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Governo analisa projeto da Oi de rastrear internautas

A operadora Oi quer lançar, em parceria com a polêmica empresa londrina Phorm, uma ferramenta para rastrear a navegação dos usuários na internet.

Segundo reportagem do jornal O Globo, o Ministério da Justiça e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) analisam se o serviço representa uma violação da privacidade.

Aprovado o serviço, a Phorm instalaria um equipamento na rede que provê acesso à internet, com o qual consegue registrar e classificar cada clique de cada internauta. O objetivo declarado, segundo o jornal, é fazer publicidade direcionada.

Lan house em São Paulo (foto: Carol Guedes/AE)

“Quem visita com frequência sites de beleza potencialmente é um comprador de cosméticos, bem como o leitor do site de uma revista sobre automóveis potencialmente está interessado em acessórios para carros”, explica o jornal.

A reportagem informa que o produto está em testes no Rio de Janeiro , sendo oferecido em parceria com iG, Terra e UOL.

No Reino Unido, essa ferramenta foi considerada ilegal pela Comissão Europeia em 2009, após ser testada pela British Telecom.


Fonte: O ESTADO

Brasil tem tarifa mais cara de celular, diz entidade

União Internacional de Telecomunicações comparou 159 países. Custos elevados representam 'sério obstáculo' ao desenvolvimento.

O consumidor brasileiro continua a pagar a fatura mais cara do mundo pelo uso do telefone celular, de acordo com o índice de Paridade de Poder de Compra (PPP), apesar de estar gastando menos de sua renda com esse serviço. É o que mostra a União Internacional de Telecomunicações (UIT) numa comparação entre 159 países.

De 2008 para 2009, o preço da tarifa do celular no Brasil caiu 25%, da banda larga 52% e da telefonia fixa 63%, levando em conta a renda per capita, que aumentou. Mas o relatório da UIT mostra que esses custos continuam elevados e representam "sério obstáculo" ao acesso e desenvolvimento das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) no país. A utilização de TIC aumenta no mundo, enquanto os preços caem. A demanda é mais forte nos países em desenvolvimento, onde as operadoras devem continuar investindo.

Segundo a entidade, o custo de uso de banda larga caiu 42% no mundo, comparado a 25% para celular e 20% para telefonia fixa. A UIT calcula que 57% das pessoas nos países em desenvolvimento tenham agora acesso a celular, comparado a 23% há cinco anos. Os usuários de celular chegarão a 5 bilhões no fim do ano, segundo a entidade. Nos países desenvolvidos, a penetração é de mais de 100%.

Sem surpresa, a população dos países ricos gasta menos de sua renda, em percentual, para ter acesso a tecnologia, do que os consumidores dos países em desenvolvimento. O índice coloca a Suécia como o país mais desenvolvido em termos de acesso, uso e conhecimento de TIC, seguido por Luxemburgo, Coreia do Sul, Dinamarca e Holanda. Os Estados Unidos ficam na 19ª posição, atrás da França. O Brasil continua em 60º lugar no Índice de Desenvolvimento de TIC. A classificação é a mesma do ano passado.

O brasileiro continua a pagar mais na comparação internacional, apesar de desde o ano passado destinar menos de sua renda para os serviços de telecomunicações. Um preço-chave, para a UIT, é o uso de internet veloz, que continua a ser um luxo reservado a poucos. No Brasil, o preço do pacote de banda larga leva em conta o custo da assinatura e ficaria em média em US$ 34 em paridade de poder de compra (PPC), comparado a US$ 7 em Israel e US$ 20 nos EUA. A PPC corresponde a taxa de câmbio entre duas moedas, calculada conforme a quantidade de cada moeda que é necessária para comprar um determinado produto e serviço idêntico no país.

No caso do telefone celular, o Brasil fica em 121º lugar entre os 159 países no custo dos serviços. Mas levando em conta a paridade de poder de compra, fica em último. O custo por um pacote de 25 chamadas e 30 torpedos é estimado em US$ 42 por mês, comparado a US$ 1 em Hong Kong, US$ 9,8 na Suíça e US$ 14,6 no México. A taxa de penetração de celular no Brasil está próxima da taxa de oito anos atrás na Suécia, por exemplo.

Para a UIT, isso está claramente ligado aos custos dos serviços no país, apesar da redução na tarifa em 2009. O estudo revela diferenças enormes nos preços entre países. No caso da telefonia fixa, o pacote básico no Brasil custa US$ 13,4 pela assinatura, enquanto no Irã seria de apenas US$ 0,20. A média é de US$ 9 nos países em desenvolvimento.

Fontes: G1 - Valor Online

Opinião do BGN

Na verdade, duas coisas contribuem para o brasileiro pagar a tarifa mais elevada do mundo: os impostos abusivos incidentes sobre os serviços e o fato da ANATEL, priorizar os interesses das operadoras, em detrimento ao interesse dos consumidores. Vergonha.

Idec diz que web móvel não pode ser considerada banda larga

Institutos de defesa do consumidor afirmam que as operadoras de telefonia móvel do país vendem planos de internet que não podem ser considerados "banda larga".

"Em muitos casos, a velocidade oferecida não chega a 100 Kbps, o mínimo garantido pelos contratos de 1 Mbps [megabit por segundo]", afirma Estela Guerrini, advogada do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). "Isso não é banda larga."

A UIT (União Internacional de Telecomunicações) define como "banda larga" as conexões (fixas ou móveis) acima de 256 Kbps (kilobits por segundo). No Brasil, não existe um padrão, mas os institutos que monitoram o mercado adotam 128 Kbps como sendo a fronteira entre uma conexão discada e outra em banda larga.

Não há uma pesquisa nacional que tenha medido a velocidade real das conexões de internet em 3G das operadoras. Mas, de acordo com os órgãos de defesa do consumidor, essa defasagem é o principal motivo das controvérsias.

"Crescem as reclamações de clientes que recebem menos de 10% da velocidade contratada", diz Guerrini.

A história se repete na Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), que enviou uma representação ao Ministério Público Federal de São Paulo, em maio, na qual exigia que as autoridades tomassem providências.

"Com ou sem um regulamento para o 3G, nada pode ferir o Código de Defesa do Consumidor", diz a presidente da associação, Maria Inês Dolci.

Há três meses, o corretor de seguros Emerson Mendes teve de pedir ajuda à associação para conseguir o cancelamento de seu contrato com uma operadora de telefonia celular. Morador de Capão Bonito, no interior paulista, ele assinou um plano de 1 Mbps. "Só que não conseguia velocidades nem de 20 Kbps", afirma Mendes.

Cláusulas abusivas

"Os próprios contratos das operadoras já preveem que elas não entregam o que prometem", afirma Guerrini.
"Existem casos em que elas se reservam o direito de cortar a conexão se o cliente usar o Skype ou outro serviço de voz pela internet."

Para o Idec, os contratos são abusivos e revelam que a propaganda das operadoras é enganosa. "Em nenhum momento os anúncios informam que haverá restrições de cobertura, velocidade ou limites de tráfego de dados", diz Guerrini.

As operadoras afirmam que seguem padrões internacionais, tanto na oferta do serviço quanto na elaboração dos contratos, e não quiseram comentar a nova regulamentação da banda larga móvel em tramitação da Anatel.


Banda larga fixa

Mesmo na rede fixa, que segue metas de qualidade, esse problema é frequente. Por isso, o CGI (Comitê Gestor de Internet), a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) farão um teste em residências de todo o país para avaliar as supostas diferenças de velocidade garantidas pelos planos de internet pela rede fixa.

Dois métodos serão utilizados. O primeiro deles será por meio de um programa desenvolvido pelo NIC.br, órgão ligado ao CGI, que será acessado pela internet. O endereço é www.ceptro.br/Simet.

"O estudo possibilitará avaliar a qualidade da banda larga no Brasil", diz Milton Kaoru, diretor de projetos do NIC.br.

"Quanto mais usuários utilizarem esse software, melhor será o panorama sobre a qualidade do serviço prestado."

Pelo segundo procedimento, o grupo escolheu cem domicílios, que aceitaram, voluntariamente e sob cláusula de sigilo, instalar um equipamento que mede a diferença entre a velocidade nominal e a real.

Fonte: FOLHA/JULIO WIZIACK

Serviço de 'boletos eletrônicos' da Febraban começa a valer nesta segunda

Débito Direto Autorizado reúne contas a pagar em página virtual. Para usar o serviço, cliente deve fazer cadastro nos bancos.

Um serviço disponibilizado pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) vai ajudar os consumidores a manter guardadas as contas pagas sem juntar montanhas de recibos em pastas e armários. Trata-se do Débito Direto Autorizado, ou DDA, que passa a valer a partir desta segunda-feira (19) para os usuários que já se cadastraram com os bancos.

Ministério Público pede proibição da venda dos refrigerantes H2OH! e Aquarius Fresh

O Ministério Público Federal do Distrito Federal ajuizou na terça-feira (22) uma ação civil pública na 1ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal pedindo a proibição da comercialização dos refrigerantes H2OH! e Aquarius Fresh, produzidos, respectivamente, pela Pepsi Cola Indústria da Amazônia Ltda e pela Coca-Cola do Brasil.

TV impõe migração para pacotes mais caros

TV paga sacaneia os consumidores

A proliferação de pacotes de televisão por assinatura, em vez de trazer divertimento para os clientes, tem provocado, em vários casos, mais transtornos do que facilidades.

Sob o argumento de que o plano contratado não existe mais, empresas forçam a migração para opções mais caras. A medida, considerada ilegal por órgãos de defesa do consumidor, não é assumida pelas operadoras, mas foi relatada por assinantes ouvidos pela Folha nas últimas semanas.

No Procon-SP, o número de queixas revela a insatisfação dos clientes. As empresas de televisão por assinatura estão entre as que mais recebem reclamações, atrás apenas das de telefonia - já são 449 neste ano. O órgão não informa quantos dos registros são relativos a mudanças nos pacotes -que, segundo os assinantes, podem ocorrer de diferentes maneiras.

A engenheira de software Debora Theodoro recebeu no dia 21 de agosto um e-mail informando que o plano da Net, no Rio, estava sendo "descontinuado" e seria substituído por outro, com mais canais de filmes, mas sem outros 14. O valor da mensalidade subiria até 8%. "O e-mail dá a entender que, a qualquer momento, eles vão mudar o plano e eu vou ter que pagar mais caro", diz Theodoro. "Eu contratei um plano, eles têm que me oferecer o plano que eu contratei. Mas eles querem que eu pague mais e ainda dizem que alguns canais vão ficar indisponíveis. É absurdo."

Assinante da Sky, o administrador de empresas Fabio Cavallini, de São Paulo, também enfrenta problemas devido a um plano que a empresa deixou de comercializar. O incômodo começou quando ele notou um aumento na mensalidade.

"Liguei para reclamar e me disseram que meu pacote havia acabado e que por isso tinham me colocado em outro com mais alguns canais", afirma. Ele diz que ligou várias vezes para a empresa até um atendente, depois de ouvir que ele iria cancelar a TV, oferecer um desconto. A validade da oferta é de seis meses, e sempre que esse prazo se aproxima ele tem que negociar sua prorrogação.

Já a professora Vera Lúcia da Rocha Santos, moradora do Rio, diz ter recebido um telefonema da Net avisando que precisava trocar seu receptor, analógico, por um digital. Quando a conta chegou, o valor do plano tinha passado de cerca de R$ 150 para mais de R$ 200, e o ponto adicional, antes gratuito, agora custava R$ 25.

Depois de ligar várias vezes para a empresa sem conseguir reverter o aumento, ela cancelou o ponto adicional e migrou para um pacote mais barato. "Perdi muitos canais, mas não tinha estrutura emocional para enfrentar um embate", diz.

Outra queixa diz respeito a canais e serviços oferecidos como "degustação" -condição da qual, muitas vezes, o cliente toma conhecimento apenas quando a "oferta" termina. Foi o que ocorreu com a gerente de comunicação institucional Daniela Costa Campos, 28, que decidiu assinar um plano da Net atraída pela diversidade de canais e pela interatividade.

Depois de um mês, ela viu a função de interatividade parar de funcionar. Foi informada de que, se quisesse continuar com o serviço, teria de migrar para um novo plano. "Fiquei tão nervosa que nem quis ouvir o valor", afirma.

O coordenador do Procon em Porto Alegre, Omar Ferri, cita ainda a venda do pacote de jogos do Campeonato Brasileiro como motivo de queixas, principalmente entre os clientes do plano básico de TV.

"Na hora de vender, eles prometem todos os jogos, mas depois algumas partidas são transmitidas apenas em canais de que o usuário básico não dispõe em seu contrato." Segundo ele, o órgão tem obrigado as operadoras a liberar esses canais para que o assinante do "pay-per-view" possa ver todas as partidas.



Opinião do BGN

Atualmente, a internet atende com inúmeras vantagens o papel exercido pela TV. Não há mais vantagem em pacotes de TVs pagas. O cancelamento de pacotes e a migração forçada para pacotes mais caros, além de ser ilegal é uma imoralidade contra o cliente.

Livre-se de problemas, faça como o editor deste blog. Cancele a TV paga e você descobrirá que vive muito bem sem ela.

Fonte:
FOLHA/DENISE MENCHEN/PAULA NUNES

Galões de água terão de exibir prazo de validade a partir desta semana

Norma determina 3 anos de validade para garrafões de 10 e 20 litros.
Portaria é do Departamento Nacional de Produção Mineral.

Os garrafões de plástico que acondicionam água passam a ter data de validade a partir da semana que vem. Galões muito antigos, além de serem menos resistentes, podem contaminar a água.

"Ele (o galão) vai se desgastando com as lavagens e vai criando superfícies porosas dentro que acumulam sujera", diz Carlos dos Anjos, engenheiro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Três anos é o tempo máximo, segundo especialistas, que um galão aguenta sem sofrer desgaste com limpeza, estocagem e transporte. Por isso uma portaria do Departamento Nacional de Produção Mineral determina que este seja o prazo de validade dos galões de 10 e 20 litros de água mineral comercializados no país.

A partir da próxima quarta-feira, só embalagens com data de validade poderão ser vendidas. "Vai haver fiscalização, e o consumidor de certa forma está sendo protegido, afinal de contas a água mineral é um produto natural", diz Anjos.



Fonte: G1

Justiça condena banco a indenizar cliente barrado por detector de metais

Banco Itáu condenado em processo

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou o Banco Itaú a pagar uma indenização de R$ 3.000 por danos morais a um cliente impedido de entrar em uma agência bancária devido a um problema na porta giratória detectora de metais.

O autor da ação afirma que, mesmo após ter demonstrado que não carregava mais nada que pudesse acionar o detector de metais, o segurança impediu sua entrada na agência. Os desembargadores consideraram que houve "excesso por parte do preposto [segurança] do banco".

Mesmo admitindo a necessidade de medidas de segurança para o público em geral, para o desembargador Rogério de Oliveira Souza, da 6ª Câmara Cível, "tal situação não poderá gerar constrangimento e humilhação ao consumidor".

A assessoria do banco Itaú foi procurada, mas por se tratar de um processo judicial ainda em andamento, preferiu não se pronunciar.

Fonte: FOLHA

Consumidor precisa saber a origem da carne que compra, pedem ONGs

Organizações querem que governo crie sistema para rastrear gado. Pecuária é acusada de favorecer desmatamento Amazônia.

Quando vai comprar uma peça de picanha ou um hambúrguer no supermercado, o consumidor precisa de onde veio aquela carne. Essa é a exigência feita por três ONGs ao governo federal, em carta pública enviada na última quarta-feira (24). As organizações pedem que seja criado um sistema de rastreamento da carne e que na etiqueta dos produtos seja indicada a fazenda de origem do gado.

O objetivo das ONGs é dar ao consumidor a possibilidade de boicotar propriedades que não respeitem regras ambientais ou trabalhistas. Estudos recentes apontam que a pecuária ocupa a maior parte das áreas desmatadas recentemente na Amazônia, além de ser um dos setores que mais concentra casos de trabalho escravo.


Nome das fazendas criadoras de gado tem que estar na embalagem dos produtos no supermercado, defendem ONGs. (Foto: Valter Campanato/ABr)

A carta é assinada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, Vitae Civilis – Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz, e Repórter Brasil.

Boicote insuficiente

Desde o início de junho, pelo menos 35 empresas, incluindo grandes redes de supermercados, declararam que vão parar de adquirir derivados de carne que venham de fazendas embargadas pelo Ibama no Pará. Parte dos varejistas já havia boicotado fazendas flagradas utilizando trabalho análogo à escravidão.

Para as ONGs, a ação das empresas é louvável, mas insuficiente. “Nossa proposta envolve um ator poderosíssimo, que quer atuar contra o desmatamento, que é o consumidor. Uma ferramenta assim irá fazer com que ele tenha instrumento para agir, já que o ato de compra é um ato político. Quando você compra um produto, você está dizendo que concorda com a maneira como ele foi feito”, defende Leonardo Sakamoto, coordenador da Repórter Brasil.

Na carta, as organizações enfatizam que o rastreamento é uma obrigação do Estado. “O governo federal já dispõe de ferramentas que, quando integradas, seriam capazes de garantir ao consumidor a informação sobre a origem do seu produto, como as informações presentes nas Guias de Trânsito Animal, nos bancos de dados da Receita Federal do Brasil e mesmo em plataformas como o Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos – Sisbov.”

Escravidão moderna

Trabalhador que fugiu de fazenda em Paragominas (PA) exibe cicatrizes de tortura. Ele foi queimado com ferro de marcar bois. (Foto: MTE/Divulgação)

Segundo o último cadastro de empregadores que utilizaram mão-de-obra escrava divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 43% dos flagrantes do crime ocorreram em fazendas de gado, a maioria na Amazônia. O cadastro, publicado semestralmente pelo governo desde 2003, é conhecido como “Lista Suja do Trabalho Escravo” e reúne 196 nomes de fazendeiros e de empresas.

De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a maior parte dos trabalhadores encontrados nessa situação em fazendas de gado faz limpeza e manutenção de pastos, além de instalar cercas.

Pecuária se expande baseada em grilagem e desmatamento, diz estudo
Pesquisa da ONG Amigos da Terra traz perfil do setor na Amazônia. Frigoríficos receberam R$ 6 bi de investimentos públicos em 2008.

As áreas de pasto na Amazônia triplicaram nos últimos 30 anos, ocupando hoje uma área superior à soma dos estados da Bahia e Rio de Janeiro. Segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (22) pela ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, a expansão da pecuária só foi possível graças à invasão de terras públicas e desrespeito às leis ambientais.


Boiadeiro conduz gado no Pará. (Foto: Agência Brasil)

Ao mesmo tempo em que aponta esse problema, a pesquisa indica que, em 2008, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 5,9 bilhões para a indústria frigorífica, o equivalente a 49,1% dos empréstimos à área industrial realizado pelo banco. A maior parte desses recursos foi direcionado a quatro grandes empresas com forte atuação na Amazônia. Na última semana, o ministro da Economia, Guido Mantega, anunciou a liberação de mais R$ 10 bilhões para socorro a empresas da área.

Números do relatório 'A hora da conta'

As áreas de pasto na Amazônia saltaram de 203 mil km², em 1975, para 616 mil km², em 2006. A área supera a soma dos estados da Bahia com o Rio de Janeiro.

Num período de 10 anos (1997 a 2007), o rebanho bovino dos estados que compõem a Amazônia Legal cresceu 77,4%, frente ao crescimento de 23,7% do rebanho brasileiro.

Enquanto em Barretos, no interior de São Paulo, um hectare de terra custa em média R$ 15 mil, no estado do Amazonas a mesma área sai por R$ 300.

O número de cabeças de gado na Amazônia atingiu seu pico em 2005, quando havia 74.589.450 animais na região, o equivalente a 36% do rebanho brasileiro.

Os maiores compradores estrangeiros de carne in natura dos estados da Amazônia Legal em 2008 foram, na ordem, Rússia, Venezuela, Irã, Argélia, Egito e Líbia.

Na Amazônia, a média é de 1,08 cabeça de gado por hectare. Isso significa que, em uma área equivalente à cidade de São Paulo, são criados 152 mil animais.


Para a Amigos da Terra, essa seria a oportunidade de começar a corrigir o caminho tomado pela pecuária na região. “São necessários investimentos expressivos, direcionados e consistentes para a recuperação e a reforma de pastagens, a intensificação do manejo, sistemas tecnológicos avançados, integrados e mais intensivos em capital humano, assim como para o amortecimento progressivo dos expressivos passivos legais. O financiamento para tais atividades pode ser mobilizado no lugar dos atuais subsídios genéricos para a expansão da pecuária”, diz trecho do estudo.

Pastos degradados

A pesquisa indica que 61,5% das áreas de pastagem no leste amazônico estão desgastadas em algum grau. Isso seria um estímulo a novos desmatamentos, já que é mais barato transformar em pasto um trecho de floresta do que recuperar uma área que não serve mais para o gado.

Para a ONG, investimentos na melhoria dos pastos só teriam efeito prático se fossem associados à regularização das terras na região, pois praticamente não há punição para a invasão de terras públicas. Essa “facilidade” na obtenção de terras tornaria pouco interessante a aplicação de recursos para melhorar a produtividade.


Veto à carne derruba preço e gera reação política no Pará

A redução entre 10% e 15% do preço da arroba da carne no Pará foi a primeira consequência da ação do Ministério Público Federal contra a produção de carne em áreas ilegalmente desmatadas na Amazônia.

Com exceção de países da África e do Oriente Médio, destinos de parte da produção, os demais mercados só aceitam a carne do Pará a preços reduzidos, informa o frigorífico Bertin, também autuado como parte da cadeia produtiva do "boi do desmate".

A reação política foi mais rápida do que os efeitos econômicos no Estado movido à pecuária: representantes do agronegócio pressionam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a mudar o código florestal, lei que fixa limites de desmatamento mais rígidos para a Amazônia. Alegam que, sem a mudança, há risco de a pecuária do Pará, com 17% do rebanho nacional, entrar em colapso.

Embora a ação movida pelos procuradores no início do mês atinja apenas 21 grandes fazendas, produtores locais reconhecem que a maioria dos estabelecimentos não cumpre o atual limite do desmatamento, de 20% das propriedades localizadas na floresta, e também poderão ser impedidas de comercializar gado.

"O Pará pode falir, isso depende da velocidade com que se derem os embargos [das áreas desmatadas]", diz Rodrigo Otávio de Paula, diretor da Agropecuária Santa Bárbara, que tem nove fazendas na lista do MP. "Se considerarmos a legislação vigente, a grande maioria [dos produtores] está à margem da lei", calcula o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), envolvido na mobilização política em favor de mudanças no código florestal.

Com a venda de bois para abate suspensa desde o início do mês, a Santa Bárbara -da qual é sócia o Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas- investe na venda de rebanho a fazendas não embargadas como alternativa de negócio.

"Se o controle da cadeia produtiva chegar ao bezerro, vai travar tudo", prevê Carlos Eduardo Antunes Oliveira, gerente da Cedro, uma das fazendas do grupo, distante 50 quilômetros do centro de Marabá.

A Santa Bárbara aparece na lista do Ministério Público como responsável por 34% das áreas de pastagens que tiveram a produção embargada, de 1.500 quilômetros quadrados, o equivalente à cidade de São Paulo. E é cobrada a pagar uma indenização de R$ 670 milhões, a terça parte do valor total aplicado às fazendas processadas, de R$ 2,1 bilhões.

O maior projeto de criação de bois do mundo --mais de 500 mil cabeças de gado-- já teria deixado de vender 20 mil cabeças desde o início do mês, segundo informação da empresa.

Repercussão

Mas o embargo da produção não repercute apenas nas grandes fazendas. Com a paralisação da produção do frigorífico Bertin no Pará durante uma semana, o preço da carne caiu no início do mês. Os abates foram retomados no dia 14, em ritmo mais lento. A redução foi de quase 30%, ou mil cabeças de gado a menos por dia.

"Estou recomendando que o produtor não comercialize os bois com esse preço baixo", disse o presidente da Faepa (Federação de Agricultura e Pecuária do Pará), esperando a recuperação do preço, que já ecoa na economia local. A pecuária é a principal atividade econômica de 78 dos 143 municípios paraenses. No conjunto, responde por 14% do PIB do Pará.

Pequenos, médios ou grandes, a maioria dos pecuaristas da região de Marabá fornece gado ao frigorífico Bertin e percebe os efeitos da ação do Ministério Público.

Assentado do projeto de reforma agrária Gabriel Pimenta, a 130 quilômetros de Marabá, Lourival de Araújo cria 700 cabeças de gado e viu as vendas ao comércio local despencarem. "Estamos em pânico", disse.

Pedro José de Campos, presidente da associação sul-paraense de pecuária, também fornece gado para o frigorífico Bertin, com quatro fábricas no Pará. "Aqui, não tem condições de comprar boi rastreado, em dia com o ambiente", disse, defendendo mudanças no limite de desmatamento atualmente em vigor.

O principal argumento dos pecuaristas é que eles foram estimulados pelo governo a desmatar metade das propriedades até a mudança das regras, a partir de 1996, quando o limite de desmatamento foi reduzido a 20% das áreas.

"O governo não pode forçar o empresário a manter a reserva. É como obrigar um carro que corre a 100 km/h a andar a 20 km/h", afirma Francisco Victer, presidente da União das Indústrias Exportadoras de Carne do Pará.


Fontes: Agência Brasil - G1 - Folha/MARTA SALOMON

Redução de velocidade e conexão lenta em 3G são práticas ilegais, diz advogada

Conexões mais lentas do que anúncio e planos "ilimitados" reduzidos são ilegais

Conexões mais lentas do que o anunciado e planos ditos ilimitados que preveem redução de velocidade após certa quantidade de dados trafegados: essas são algumas das práticas ilegais cometidas pelas operadoras de telefonia móvel na oferta de conexões 3G.

As afirmações são de Estela Guerrini, advogada do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). As empresas negam as irregularidades.

Em páginas de seus sites sobre planos 3G ilimitados, Claro, TIM e Vivo afirmam que podem reduzir a velocidade da conexão caso o assinante atinja determinada quantidade de dados transferidos. A Oi ainda não oferece 3G em São Paulo.

No Rio, não há planos de banda larga móvel ilimitados -o mais caro tem franquia de 10 Gbytes.

Claro e TIM dizem poder diminuir a velocidade quando o consumo de dados ultrapassa 1 Gbyte. Na Vivo, são 2 Gbytes.

Mesmo que a ressalva da redução de velocidade de conexão conste do contrato, trata-se de cláusula abusiva, além de propaganda enganosa, de acordo com a advogada do Idec.

"Na prática, é uma forma de limitar o volume de dados que é trafegado na rede", afirma Guerrini. "As pessoas dependem de uma velocidade razoável para conseguir trafegar um alto volume de dados."

Outra prática ilegal, segundo Guerrini, é a garantia de apenas certo percentual da velocidade nominal contratada --no caso da Claro, o valor é de 10%. "Se as empresas anunciam que estão oferecendo um serviço 3G com 5 Mbps de velocidade, por exemplo, têm que cumprir essa velocidade."

As letras miúdas que aparecem ao fim do comercial de um serviço, informando suas restrições, não têm validade, afirma a advogada. "O Código de Defesa do Consumidor fala que tudo deve estar numa linguagem clara e compreensível, seja ela escrita ou visual."

Cobertura

Outro problema comum é a falta de cobertura 3G em certas regiões do país.

"Se as operadoras escolhem já oferecer esse serviço, ainda que não exista tecnologia suficientemente avançada para que haja uma boa cobertura em todas as regiões, é dever da empresa, no anúncio desse serviço e no próprio contrato, informar quais são essas condições e quais são as regiões em que esse serviço tem ou não cobertura."

Aos consumidores que se sentirem lesados, Guerrini recomenda, a princípio, tentar uma solução amigável com a empresa. Se isso não for possível, deve-se recorrer ao Procon www.procon.sp.gov.br e fazer uma denúncia à Anatel (pelo telefone 133 ou em www.anatel.gov.br.

Em último caso, pode-se recorrer à Justiça --no Juizado Especial Cível, não é preciso contratar advogado em causas de até 20 salários mínimos.

Outro lado

Por meio de suas assessorias de imprensa, as operadoras dizem cumprir os contratos com seus clientes.

"No caso de ocorrerem fatores externos, independentes da sua ação ou vontade (...), a Claro garante, no mínimo, 10% da velocidade nominal contratada dentro de sua rede", afirma a empresa.

Claro e TIM defendem o uso do termo ilimitado referindo-se somente à quantidade de dados trafegados, e não à velocidade. Segundo a TIM, a operadora "não limita o tráfego de dados do cliente. Na contratação do serviço, o cliente é informado da velocidade máxima de conexão de cada pacote".

A Vivo diz que, "embora no contrato de adesão ao plano ilimitado conste que, após superar 2 Gbytes de tráfego no mês, o cliente pode ter a velocidade de conexão reduzida, a Vivo promocionalmente não efetua esse bloqueio. (...) Essa cláusula do contrato visa a inibir usos abusivos por parte de alguns usuários e, principalmente, assegurar a manutenção da satisfação dos clientes e da rede de dados da operadora".

Segundo a Oi, "a velocidade do serviço [Oi Velox 3G] pode chegar a até 1 Mbps, podendo oscilar de acordo com condições topográficas, climáticas, com a velocidade de movimento do usuário e com o número de clientes associados à rede".

UE ameaça ação para defender privacidade de internautas

Comissão de Assuntos do Consumidor quer estabelecer normais mais duras para coleta e análise de dados

Reuters

BRUXELAS - Algumas empresas de Internet estão praticando abusos com relação aos dados pessoais dos consumidores e não se pode permitir que isso continue. Este é o alerta que uma importante funcionária da União Europeia fará ao setor na terça-feira.

A comissária de Assuntos do Consumidor, Meglena Kuneva, em discurso cujo texto foi obtido com antecedência pela Reuters, ameaçará intervenção da União Europeia para estabelecer normas mais duras sobre a coleta, análise e compartilhamento de dados de usuários por serviços de busca e provedores de acesso.

"A atual situação com respeito à privacidade, a práticas de identificação e a direcionamento de mensagens não é satisfatória. Os direitos básicos dos consumidores em termos de transparência, controle e risco estão sendo violados, e isso não pode continuar", ela dirá no discurso.

Os gigantes das buscas na Internet e os provedores de acesso estão sofrendo pressão das autoridades europeias de proteção de dados para que façam mais a fim de proteger a privacidade dos usuários de Internet.

Empresas como Google, Yahoo e Microsoft anunciaram medidas de proteção aos dados dos usuários, reduziram o período durante o qual armazenam dados pessoais recolhidos com base em hábitos de navegação, e permitem que os usuários optem não receber mensagens publicitárias.

A publicidade na Internet cresceu rapidamente nos últimos anos, e as marcas esperam desenvolvê-la ainda mais, fornecendo aos consumidores anúncios mais relevantes com base em seus hábitos de navegação.

Bill Echikson, porta-voz do Google, que recentemente lançou um serviço de publicidade direcionada de acordo com os interesses dos consumidores, disse que o gigante das buscas estava agindo para proteger os dados dos usuários e para permitir que optassem por não receber publicidade dirigida.

No entanto, Kuneva declara que medidas como essas não são suficientes.

"Os atuais sistemas que permitem optar por não receber publicidade são muitas vezes difíceis de encontrar, complicados e desajeitados e, acima de tudo, são instáveis", afirmou ela, acrescentando que"evitar rastreamento é, no momento, tecnicamente difícil, se não impossível".

11 mil pessoas entram em cadastro antitelemarketing em SP

Sistema funciona no estado desde as 11h de sexta-feira (27). Consumidores cadastraram quase 20 mil telefones no Procon.



O cadastro antitelemarketing lançado nesta sexta-feira (27) no estado de São Paulo recebeu quase 11 mil inscrições em apenas 24 horas. Das 11h de sexta até as 11h deste sábado (28), 10.816 consumidores fizeram inscrição na internet para não receber ligações de empresas de telemarketing, segundo o Procon. Esses consumidores apontaram 19.845 números em que não querem receber esse tipo de ligação.

Em média, há 1,83 linha cadastrada por cada assinante. Um deles, no entanto, foi o recordista desse primeiro dia de inscrição: o consumidor pediu o bloqueio de 18 números telefônicos.

O cadastro está disponível no site do Procon (http://www.procon.sp.gov.br). O órgão pede que o consumidor, que tem de ser titular da linha, forneça dados como nome, endereço e CPF, além dos números que gostaria de bloquear. O assinante recebe um e-mail confirmando a inscrição.

As empresas de telemarketing não terão acesso aos dados pessoais do consumidor e ficarão sabendo apenas para quais telefones não podem ligar. A partir de 1º de maio, quem não atender à determinação pode ser multado. A punição varia de R$ 212 a R$ 3,1 milhões, dependendo do porte econômico das empresas.

A qualquer momento, o consumidor pode fazer o desbloqueio. Ele também pode escolher de quem quer receber ligações. A proibição não afeta entidades filantrópicas e empresas de cobrança.

Em entrevista ao Jornal Nacional nesta sexta, o secretário de Justiça de São Paulo, Luiz Antônio Marrey Filho, disse que as novas regras valem inclusive para empresas de outros estados. Duas entidades divulgaram notas criticando a nova medida. A Associação Brasileira de Telesserviços e a Associação Brasileira das Relações Empresa-cliente declararam que a nova lei é inconstitucional.

Consumidor já pode bloquear telemarketing pelo telefone

SÃO PAULO - Os consumidores paulistas que não quiserem mais receber ligações de telemarketing podem cadastrar a partir de hoje seus telefones no site da Fundação Procon: www.procon.sp.gov.br. O bloqueio do telefone precisa ser feito pelo titular da linha, que deve informar seu CPF, RG e endereço. O Procon garante que as empresas não terão acesso aos dados do consumidor, apenas ao número do telefone.

As chamadas para venda de produtos serão bloqueadas a partir de 30 de maio. O banco de dados está previsto na Lei Estadual 13.226/08, regulamentada pelo Decreto 53.921/08. As empresas que desobedecerem a determinação poderão pagar multa que varia de R$ 212 a R$ 3,1 milhões.

Para ter acesso aos telefones bloqueados pelos consumidores, as empresas também terão de se cadastrar no site do Procon. O registro não é obrigatório, mas, segundo o secretário estadual de Justiça, Luiz Marrey, a negativa poderá ser entendida como um "indício de resistência à lei". "O fato de a empresa não se cadastrar não a libera de cumprir a lei", afirmou o secretário.

Questionado sobre se facultar o registro às empresas não poderia significar uma brecha para o descumprimento da lei, Marrey respondeu que a regra valerá para todos e que cada empresa terá de ter a responsabilidade de se informar sobre os números bloqueados.

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