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Estimativa inicial da Prefeitura de SP é de 320 barracos atingidos em favela

Fogo na favela Real Parque começou por volta das 10h15 desta sexta-feira. Assistentes sociais estão na área para iniciar cadastramento de moradores.


O fogo começou por volta das 10h15 na favela da Zona Sul de São Paulo. Os bombeiros começaram o trabalho de rescaldo por volta das 12h50 e ainda combatiam pequenos focos às 13h40. Quinze equipes permaneciam no local.

O major Sílvio Fernandes, do Corpo de Bombeiros, disse que a maior dificuldade no combate ao fogo ocorreu por causa do acúmulo de papelão e madeira em alguns barracos. Os bombeiros ainda não sabem as causas do incêndio, mas, segundo ele, geralmente o fogo em favelas é causado por sobrecarga elétrica.

A Prefeitura diz que um cadastramento realizado há dois anos mostrou que 1.300 famílias vivem na favela, que é divida em quatro setores. Dois deles foram atingidos pelas chamas, um completamente e o outro, parcialmente. A Prefeitura mandou 16 caminhões-pipa para abastecer os bombeiros.

Com o incêndio, a pista expressa da Marginal Pinheiros, sentido da Rodovia Castello Branco, tinha 1,9 km de filas, entre as ruas Rubens Gomes de Bueno e a Américo Brasiliense, por volta das 12h50 desta sexta-feira (24).

Moradores que vivem na favela Real Parque contaram que pelo menos dois barracos haviam pegado fogo no fim desta madrugada. Ainda de acordo com eles, o fogo foi apagado rapidamente pelos próprios moradores.

“O fogo começou logo cedo, do lado de trás da favela, perto de um lixão, mas logo foi apagado. Achei que não era nada e fui trabalhar. Depois me ligaram às 10h dizendo que tinha fogo de novo. Só consegui entrar para pegar a bolsa e os documentos. Perdi todo o restante do que tinha em casa. Em sete anos que moro aqui, nunca tinha visto um negócio desses”, disse a moradora Lúcia da Silva.
 
Amanda Alves Nascimento, também moradora do local, de 59 anos, também perdeu tudo.

“Sai hoje de manhã pra trabalhar, em um restaurante perto. Nunca saio de casa com os documentos, mas bem hoje eu sai com o titulo de eleitor e o RG. Fiquei só com isso e com a roupa do corpo. Não sobrou nada. Quando cheguei estava pegando fogo no telhado da minha casa. Tentei entrar, mas os bombeiros me arrastaram”, afirmou.

“Teve um início de fogo na madrugada, mas foi controlado. Fui trabalhar e minha família me ligou falando sobre o incêndio. Só deu tempo de salvar minha cachorra. Minha filha conseguiu entrar em casa, mas logo a mandaram sair. Não consegui tirar nada”, contou Maria Batista de Souza Neves, 42 anos, moradora da favela.

Os bombeiros estão tentando conter os moradores da favela, que tentam entrar nos barracos para pegar seus pertences.

O morador e integrante do conselho gestor de urbanização da comunidade, Washington Bezerra, diz que há um ano começou a negociação de um processo de reurbanização para retirar os moradores da favela e levá-los para o programa de bolsa-aluguel. Segundo ele, por enquanto isso ainda não foi aprovado. Bezerra contou que o incêndio atingiu o “alojamento”, um local construído para abrigar os moradores provisoriamente durante a construção de um conjunto habitacional na região.

Fontes: G1 - TV Globo

Incêndio atinge favela da Zona Sul de SP

Fogo é em área próxima à ponte estaiada, na região da Marginal Pinheiros. Por volta das 10h30 não havia informações sobre vítimas.


Incêndio era visto de cruzamento da Avenida Luís Carlos Berrini (Foto: Luciana Bonadio/G1)

Um incêndio atingia uma favela ao lado da Ponte Octavio Frias de Oliveira, mais conhecida como ponte estaiada, na região da Marginal Pinheiros, Zona Sul de São Paulo, por volta das 10h30 desta sexta-feira (24).

Ainda não há informações sobre as causa do fogo. Segundo os bombeiros, 12 viaturas estavam no local por volta das 11h. Ainda não havia informações sobre feridos

Por volta das 10h45, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informava que não foi feita nenhuma interdição na Marginal Pinheiros.

O incêndio provocava lentidão na via por volta das 11h15. O motorista que seguia sentido Rodovia Castello Branco enfrentava mais de cinco quilômetros de filas, entre as ruas Doutor Rubens Gomes Bueno e Quintana, pela pista expressa, e entre as ruas Américo Brasiliense e Quintana pela local (um trecho de 3,5 quilômetros).

Muitos moradores tentavam salvar seus pertences por volta das 11h. Alguns moradores ainda tentavam ajudar no combate às chamas jogando balde de águas do alto dos barracos.

Durante os trabalhos de combate às chamas, uma mangueira dos bombeiros estourou por volta das das 11h05 jogando água em quem estava próximo. Um dos bombeiros que trabalham no local informou que é normal o que aconteceu, dada à pressão da água.

Favela atingida fica perto de prédios comerciais na região da marginal Pinheiros, na zona sul/Renato Rodrigues/Leitor R7

Em entrevista à Globo News, o capitão Miguel Jodas, porta-voz do Corpo de Bombeiros, disse que os moradores de um conjunto habitacional receberam a orientação para sair e fechar as casas, sem permanecer em pontos próximos ao fogo.

Perto da favela, há uma área verde e prédios. Ele explicou como é realizado o trabalho para evitar que as chamas se espalhem. “É feito um isolamento e resfriamento geral [do terreno]”, afirmou. O fogo se espalhou rapidamente por causa da presença de material inflamável.

Incêndio atingiu grande área de favela na Zona Sul de SP (Foto: Reprodução/TV Globo)




Fontes: G1 - R7 - TV Globo - TV RECORD

Acidente em parque de diversões deixa feridos em SP

Assessoria do Playcenter confirmou 15 pessoas com ferimentos leves. Acidente aconteceu em um brinquedo chamado 'Looping Star'.

Funcionários inspecionam brinquedo na tarde desta quinta-feira (Foto: Reprodução/TV Globo)

Um acidente no parque de diversões Playcenter, na Zona Oeste de São Paulo, deixou crianças e adolescentes feridos na tarde desta quinta-feira (23). De acordo com a assessoria de imprensa do parque, o acidente aconteceu em uma montanha-russa chamada "Looping Star", por volta das 12h40, e deixou 15 feridos. Todos receberam atendimento no ambulatório do parque e depois foram levados ao Hospital Metropolitano.

Segundo a assessoria do Playcenter, todos tiveram ferimentos leves. O Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não tinham sido acionados até as 16h45 desta quinta para socorrer vítimas no parque.

"Looping Star" é uma montanha-russa que atinge velocidade de até 90 km/h. O trem faz um percurso de 592 metros passando por um looping e curvas radicais, conforme informações do site do Playcenter. O parque continuou aberto, mas o brinquedo foi interditado. Até as 18h, a empresa não tinha informado a causa do acidente. O delegado João Batista, do 23º Distrito Policial, de Perdizes, se dirigiu para o parque. Dependerá da avaliação dele a realização ou não de perícia.


Fontes: G1 - TV Globo

Lotados, trens do metrô de SP voltam a circular após duas horas

Circulação é restabelecida no metrô de SP, mas estações permanecem com restrição

O Metrô de São Paulo informou por volta das 10h30 desta terça-feira que foi restabelecida a circulação de trens em toda a linha 3-Vermelha, após mais de duas horas de paralisação. Apesar disso, ainda há lotação e restrição de entrada de passageiros em algumas estações.

No horário, havia trens circulando nos dois sentidos da via, apesar de estarem com velocidade reduzida e maior tempo de parada. Na plataforma sentido Corinthians-Itaquera, o movimento era tranquilo, enquanto no sentido Barra Funda havia grande quantidade de pessoas a espera do trem.

Trens ficam parados na linha 3-Vermelha do metrô de São Paulo; passageiros caminham pelos trilhos/TV Globo/Reprodução

Já na estação Santa Cecília, uma das catracas foi liberada para a passagem de passageiros às 10h40, após ficar fechada por mais de 40 minutos. Bilheterias também ficaram fechadas durante esse período, o que provocou acúmulo de passageiros. Apesar disso, não havia tumulto no local.

Segundo o Metrô, o problema teve início às 7h50, quando foi acionado o botão de emergência em um trem que circulava entre as estações Pedro 2º e Sé. Passageiros então decidiram descer na via, o que fez a companhia desligar a energia no local. Com isso, houve restrição em toda a linha 3-Vermelha.

O passageiro Vagner Carretero estava no interior de uma das composições no momento do problema. Ele afirmou à Folha que o trem estava lotado e diversas pessoas passaram mal. Por conta disso, passageiros quebraram os vidros e desceram nos trilhos. Ele caminhou por 15 minutos até chegar a estação Belém, onde pegou um ônibus.

'Lentidão pequena é todo dia. Problemas grandes com esse acontecem pelo menos três vezes por mês', afirmou o jornalista Arthur Felipe, na estação Sé. Ele usou a linha 2-Verde e a 1-Azul na manhã desta terça e optou por pegar um ônibus ao invés de aguardar a normalização da linha 3-Vermelha.

'No desespero, tentamos quebrar as janelas do metrô', diz internauta

Internautas do G1 enviaram relatos e fotos sobre os problemas provocados pela paralisação de um trem na Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo na manhã desta terça-feira (21). Um problema entre as estações Pedro II e Sé impedia a circulação das composições. Os passageiros desceram dos trens e começaram a andar nas vias. Veja abaixo os relatos:

Vidros das janelas do Metrô foram quebrados (Foto: Larissa Silva/VC no G1)

'Quase desmaiei dentro do trem'

'Fiquei presa dentro do trem do metrô durante 40 minutos entre as estações Tatuapé e Belém. Quase desmaiei e outras muitas pessoas passaram mal. Com o desespero, os usuários começaram a quebrar janelas e portas e descemos nos trilhos."
- Larissa Silva, internauta, São Paulo, SP

'Estou grávida e precisei ser carregada'

"Eu, grávida de 7 meses estava dentro de um dos trens do metrô que parou entre as estações Brás e D. Pedro II. Eles falavam o tempo todo pelo sistema de som o que o problema era com a composição à frente, depois falaram que tinha usuário na linha! Passamos 25 minutos dentro do metro sem ao menos o ar ligado! Foi quando as pessoas passaram mal e acionaram os botões de emergência. Foi uma confusão tremenda. Precisei ser carregada para conseguir pular a grade de proteção e ir caminhando até o Brás."
- Juliane Siqueira Ramos Parreira, internauta, Rio de Janeiro, RJ


Passageiros descem do trem (Foto: Déborah Sena de Almeida/VC no G1)

'Muita gente entrou em pânico'

"Eu estava no Metrô na hora em que o trem parou. Muita gente com pânico e um calor insuportável! Nessa hora vemos como o ser humano quando quer é generoso: todos se ajudaram e deram atenção principalmente aos idosos. Não posso reclamar do Metrô de São Paulo porque sou usuária diária e é raro ter falhas!"
- Rita Lima, internauta, São Paulo, SP

'Ficamos vários minutos parados em cada estação'

"Hoje o metrô de São Paulo teve uma falha na estação Sé. Na linha em que eu pego, que tem como uma das estações a Sé, encontrava-se com uma lentidão absurda. Ficamos vários minutos parados em cada estação. O Metrô estava andando com velocidade reduzida. Muitos saíram dos vagões com outros rumos!"
- Rafael Kassab Coscia, internauta, São Paulo, SP

Passageiro desce pela janela do trem (Foto: Déborah Sena de Almeida/VC no G1)

Tivemos de andar sobre os trilhos’

“Eu estava no trem que parou na estação Sé. Ficamos mais de 15 minutos parados. Desligaram as luzes e o sistema de ar. As portas foram abertas pelo operador do trem e começamos a sair e andar pelos trilhos, pois os funcionários não nos dava informações. Quando passei em frente à cabine do condutor havia funcionários da manutenção tentando solucionar o problema.”
- Rodrigo Lucas dos Santos, internauta, São Paulo, SP

Passageiros andam sobre os trilhos (Foto: Osvaldo Fonseca de Farias/VC no G1)

'A situação estava absolutamente fora de controle'

"Estava no trem que parou, já na estação Sé. Na realidade o botão de emergência não foi acionado antes de este trem parar. Ele parou, o condutor não informou o que estava acontecendo, desligou as luzes e o ar condicionado. As portas começaram a se abrir sozinhas no meio do túnel, os usuários começaram a ser acionados e mais portas abriram-se, foi quando usuários em pânico começaram a sair pela via. A situação estava absolutamente fora de controle. Funcionários do Metrô aproximaram-se, tentando impedir a passagem dos usuários, mas em nenhum momento nos informaram o que estava acontecendo ou tentaram tranquilizar os usuários. Por fim, após aproximadamente meia hora de espera dentro do trem, seguranças do Metrô pediram a todos os passageiros que saíssem pela via, pois o trem seria recolhido. "
- Carolina Oliveira, internauta, São Paulo, SP

Plataforma lotada na Estação Sé do metrô (Foto: Karine Goltz Martins/VC no G1)

Veja usuários saindo pela janela e caminhando sobre trilhos do Metrô


O internauta Anderson Ribeiro dos Santos estava dentro de uma das composições do Metrô de SP e filmou o momento em que os usuários abriram as janelas e saltaram para fora do trem entre as estações Dom Pedro II e Sé da Linha 3-Vermelha.

O leitor William Felipe Costa enviou estas imagens ao lado que mostram os passageiros andando ao lado do trilho do Metrô de São Paulo.

O internauta Rodrigo Alex Magalhães Schreiner estava na estação Artur Alvim, da Linha 3-Vermelha, e registrou no vídeo ao lado o momento em que o sistema de som anunciou o problema dos trens parados.

Blusa presa em porta causou problema na linha 3-Vermelha, diz Metrô

Uma blusa presa em um porta de um trem foi a causa do problema que paralisou toda a linha 3-Vermelha do metrô de São Paulo na manhã desta terça-feira. A informação é do diretor de operações do Metrô Conrado Grava de Souza dada em entrevista à radio CBN.

Segundo Souza, a blusa impossibilitou o fechamento de uma porta. Com isso, usuários acionaram o botão de emergência, abrindo todas as portas da composição, por volta das 7h50. O mesmo aconteceu com o trem que vinha atrás da primeira composição e em diversos outros que circulavam na via. Pessoas desceram na via, obrigando o Metrô a interromper o fornecimento de energia no trecho e causando restrição na circulação de toda a via.

O diretor afirmou ainda que pode ter havido problema em alguns alto-falantes, que podem não ter informado os usuários sobre o problema. Passageiros relataram à Folha, que pessoas passaram mal e foi necessário quebrar vidros das composições para sair delas.

Após mais de duas horas de problema, a circulação de trens foi restabelecida em toda a linha 3-Vermelha por volta das 10h20. Apesar disso, os trens estão com velocidade reduzida e maior tempo de parada. Em algumas estações ainda estão com restrição a entrada de passageiros devido à lotação.

Após caos no Metrô, motorista enfrenta filas para deixar Zona Leste

O problema na Linha 3-Vermelha do Metrô levou muitas pessoas a tentarem deixar a Zona Leste de São Paulo de carro. O resultado é que, por volta das 12h desta terça-feira (21), os motoristas enfrentavam congestionamento nas vias da região, que concentrava 60% das filas registradas em toda a cidade. A linha ficou paralisada por cerca de três horas nesta manhã e teve a situação normalizada por volta das 10h50.

O sentido Centro da Radial Leste apresentava 6,6 km de filas por volta das 12h, entre a Rua Bernardino Brito Fonseca de Carvalho e o Viaduto Pires do Rio. No sentido Marginal Tietê da Avenida Salim Farah Maluf, eram 6 km de lentidão, da Avenida Vila Ema até a Ponte do Tatuapé. Dos 46 km de filas registradas em toda a capital paulista no horário, 28 km estavam na Zona Leste.


Local onde ocorreu problema no Metrô (Ilustração: Arte/G1)

O problema que afetou a Linha 3-Vermelha prejudicou o funcionamento das 18 estações da linha, que vai de Coritinhians-Itaquera, na Zona Leste, até a Barra Funda, na Zona Oeste. Em entrevista à Rádio CBN, o diretor de Operações do Metrô, Conrado Grava de Souza, disse que uma blusa que impedia o fechamento da porta de uma das composições teria sido a origem do problema que afetou o funcionamento da linha.




Fontes: FOLHA - G1 - TV Globo - TV RECORD - Internautas

Túneis de São Paulo são inseguros contra incêndio

Nenhum túnel da cidade de São Paulo tem todos os equipamentos necessários para segurança contra incêndios, definidos em lei de 2001 e em norma técnica do Corpo de Bombeiros de 2004.

Segundo o Ministério Público, a prefeitura é a responsável pela aquisição e manutenção dos equipamentos, e os bombeiros, pela fiscalização do funcionamento.

Os principais problemas encontrados são: falta de extintores de incêndio dentro do túnel, falta de hidrantes e ausência de peças básicas do hidrante (como mangueira).

Túnel Jânio Quadros, em SP, é um dos que tem falta de extintores, hidrantes e mangueiras, exigidos por lei de 2001./Rodrigo Capote/Folhapress

A constatação é de vistoria concluída nesta semana pelo Corpo de Bombeiros, a pedido do Ministério Público, em todos os 17 túneis da cidade que deveriam ter os equipamentos, por terem mais de 200 metros de extensão.

Há outros dois túneis que, por serem menores, não se enquadram na lei: Mackenzie e Odon Pereira.

Uma primeira vistoria, realizada no mês passado em dez túneis, constatou que todos estavam com problemas. Por isso, o Ministério Público pediu nova vistoria, nos outros sete túneis, que foi concluída nesta semana.

Segundo o Corpo de Bombeiros, somente túneis construídos após 2001 se enquadram na lei -que é o caso apenas dos túneis Jornalista Vieira de Melo e Max Feffer.

Para a promotora Maria Amelia Nardy Pereira, responsável pela apuração, o argumento não faz sentido. "É uma questão de segurança. Se usássemos esse raciocínio, o edifício Martinelli, do começo do século passado, não precisaria de extintor."

Ela reforça que, mesmo nesses dois túneis, foram encontrados problemas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a fiscalização é só de responsabilidade da Prefeitura de São Paulo. "Nós somos os maiores interessados que esses equipamentos estejam funcionando", diz o tenente Marcos Palumbo, chefe do setor de comunicação.

A prefeitura disse que contratou projeto de modernização de hidrantes e outros sistemas de segurança, em fase final de elaboração. Disse também que a CET monitora os túneis 24 horas por dia e seus funcionários estão preparados para atuar no combate a incêndios.

A promotora vai convocar os representantes dos dois órgãos, na semana que vem, para pedir esclarecimentos.


Fonte: FOLHA/CRISTINA MORENO DE CASTRO

Metrô de SP prepara a entrega da estação Tamanduateí para o fim de semana

O governo do Estado se prepara para tentar inaugurar a estação Tamanduateí da linha 2-verde do metrô de São Paulo nos próximos dias. 

A informação é da reportagem de Alencar Izidoro publicada na edição desta quarta-feira da Folha.

De acordo com o texto, auxiliares do governador Alberto Goldman (PSDB) se reuniram nesta semana para articular a possibilidade de entrega no próximo sábado. A data pré-agendada poderá ser empurrada para a semana que vem se houver a decisão --também estudada no Metrô-- de inaugurá-la com a ampliação do horário da Vila Prudente.

A obra, prometida para março deste ano, será entregue às vésperas das eleições. Ela será a última estação do prolongamento da linha 2 concluída no atual governo. A relevância da estação Tamanduateí é ressaltada por permitir uma ligação mais rápida do ABC com a região da av. Paulista, já que ela será integrada à linha 10-turquesa (Luz-Rio Grande da Serra) da rede da CPTM.



Fonte: FOLHA

Sem investimentos, Barra Funda vai ganhar 30 mil moradores em 5 anos

30 prédios com 3 mil unidades são apenas um dos lançamentos previstos na região, que ainda espera obras da Operação Água Branca

Barra Funda / Epitacio Pessoa/AE

A Barra Funda, bairro da zona oeste de São Paulo que convive com a ausência de melhorias na infraestrutura, com engarrafamentos, enchentes e falta de áreas verdes, vai ganhar mais 30 mil moradores nos próximos cinco anos, o dobro do que possui hoje, segundo levantamento feito pela reportagem com base nos processos de obras na Prefeitura.

É como se a Barra Funda ganhasse uma população equivalente à de Socorro ou Serra Negra, mesmo sem obras viárias, construção de novas ligações de esgoto ou novos piscinões para dar suporte ao crescimento demográfico - hoje o bairro tem 15 mil habitantes.

O maior empreendimento ficará em um antigo terreno da Telefônica, considerado uma das maiores glebas vazias de São Paulo, de 250 mil metros quadrados, arrematada em 2007 por R$ 135 milhões. Faltam apenas alguns detalhes sobre o loteamento da área para o lançamento do enorme condomínio - serão 30 prédios com 3 mil unidades, além de um parque com aproximadamente 50 mil m². O plano da construtora é erguer um genuíno bairro no terreno, com centro para o comércio de conveniência, ruas e pequenas praças. Outro grande empreendimento ficará em um terreno de 63 mil m² na Avenida Marquês de São Vicente. Serão 27 torres com um total de 2.714 apartamentos, de 45 m², 70 m² e 100 m².

Ainda segundo dados da Prefeitura, outros 12 empreendimentos serão erguidos na região até dezembro de 2015. Para se ter ideia, um terreno que há dez anos valia R$ 50 mil hoje não é vendido por menos de R$ 400 mil. Até o começo do ano que vem, dois lançamentos já levarão quase 2 mil carros a mais para o bairro, o que aumentará o fluxo de veículos em uma das avenidas mais congestionadas da capital, a Francisco Matarazzo. Em horários de pico, chega-se a levar 40 minutos para atravessar os 2,5 quilômetros da via, que liga o Minhocão à Lapa.

Obras. 

Na década de 1930, técnicos da antiga empresa de urbanização da Prefeitura já traçavam projetos urbanísticos para a Barra Funda, simplesmente porque ninguém queria morar no bairro por causa das enchentes do Rio Tietê. Pesquisando nos arquivos do Estado de 1997 para cá, é possível encontrar ao menos 12 planos que nunca se tornaram realidade - ideias que iam da construção de vários piscinões até a transformação da região na "Puerto Madero" paulistana.

"A Prefeitura fala que vai fazer obras para melhorar o bairro, mas isso é só para trazer mais prédios residenciais, sem que nada seja feito", diz o advogado Edivaldo Godoy, presidente da Associação de Moradores da Barra Funda. "As chuvas estão chegando de novo e nada foi feito para evitar as enchentes, que com certeza ocorrerão, como acontece todo ano. Moro aqui na Barra Funda desde criança, mas atualmente está insuportável. Não dá mais para conversar com a Prefeitura, temos de exigir melhorias, partir para o radicalismo, porque do jeito que está não dá para ficar", queixa-se.

A Prefeitura tem R$ 79,7 milhões para investir exclusivamente em melhorias na região. O volume financeiro é da Operação Urbana Água Branca, que se estende por uma área de 5,4 milhões de m² na Barra Funda, Perdizes e Lapa, e vem das contrapartidas dos 21 empreendimentos comerciais e residenciais que se instalaram no bairro desde 1995. Os recursos seriam aplicados em "melhorias urbanas", mas estão parados.

Os planos criados para a Operação Urbana Água Branca foram todos abandonados - mesmo para o problema das enchentes, o mais emergencial, o governo desistiu do piscinão que seria construído na Avenida Francisco Matarazzo e encomendou um novo estudo, por R$ 4,7 milhões.

Em maio, a Prefeitura afirmou que a operação estava em revisão, para se adequar à legislação federal. Agora, pretende retomar parte dos terrenos onde estão os centros de treinamento do Palmeiras e do São Paulo e desapropriar uma parte do Playcenter.

O sistema viário receberia intervenções para dar fluidez à frota de 27,4 mil carros em 2025 - hoje são 8 mil carros. O problema é o mesmo que dos outros planos já propostos: o projeto ainda precisa de aprovação e não há data definida para isso.

O NOME DO BAIRRO

BARRA FUNDA
ZONA OESTE

Loteado no fim do século 19, o bairro era cortado pelas linhas ferroviárias. Porteiras marcavam os limites. Os rapazes da parte de cima costumavam dizer que a origem do nome estava na Itália, em um local conhecido como Barafonda, que significava muita confusão. Já os de baixo davam como explicação as lagoas que o Rio Tietê formava com a retirada de areia para construções.


PARA LEMBRAR

Megaplano para o bairro foi abandonado

Em 2004, a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano (Sempla), a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) e o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) fizeram um concurso para definir um megaprojeto urbanístico para a Barra Funda. Era a primeira vez que a Prefeitura tomava a iniciativa de agir diretamente no planejamento de um bairro da cidade. Houve 127 inscritos - o desenho escolhido imaginava um bairro com prédios baixos, de no máximo seis andares, com calçadas largas e árvores, em uma distribuição similar à das superquadras de Brasília.

Batizado de "Bairro Novo", ele ficava em uma área equivalente à do Vale do Anhangabaú. A ideia foi adiada pela gestão que a propôs, a de Marta Suplicy (PT), esquecida na de José Serra (PSDB) e abandonada pela de Gilberto Kassab (DEM).


Fonte: Rodrigo Brancatelli - O Estado de S.Paulo

PM e CET fiscalizam proibição de caminhões em vias de SP

Motorista foi flagrado circulando pela Avenida dos Bandeirantes. Restrição também ocorre a partir desta quinta na Marginal Pinheiros.

Policial faz blitz na Avenida dos Bandeirantes nesta quinta-feira (Foto: Letícia Macedo/G1)

No primeiro dia de proibição de circulação de caminhões pela Marginal Pinheiros e avenidas dos Bandeirantes, Jornalista Roberto Marinho e Afonso D’Escragnolle Taunay, o motorista Luciano Patrício, de 28 anos, foi flagrado por uma blitz da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da Polícia Militar circulando por uma das vias proibidas. Os agentes e policiais fiscalizavam, na manhã desta quinta-feira (2), pontos onde a circulação está restrita.


“A empresa tinha uma autorização para que eu circulasse, mas eu tirei do caminhão para lavar e esqueci de colocar de volta. Eu não pensei que ia ser parado”, afirmou o caminhoneiro que vinha de Osasco para fazer uma entrega na região do Ibirapuera, e circulava pela Avenida dos Bandeirantes. A multa para quem desrespeita a determinação é de R$ 85,12, além de quatro pontos na carteira de habilitação.

A CET alerta que não precisa ser parado por um agente para ser multado, porque as vias estão equipadas por radares. Os caminhões estão proibidos de circular pelas pistas local e expressa da Marginal Pinheiros, no trecho entre as pontes do Jaguaré e do Morumbi. O horário da proibição tem início às 5h e vai até as 21h, de segunda a sexta-feira. Aos sábados, começa às 10h e termina às 14h.



Arte/G1

O rodízio de Veículos Urbanos de Carga (VUCs) – que acontece entre 10h e 16h - está suspenso, e eles poderão circular pelas vias respeitando apenas o rodízio de veículos, entre 7h e 10h e das 17h às 20h. Antes, os VUCs podiam circular na área de restrição, das 10h às 16h, de acordo com o final da placa: pares tinham permissão nos dias pares, e ímpares, em dias ímpares. São considerados VUCs os caminhões com até 6,3 metros de comprimento.

Com a restrição, a alternativa para os caminhoneiros será seguir pelo Rodoanel Mario Covas ou deixar a viagem para os horários permitidos. O trecho Sul do Rodoanel foi inaugurado no dia 1º de abril. O novo trecho liga as rodovias Régis Bittencourt, Imigrantes e Anchieta e vai até Mauá, no ABC. Um dos objetivos do anel viário é reduzir o trânsito de veículos pesados que seguiam para o litoral sul de São Paulo pela Avenida dos Bandeirantes.



Fontes: G1 - TV Globo

Aniversário de 56 anos do parque Ibirapuera coloca São Paulo em festa

Uma das áreas verdes mais procuradas para lazer em São Paulo, localizada na zona sul da cidade, comemora 56 anos de existência e as festas acontecem no sábado (21) e domingo (22).

Parque do Ibirapuera comemora 56 anos com festa em diversos locais espalhados pela área/Divulgação

No sábado, os amantes do parque serão agraciados com atividades culturais diurnas, entre as quais visitas educativas ao Museu de Arte Moderna (MAM) com as exposições "Ecológica" e "Dez Anos do Clube de Colecionadores de Fotografia", e também ao Museu Afro, que terá apresentações, às 15h, do grupo de maracatu Bloco de Pedra e do coro Congolês, para abrir as mostras "A História do Parque - 4º Centenário" e "A Guernica Esteve Aqui".

O SOS Mata Atlântica promoverá interações sobre ambiente e sustentabilidade, das 11h às 13h, e, das 14h às 18h, músicas e dança serão desempenhadas em meio à natureza, com o artista Rodrigo Bueno e o Educativo MAM.

MAM abriga a exposição "Ecológica", na ocasião dos 56 anos do parque Ibirapuera/Tuca Vieira/Folha Imagem

No começo da noite, o grupo de sapateado de Christiane Matallo, além da banda Funk como le Gusta e DJs animam o baile comemorativo, das 17h30 às 21h30.

No domingo, a Praça da Paz é que recebe os visitantes, com um piquenique, das 9h às 17h, que incentiva uma vida saudável. Os participantes poderão, também, se inscrever para percorrer uma trilha pelo parque, das 10h30 às 13h30.

Grupos de choro, exposição, recreação infantil e oficinas de fotografia também farão parte do roteiro no dia. Para participar das oficinas, os interessados devem enviar nome e telefone para o e-mail: adouek@prefeitura.sp.gov.br

No Planetário

No domingo, às 20h, a sessão gratuita "Reconhecimento do Céu Visto do Parque Ibirapuera" estará disponível para adultos e crianças a partir de 5 anos. Os ingressos devem ser retirados a partir das 19h na bilheteria do local.


Endereço: av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, zona sul, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/5574-5177. Leia mais no roteiro. As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações


Fonte: FOLHA

Expansão do metrô de São Paulo deve esvaziar corredores de ônibus

A expansão do metrô de São Paulo deve provocar um esvaziamento dos corredores de ônibus Ibirapuera e Santo Amaro.

Movimentação no corredor de onibus da Av Ibirapuera e Santo Amaro, na altura da praça Nossa Senhora Aparecida, em SP/Adriano Vizoni/Folhapress

A informação é da reportagem de Alencar Izidoro e José Benedito da Silva publicada na edição desta quarta-feira da Folha.

De acordo com o texto, a redução da frota pode chegar à metade no Ibirapuera. No Santo Amaro, a frota pode chegar a 1/4 da atual. A previsão é do estudo de impacto ambiental contratado pelo Metrô para a implantação do monotrilho da linha 17-ouro, que interligará a região do aeroporto de Congonhas a Jabaquara e Morumbi.

O principal impacto é previsto após a extensão da linha 5-lilás do metrô até a Vila Mariana e a Chácara Klabin, obra prevista para até 2014. Walter Sergio de Faria, coordenador técnico do projeto de estudo de impacto da linha 17 contratado pelo Metrô, diz que manter a mesma quantidade de coletivos no entorno das futuras obras sobre trilhos seria desperdício.

A SPTrans (órgão municipal que cuida do transporte coletivo) diz que irá aguardar a inauguração das estações para nortear mudanças. A SPTrans diz que, na avenida Paulista, os ônibus foram mantidos mesmo depois da construção do metrô.

Metrô adia entrega de proposta para licitação da linha 5-Lilás

O prazo final para empresas entregarem propostas para a licitação da compra de 26 trens da linha 5-Lilás do metrô de São Paulo foi adiado para 23 de agosto. A data inicial era o último dia 3.

Segundo o Metrô, a concorrência é internacional e "várias empresas que têm interesse em participar do processo" pediram o adiamento da data de entrega. A empresa ainda informou que a alteração da data não acarretará em atraso no cronograma da licitação nem da entrega dos trens.

Ainda de acordo com o Metrô, o objetivo do adiamento é aumentar a concorrência entre os participantes.

O começo das obras de ampliação da linha atrasou, e a previsão é que a primeira estação (Adolfo Pinheiro) fique pronta em 2011. A promessa do ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), era de entregar as duas primeiras estações em 2010, incluindo também a Brooklin-Campo Belo.

Segundo a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, a linha --que vai ligar o Capão Redondo à Chácara Klabin--deve ficar pronta em 2013 e atenderá cerca de 628 mil passageiros.

A obra conta com financiamento do Bird (Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento) que concedeu um empréstimo de US$ 650,4 milhões.

Arte/FOLHA


Fonte: FOLHA

Baderna: Carros e ônibus são incendiados durante a madrugada na Grande SP

Bombeiros registraram fogo em três carros na capital paulista. Em São Bernardo do Campo, ônibus foi incendiado.

Pelo menos três carros e um ônibus foram incendiados na Grande São Paulo na madrugada desta terça-feira (3), segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.

O ônibus foi incendiado por vândalos na Rua dos Feltrins, em São Bernardo do Campo, no ABC. Eles mandaram o motorista, o cobrador e os passageiros descerem, colocaram fogo no coletivo e fugiram. Ninguém ficou ferido.

Entre os carros, o primeiro caso aconteceu na Mooca, Zona Leste da capital paulista. O veículo estacionado na Rua do Hipódromo ficou irreconhecível. Comerciantes da região contaram que o carro estava abandonado havia algumas semanas, mas não viram nenhum suspeito no local.

Quando os bombeiros chegaram, por volta das 2h, o veículo já tinha sido totalmente consumido pelas chamas.

No Jardim Miriam, Zona Sul, outro carro pegou fogo na Avenida Ângelo Cristianini, por volta das 2h30. Na mesma avenida fica a delegacia no bairro.

Por volta das 5h, outro carro semelhante aconteceu novamente na Mooca. Os bombeiros apagaram o fogo em um carro na Rua Frei Gaspar. O local fica bem próximo de onde houve o primeiro caso.

A polícia vai investigar se os incêndios foram criminosos e se eles têm ligação.



Fontes: G1 - TV Globo

São Paulo inaugura o maior Centro de Inspeção Veicular do mundo

O espaço tem capacidade para realizar mais de 4.500 inspeções por dia

A cidade de São Paulo vai inaugurar o maior Civa (Centro de Inspeção Veicular) do mundo, na região do Tatuapé, zona leste da capital. A cerimônia de entrega acontece às 10h deste sábado (31).

Governador de SP critica investimento em trem-bala e diz que Estado precisa de trens metropolitanos

Afirmação foi feita na manhã desta sexta durante inauguração do corredor ABD

O governador Alberto Goldman (PSDB) criticou o investimento do governo federal no trem bala que vai ligar São Paulo ao Rio de Janeiro. Segundo o governador, o Estado de São Paulo precisa de trens metropolitanos, e não de uma ligação para o Rio de Janeiro.

Goldman sugeriu que o governo federal deixasse R$ 10 bilhões nos cofres de São Paulo, outros R$ 10 bilhões nos do Rio de Janeiro, e o restante do investimento (avaliado em R$ 30 bilhões) deslocasse para o transporte de outras regiões metropolitanas como Belo Horizonte (MG) e Recife (PE).

- Queremos coisas concretas e reais como este corredor que está sendo inaugurado aqui.

As afirmações foram feitas na manhã desta sexta-feira (30) durante a inauguração da extensão Diadema-São Paulo do corredor metropolitano ABD, em Cidade Ademar, na zona sul da capital paulista.

A discussão sobre o trem bala surgiu porque, segundo o governador o transporte "patrocinado" pelo governo federal terá capacidade para atender 50 mil pessoas por dia no trecho SP-RJ. Já o corredor de ônibus ABD, que custou R$ 22,9 milhões (mais de dez vezes menos), deve atender 85 mil pessoas por dia no trecho de Diadema-capital paulista.

Goldman chegou a classificar a construção do trem bala como uma decisão do "mundo da fantasia".

- Agora se fosse só fantasia... Mas nós vamos gastar dinheiro do BNDES e do orçamento da União.

Novo corredor

O governo inaugurou nesta sexta o corredor de ônibus ABD, que liga a cidade de Diadema, na Grande São Paulo, ao bairro Morumbi, da capital paulista. Segundo o governo do Estado, o custo do novo trecho foi de R$ 22,9 milhões. Os ônibus só vão começar a operar no trecho neste sábado (31).

O novo trecho terá 12 km de extensão e passará por vias como avenida Presidente Kennedy, em Diadema, e avenida Vereador João de Luca, na zona sul da capital (veja o trajeto completo no infográfico abaixo). Ao longo do novo corredor, haverá 18 pontos de paradas duplas nos dois sentidos.

Com a ampliação, a extensão total do corredor passa a ser de 45 km. Além do Morumbi, os outros limites do ABD são o terminal São Mateus, na zona leste da capital paulista, e terminal do Jabaquara, zona sul, passando pelas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema, da Grande São Paulo.

No Morumbi haverá um novo terminal vai estar perto da estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda, da CPTM (companhia que administra os trens de superfície de São Paulo). A linha 5-Lilás do Metrô deverá passar perto da estação, mas não há prazo para essa expansão do trem subterrâneo.

A inauguração conclui parcialmente promessa feita há 24 anos pelo governo estadual. No projeto inicial, o corredor seria todo percorrido por trólebus, que não poluem. Porém, a partir de sábado (31), somente veículos a Diesel passarão pelo novo trecho. Para amenizar o impacto dessa alteração no projeto, o governo teria que plantar 12 parques Ibirapueras, conforme o R7 revelou.

Dois dias depois da publicação da notícia do R7, o promotor Saad Mazloum fez uma inspeção no corredor ABD e fez uma recomendação para a Metra (empresa contratada pela EMTU que vai operar os ônibus) usar ônibus híbridos, que usam eletricidade e combustão a diesel. De acordo com Mazloum, esses veículos poluem 90% a menos que a versão somente de diesel. A Metra disse que em 45 dias poderia fazer a adaptação dos ônibus,segundo o promotor.

Veja por onde passa o novo corredor de onibus ABD

O novo traçado se inicia no Terminal Metropolitano de Diadema. Depois vai pela Avenida Pres. Kennedy, no município de Diadema e Avenidas Cupecê, Ver. João de Luca, Prof. Vicente Rao e Roque Petroni Jr, em São Paulo. O ponto final é a Estação de Transferência do Morumbi que fica entre as duas pistas da avenida Roque Petroni Júnior.

Linhas de ônibus do novo traçado

607C/10 Jd. Míriam – Shopping Morumbi
516N/10 Jd. Míriam – Itaim Bibi
5131/10 Cidade Ademar – Pq. D. Pedro II
6358/10 Jd. Luso – Term. Bandeira
6358/41 Vila Império – Term. Bandeira
509M/10 Jd. Míriam – Term. Princesa Isabel
5178/10 Jd. Míriam – Lgo. São Francisco
577T/10 Jd. Míriam – Vila Gomes
5129/10 Jd. Míriam – Term. Guarapiranga
5129/41 Jd. Míriam – Santo Amaro
6312/10 Jd. Luso – Term. Amaral Gurgel (noturna)
675P/10 Shop. SPMarket – Metrô Conceição
6040/10 Term. Capelinha – Itaim Bibi (circular)
376 Diadema (Terminal) / Brooklin (São Paulo)
376VP1 Diadema (Terminal) / Shopping Morumbi (São Paulo)
044 Jardim Castelo (São Paulo) / Itaim Bibi (São Paulo)

Fonte: R7

Suspeita de bomba isola área em São Paulo

Agentes do Gate foram acionados

Um pedestre encontrou uma suposta bomba em um orelhão, no final da manhã desta terça-feira (20), na região de Pirituba, zona oeste de São Paulo, segundo informações da Polícia Militar (PM). A área próxima da Avenida Fuad Lutfalla, altura do número 1.083, foi isolada.

A polícia foi acionada por volta das 11h, após o pedestre encontrar um objeto em cima do telefone público. Segundo a PM, o objeto é um tubo metálico, com fios, e, aparentemente, trata-se de um artefato explosivo. Agentes do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) foram acionados


Fontes: RY7 - AE

Com ipês, revitalização da rua do Gasômetro começa em setembro

Orçada em R$ 11 milhões, reforma promete transformar via na principal ligação com a 25 de Março

SÃO PAULO - Orçado em R$ 11 milhões, o projeto para repaginar a Rua do Gasômetro e transformar o local na principal ligação entre as regiões comerciais do Brás e da Sé, no centro, deve finalmente sair do papel. O primeiro passo foi sua aprovação pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH). Com a autorização, a Prefeitura de São Paulo promete concluir a licitação e iniciar as obras até o fim de setembro.

Comerciantes da região negociam desde 2002 com o governo um plano de revitalização para a área. Em 2008, lojistas concordaram com a reforma proposta pela Prefeitura, e a verba foi reservada no orçamento de 2010. A administração municipal quer concluir, com a inauguração do Museu da História de São Paulo, em junho de 2011, o alargamento das calçadas e o aterramento dos fios da rua, que hoje concentra nos seus mil metros de extensão 32 lojas de móveis planejados.


A intervenção inclui ainda um novo projeto paisagístico, com o aumento da área do canteiro central, onde serão instalados 66 pontos de iluminação sem fios, além do plantio de 96 ipês roxos. Nesse mesmo canteiro serão construídos cinco quiosques, dois estacionamentos e uma baia para embarque e desembarque de mercadorias.

"Queremos uma cara mais chique para o Gasômetro, mas com a preservação dos traços da arquitetura fabril inglesa do século 19. Hoje muitas pessoas deixam de vir aqui pela dificuldade de acesso e por falta de um lugar para estacionar. Mesmo assim, tem decorador que prefere nossas peças exclusivas às das lojas dos Jardins", afirma Mario Franchini, de 56 anos, dono de uma loja de cadeiras para escritórios.

Segundo a Prefeitura, o plano de revitalização elaborado em 2002 pelo arquiteto Paulo Bastos foi substituído por outro que contempla o aterramento da fiação aérea, como já ocorreu em ruas como a Oscar Freire. "O objetivo é criar no canteiro central pontos de convívio para consumidores e comerciantes", explicou a arquiteta Anna Moraes Barros, da São Paulo Urbanismo, responsável pelo novo plano.

Igreja

O largo da Igreja Bom Jesus do Brás e as duas vias laterais - as Ruas Monsenhor Andrade e Jairo Góes - também terão as calçadas alargadas. Para aumentar as sombras nesse trecho, hoje sem vegetação alguma, está previsto o plantio de 600 metros quadrados de árvores pau-ferro.

"Eu gosto do clima do Brás, de comércio popular. Tenho medo de que transformem a rua numa Oscar Freire. Isso acabaria com seu charme", acredita o arquiteto Luiz Antonio Zambiani, de 43 anos, que frequenta a rua há 20.

A demolição do Edifício São Vito, barrada por enquanto na Justiça, e de outros imóveis antigos desapropriados pela Prefeitura no entorno do Mercado Municipal, na Avenida Mercúrio, também fazem parte do pacote para transformar a Rua do Gasômetro na "ponte" entre os dois principais redutos do comércio popular da capital, o Brás e a Rua 25 de Março. No lugar do São Vito, haverá uma passarela sobre o Rio Tamanduateí, por onde se poderá ir do Brás ao outro lado do centro e vice-versa.

Segundo urbanistas e moradores do Brás, a reforma abre "as portas do centro" para a zona leste. "Os viadutos na região e a falta de uma passarela de pedestres sobre o Rio Tamanduateí isolaram a zona leste do resto da cidade", lamenta Augusto Muccilo, de 62 anos, descendente de italianos nascido no Brás. Morador do bairro, ele assistiu à degradação da região do Parque Dom Pedro II nas últimas quatro décadas, mas tem esperanças de poder ir a pé até os sebos que frequenta no centro. "Acho que o museu trará muita gente para a região, comércio e moradores. Temos de aproveitar e cobrar a reforma."

Rua do Gasômetro - BRÁS/CENTRO

Por anos a iluminação de São Paulo foi à base de azeite de peixe. Em 1847, mudou para gás de hidrogênio líquido e, em 1863, para querosene. Na noite de 31 de março de 1872, diante da família imperial, 55 lampiões foram acesos com uma nova substância - o gás produzido no estabelecimento que deu nome à rua e se tornou conhecidíssimo: o Gasômetro.


Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Diego Zanchetta

São Paulo tem feira de adoção de cães e gatos neste sábado

Centro de Controle de Zoonoeses oferece 260 cachorros e 90 gatos, vacinados e esterilizados


Animais têm microchip para evitar perdas/Divulgação

SÃO PAULO - Cães e gatos esperam ansiosos por um dono na feira de adoção do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de São Paulo neste sábado, 17. São 260 cachorros e 90 gatos vacinados, esterilizados e tratados contra vermes, pulgas e carrapatos, prontos para levar para casa. Os bichos têm ainda um microchip, que permite a localização dos animais em caso de perda.

Quem quiser adotar um companheiro de quatro patas deve levar guia para os cães e caixa de transporte para os gatos, além de documentos de CPF, RG e comprovante de residência. A taxa para adoção é de R$ 15,25 e o Registro Geral do Animal (RGA) é emitido na hora.

Para atrair o público para a feira, o CCZ organizou uma festa, a Sercãoneja, com direito a desfile de animais em estilo sertanejo, recreação para crianças e show com as duplas sertanejas David e Maciel e Di Biase e Gabriel. A entrada é gratuita.

A Sercãoneja acontece amanhã, das 10h às 16h, no CCZ, na Rua Santa Eulália, 86, em Santana, zona norte da capital, próximo ao Metrô Carandiru.

Mais informações sobre adoção na cidade de São Paulo estão no site do Programa de Proteção e Bem Estar de Cães e Gatos da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), no endereço www.prefeitura.sp.gov.br/probem. Nessa página é possível ainda conferir fotos dos peludos disponíveis para adoção. O telefone do CCZ é (11) 3397-8920.

 Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Carolina Freitas

Chineses no Brasil vão muito além da Rua 25 de Março

Nova geração de imigrantes chineses atua em vários setores da economia brasileira, que vão do software à agricultura

Yim King Po chegou ao Brasil de navio, aos nove anos, vindo de Hong Kong. Tinha 13 anos quando o pai faleceu e precisou assumir suas tarefas: vender de porta em porta enxoval de renda chinesa para mães ansiosas. Ele estudou engenharia na Universidade de São Paulo (USP), trabalhou em banco, mas sempre quis montar um negócio. Teve agência de viagem, bar, importadora, mas nada dava certo.

Hoje, aos 51 anos, Yim joga golfe com a alta sociedade paulistana. Sua empresa, a YKP, patrocina o campeão brasileiro do esporte, Ronaldo Francisco. Fornecedora de sistemas de software para empresas como Toyota ou Merck, a YKP fatura R$ 50 milhões por ano, emprega 300 pessoas e ocupa cinco andares de um prédio no Brooklin, área nobre de São Paulo.

"O Brasil é o país da oportunidade. Quem quer trabalhar, vai longe", disse Yim. Ele é um exemplo de uma nova geração de chineses que aliou o espírito empreendedor da terra natal com o recente crescimento da economia brasileira. São empresários, médicos e advogados cujas atividades vão muito além da importação de bugigangas da Rua 25 de Março, região de comércio popular da capital paulista.

Vivem hoje no País cerca de 200 mil chineses. Mais de 80% em São Paulo. Boa parte está no Centro, nos bairros da Liberdade, do Brás e trabalha com importação de produtos chineses - algumas vezes de forma ilícita. Ainda é comum a máfia chinesa cobrar propina dos pequenos comerciantes recém-chegados, que mal falam português.

Mas muitos chineses que estão no Brasil progrediram, aproveitando o incremento do comércio entre os dois países. "A China se transformou no maior produtor de manufaturas do mundo e isso trouxe oportunidades para os imigrantes chineses no mundo todo", diz Fernando Ou, presidente da Câmara Brasil - China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE).

Prosperidade. 

Boa parte do sucesso se deve à dedicação das famílias chinesas, que priorizam a educação e fazem questão que os filhos estudem nas melhores universidades brasileiras. Melhorar de vida é obsessão para os chineses, cujos celulares e placas de carros possuem muitos números oito - o numeral tem o mesmo som da palavra prosperidade em mandarim.

Alguns se transformaram em empresários de renome como Shan Ban Shun, fundador da Eleva Alimentos e hoje um dos maiores acionistas individuais da BR Foods (fusão entre Sadia e Perdigão), ou o dono do Moinho Pacífico, Lawrence Pih.

Pih nasceu em Xangai e chegou ao Brasil com 8 anos. Seu pai, Pih Hao Ming, estabeleceu-se primeiro no Rio de Janeiro, mas preferiu mudar para São Paulo, porque se identificava mais com o intenso ritmo de trabalho da cidade. De família abastada, o pai adquiriu uma frota de caminhões e, mais tarde, optou pela produção de farinha de trigo. O filho fez doutorado em filosofia nos Estados Unidos, mas voltou ao País em 1966 para tocar os negócios.

Em 2012, a imigração chinesa no Brasil vai completar 200 anos. Os primeiros imigrantes vieram da colônia portuguesa de Macau e chegaram ao País para plantar chá onde hoje é o bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Foram trazidos por Dom Pedro I, que estava preocupado com o aumento do preço do chá praticado pela Inglaterra. Depois de um longo intervalo, a imigração foi retomada nos anos 50, quando os chineses fugiram do comunismo depois que Mao Tsé-tung tomou o poder na China em 1949.

Para chegar ao Brasil, os chineses viajavam mais de 45 dias de navio. Vinham atraídos pela disponibilidade de terra agricultável. "No Brasil, é muita terra e pouca gente. Ao contrário da China onde tem muita gente e pouca terra", diz Paul Liu, diretor da Fortune Consulting.

Alguns chineses fizeram fortuna no interior do País. É o caso de Ma Shou Tao. Economista e administrador, Ma emigrou com a família para o Brasil. Em São Paulo, começou a vida como comerciante de lâmpadas chinesas, mas logo percebeu que o futuro do País estava na agricultura. Chegou a Carazinho, no Rio Grande do Sul, sem qualquer experiência no cultivo.

"Os imigrantes alemães eram os amigos do meu pai e ensinaram o chinês a plantar soja", conta o filho Jônadan Ma, braço direito do pai nos negócios. O primeiro plantio da família foi feito em 120 hectares de terra arrendados. Ma Shou Tao prosperou no Sul, mas acompanhou a expansão da soja no Cerrado e mudou-se para o Triângulo Mineiro. Hoje o Grupo Boa Fé (a família é protestante fervorosa) planta 3 mil hectares e é dono da empresa Good Soy, que vende soja para consumo humano.

Trocas culturais. 

Todos os entrevistados pela reportagem falam bem o português, mas ainda têm sotaque. O idioma é uma barreira importante para os chineses, e muitos convivem apenas na comunidade. Ainda assim, trocas culturais com os brasileiros ocorrem. Habilidosos na cozinha, os chineses dizem que inventaram o pastel. Nas décadas de 60 e 70, eram donos da maioria das pastelarias de São Paulo.

A acupuntura também chegou ao País pelas mãos de especialistas chineses e conseguiu adeptos até se tornar uma especialidade médica reconhecida. O doutor e mestre em artes marciais Yip Fu Kwan fundou a Associação de Medicina China e Acupuntura do Brasil e a Associação Zhong-Yi-Yao de Medicina Chinesa do Brasil.

Ele chegou ao País em 1973, com 28 anos, e conta que só começou a trabalhar como médico depois de curar a sogra de um colega alemão. Hoje, Yip possui um consultório e um centro de artes marciais no bairro de Moema, em São Paulo, e maioria de seus clientes é brasileira. "O Brasil é um país novo e precisa dos meus conhecimentos", diz.

No coração do bairro da Liberdade, o restaurante Chi Fu é ponto de encontro da comunidade chinesa. A reportagem almoçou comida típica com Fernando Ou, presidente da Câmara Brasil-China, e Tang Wei, secretário executivo. A dona do restaurante não fala português e, envergonhada, não quis dar entrevista.

Tang é um jovem e cheio de ideias novas para a comunidade chinesa. Chegou ao País em 1988, com 19 anos. Três anos depois, ainda com dificuldade para escrever em português, foi aceito na Faculdade de Direito do Lago São Francisco da USP, uma das mais tradicionais e disputadas do Brasil.

Ele participa de um time de futebol só de chineses e conta que os jogadores "não têm habilidade, mas muita força de vontade". Naturalizado brasileiro, foi candidato a vereador em 2008 e teve só 4 mil votos, mas pretende voltar a concorrer. "Falta um representante da comunidade chinesa na Câmara de Vereadores de São Paulo", diz.

Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Raquel Landim

Homem de 40 anos é o perfil da população de rua em São Paulo

Levantamento da Fipe mostra aumento de 50% de desabrigados na cidade. Dois terços deles trabalham, mas 75% consumem drogas ou álcool.

Carroça de morador de rua no centro da capital paulista. (Foto: Roney Domingos/G1)

Homem, adulto, por volta de 40 anos, não branco, com ensino fundamental incompleto, que já foi pai de família com filhos, mas vive sozinho. Esse é o perfil do morador de rua da cidade de São paulo, segundo estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgado na última segunda-feira (31) pela Prefeitura.

Já são mais de 13,5 mil pessoas vivendo sem casa e sem emprego na capital paulista, a cidade mais rica do país. Entretanto, o levantamento aponta que a grande maioria deles não vive de esmola: 66% deles trabalham, sendo que apenas 50% dorme em albergues. Entretanto, 75% dos entrevistados admitiram usar drogas ou consumir bebidas alcoólicas. Outro dado alarmante é que 65% deles afirmaram já terem sido vítimas de violência.

A reportagem do Fantástico vasculhou a capital paulista para entender quem são essas pessoas e encontrou até um ex-gerente de supermercado dormindo debaixo de um viaduto: o paranaense Celço Benedetti de Araújo, de 44 anos, era funcionário de uma multinacional.


“Eu era gerente de um supermercado”, diz Araújo, morador de rua há nove meses. A empresa confirmou que ele era empregado 17 anos atrás, mas não informou o cargo. Depois que foi demitido, a vida dele só piorou. Araújo passou dois anos preso por roubo e furto. Solto no fim de 2009, ele não tinha mais para onde ir. “Vim para a rua e estou até hoje”, diz ele.

"Normalmente, são pessoas da própria cidade ou das regiões bem próximas”, revela a socióloga da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Rosana Schwartz. Há três razões principais que são apontadas para essas pessoas ficarem sem nada. Uma delas envolve brigas de família.


“Briguei com a mulher, perdi meu barraco, perdi tudo”, diz Paulo Roberto da Silva, morador de rua há três anos. “Nunca me esqueci dela. Quando bebo é que parece que o chifre cresce mais ainda”, brinca João Vieira Neto, que mora nas ruas de São Paulo há 15.

Outro motivo é o alcoolismo. “Sou aposentado. Quase 75% dos moradores de rua em São Paulo usam álcool ou outras drogas. Tinha condição de pagar um aluguel em um quarto, mas...” diz Vieira Neto, fazendo sinal para a bebida. “Se você mora na rua, você é considerado um lixo e acaba se drogando”, explica a socióloga Rosana Schwartz.

Entretanto, uma das grandes surpresas apontadas pela pesquisa é que a grande maioria dos moradores de rua, mais de 66%, não pede esmola e, sim, trabalha, ganhando em média R$ 19 por dia.

A violência também é uma ameaça constante. Mais de 65% dos entrevistados disseram já ter sido atacados, principalmente por outros colegas de rua. "Foram várias facadas. Fiquei muito tempo com o braço enfaixado”, afirma Vieira Neto.


Contestação

Para Sebastião Nicomedes, ex-morador de rua que virou escritor, o Censo foi incompleto. Ele afirma que há pelo menos outras 5 mil pessoas na mesma situação na cidade.

A coleta de dados aconteceu no fim do ano passado, período em que muitos andarilhos vão para o litoral, diz. “Eles vão para as praias, tentam sobreviver. É por lá que está todo mundo nessa época”, afirma Sebastião.

Outro morador de rua, Izael Leonel, consegue meio salário mínimo por mês fazendo peças de artesanato em uma casa mantida por uma organização católica em São Paulo.

Márcio Henrique de Aguiar, morador de rua há nove anos, se garante com música. Ele saiu de Minas Gerais para tentar a carreira de músico em São Paulo. Mesmo correndo o risco de perder o violão, Márcio prefere ficar ao relento a dormir em albergue. Muitos moradores reclamam da burocracia para conseguir vaga e das regras rígidas.

“Se não levantar às 5h, eles gritam com a gente, fazem humilhações”, reclama Araújo. “Albergue é cheio daqueles bichinhos que mordem a pele da gente, sai sangue”, conclui ele.

Pouco mais de 50% dos moradores de rua passam as noites nas 41 instituições ligadas à Prefeitura, com capacidade para atender até 10 mil pessoas no inverno.

A casa Arsenal da Esperança tem até biblioteca, além de tendas onde se pode tomar banho e descansar. “Tomamos banho de chuveiro de água quente. A comida é da melhor qualidade. Aqui a situação é bem melhor”, diz Nelson dos Santos, morador de rua há 49 anos.

Araújo, a pedido da equipe de reportagem, tentou procurar uma vaga em outros três albergues.

Em dois deles, Araújo foi aceito, depois de uma hora debaixo de chuva, na fila. No terceiro, nada feito, porque, segundo a atendente, a casa estava lotada devido ao tempo frio.

Os moradores de rua alegam que a prefeitura reserva camas para pessoas recolhidas pela cidade. Algumas dessas camas, eles afirmam, não são ocupadas e muitos candidatos, que chegam pelos próprios meios, acabam sem abrigo.

Consultada pela reportagem, a vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco Antônio, aponta, nesse caso, falha no atendimento. “Todos os albergues são obrigados a fazer o primeiro acolhimento, mesmo que não exista vaga naquele albergue. Ele chama nosso serviço de emergência e realoca a pessoa para onde tem vaga”, conta.

A solução, para os especialistas, não é fácil. “Não há políticas públicas eficazes de moradia. Se essas pessoas tivessem a oportunidade de ter uma moradia popular, ela não ia querer morar debaixo de uma ponte”, diz Rosana Schwartz.


Fontes: G1- TV Globo

Aeroporto de Congonhas será ampliado para Copa

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vai expandir a ala de check-in do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Leia a matéria aqui.

governo de SP inaugura Metrô na zona oeste de São Paulo

Primeiro trecho da linha 4 do Metrô paulistano foi inaugurado hoje

Com pompa, circunstância e muita desorganização, o governo de São Paulo inaugurou com quarenta e cinco minutos de atraso -- por volta de 12h45 -- desta terça-feira (25) o primeiro trecho da linha 4-Amarela do Metrô paulista.

O lote entregue possui 3,6 km de extensão e, inicialmente, funciona apenas entre as estações Paulista (rua da Consolação) e Faria Lima (Largo da Batata).

Plataforma da estação Paulista

Entre os primeiros passageiros do novo Metrô, estavam o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), o governador Alberto Goldman (PSDB), além de parlamentares, secretários estaduais e municipais. Os ex-governadores tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, maiores responsáveis pela obra, não participaram do evento pois deixaram, respectivamente, os cargos de governador e secretário por conta das eleições.

Na primeira fase da obra, que será concluída até o fim do ano com mais quatro estações, foram gastos R$ 3,8 bilhões, dos quais cerca de 75% foram bancados pelo governo do Estado – e o restante pelo consórcio Linha Amarela.

Novo trem possui passagem livre entre os vagões

O governador Goldman justificou os investimentos: “São Paulo talvez seja, das grandes cidades do mundo, a que tenha menos metrô, porque fazer metrô não traz resultados imediatos”, disse Goldman.

O governador assumiu que, nos próximo meses, alguns ajustes serão feitos na linha, que ainda não possui banheiros, sinal de celular. “Estamos experimentando o Metrô com ele andando”, confirmou.

Composições não terão operadores humanos

A Linha 4-Amarela foi inaugurada dois anos depois do prazo estabelecido pelo governo do Estado no início da obra. Será a primeira linha do Metrô paulista operada por um consórcio privado --e não pelo poder público-- e não terá condutores humanos no controle das composições.

A obra começou em março de 2004 e, pelo prazo inicial, deveria ter sido entregue em 2008. Um dos principais fatores para o atraso foi a demora nos processos de desapropriação, que duraram dois anos, de acordo com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

Outro agravante foi o desmoronamento no canteiro de obras da estação Pinheiros em janeiro de 2007, que abriu no local uma cratera de mais de 80 metros de diâmetro e matou sete pessoas.

Ainda em 2007, quando duas frentes de trabalho que escavavam os túneis da linha se encontraram, foi constatado que havia um desalinhamento de 80 centímetros entre os túneis, o que também acabou prejudicando o andamento da obra. A linha é a primeira da história do Metrô de São Paulo a ser construída também com recursos privados, por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada).

Assim como ocorreu na construção, pela primeira vez na história do metrô paulista a operação ficará a cargo de um grupo privado --o consórcio ViaQuatro, pertencente ao grupo CCR, formado por construtoras (Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa) e empresas do ramo de transporte (Serveng-Civilsan e Brisa)-- e a fiscalização será de responsabilidade do governo do Estado.

Assinado em 2003, na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), o contrato de concessão prevê que, nos próximos 30 anos, 100% do que for arrecadado com as tarifas e com o uso dos espaços do Metrô fique com as empresas.

O governo do Estado só receberá 50% do valor das tarifas dos passageiros que utilizarem a Linha 4 a partir da integração com outras linhas e terá ainda que recompensar as empresas, caso a arrecadação com a operação seja muito menor do que o estimado na assinatura do contrato.

Para o secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, a Linha 4 será uma espécie de teste para saber se é possível que metrô seja operado com qualidade pela iniciativa privada. “O Metrô [o órgão estadual] tem uma experiência muito grande na operação. Agora teremos uma linha [operada por uma concessionária] que poderemos fazer a experiência e examinar. Vamos ter um órgão que vai cuidar do acompanhamento da operação. Eu gosto muito da operação do Metrô. Vamos ver como opera o ente privado”, afirmou, em entrevista ao UOL Notícias.


Trens não terão condutores


Fachada da estação Faria Lima, no largo da Batata

A atual gestão chegou a anunciar que o trecho seria inaugurado entre o final de março e o início de abril, antes de José Serra (PSDB) se afastar do governo para disputar a sucessão presidencial. Porém, o governo adiou a entrega da obra por conta da necessidade de cumprir “exaustivos protocolos de testes”.

Uma das razões do atraso de dois meses foi a dificuldade em alcançar a sincronização exata da parada dos trens nas plataformas, já que não haverá um condutor humano nos trens. A velocidade, o tempo de parada e a sincronização das composições serão automáticas, realizadas por um sistema computadorizado. As plataformas são vedadas e possuem abertura somente nos locais de alinhamento da porta dos trens.

Área de circulação da estação Faria Lima

Nos primeiros meses de operação, as estações funcionarão fora do horário de pico, apenas entre 9h e 15h. O período reduzido é adotado para que sejam feitos os ajustes necessários quando o volume de passageiros é menor.

Esteira rolante na estação Paulista

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos estima que, nesse período, no máximo 5.000 pessoas utilizem diariamente as duas estações da Linha 4. A estimativa é que o horário seja expandido para o padrão de toda a rede (entre 5h e 0h30, aproximadamente) até setembro.

Nos próximos dias --entre uma e três semanas--, usuários não precisarão pagar pelas viagens na Linha 4, que vai funcionar no esquema de operação assistida. Nesse período, a ligação com a Linha 2-Verde, por meio das estações Paulista e Consolação, estará fechada ao público. Quando a ligação estiver funcionando, os passageiros utilizarão uma esteira rolante para ir de uma estação à outra.

Após Paulista e Faria Lima, a previsão é de que duas novas estações sejam abertas até novembro: Butantã e Pinheiros. Por essas estações, contando com a inauguração de outras duas --Luz e República, que já integram outras linhas da capital-- deverão passar 705 mil passageiros por dia.

Com a conclusão da 1ª fase, a Linha 4 terá ligações com as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha do Metrô e com a Linha 9-Esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A segunda fase da obra deverá ser entregue até 2014 e terá as estações Vila Sônia, São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Mackenzie-Higienópolis.

Enquanto na primeira fase a frota terá 14 trens, na segunda será formada por 29 composições. Após a conclusão da segunda fase, a estimativa é de 970 mil passageiros diários.





Fonte: UOL Notícias/Guilherme Balza

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