Empresa de marido de ministeriável coleciona contratos sem licitação com a Petrobrás
Maria das Graças Foster, cotada para a Casa Civil
A empresa do marido de Maria das Graças Foster, nome forte para o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, multiplicou os contratos com a Petrobras a partir de 2007, ano em que a engenheira ganhou cargo de direção na estatal.
Nos últimos três anos, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, assinou 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal.
Entre 2005 e 2007, apenas um processo de compra (sem licitação) havia sido feito com a empresa do marido de Graça, segundo a Petrobras.
Fonte: Blog de Políbio Braga
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Descoberta de grande reserva de óleo na Bacia de Santos deve ser anunciada
Poço da área de Libra pode ser a maior descoberta de óleo do Brasil; ANP deve divulgar resultado nesta 6ª
Kelly Lima e Nicola Pamplona, da Agência Estado
RIO - A maior descoberta de óleo do Brasil na área de Libra, na Bacia de Santos, deve ser anunciada nesta sexta-feira, 29, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), conforme revelou a Agência Estado.
As estimativas, que constam de relatório da consultoria Gaffney Cline & Associates (GCA) - que avaliou para a agência as reservas do pré-sal, inclusive dos blocos usados na cessão onerosa - dão conta de que Libra pode conter entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris.As ações da empresa, que foram negociadas em ligeira queda ao longo do dia, reagiram no final da tarde. A Petrobrás ON fechou em alta de 0,03% e a PN, 0,27%.
Segundo fontes do setor, a perfuração da área atingiu ontem pela manhã o seu alvo, a 6,9 mil metros de profundidade. Foram encontrados indícios líquidos que podem ser óleo. A perfuração no poço de Libra, porém, ainda não chegou ao fim, afirmou há pouco a diretora da agência Magda Chambriard.
A área pertence à União e, caso aprovado o novo marco regulatório, poderá integrar o primeiro leilão pelo novo modelo de partilha. Como operadora única do pré-sal, a Petrobrás já detém 30% das reservas de Libra, como de todas as outras áreas da região do pré-sal.
A área de Libra está localizada próxima dos blocos BS-4, operado pela Shell, e do BM-S-45, operado pela Petrobrás em parceria com a Shell. Fontes acreditam que, se confirmado o tamanho da megareserva, ela pode "vazar" para estes dois blocos.
Ontem, o gerente executivo de Exploração da Petrobrás, Mario Carminatti, confirmou que a companhia está perfurando o bloco BM-S-45, mas que só dentro de um mês poderá ter alguma notícia da área. Ontem, rumores sobre uma nova grande descoberta movimentaram o mercado financeiro e impactaram a cotação das ações da estatal, que tiveram alta de 1,32% (PN), num dia em que o Ibovespa caiu 0,24%.
Este é o segundo poço perfurado pela Petrobrás sob encomenda da ANP na área de Libra. O primeiro deles, visando a cessão onerosa de cinco bilhões de barris da União para a estatal, apresentou problemas técnicos e foi abandonado. Este segundo poço começou a ser perfurado logo em seguida, em julho, e está sendo concluído agora. Libra foi descartada da cessão onerosa quando percebeu-se que lá havia uma reserva gigantesca, disse uma fonte.
O segundo alvo escolhido pela ANP para fazer a perfuração, de acordo com estas fontes, está localizado em área que foi devolvida pela Shell e que fazia parte do bloco BS-4. As estimativas da Gaffney Cline indicaram para o prospecto de Libra um reserva de, no mínimo, 7,9 bilhões de barris de óleo recuperável. Segundo uma fonte que teve acesso ao relatório, esta estimativa considera um volume de óleo recuperável de 13% na área. Ou seja, os oito bilhões de barris citados seriam apenas 13% do total existente na potencial reserva. As estimativas da ANP consideram um porcentual de óleo recuperável entre 13% e 18%, o que permitiria elevar a projeção total para 12 bilhões de barris.
Mesmo esse porcentual é considerado conservador por especialistas, já que a média internacional é de 20%. A própria Petrobrás, ao apontar o volume recuperável estimado de Tupi entre 5 e 8 bilhões de barris, considera que este volume seja equivalente a algo entre 20% e 25% da reserva "in place" (o total de óleo contido em um reservatório, que nunca pode ser integralmente extraído).
Há dois meses, o diretor geral da ANP, Haroldo Lima, chegou a comentar que se confirmado o volume de 8 bilhões de barris de óleo na área, o bônus de assinatura num eventual leilão de partilha de Libra poderia chegar a até R$ 25 bilhões.
O diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, afirmou há pouco que pretende divulgar nesta sexta-feira, 29, a confirmação de reservas do poço de Libra, que está sendo perfurado em parceria com a Petrobrás no pré-sal da Bacia de Santos. Lima não quis adiantar detalhes, alegando que a agência precisa ainda coletar últimas informações sobre o poço. Segundo ele, até o momento a agência trabalha com o cenário moderado estipulado pela consultoria Gaffney Cline Associates (GCA), que estima reserva de 7,9 bilhões de barris.
A própria GCA porém, em um cenário otimista que eleva o volume para 16 bilhões de barris. Ele participou da cerimônia de retirada do primeiro óleo definitivo de Tupi.
Kelly Lima e Nicola Pamplona, da Agência Estado
RIO - A maior descoberta de óleo do Brasil na área de Libra, na Bacia de Santos, deve ser anunciada nesta sexta-feira, 29, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), conforme revelou a Agência Estado.
As estimativas, que constam de relatório da consultoria Gaffney Cline & Associates (GCA) - que avaliou para a agência as reservas do pré-sal, inclusive dos blocos usados na cessão onerosa - dão conta de que Libra pode conter entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris.As ações da empresa, que foram negociadas em ligeira queda ao longo do dia, reagiram no final da tarde. A Petrobrás ON fechou em alta de 0,03% e a PN, 0,27%.
Segundo fontes do setor, a perfuração da área atingiu ontem pela manhã o seu alvo, a 6,9 mil metros de profundidade. Foram encontrados indícios líquidos que podem ser óleo. A perfuração no poço de Libra, porém, ainda não chegou ao fim, afirmou há pouco a diretora da agência Magda Chambriard.
A área pertence à União e, caso aprovado o novo marco regulatório, poderá integrar o primeiro leilão pelo novo modelo de partilha. Como operadora única do pré-sal, a Petrobrás já detém 30% das reservas de Libra, como de todas as outras áreas da região do pré-sal.
A área de Libra está localizada próxima dos blocos BS-4, operado pela Shell, e do BM-S-45, operado pela Petrobrás em parceria com a Shell. Fontes acreditam que, se confirmado o tamanho da megareserva, ela pode "vazar" para estes dois blocos.
Ontem, o gerente executivo de Exploração da Petrobrás, Mario Carminatti, confirmou que a companhia está perfurando o bloco BM-S-45, mas que só dentro de um mês poderá ter alguma notícia da área. Ontem, rumores sobre uma nova grande descoberta movimentaram o mercado financeiro e impactaram a cotação das ações da estatal, que tiveram alta de 1,32% (PN), num dia em que o Ibovespa caiu 0,24%.
Este é o segundo poço perfurado pela Petrobrás sob encomenda da ANP na área de Libra. O primeiro deles, visando a cessão onerosa de cinco bilhões de barris da União para a estatal, apresentou problemas técnicos e foi abandonado. Este segundo poço começou a ser perfurado logo em seguida, em julho, e está sendo concluído agora. Libra foi descartada da cessão onerosa quando percebeu-se que lá havia uma reserva gigantesca, disse uma fonte.
O segundo alvo escolhido pela ANP para fazer a perfuração, de acordo com estas fontes, está localizado em área que foi devolvida pela Shell e que fazia parte do bloco BS-4. As estimativas da Gaffney Cline indicaram para o prospecto de Libra um reserva de, no mínimo, 7,9 bilhões de barris de óleo recuperável. Segundo uma fonte que teve acesso ao relatório, esta estimativa considera um volume de óleo recuperável de 13% na área. Ou seja, os oito bilhões de barris citados seriam apenas 13% do total existente na potencial reserva. As estimativas da ANP consideram um porcentual de óleo recuperável entre 13% e 18%, o que permitiria elevar a projeção total para 12 bilhões de barris.
Mesmo esse porcentual é considerado conservador por especialistas, já que a média internacional é de 20%. A própria Petrobrás, ao apontar o volume recuperável estimado de Tupi entre 5 e 8 bilhões de barris, considera que este volume seja equivalente a algo entre 20% e 25% da reserva "in place" (o total de óleo contido em um reservatório, que nunca pode ser integralmente extraído).
Há dois meses, o diretor geral da ANP, Haroldo Lima, chegou a comentar que se confirmado o volume de 8 bilhões de barris de óleo na área, o bônus de assinatura num eventual leilão de partilha de Libra poderia chegar a até R$ 25 bilhões.
Divulgação
O diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, afirmou há pouco que pretende divulgar nesta sexta-feira, 29, a confirmação de reservas do poço de Libra, que está sendo perfurado em parceria com a Petrobrás no pré-sal da Bacia de Santos. Lima não quis adiantar detalhes, alegando que a agência precisa ainda coletar últimas informações sobre o poço. Segundo ele, até o momento a agência trabalha com o cenário moderado estipulado pela consultoria Gaffney Cline Associates (GCA),
A própria GCA porém, em um cenário otimista que eleva o volume para 16 bilhões de barris. Ele participou da cerimônia de retirada do primeiro óleo definitivo de Tupi.
E-mails pró-Dilma circulam em estatais
O correio eletrônico de estatais tem sido usado para pregação de voto para a Presidência da República, apesar de a prática ser proibida.
No dia 14, circulou no mailing corporativo da Petrobras uma mensagem em defesa do voto na candidata petista Dilma Rousseff.
Destinado "aos jovens eleitores petroleiros", o e-mail chegou a diferentes Estados e inclui foto do candidato do PSDB José Serra empunhando uma arma.
No dia 21, o correio eletrônico da Eletrobrás foi usado para circulação de um e-mail sob o título "Gabrielli prova a Miriam como o Serra ia vender a Petrobrax".
No e-mail, a técnica Simone de Castro Rodrigues reproduz uma carta do presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, ao blog da jornalista Miriam Leitão.
Petrobras e Eletrobrás informaram, por meio de suas assessorias, que o uso de correio eletrônico para fins políticos contraria as normas internas das empresas.
Ainda segundo as estatais, os casos serão investigados e os servidores estão sujeitos a sanções administrativas.
De autoria de Flavio Eduardo Tschiedel, geofísico-sênior da Petrobras, o e-mail enviado a petroleiros continha até uma foto em que Serra assistia ao naufrágio de uma plataforma. "Petroleiros, não se deixem enganar pelo tró-ló-ló do PSDB de Serra!", diz o e-mail, segundo o qual, "a cara do governo PSDB era a Plataforma P-36 inclinada a 30 graus".
"Conclamamos todos os petroleiros a eleger Dilma Presidente", encerra.
Tschiedel trabalha na Unidade de Negócios da Petrobras no Espírito Santo.
Segundo a assessoria da empresa, a prática é proibida por norma interna e "o correio encaminhado pelo jornal foi repassado à área competente, que vai apurar".
Esse não é o único caso de uso de e-mail da Petrobras a vir à tona. Na semana passada, um coordenador da Gerência de Patrocínios da estatal, Claudio Jorge Oliveira, disparou e-mails convidando "caros amigos" a participar de encontro da candidata petista com artistas.
Ele é subordinado ao petista Wilson Santarosa, gerente de comunicação da Petrobras. Indagada sobre o caso -registrado pelo jornal "O Globo"-, a Petrobras informou que "teve conhecimento" do uso do e-mail da empresa para envio de mensagens favoráveis à candidata.
A Folha tentou entrar em contato com os funcionários que enviaram e-mails, mas eles não foram localizados.
Comentário:
Quanta sacanagem e ilegalidade. Pura patifaria
Fonte: Cátia Seabra e Pedro Soares/FOLHA
No dia 14, circulou no mailing corporativo da Petrobras uma mensagem em defesa do voto na candidata petista Dilma Rousseff.
Destinado "aos jovens eleitores petroleiros", o e-mail chegou a diferentes Estados e inclui foto do candidato do PSDB José Serra empunhando uma arma.
No dia 21, o correio eletrônico da Eletrobrás foi usado para circulação de um e-mail sob o título "Gabrielli prova a Miriam como o Serra ia vender a Petrobrax".
No e-mail, a técnica Simone de Castro Rodrigues reproduz uma carta do presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, ao blog da jornalista Miriam Leitão.
INVESTIGAÇÃO
Petrobras e Eletrobrás informaram, por meio de suas assessorias, que o uso de correio eletrônico para fins políticos contraria as normas internas das empresas.
Ainda segundo as estatais, os casos serão investigados e os servidores estão sujeitos a sanções administrativas.
De autoria de Flavio Eduardo Tschiedel, geofísico-sênior da Petrobras, o e-mail enviado a petroleiros continha até uma foto em que Serra assistia ao naufrágio de uma plataforma. "Petroleiros, não se deixem enganar pelo tró-ló-ló do PSDB de Serra!", diz o e-mail, segundo o qual, "a cara do governo PSDB era a Plataforma P-36 inclinada a 30 graus".
"Conclamamos todos os petroleiros a eleger Dilma Presidente", encerra.
Tschiedel trabalha na Unidade de Negócios da Petrobras no Espírito Santo.
Segundo a assessoria da empresa, a prática é proibida por norma interna e "o correio encaminhado pelo jornal foi repassado à área competente, que vai apurar".
Esse não é o único caso de uso de e-mail da Petrobras a vir à tona. Na semana passada, um coordenador da Gerência de Patrocínios da estatal, Claudio Jorge Oliveira, disparou e-mails convidando "caros amigos" a participar de encontro da candidata petista com artistas.
Ele é subordinado ao petista Wilson Santarosa, gerente de comunicação da Petrobras. Indagada sobre o caso -registrado pelo jornal "O Globo"-, a Petrobras informou que "teve conhecimento" do uso do e-mail da empresa para envio de mensagens favoráveis à candidata.
A Folha tentou entrar em contato com os funcionários que enviaram e-mails, mas eles não foram localizados.
Comentário:
Quanta sacanagem e ilegalidade. Pura patifaria
Fonte: Cátia Seabra e Pedro Soares/FOLHA
Privatização da Petrobrás 'nunca esteve em cogitação', diz FHC
Ex-presidente desmentiu declaração de Gabriellie a considerou como 'totalmente eleitoreira'
SÃO PAULO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso avaliou nesta segunda-feira, 18, como totalmente eleitoreira a declaração do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, de que o governo FHC pretendia desmembrar e posteriormente privatizar a estatal. "Só pode ser eleitoral, não tem base nenhuma e nunca esteve em cogitação a privatização da Petrobrás", ressaltou. De acordo com o ex-presidente, ele e o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, lutaram pela Petrobrás e pela quebra do monopólio estatal no setor de petróleo. "Nós mantivemos a Petrobrás, que é uma grande companhia."
Fernando Henrique destacou ainda que em sua gestão a exploração do petróleo no País aumentou muito mais que no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Nós transformamos a Petrobrás no que ela é hoje", afirmou, antes de evento na capital em que integrantes do PV pretendem declarar apoio a Serra, entre eles Fernando Gabeira e Fabio Feldmann, ex-candidatos a governador do Rio e de São Paulo, respectivamente.
Na semana passada, Gabrielli divulgou nota acusando o governo anterior de ter preparado a Petrobrás para a privatização. "Para o governo FHC, a Petrobrás morreria por inanição. Os planos do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso eram para desmontar a Petrobrás e vendê-la", afirmou na nota, acrescentando que uma das estratégias teria sido a divisão da empresa em unidades autônomas de negócios que seriam repassadas à iniciativa privada.
Fernando Henrique também criticou a intromissão do presidente da maior estatal do País na disputa eleitoral deste segundo turno da campanha presidencial. "É lamentável que o presidente de uma empresa estatal, que ademais é mista, se meta na política dessa maneira e com injúrias e com mentiras", afirmou, lembrando que "não é a primeira que vez Gabrielli faz declaração semelhante".
O ex-presidente da República disse ter sido o primeiro a concordar com a organização ambiental Greenpeace na defesa da meta de desmatamento zero na Amazônia. "Eu acho esse fato (o apoio de integrantes do PV) agora muito importante", afirmou. "O PSDB está se comprometendo com as teses da sustentabilidade."
Perguntado se estava agindo como cabo eleitoral e pedindo apoio ao candidato Serra, FHC disse que participa da campanha dentro de limites e negou agir como o presidente Lula, que segundo ele atua como cabo eleitoral da candidata do PT, Dilma Rousseff. "Nunca fui em nenhum momento cabo eleitoral. Só dou minha opinião."
Comentário
O Sr José Sérgio Gabrielli, comete desatinos em nome de uma empresa pública, para agradar a seu chefe e ao mesmo tempo porque sabe que se Dilma não se eleger, adeus cargo. Assim fica proferindo frases de efeito, lançadas ao ar irresponsavelmente. Por estas e outras que a Petrobrás perdeu 20% de valor de mercado, nos últimos tempos.
Fonte: Gustavo Uribe, da Agência Estado
SÃO PAULO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso avaliou nesta segunda-feira, 18, como totalmente eleitoreira a declaração do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, de que o governo FHC pretendia desmembrar e posteriormente privatizar a estatal. "Só pode ser eleitoral, não tem base nenhuma e nunca esteve em cogitação a privatização da Petrobrás", ressaltou. De acordo com o ex-presidente, ele e o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, lutaram pela Petrobrás e pela quebra do monopólio estatal no setor de petróleo. "Nós mantivemos a Petrobrás, que é uma grande companhia."
Fernando Henrique destacou ainda que em sua gestão a exploração do petróleo no País aumentou muito mais que no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Nós transformamos a Petrobrás no que ela é hoje", afirmou, antes de evento na capital em que integrantes do PV pretendem declarar apoio a Serra, entre eles Fernando Gabeira e Fabio Feldmann, ex-candidatos a governador do Rio e de São Paulo, respectivamente.
Na semana passada, Gabrielli divulgou nota acusando o governo anterior de ter preparado a Petrobrás para a privatização. "Para o governo FHC, a Petrobrás morreria por inanição. Os planos do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso eram para desmontar a Petrobrás e vendê-la", afirmou na nota, acrescentando que uma das estratégias teria sido a divisão da empresa em unidades autônomas de negócios que seriam repassadas à iniciativa privada.
Fernando Henrique também criticou a intromissão do presidente da maior estatal do País na disputa eleitoral deste segundo turno da campanha presidencial. "É lamentável que o presidente de uma empresa estatal, que ademais é mista, se meta na política dessa maneira e com injúrias e com mentiras", afirmou, lembrando que "não é a primeira que vez Gabrielli faz declaração semelhante".
Meio ambiente
O ex-presidente da República disse ter sido o primeiro a concordar com a organização ambiental Greenpeace na defesa da meta de desmatamento zero na Amazônia. "Eu acho esse fato (o apoio de integrantes do PV) agora muito importante", afirmou. "O PSDB está se comprometendo com as teses da sustentabilidade."
Perguntado se estava agindo como cabo eleitoral e pedindo apoio ao candidato Serra, FHC disse que participa da campanha dentro de limites e negou agir como o presidente Lula, que segundo ele atua como cabo eleitoral da candidata do PT, Dilma Rousseff. "Nunca fui em nenhum momento cabo eleitoral. Só dou minha opinião."
Comentário
O Sr José Sérgio Gabrielli, comete desatinos em nome de uma empresa pública, para agradar a seu chefe e ao mesmo tempo porque sabe que se Dilma não se eleger, adeus cargo. Assim fica proferindo frases de efeito, lançadas ao ar irresponsavelmente. Por estas e outras que a Petrobrás perdeu 20% de valor de mercado, nos últimos tempos.
Fonte: Gustavo Uribe, da Agência Estado
Golpes Nazipetralhas
Jorge Serrão
A internet é o calvário da marketagem petista. Os militantes-seguidores de Dilma Rousseff tem milhões de motivos para se irritar com mais uma paródia legendada do filme “A Queda” (Downfall) - obra de Oliver Hirschbiegel que retrata as últimas horas de Adolf Hitler. A avacalhação reencena, como farsa, uma reunião no Palácio do Planalto, no momento em que a candidatura de Dilma corre risco. Veja enquanto o PT não manda tirar do YouTube...
A ironia cinematográfica permite uma indagação. Os petistas socialistas tem alguma semelhança com os “nacionais-socialistas” alemães. Quanto ao projeto megalômano de poder, sim. Os petistas não perseguem os judeus, embora costumem jogar pesado com inimigos ou “traidores”. Vide Celso Daniel, Toninho do Pe e outras vítimas menos votadas. A perseguição deles é para aparelhar a máquina do Estado – o que fazem com maestria. No método para conquistar e manter o poder usam velhas táticas nazistas. Daí ser possível apelidá-los de “nazipetralhas”.
Aquela máxima de Paul Joseph Goebels, o famoso Reichpropagandaminister, de repetir mentiras até que se sejam aceitas como “verdades” é prática comum dos nazipetralhas. Nesta campanha presidencial, os marketeiros do PT inventaram que existe uma "Central de Boatos" organizada por "grupos neo-nazistas e de extrema-direita" para impedir a vitória da democracia popular, representada pela companheira Dilma Rousseff. A nazipetralhada resolveu espalhar isso pela internet.
O marketing de guerrilha deles cita um tal de "Tony Chastinet". Tem até citação para o cabra no Google. O sujeito que os nazipetralhas “denunciam” é meramente um idoso de uns 60 e poucos anos, que participou de um grupo jovem nacionalista dos anos 60. Tony é por eles rotulado como “nazista”. A militância petista inventou que toda a maldade nazista contra Dilma provém do site "Tribuna Nacional - Liberdade de Expressão e Debate".
Enquanto a nazipetralhada inventa, O Globo denunciou no sábado: “Mecanismos de comunicação da Petrobras continuam sendo usados em apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Segundo e-mail enviado da caixa postal do coordenador de Patrocínio à Música e Patrimônio da estatal, Claudio Jorge Oliveira, ao qual O GLOBO teve acesso, fornecedores estão sendo convocados para participar de ato político a favor da campanha petista marcado para acontecer no Rio, na próxima segunda-feira. Com título em letras maiúsculas, o funcionário convida os ´caros amigos´ a participar do evento. No e-mail, o funcionário pede a adesão à campanha do PT e faz um apelo: ´Se você puder, divulgue o evento junto a seus amigos do Rio de Janeiro´".
O jornalão dos Marinho acrescenta: “A Petrobras informou que essa prática não é autorizada pela empresa: ´O uso do correio eletrônico corporativo da Petrobras em atividades de caráter político-partidário é proibido por norma interna. O correio encaminhado pelo jornal foi repassado à área competente, que vai apurar o caso´. O advogado Ricardo Penteado, que representa a candidatura presidencial do tucano José Serra, pretende entrar na Justiça contra o uso da estatal para objetivos eleitorais".
Eis mais um exemplo concreto de aparelhamento petista da máquina ligada ao Estado. E o crime eleitoral aconteced justamente na empresa que teve Dilma como presidente do Conselho de Administração. Coincidência mais infeliz, impossível. Justo a Petrobrás que é o teatro de operações de uma das maiores fraudes econômicas – “jamais vista antes na história deste País”, como bem diria o chefão $talinácio. A suposta capitalização da Petrobrás é uma piada de chorar.
Circula na internet uma explicação para o ilusionismo de mercado. O governo Lula vendeu para a Petrobrás 5 bilhões de barris de petróleo que estão enterrados em algum lugar do pré-sal. Cobrou por isso uns R$ 72 bilhões. Logo, a Petrobrás ficou devendo essa grana, pelo direito de lá na frente pesquisar, perfurar, explorar e finalmente retirar o óleo do fundo do mar. Com o ouro negro na barriga do pré-sal, a Petrobrás abre seu capital e oferece ações no mercado.
O governo central (Tesouro) compra parte destas ações, pelas quais deveria pagar à estatal uns R$ 45 bilhões. Mas como tem um crédito pelos barris "a futuro", abate apenas o valor da conta e continua credor da Petrobrás de cerca de R$ 27 bilhões. Tudo ilusão contábil. A Petrobrás não vai pagar. Mas o governo federal vai registrar como receita e assim vai fazer neste mês o maior superávit da história. Ainda vai pegar parte desse dinheiro e emprestar para o BNDES pagar as ações da Petrobrás!
Resumo da opereta: o governo não colocou um centavo, mas comprou mais ações da Petrobrás, aumentou sua participação e ainda recebeu de troco R$ 27 bilhões. Além disso, o governo assume 51% das ações, com direito a voto e veto, nomeia a diretoria, traça estratégias de administração e estatiza praticamente a Petrobrás. Assim, o governo Lula vai estatizando a maior empresa do Brasil (a quarta do mundo), sem pôr um centavo de verdade.
O e-mail denúncia da internet prossegue. Se você dividir 72 bilhões por 5 bilhões vai encontrar o valor de 14,4 reais que são US 8.7, o preço do barril de petróleo que está superfaturado. Na crise do petróleo 1973, a maior da história, chegou a US 11.4. Analistas acreditam que a tendência será do preço do petróleo cair ainda mais, se for confirmada uma segunda crise financeira que está por vir. A previsão de tsunami é para meados de 2012.
Mentir na política e na economia é a tradição pragmática nazipetralha. Até quando vai durar o luloilusionismo? Nem Deus sabe. Se eles vencerem a eleição, o Brasil corre sério risco de desintegração. Caso o golpismo nazipetralha não seja contido politicamente, pagaremos um preço muito alto. Quem sobreviver sentirá.
Fonte: Alerta Total
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
A internet é o calvário da marketagem petista. Os militantes-seguidores de Dilma Rousseff tem milhões de motivos para se irritar com mais uma paródia legendada do filme “A Queda” (Downfall) - obra de Oliver Hirschbiegel que retrata as últimas horas de Adolf Hitler. A avacalhação reencena, como farsa, uma reunião no Palácio do Planalto, no momento em que a candidatura de Dilma corre risco. Veja enquanto o PT não manda tirar do YouTube...
A ironia cinematográfica permite uma indagação. Os petistas socialistas tem alguma semelhança com os “nacionais-socialistas” alemães. Quanto ao projeto megalômano de poder, sim. Os petistas não perseguem os judeus, embora costumem jogar pesado com inimigos ou “traidores”. Vide Celso Daniel, Toninho do Pe e outras vítimas menos votadas. A perseguição deles é para aparelhar a máquina do Estado – o que fazem com maestria. No método para conquistar e manter o poder usam velhas táticas nazistas. Daí ser possível apelidá-los de “nazipetralhas”.
Aquela máxima de Paul Joseph Goebels, o famoso Reichpropagandaminister, de repetir mentiras até que se sejam aceitas como “verdades” é prática comum dos nazipetralhas. Nesta campanha presidencial, os marketeiros do PT inventaram que existe uma "Central de Boatos" organizada por "grupos neo-nazistas e de extrema-direita" para impedir a vitória da democracia popular, representada pela companheira Dilma Rousseff. A nazipetralhada resolveu espalhar isso pela internet.
O marketing de guerrilha deles cita um tal de "Tony Chastinet". Tem até citação para o cabra no Google. O sujeito que os nazipetralhas “denunciam” é meramente um idoso de uns 60 e poucos anos, que participou de um grupo jovem nacionalista dos anos 60. Tony é por eles rotulado como “nazista”. A militância petista inventou que toda a maldade nazista contra Dilma provém do site "Tribuna Nacional - Liberdade de Expressão e Debate".
Enquanto a nazipetralhada inventa, O Globo denunciou no sábado: “Mecanismos de comunicação da Petrobras continuam sendo usados em apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Segundo e-mail enviado da caixa postal do coordenador de Patrocínio à Música e Patrimônio da estatal, Claudio Jorge Oliveira, ao qual O GLOBO teve acesso, fornecedores estão sendo convocados para participar de ato político a favor da campanha petista marcado para acontecer no Rio, na próxima segunda-feira. Com título em letras maiúsculas, o funcionário convida os ´caros amigos´ a participar do evento. No e-mail, o funcionário pede a adesão à campanha do PT e faz um apelo: ´Se você puder, divulgue o evento junto a seus amigos do Rio de Janeiro´".
O jornalão dos Marinho acrescenta: “A Petrobras informou que essa prática não é autorizada pela empresa: ´O uso do correio eletrônico corporativo da Petrobras em atividades de caráter político-partidário é proibido por norma interna. O correio encaminhado pelo jornal foi repassado à área competente, que vai apurar o caso´. O advogado Ricardo Penteado, que representa a candidatura presidencial do tucano José Serra, pretende entrar na Justiça contra o uso da estatal para objetivos eleitorais".
Eis mais um exemplo concreto de aparelhamento petista da máquina ligada ao Estado. E o crime eleitoral aconteced justamente na empresa que teve Dilma como presidente do Conselho de Administração. Coincidência mais infeliz, impossível. Justo a Petrobrás que é o teatro de operações de uma das maiores fraudes econômicas – “jamais vista antes na história deste País”, como bem diria o chefão $talinácio. A suposta capitalização da Petrobrás é uma piada de chorar.
Circula na internet uma explicação para o ilusionismo de mercado. O governo Lula vendeu para a Petrobrás 5 bilhões de barris de petróleo que estão enterrados em algum lugar do pré-sal. Cobrou por isso uns R$ 72 bilhões. Logo, a Petrobrás ficou devendo essa grana, pelo direito de lá na frente pesquisar, perfurar, explorar e finalmente retirar o óleo do fundo do mar. Com o ouro negro na barriga do pré-sal, a Petrobrás abre seu capital e oferece ações no mercado.
O governo central (Tesouro) compra parte destas ações, pelas quais deveria pagar à estatal uns R$ 45 bilhões. Mas como tem um crédito pelos barris "a futuro", abate apenas o valor da conta e continua credor da Petrobrás de cerca de R$ 27 bilhões. Tudo ilusão contábil. A Petrobrás não vai pagar. Mas o governo federal vai registrar como receita e assim vai fazer neste mês o maior superávit da história. Ainda vai pegar parte desse dinheiro e emprestar para o BNDES pagar as ações da Petrobrás!
Resumo da opereta: o governo não colocou um centavo, mas comprou mais ações da Petrobrás, aumentou sua participação e ainda recebeu de troco R$ 27 bilhões. Além disso, o governo assume 51% das ações, com direito a voto e veto, nomeia a diretoria, traça estratégias de administração e estatiza praticamente a Petrobrás. Assim, o governo Lula vai estatizando a maior empresa do Brasil (a quarta do mundo), sem pôr um centavo de verdade.
O e-mail denúncia da internet prossegue. Se você dividir 72 bilhões por 5 bilhões vai encontrar o valor de 14,4 reais que são US 8.7, o preço do barril de petróleo que está superfaturado. Na crise do petróleo 1973, a maior da história, chegou a US 11.4. Analistas acreditam que a tendência será do preço do petróleo cair ainda mais, se for confirmada uma segunda crise financeira que está por vir. A previsão de tsunami é para meados de 2012.
Mentir na política e na economia é a tradição pragmática nazipetralha. Até quando vai durar o luloilusionismo? Nem Deus sabe. Se eles vencerem a eleição, o Brasil corre sério risco de desintegração. Caso o golpismo nazipetralha não seja contido politicamente, pagaremos um preço muito alto. Quem sobreviver sentirá.
Fonte: Alerta Total
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
Petrobras dispara com avanço de Serra em pesquisas
Candidato do PSDB é visto como melhor administrador público por analistas do mercado
São Paulo - A Petróleo Brasileiro SA teve hoje a maior alta em duas semanas depois que pesquisas eleitorais mostraram que o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira à Presidência, José Serra, aproximou-se da candidata do Partido dos Trabalhadores, Dilma Rousseff, nas intenções de voto para o segundo turno.
A Petrobras subiu 2,8 por cento, para R$ 26,44, a maior alta para o fechamento nas últimas duas semanas. O petróleo caiu 0,4 por cento em Nova York.
O ex-governador de São Paulo está 4,6 pontos percentuais atrás de Dilma, de acordo com a pesquisa Sensus divulgada hoje pela Confederação Nacional dos Transportes. Na votação final do primeiro turno, a vantagem da ex-ministra-chefe da Casa Civil foi de 14 pontos sobre Serra.
Investidores, receosos de que Dilma possa usar a Petrobras para que o governo atinja suas metas sem se preocupar com os lucros da empresa, podem estar apostando na vitória de Serra, segundo a Deltec Asset Management, a Teórica Investimentos e a Spinelli Corretora.
"Há um empate técnico", disse Max Bueno, analista da Spinelli em São Paulo. "Isto pode ser visto positivamente. Ele não é somente menos intervencionista; Serra teria mais responsabilidade fiscal e cortaria despesas."
Serra ficou com 47,7 por cento das intenções de voto, enquanto Dilma teve 52,3 por cento, na pesquisa Sensus com 2.000 pessoas feita entre os dias 11 e 13 de outubro. O levantamento tem uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais. No primeiro turno, Serra teve 33 por cento dos votos e Dilma, 47 por cento. Outras pesquisas feitas nos últimos dias pelo Ibope, Datafolha e Vox Populi também mostraram um crescimento da candidatura de Serra.
"Uma presidência de Dilma será vista como mais intervencionista", disse Greg Lesko, que ajuda a administrar cerca de US$ 750 milhões na Deltec em Nova York.
O Barclays Plc cortou a recomendação para as ações da Petrobras na semana passada, citando receios de que a interferência do governo na estatal afete os lucros da companhia, em meio à tentativa da administração federal de atingir metas de desenvolvimento econômico e social.
"Um possível governo Serra teria melhor qualidade de administração pública", disse Rogério Freitas, que ajuda a administrar US$ 56 bilhões na Teórica no Rio de Janeiro. "Isso pode ser positivo para todas as estatais, não apenas a Petrobras, mas também a Eletrobras."
As ações da Centrais Elétricas Brasileiras SA subiram 0.9 por cento para R$ 29,21, a maior cotação desde 25 de junho.
Fonte: Alexander Cuadros/Bloomberf via EXAME
São Paulo - A Petróleo Brasileiro SA teve hoje a maior alta em duas semanas depois que pesquisas eleitorais mostraram que o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira à Presidência, José Serra, aproximou-se da candidata do Partido dos Trabalhadores, Dilma Rousseff, nas intenções de voto para o segundo turno.
A Petrobras subiu 2,8 por cento, para R$ 26,44, a maior alta para o fechamento nas últimas duas semanas. O petróleo caiu 0,4 por cento em Nova York.
O ex-governador de São Paulo está 4,6 pontos percentuais atrás de Dilma, de acordo com a pesquisa Sensus divulgada hoje pela Confederação Nacional dos Transportes. Na votação final do primeiro turno, a vantagem da ex-ministra-chefe da Casa Civil foi de 14 pontos sobre Serra.
Investidores, receosos de que Dilma possa usar a Petrobras para que o governo atinja suas metas sem se preocupar com os lucros da empresa, podem estar apostando na vitória de Serra, segundo a Deltec Asset Management, a Teórica Investimentos e a Spinelli Corretora.
"Há um empate técnico", disse Max Bueno, analista da Spinelli em São Paulo. "Isto pode ser visto positivamente. Ele não é somente menos intervencionista; Serra teria mais responsabilidade fiscal e cortaria despesas."
Serra ficou com 47,7 por cento das intenções de voto, enquanto Dilma teve 52,3 por cento, na pesquisa Sensus com 2.000 pessoas feita entre os dias 11 e 13 de outubro. O levantamento tem uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais. No primeiro turno, Serra teve 33 por cento dos votos e Dilma, 47 por cento. Outras pesquisas feitas nos últimos dias pelo Ibope, Datafolha e Vox Populi também mostraram um crescimento da candidatura de Serra.
"Mais intervencionista"
"Uma presidência de Dilma será vista como mais intervencionista", disse Greg Lesko, que ajuda a administrar cerca de US$ 750 milhões na Deltec em Nova York.
O Barclays Plc cortou a recomendação para as ações da Petrobras na semana passada, citando receios de que a interferência do governo na estatal afete os lucros da companhia, em meio à tentativa da administração federal de atingir metas de desenvolvimento econômico e social.
"Um possível governo Serra teria melhor qualidade de administração pública", disse Rogério Freitas, que ajuda a administrar US$ 56 bilhões na Teórica no Rio de Janeiro. "Isso pode ser positivo para todas as estatais, não apenas a Petrobras, mas também a Eletrobras."
As ações da Centrais Elétricas Brasileiras SA subiram 0.9 por cento para R$ 29,21, a maior cotação desde 25 de junho.
Fonte: Alexander Cuadros/Bloomberf via EXAME
Petrobrás levanta R$120,36 bi em sua mega oferta de ações
Preço para a ação ordinária ficou em R$ 29,65 e para a preferencial em R$ 26,30
O preço por ação da Petrobras no processo de capitalização da estatal foi definido em R$ 29,65 por papel ON (ordinária, com voto) e R$ 26,30 por PN (preferencial, sem voto), segundo a assessoria de imprensa da estatal.
Os valores correspondem a descontos de 2,0% sobre os fechamentos das ON (R$ 30,25) e de 1,8% sobre o das PN (R$ 26,80) no pregão da Bovespa nesta quinta-feira.
O valor foi divulgado na noite desta quinta-feira (23), depois de ser definido em reunião do Conselho de Administração da Petrobras, com a presença do ministro da Fazenda e presidente do conselho, Guido Mantega, na sede da companhia petroleira em São Paulo.
O presidente executivo da empresa, José Sergio Gabrielli, acompanhou o encontro de Nova York, por videoconferência, junto com o diretor financeiro e de relações com investidores, Almir Barbassa. Ambos participaram mais cedo da apresentação da oferta (road show) a investidores nos Estados Unidos.
De acordo com a ata da reunião desta quinta-feira divulgada pela Petrobras, a oferta principal será responsável por um aumento de capital social da companhia equivalente ao montante de R$ 115,053 bilhões.
Porém, como a demanda superou a oferta e há a expectativa de que a estatal coloque um lote suplementar de ações, a operação deve chegar aos R$ 120,360 bilhões.
A oferta da Petrobras movimentou o mercado de câmbio nas últimas semanas. De acordo com dados do Banco Central, só entre os dias 13 e 17 da semana passada entraram US$ 8,945 billhões no Brasil pelo mercado financeiro. Em cinco dias, o volume registrado é 15,58% maior do que todo o acumulado de janeiro até o dia 10 de setembro.
Na oferta, a Petrobras venderá novas ações com o objetivo de arrecadar dinheiro para financiar seu ambicioso plano de exploração das reservas de petróleo descobertas na região do pré-sal, sobretudo na bacia de Santos. Em seu plano de negócios de cinco anos (2010 a 2014) estão previstos gastos de US$ 224 bilhões.
De acordo com o cronograma preliminar da oferta, o início das negociações das ações da oferta na Bolsa de Valores de São Paulo (BM & FBovespa) está previsto para 27 de setembro. No âmbito da oferta internacional, a inauguração dos ADRs na bolsa de valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês), está marcada para 24 de setembro.
Fontes: G1 - TV Globo
O preço por ação da Petrobras no processo de capitalização da estatal foi definido em R$ 29,65 por papel ON (ordinária, com voto) e R$ 26,30 por PN (preferencial, sem voto), segundo a assessoria de imprensa da estatal.
Os valores correspondem a descontos de 2,0% sobre os fechamentos das ON (R$ 30,25) e de 1,8% sobre o das PN (R$ 26,80) no pregão da Bovespa nesta quinta-feira.
O valor foi divulgado na noite desta quinta-feira (23), depois de ser definido em reunião do Conselho de Administração da Petrobras, com a presença do ministro da Fazenda e presidente do conselho, Guido Mantega, na sede da companhia petroleira em São Paulo.
O presidente executivo da empresa, José Sergio Gabrielli, acompanhou o encontro de Nova York, por videoconferência, junto com o diretor financeiro e de relações com investidores, Almir Barbassa. Ambos participaram mais cedo da apresentação da oferta (road show) a investidores nos Estados Unidos.
De acordo com a ata da reunião desta quinta-feira divulgada pela Petrobras, a oferta principal será responsável por um aumento de capital social da companhia equivalente ao montante de R$ 115,053 bilhões.
Porém, como a demanda superou a oferta e há a expectativa de que a estatal coloque um lote suplementar de ações, a operação deve chegar aos R$ 120,360 bilhões.
A oferta da Petrobras movimentou o mercado de câmbio nas últimas semanas. De acordo com dados do Banco Central, só entre os dias 13 e 17 da semana passada entraram US$ 8,945 billhões no Brasil pelo mercado financeiro. Em cinco dias, o volume registrado é 15,58% maior do que todo o acumulado de janeiro até o dia 10 de setembro.
Na oferta, a Petrobras venderá novas ações com o objetivo de arrecadar dinheiro para financiar seu ambicioso plano de exploração das reservas de petróleo descobertas na região do pré-sal, sobretudo na bacia de Santos. Em seu plano de negócios de cinco anos (2010 a 2014) estão previstos gastos de US$ 224 bilhões.
De acordo com o cronograma preliminar da oferta, o início das negociações das ações da oferta na Bolsa de Valores de São Paulo (BM & FBovespa) está previsto para 27 de setembro. No âmbito da oferta internacional, a inauguração dos ADRs na bolsa de valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês), está marcada para 24 de setembro.
Fontes: G1 - TV Globo
Capitalização da Petrobras pode acentuar alta do real, dizem analistas
Movimento pode prejudicar mercado, segundo especialistas. Capitalização deve arrecadar até R$ 130 bilhões no mercado.
A operação de capitalização da Petrobras deverá trazer reflexos para o câmbio, na avaliação de analistas financeiros . Com a entrada de mais capital no país, o mercado poderá observar uma pressão para baixo, fazendo com que o real se valorize ainda mais diante do dólar.
"Deveremos ver o fortalecimento do real com a chegada de investimentos de fora", diz o professor do Insper (ex-Ibmec), Otto Nogami.
A oferta de ações para capitalização da Petrobras está marcada para o dia 24 deste mês. Com a operação, a empresa pode arrecadar até R$ 130 bilhões no mercado, que vão contribuir para fechar uma conta de R$ 220 bilhões de investimentos estimados nos próximos cinco anos
A tendência de apreciação do dólar deverá ser acentuada ao longo deste mês, segundo o economista da LCA Consultores Homero Guizzo. "Até o início de outubro, com a entrada de recursos no país, o movimento de valorização será mantido", disse.
No entanto, de acordo com o especialista, essa apreciação da divisa brasileira ocorreria de qualquer forma, ainda que não houvesse a capitalização da Petrobras. "Isso [valorização] aconteceria de qualquer forma. A capitalização apenas acelerou essa apreciação. Há fatores que fazem com que essa valorização exista bem antes da Petrobras anunciar que faria a capitalização. No Brasil, os juros reais são uns dos mais altos entre países emergentes, o retorno sobre o capital é elevado e o preço das exportações sobre as importações nunca esteve tão alto", comentou.
Para os analistas, essa valorização da moeda nacional pode ser prejudicial para o mercado. "Certamente haverá uma pressão para baixo do dólar, o que pode ser prejudicial para o mercado como um todo", disse o professor de Mercado Financeiro e de Economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Domingues Leite Junior. Segundo o especialista, a volatilidade de dólares é negativa para, por exemplo, empresas que importam ou exportam, afetando, inclusive, seu planejamento.
Para o consultor Miguel Daoud, da Global Financial Advisor, o impacto da capitalização não deverá ser tão significativo no câmbio, já que, conforme sua avaliação, a valorização do real se dá por especulação. Para Daoud, há a certeza, por parte dos investidores, de que o governo não permitirá a desvalorização do real.
"Boa parte da demanda interna é suprida pelas importações. Se o dólar sobe muito, e o real fica desvalorizado, os produtos ficam mais caros, mais escassos e surge a inflação, acabando com o modelo atual de crescimento do país", afirmou Daoud.
Diante do volume negociado no mercado futuro, a capitalização torna-se pequena, segundo o consultor. "Até hoje, na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), já foram negociados mais de US$ 2,2 trilhões no mercado futuro. Sendo assim, a entrada física da capitalização da Petrobras não representa nada perto desse volume", disse.
As perspectivas de impacto pouco significativo no câmbio também são compartilhadas pelo consultor financeiro Mauro Calil. Para o especialista, deverão ser observadas pressões positvas para o real e negativas para o dólar. "Mas não é isso [a capitalização] que vai afetar o fator macroeconômico 'câmbio'. É apenas um reflexo", afirmou.
Diante da valorização do real em relação ao dólar, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na última quinta-feira (9) que o governo adotará as medidas necessárias para conter a alta excessiva da moeda nacional, sem adiantar, no entanto, quais serão essas providências.
"Vamos tomar as medidas necessárias para impedir uma valorização excessiva ou indevida do real", disse o ministro, durante palestra em Pernambuco. Para o ministro, o processo de capitalização da Petrobras, que atrai grande volume de investimento externo, poderá ser o maior responsável pela valorização do real. Na ocasião, ele comentou que o momento é de observação e que, com o fim da operação da Petrobras, o quadro poderá se alterar. No ano, até dia 10 de setembro, o dólar acumula queda de 1,32%.
De acordo com o Banco Central, no acumulado do ano até 3 de setembro houve maior ingresso de divisas no Brasil do que retirada de recursos. Nesse período, a entrada líquida de dólares (acima das retiradas) somou US$ 3,07 bilhões. No mesmo período do ano passado, o ingresso de recursos foi maior: US$ 6,07 bilhões.
A capitalização da Petrobras terá impactos diferentes no valor dos papeis da empresa, na opinião dos especialistas consultados. Enquanto uns acreditam que as ações deverão apresentar valorização, outros afirmam que a incipiência da exploração e do possível retorno do pré-sal poderá torná-las pouco atrativas.
No acumulado em 2010, até o dia 8 de setembro, a desvalorização das ações ordinárias da Petrobras (com direito a voto) era de 22%, enquanto a das preferenciais era de 22,5%, segundo levantamento da Consultoria Economática.
Para Carlos Daniel Coradi, da EFC Engenheiros Financeiros & Consultores, as ações da Petrobras são um bom investimento e acabarão sendo ainda mais com o pré-sal. "Há expectativa de valorização, não como há dois ou três anos, mas haverá valorização". A orientação do consultor é que o investidor respeite a regra de "comprar ações na baixa e vender na alta." "É preciso ter sangue frio", disse.
Mas a falta de previsibilidade para os próximos anos, quanto à eficiência da exploração dos recursos do pré-sal, poderá ser um entrave à valorização dos papeis da Petrobras. "Não se sabe se esse petróleo é fácil de se extrair, qual será o preço nos próximos dez anos. Eu, particularmente, como investidor, não compraria ações", disse Miguel Daoud.
Para Nogami, o papel tende a se valorizar, ainda que admita que o retorno de todos os investimentos no setor não seja garantido.
Para não ser surpreendido com a instabilidade das operações, a saída pode ser a diversificação da carteira do investidor. "Acho que o investidor tem de continuar apostando na Petrobras. No entanto, a orientação é que o investidor não tenha apenas uma empresa em sua carteira, mas várias", disse Milton Calil.
O objetivo da operação da Petrobras é arrecadar dinheiro para financiar seu plano de exploração das reservas de petróleo descobertas na região do pré-sal. No seu plano de negócios de cinco anos, de 2010 a 2014, estão previstos gastos de US$ 224 bilhões.
Três perfis de pequeno investidor poderão participar da operação: quem já comprou no passado ações da estatal com o FGTS, os que já adquiriram ações com dinheiro próprio e quem ainda não é acionista.
O período de reserva da oferta prioritária e da oferta de varejo terá início em 13 de setembro.
Fonte: G1/Anay Cury
A operação de capitalização da Petrobras deverá trazer reflexos para o câmbio, na avaliação de analistas financeiros . Com a entrada de mais capital no país, o mercado poderá observar uma pressão para baixo, fazendo com que o real se valorize ainda mais diante do dólar.
"Deveremos ver o fortalecimento do real com a chegada de investimentos de fora", diz o professor do Insper (ex-Ibmec), Otto Nogami.
A oferta de ações para capitalização da Petrobras está marcada para o dia 24 deste mês. Com a operação, a empresa pode arrecadar até R$ 130 bilhões no mercado, que vão contribuir para fechar uma conta de R$ 220 bilhões de investimentos estimados nos próximos cinco anos
A tendência de apreciação do dólar deverá ser acentuada ao longo deste mês, segundo o economista da LCA Consultores Homero Guizzo. "Até o início de outubro, com a entrada de recursos no país, o movimento de valorização será mantido", disse.
No entanto, de acordo com o especialista, essa apreciação da divisa brasileira ocorreria de qualquer forma, ainda que não houvesse a capitalização da Petrobras. "Isso [valorização] aconteceria de qualquer forma. A capitalização apenas acelerou essa apreciação. Há fatores que fazem com que essa valorização exista bem antes da Petrobras anunciar que faria a capitalização. No Brasil, os juros reais são uns dos mais altos entre países emergentes, o retorno sobre o capital é elevado e o preço das exportações sobre as importações nunca esteve tão alto", comentou.
Para os analistas, essa valorização da moeda nacional pode ser prejudicial para o mercado. "Certamente haverá uma pressão para baixo do dólar, o que pode ser prejudicial para o mercado como um todo", disse o professor de Mercado Financeiro e de Economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Domingues Leite Junior. Segundo o especialista, a volatilidade de dólares é negativa para, por exemplo, empresas que importam ou exportam, afetando, inclusive, seu planejamento.
Para o consultor Miguel Daoud, da Global Financial Advisor, o impacto da capitalização não deverá ser tão significativo no câmbio, já que, conforme sua avaliação, a valorização do real se dá por especulação. Para Daoud, há a certeza, por parte dos investidores, de que o governo não permitirá a desvalorização do real.
"Boa parte da demanda interna é suprida pelas importações. Se o dólar sobe muito, e o real fica desvalorizado, os produtos ficam mais caros, mais escassos e surge a inflação, acabando com o modelo atual de crescimento do país", afirmou Daoud.
Diante do volume negociado no mercado futuro, a capitalização torna-se pequena, segundo o consultor. "Até hoje, na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), já foram negociados mais de US$ 2,2 trilhões no mercado futuro. Sendo assim, a entrada física da capitalização da Petrobras não representa nada perto desse volume", disse.
As perspectivas de impacto pouco significativo no câmbio também são compartilhadas pelo consultor financeiro Mauro Calil. Para o especialista, deverão ser observadas pressões positvas para o real e negativas para o dólar. "Mas não é isso [a capitalização] que vai afetar o fator macroeconômico 'câmbio'. É apenas um reflexo", afirmou.
O que diz o governo
Diante da valorização do real em relação ao dólar, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na última quinta-feira (9) que o governo adotará as medidas necessárias para conter a alta excessiva da moeda nacional, sem adiantar, no entanto, quais serão essas providências.
"Vamos tomar as medidas necessárias para impedir uma valorização excessiva ou indevida do real", disse o ministro, durante palestra em Pernambuco. Para o ministro, o processo de capitalização da Petrobras, que atrai grande volume de investimento externo, poderá ser o maior responsável pela valorização do real. Na ocasião, ele comentou que o momento é de observação e que, com o fim da operação da Petrobras, o quadro poderá se alterar. No ano, até dia 10 de setembro, o dólar acumula queda de 1,32%.
De acordo com o Banco Central, no acumulado do ano até 3 de setembro houve maior ingresso de divisas no Brasil do que retirada de recursos. Nesse período, a entrada líquida de dólares (acima das retiradas) somou US$ 3,07 bilhões. No mesmo período do ano passado, o ingresso de recursos foi maior: US$ 6,07 bilhões.
Na Bolsa de Valores
A capitalização da Petrobras terá impactos diferentes no valor dos papeis da empresa, na opinião dos especialistas consultados. Enquanto uns acreditam que as ações deverão apresentar valorização, outros afirmam que a incipiência da exploração e do possível retorno do pré-sal poderá torná-las pouco atrativas.
No acumulado em 2010, até o dia 8 de setembro, a desvalorização das ações ordinárias da Petrobras (com direito a voto) era de 22%, enquanto a das preferenciais era de 22,5%, segundo levantamento da Consultoria Economática.
Para Carlos Daniel Coradi, da EFC Engenheiros Financeiros & Consultores, as ações da Petrobras são um bom investimento e acabarão sendo ainda mais com o pré-sal. "Há expectativa de valorização, não como há dois ou três anos, mas haverá valorização". A orientação do consultor é que o investidor respeite a regra de "comprar ações na baixa e vender na alta." "É preciso ter sangue frio", disse.
Mas a falta de previsibilidade para os próximos anos, quanto à eficiência da exploração dos recursos do pré-sal, poderá ser um entrave à valorização dos papeis da Petrobras. "Não se sabe se esse petróleo é fácil de se extrair, qual será o preço nos próximos dez anos. Eu, particularmente, como investidor, não compraria ações", disse Miguel Daoud.
Para Nogami, o papel tende a se valorizar, ainda que admita que o retorno de todos os investimentos no setor não seja garantido.
Para não ser surpreendido com a instabilidade das operações, a saída pode ser a diversificação da carteira do investidor. "Acho que o investidor tem de continuar apostando na Petrobras. No entanto, a orientação é que o investidor não tenha apenas uma empresa em sua carteira, mas várias", disse Milton Calil.
Como será a capitalização
O objetivo da operação da Petrobras é arrecadar dinheiro para financiar seu plano de exploração das reservas de petróleo descobertas na região do pré-sal. No seu plano de negócios de cinco anos, de 2010 a 2014, estão previstos gastos de US$ 224 bilhões.
Três perfis de pequeno investidor poderão participar da operação: quem já comprou no passado ações da estatal com o FGTS, os que já adquiriram ações com dinheiro próprio e quem ainda não é acionista.
O período de reserva da oferta prioritária e da oferta de varejo terá início em 13 de setembro.
Fonte: G1/Anay Cury
BP e Petrobrás
Celso Ming
A antiga British Petroleum, agora simplesmente BP, é uma das gigantes mundiais do setor cuja falência começa a ser noticiada, por enquanto com os desmentidos de praxe.
Terça-feira, o diário londrino The Times anunciou que o megadesastre da plataforma Deepwater Horizon no Golfo do México pode afundar de uma vez a BP e que o governo inglês já prepara um plano de contingência para enfrentar a falência.
O prejuízo imediato admitido é de US$ 3,12 bilhões, mas o presidente Barack Obama chegou a anunciar a aplicação de uma punição de US$ 20 bilhões, embora a legislação americana preveja multa máxima de US$ 5 bilhões para casos de catástrofes petrolíferas. Sabe-se lá quantas dezenas de bilhões de dólares esse desastre ainda vai custar para toda a sociedade americana.
O acidente não aconteceu em condições operacionais especialmente críticas. Ao contrário, o vazamento descontrolado começou, de repente, ao final de uma operação tecnicamente simples de exploração de petróleo, quando a BP já se preparava para enviar a plataforma para outra área.
Até agora não se sabe qual foi o procedimento de segurança que falhou. Perante uma comissão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o presidente da BP, Tony Hayward, fez referências a “uma combinação inédita de falhas”, declaração tautológica que aparece a cada acidente aéreo.
No mundo operam hoje milhares de plataformas semelhantes à Deepwater Horizon. Todas as companhias de petróleo, inclusive a Petrobrás, usam sistemas de segurança equivalentes. A Petrobrás não tem muitas lições de moral a dar nesse particular. Ao contrário, tem um imenso passivo ambiental, que reflete sua vulnerabilidade a acontecimentos desse tipo.
Neste momento, a Petrobrás se prepara para uma vastíssima exploração de petróleo e gás no pré-sal. As novas regras preveem que todos os projetos de partilha terão 30% de participação da estatal. Isso significa que estará envolvida em praticamente todos os acidentes com vazamento que eventualmente ocorrerem na exploração do pré-sal. Em outras palavras, a Petrobrás estará ainda mais exposta ao risco de prejuízos gigantescos que poderão colocar em perigo sua sobrevivência, como acontece hoje com a BP. Há três semanas, com base em evidências dessa natureza, a agência Bloomberg advertiu que a Petrobrás é a companhia de petróleo mais vulnerável a acidentes do tipo que atingiram a saúde da BP.
Nas janelas abertas na parede de silêncio regulamentar a que se submeteram até o desfecho de seu plano de oferta pública de ações, o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, vem afirmando que a empresa está engajada numa solução, na medida em que vem participando com 20 técnicos das operações de controle do vazamento.
A questão transcende os procedimentos de segurança da empresa brasileira. A catástrofe do Golfo do México não aconteceu apenas porque a BP falhou. Aconteceu, também, porque o Estado, que deveria regular, fiscalizar e monitorar falhou, como também falhou na crise financeira, quando deixou os bancos soltos demais.
Confira
Espanto. O problema é que o espanto é apenas a primeira reação. Não há nenhuma indicação de que, a longo prazo, a matriz energética mundial dê um peso relevante a qualquer energia alternativa. Energia solar, energia eólica, bioenergia, energia nuclear, todas elas ajudam. Mas nenhuma delas nem um conjunto delas parece capaz de assumir a função que hoje é do petróleo.
Projetos unilaterais. Afora isso, não se vê nenhuma tendência de que os Estados Unidos sejam capazes de liderar um movimento mundial nessa direção. Os projetos dos Estados Unidos são unilaterais e eivados de subsídios.
Fonte: Blog de Celso Ming
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