Mostrando postagens com marcador Mundo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mundo. Mostrar todas as postagens

Brasil deve pressionar China por câmbio, diz editor de revista

Raul Juste Lores - FOLHA DE S PAULO

Se o Datafolha fizesse uma pesquisa com líderes políticos e empresariais de todo mundo, perguntando qual é a publicação mais influente e lida entre eles, dificilmente a revista britânica "The Economist" não estaria no topo do ranking.

Defensora do liberalismo e criada em 1843, a "Economist" é chefiada desde 2006 por John Micklethwait, 48, que está hoje em São Paulo para participar de um debate sobre o potencial brasileiro.


"Não é justo ficar colocando Brasil sempre ao lado de China e Índia, com escalas tão diversas. Por enquanto, o Brasil é um poder regional em ascensão, como são Indonésia, Turquia", diz.

A revista apoiou em editorial o candidato derrotado José Serra, "porque ele teria mais ambição por fazer as reformas engavetadas por Lula", diz. "Dilma pode ser mais intervencionista ou até surpreender, como Lula."

O jornalista britânico passou boa parte das últimas duas décadas escrevendo sobre os EUA. Seu último livro, "The Right Nation" (trocadilho entre a "nação certa" e a palavra "direita" em inglês), conta a ascensão do conservadorismo americano.

Pressão brasileira

Não sou pessimista com o G20 porque minhas expectativas com o sucesso desse encontro são bem baixas. Mas o Brasil deveria pressionar mais a China, junto com os demais emergentes. Mas a China foi bem eficiente em culpar exclusivamente os EUA. A emissão de dólares dos EUA certamente não ajuda, mas o Brasil precisa lembrar a responsabilidade chinesa, pois as manufaturas muito baratas prejudicam a indústria brasileira. O desequilíbrio é culpa dos dois, não só dos EUA.

Potência regional

Por enquanto, Brasil, China e Índia criaram uma situação em que todos ganham. O que o Brasil vende eles não têm. E a agricultura brasileira é muito mais produtiva que a chinesa ou a indiana.

Dependência chinesa

A balança brasileira está muito dependente da China. O Brasil precisa de produtos de maior valor agregado. A agricultura é fantástica, então tem que fazer produtos finalizados, ter marcas. O setor de serviços pode se internacionalizar. O sistema bancário pode ser muito forte na América Latina.

Declínio americano

É muito cedo para decretar o declínio absoluto dos EUA. Estão em meio a uma recessão séria, mas onde as pessoas mais talentosas do mundo querem estudar? Em que empresas querem trabalhar?

É sério que houve mudanças. Reagan falava coisas extremas, mas tinha lido Hegel, algo que não posso falar de Sarah Palin. O achado de Murdoch foi criar uma rede de comunicação para um público conservador que era sub-representado na mídia.

Sempre suspeito quando dizem que em 2025 a China será o maior império do mundo. Não será uma evolução em linha reta. Há desafios na urbanização, na religião e choques com os vizinhos, muitas dificuldades no caminho.

Europa subestimada

Também acho que muita gente está subestimando a Europa. Ela tem um problema sério de pessimismo, mas tem os trabalhadores mais qualificados. Se desregular seu setor de serviços, ele vai virar um gigante.

A Europa já sofreu grandes problemas e tem uma capacidade de se reinventar e de reconstrução enormes.
Alemanha e Europa anglosaxônica avançarão mais. Mesmo os franceses, que foram às ruas lutar contra a aposentadoria mínima aos 62 anos, também sabem que precisam mudar.

Inteligência de massa

O fenômeno da globalização ajuda muito a "The Economist". Nossa tiragem tem crescido muito, já supera 1,5 milhão por semana. Temos 30 correspondentes internacionais, uma cobertura realmente global, então é normal que muitos brasileiros ou indianos nos leiam. Vivemos a ascensão da "inteligência de massas". Reclamamos do sucesso das revistas de celebridades e fofocas, do baixo nível da TV, mas nunca tanta gente no planeta foi à universidade, leu ou teve tanto acesso à informação.

Jornalismo

Estamos virando blogueiros e aprendendo multimídia. Mas, para 90% da equipe, o que busco são as habilidades do jornalismo de sempre: inteligência para pensar em novas dimensões sobre tudo.

Campanha na internet quer neutralizar sentimento antimuçulmano nos EUA

Fiéis americanos do Islã reclamam de intolerância; mesquita em NY aumenta polêmica

Hassan Ahmad, um dos coordenadores da campanha, discursa sobre projeto durante coletiva de imprensa em Washington, nesta segunda-feira (30)/Jewel Samad/AFP

Uma coalizão de muçulmanos americanos lançou uma campanha na internet para neutralizar o que eles mesmos chamam de "crescente onda de sentimento" anti-islâmico, bem como se apresentar a si próprios como cidadãos que amam o seu país.

O grupo lançou um site e um vídeo on-line com curtas aparições de muçulmanos americanos, inclusive crianças pequenas, com comentários como "eu sou americano" e "não quero tomar o poder neste país".

A campanha é lançada em meio à controvérsia desatada sobre os planos de construção, em Nova York, de um centro cultural islâmico, que inclui uma mesquita, perto do Marco Zero, onde ficavam as antigas torres-gêmeas do World Trade Center, derrubadas nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2011.

Hassan Ahmad, advogado de Washington e um dos coordenadores da campanha, que não inclui uma tomada de postura sobre a pertinência de construir ou não a mesquita no Marco Zero, disse que a crescente onda de sentimento antimuçulmano é preocupante.


- Não há uma única organização por trás disto, nenhuma mesquita pode se apropriar desta (campanha). Esta é a voz dos muçulmanos americanos, clara e simples.

A página do grupo na internet permite aos muçulmanos publicar seus próprios vídeos e comentários, bem como falar diretamente com o público americano sobre o que pensam e sentem.

Por enquanto, a campanha se realiza só na internet, embora a coalizão possa arrecadar fundos para transmiti-la pela televisão, informaram os organizadores.

Fonte: R7 - AFP

Megacidades no deserto tentam compensar falta de espaço no Cairo

Capital do Egito se tornou tão congestionada e poluída a ponto de governo apostar em projeto de cidades satélites

A estrada a oeste do Cairo costumava oferecer alívio ao caos da cidade. Passadas as grandes pirâmides de Gizé e um último resquício de tráfego, havia apenas o deserto e o caminho de cerca de 160 quilômetros até o Mediterrâneo. Mas isso mudou.

Agora motoristas de microônibus e passageiros do Cairo atravessam 32 quilômetros de deserto para encontrar uma cidade nova, que brotou repentinamente na areia. Um engarrafamento dolorosamente familiar e um grupo de arranha-céus anunciam a metrópole que se destina a aliviar a pressão do centro histórico do Cairo, que muitos urbanistas consideraram sobrecarregado demais.

Plano do governo é que a Cidade 6 de Outubro receba uma população de 3 milhões até 2020/Foto: The New York Times

Bem-vindo ao novo Cairo, que não é totalmente diferente do antigo. O Cairo se tornou uma cidade tão lotada, congestionada e poluída que o governo egípcio apostou em um projeto de construção de fazer inveja a faraós: a criação de duas grandes cidades satélites.

20 milhões

Até 2020, os planejadores esperam que as novas cidades satélites abriguem pelo menos um quarto dos 20 milhões de habitantes do Cairo e muitas das agências governamentais que agora têm sede na cidade. Só um país com uma oferta aparentemente infinita de deserto aberto – e um governo autoritário e livre para ignorar a opinião pública – poderia contemplar um empreendimento tão gigantesco.

O governo já passou alguns milhares de habitantes mais pobres da cidade, contra a sua vontade, de favelas ilegais no centro do Cairo para projetos habitacionais nessa periferia. Em um ponto quase todos parecem concordar: é tarde demais para mudar de rumo.

Governo egípcio já gastou milhões na construção de novas estradas e linhas de energia e saneamento para as zonas desérticas/ Foto: The New York Times

Subdivisões enormes surgiram nas dunas fora do Cairo, em uma escala quase incompreensível. Mais de 1 milhão de pessoas se mudaram para a Cidade 6 de outubro, a oeste do Cairo, batizada em homenagem à guerra de 1973 entre Egito e Israel, ainda celebrada como uma vitória árabe. Um número parecido passou a viver na segunda cidade satélite, batizada de Novo Cairo.

Planos ambiciosos

Os planos originais do governo – que são amplamente considerados mais ambiciosos do que realistas – conceberam a Cidade 6 de Outubro para receber uma população de 3 milhões de habitantes até 2020 enquanto o Novo Cairo receberia 4 milhões, principalmente como refúgio para pessoas da classe trabalhadora. Até agora, porém, a esmagadora maioria dos novos moradores são provenientes da mais alta classe econômica do país.

O governo egípcio já gastou milhões de dólares na construção de novas estradas e linhas de energia e saneamento para as zonas desérticas que designou para as novas cidades.

Parcelas enormes de terra foram vendidas a construtoras pequenas, em acordos obscuros, e algumas habitações de baixa renda construídas. Mas o governo tem dependido principalmente de grandes construtoras privadas para criar moradias de luxo e condomínios, bem como shoppings e escritórios.

Fontes: IG/The New York Times

Não há chance de um Estado palestino antes de 2012, diz chanceler de Israel

Moscou tem realizado esforços para incluir o Hamas nas conversações de paz entre israelenses e palestinos

Após um tenso encontro com seu colega russo, Sergei Lavrov, que trouxe à tona divergências públicas quanto ao apoio de Moscou ao Hamas, o chanceler israelense Avigdor Lieberman excluiu qualquer possibilidade de criação de um Estado palestino nos próximos dois anos.

O anúncio chega no mesmo dia em que o enviado dos Estados Unidos ao Oriente Médio George Mitchell chega à região para mais uma rodada de reuniões com os dois lados do conflito.

Lieberman divergiu de colega russo e disse que Estado palestino não existirá antes de 2012/Baz Ratner/Reuters

A posição de Lieberman frustra ainda mais as tentativas de conversações de paz entre israelenses e palestinos, já paralisadas após o ataque da Marinha de Israel contra o navio turco "Mavi Marmara" no fim de maio e a morte de quatro militantes do braço armado do Hamas no início de junho.

"Eu sou uma pessoa otimista, e não vejo possibilidade alguma da criação de um Estado palestino antes de 2012", disse Lieberman em reação ao chamado do Quarteto para o Oriente Médio (Rússia, EUA, União Europeia e ONU) para que um acordo fosse atingido em no máximo dois anos.

O premiê israelense Binyamin Netanyahu deixou claro que aceita as exigências palestinas de um Estado próprio, mas insiste que o novo país não tenha soberania sobre a Cisjordânia, algo que a ANP (Autoridade Nacional Palestina) não aceita.

"Pode-se sonhar e imaginar, mas a realidade na prática é que ainda estamos muito longe de atingir a compreensão e acordos sobre a criação de um Estado palestino até 2012", disse o chanceler.

O premiê do governo de Mahmoud Abbas, presidente da ANP, indicou que os palestinos podem declarar seu Estado de forma unilateral caso o impasse diplomático continue, mas Abbas já disse que esta não é a solução mais apropriada.

Já o porta-voz da ANP, Ghassan Katib, disse que os comentários de Lieberman representam um desafio aos esforços internacionais em busca de uma solução à questão entre israelenses e palestinos.

Divergências

De acordo com uma reportagem do jornal israelense "Haaretz", os chanceleres de Israel e da Rússia manifestaram divergências em público, ao concederem uma entrevista coletiva logo após um encontro a portas fechadas nesta terça-feira em Jerusalém.

Ao contrário dos outros membros do Quarteto, a Rússia apoia e aceita negociar com o movimento islâmico Hamas, que controla a faixa de Gaza.

Moscou tem realizado esforços para incluir o Hamas nas conversações de paz entre israelenses e palestinos, algo que é veementemente rechaçado pelo governo de Israel.

Lavrov defendeu abertamente a política russa quanto ao conflito, ao dizer que a "Rússia está fazendo a coisa certa ao contatar o Hamas" e que "não fazer nada não ajudaria a ninguém", segundo o "Haaretz".

O chanceler russo acrescentou que durante as conversas com o movimento, o governo russo tem tentado convencer os líderes a mudar o rumo político e apoiar a iniciativa de paz árabe.

Lieberman criticou a posição russa afirmando que o Hamas é um grupo terrorista e que é inaceitável lidar com organizações deste tipo.

Fontes: R7 - Agências

Henry Kissinger, ex-secretário dos EUA, é internado na Coreia do Sul

Prêmio Nobel da Paz em 1973, Kissinger foi secretário de Estado dos EUA durante os governos dos presidentes Richard Nixon e Gerald Ford.

O ex-secretário de Estado dos Estados Unidos Henry Kissinger

O ex-secretário de Estado dos Estados Unidos Henry Kissinger, 86, foi internado neste sábado em um hospital de Seul (Coreia do Sul) com problemas estomacais, de acordo com informações da agência de notícias Yonhap. A CNN também noticia a informação.

Kissinger chegou à capital sul-coreana na quarta-feira para participar de um fórum sobre segurança e reuniu-se, na sexta-feira, com o presidente do país, Lee Myung-bak. Hoje, porém, ele sequeixou de dores de estômago, e por isso foi internado no Hospital Severance, no norte de Seul.

"Por enquanto o ex-secretário de Estado Kissinger está internado e recebendo tratamento. Seu estado apresenta melhora e não é grave", afirmou um funcionário do hospital à agência. Ele acrescentou que Kissinger, que deveria deixar a cidade hoje, pode ter alta em 24 horas.

Prêmio Nobel da Paz em 1973, Kissinger foi secretário de Estado dos EUA durante os governos dos presidentes Richard Nixon e Gerald Ford. Durante a década de 1970, participou de iniciativas como o acordo de paz no Vietnã, a abertura das relações entre Estados Unidos e China e a negociação para a redução dos arsenais atômicos.

Fontes: FOLHA - Efe

Pedido de Khadafi de jihad contra Suíça é inadmissível, diz ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) criticou nesta sexta-feira o líder líbio, Muamar Khadafi, por ter convocado uma "Guerra Santa", ou jihad, contra a Suíça.

O chefe da ONU em Genebra, Sergei Ordzhonikidze, afirmou que declarações deste tipo feitas por um chefe de Estado "são inadmissíveis nas relações internacionais".

Ordzhonikidze disse que as Nações Unidas têm o poder, o conhecimento e o treinamento necessários para evitar qualquer tentativa de violação das instalações da ONU em Genebra.

A convocação de Khadafi, na quinta-feira, foi uma reação à recente proibição da construção de minaretes na Suíça.

Khadafi justificou a iniciativa afirmando que o país é "infiel" e está "destruindo mesquitas".

"Qualquer muçulmano em qualquer parte do mundo que trabalhe com a Suíça é um apóstata (pessoa que abandonou a fé em uma religião), é contra o profeta Maomé, Deus e o Corão", disse, na quinta-feira.

"As massas de muçulmanos devem ir a aeroportos do mundo islâmico e impedir a aterrissagem de aviões suíços, aos portos e impedir a chegada de navios suíços e inspecionar lojas e mercados para impedir que produtos suíços sejam vendidos." "Vamos combater a Suíça, o sionismo e a agressão estrangeira", completou.

O líder líbio ressaltou que "existe uma grande diferença entre terrorismo e o direito à jihad, ou resistência armada".

Referendo No referendo de 29 de novembro, a maioria dos suíços votou a favor de uma lei que proíbe a construção de minaretes.

O governo suíço havia aconselhado a população a votar contra a proposta, argumentando que ela violaria a liberdade religiosa.

O Ministério das Relações Exteriores suíço disse que não comentaria as declarações de Khadafi.

A Líbia rompeu relações com a Suíça em 2008 após a prisão de um filho de Khadafi em um hotel suíço, acusado de maltratar empregados.

Ele foi libertado pouco depois da detenção, e as acusações foram retiradas, mas a Líbia cortou a venda de petróleo para a Suíça, retirou bilhões de dólares depositados em bancos suíços e prendeu dois empresários suíços que trabalhavam em território líbio.

A Líbia afirma que as prisões dos empresários e a do filho de Khadafi não têm ligação.

Fonte: UOL

Sarkozy admite erros operacionais da França durante o genocídio de Ruanda

Presidente afirmou que Operação Turquesa começou 'tarde demais'. É a primeira visita de um chefe de Estado francês ao país após conflitos.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, reconheceu nesta quinta-feira (25) em Kigali, em Ruanda, "graves erros de apreciação" da França e da comunidade internacional durante o genocídio de 1994 que ocorreu no país africano. O líder francês também homenageou as vítimas, que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), chegaram a cerca de 800 mil pessoas.

"O que aconteceu aqui é inaceitável, mas obriga a comunidade internacional, o que inclui a França, a refletir sobre seus erros que impediram prevenir e deter esse crime espantoso", declarou Sarkozy durante uma entrevista coletiva à imprensa ao lado do presidente ruandês, Paul Kagame.

Presidente francês, Nicolas Sarkozy, é ajudado pelo ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, após pisar em falso em escada ao sair do avião (Foto: AP)


Entre as falhas cometidas, Sarkozy citou "uma forma de cegueira quando não vimos a dimensão genocida do governo do presidente que foi assassinado (Juvénal Habyariama). Além disso, cometemos erros na Operação Turquesa, que foi realizada tarde demais (...)".

A Operação Turquesa foi uma medida militar e humanitária iniciada pelo Exército francês em junho de 1994, três meses depois do início do genocídio.

O presidente francês pediu que os responsáveis pelo genocídio sejam encontrados e castigados. "Não há nenhuma ambiguidade. Disse ao presidente Kagame: os que fizeram isso, onde quer que estejam, devem ser encontrados e castigados", declarou.

Depois do genocídio de 1994, o governo de Paul Kagame acusou a França de cumplicidade por ter apoiado Juvénal Habyarimana. Paris sempre rejeitou a acusação.

O atentado que matou Habyarimana, de etnia hutu, desencadeou uma onda de ataques que resultou no genocídio. A maior parte das vítimas foi da população pertencente à etnia minoritária do país, os tutsis. A rivalidade entre os dois grupos étnicos em Ruanda é histórica.

Pouco antes, Sarkozy homenageou as vítimas do massacre ao visitar o momumento fúnebre erguido em Kigali. "Em nome do povo francês, me inclino ante às vítimas do genocídio dos tutsis (...), a humanidade manterá para sempre a memória destes inocentes e de seu martírio", escreveu Sarkozy no livro de ouro do monumento fúnebre.

O chefe de Estado francês, acompanhado dos ministros ruandeses das Relações Exteriores, Louise Mushikiwabo, e da Cultura, Joseph Habineza, respeitou um minuto de silêncio diante de 14 fossas comuns do monumento, onde foram enterrados os corpos de mais de 250 mil vítimas, e depositou uma coroa de flores.

Sarkozy, ao lado de seu ministro das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, e de uma delegação francesa, visitou durante cerca de 20 minutos o museu que relata a história de Ruanda da colonização belga até o genocídio.

A visita de Sarkozy, a primeira de um presidente francês desde o genocídio, ocorreu três meses depois da retomada oficial das relações diplomáticas entre os dois países.

Fontes: G1 - France Presse

Helicóptero lançará 42 toneladas de veneno contra rato em ilha paradisíaca

Operação na Ilha Lord Howe, a 800 km da costa de Sydney, Austrália, está marcada para agosto de 2012.

Roedores chegaram em um a barco à ilha em 1918. Desde então, a população se multiplicou e exterminou cinco espécies de aves (Foto: Lord Howe Island Tourism Association)

A prefeitura de uma ilha paradisíaca na Austrália anunciou um plano ousado para tentar acabar com uma praga de ratos: o de lançar 42 toneladas de veneno de helicóptero sobre a ilha.

Em entrevista à TV Sky News, Stephen Willi, prefeito da ilha, admitiu que o plano é radical mas "não há outra solução para eliminar os ratos de uma vez por todas". "Esse é um dos lugares mais bonitos do mundo, por isso precisamos de um plano detalhado e de resultado", disse.

A Ilha Lord Howe, a 800 quilômetros da costa de Sydney, está na lista de Patrimônios da Humanidade da Unesco.

Os helicópteros lançarão iscas com veneno sobre as áreas não habitadas - nas habitadas, as iscas serão espalhadas manualmente.

Antes do lançamento de veneno, pássaros nativos serão enjaulados, animais de estimação, como cachorros e gatos, usarão proteção e vacas e galinhas serão transportadas para fora da ilha por um período de cem dias, quando o veneno perderá seu efeito. Além disso, crianças terão que ser supervisionadas de perto pelos pais.

A ilha de Lord Howe, de 57 quilômetros quadrados, abriga 350 residentes permanentes, e está tão isolada do restante da Austrália que algumas espécies nativas não são encontradas em nenhum outro local. Dois terços da área são protegidos e o mar que a rodeia é uma reserva marinha.

Acredita-se que os roedores chegaram em um a barco à ilha em 1918. Desde então, a população se multiplicou e exterminou cinco espécies de aves, segundo informações da WWF Austrália.

Ainda segundo o WWF Austrália, os ratos são uma das maiores ameaças à vida selvagem da ilha.

Projetos similares de erradicação de roedores já foram implantados antes em locais inabitados, mas esta é a primeira vez que um programa do tipo é sugerido em uma local com uma população humana significativa.

A operação está marcada para agosto de 2012, e envolveria dois lançamentos com veneno separados por um período de duas semanas.

Fontes: G1 - BBC

Otan diz que nova doutrina russa de segurança "não reflete o mundo real"

OTAN contrária à nova doutrina russa de segurança

A Otan afirmou neste sábado que a nova doutrina militar russa, que identifica sua expansão como uma ameaça, não reflete o mundo real e mina os esforços para melhorar as relações entre Moscou e a aliança militar ocidental.

A Rússia se irritou com a expansão da Otan (Organização do tratado do Atlântico Norte) para incluir antigos países do Pacto de Varsóvia, depois do colapso da União Soviética e enfureceu-se particularmente com a promessa da aliança de uma eventual adesão da Geórgia e da Ucrânia, ex-repúblicas soviéticas que Moscou considera ainda parte da sua esfera de influência.

A Otan foi criada por nações ocidentais em 1949, como meio de bloquear o avanço do bloco comunista liderado pela União Soviética, que, em resposta, lançou o agora extinto Pacto de Varsóvia, que unia a defesa da União Soviética com a dos países socialistas da Europa do Leste.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, aprovou a nova doutrina militar nesta sexta-feira.

"Eu tenho que dizer que essa nova doutrina não reflete o mundo real [...] A Otan não é um inimigo da Rússia", disse o secretário-geral da organização, Anders Fogh Rasmussen, à agência de notícias Reuters em uma entrevista durante a 46ª Conferência de Segurança em Munique, na Alemanha.


"Ela não reflete as realidades e está em clara contradição com todos os nossos esforços para melhorar o relacionamento entre a Otan e a Rússia."

A doutrina identifica como uma das "principais ameaças externas de guerra" a expansão da Otan para o leste, até as fronteiras da Rússia, e vê os planos americanos de criar um escudo antimísseis na Europa como uma preocupação para a segurança nacional.

Rasmussen disse que a Otan estava interessada em desenvolver uma parceria estratégica com a Rússia e em ampliar a cooperação no Afeganistão, onde os dois lados compartilham preocupações de segurança.

Ele disse que gostaria de salientar estas questões em uma reunião em Munique com o chanceler russo, Sergei Lavrov.


"Eu tenho exortado a Rússia a reforçar o seu envolvimento no Afeganistão. Apresentei propostas para os russos quando visitei Moscou em dezembro, sobre como eles poderiam aumentar o seu envolvimento", disse Rasmussen. "Eu penso que a Rússia e nós partilhamos os mesmos interesses no sucesso no Afeganistão."

No entanto, analistas disseram que o movimento russo foi outro revés para a prioridade de Rasmussen de melhorar as relações com Moscou, tendo herdado um relacionamento extremamente tenso de seu predecessor, Jaap de Hoop Scheffer, no ano passado.

A Otan congelou os laços com Moscou após a guerra entre a Rússia e a Geórgia em 2008, e apenas gradualmente os contatos formais foram retomados.

Thomas Valasek, do think tank Centro para Reforma Europeia disse que a Otan continuaria tentando forjar uma maior cooperação em questões comuns de segurança, embora os progressos tenham sido limitados.

Ele disse que a Rússia tinha sido coerente na sua visão da Otan como uma ameaça e na busca de caminhos para dividir a aliança e deter a sua expansão, enquanto a Otan estava "dividida entre ver a Rússia como ela é, e vê-la como nós gostaríamos que ela fosse".

A Rússia concordou em permitir o transporte por terra de suprimentos não letais da Otan para o Afeganistão e se comprometeu a fazer todo o possível para ajudar o esforço da aliança no Afeganistão, sem envio de tropas, mas Valasek disse que houve pouca cooperação significativa.

Em sua visita a Moscou em dezembro, Rasmussen não conseguiu obter compromissos firmes imediatos de assistência adicional para o Afeganistão, incluindo opções extras de tráfego, helicópteros e mais apoio para a formação das forças de segurança afegãs.


"Mesmo o alardeado corredor norte [de abastecimento], realmente não chegou a lugar algum", disse Valasek. "Houve um carregamento que chegou através dele, e isso é tudo. A razão é que os russos estão insistindo em pagamentos substanciais pelo serviço. A Otan pensou que era uma parceria, eles [os russos] veem como um negócio. "

Em Moscou, Rasmussen recusou um convite do Kremlin por um novo sistema de defesa na Europa, dizendo que não via necessidade de um novo tratado de segurança proposto pela Rússia.

Medvedev aprovou um projeto de pacto de segurança pós-Guerra Fria em 29 de novembro, dizendo que poderia substituir a Otan e outras instituições e restringir a capacidade de qualquer país de usar a força unilateralmente.

Os países da Otan reagiram com ceticismo e viram o plano russo como uma tentativa de dividir a aliança, dizendo que a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa é o lugar certo para discutir questões de segurança.


Fontes: FOLHA - Reuters

Primeiro grupo brasileiro é resgatado de helicóptero após cheia em Machu Picchu

Cerca de 120 turistas do país ficaram ilhados por conta da chuva. Cheias e deslizamentos mataram pelo menos 5 pessoas na região.


Reprodução/TV Globo

O primeiro grupo de brasileiros resgatado de helicóptero da cidade de Aguas Calientes, na região de Machu Picchu, chegou no início da noite desta terça-feira (26) à cidade de Ollantaytambo. Todos passam bem.

As chuvas dos últimos dias na região de Cusco provocaram mataram cinco pessoas, feriram 50, deixaram milhares de desabrigados e interromperam as ligações com a antiga cidade sagrada dos incas, deixando cerca de 2 mil turistas brasileiros. Pelo menos 120 brasiileiros estavam em Aguas Calientes, dormindo em barracas em situação precária.

O governo peruano informou que começou de helicóptero a resgatar os quase 2 mil turistas isolados próximo à cidade.

Mapa localiza a região do bloqueio no Peru. (Foto: Arte G1)

A estatal Instituição Nacional de Cultura confirmou a morte da turista argentina Lucila Ramballo Sarlo, de 23 anos, que morreu em um deslizamento de terra. Três argentinos ficaram feridos. Em outro local, o guia peruano Washington Huaralla, 33, morreu também em um deslizamento.


Foto de arquivo mostra a cidade inca de Machu Picchu. (Foto: AFP)



Fontes: G1 - TV Globo - Agências

Escocesa sai para comprar peru de Natal, mas só volta para casa um mês depois

Ela e o marido moram em um farol no extremo norte do país. Nevasca impediu que o casal passasse as férias juntos.

A escocesa Kay Ure saiu de casa em dezembro para comprar um peru de Natal, mas acabou voltando para casa só um mês depois, segundo a imprensa local.

Ela saiu de casa, em Cape Wrath, um farol no extremo norte da Escócia, em pleno inverno, mas, por causa de uma nevasca, foi obrigada a ficar na casa de amigos em Durness, a cerca de 17 km.



A estrada foi reaberta, e o marido, John, finalmente conseguiu dirigir até o lugar e, de barco, encontrar a mulher e o Peru.

O casal prometeu contar a história em detalhes para uma revista.


Fonte: G1- TV Globo

Ali Agca, o terrorista que atirou contra João Paulo 2°, sai da prisão

Memhmet Ali Agca

Memhmet Ali Agca, o terrorista turco que atirou contra o papa João Paulo 2° em 1981, deixou hoje a prisão onde estava, na região de Ancara, capital da Turquia.

Após ser libertado, Agca foi enviado imediatamente a um escritório de recrutamento militar para ser submetido a um exame médico e decidir se é apto para o serviço militar, que ainda não cumpriu, aos seus 52 anos.

Os jornalistas que esperavam fora da prisão de Sincan não viram o homem que atirou contra João Paulo 2° em Roma.

"Ele ficará por dois dias em um hotel de Ancara e depois vai descansar durante duas semanas em um lugar de veraneio", informou em um comunicado o advogado Achi Ali Ozhan.

Agca talvez diga algumas palavras de agradecimento, mas não deverá conceder uma entrevista coletiva à imprensa, por estar negociando com editoras e produtoras de cinema a divulgação de suas memórias. Agca recebeu mais de 50 ofertas para livros, filmes e documentários e as negociações estão em andamento, disse o advogado.

Segundo Ozhan, Agca também pretende viajar para a Cidade do Vaticano para prestar reverência ao túmulo do papa João Paulo 2º e se reunir com o papa Bento 16. Até o momento, não foi estabelecida uma data para a visita ao Estado.

Mehmet Ali Agca foi preso na Turquia depois de sua extradição da Itália em 2000 por vários crimes que havia cometido antes de tentar assassinar o papa João Paulo 2º, em 13 de maio de 1981, na Praça São Pedro, no Vaticano. O papa ficou gravemente ferido.

As motivações do ataque e a identidade daqueles que estariam por trás de Agca continuam sendo um mistério.

Longe de convencer, suas contraditórias explicações sobre o atentado alimentaram inúmeras teorias de complô. A pista de participação dos serviços secretos búlgaros e soviéticos foi constantemente evocada. Imediatamente depois de ser preso, Agca afirmou ter agido sozinho. Mas a polícia acha que ele recebeu alguma ajuda externa, principalmente financeira.

O papa João Paulo 2º, que se reuniu com Agca em sua cela em 1983, o havia perdoado antes de o turco ser indultado pelo presidente italiano.

Na Turquia, o ex-militante de extrema direita foi condenado pelo assassinato de um conhecido jornalista turco, Abdi Ipekci, e por dois assaltos praticados nos anos 70. Durante sua estada na prisão por quase três décadas, Agca fez declarações surpreendentes, inclusive sem o menor sentido, o que levou a muitos questionamentos sobre seu estado de saúde mental.

Entre as várias coisas que andou dizendo, Agca afirmou ser o "Messias esperado pelos cristãos, judeus e muçulmanos" e que queria adotar a nacionalidade polonesa do papa que quis matar. Numa carta divulgada esta semana, ele pede a fundação de "novo império norte-americano, que deve virar o centro da paz, da democracia e das liberdades internacionais". 

Fontes: FOLHA - Agências

Novo terremoto atinge a região das Ilhas Salomão

Região do Pacífico Sul havia sido atingida por tremores na segunda.Segundo autoridade, 200 casas foram destruídas.

Mapa localiza as Ilhas Salomão, onde ocorreram terremotos e um tsunami deixou pelo menos mil desabrigados (Foto: Arte/G1)

Um terremoto de magnitude 6,9 atingiu a região próxima às Ilhas Salomão nesta terça-feira (5), um dia depois que dois tremores atingiram a mesma área, destruindo cidades e provocando um tsunami deslizamentos de terra. Pelo menos mil pessoas ficaram desabrigadas.

Não há notícias de novas vítimas ou danos causados pelo novo tremor, ocorrido a 110 km a sudeste da ilha de Gizo. Ele foi seguido de vários choques secundários.

Os tremores da segunda-feira tiveram magnitudes 7,2 e 6,5 e ocorreram quase simultaneamente.


Imagem fornecida pela polícia das Ilhas Salomão mostra homem em frente a tenda destruída na ilha de Rendova, nesta segunda-feira (4), após um forte terremoto (Foto: AP)

Fonte: G1

Dubai inaugura maior prédio do mundo

Torre Burj Dubai tem mais de 800 metros de altura. Inauguração ocorre em meio a crise do emirado.

Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, inaugura nesta segunda-feira (4) a torre Burj Dubai, considerada o novo prédio mais alto do mundo.

A estrutura tem mais de 800 metros de altura e 160 andares.



A inauguração ocorre pouco mais de um mês depois de o emirado ter pedido moratória do pagamento da dívida da estatal Dubai World e é vista como uma tentativa de reativar o otimismo local.

A construção do prédio começou durante o "boom" econômico da última década e envolveu cerca de 12 mil trabalhadores. A data da inauguração já havia sido adiada duas vezes desde o início da construção, em 2004.


Trabalhadores dão os retoques na torre Burj Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, nesta segunda-feira (4). (Foto: AP)





O prédio, considerado o maior do mundo com mais de 800 metros, deve ser inaugurado hoje sob forte esquema de segurança. (Foto: AP)




Sombra da Torre Dubai é vista sobre a cidade nesta segunda-feira (4). 



Fontes: G1- TV Globo - AP

Terremoto atinge Ilhas Salomão; tsunami é descartado

"Não existe a ameaça de tsunami no litoral do Pacífico", informou o centro, baseado no Havaí.

Um terremoto de magnitude 6,5 foi registrado perto das Ilhas Salomão, no Pacífico Sul, nesta segunda-feira (horário local), mas não houve relatos imediatos de danos, informaram a polícia e a imprensa locais. A possibilidade de tsunami foi descartada.

O epicentro do terremoto foi localizado 88 km ao sul-sudeste da pequena ilha de Gizo, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O Centro de Alerta de tsunamis do Pacífico informou que o terremoto ocorreu a uma profundidade de 33 km.

"Não existe a ameaça de tsunami no litoral do Pacífico", informou o centro, baseado no Havaí.

Um terremoto de magnitude 8,1 e um tsunami subsequente atingiram Gizo, em 2007, matando 52 pessoas e deixando milhares de desabrigados.

As Ilhas Salomão são parte do Círculo de Fogo do Pacífico, onde as placas continentais colidem frequentemente, causando registrados 85% da atividade sísmica mundial.

Em 30 de setembro, um terremoto de 7,9 graus gerou ondas gigantes que arrasaram povos inteiros da costa, matando mais de 200 pessoas e deixando quase 250 mil desabrigados em Samoa e na vizinha Tonga.

Em 26 de dezembro de 2004, na maior tragédia mundial em décadas, um tsunami causado por um terremoto de 9,1 graus de magnitude matou cerca de 230 mil pessoas na Indonésia e outros países do oceano Índico.

Fonte: FOLHA

Atentado mata 88 em jogo de vôlei no Paquistão

Ao menos 88 pessoas morreram em um atentado a bomba durante uma partida de vôlei na conturbada região noroeste do Paquistão nesta sexta-feira.

O ataque ocorreu em Lakki Marwat, localidade perto das áreas tribais do Waziristão do Norte e do Sul.

A polícia afirmou que se tratava de um atentado suicida no qual o homem-bomba dirigiu uma caminhonete cheia de explosivos ao local da partida.

A forte explosão derrubou prédios adjacentes e muitas pessoas podem estar soterradas.

Segundo a agência de notícias Associated Press, o policial Habibullah Khan disse que o ataque pode ter sido uma retaliação por tentativas de moradores, que criaram sua própria milícia, de expulsar extremistas da área.

Equipamentos

Entre os mortos, acredita-se que estejam membros do comitê local que faz campanha pela paz na região.

O grupo fazia uma reunião em uma mesquita próxima no momento da explosão.

Testemunhas dizem que equipes de resgate estariam usando a luz de faróis de veículos para buscar sobreviventes no escuro.

"É uma pequena vila com muito poucos recursos para resgate. Estão sendo enviados equipamentos de outros lugares", disse Khalid Isar, do governo local, à agência de notícias Reuters.

Outubro

O Waziristão do Norte e do Sul são regiões assoladas pela violência extremista, de onde insurgentes lançaram ataques contra a região noroeste do Paquistão, assim como a partes do leste do Afeganistão.

Desde outubro, o Exército do Paquistão vem realizando uma ofensiva contra extremistas no Waziristão do Sul.

Quase 600 pessoas morreram em ataques de militantes nos últimos três meses. Vêm sendo alvo de atentados tanto alvos considerados difíceis como bases militares e outros mais fáceis como mercados de rua.

O atentado ocorreu no mesmo dia em que uma multidão participava de uma manifestação em Lahore, pedindo paz e estabilidade


Fonte: BBC

Mundo festeja 2010 em clima de segurança reforçada

2010 promete ser um ano onde as questões com segurança vão predominar

O mundo festeja a chegada de 2010 em meio a medidas de segurança reforçadas, diante do temor de atentados terroristas, após um jovem nigeriano tentar explodir um avião comercial no Natal, em ação reivindicada pela rede terrorista Al Qaeda.

Kiribati e Nova Zelândia foram os primeiros a receber o Ano Novo. Em Auckland, os fogos de artifício disparados da Sky Tower deram as boas-vindas a 2010, na maior cidade da Nova Zelândia.

Na Indonésia, a embaixada americana informou ter recebido um aviso do governador de Bali sobre um possível ataque terrorista na noite de réveillon na ilha turística, que já foi cenário de atentados contra os ocidentais.

A secretaria de turismo de Bali emitiu uma mensagem do governador da ilha, Mangku Pastika, no qual ele alerta sobre um eventual ataque, indicou a embaixada americana em seu site.

"O governador de Bali, Mangku Pastika, deseja compartilhar uma mensagem com todos nós: 'Há indicações de um ataque em Bali esta noite [quinta-feira]'", avisa o comunicado.

Um atentado, atribuído ao grupo islâmico Jamaah Islamiyah, matou 202 pessoas em Bali em 2002.

A Finlândia, por sua vez, viveu um grande susto no início do último dia do ano, quando um homem vestido de negro disparou aleatoriamente em um shopping de Espoo, na periferia da capital Helsinque, matando quatro pessoas.

O atirador, de 43 anos e fichado pela polícia, se encontra foragido, explicou Jyrkky Kallio, delegado da polícia de Espoo.


"Posso confirmar a morte de quatro pessoas. Não sabemos ainda se há feridos e quantos seriam. Não sabemos onde se encontra o atirador, mas sabemos que é", afirmou ainda, sem revelar a identidade do agressor.

Em Roma, o Papa Bento 16, que foi atacado por uma mulher desequilibrada na basílica de São Pedro, na noite de Natal, pediu aos cristãos de todo o mundo que ajudem as "famílias ainda em dificuldades" devido à crise mundial, durante a liturgia do último dia do ano.

Bento 16 lembrou a ajuda oferecida "com generosidade a tantos que bateram às portas" das comunidades cristãs, e desejou que este esforço prossiga "diante das dificuldades que afetam tantas famílias atingidas pela crise e o desemprego".

Em Sydney, cerca de 1,5 milhão de pessoas ocuparam a famosa baía da cidade para receber o Ano-Novo e segundo a premier de Nova Gales, Kristina Keneally, cerca de 4,5 toneladas de fogos iluminaram a cidade durante mais de 12 minutos.

A Tailândia proibiu a queima de fogos de artifício depois da morte, no réveillon passado, de 65 pessoas no incêndio de uma discoteca por causa de uma demonstração pirotécnica.

No Afeganistão e no Paquistão, a segurança está em alerta máximo em função da sucessão de ataques talebans.

Oito civis americanos e cinco canadenses foram mortos nas últimas 24 horas no Afeganistão.

Em Karachi, no Paquistão, os festejos foram cancelados por causa de um atentado taleban na segunda-feira, que matou 43 pessoas.

Em Dubai, onde a principal queima de fogos aconteceu perto do hotel Burj al Arab, as autoridades de segurança prepararam um esquema especial para lidar com as celebrações em diferentes hotéis e centros, segundo o site "Gulf News".

Em Paris, para comemorar seus 120 anos, a Torre Eiffel vai brilhar em todo seus esplendor com um espetáculo de luzes e músicas.

Em Berlim, um milhão de pessoas devem se congregar no Portão de Brandeburgo, símbolo da Alemanha reunificada.

Os londrinos se reunirão ao pé da London Eye, a roda-gigante que domina o Tâmisa.

Como ocorre a cada ano em Madri, milhares de pessoas se reuniam na Puerta del Sol, para celebrar a chegada de 2010 na capital espanhola.

Em Nova York, as medidas de segurança foram reforçadas para que milhares de pessoas se reúnam na Times Square para assistir a famosa queda da Grande Maçã, que marca a chegada do novo ano.

Policiais à paisana, câmeras de vigilância e equipes de detecção de material radioativo ou biológico estão mobilizados para a ocasião.

Fontes: FOLHA - France Presse

Venezuela acusa EUA de violar espaço aéreo e preparar ataque

O governo venezuelano acusou nesta quinta-feira os EUA de violarem seu espaço aéreo, em supostas manobras preparatórias para um ataque. Autoridades americanas rechaçaram a acusação.

O Ministério das Relações Exteriores venezuelano não listou exemplos de tais violações, mas afirmou que os EUA usam "os territórios coloniais de Aruba e Curaçao na preparação de uma agressão militar contra a Venezuela".

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem reclamado repetidamente contra a permissão concedida pela Holanda que os EUA usem ilhas como apoio para o monitoramento do tráfego aéreo na América Sul relacionado ao narcotráfico. Aruba fica a cerca de 30 quilômetros da costa venezuelana.

Também é comum nos discursos de Chávez a acusação de que os EUA tramam uma conspiração para derrubá-lo do poder. Em 2002, o líder venezuelano sofreu um golpe militar, de curta duração, pelo qual os EUA negam qualquer envolvimento.

Um porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, Stephen Lucas, negou que os voos militares americanos realizados a partir de Aruba e Curaçao estejam violando o espaço aéreo venezuelano. Ele também negou qualquer outro propósito nessas operações além do combate ao tráfico de drogas.


"O motivo da existência de nossas operações nas ilhas de Curaçao e Aruba é contra o tráfico de drogas, e não tem absolutamente nada a ver com política ou outros eventos na Venezuela", afirmou.

Fontes: FOLHA - Associated Press

Taiwan: 100 mil protestam contra aproximação com China


Manifestantes protestam contra aproximação com a China em Taichung

Cerca de 100 mil pessoas em Taiwan - segundo os organizadores - atenderam neste domingo ao chamada da oposição independentista para protestar contra a aproximação governamental à China e o bloqueio político internacional de Pequim em relação à ilha. A manifestação de protesto é dirigida contra a quarta rodada de negociações entre China e Taiwan, realizada na cidade de Taichung nos próximos dias 22 e 23, e contra a postura chinesa de não reconhecer a soberania de Taiwan, afirmou a organização, em comunicado.

"Queremos que o governo escute a voz do povo e exigimos que os contatos com a China sigam os princípios de transparência e democracia, sem segredos", disse a presidente do Partido Democrata Progressista (PDP), Tsai Ing-wen, no início do protesto. A manifestação não é contra o presidente da delegação chinesa para a rodada de negociações, Chen Yunlin, que chega na segunda-feira à ilha, mas quer fazer a China entender que Taiwan é um Estado soberano, disse Tsai.


"A China deve respeitar a soberania de Taiwan e não restringir com mão dura seu espaço internacional de sobrevivência", disse a líder opositora. O presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, disse hoje, antes da manifestação e durante uma atividade pública, que seu governo "continuará impulsionando a assinatura de um acordo marco de cooperação econômica com a China porque é benéfico e abre as portas para a firma de acordos de livre-comércio com outros países".

Fontes: Terra - Efe

Terremoto de mais de 6 graus atinge Taiwan

Segundo a TV local, um prédio desabou. Ainda não há informações sobre vítimas.

Um terremoto de mais de 6 graus de magnitude atingiu Taiwan neste sábado (19). Segundo uma rede de TV local, citada pela agência de notícias Reuters, um prédio desabou por conta do tremor. Ainda não há informações sobre vítimas.

Segundo o centro norte-americano de pesquisas geológicas (USGS), o tremor foi de 6,4 graus e seu epicentro estava a 46 quilômetros de profundidade e a 25 quilômetros de Hua-lien, na ilha.

Segundo a imprensa local, o desabamento ocorreu próximo de Taipei, que fica a 125 quilômetros do epicentro do tremor. Segundo a Reuters, os prédios da capital do país tremeram por cerca de 30 segundos.

Em 21 de setembro de 2008, um devastador terremoto de 7,3 graus deixou mais de 2,4 mil mortos no centro da ilha.

Segundo as estatísticas do Centro de Sismologia, a ilha sofreu uma média anual de 21,295 mil tremores entre 1994 e 2008, mas só dois deles foram de magnitude superior a 7 graus Richter.


Exibir mapa ampliado

Fonte: G1

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails