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Os Fracasso de Amorim e a inútil Assembléia Geral da ONU

Gustavo Chacra

A Assembléia Geral das Nações Unidas, que cubro pela segunda vez neste ano, não serve para nada. A não ser pelo discurso de Barack Obama e de alguns palhaços como o Kadafi, o Ahmadinejad e o Chávez, nenhuma pessoa presta atenção no que os outros dizem. Ninguém lembra absolutamente de nada que o Lula, o Sarkozy, o rei Abdullah ou qualquer outro chefe de Estado tenha falado no ano passado.

Neste ano, o presidente brasileiro, pela primeira vez em seus dois mandatos, preferiu não vir por causa da proximidade das eleições brasileiras. Muitos questionaram se ele não perderá o palco internacional para poder falar. Mas Lula não perderá porque ninguém ouviria o que ele tem a dizer. A Assembléia Geral da ONU não vale nada. É um corpo gigantesco, caro e ineficiente.

Todas as decisões relevantes são tomadas no Conselho de Segurança. O Brasil sonha em se tornar membro permanente. Foram oito anos de prioridade absoluta no governo Lula. Ontem, em entrevista coletiva, perguntaram a Celso Amorim qual o maior fracasso de seus tempos como ministro. Ele respondeu que nós, jornalistas, poderíamos dizer.

A minha lista é grande, mas certamente um dos fracassos foi gastar capital político em batalhas perdidas e se meter onde não foi chamado. O Brasil não está nem perto de se transformar em membro permanente. O México foi bem mais eficaz ao sabotar a nossa candidatura. No caso do Irã, também demos um vexame. Poderíamos ter sido como a China, que faz negócio com todo o mundo sem querer dar lição de moral. No Oriente Médio, a posição brasileira precisa ser a seguinte – “defendemos uma solução de dois Estados”. E esqueçam os outros assuntos.

Somos um gigante na América Latina. E nesta região também fizemos bobagem ao defender a bizarra figura do Manuel Zelaya. Cobri a sua deposição dele em Honduras no ano passado. O artigo 239 diz que o presidente pode ser removido do cargo e foi isso que aconteceu – verdade, ninguém fala para que apontem armas, o retirem da cama no meio da madrugada e o coloquem em um avião e isso foi lamentável. A queda, não. Zelaya desrespeitou a Constituição ao indiretamente tentar mudá-la para se manter no poder.

No ano passado, neste mesmo mês, Amorim estava aqui em Nova York e praticamente gritava que Zelaya deveria voltar ao poder. O ex-presidente havia conseguido abrigo na Embaixada do Brasil em Honduras.

Não retornou ao poder, já que ninguém na Suprema Corte, no Exército e na maioria do Congresso o queria de volta em Tegucigalpa. Em eleições livres, Pepe Lobo se tornou presidente, apesar da contrariedade do Brasil.

Imagino que o Amorim queria ver mais um palhaço, como o Zelaya, discursando na ONU para poder se divertir. Obviamente, as bobagens proferidas pelo Tiririca de Tegucigalpa são mais divertidas do que as do rei de Tonga, com quem o Brasil estabelecerá relações diplomáticas hoje.

Fonte:  Gustavo Chacra / O ESTADO DE S PAULO

No índice da desigualdade, Brasil perde status de alto desenvolvimento

IDH-D é o Índice de Desenvolvimento Humano ajustado pela desigualdade. Neste índice, Brasil perde 19% e estaria na faixa de desenvolvimento médio.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançou nesta sexta-feira (23) o IDH-D, que mede o Índice de Desenvolvimento Humano corrigido pela desigualdade. Por esse parâmetro, o Brasil perde 19% no IDH e deixaria de ser considerado um país de alto desenvolvimento humano.

"As estimativas deste relatório mostram que a desigualdade afasta o Brasil do alto desenvolvimento humano em uma magnitude de 19%", explicou Flávio Comim, economista do PNUD no Brasil.

O IDH é uma medida comparativa que engloba três dimensões: riqueza, educação e expectativa de vida ao nascer. É uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população.

O índice varia de zero - nenhum desenvolvimento humano - até 1 - desenvolvimento humano total. Entre 0,5 e 0,8, um país é considerado de desenvolvimento médio. Acima de 0,8, é considerado país de alto desenvolvimento humano. O IDH do Brasil é de 0,813. Porém, no IDH-D, o Brasil tem 0,629. Como o IDH é uma média, o PNUD decidiu criar um novo parâmetro destacando a desigualdade.

De acordo com Flávio Comim, levando-se em conta o IDH-D, o Brasil não apresentaria um alto índice de desenvolvimento humano. “Quando você leva em conta a desigualdade, o Brasil cai 19% no IDH”, explicou o economista. Segundo ele, para diminuir a desigualdade é preciso que os países tenham políticas públicas que promovam educação de qualidade e igualdade de oportunidades.

América Latina

O cálculo do indicador de desigualdade varia de acordo com o autor e as fontes e a base de dados utilizados, mas em geral o Brasil só fica em melhor posição do que o Haiti e a Bolívia na América Latina - o continente mais desigual do planeta, segundo o Pnud.

No mundo, a base de dados do Pnud mostra que o país é o décimo no ranking da desigualdade. Mas os dados levam em conta apenas 126 dos 195 países membros da ONU, e em alguns casos, especialmente na África subsaariana, a comparação é prejudicada por uma defasagem de quase 20 anos de diferença.


"Dez dos quinze países mais desiguais do mundo estão na América Latina e em função disso você tem uma medida de desigualdade 65% superior a medida de desigualdade dos países mais ricos", explicou Comim.

Na América Latina, o IDH diminui em média 19% se corrigido pelo grau de desigualdade (IDH-D)
A Nicaragua, por exemplo, perde 47%. A Bolivia perde 42% e Honduras, 38%. Chile, Argentina e Uruguai apresentaram as menores perdas.

Brasil permanece um dos mais desiguais do mundo, apesar de progresso, diz ONU

Apesar dos progressos sociais registrados no início da década passada, o Brasil continua entre os países mais desiguais do mundo, segundo atesta um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que será divulgado nesta sexta-feira (23).

O índice de Gini - medição do grau de desigualdade a partir da renda per capita - para o Brasil ficou em torno de 0,56 por volta de 2006 - quanto mais próximo de um, maior a desigualdade.

Isto apesar de o país ter elevado consideravelmente o seu índice de desenvolvimento humano - de 0,71 em 1990 para 0,81 em 2007 - e ter entrado no grupo dos países com alto índice neste quesito.

Piores indicadores

Na seleção de países mencionada no relatório do Pnud, os piores indicadores pela medição de Gini são Bolívia, Camarões e Madagascar (0,6) e Haiti, África do Sul e Tailândia (0,59). O Equador aparece empatado com o Brasil com um indicador de 0,56.

Colômbia, Jamaica, Paraguai e Honduras se alternam na mesma faixa do Brasil segundo as diferentes medições.

Desigualdade e mobilidade

O relatório foca no problema da desigualdade na América Latina, o continente mais desigual do mundo, segundo o Pnud. Dos 15 países onde a diferença entre ricos e pobres é maior, dez são latino-americanos.

Em média, os índices Gini para a região são 18% mais altos que os da África Subsaariana, 36% mais altos que os dos países do leste asiático e 65% mais altos que os dos países ricos.

Influência dos pais

O documento traça uma relação entre a desigualdade e baixa mobilidade social, caracterizada pelo círculo de aprisionamento social definido pela situação familiar de cada indivíduo.

No Brasil e no Peru, por exemplo, o nível de renda dos pais influencia a faixa de renda dos filhos em 58% e 60%, respectivamente.

No Chile, esse nível de pré-determinação é mais baixo, 52% - semelhante ao da Inglaterra (50%).

Já nos países nórdicos, assim como no Canadá, a influência da situação familiar sobre os indivíduos é de 19%. Alemanha, França e Estados Unidos (32%, 41% e 47%, respectivamente) se incluem a meio do caminho.

No campo educacional, os níveis de educação dos pais influenciam o dos filhos em 55% no Brasil e em 53% na Argentina. No Paraguai essa correlação é de 37%, com Uruguai e Panamá registrando 41%.

A influência da educação dos pais no sucesso educacional dos filhos é pelo menos duas vezes maior na América Latina que nos EUA, onde a correlação é 21%.

"Estudos realizados em países com altos níveis de renda mostram que a mobilidade educacional e o acesso à educação superior foram os elementos mais importantes na determinação da mobilidade socioeconômica entre gerações", afirma o relatório.

Solução para a América Latina

Para o Pnud, a saída para resolver o problema da desigualdade na América Latina passa por melhorar o acesso das populações aos serviços básicos - inclusive o acesso à educação superior de qualidade.

O relatório diz que programas sociais como o Bolsa Família, Bolsa Escola e iniciativas semelhantes na Colômbia, Equador, Honduras, México e Nicarágua representaram "um importante esforço para melhorar a incidência do gasto social" na América Latina, sem que isso tenha significado uma deterioração fiscal das contas públicas.

"No que diz respeito à distribuição (de renda), as políticas orientadas para o combate à pobreza e à proteção da população vulnerável promoveram, na prática, uma incidência mais progressiva do gasto social, que por sua vez resultou em uma melhor distribuição da renda."


Fontes: G1 - BBC

Diplomatas não acreditam que Lula possa ser secretário-geral da ONU

Palestinos lançaram "informalmente" a candidatura do presidente ao posto

Em entrevista à Record News, os diplomatas lorde Hannay e Alain Dejammet, britânico e francês, respectivamente, negaram a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser o próximo secretário-geral das Nações Unidas.

Durante sua visita o Oriente Médio, os palestinos lançaram "informalmente" a candidatura de Lula ao posto máximo na ONU. A notícia repercutiu. Os diplomatas ainda falaram sobre a presença brasileira no Haiti.



Fonte: R7 - Rede Record

ONU aponta quatro capitais brasileiras entre as mais desiguais do mundo

Goiânia, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília perdem só para três cidades da África do Sul

Goiânia, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília estão entre as cidades mais desiguais do mundo, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (19) pela ONU (Organização das Nações Unidas). As quatro cidades brasileiras ficam atrás apenas de Buffalo City, Joannesburgo e Ekurhuleni, todas na África do Sul.

Segundo o relatório, as cidades brasileiras apresentam um índice de desigualdade superior a 0.60. Esse índice, chamado Gini, vai de 0 a 1, sendo que 0 significa igualdade maior. Já as cidades da África do Sul têm um índice de 0.71. Outros destaques negativos são Bogotá, Barranquila e Cali, na Colômbia; Lagos, na Nigéria; Chiangmai e Udonthani, na Tailândia.

Entretanto, o estudo também mostra que as cidades brasileiras citadas têm um índice de água tratada e saneamento básico muito melhores que as cidades africanas.

A pesquisa mostra que a sensação de que os ricos estão ficando mais ricos é grande. Segundo a ONU, 59% dos latino-americanos, 69% dos asiáticos e 71% dos africanos, acham que as reformas urbanas servem aos interesses dos mais ricos.

Outro ponto a favor do Brasil é o fato de um grande número de cidades contribui para o PIB [produção de riquezas] do país, diferentemente do que acontece em lugares como a Coreia do Sul, Hungria e Bélgica. Já nos países emergentes, o estudo mostra que, em 2004, as cinco maiores cidades da Índia e da China respondiam por 15% do PIB dos países.

Fonte: R7

ONU vai rever estudos sobre aquecimento global após críticas

Órgão sofre pressão em razão de erros em pesquisas importantes sobre o clima

Himalaia - Relatório dizia que as geleiras do Himalaia iriam derreter até 2035 devido às mudanças climáticas; grupo dividiu Prêmio Nobel da Paz em 2007 com Al Gore/Getty Images

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, anunciou nesta quarta-feira (10) uma revisão independente do trabalho do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), após os erros detectados por especialistas em seus relatórios.

– Precisamos ter clara noção do que é que sabemos e também das incertezas. Temos que nos comunicar com transparência e debater com inteligência.

Criado há 20 anos e premiado com um Nobel da Paz, o IPCC publica a cada seis ou sete anos um boletim que serve de referência nas negociações internacionais sobre mudança climática. Mas, pouco antes da COP15, a cúpula da ONU sobre mudanças climáticas, ocorrida em dezembro passado na Dinamarca, explodiu um escândalo conhecido como "climagate".

Milhares de mensagens eletrônicas de cientistas prestigiados que colaboraram com o IPCC foram publicadas na internet. Algumas delas deram a entender que os autores ocultaram dados que contradiziam o aquecimento climático.

Como se não fosse pouco, em janeiro o IPCC admitiu um lamentável erro ao afirmar em seu último boletim (de 2007) que as geleiras do Himalaia se derretiam mais rápido que as outras do mundo e podiam "desaparecer até 2035, ou antes disso". O órgão admitiu que a previsão estava errada.

Ban disse que não há provas que refutem a principal conclusão do relatório do IPCC, a de que o homem "é responsável pelo aquecimento global". Ban também afirmou que o InterAcademy Council, um grupo que reúne várias comunidades científicas, vai fazer a revisão de forma "totalmente independente das Nações Unidas" – mas a organização vai financiar o novo estudo.

– Nada que tenha sido alegado ou revelado na mídia recentemente muda o consenso fundamental na questão da mudança climática.

Fontes: R7 - Efe

Relator da ONU descreve Coreia do Norte como 'imensa prisão'

Documento diz que violações dos direitos humanos no país que são "atrozes e horríveis"

Casal sul-coreano passa por foto de criança norte-coreana vítima da fome, durante exposição de ONG defensora direitos humanos, em Seul/8.dez.2008/AP

Vitit Muntarbhorn, relator especial da ONU para os direitos humanos na Coreia do Norte, descreveu o país como "uma imensa prisão", onde o regime impõe "o terror".

A análise está em um relatório que será examinado na próxima segunda-feira (15) pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra.

"O regime de Pyongyang (capital da Coreia do Norte) instaurou um estado de terror generalizado, criando um Estado prisão onde o povo é exposto a abusos horrendos", afirma o relatório de Muntarbhorn.

No documento, o jurista tailandês pede ao Conselho de Segurança da ONU e ao Tribunal Penal Internacional (TPI) que atuem para combater a impunidade dos autores de ações que podem constituir crimes contra a humanidade.

"Há muitos tipos de violações dos direitos humanos que são simultaneamente atrozes e horríveis", destaca o especialista, que acusa o regime norte-coreano de "garantir a sobrevivência sacrificando o povo".

Muntarbhorn pede às autoridades do país que estabeleçam imediatamente um sistema equitativo de distribuição de alimentos e que ponham fim às execuções, às violências físicas e às violações dos direitos civis.

"Não há nenhum freio aos métodos utilizados para criar medo na população, que vão das execuções públicas à tortura, passando pelos castigos coletivos e os maus-tratos a mulheres e crianças", denuncia o jurista, destacando a onipresente vigilância da população.

O regime norte-coreano se nega a colaborar com Muntarbhorn, que não pôde visitar o país e elaborou o documento com base em testemunhos de pessoas que escaparam da Coreia do Norte.

Fonte: 7- AFP

EUA consideram relatório da ONU sobre Gaza anti-israelense

Representante americano no Conselho de Direitos Humanos julgou o documento "profundamente pacial e fraco"


GENEBRA - Os EUA, novo membro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, rejeitaram nesta terça-feira, 29, o relatório apresentado pela missão investigadora do órgão sobre a ofensiva israelense contra Gaza, em janeiro, por considerá-lo parcial e anti-israelense.

Sarkozy quer o Brasil na ONU

França defende inclusão do Brasil no Conselho de Segurança da ONU

O presidente francês Nicolas Sarkozy disse nesta segunda-feira que considera uma questão "de justiça" que o Brasil ocupe uma vaga permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para o presidente da França, deve haver reformas na ONU para permitir uma maior participação dos países em desenvolvimento, como o Brasil, nas decisões tomadas pela cúpula mundial.

"Representamos 85% do PIB mundial, mas as instâncias nas nações Unidas devem se reformar ou correm o risco de perder a sua legitimidade. As Nações Unidas devem se reformar. Estamos no século XXI, não podemos considerar normal que a África não tenha um membro permanente no Conselho de Segurança de Segurança. Também não acredito que, no café da manhã do G-8, não possamos convidar o Brasil. Isso é perigoso", disse Sarkozy.

O discurso foi acompanhado pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, deve haver participação de países pobres em discussões mundiais, como na cúpula do G-20. "O mundo não pode esquecer o que aconteceu no ano passado. A lógica de que o mercado ia resolver tudo, faliu. O estado não pode abrir mão de ser o indutor. Tivemos que induzir mais dinheiro na produção. Se não existe o estado, as coisas não funcionam com a facilidade que alguns imaginavam que iam funcionar. Vamos cobrar que cada país faça sua parte para que a crise não resulte no sofrimento dos mais pobres", afirmou.

Conselho de Segurança da ONU


O Conselho de Segurança é o órgão mais poderoso da Organização das Nações Unidas (ONU). Sua reformulação tem sido tema de diversas discussões nos últimos anos, já que, desde 2005, um relatório propõe a entrada de novos membros no seleto grupo de cinco nações. Recentemente, a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou por unanimidade a convocação de negociações inter-governamentais para expandir a instância. As reuniões já têm data para começar: 28 de fevereiro de 2009. O Brasil é um dos maiores interessados em conquistar um assento permanente no colegiado. Entenda o funcionamento do Conselho de Segurança e saiba quais os benefícios do eventual ingresso para o país.

1. Afinal, o que é o Conselho de Segurança da ONU?
2. Qual é a função dele?
3. Quais são os atuais países-membros?
4. Em que circunstâncias e freqüência ele se reúne?
5. O que é exigido de uma nação para que ela faça parte do Conselho?
6. Como são aprovadas as resoluções do Conselho?
7. Qual a necessidade de uma reformulação do grupo?
8. Quais nações pleiteiam uma vaga, em uma eventual reformulação?
9. Qual é a posição dos países-membros frente à ampliação Conselho?
10. Como se dá a disputa por um assento entre os não-membros?
11. Como é feita a votação para que um novo membro seja aceito?
12. O que o Brasil tem feito para conseguir um assento no grupo?
13. Quais os benefícios ao país, caso consiga uma cadeira?
14. Quais são as reais chances de novos membros serem aceitos?

1. Afinal, o que é o Conselho de Segurança da ONU?

O Conselho de Segurança das Nações Unidas é a instância da ONU com responsabilidade sobre a segurança mundial. É o único órgão capaz de aprovar resoluções mandatórias sobre confrontos internacionais.

2. Qual é a função dele?

O principal objetivo do Conselho é propor resoluções para os conflitos e guerras internacionais. Para isso, ele pode autorizar uma intervenção militar ou enviar missões de paz para regiões que julgue necessário. Outro papel fundamental e freqüentemente exercido é a aplicação de sanções de ordem econômica contra países que, no entender do Conselho, violem leis, acordos ou princípios internacionalmente aceitos.

3. Quais são os atuais países-membros?

O Conselho de Segurança é composto por cinco membros permanentes. São eles: Estados Unidos, China, Reino Unido, França e Rússia. Outros dez países são membros rotativos, com mandato de dois anos e sem direito à reeleição. O voto das nações com lugar cativo na comissão, porém, têm um valor maior em comparação ao de membros temporários, como se verá na questão 6.

4. Em que circunstâncias e freqüência ele se reúne?

Sempre que há um conflito de grandes proporções, o órgão é requisitado a tomar medidas. Primeiramente, ele recomenda que as partes envolvidas cheguem a um acordo. Caso isso não ocorra, o Conselho tenta uma intermediação, estabelecendo os princípios do acordo ou enviando tropas de paz para a região. Além disso, nações envolvidas em conflitos podem solicitar uma reunião oficial do colegiado da ONU. Vale ressaltar que, para a convocação de uma sessão informal do Conselho, não é necessário que todos os seus membros estejam de acordo. As reuniões também não precisam necessariamente ocorrer na sede da ONU, em Nova York.

5. O que é exigido de uma nação para que ela faça parte do Conselho?

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança são aqueles considerados vencedores da II Guerra Mundial (1939-1945) e que lutaram como aliados contra o eixo formado por Alemanha, Japão e Itália. Ao final do conflito, Estados Unidos, União Soviética (substituída pela Rússia), China, Reino Unido e França assinaram a Carta das Nações, em São Francisco, e se tornaram membros fixos do grupo. Diversas propostas tentam estabelecer um critério para a escolha das nações que, eventualmente, virão a ocupar outros assentos permanentes. Uma delas consiste em acrescentar ao colegiado dois países industrializados e três em desenvolvimento, além de um da África, um da Ásia e outro da América Latina. Outra idéia é atribuir vagas permanentes relativas a regiões do globo - essas, porém, seriam ocupadas por nações de forma rotativa.

6. Como são aprovadas as resoluções do Conselho?

Para que uma resolução seja aprovada pelo Conselho, é necessário que ela obtenha o apoio dos cinco membros permanentes e ao menos de mais quatro nações que ocupam temporariamente a comissão. Fica claro, assim, que um voto negativo de um dos membros permanentes configura veto à resolução. No entanto, a abstenção de um membro permanente, por exemplo, não dá direito a veto.

7. Qual a necessidade de uma reformulação do grupo?

Existe um consenso de que a composição do Conselho de Segurança já não reflete fielmente a realidade econômica e política dos diversos membros da ONU. Em 1993, um grupo recebeu a tarefa de desenvolver um plano para ampliar o órgão e trabalhar para que as medidas para essa expansão entrassem em vigor. No entanto, o comitê funcionava na base do consenso, o que dificultou resoluções efetivas devido à discordância entre membros-chave, como Itália e Alemanha. Até agora, os países concordam que o número de participantes deve aumentar e, para isso, apresentaram várias propostas. Diplomatas descreveram o fato como "histórico", dizendo que isso aumenta a possibilidade de o Conselho se tornar maior e mais representativo no século XXI.

8. Quais nações pleiteiam uma vaga, em uma eventual reformulação?

Uma proposta recente - que, segundo os diplomatas, tem amplo apoio dos estados-membros - seria a adição de sete novas cadeiras ao Conselho de Segurança. Entre os candidatos, estão Brasil, Japão, Alemanha, Índia e uma nação africana ainda a ser escolhida.

9. Qual é a posição dos países-membros frente à ampliação Conselho?

Os Estados Unidos, por exemplo, acham que a expansão só deve ser cogitada após outras reformas na ONU e também expressam insatisfação com as aspirações da Alemanha. É uma resposta da administração do presidente George W. Bush à oposição alemã à invasão americana do Iraque, em 2003. A China , por sua vez, não admite a idéia de conceder ao Japão o status de potência regional. Pequim planeja ser a potência hegemônica na Ásia e não quer a concorrência dos japoneses.

10. Como se dá a disputa por um assento entre os não-membros?

Também há divisões. A ascensão da Índia, por exemplo, não é aceita pelo Paquistão, seu vizinho, e a Itália não entende por que o lugar seria da Alemanha e não dela própria. Por fim, México e Argentina se opõem à pretensão brasileira - seguindo a mesma ciumeira regional de asiáticos e europeus.

11. Como é feita a votação para que um novo membro seja aceito?

Para que a reforma no Conselho de Segurança seja aprovada e, enfim, novos membros entrem no grupo, é necessária a aprovação de dois terços dos 192 estados-membros que constituem a ONU. Isso significa a provação de 128 nações.

12. O que o Brasil tem feito para conseguir um assento no grupo?

O país se apresenta como o candidato mais qualificado para representar a América Latina, já que possui o maior território e a maior população da região. A justificativa é também utilizada pela Alemanha, Índia e Japão, que afirmam ser representantes naturais de suas regiões devido às dimensões de suas economias, territórios e população. A partir daí, o governo brasileiro, em conjunto com o chamado G-4, apresentou à Organização das Nações Unidas a proposta de criar seis ou sete novas vagas para membros permanentes do Conselho, e se candidatou para uma delas. Em 2005, o Brasil manteve sua candidatura, mas abriu mão do direito a veto pelos primeiros quinze anos caso fosse escolhido.

13. Quais os benefícios ao país, caso consiga uma cadeira?

O que motiva o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) a buscar uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU é o prestígio internacional que isso daria ao país. Entrar para esse clube significaria aumentar seu peso como interlocutor nas questões globais. A indicação para membro permanente do Conselho confirmaria também a posição de líder regional do país e daria ao Itamaraty mais força e visibilidade no exterior.

14. Quais são as reais chances de novos membros serem aceitos?

Mesmo se as negociações inter-governamentais propostas pela ONU chegarem a um acordo, o processo de ratificação da decisão provavelmente levará anos e não há garantias de que ele será bem-sucedido.

Fonte: Revista Veja

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