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Índia apresenta tablet de US$ 35

Aparelho móvel é destinado a estudantes indianos. Produto roda Linux, tem tecla touchscreen e conexão Wi-Fi.

O governo indiano apresentou nesta quinta-feira (22) um tablet que será usado por estudantes da Índia a partir do ano que vem. O aparelho portátil, semelhante ao iPad, da Apple, custará em torno de US$ 35.

De acordo com o ministro do Desenvolvimento de Recursos Humanos indiano, Kapil Sibal, o governo vai subsidiar 50% do custo do produto, que custará então cerca de US$ 17 para os estudantes.

Ministro indiano Kapil Sibal mostra mostra tablet de US$ 35 destinado a estudantes da Índia. (Foto: AFP)

O aparelho, com tela touchscreen, conexão Wi-Fi e sistema operacional baseado em Linux foi desenvolvido em colaboração com especialistas de institutos de tecnologia de diversas cidades indianas, e se tiver apoio de grandes companhias, poderá ser produzido em massa.

Com parcerias, o governo indiano pretende ter tablets com preços ainda mais populares, chegando a US$ 10.

Comentário

No que deu os computadores populares aos estudantes brasileiros? Alguém lembra do assunto?

Fontes: G1- REUTERS

Índia testa com sucesso míssil com capacidade nuclear

A Índia testou neste domingo com sucesso, seu míssil de longo alcance terra-terra com capacidade para transportar ogivas nucleares Agni III, informaram fontes do Ministério da Defesa do país.

O míssil, que pode levar cargas de até 1,5 tonelada, foi lançado de uma plataforma móvel às 10h46 (horário local, 4h16 de Brasília) na ilha de Wheeler, situada no estado indiano de Orissa, segundo as fontes, citadas pelas agências indianas.


'Todos os parâmetros da missão foram alcançados', disse um porta-voz da Defesa.

Ele acrescentou que a trajetória do míssil foi seguida de várias estações telemétricas, sistemas eletro-ópticos e radares situados em diferentes pontos do litoral, na capital das Ilhas Andaman, Port Blair, e em navios da Marinha indiana próximos ao local no qual o míssil caiu.

O teste de hoje é o quarto que a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa da Índia realiza com o Agni III, que tem um alcance de 3.000 quilômetros.

O Agni III, que mede 17 metros de comprimento e tem um diâmetro de dois metros, pertence à série de mísseis Agni desenvolvidos pela Índia, cujas versões I e II, de entre 750-800 e 1.500 quilômetros de alcance respectivamente, já foram introduzidas no arsenal das Forças Armadas do país.

Fontes: FOLHA - Efe

Índia apresenta primeiro submarino nuclear de fabricação própria

Primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, apresenta o primeiro submarino nuclear com tecnologia exclusivamente indiana

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, classificou hoje como uma "conquista histórica" a fabricação do primeiro submarino nuclear com tecnologia exclusivamente indiana.

A embarcação foi apresentada numa cerimônia militar no sul do país. "Hoje, nos unimos a um seleto grupo de cinco nações com capacidade para construir submarinos nucleares", afirmou Singh durante a cerimônia, segundo comunicado do governo.

O primeiro-ministro disse que a apresentação do submarino não tem como objetivo "ameaçar ninguém", já que a Índia "busca na região e fora dela uma atmosfera que conduza ao desenvolvimento pacífico".

Singh lembrou da Rússia, principal parceiro militar da Índia, e agradeceu Moscou pela "contínua e inestimável colaboração" em matéria de defesa, algo que "simboliza a estreita relação" entre ambos os países.

O primeiro-ministro indiano também agradeceu à equipe de cientistas e especialistas que trabalhou no projeto do submarino, chamado INS Arihant. "Vocês demonstraram a força das organizações de pesquisa e desenvolvimento da Índia", afirmou.

"O governo está totalmente comprometido em assegurar a defesa de nossos interesses nacionais e a proteção de nossa integridade territorial", acrescentou Singh.

A apresentação da embarcação militar aconteceu na localidade de Visakhapatnam, no Estado de Andhra (sul), e coincidiu com os dez anos do fim do último conflito armado com o Paquistão, a potência nuclear vizinha.

Até o fim do ano, a Marinha indiana disporá de outro submarino nuclear, o Akula, de fabricação russa.






Fontes: FOLHA - Efe

Nano

Nícolas Borges



Extraido do Jornal do Carro

Não, a Tata não convidou o Jornal do Carro para o lançamento do Nano. Mas, graças às agências de notícias internacionais, temos aqui uma avaliação do carro mais falado nos últimos tempos, quem sabe o Ford T do século 21, como sonha o dono da montadora (só um tentáculo do megaconglomerado Tata), Ratan Tata. Por isso, encare o título como uma frase dita pela repórter estadunidense Erika Kinetz, da Associated Press (AP), que avaliou o Nano em Pune, na Índia e escreveu o seguinte:

"Dirigir o novo automóvel indiano de US$ 2.000 é reconsiderar todas as coisas que você achava que precisava num carro. Os engenheiros tiraram tudo o que podiam do Tata Nano. Não há porta-luvas, relógio e porta-copos (Santa mania gringa, Batman!). O revestimento dos bancos, é de vinil cinza (nada demais pra nós brasileiros, íntimos da Kombi). O que sobrou, entretanto, é um carrinho bacana, surpreendentemente espaçoso por dentro e divertido de cambiar, apesar de ser um pouco lento.

"Guiando no caótico trânsito indiano, não me senti particularmente pequena no Nano, com sua cara-chata, exceto quando estava entre caminhões grandes. Ele enfrenta as ruas esburacadas com mais resistência que os táxis locais. A estabilidade, no geral, é boa, mas fazer uma curva rápida pode ser um pouco assustador (não esqueçamos que as rodas são minúsculas).

"Forçe o carro acima da velocidade máxima de 105 km/h e luzes de advertência piscam no painel. Os freios do Nano são mais que suficientes. O maior problema é a retomada. Tente passar alguém quando um caminhão com carga acima do permitido vem de frente para você no sentido oposto, buzinando, e você vai desejar que o Nano pudesse acelerar melhor."

Em resumo, o saldo é bem positivo para um carro novo que custa o equivalente a R$ 5.000 (com taxas) e que leva quatro adultos na sua carcaça de 3,1 m de comprimento, 1,5 m de largura, 1,7 m de altura e 600 kg. O desempenho condiz com seu motorzinho bicilíndrico de alumínio, com 624 cm³ e 35 cv, capaz de rodar 23,7 km com um litro de gasolina. Palmas pro Seu Tata, que tornou realidade seu sonho do carro verdadeiramente popular. E ele só ouviu risadas das montadoras ocidentais, quando apresentou seu plano, há alguns anos...





Sim, o motorzinho está por aí mesmo, embaixo do banco traseiro

Não sabemos quem controla o Paquistão, diz ministro indiano

Em meio a tensão entre vizinhos nucleares após atentados de Mumbai, governo indiano teme 'Estado falido'

MUMBAI - O ministro do Interior da Índia, Palaniappan Chidambaram, disse na última sexta-feira, 6, que o Paquistão pode se tornar um Estado falido e levantou dúvidas sobre quem controla o país, dono de um arsenal nuclear. O comentário se torna público dias após um atentado contra a seleção de críquete do Sri Lanka, que deixou sete mortos.

"No Paquistão, infelizmente, eu diria que não sabemos quem controla ali - se é o Exército, o presidente, ou o governo", afirmou, segundo a agência indiana Press Trust. Para Chidambaram, o Paquistão ainda não é um Estado falido, mas está a caminho de se tornar um.

Para o chanceler Pranab Mukherjee, o atentado de Lahore demonstra a falta de vontade e capacidade do governo paquistanês em conter a ameaça terrorista.

As relações entre os dois vizinhos nucleares, que já entraram em guerra três vezes pelo controle da Caxemira, se deteriorou após os atentados de 26 de novembro em Mumbai, na Índia, quando 164 pessoas morreram.

Carro mais barato do mundo será lançado em abril

Nano será comercializado na Índia por US$ 2 mil. Com motor de 624 cm3, carro roda em média 20 km/l.


Tata Nano, 'o carro do povo', será vendido por US$ 2 mil (cerca de R$ 4 mil) na Índia

O grupo indiano Tata Motors lançará oficialmente em 23 de março o carro mais barato do mundo, o Nano, que começará a ser vendido por distribuidores autorizados a partir de 23 abril, anunciou nesta quinta-feira (26) um porta-voz do grupo.

Batizado como “o carro do povo”, o Nano, que será vendido a US$ 2 mil (pouco mais de R$ 4 mil) na Índia, possui um minúsculo motor de 624 cm3 com 30 cavalos de potência e seu consumo é de 20 km/l. Sua versão mais básica não tem ar condicionado, nem vidros automáticos ou direção hidráulica.

Brasil vai contestar junto à OMS retenção de remédios na Holanda

Carga de medicamentos genéricos teve que retornar à Índia. Remédio é usado para combater hipertensão.

O governo brasileiro vai contestar na sexta-feira (23), durante a reunião do conselho executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), contra a retenção de um carregamento do medicamento Losartan, que é usado para combater a hipertensão arterial. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde. A assessoria disse que o representante do Brasil na OMS, Paulo Buss, levará o tema para a pauta da reunião ordinária.

Na quarta-feira (21), o Ministério de Relações Exteriores (MRE) divulgou nota dizendo ver o embargo à carga com “grande preocupação”, já que o medicamento é usado no controle da hipertensão arterial e essa é uma das principais causas de morte no Brasil.

Segundo o Itamaraty, a carga de Losartan foi contratada do fabricante indiano Dr. Reddy’s pela empresa brasileira SEM, que o comercializa no país. “A fabricação do Losartan na Índia dá-se ao abrigo dos dispositivos legais internacionais que protegem a propriedade intelectual no setor de medicamentos. No Brasil, como na Índia, o produto não é protegido por patente e pode ser importado livremente, respeitada a legislação sanitária aplicável. Há, hoje em dia, no mercado brasileiro, inúmeros produtos genéricos produzidos a partir desse princípio ativo”, diz a nota do Itamaraty.

A carga foi retida no porto de Roterdã, na Holanda, a pedido de uma empresa cujo nome não foi revelado pelo Itamaraty. A empresa alegou ser proprietária dos direitos intelectuais do princípio ativo desse medicamento. O navio teve que retornar a Índia com a carga.

“Diante da gravidade do caso, que é o primeiro do gênero a afetar diretamente as importações brasileiras para o setor de saúde, o governo brasileiro está determinado a levantar o assunto no conselho executivo da OMS. O governo deixará claro, perante a comunidade sanitária mundial, seu descontentamento com a ação no porto de Roterdã, que põe em dúvida o compromisso dos países europeus com o acesso das populações de países em desenvolvimento aos medicamentos”, diz a nota do Itamaraty.

Segundo o governo, também não está descartada uma manifestação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Vice de Obama chega ao Paquistão para mediação com a Índia

Joe Biden tenta aliviar a tensão entre os dois países após as acusações sobre o atentado de Mumbai

ISLAMABAD - O vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joseph Biden, chegou nesta sexta-feira, 9, a Islamabad em visita oficial, com o objetivo de aliviar a tensão surgida entre o Paquistão e a Índia por causa dos recentes ataques em Mumbai, informou uma fonte oficial. O porta-voz da embaixada dos EUA na capital paquistanesa, Lou Fintor, disse que está previsto que Biden se reúna durante a tarde com vários representantes do governo do país para discutir "assuntos regionais", mas não precisou quem serão os interlocutores do vice-presidente eleito.

Um porta-voz governamental disse que Biden, que chega acompanhado de uma grande delegação que inclui o senador republicano Lindsey Graham, se reunirá com o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e com o primeiro-ministro, Yousaf Raza Gillani. A agenda do vice-presidente eleito, que em menos de duas semanas tomará posse, se concentrará na luta contra o fundamentalismo, assim como nas relações entre a Índia e o Paquistão, segundo uma fonte diplomática, citada pela rede privada Geo TV.

Além disso, Biden deve negociar com as autoridades paquistanesas um pacote de ajuda de US$ 15 bilhões, segundo a fonte da rede de televisão. A embaixadora americana no Paquistão, Anne W. Patterson, se reuniu na quinta-feira com Zardari para preparar a visita de Biden.

As relações entre Índia e Paquistão, ambas potências nucleares, se deterioraram nas últimas semanas após os atentados de novembro em Mumbai, que as autoridades indianas atribuem ao grupo caxemiriano Lashkar-e-Taiba, com base no Paquistão. Os dois países se envolveram em uma troca de acusações e exigências desde os atentados.


Fronteira "frágil"


O primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gilani, disse na sexta-feira que a situação na fronteira com a Índia é frágil. No mesmo dia, o vice-presidente-eleito dos EUA, Joe Biden, chegou ao país para um esforço de melhoria nas relações entre as duas potências nucleares do sul da Ásia. A tensão bilateral se agravou por causa dos atentados islâmicos de novembro em Mumbai, que mataram 179 pessoas. A Índia desde o começo culpou militantes vindos do Paquistão, mas nesta semana o primeiro-ministro Manmohan Singh elevou o tom e sugeriu ter havido apoio de "algumas agências oficiais" ao ataque.

O Paquistão negou envolvimento de seus órgãos públicos e acusou Singh de estar agravando a tensão. Na quarta-feira, Islamabad confirmou que o único militante que sobreviveu ao ataque é paquistanês.

"A situação na nossa fronteira leste novamente se tornou muito frágil", disse Gilani em um seminário em Islamabad.

O premiê considerou lamentável que a Índia tenha congelado um processo de paz iniciado há quatro anos e que já havia conseguido melhorar as relações entre os dois países, que travaram três guerras desde 1947. "O mundo não deve permitir que a tensão entre Índia e Paquistão aumente", afirmou.

Embora a tensão esteja elevada, não há sinais de que se repita a concentração de tropas na fronteira ocorrida em 2002, depois de um atentado no Parlamento indiano, que Nova Délhi também atribuiu a militantes do Paquistão. Analistas consideram que atualmente diminuiu a chance de a Índia recorrer a uma ação militar.

Índia diz considerar todas as opções para desmantelar terror

NOVA DÉLHI - A Índia vai considerar todas as opções para desmantelar os "aparelhos do terror" depois dos ataques a Mumbai, em novembro, disse o ministro da Defesa indiano nesta quarta-feira, 7. A mais recente declaração foi feita enquanto oficiais indianos mostram frustração com o desejo de que o Paquistão investigasse os ataques. Nova Délhi culpa militantes paquistaneses pelos ataques que mataram 164 pessoas e reacenderam a tensão entre os dois países.

"Mesmo depois de 26 de novembro (data dos ataques) não há uma tentativa séria de desmantelar os aparelhos do terror e isso é a maior preocupação", disse A.K Antony a repórteres em Nova Délhi. "Vamos fazer tudo para evitar isso. Por isso, estamos examinando todas as opções disponíveis". "Não posso dizer agora para vocês quais opções estamos examinando".

O primeiro-ministro Manmohan Singh acusou na terça o governo paquistanês de ter dado apoio aos ataques de Mumbai. Singh também voltou a acusar o grupo militante sediado no Paquistão Lashkar-e-Taiba de ser o responsável pela ação. "Há prova suficiente para mostrar que, dada a sofisticação e precisão militar do ataque, ele deve ter tido o apoio de algumas agências oficiais no Paquistão", disse o primeiro-ministro indiano. O ministro da Informação do Paquistão, Sherry Rehman, rebateu horas depois as declarações do primeiro-ministro indiano. Para o ministro, as acusações de Singh sobre um suposto vínculo entre a inteligência paquistanesa e os agressores apenas tiram a atenção dos esforços conjuntos para o combate ao terrorismo.

O primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gilani, afirmou nesta quarta que o Paquistão fez propostas construtivas de cooperação e iniciou sua própria investigação. "A Índia não só se recusou a cooperar com os investigadores, mas também escolheu promover uma ofensiva midiática e diplomática contra o Paquistão", afirmou.

Uma nação predominantemente muçulmana, o Paquistão tem um governo civil relativamente novo e fraco, e acredita-se que as agências de inteligência locais tenham certo grau de independência e bastante poder. Singh não nomeou ninguém diretamente, porém o vizinho já culpou a Agência de Inteligência Paquistanesa (ISI) por ataques no território indiano nos últimos anos.

O ataque em novembro deixou 164 mortos e as investigações teriam apontado que os 10 homens armados não poderiam ter realizado a matança sozinhos. "Infelizmente, não podemos escolher nossos vizinhos", disse o primeiro-ministro indiano. "Alguns países como o Paquistão no passado encorajaram e deram abrigo a terroristas e outras forças contrárias à Índia."

Paquistão transfere tropas para fronteira com a Índia

Cerca de 40 caminhões foram retirados da região do Waziristão; premiê indiano reúne-se com chefes militares

Pakistan, Dec. 26 -- Pakistan began deploying thousands of additional troops to its border with India on Friday


Soldados indianos vigiam a fronteira afegã

ISLAMABAD - O Paquistão está transferindo milhares de soldados da fronteira afegã para a indiana, afirmaram fontes do serviço de inteligência paquistanês nesta sexta-feira, 26. Os países vivem em clima de tensão, desde os ataques em Mumbai, em novembro. O governo da Índia acusou "elementos no Paquistão" pelos ataques na capital financeira indiana e já afirmou que espera mais colaboração do vizinho na luta contra os extremistas.

Um repórter da Associated Press testemunhou a retirada de uma coluna de cerca de 40 caminhões com soldados da região do Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão. Os funcionários do setor de inteligência falaram sob condição de anonimato.

Dois funcionários do setor de inteligência afirmaram que a 14ª Divisão de soldados estava sendo transferida para Kasur e Sialkot, cidades próximas da fronteira indiana. Isso poderia também prejudicar a atuação das forças paquistanesas contra os extremistas, na zona fronteiriça com o território afegão.

Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, teria encontro com chefes militares para discutir "a situação de segurança". O governo indiano ainda não havia comentado as informações sobre envio de tropas pelo vizinho.

Índia e Paquistão possuem armas nucleares. Eles travaram três guerras desde a independência de ambos da Grã-Bretanha, em 1947. Porém os dois governos também afirmam que desejam evitar um conflito, sem contudo descartar o uso da força.

Também sob anonimato, um importante funcionário do setor de segurança do Paquistão não comentou diretamente o envio de tropas. Limitou-se a dizer que "as medidas defensivas necessárias têm sido tomadas" e que as forças paquistanesas estão prontas para "qualquer eventualidade."

A Índia avisou seus cidadãos na sexta-feira que não é seguro viajar para o Paquistão devido à tensão entre os países rivais desde os ataques a Mumbai. "Os cidadãos indianos estão avisados de que não é seguro viajar ou estar no Paquistão", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia.

Tensão

A retirada de tropas paquistanesas da fronteira afegã provavelmente será mal recebida pelos Estados Unidos, que não querem ver o Paquistão se desviar da luta contra os militantes da Al-Qaeda e do Taleban na fronteira ocidental do Paquistão.

Índia, EUA e Reino Unido responsabilizaram pelos ataques a Mumbai o grupo islâmico Lashkar-e-Taiba, que tem sua base no Paquistão e se formou para combater o domínio indiano na região da Caxemira, disputada pelos dois países.

O Paquistão condenou os ataques a Mumbai e negou qualquer participação do Estado nessa ação, que atribuiu a "atores não ligados ao Estado". O número cada vez maior de exaltadas reportagens nos dois países têm alimentado especulações de uma guerra, embora os líderes digam que um conflito não serviria aos interesses de ninguém.

Paquistão avisa à Índia que responderá a qualquer ataque

MULTAN - O ministro de Relações Exteriores do Paquistão, Shah Mahmood Qureshi, disse que a Índia não deve lançar um ataque contra o país e que os paquistaneses responderiam a qualquer tipo de ofensiva. "A Índia deve desistir de qualquer ataque estratégico", afirmou o ministro de Relações Exteriores do Paquistão, Shah Mahmood Qureshi, a repórteres na cidade de Multan, região central do Paquistão. "Ela não deve se cometer este erro, mas, caso o faça, o Paquistão será obrigado a responder."

Apesar disso, Qureshi disse que o Paquistão quer a paz com a Índia. "Devemos esperar pelo melhor, mas nos preparar para o pior", declarou. A Índia, no entanto, não descartou o uso da força em uma potencial represália aos ataques contra Mumbai em 26 de novembro, atribuídos ao grupo militante Lashkar-e-Taiba, que possui base em território paquistanês.

O primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gilani, disse que a Índia deveria apresentar evidências que sustentem a acusação de que os 10 homens armados que mataram pelo menos 164 pessoas em Mumbai no mês passado eram paquistaneses do Lashkar-e-Taiba.

A Índia ofereceu ao Paquistão uma carta do único sobrevivente envolvido nos ataques, Mohammed Ajmal Kasab, assumindo a autoria do atentado e apontando como co-autores outros nove paquistaneses. Kasab também pediu na carta para encontrar-se com enviados paquistaneses, mas os jornais disseram que o governo rejeitou a solicitação, argumentando que não há registro dele como cidadão do país.

Índia preparou ataque contra Paquistão após atentados em Mumbai, diz CNN

A Força Aérea indiana iniciou preparativos para um possível ataque contra o Paquistão logo após os atentados terroristas do último dia 26 em Mumbai, que deixaram 172 mortos, informa reportagem da rede americana CNN, que cita fontes do Pentágono.

WASHINGTON (CNN) -- The United States believes that India's air force began preliminary preparations for a possible attack against Pakistan in the immediate aftermath of the recent massacre in Mumbai




Três fontes do Pentágono afirmaram à rede que os Estados unidos tinham informação que indicava que a Índia começou a preparar tropas aéreas para uma possível missão. Logo após os ataques, que atingiram diversos pontos importantes de Mumbai, capital financeira da Índia, Nova Déli acusou o país vizinho de envolvimento com os atentados.

As duas potências nucleares já se enfrentaram em três guerras desde a independência de ambos do Reino Unido, em 1947 e os ataques apenas acirraram a rivalidade entre os países.

As fontes não deram muitos detalhes sobre o possível ataque, mas, segundo a rede, este é a primeira indicação da proximidade de um novo conflito entre as potências após os ataques de 26 de novembro.

Eles disseram à rede americana que os preparativos incluíram a checagem das tropas e da disponibilidade de jatos e armas. Disseram ainda que um avião indiano invadiu o espaço aéreo paquistanês sem autorização no sábado (29).

Um dos oficiais disse que se a Índia concluiu os preparativos, poderia rapidamente lançar um ataque aéreo contra supostos alvos terroristas dentro do território paquistanês. O porta-voz das forças aéreas indianas, Mahesh Upasani, disse que não havia nada a comentar.

As ações terroristas coordenadas concentraram-se em regiões nobres da cidade, onde ficam dois dos mais luxuosos hotéis: Taj Mahal e Oberoi Trident, além do aeroporto internacional.

Explosões também foram registradas em outros pontos, como a estação de trem Chhatrapati Shivaji, uma das mais movimentadas da Índia, um cinema, delegacias, um hospital que atendia feridos nos ataques e o popular Café Leopold, muito freqüentado por turistas e gente de Bollywood --a indústria cinematográfica indiana.

Os ataques foram assumidos por um grupo terrorista desconhecido, os Mujahedin de Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia), que, segundo os investigadores indianos, citando o interrogatório do único terrorista capturado vivo, teriam sido treinados pelo Lashkar e Taiba, grupo separatista com sede no Paquistão.

Paquistão prende suspeitos de envolvimento com atentados de Mumbai

Pakistani troops have raided a camp used by the group India blames for last month's massacre in Mumbai.

As forças de segurança paquistanesas prenderam diversos integrantes de uma organização de caridade islamita ligada ao grupo terrorista Lashkar-e-Taiba, acusado pela Índia de ter planejado os atentados do último dia 26, em Mumbai, que deixaram 172 mortos, informaram fontes oficiais.

O número e a identidade dos suspeitos não foram reveladas --as agências de notícias indicam ao menos seis--, mas o jornal paquistanês "Dawn" afirmou que entre eles está Zaki-ur-Rehman Lakhvi, um insurgente listado pela Índia como um dos principais planejadores dos ataques em locais movimentados de Mumbai.

"Sim, Lakhvi está entre os suspeitos presos em uma operação ontem", confirmou um membro das forças de segurança à agência de notícias Reuters.

Lakhvi é um dos líderes do Lashkar e foi citado, segundo fontes indianas, pelo único terrorista capturado vivo após os ataques em Mumbai.

Ele e Yusuf Muzammil, chefe das operações anti-Índia do grupo, teriam dado as ordens aos dez militantes que coordenaram os ataques no centro financeiro da Índia.

Uma fonte das forças de inteligência, que não quis ser identificada, disse que os suspeitos estão sendo interrogados sobre os ataques em Mumbai e que dezenas de feridos durante a operação foram levados ao hospital.

Operação

As prisões foram resultado de uma operação das forças de segurança paquistanesas, na noite deste domingo (7), na periferia de Muzaffarabad, capital da Caxemira paquistanesa. As forças invadiram um acampamento da fundação Jamaat-ud-Dawa, considerada o braço político do Lashkar-e-Taiba, grupo que tem sede no Paquistão e que já foi acusado de vários ataques em solo indiano.

A operação foi a primeira resposta oficial do Paquistão na investigação dos atentados, uma colaboração que a Índia exigiu como demonstração de que Islamabad não tem ligação com os ataques.

As suspeitas do envolvimento de grupos paquistaneses, alimentada também pelos Estados Unidos com a declaração da secretária de Estado, Condoleezza Rice, neste domingo (7), de que "não há dúvidas", acirrou a já conturbada relação entre os dois países --duas potências nucleares que entraram em guerra por três vezes.

Diante da grande pressão internacional, o governo paquistanês anunciou a operação contra a organização ligada ao grupo Lashkar-e-Toiba.

"Vi um helicóptero das Forças Armadas sobrevoando a região e escutei duas ou três fortes explosões", relatou ao "Dawn" uma testemunha.

Dois militantes, citados pela agência de notícias Associated Press, disseram que as tropas trocaram tiros com os supostos terroristas durante a operação no acampamento próximo a Muzaffarabad, usado desde 2004 pelo Laskhar-e-Taiba para treinar recrutas para combater o domínio indiano em parte da Caxemira. Mais recentemente, informou a AP, o campo foi usado pela organização de caridade ligada ao grupo para trabalho de educação.

Ataques


As ações terroristas coordenadas, levada a cabo no último dia 26 em Mumbai, capital financeira da Índia, concentraram-se em regiões nobres da cidade, onde ficam dois dos mais luxuosos hotéis: Taj Mahal e Oberoi Trident, além do aeroporto internacional. Ao todo, 172 pessoas morreram devido aos ataques.

Explosões também foram registradas em outros pontos, como a estação de trem Chhatrapati Shivaji, uma das mais movimentadas da Índia, um cinema, delegacias, um hospital que atendia feridos nos ataques e o popular Café Leopold, muito freqüentado por turistas e gente de Bollywood --a indústria cinematográfica indiana.

Os ataques foram assumidos por um grupo terrorista desconhecido, os Mujahedin de Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia), que, segundo os investigadores indianos, citando o interrogatório do único terrorista capturado vivo, teriam sido treinados pelo Lashkar e Taiba.

Com Reuters, Associated Press e France Presse

Paquistão temeu ataque da Índia após Mumbai, diz diplomata

Um dos mais importantes diplomatas paquistaneses revelou em uma entrevista à BBC que o governo do seu país acreditava que a Índia estivesse planejando um ataque contra o Paquistão logo após os ataques extremistas em Mumbai, na última semana.

Wajid Shamsul Hassan, alto comissário paquistanês em Londres, disse ter recebido indicações de que a Índia pretendia dar ao Paquistão "uma lição" por causa dos ataques, que deixaram pelo menos 172 mortos.

A Índia acusa o Paquistão de ter abrigado os autores do ataque e de ter responsabilidade pelo ocorrido. Apesar de alguns dos extremistas aparentemente terem ligações com o Paquistão, mas o país nega qualquer culpa pelo que aconteceu.

"Isso é o que nos disseram nossos amigos, que poderia haver um ataque rápido [indiano] em algumas das áreas em que eles suspeitam que existam campos de treinamento [de extremistas] ou algo do tipo", disse o diplomata, sem revelar suas fontes.

"Havia evidências circunstanciais de que a Índia iria fazer um ataque rápido contra o Paquistão para lhe ensinar uma lição."

Hassan disse que alertou o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, sobre o risco, e o Paquistão em seguida manifestou sua preocupação a autoridades americanas e britânicas de alto escalão, que teriam intervindo para acalmar a situação.

Movimento de tropas

O diplomata disse que não acredita que os dois países, ambas potências nucleares, pudessem de fato ter iniciado um conflito por causa do que ocorreu em Mumbai --apesar de já terem travado pelo três guerras um contra o outro.

"Nós não teríamos ido, e tenho certeza de que a Índia não teria ido à guerra", disse.

"Entretanto, por outro lado, como teríamos reagido? Só dá para imaginar. Nós temos um país menor, temos que nos defender", afirmou o diplomata

A Índia não reagiu publicamente aos comentários de Hassan.

Nesta semana, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, esteve na região em uma ofensiva diplomática para apaziguar os ânimos dos dois lados.

Em visitas a Nova Déli e Islamabad, a chefe da diplomacia dos Estados Unidos pediu aos dois lados que mostrassem moderação.

Apesar da retórica paquistanesa e indiana, até o momento não há sinais práticos que indiquem que um conflito entre os dois países seria iminente --como, por exemplo, movimentação de tropas na região da fronteira.

Rice pede ação urgente do Paquistão sobre ataques na Índia

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse nesta quarta-feira, em visita à Índia, que o Paquistão deve agir "com urgência" para prender e levar à Justiça os responsáveis pelos ataques realizados em Mumbai na semana passada.


Rice afirmou que o Paquistão precisa agir 'com urgência'

"Este é um momento em que especialmente o Paquistão deve fazer isso", disse Rice a jornalistas em Nova Déli, depois de uma reunião com o ministro do Exterior indiano, Pranab Mukherjee.

"O Paquistão precisa agir decididamente e com urgência, cooperar totalmente e de forma transparente. A mensagem foi entregue e será entregue ao Paquistão, mas este é um momento de cooperação entre todos os povos que sofrem estes ataques terroristas", afirmou.

Rice está visitando Nova Déli nesta quarta-feira e espera diminuir a tensão entre Índia e Paquistão, que aumentou desde os ataques simultâneos realizados contra a capital financeira da Índia na semana passada, que deixaram 188 mortos, entre eles 22 estrangeiros, e mais de 200 feridos.

Nos últimos dias, autoridades indianas têm afirmado repetidas vezes que há provas de que os militantes por trás dos ataques tinham ligações com o Paquistão. O governo de Islamabad nega qualquer envolvimento nos ataques.

Visita ao Paquistão

Ainda não foram anunciados planos para uma visita de Rice ao Paquistão e ainda não se sabe se a secretária de Estado americana irá a Mumbai.

Mas o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, o almirante Michael Mullen, chegou a Islamabad para uma reunião com o governo e militares do Paquistão.

Os partidos políticos do Paquistão se uniram para assinar uma resolução afirmando que o país também sente o pesar dos indianos depois dos ataques em Mumbai e abomina a violência contra inocentes.

Mas os partidos também afirmaram que são contra o que eles afirmam ser "acusações não comprovadas feitas às pressas contra o Paquistão".

O ministro do Exterior indiano afirmou que a Índia não está analisando uma resposta militar mas, se o Paquistão não tomar providências, o processo de paz bilateral será comprometido.

Ameaça e manifestação

Nesta quarta-feira um esquadrão anti-bombas da Índia confirmou que encontrou explosivos escondidos em uma bolsa na principal estação de trens de Mumbai.

O esquadrão desativou duas bombas de quatro quilos. Dispositivos semelhantes tinham sido colocados em vários locais de Mumbai durante os ataques na semana passada.

Ainda não se sabe quando estas bombas foram colocadas na estação ferroviária.

Segundo correspondentes na Índia, se os explosivos foram colocados na semana passada ainda durante os ataques, será motivo para mais constrangimento para as autoridades indianas, que já foram criticadas pela reação aos ataques contra os hotéis de Mumbai.

Nesta quarta-feira milhares de pessoas participaram de um comício em Mumbai, com muitos protestando contra o governo indiano.


Reunião de trabalho 'salva' brasileiro de atentados em Mumbai

Uma reunião de trabalho marcada de última hora 'salvou' o brasileiro Fábio Gonçalves, de 32 anos, de estar presente – na hora dos ataques – em um dos locais de Mumbai que foram alvos dos atentados da última quarta-feira.

Gerente de desenvolvimento de sistemas de um grande banco americano, Gonçalves, que mora em Londres há três anos e meio, desembarcou em Mumbai no último de 18, para uma viagem de trabalho de duas semanas.

“Não conhecia Mumbai e tinha ouvido falar que o Café Leopold era um lugar legal, onde os estrangeiros se encontram. Então, como estava trabalhando muito, planejei ir lá na noite de quarta-feira”, conta.

Famoso ponto de encontro de estrangeiros em Mumbai, o Café Leopold foi um dos locais onde homens armados abriram fogo na noite da última quarta-feira. Os extremistas também atacaram dois hotéis, um centro judaico, a principal estação ferroviária da cidade e um hospital. Pelo menos 120 pessoas foram mortas.

Última hora

Às 18h, no entanto, foi marcada uma reunião de trabalho de última hora, o que fez com que Gonçalves só conseguisse deixar o escritório por volta de 22h, momento em que, segundo informações, os ataques estavam começando na cidade.

“Estava cansado e fui direto para o hotel. Quando cheguei, recebi uma ligação de uma das gerentes da empresa em Mumbai, desesperada, perguntando onde eu estava. Quando contei que estava no hotel, ela disse: 'Que bom que você está a salvo'. Só aí me contou que a cidade estava sofrendo uma série de atentados”.

Gonçalves foi então orientado a permanecer no hotel até que a situação de acalmasse.

Índia expande força antiterrorista após ataques que mataram 195

da Efe, em Nova Déli

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, anunciou neste domingo a ampliação da principal força antiterrorista daquele país e a criação futura da Agência Federal de Investigação para coordenar a luta contra o terror. As medidas são uma reação aos ataques terroristas ocorridos em Mumbai entre quarta-feira (26) e sexta-feira (28) que mataram 195 pessoas e feriram cerca de 300.

Singh expôs as medidas no início de uma reunião com líderes das forças políticas do país, aos quais pediu unidade perante a "ameaça nacional" do terrorismo.

O anúncio de Singh ocorre após fortes críticas de partidos políticos e meios de comunicação pela demora no envio a Mumbai dos membros da Guarda Nacional de Segurança indiana, os principais responsáveis pelo combate aos terroristas que atacaram e mantiveram reféns nos hotéis de luxo Oberoi Trident e Taj Mahal Palace e no centro judaico Chabad Lubavitch.

Conforme Singh, a Guarda que, atualmente, tem sede em Nova Déli, terá novos quartéis em outros quatro pontos do país, além de mais soldados. O primeiro-ministro anunciou ainda um reforço na segurança aérea e marítima indiana e a proposição de medidas legislativas para a criação da agência de investigação.

Diferentes partidos reivindicavam a criação da agência havia alguns meses.

Também neste domingo, em entrevista a jornalistas, o diretor-geral da Guarda, J.K. Dutt, defendeu a atuação de seus homens na operação. Ele concordou que a operação no Taj foi muito longa, mas explicou que isso foi necessário para evitar "perda de vidas inocentes" dos hóspedes e funcionários do hotel.

Dutt voltou a afirmar que os terroristas estavam "muito familiarizados" com a planta daquele hotel. "Nossa operação pretendia mantê-los na linha, evitar que se deslocassem nos quartos ocupados por hóspedes, e por isso levou algum tempo." O Taj ficou dominado por terroristas entre a quarta-feira a o sábado, quando os últimos três foram mortos.


Terror

Os ataques a tiros e granadas ocorreram na noite de quarta-feira e atingiram vários pontos de regiões nobres de Mumbai --centro financeiro da Índia--, principalmente aqueles que são muito movimentados e populares entre ocidentais. Em três alvos --os hotéis de luxo Oberoi Trident e Taj Mahal Palace e o centro judaico Chabad Lubavitch --, os terroristas mantiveram centenas de pessoas reféns.

Nos hotéis, o resgate dos reféns terminou apenas na sexta-feira (28). No Taj Mahal, o conflito entre as forças de segurança indianas e os terroristas só acabou sábado (29), quando os três últimos criminosos foram mortos. Os agentes de segurança ainda realizam buscas nos hotéis atrás de corpos, armas e pistas deixadas pelos terroristas.

No centro judaico, o cerco também acabou na sexta-feira, porém todos os reféns morreram. Segundo Israel, nove cidadãos morreram, ao todo, nos atentados. Entre eles estão o rabino americano Gavriel Holtzberg, 29, e a mulher dele, Rivka, 28, que deixaram um bebê.


Investigações

Conforme o jornal indiano "Times of India", apenas um homem foi preso suspeito de participar dos atentados. Trata-se do paquistanês Mohammad Ajmal Mohammad Amin Kasab, que deve ficar preso ao menos até o próximo dia 11 de dezembro.

Investigações preliminares da polícia indicam que Kasab chegou a Mumbai com ao menos outros dez comparsas de barco. Na seqüência, eles se dividiram e, com aproximadamente 6.200 rúpias indianas cada um (menos de R$ 300), foram de táxi aos pontos que deveriam atacar. Kasab foi preso na própria quarta-feira, ao lado de um homem que foi identificado como Ismail Khan e que morreu baleado em confronto com policiais.

Kasab deverá ser acusado de ter matado três altos oficiais da instituição assassinados nos atentados: Hemant Karkare, o chefe do esquadrão antiterrorismo, Vijay Salaskar, consultor de segurança, e o comissário de polícia Ashok Kamte.

Dança das cadeiras

Os ataques terroristas causaram uma dança das cadeiras no governo. O ministro do Interior, Shivraj Patil, pediu demissão que pôs o ministro de Finanças, Palaniappan Chidambaram, no lugar de Patil e ele mesmo no lugar de Chidambaram. Em sua carta de demissão, Patil ter a "responsabilidade moral" de renunciar para mostrar que os ataques foram "horrendos" e que o governo "os levou muito a sério".

Todas as mudanças e a pressão sobre o governo indiano para investigar os ataques também deram origem a um boato de que o conselheiro de Segurança Nacional, M.K. Narayanan, era mais um a renunciar, o que foi negado, de acordo com a agência de notícias PTI. O boato foi noticiado pela TV local NDTV e a agência Ians.

Paquistão

Desde os atentados, diversas autoridades indianas foram a público afirmar que os terroristas eram estrangeiros e que acreditam trata-se de paquistaneses. O Paquistão nega a ligação de cidadãos com o caso e já ofereceu ajuda nas investigações. Há ainda boatos de que parte dos terroristas mortos fossem britânicos, o que também é investigado.

Logo depois dos ataques, um desconhecido grupo islâmico chamado Mujahedin de Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia) enviou e-mails à imprensa local assumindo a autoria dos atentados. Para especialistas, porém, o nome é uma fachada.









Autoridades indianas renunciam após atentados em Mumbai

O ministro do Interior indiano, Shivraj Patil, entregou neste domingo seu pedido de renúncia e assumiu a "responsabilidade moral" pelos atentados em Mumbai que deixaram cerca de 200 mortos.

Além dele, o conselheiro de Segurança Nacional, MK Narayanan, também renunciou ao cargo neste domingo.

Ainda não se sabe o primeiro-ministro, Manmohan Singh, aceitou os pedidos dos membros de seu governo.

O anúncio sobre as renúncias acontece horas antes de um encontro multipartidário convocado pelo premiê para discutir novas medidas antiterroristas, como a possível criação de uma agência especial e a adoção de leis mais rigorosas para combater o terrorismo.

Desde o início dos ataques, que atingiram hotéis, uma estação de trem, um centro judaico e um restaurante, o governo está sendo pressionado a explicar porque não conseguiu evitar os incidentes.

Segundo o correspondente da BBC em Nova Déli Sanjoy Majumder, mais pedidos de renúncia podem acontecer nos próximos dias.

Paquistão

No sábado, as forças de segurança indianas mataram os últimos três atiradores que estavam no interior do prédio do hotel Taj Mahal Palace desde quarta-feira.

O vice-ministro do Interior indiano, Shakeel Ahmad, disse à BBC que quase todos os atiradores seriam paquistaneses treinados em uma ilha no Paquistão.

Ele disse ainda que houve uma falta de coordenação entre as autoridades federais e estaduais de Maharashtra na prevenção dos ataques em Mumbai.

Apesar da afirmação de Ahmad, o governo ainda não divulgou a identidade ou nacionalidade dos responsáveis pelo ataques. No entanto, os três dias de cerco contribuíram para um aumento da tensão entre a Índia e o Paquistão.

Islamabad nega qualquer envolvimento com os atentados e ofereceu apoio incondicional ao governo indiano nas investigações.

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, disse que seu governo vai cooperar integralmente com a Índia e prometeu agir duramente se receber qualquer prova de envolvimento de grupos ou indivíduos paquistaneses nos atentados.

O ministro do Exterior paquistanês, Shah Mahmood Qureshi classificou os ataques de "bárbaros". Segundo ele, as próximas 48 horas serão cruciais para avaliar em que nível pode chegar a tensão entre os dois países.

Um grupo até então desconhecido, o Deccan Mujahedin, reivindicou a autoria dos ataques - os piores na capital comercial da Índia desde que 200 pessoas foram mortas em uma série de explosões em 2006.

A maioria dos mortos e dos 295 feridos são cidadãos indianos, mas pelo menos 22 estrangeiros foram mortos, incluindo vítimas da Alemanha, Japão, Canadá, Austrália, Itália, Cingapura, Tailândia, França e Grã-Bretanha.

Dono de hotel de luxo em Mumbai havia sido avisado sobre ameaça terrorista


Ratan Tata, proprietário do hotel Taj Mahal, diz que ataques não podiam ser evitados


O empresário indiano Ratan Tata, presidente do Grupo Tata, proprietário do hotel de luxo Taj Mahal Palace, de Mumbai (Índia), havia sido alertado sobre uma ameaça terrorista contra seu empreendimento e, por isso, havia determinado que a segurança fosse reforçada, revelou o próprio Tata em entrevista à rede de TV CNN que será exibida neste domingo.

De acordo com o empresário, as medidas extras de segurança foram suspensas pouco antes de um grupo de terroristas atacar o local com tiros e granadas e manter centenas de pessoas reféns, na noite de quarta-feira (26). Naquele mesmo momento, terroristas também atacavam outros pontos famosos de Mumbai --a capital financeira da Índia-- como outro hotel, o Oberoi Trident, e o Café Leopold, popular entre turistas e entre gente de Bollywood --a indústria cinematográfica indiana.

Nos dois dias que seguiram os atentados, os terroristas mantiveram centenas de pessoas reféns dos hotéis atacados. Os reféns foram soltos na sexta-feira (28), com o conflito com terroristas só terminou sábado (29), mas a morte dos últimos três que resistiam dentro do Taj. Entre quarta e sexta houve reféns também no centro judaico Chabad Lubavitch, onde todos os reféns --cerca de seis-- acabaram mortos.

No total, ao menos 195 pessoas morreram e cerca de 300 ficaram feridas.

"É irônico que tivéssemos tal alerta [contra ameaças terroristas] e que tenhamos tomado algumas providências", disse o dono do Taj. "Eu penso na segurança que tínhamos... e ela não poderia ter impedido o que aconteceu", continuou. O empresário não descreveu quais medidas tinham sido adotadas, mas citou a interdição de um estacionamento próximo do prédio, o que obrigava todos a passar por detector de metais antes de chegar à porta.

Conforme o empresário, testemunhas do ataque informaram que os terroristas, no entanto, não chegaram pela porta principal, mas pelos fundos. "Eles sabiam o que estavam fazendo, tanto que não vieram pela frente. Todo o nosso aparato fica na frente." "Eu acredito que eles, primeiro, mataram um cão farejador e seu tratador e, daí, entraram pela cozinha", afirmou.

Tata confirma acreditar que os terroristas tenham estudado a planta e a rotina do hotel, antes de atacar. "Eles pareciam conhecer [o hotel] à noite ou de dia. Eles pareciam ter estudado os seus movimentos muito bem, parecia haver muito planejamento."

Na entrevista à CNN, Tata criticou a infra-estrutura indiana e disse que os bombeiros levaram três horas para levar água ao Taj, que pegava fogo por causa das granadas de mão lançadas pelos terroristas. "Tivemos pessoas que morreram por tiros que atravessaram seus coletes a prova de balas", afirmou o empresário.

Tata afirmou que os indianos têm sido "complacentes" em relação à segurança porque nunca tinham sofrido "esse tipo de terrorismo" e que, agora, é preciso procurar os melhores da área para "ganhar experiência". "Ao invés de sucumbir a esse tipo de terror, precisamos entender que ninguém pode fazer isso conosco." "Estamos indignados, mas não estamos assustados."


Investigações

Conforme o jornal indiano "Times of India", apenas um homem foi preso suspeito de participar dos atentados. Trata-se do paquistanês Mohammad Ajmal Mohammad Amin Kasab, que deve ficar preso ao menos até o próximo dia 11 de dezembro.

Investigações preliminares da polícia indicam que Kasab chegou a Mumbai com ao menos outros dez comparsas de barco. Na seqüência, eles se dividiram e, com aproximadamente 6.200 rúpias indianas cada um (menos de R$ 300), foram de táxi aos pontos que deveriam atacar. Kasab foi preso na própria quarta-feira, ao lado de um homem que foi identificado como Ismail Khan e que morreu baleado em confronto com policiais.

Kasab deverá ser acusado de ter matado três altos oficiais da instituição assassinados nos atentados: Hemant Karkare, o chefe do esquadrão antiterrorismo, Vijay Salaskar, consultor de segurança, e o comissário de polícia Ashok Kamte.

Paquistão

Desde os atentados, diversas autoridades indianas foram a público afirmar que os terroristas eram estrangeiros e que acreditam trata-se de paquistaneses. O Paquistão nega a ligação de cidadãos com o caso e já ofereceu ajuda nas investigações. Há ainda boatos de que parte dos terroristas mortos fossem britânicos, o que também é investigado.

Logo depois dos ataques, um desconhecido grupo islâmico chamado Mujahedin de Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia) enviou e-mails à imprensa local assumindo a autoria dos atentados. Para especialistas, porém, o nome é uma fachada.


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A luta no Taj Mahal / The Final Fight at the Taj

Ensaio Fotográfico - A Photo Essay
Primeira Parte - Part One

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Indian commandos took control of the Taj Mahal Palace & Tower in Mumbai on Saturday morning after a three-day siege by terrorist fighters.
Comandos hindus assumem controle do Taj Mahal em Mumbai no sábado pela manhã, após tres dias de sítio pelos terroristas.



Soldiers took cover along the sea wall during the battle for the 105-year-old hotel, one of about a dozen sites that the militants attacked in their rampage beginning Wednesday night.
Soldados se protegem atrás de muros de conteção marinhos, durante a batalha pelo hotel de 105 anos de idade, um dos locais atacados pelos terroristas.




Smoke billowed out of the hotel in the final hours of the assault. After the siege, commandos combed the 565-room hotel for gunmen but found none alive.
Fumaça encobrindo o hotel durante as horas finais do assalto dos comandos. Após o fim ddo sítio, os comandos empreenderam uma varredura em busca de terroristas, nos 565 quartos do hotel.


A fire brigade doused flames at the hotel.
Bombeiros combatedo as chamas no hotel.



One commando leader said that his team had come across a single room in the Taj containing a dozen corpses or more.
Um líder dos comandos disse que sua equipe encontrou em um dos quartos 12 corpos.



Yasin Ali, 25, a Mumbai shopkeeper, watched events unfold at the hotel from the roof of his home.
Yasin Ali, 25, funcionário de uma loja em Mumbai, assistiu aos eventos que ocorriam no hotel, no telhado de sua casa.



Exhausted commandos took a break after the hotel went up in flames.
Comandos cansados descansam após início do incêndio no hotel.



The full scope of the horror and desperation of the terrorist attack was finally coming into focus with the conclusion of the fighting.
A completa noção do horroe e desespero dos atauqes terroristas, finalmanete ficam evidentes após o término dos combates.



Indian soldiers were thanked by Mumbai residents with handshakes and roses after the assault.
Soldados hindus recebem cumprimentos de agradecimento de moradores de Mumbai, com apertos de mão e rosas, após o assalto final.



Family and friends mourned at the funeral of a 16-year-old boy who was killed by gunmen near a Jewish community center.
Familiares e amigos chorando nos funerais de um rapaz de 16 anos, morto pelos teroristas próximo ao centro comunitário judaíco.



Mourners at the funeral of Hemant Karkare, the head of the police antiterrorism unit, who was killed in the attacks.
Pessoas nos funerais de Hemant Karkare, chefe da unidade policial anti-terrorista, que foi morto durate os ataques.



Six hostages were killed at the Chabad-Lubavitch Jewish center, including the Brooklyn couple who operated the center. Indian commandos stormed the building on Friday morning.
Seis refens foram mortos no centro judaíco Chabad-Lubavitch, incluindo o casal do Brooklyn que cuidava do cetro,. Comandos hindus invadiram o prédio na sexta-feira, pela manhã.



A man examined the damage to his office near the Chabad-Lubavitch center.
Homem examina os estragos em seu escritório próximo do centro Chabad-Lubaitch.



Candles were lit in memory of the Mumbai victims on Saturday evening in the northern Indian city of Lucknow.
Velas foram acesas em mempria das vítimas de Mumbai, na noite de sábado, na cidade nortista hindu de Lucknow.

Forças indianas retomam controle de Mumbai


Taj Mahal & Tower, em Mumbai,Índia.


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A série de ataques realizados por extremistas islâmicos em Mumbai (Índia) deixou 195 mortos e 295 feridos, anunciou neste sábado o Departamento de Gestão de Catástrofes da cidade. A polícia anunciou o fim das operações depois que os três últimos terroristas que ainda estavam entrincheirados no hotel de luxo Taj Mahal foram mortos durante a madrugada.


Bombeiro aguarda para entrar no hotel de luxo Taj Mahal, em Mumbai (Índia), após fim do confronto entre terroristas e policiais

A operação terminou mais de dois dias depois do início da série de ataques coordenados realizados na cidade, que é a capital financeira da Índia. "Três terroristas foram mortos mas ainda vamos continuar com as operações", disse o diretor-geral da NSG (Guarda da Segurança Nacional, na sigla em inglês), J. K. Dutt, segundo o site do jornal indiano "Times of India".

"Todas as operações acabaram. Todos os terroristas foram mortos", disse, por sua vez, o general Hassan Gafoor.

Segundo o diretor do departamento, R. Jadhav, outras 300 pessoas ficaram feridas nos confrontos entre a polícia e os extremistas. Após a declaração oficial das mortes dos insurgentes, a polícia realizou uma varredura nos quartos do hotel em busca de algum terrorista que pudesse ter se escondido ou de explosivos. Na busca, os policiais recuperaram um rifle AK-47.

Diversas explosões foram ouvidas no hotel, de 105 anos, durante toda a madrugada (horário local), assim como o tiroteio entre os terroristas e as forças policiais.

O ataque contra Mumbai começou na quarta-feira (26), quando um número ainda indeterminado de terroristas avançou contra os mais luxuosos hotéis de Mumbai --Taj Mahal e Trident-Oberoi--, uma estação de trem e o restaurante Café Leopold, freqüentado por turistas, entre outros pontos.

Nesta sexta-feira (28), as tropas indianas tomaram o controle do hotel Oberoi e invadiram o centro judaico Chabad Lubavitch. Ambos os locais eram usados pelos criminosos para manter reféns após o massacre

Infiltrados

Fontes dos serviços de inteligência da Índia ouvidas pela agência de notícias France Presse disseram que oito dos extremistas que lançaram a onda de ataques coordenados já estavam infiltrados na cidade há um mês. Eles passaram esse período fazendo-se disfarçados como estudantes; segundo as fontes, eles realizaram missões de reconhecimento para preparar os ataques. Os oito alugaram uma casa apresentando-se como estudantes malaios, destacou uma das fontes. Outros militantes também teriam estocado armas e munições, inclusive dentro de um dos hotéis de luxo atacados.

De acordo com a France Presse, uma segunda equipe, que teria chegado de barco a Mumbai, se juntou ao primeiro grupo na noite de quarta-feira, pouco tempo antes dos ataques.

Os extremistas estavam em ótima forma física, com idades de 24 a 30 anos, e muito bem treinados à tática militar, diz a France Presse; para se alimentar, eles tinham estocado frutas secas e amêndoas, destacaram as fontes ouvidas pela agência.

Não houve confirmação, no entanto, por parte das fontes ouvidas, se os terroristas eram paquistaneses ou se haviam sido treinados no Paquistão. O grupo por trás dos ataques tem sua base fora da Índia, disse na quinta-feira (27) o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh. A declaração foi entendida como uma acusação contra o governo do Paquistão: os dois países estão envolvidos em uma luta histórica pela região da Caxemira.

Nesta sexta-feira (28), o ministro indiano das Relações Exteriores, Pranab Mukherjee, foi mais direto e responsabilizou elementos do Paquistão pelos ataques. O governo paquistanês informou não estar envolvido de nenhuma forma nos atentados e cancelou a ida à Índia do chefe de seus serviços de inteligência para ajudar nas investigações. Segundo um comunicado, o Paquistão enviará um simples representante a Mumbai.


Grupo suspeito

O grupo criminoso Mujahedin de Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia) se responsabilizou pelos atentados. Segundo a revista britânica "The Economist", os criminosos enviaram um e-mail em setembro para agências de notícias indianas ameaçando atacar a cidade. A revista informou ainda que a mensagem foi enviada para "avisar todas as pessoas de Mumbai sobre a possibilidade de acontecer ataques no futuro e que a responsabilidade ficaria com os policiais".

"O grupo que cometeu os ataques é indiano e não está vinculado a nenhum Estado. Os terroristas estimam que as minorias muçulmanas foram destratadas e sofreram muito na história da Índia e hoje buscam meios de vingar o que consideram injustiças', disse à Folha o cingalês Rohan Gunaratna, pesquisador do Centro para o Estudo de Terrorismo da Universidade de St. Andrews (Escócia).

Ele descartou relação profunda do grupo com a rede terrorista Al Qaeda, de Osama bin Laden. "Até podem ter se inspirado na Al Qaeda, principalmente no modo operacional. Atacar alvos ocidentais icônicos para causar mortes em massa é marca registrada da Al Qaeda. Mas acho que o vínculo não vai além disso", afirmou.

Relações turbulentas

Tanto índia como Paquistão são ex-colônias britânicas. Em 1947, ambos conseguiram independência. Os ingleses repartiram a região de acordo com a religião das maiorias. Assim surgiu a Índia, de maioria hindu, e o Paquistão, de maioria muçulmana.

A disputa entre os dois países é pela região da Caxemira, causa de duas das três guerras (1948-1949, 1965 e 1971) já travadas entre Índia e Paquistão desde 1947 --ano em que se tornaram independentes do Reino Unido.

A Caxemira é uma região montanhosa ao norte dos dois países. Grande parte da população da região é muçulmana e quer a anexação ao Paquistão, que a Índia nega.


Vítimas da tragédia

Nos confrontos em Mumbai um britânico, americanos, israelenses --incluindo um rabino do templo judaico-- japoneses e paquistaneses foram contabilizados entre os estrangeiros mortos.

As forças de segurança do país não descartam que o número de vítimas aumente nas próximas horas, quando será realizada a contagem exata e a identificação de todos os mortos. Nenhum brasileiro morreu nos atentados. O consulado do Brasil em Mumbai informou que há cerca de 20 brasileiros vivendo na cidade, além aproximadamente outros 20 que a visitam com freqüência.

chegou ao fim cerco a terroristas em Mumbai




Atualização/ Update

Após uma ofensiva durante quase toda a madrugada contra o hotel de luxo Taj Mahal, em Mumbai (índia), a polícia e as Forças Armadas indianas deram fim a uma tragédia que já durava quase quatro dias. Terroristas armados atacaram diversos locais na maior cidade indiana, o centro financeiro do país, e mataram ao menos 160 pessoas.

Três terroristas foram mortos no hotel Taj, considerado como o último bastião dos insurgentes em Mumbai.

"Matamos três terroristas no início da manhã [deste sábado] no Taj Mahal", disse o general Hassan Gafoor, quase 60 horas após o início dos ataques. "Todas as operações acabaram. Todos os terroristas foram mortos."

Após a declaração oficial das mortes dos insurgentes, os comandos realizaram uma varredura nos 565 quartos do hotel para verificar se ainda havia algum terrorista escondido. Diversas explosões foram ouvidas no hotel, de 105 anos, durante toda a madrugada (hora local), assim como o tiroteio entre os terroristas e as forças policiais.


Almost 60 tense hours after a team of well-trained terrorists launched a meticulously planned set of attacks on Mumbai

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Comandos militares indianos mataram neste sábado (29) mais dois terroristas islâmicos escondidos no hotel Taj Mahal de Mumbai, informou o site do jornal "The Times of India". Com a morte dos dois terroristas, a polícia disse acreditar que chegou ao fim de um dos piores casos de terrorismo do país, que deixou ao menos 160 mortos 327 feridos,desde quarta-feira.

Agências internacionais informaram que, por volta das 3h40 da manhã (horário local), foi ouvida uma primeira explosão vinda do interior do hotel de luxo, onde a polícia acreditava que somente dois terroristas se escondiam depois que a polícia realizou uma operação para libertar os reféns nos últimos dias. Em seguida, outras cinco explosões ocorreram, seguidas de um tiroteio entre a polícia e os terroristas.
Arte/Folha Online

"Matamos dois terroristas no início da manhã [deste sábado] no Taj Mahal", disse o general Hassan Gafoor. "Todas as operações acabaram. Todos os terroristas foram mortos", revelou Gafoor, 59 horas após o início dos ataques.

Ele afirmou que "este é o ataque final" aos terroristas que promoveram um massacre na capital financeira do país na quarta-feira (26) a diversos pontos turísticos e freqüentados por estrangeiros.

Oficiais indianos informaram mais cedo que o Taj Mahal era a última área de Mumbai onde ainda havia terroristas.

Ao longo do dia, as tropas indianas tomaram primeiro o controle do hotel Oberoi, e percorreram andar por andar, indo em todos os quartos e libertando os hóspedes presos no local. Durante a operação, mataram dois terroristas e encontraram 24 cadáveres, de acordo com fontes oficiais.

Mais tarde nesta sexta, as tropas invadiram o centro judaico Chabad Lubavitch, construção de cinco andares, à qual chegaram ao descer de helicópteros através de cordas.

Os agentes se enfrentaram durante duas horas com os terroristas e mataram dois deles, segundo J.K.Dutt, chefe da Guarda Nacional de Segurança. Ele afirmou que os terroristas mataram cinco dos oito reféns que mantiveram no centro, entre eles o rabino e a sua esposa, cujo filho de dois anos foi levado por um cozinheiro que fugiu do local.

O ataque contra a capital financeira da Índia começou nesta quarta-feira (26), quando um número ainda indeterminado de terroristas se espalhou por regiões nobres da cidade, onde ficam dois dos mais luxuosos hotéis --Taj Mahal e Trident-Oberoi--, o aeroporto internacional, uma estação de trem e o restaurante Café Leopold, freqüentado por turistas.

Vítimas

De acordo com as informações oficiais, a maioria dos mortos são indianos, entre eles funcionários do hotéis, além de 14 policiais e dois membros da elite das forças de segurança locais. Ao menos 17 estrangeiros morreram e outros 22 estão feridos.

Segundo o Departamento de Estado doa EUA, ao menos três americanos foram mortos por terroristas durante os atentados de quarta-feira (26). Entre as vítimas há ainda britânicos, japoneses e franceses.

O consulado do Brasil em Mumbai informou que há cerca de 20 brasileiros vivendo na cidade, além aproximadamente outros 20 que a visitam com freqüência.

De acordo com os diplomatas, 22 pessoas ligaram para o consulado nesta quinta-feira, depois que o cônsul Paulo Antônio Pereira Pinto fez um pronunciamento em português na rede de notícias local CNN-IBN para informar o telefone do consulado para saber como estavam os brasileiros. Os funcionários consulares ligaram para outras 20 pessoas cadastradas. Não há registro de vítimas brasileiras nos ataques.

Relação turbulenta

Tanto índia como Paquistão são ex-colônias britânicas. Em 1947, ambos conseguiram independência. Os ingleses repartiram a região de acordo com a religião das maiorias. Assim surgiu a Índia, de maioria hindu, e o Paquistão, de maioria muçulmana.

O controle sobre a região da Caxemira foi causa de duas das três guerras (1948-1949, 1965 e 1971) já travadas entre Índia e Paquistão desde 1947 --ano em que se tornaram independentes do Reino Unido.

A Caxemira é uma região montanhosa ao norte dos dois países. Grande parte da população da região é muçulmana e quer a anexação ao Paquistão, que a Índia nega. Atualmente, dois terços do território estão sob domínio indiano e o restante sob controle do Paquistão e da China. Ou seja, é uma região de maioria muçulmana que tem sua a maior parte sob controle da Índia.

O Paquistão reivindica o controle total da Caxemira sob o argumento de que lá vive uma população de maioria islâmica --a mesma do país. Já a Índia tem uma população majoritariamente hindu.

Além das três guerras, a história de violência entre os dois países é longa. Apenas neste ano, se forem levados em conta todas as ações, foram mais de cem atentados ocorridos na Índia, que acusa terroristas muçulmanos paquistanesas pelas ações. O Paquistão nega.

Cinco reféns são achados mortos em centro judaico de Mumbai


Soldados se posicionam no telhado do centro judaico para a operação da invasão do local

Updated at 03:28 pm GMT

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The bodies of five hostages have been found at a Jewish center in Mumbai




MUMBAI - As forças especiais indianas retomaram nesta sexta-feira, 28, o controle do hotel Oberoi Trident e de um centro judaico, onde pelo menos cinco pessoas morreram na ação. Um diplomata israelense afirmou que os corpos de cinco reféns foram encontrados depois que as forças de segurança indianas atacaram o local. O ataque iniciado na quarta-feira já deixou pelo menos 143 mortos confirmados, segundo dados oficiais. Os ataques coordenados deixaram quase 300 feridos.

Segundo a polícia, o número de vítimas cresceu pois foram encontrados 24 cadáveres no hotel agora retomado, no centro financeiro do país. J.K. Dutt, diretor-geral da Guarda Nacional de Segurança, afirmou que o Oberoi "está sob nosso controle". O chefe da polícia de Mumbai, Hasan Ghafoor, disse que continuavam os enfrentamentos armados com um dos agressores no hotel Taj Mahal. No centro judaico ultraortodoxo Hasan Ghafoor, no edifício conhecido como Nariman House, a polícia afirmou que a operação está perto do fim. Guardas das forças de segurança afirmaram à Reuters que os comandos mataram dois militantes e encontraram dois corpos no local, que pareciam ser de reféns. Durante o confronto no centro houve várias explosões e trocas de tiros.

Foram atacados dez imóveis em Mumbai, na noite de quarta-feira. Em meio a um ambiente de pânico na cidade, persistem as explosões e os disparos no hotel Taj Mahal, ainda que as autoridades garantam que a violência foi controlada no Oberoi, próximo dali, após as forças de segurança matarem dois dos extremistas. Dezenas de pessoas foram retiradas do Oberoi na manhã desta sexta-feira, entre elas um homem com um bebê nos braços. No centro judaico, comandos que desceram de helicóptero vasculhavam os andares do edifício.

Imagens da TV indiana mostraram soldados descendo por meio de cordas de um helicóptero que sobrevoava o local e oficiais se aproximando por terra do escritório do centro judaico. O embaixador de Israel na Índia, Mark Sofer, disse que aparentemente havia nove reféns no local. Ele se negou a confirmar informações de meios de comunicação, segundo os quais forças israelenses participaram da operação de resgate.


Autoria dos ataques

Segundo as autoridades, a violência terminou na maior parte dos locais. A agência de notícias Press Trust of India divulgou que o pouco conhecido Mujahedin do Deccan assumiu os ataques em e-mails enviados à imprensa local. A Índia sofreu vários atentados terroristas nos últimos anos. Na quinta-feira, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, responsabilizou "forças externas" pelo ataque, usando uma expressão que em outras ocasiões se referiu a milicianos paquistaneses.

"Segundo informação preliminar, alguns elementos no Paquistão eram responsáveis pelos ataques terroristas em Mumbai", afirmou o ministro de Relações Exteriores da Índia, Pranab Mukherjee, nesta sexta-feira. "A prova não pode ser revelada neste momento", completou o ministro. O Paquistão nega envolvimento nos ataques. Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gilani, telefonou para Singh. Além de condenar os ataques, Gilani ofereceu ajuda no combate aos extremistas e apontou que seu país também é vítima do terrorismo.

Pelo menos oito estrangeiros foram mortos e 22 estão feridos, segundo o alto funcionário de segurança M. L. Kumawat. Os mortos incluem três alemães e um de cada dos seguintes países: Japão, Canadá, Grã-Bretanha e Austrália. A nacionalidade de uma das vítimas estrangeiras era desconhecida. Segundo testemunhas, os agressores procuravam estrangeiros durante as invasões.

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