Casal sul-coreano passa por foto de criança norte-coreana vítima da fome, durante exposição de ONG defensora direitos humanos, em Seul/8.dez.2008/APVitit Muntarbhorn, relator especial da ONU para os direitos humanos na Coreia do Norte, descreveu o país como "uma imensa prisão", onde o regime impõe "o terror".
A análise está em um relatório que será examinado na próxima segunda-feira (15) pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra.
"O regime de Pyongyang (capital da Coreia do Norte) instaurou um estado de terror generalizado, criando um Estado prisão onde o povo é exposto a abusos horrendos", afirma o relatório de Muntarbhorn.
No documento, o jurista tailandês pede ao Conselho de Segurança da ONU e ao Tribunal Penal Internacional (TPI) que atuem para combater a impunidade dos autores de ações que podem constituir crimes contra a humanidade.
"Há muitos tipos de violações dos direitos humanos que são simultaneamente atrozes e horríveis", destaca o especialista, que acusa o regime norte-coreano de "garantir a sobrevivência sacrificando o povo".
Muntarbhorn pede às autoridades do país que estabeleçam imediatamente um sistema equitativo de distribuição de alimentos e que ponham fim às execuções, às violências físicas e às violações dos direitos civis.
"Não há nenhum freio aos métodos utilizados para criar medo na população, que vão das execuções públicas à tortura, passando pelos castigos coletivos e os maus-tratos a mulheres e crianças", denuncia o jurista, destacando a onipresente vigilância da população.
O regime norte-coreano se nega a colaborar com Muntarbhorn, que não pôde visitar o país e elaborou o documento com base em testemunhos de pessoas que escaparam da Coreia do Norte.
Fonte: 7- AFP
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