
Soldados se posicionam no telhado do centro judaico para a operação da invasão do local
Updated at 03:28 pm GMT
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The bodies of five hostages have been found at a Jewish center in Mumbai
MUMBAI - As forças especiais indianas retomaram nesta sexta-feira, 28, o controle do hotel Oberoi Trident e de um centro judaico, onde pelo menos cinco pessoas morreram na ação. Um diplomata israelense afirmou que os corpos de cinco reféns foram encontrados depois que as forças de segurança indianas atacaram o local. O ataque iniciado na quarta-feira já deixou pelo menos 143 mortos confirmados, segundo dados oficiais. Os ataques coordenados deixaram quase 300 feridos.
Segundo a polícia, o número de vítimas cresceu pois foram encontrados 24 cadáveres no hotel agora retomado, no centro financeiro do país. J.K. Dutt, diretor-geral da Guarda Nacional de Segurança, afirmou que o Oberoi "está sob nosso controle". O chefe da polícia de Mumbai, Hasan Ghafoor, disse que continuavam os enfrentamentos armados com um dos agressores no hotel Taj Mahal. No centro judaico ultraortodoxo Hasan Ghafoor, no edifício conhecido como Nariman House, a polícia afirmou que a operação está perto do fim. Guardas das forças de segurança afirmaram à Reuters que os comandos mataram dois militantes e encontraram dois corpos no local, que pareciam ser de reféns. Durante o confronto no centro houve várias explosões e trocas de tiros.
Foram atacados dez imóveis em Mumbai, na noite de quarta-feira. Em meio a um ambiente de pânico na cidade, persistem as explosões e os disparos no hotel Taj Mahal, ainda que as autoridades garantam que a violência foi controlada no Oberoi, próximo dali, após as forças de segurança matarem dois dos extremistas. Dezenas de pessoas foram retiradas do Oberoi na manhã desta sexta-feira, entre elas um homem com um bebê nos braços. No centro judaico, comandos que desceram de helicóptero vasculhavam os andares do edifício.
Imagens da TV indiana mostraram soldados descendo por meio de cordas de um helicóptero que sobrevoava o local e oficiais se aproximando por terra do escritório do centro judaico. O embaixador de Israel na Índia, Mark Sofer, disse que aparentemente havia nove reféns no local. Ele se negou a confirmar informações de meios de comunicação, segundo os quais forças israelenses participaram da operação de resgate.
Autoria dos ataques
Segundo as autoridades, a violência terminou na maior parte dos locais. A agência de notícias Press Trust of India divulgou que o pouco conhecido Mujahedin do Deccan assumiu os ataques em e-mails enviados à imprensa local. A Índia sofreu vários atentados terroristas nos últimos anos. Na quinta-feira, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, responsabilizou "forças externas" pelo ataque, usando uma expressão que em outras ocasiões se referiu a milicianos paquistaneses.
"Segundo informação preliminar, alguns elementos no Paquistão eram responsáveis pelos ataques terroristas em Mumbai", afirmou o ministro de Relações Exteriores da Índia, Pranab Mukherjee, nesta sexta-feira. "A prova não pode ser revelada neste momento", completou o ministro. O Paquistão nega envolvimento nos ataques. Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gilani, telefonou para Singh. Além de condenar os ataques, Gilani ofereceu ajuda no combate aos extremistas e apontou que seu país também é vítima do terrorismo.
Pelo menos oito estrangeiros foram mortos e 22 estão feridos, segundo o alto funcionário de segurança M. L. Kumawat. Os mortos incluem três alemães e um de cada dos seguintes países: Japão, Canadá, Grã-Bretanha e Austrália. A nacionalidade de uma das vítimas estrangeiras era desconhecida. Segundo testemunhas, os agressores procuravam estrangeiros durante as invasões.
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