas as partes do mundo", disse a presidente.
Cristina defende uso de reservas argentinas e diz que não vai ceder
Em plena crise institucional provocada pelo uso das reservas do Banco Central argentino para o pagamento de dívida pública, a presidente Cristina Kirchner voltou a defender nesta segunda-feira (11) essa iniciativa e disse que não vai ceder.
A Justiça suspendeu o decreto que exonerou o presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, de acordo com o centro de informações judiciais do país.
O funcionário tinha sido demitido por um decreto, pois se recusava a usar US$ 6 bilhões em reservas em moeda estrangeira para pagar dívidas soberanas da Argentina em 2010.
Presidente Cristina Kirchner,acompanhada da presidente do Banco Nación Mercedes Marco del Pont e do ministro da Economia, Amado Boudou, chegam ao banco em Buenos Aires nesta segunda. (Foto: Reuters)
Segundo ela, o Fundo do Bicentenário, criado por decreto e formado por US$ 6,5 bilhões das reservas do banco central para pagar os vencimentos da dívida em 2010, "é chave para a Argentina ter acesso aos mercados de capitais". Cristina criticou a especulação financeira e ressaltou que "alguns não querem" que ela "continue com a política de desendividamento" do país.
Defesa
Ela argumentou que em 2006, quando o governo de seu marido, Néstor Kirchner (2003-2007) pagou quase US$ 10 bilhões do que devia ao Fundo Monetário Internacional (FMI), "foram usados os 100% das reservas de livre disponibilidade e agora o Fundo do Bicentenário só requer um terço das reservas excedentes".
O conceito mencionado por Kirchner diz respeito ao montante das reservas que ultrapassam o volume necessário para respaldar a base monetária. Atualmente, o BC possui US$ 47,9 bilhões de reservas e a base monetária gira em torno de US$ 32,3 bilhões. Neste caso, o BC teria, na teoria kirchnerista, US$ 15,6 bilhões de "excesso" de reservas.
O conceito é questionado pelos analistas locais. Boa parte deles considera que as reservas devem respaldar também as letras (Lebac) e notas (Nobac) emitidas pelo BC.
A consultoria Ledesma & Associados afirma que as Lebac e Nobac com vencimento inferior a um ano de prazo equivalem a US$ 8 bilhões, o que baixaria as chamadas "reservas excedentes" para apenas US$ 7,7 bilhões.
Somando os títulos com prazos superiores a um ano, o volume que deveria ser respaldado pelas reservas se elevaria a US$ 14 bilhões. A contabilidade aponta, nesse caso, para um "excedente" de reservas de apenas US$ 1,6 bilhão.
'Caiu bem'
Contudo, Cristina ainda reclamou não entender a resistência contra o fundo, já que sua criação, segundo ela, "caiu bem em todos os setores relacionados aos mercados nacionais e internacionais". A presidente destacou também que a dívida que ela quer pagar não foi contraída por seu governo.
"A dívida se originou com os 10 anos do menemismo (em referência a Carlos Menem, que governou entre 1989 a 1999) e, mais tarde, com o corralito" que foi decretado em dezembro de 2001 e congelou os depósitos, durante a gestão de Fernando De La Rúa (União Cívica Radical em coligação com o antigo Frente País Solidário, cujos principais integrantes formaram a atual Coalizão Cívica).
Cristina confirmou que conhece os riscos que pairam sobre as reservas ao criticar os fundos especulativos, os quais "esperam para dar um golpe sobre a Argentina". Mas a presidente também deixou claro que não tem a intenção de ceder em suas decisões.
"A especulação financeira é um negócio importante, mas tenhamos muita tranquilidade e muita fé. Não teremos o melhor gênio do mundo, não seremos os mais simpáticos, mas eu lhes garanto que quando se trata de defender os interesses do país, de brigar pelos interesses dos argentinos contra outros interesses, não afrouxamos nem debaixo d'água", afirmou em discurso durante anúncio de medidas para beneficiar os produtores de trigo, no final desta manhã.
Comentário do BGN
Ela só esqueceu de dizer que ao demitir o presidente do banco central, cometeu um ato ilegal de usurpação de poder.
Fonte: G1 - Agências
Juíza que restituiu presidente do BC diz ter sofrido pressão do governo argentino
Ofício que recorre da decisão foi diretamente na casa da magistrada. Decisão que restitutiu Martín Redrado no cargo saiu nesta sexta (8).
A juíza Maria José Sarmiento, que revogou na sexta-feira (8) a demissão do presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, disse neste sábado (9) que sofreu uma espécie de intimidação do governo Cristina Kirchner. Na manhã de hoje, um policial foi até a casa da juíza para entregar um ofício.
A chefia de polícia alegou que ninguém teria conseguido encontrar a magistrada na véspera, para recorrer da decisão judicial. Sarmiento declarou que foi surpreendida pela visita em casa, já que todos sabem onde ela trabalha. Ela também informou que só será possível recorrer da decisão na segunda-feira (11).
O governo argentino resolveu demitir o presidente do BC porque ele se recusou a usar as reservas internacionais para pagar as dívidas do país. A oposição denunciou que a medida foi arbitrária, já que o Banco Central é uma instituição autônoma. Além disso, o mandato de Redrado ainda não terminou.
Fontes: G1 - Agências
Justiça argentina reconduz presidente do BC ao cargo
A mesma juíza proibiu nesta sexta-feira o uso de reservas para o pagamento da dívida.
BUENOS AIRES - A juíza federal María José Sarmiento aceitou o pedido feito pelo presidente destituído do Banco Central da República Argentina (BCRA), Martín Redrado, e ordenou que ele seja reconduzido ao cargo, informou o site do "La Nación". Redrado, que na quinta-feira foi demitido pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner , já está na sede do BCRA.
Redrado se nega a liberar US$ 6,6 bilhões das reservas do BCRA para o Fundo do Bicentenário, criado pelo governo há três semanas para pagar dívida pública que vence este ano. Ele quer que o Congresso decida sobre isso.
Na quarta-feira, Cristina pediu a renúncia de Redrado. Como ele se recusou a deixar o cargo, ela o demitiu na quinta-feira por meio de um decreto.
A mesma juíza proibiu nesta sexta-feira o uso de reservas para o pagamento da dívida. Imediatamente depois dessa decisão, o ministro do Interior da Argentina, Florencio Randazzo, anunciou que o governo iria recorrer.
A oposição tinha ido à Justiça pedindo o bloqueio das reservas, argumentando que a decisão de Cristina era inconstitucional. A medida da juíza suspende o decreto de necessidade e urgência baixado por Cristina que autorizou a transferência das reservas do BCRA, até que o Congresso se pronuncie sobre a criação do fundo.
O pedido de Redrado à Justiça para permanecer no cargo foi feito por volta de meio-dia desta sexta-feira.
- Não renuncio e não vou renunciar. Sempre respeito as normas - afirmou Redrado, mais cedo, após sair de sua casa.
Ele defendeu sua recusa a liberar as reservas para pagar a dívida e pediu a intervenção do Congresso no conflito. Há notícias de que os líderes da oposição estariam trabalhando para convocar uma sessão de emergência no Congresso.
O decreto de destituição foi publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial. Redrado deveria ser substituído, de forma interina, pelo vice-presidente do BCRA, Miguel Angel Pesce, que está alinhado com o governo.
Fonte: O Globo
Morre Muñoz, ex-atacante do River Plate
Juan Carlos Muñoz tinha 90 anos e foi um dos membros mais famosos do futebol argentino
Juan Carlos Muñoz, destacado atacante do River Plate argentino entre 1939 e 1950, morreu neste domingo(22) em Buenos Aires aos 90 anos, informou o clube no qual fez história.
Muñoz foi um dos membros mais famosos de todos os tempos do River e do futebol de seu país, reconhecido como 'A Máquina', que integrou em meados dos anos 40 com José Manuel Moreno, Adolfo Pedernera, Ángel Labruna e Félix Loustau, todos falecidos.
La Máquina: Juan Muñoz, José Moreno, Adolfo Pedernera, Angel Labruna y Félix Lousteau
Com a equipe de seu coração, ao qual chegou em sua juventude após começar no Independiente de Avellaneda, sua cidade natal, ganhou os torneios oficiais de 1941, 1942, 1945 e 1947. Em entrevista recentes, Muñoz falou da paixão pela sua equipe:
- Tive extraordinários jogadores ao meu redor em uma época brilhante do futebol argentino. Com os rapazes de 'A Máquina' não éramos amigos, éramos companheiros decididos a nos divertirmos e a ganhar.
Fonte: R7 -BGN
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