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Passeata de humoristas reúne cerca de 500 pessoas no Rio

Cerca de 500 pessoas participam da passeata Humor sem Censura, organizada pelo grupo de humoristas "Comédia em Pé", na orla de Copacabana, do Rio de Janeiro, segundo a Guarda Municipal.

A manifestação contra uma norma do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que proíbe a veiculação, por rádio ou TV, de entrevistas ou montagens que "degradem ou ridicularizem" candidatos também conta com a presença de humoristas famosos.

Fábio Porchat, do "Comédia em Pé", Danilo Gentili, do "CQC", e Sabrina Sato, do "Pânico", foram os primeiros a chegar. Marcelo Madureira, do "Casseta e Planeta" também está na caminhada.

Manifestantes fantasiados se uniram aos humoristas e caminham em direção ao Posto 6, no final da Praia de Copacabana.

Porchat disse que o objetivo é mostrar que o veto a referências a candidatos em programas humorísticos "é um prejuízo para a população, não só por fazer as pessoas pararem de rir, mas também por criar uma alienação".

"A censura é uma ameaça à democracia. Veja o exemplo da Venezuela", disse Gentili, referindo-se a decisão de um tribunal do país de proibir a publicação de fotografias que mostrem cenas de violência.

Estão sendo coletadas assinaturas para um abaixo assinado pedindo a revisão da determinação.

Segundo a norma, a emissora que ridicularizar candidatos pode ser multada pela Justiça em até R$ 106.410, valor que dobra em caso de reincidência.

A norma, que consta da lei 9.504/97 e foi regulamentada por resolução do TSE, vale desde 1º de julho até o fim do período eleitoral.

Comentário do Editor do Blog

Nenhuma lei pode estar acima da Constituição. Esta lei é claramente inconstitucional e deve ser enfrentada com uma ação no STF e não com passeatas e apelos.


Fonte: FOLHA/BEATRIZ TAFNER

Presidente da SIP tacha Lula de 'falso democrata'

Alejandro Aguirre diz que brasileiro trata 'com delicadeza' líderes de Cuba e se omitiu na censura ao 'Estado'

O presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Alejandro Aguirre, qualificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um dos "falsos democratas" da região. Ao fim de uma reunião do comitê executivo da SIP, que agrega 1.300 meios de comunicação, ele argumentou que Lula se omitiu diante da censura ao Estado.

A censura foi imposta ao jornal pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) e está em vigor desde 31 de julho do ano passado. A proibição de veiculação de notícias sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, foi motivada por um pedido do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PDMP-AP). "(A censura ao jornal) não foi denunciada pelo governante", acusou Aguirre, que também representa na SIP o Diário Las Américas, de Miami.

Vínculos

Aguirre afirmou que o caráter de "falso democrata" de Lula não se limita a esse episódio. Essa condição, argumentou, tornou-se evidente com a estreita relação do presidente brasileiro com os irmãos Fidel e Raúl Castro, de Cuba. Também é justificada pelos vínculos de Lula com líderes eleitos democraticamente, mas que "estão se beneficiando da fé e do poder que o povo neles depositou para destruir as instituições democráticas".

"Esses governos não podem continuar a se chamar de democráticos. O voto é componente sumamente importante na democracia, assim como a atuação dos governantes", afirmou. "Eu vi governantes com uma grande delicadeza com o presidente Castro, o que representa um grande apoio moral a esse governo, que violou os direitos humanos por meio século", completou Aguirre, ao ser questionado especificamente sobre sua avaliação de Lula.

O presidente da SIP ainda incluiu o governo Lula na lista dos que "atacam" os meios de comunicação, composta originalmente pelas administrações de Hugo Chávez, da Venezuela; de Cristina Kirchner, da Argentina; de Rafael Correa, do Equador; de Evo Morales, da Bolívia; de Daniel Ortega, da Nicarágua, e de Porfírio Lobo, de Honduras. "Esses governos usaram leis no Congresso, ameaças, subornos, publicidade oficial, atos judiciais sumamente arbitrários. Esses fatos são públicos", declarou. Até às 20h33, o governo brasileiro não tinha se manifestado sobre as declarações de Aguirre.

Argentina

Em seu relatório trimestral, divulgado nesta sexta-feira, 16, a SIP condenou a "campanha sistemática" movida por setores próximos ao governo Kirchner para desmoralizar o jornal Clarín e seus profissionais. Também assinalou como preocupantes a iniciativa do governo equatoriano de lançar uma campanha agressiva contra os meios de comunicação independentes, durante a Copa do Mundo, e a recente denúncia do governo da Guatemala de que reportagens publicadas pela imprensa seriam um atentado contra a segurança do país.

Na quinta-feira, 15, em encontro com representantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington, a SIP reclamou da "incompreensível" decisão judicial que censura o Estado. Também renovou suas denúncias contra atitudes do governo Chávez.

Especificamente Aguirre, tratou de dois casos recentes - a decretação da prisão preventiva do presidente da emissora de televisão venezuelana Globovisión, Guillermo Zuloaga, e a condenação à prisão do colunista do jornal El Carabobeño, Francisco Pérez, sob a acusação de ofensa e injúria a um funcionário público.


Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Denise Chrispim Marin

Documentos mostram abusos do Reino Unido após 11 de Setembro

Ações contra cidadãos britânicos incluem sequestro e tortura de supostos suspeitos

Documentos oficiais secretos revelados durante um processo judicial mostram diversos casos de abusos cometidos por oficiais do Reino Unido contra cidadãos britânicos nas investigações que se seguiram aos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, informa nesta quinta-feira (15) o jornal The Guardian.

De acordo com o diário, as revelações contidas nos documentos implicam diversos membros do gabinete do ex-primeiro-ministro Tony Blair (1997-2007) em casos de sequestro e tortura cometidos por oficiais britânicos.

Imagem do jornal The Guardian mostra cidadãos britânicos supostamente vítimas de abusos nas investigações que se seguiram ao 11 de Setembro/Reprodução

Segundo o The Guardian, um dos episódios mais graves tem a ver com documentos que revelam a indiferença de agentes do MI5 (serviço de segurança) diante do "sofrimento" de um cidadão britânico que era questionado em uma base área dos Estados Unidos no Afeganistão. Os relatórios também mostrariam que os oficiais ficaram "contentes" com a continuidade dos abusos.

Outro documento, uma espécie de manual de operações para oficiais britânicos, diz que um dos aspectos que eles devem considerar antes de uma ação contra suspeitos de terrorismo é se "a detenção, e não a morte, é o objetivo da missão".

Entre outros abusos identificados está a declaração do Ministério de Relações Exteriores de que a transferência de cidadãos britânicos do Afeganistão para a controversa base americana de Guantánamo, na ilha de Cuba, era a "opção preferida".

Os documentos foram revelados durante um processo judicial que seis ex-prisioneiros de Guantánamo movem contra agências de segurança e o governo do Reino Unido.

O governo britânico diz que identificou mais de 500 mil documentos que podem ser relevantes para o caso e que, por isso, colocou mais de 60 advogados para analisar toda a papelada. O processo inteiro, no entanto, pode durar até o fim de 2010.

De acordo com o The Guardian, dos 900 documentos revelados até agora, muitos são recortes de matérias publicadas pela imprensa ou cópias de relatório que já haviam sido publicados, e-mails confidenciais e memorandos "reveladores".

Fontes: R7- Agências

Congresso promulga emenda que acelera divórcio

Projeto acaba com separação judicial e permite divórcio imediato. Proposta deve facilitar tramitação de processos de guarda de filhos.

O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (13) uma emenda constitucional que reduz a burocracia e permite acelerar o processo de divórcio. Com a promulgação, a nova regra entra em vigor quando for publicada no "Diário Oficial", o que deve ocorrer nesta quarta (14).

A emenda acaba com a figura da separação judicial. Antes, para se divorciar o casal precisava ter pelo menos um ano de separação judicial – decretada por um juiz – ou dois anos na separação de fato, em que marido e mulher já vivem separados mas são considerados casados perante a Justiça. A partir de agora, o divórcio acontecerá de imediato, assim que o casal decidir.

A proposta deve facilitar a tramitação de processos de guarda de filhos, além de permitir aos divorciados se casar com outras pessoas sem nenhum problema judicial.

O relator da proposta, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), argumenta que nenhuma norma legal pode obrigar as pessoas a continuarem casadas. “Não há sentido manter por um tempo pessoas que não querem ficar juntas”, afirmou.

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) foi um dos poucos que criticou a proposta quando da aprovação. “Vai ser uma coisa de casa e descasa e eu não sei de que maneira isso vai contribuir para a nossa sociedade”, afirmou. Ele chegou a dizer que recorreria da aprovação, mas desistiu. Crivella pretende apresentar agora um projeto de lei para debater o tema.

Emenda da Juventude

Além da emenda sobre o divórcio, o Congresso promulgou também outra mudança na Constituição, que inclui o termo juventude em vários artigos da carta.

O objetivo é permitir a formulação de políticas públicas específicas para a juventude. Entre as mudanças promovidas pela emenda está a inclusão do termo “jovem” na parte em que se dá prioridade à criança e ao adolescente em direitos fundamentais, como à vida, à saúde, à alimentação, entre outros.


Fonte: G1/Eduardo Brescian

Bob Dylan é proibido de se apresentar na China

Cantor cancelou a turnê que faria em várias cidades da Ásia. Em 2009, Oasis também foi impedido de tocar no país.

O cantor Bob Dylan. (Foto: Divulgação)

Bob Dylan cancelou a turnê que faria na Ásia depois que o governo Chinês impediu que o cantor se apresentasse no país.

Segundo informa o site da revista "NME" neste domingo (4), o artista tinha shows marcados este mês em Xangai, Seul, Pequim, Hong Kong e Taiwan, depois de passar pelo Japão.


“O ministério da cultura da China não permitiu a realização dos shows, então não tivemos alternativa a não ser cancelar a turnê no leste da Ásia”, informou o produtor da turnê, Jeffrey Wu. “A oportunidade de tocar na China era o principal interesse de Dylan”.

O produtor dos shows não explicou o que o governo chinês alegou para o veto, mas ele acredita que a última passagem de Björk pelo país deixou as autoridades mais “cautelosas”.

Em 2008, no meio de um show, a cantora islandesa incluiu o verso “declaro independência a Xangai” no meio da música “Declare independence”, faixa do álbum “Volta” (2007).

No ano passado, o Oasis também foi impedido de tocar na China por causa da ligação de alguns de seus integrantes com a campanha “Free Tibet".

Fonte: G1

Presidente de canal de TV da oposição é preso na Venezuela

O presidente da emissora de televisão oposicionista venezuelana Globovisión, Guillermo Zuloaga, foi preso nesta quinta-feira no aeroporto de Falcón, no norte da Venezuela.

Ele foi acusado pelas autoridades venezuelanas de ter tentado desrespeitar uma ordem de proibição de saída do país emitida pelo Ministério Público.

A Procuradora Geral da República, Luisa Ortega Diaz, afirmou que a notificação foi emitida devido ao temor de que Zuloaga tentasse fugir para não responder a um processo em que é acusado de ter feito declarações falsas contra o presidente Hugo Chávez, no último fim de semana.

O empresário disse não ter recebido a ordem. "Não tenho nenhuma notificação de que eu tenha algum problema", afirmou ele em entrevista à Globovisión, ainda no aeroporto, de onde viajaria à Ilha de Bonaire, no Caribe.

Zuloaga negou ter a intenção de fugir do país no momento em que foi detido. "Se estivesse tentando me esconder, não sairia por um aeroporto conhecido, internacional", disse.

Investigação

A prisão de Zuloaga ocorre um dia após o Congresso Nacional ter solicitado ao MP Público que fosse aberta uma investigação contra o empresário, por "falsas declarações" emitidas na reunião da Sociedade Interamericana de Prensa (SIP) no fim de semana passado.

No encontro da SIP, Zuloaga teria dito que Chávez ordenou que militares disparassem em manifestações que ocorreram durante o fracassado golpe de Estado de 11 de abril de 2002, quando 19 venezuelanos, entre chavistas e opositores, foram assassinados por franco-atiradores.

"Este cidadão afirmou que o presidente da República ordenou os disparos contra a manifestação (...) isso é uma informação absolutamente falsa", afirmou à BBC Brasil o deputado Manuel Villaba, presidente da comissão de Meios de Comunicação no Congresso.

"Os tribunais do nosso país já estabeleceram quem são os responsáveis por esses assassinatos e eles estão detidos", acrescentou.

Villalba disse que Zuloaga não pode utilizar "a condição de dono de meio de comunicação" para se eximir das responsabilidades previstas no Código Penal venezuelano.

"Utilizar a tribuna da SIP para difundir essa informação falsa constitui um delito previsto no Código Penal", afirmou.

Disputa

Juntamente com outros canais, a Globovisión, considerada como o principal canal opositor, é acusada pelo governo de ter participado do golpe de Estado, conhecido também entre os simpatizantes do governo como "golpe midiático".

A disputa entre o governo e a Globovisión, que se arrasta desde abril de 2002, ganhou força no ano passado. Em junho de 2009, a receita federal da Venezuela aplicou uma multa de US$ 2,2 milhões (cerca de R$ 4,98 mi) à Globovisión, alegando sonegação de impostos.

A aplicação da multa ocorreu pouco tempo depois do Ministério Público ter acusado Zuloaga de cometer delito ambiental por conservar em sua casa várias cabeças de animais silvestres empalhadas.

Um mês antes desse episódio, durante uma batida policial, foram apreendidos 24 automóveis zero km na casa do empresário. Na ocasião, o MP acusou Zuloaga de "usura" por "estocar" os carros em sua residência para, em seguida, revendê-los com preços mais altos.

Há três dias, o ex-governador do Estado de Zulia, Álvarez Paz, foi preso depois de acusar o governo venezuelano de colaborar com o narcotráfico em um programa do canal Globovisión.

Fontes: FOLHA - BBC/CLAUDIA JARDIM

Opinião BGN

Com certeza, os petistas e demais comunistas vão mais uma vez aplaudir o ditador Cháves e elogiar a Venezuela. O Sr Amorim, mais uma vez dirá que o assunto não é de competência do Brasil, em função da imoral política de não-ingerência, que é na verdade, desculpa para nao posicionar-se contra os crimes contra o direitos humanos, mundo afora.

Fundador do Google pede que EUA pressionem governo da China

Sergey Brin quer que questão da censura seja tratada como 'alta prioridade' na Casa Branca


Impasse começou com invasão de contas de serviço de email do Google/Alexander F. Yuan/AP

WASHINGTON - O co-fundador do Google Sergey Brin pediu a Washington que intervenha na censura da China sobre o conteúdo da internet do país e que faça disso um assunto de "alta prioridade", segundo texto publicado nesta quarta-feira, 24, pelo jornal britânico The Guardian.

Brin pediu ao governo e aos empresários que ajam para pressionar Pequim. "Certamente espero que eles façam disso uma prioridade. Assuntos de direitos humanos merecem a mesma atenção que assuntos comerciais e são prioridade agora. Espero que levem isso com seriedade", disse o americano.

Na segunda-feira, o Google levantou os filtros de conteúdo de seu buscador na China depois de longas discussões com o governo chinês que começaram com a invasão de hackers em algumas contas do serviço de email da empresa. O site redirecionou os internautas da página chinesa (google.cn) automaticamente para seu servidor em Hong Kong (google.com.hk), onde não há censura.

O governo americano minimizou o caso, dizendo que as relações entre os EUA e a China "são maduras o bastante para não serem abaladas com o episódio". Brin, porém, disse ser vital que a Casa Branca pressione Pequim. "Como serviços e informação são nossos mais promissores negócios, as regulações na China se revelam barreiras comerciais, já que nos previnem de sermos competitivos", argumentou o empresário.

Brin, de 36 anos, que fundou o Google com o companheiro Larry Page em 1998, também criticou as empresas que cooperam com Pequim. Segundo ele, essas companhias deveriam refletir se fornecem serviços éticos para os cidadãos chineses. "Gostaria que as grandes empresas não colocassem o lucro à frente de todo o resto. Elas deveriam prestar atenção em como seus produtos são usados", disse.

Na terça-feira, o governo chinês deu sua primeira resposta oficial sobre a decisão do Google e informou que a medida adotada pelo buscador não afetará as relações entre Pequim e Washington "a menos que alguém a torne política" e ainda advertiu o site que sua manifestação "prejudica a imagem da empresa, não a do país."


China mantém censura na internet após saída do Google

A decisão do Google de fechar seu site na China e deixar de censurar os resultados de suas buscas não aumentou o acesso dos internautas chineses a informações proibidas pelas autoridades de Pequim. O Google deixou de praticar a censura, mas o governo chinês, não.

A diferença é que antes o site tinha a obrigação de incorporar a seu sistema de buscas os filtros impostos pelas autoridades locais - ou seja, a censura era "terceirizada" para a empresa. Agora, o bloqueio é realizado pelo mecanismo oficial que impossibilita a abertura dos milhares de sites que trazem informações "sensíveis", como a independência do Tibete ou a defesa do pluripartidarismo.

A prática da censura foi uma das condições aceitas pela companhia norte-americana para entrar na China, em 2006, e criar o google.cn, específico para os chineses. Ontem, esse site deixou de existir e seus usuários passaram a ser redirecionados para o google.com.hk, com sede em Hong Kong.

Apesar da nova roupagem, as restrições de acesso às informações continuaram a ser as mesmas, em razão da "grande muralha de fogo" erguida em torno da internet. A pesquisa com o nome da seita "falun gong", banida pelo governo chinês nos anos 90, trazia como resposta uma página em branco e a mensagem "O Internet Explorer não pode exibir a página da Web".

O tema é sensível, mas há períodos em que pelo menos os resultados da busca aparecem - só que os links exibidos não podem ser abertos. No google.cn, a mensagem que era exibida como resultado de buscas bloqueadas era "de acordo com leis, regulamentos e políticas locais, parte da pesquisa não pode ser mostrada".


Fontes: AE/Agências

China: Google redireciona site chinês e diz que continua no país

Companhia parou de censurar endereço nesta segunda-feira (22). Chineses já acessam página com conteúdo livre baseada em Hong Kong.


Sede do Google na China. (Foto: Jason Lee/Reuters)

Após mais de dois meses de embates com o governo chinês, o Google passou a oferecer nesta segunda-feira (22) conteúdo livre de censura para os usuários da China.

Pela manobra implementada por sua unidade dos EUA, os chineses que buscam o endereço “Google.cn” são redirecionados para “Google.com.hk”, a página da companhia em Hong Kong.

“Hoje cedo paramos de censurar os nossos serviços de busca Google Search, Google News e Google Images – no Google.cn. Os usuários que visitam o Google.cn agora são redirecionados para o Google.com.hk, onde estamos oferecendo busca não censurada em chinês simplificado, projetado especificamente para usuários na China continental e entregues através de nossos servidores em Hong Kong”, informou o vice-presidente sênior de desenvolvimento corporativo e diretor jurídico, David Drummond, no blog da companhia.

“Em virtude do aumento da carga em nossos servidores em Hong Kong e à natureza complexa dessas mudanças, os usuários podem notar alguma lentidão no serviço ou encontrar alguns produtos temporariamente inacessíveis até concluirmos todas as mudanças”, continuou o executivo.

“Acreditamos que esta nova abordagem de oferecer busca não censurada em chinês simplificado a partir de Google.com.hk é uma solução sensata para os desafios que temos enfrentado – é perfeitamente legal e vai aumentar significativamente o acesso à informação para as pessoas na China”.

“Esperamos sinceramente que o governo chinês respeite nossa decisão, mas nós estamos cientes de que poderia bloquear o acesso a qualquer tempo aos nossos serviços”, frisou, acrescentando que a gigante da internet fará um monitoramento cuidadoso do novo endereço para evitar problemas futuros.

Além disso, Drummond afirmou que o Google pretende manter seus negócios na China, dando continuidade ao trabalho de pesquisa e desenvolvimento no país asiático, acrescentando que todas as medidas foram tomadas fora do território chinês.

“Finalmente, gostaríamos de deixar claro que todas essas decisões foram implementadas por nossos executivos nos Estados Unidos, e que nenhum dos nossos funcionários na China pode, ou deve, ser responsabilizado por isso”, concluiu o executivo.

Governo chinês acusa Google de ser ferramenta política dos EUA

O governo chinês fez duras acusações ao Google em editoriais da agência de notícias oficial Xinhua, publicados neste fim de semana.

Nos textos, a empresa é acusada de ser usada como ferramenta política dos Estados Unidos. Segundo o governo chinês, o Google mantém ligação com os serviços de inteligência americanos, fornecendo inclusive informações sobre o país.

Os editoriais acusam o Google de se infiltrar na cultura local para impor valores americanos, exportando “cultura, valores e ideias”. Um dos textos diz ainda que o Google afirma injustamente que a China apoia os ataques de hackers à empresa.

Em comentário assinado por três colunistas, a agência também tentou defender a censura à internet pelo governo chinês, que o Google mencionou como um dos motivos para que o maior serviço mundial de buscas possa deixar a China.

"É injusto que o Google tente impor seus valores e padrões à regulamentação da internet na China, que tem tradições, culturas e valores veneráveis," acrescentaram os jornalistas.

O impasse entre o governo chinês e a gigante das buscas se arrasta há meses. Em janeiro, o Google e outras empresas foram vítimas de ciberataques supostamente feitos por hackers chineses. A empresa anunciou que não aceitaria mais a censura imposta pelo governo para as buscas feitas no país e pode deixar o mercado chinês.

Segundo o jornal local “China Businnes News”, a empresa deve anunciar nesta segunda-feira (22) sua saída da China, que ocorreria no dia 10 de abril. O Google não comentou a afirmação, publicada no jornal na semana passada.

O Google é o segundo maior site de buscas na China, atrás do local Baidu. Recentemente, a Microsoft anunciou que, caso o Google deixe o país, não seguirá o mesmo caminho.

Fonte: G1 - Agências

A dama contra Fidel

Foto: Desmond Boylan/Reuters

Laura Pollán, líder das Damas de Branco, grupo de mães e mulheres de presos políticos cubanos, consolidou-se esta semana como uma das principais figuras de oposição ao regime de Fidel e Raúl Castro. Encabeçado por esta senhora de pele clara e cabelos loiros, o movimento de dissidentes tem realizado diariamente protestos para marcar a primavera negra, ofensiva lançada pelo governo em 18 de março de 2003, que resultou na prisão e condenação de 75 opositores cubanos.

Casada com Héctor Maseda, preso em 19 de março de 2003 e condenado a 20 anos por “atentar contra a independência e a integridade territorial do Estado” cubano, Laura é professora de espanhol, mas abandonou a profissão depois que seu marido foi detido.

“Héctor está condenado injustamente porque em nenhuma parte do mundo se consideraria um delito pensar diferente de um regime governamental”, afirma Laura no site das Damas de Branco.

Apesar da repressão às manifestações que o grupo vem realizando, Laura garante que não se calará. “Não vamos deixar de marchar”, disse ela à agência de notícias France Press. “Aconteça o que acontecer, continuaremos.”

Em sua casa, onde funciona uma espécie de quartel-general das Damas de Branco, Laura nunca está sozinha. Ela conta com a companhia dos gatos Blacky e Ricky, além de receber visitas de parentes e outros integrantes do movimento dissidente. “Tenho uma casa ampla que tem espaço para receber as mulheres que chegam do interior com informações dos homens que estão detidos fora de Havana.”

Fonte: O ESTADO/Renata Miranda

'Damas de Branco' concluem semana de passeatas por presos políticos em Cuba

Mulheres pedem libertação de parentes presos há mais de sete anos. Na quarta-feira, marcha acabou em confronto com defensores do governo.

As Damas de Branco, mulheres e mães de 75 presos políticos cubanos, concluíram neste domingo (21) uma inédita semana de passeatas em Havana, desafiando as autoridades para pedir a libertação de seus parentes, que estão presos há 7 anos.

"Espero que não precisemos protestar no oitavo ano seguinte", disse à imprensa Laura Pollán, líder das mulheres, durante a caminhada deste domingo, que seguiu até a sede do Parlamento Nacional.

Membros do grupo 'Damas de Branco' protestam neste domingo (21). (Foto: AP Photo/Javier Galeano))

Vestidas de branco e levando flores nas mãos - gladíolos -, as Damas de Branco, mulheres e familiares dos 75 dissidentes cubanos presos em 2003, são a única oposição nas ruas de Havana, ao governo de Fidel e Raúl Castro.

Familiares condenados

Reyna Luisa Tamayo, mãe do preso Orlando Zapata, de 42 anos, morto no dia 23 de fevereiro depois de dois meses e meio de greve de fome por melhores condições carcerárias, acompanhou as mulheres em suas marchas. O protesto tem como pano de fundo outra greve de fome e sede realizada pelo jornalista e psicólogo Guillermo Fariñas.

O grupo iniciou suas atividades pouco depois das condenações de seus familiares a até 28 anos de prisão, acusados de servir a uma potência estrangeira (Estados Unidos), em uma detenção em massa que a dissidência batizou de "Primavera Negra".

Simpatizantes e membros da organização cubana Damas de Branco, grupo composto por esposas e mães de prisioneiros políticos, marcham pelas ruas de Havana neste domingo. (Foto: Adalberto Roque/AFP)

As mulheres asseguram que não são um partido nem organização política, e que apenas pedem a libertação de seus familiares, cujas fotos muitas vezes são mostradas em suas camisetas brancas durante os protestos pacíficos.

O grupo não tem um número fixo de membros, mas sempre aparecem entre 20 e 70 mulheres, pois muitas moram nas províncias.

O governo as acusa de serem a "ponta de lança" da subversão financiada pelos Estados Unidos, e as qualifica de "mercenárias", mas elas respondem: "ninguém nos paga, não somos mercenárias", assegura a líder Laura Pollán, que explica que isso faz parte da "intensa campanha promovida pelo governo para nos desarticular".

Damas de branco carregam flores nas mãos e fotos de presos políticos. (Foto: Adalberto Roque/AFP)

Pollán, mulher de Héctor Maseda, condenado a 20 anos de prisão, é professora de Espanhol e Literatura, mas abandonou seu trabalho em 2004 para atender as necessidades de seu marido na prisão e pedir sua libertação.

Outras, de Havana ou demais localidades, são donas de casa, economistas, jornalistas, camponesas, que também não trabalham e se reúnem habitualmente na casa de Pollán e, todo domingo, depois de assistir à missa na Igreja de Santa Rita, realizam uma caminhada silenciosa pela Quinta Avenida.

Histórico

Em 2005, o Parlamento Europeu lhes concedeu o Prêmio Sakharov de Direitos Humanos, o qual não puderam receber, pois as autoridades não permitiram que viajassem. Um ano depois, foram agraciadas com o prêmio Human Rights First.

Em determinadas datas, elas realizam outras caminhadas silenciosas, entregando flores, folhetos com a Declaração Universal dos Direitos Humanos ou objetos marcados com a palavra "liberdade" aos passantes.

Também já gritaram "liberdade" ao passar em frente a instituições como o Parlamento, ou recentemente, o Sindicato dos Jornalistas de Cuba.

Várias dessas passeatas foram repudiadas por simpatizantes do regime cubano, que vaiam, gritam consignas castristas ou as empurram. Por isso, um reduzido grupo de agentes de Segurança do Estado as acompanha, muitas vezes vestidos à paisana, para evitar violência.

Em 21 de abril de 2008, realizaram um plantão nas proximidades da Praça da Revolução, coração político de Cuba, que terminou quando policiais femininas obrigaram as mulheres a sair do local e entrar em um ônibus que as conduziu à casa de Pollán.

A cena repetiu-se na quarta-feira, em Párraga, sudoeste de Havana, quando outra passeata foi concluída com um violento confronto com manifestantes pró-governo. As policiais novamente as obrigaram a entrar em ônibus com o mesmo destino.

Fontes: G1 - AFP

Previsão de que Google saia da China é especulação, declara empresa

A censura corresponde, além de conteúdos políticos, à pornografia, que prolifera na maioria dos portais locais.

A assessoria do Google no Brasil comunicou que a notícia publicada pelo jornal econômico chinês "China Business News", afirmando que a empresa sairia do país em abril, compõe-se apenas de especulações.

"Não há nada oficial por enquanto, nem previsão sobre quando haverá uma decisão", diz a assessoria. "O executivo-chefe da empresa, Eric Schmidt, deve se pronunciar quando for o caso", e "as conversas com o governo chinês estão em andamento", completa a assessoria.

De todo modo, o jornal chinês prevê que o Google deve anunciar nesta segunda-feira (22) a decisão de abandonar seus negócios no país asiático, após dois meses de brigas com a censura do regime de Pequim.

As fontes citadas pelo jornal são um empregado e um agente de vendas do Google, que pediram anonimato e atuariam no país asiático.

No dia 12 de janeiro, a empresa acusou Pequim de estar ligado aos ataques sofridos por dissidentes políticos, empresários e jornalistas em contas de e-mail hospedadas em seus servidores, e ameaçou abandonar o país asiático, caso o regime não retrocedesse em sua censura na internet.

O regime chinês, que negou sua participação nos ataques, censura conteúdos relacionados com temas "delicados", como o massacre de estudantes da Praça da Paz Celestial, a repressão no Tibete e Xinjiang.

A censura corresponde, além destes conteúdos políticos, à pornografia, que prolifera na maioria dos portais locais.

Fonte: FOLHA

Google deve fechar operações na China em abril, diz imprensa estatal

Anúncio será oficializado na segunda; tensão começou com invasão de contas de email

Tensão começou com invasão de contas de email do servidor do Google/Jason Lee/Reuters

PEQUIM - O Google, maior site de buscas do mundo, poderá encerrar suas operações na China no dia 10 de abril, segundo reportagem veiculada ontem pelo jornal estatal "China Business News".

De acordo com a publicação, a empresa norte-americana poderá fazer na segunda-feira um anúncio oficial de seus planos em relação ao país asiático.

No dia 12 de janeiro, a companhia surpreendeu o mundo e o governo Pequim com o anúncio de que poderia fechar o google.cn, seu site em chinês, caso não chegasse a um acordo com as autoridades locais para operar sem o crivo da censura.

Desde então, representantes do governo afirmaram em diversas ocasiões que empresas estrangeiras devem obedecer às leis do país e deixaram claro que não há possibilidade de acordo com o Google nesse ponto.

Apesar de ter condicionado sua permanência no país à suspensão da censura, o site apontou como razão para sua possível saída uma série de ataques de hackers que operam a partir da China.

O comunicado divulgado em janeiro disse que essas ações levaram ao roubo de propriedade intelectual do Google e atingiram pelo menos outras 20 companhias norte-americanas.

A eventual saída do país de uma das maiores empresas do mundo representa um duro golpe para a imagem da China como destino preferencial de investimentos estrangeiros.

Essa posição começou a ser abalada em agosto do ano passado, quando quatro executivos da mineradora australiana Rio Tinto foram presos sob a acusação de roubarem segredo de Estado, uma das mais graves do país _posteriormente a denúncia foi modificada para corrupção e roubo de segredo de empresas, punidos com penas mais brandas.

O julgamento dos funcionários da Rio Tinto está marcado para a segunda-feira e é será observado de perto por empresas estrangeiras que realizam negócios na China, onde o Judiciário não possui nenhuma independência em relação ao Partido Comunista.

O caso Google também se transformou em um forte ingrediente do recente aumento das tensões no relacionamento entre a China e os Estados Unidos. Poucos dias depois que a empresa anunciou que poderia deixar o país asiático, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, fez um contundente discurso em defesa da liberdade do fluxo de informações na internet, no qual criticou nominalmente a China.

Quando criou o google.cn, em 2006, o site de buscas concordou em incorporar a seu sistema os mecanismos de censura de Pequim, que bloqueiam o acesso a temas considerados "sensíveis" pelas autoridades locais, entre os quais estão a independência de Taiwan, o dalai-lama, a controvérsia sobre o Tibete e a seita falun gong, banida do país nos anos 90.

Na época, havia a expectativa de que as autoridades chinesas iriam com o tempo tornar mais flexíveis os limites da censura e ampliar o acesso às informações online. Mas ocorreu exatamente o contrário.

Desde 2008, sites como Youtube, Twitter e Facebook são inacessíveis na China. Nesse período, também aumentou a repressão aos dissidentes, que culminou com a condenação a 11 anos de prisão do ativista de direitos humanos Liu Xiabo, em dezembro.

Os sinais de que o Google está prestes a concretizar sua ameaça de deixar a China cresceram nos últimos dias. Há uma semana, o "Financial Times" publicou reportagem, com fontes não identificadas, segundo a qual há uma probabilidade de "99,9%" de o google.cn deixar de existir.

Na quarta-feira, jornais chineses disseram que clientes do Google haviam recebido comunicado de que a empresa encerraria suas atividades no país no fim de março.

Fontes: O ESTADO/Cláudia Trevisan

Opinião BGN

Apoiamos a iniciativa do Google, em encerrar as atividades na China e defendemos que outras companhias ocidentais passem a nortear suas relações com aquele país, levando em conta as questões relativas aos direitos humanos e civis.

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