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EUA não se intimidarão após ataque frustrado em Nova York, diz Obama

Presidente garantiu que será feita justiça na apuração do caso. Homem tentou explodir carro-bomba em Times Square no fim de semana.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta terça-feira (4) que os EUA não vão ficar intimidados, em uma referência à tentativa frustrada de explodir um carro-bomba em Times Square, Nova York, durante o fim de semana.

O presidente afirmou que as investigações em curso vão determinar se o principal suspeito do caso, já preso, tem ligações com grupos extremistas estrangeiros. Ele admitiu participação e será processado por terrorismo e tentativa de uso de arma de destruição em massa, informou o secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder.

O democrata afirmou que "justiça será feita" no caso e garantiu que os EUA não ficarão intimidades. "Não vamos ficar acuados pelo medo", disse.

Agentes do FBI recolhem provas nesta terça-feira (4) em casa em Briggeport, no estado americano de Connecticut, que poderia ter relação com a tentativa de atentado em Times Square. (Foto: AP)



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Fontes: G1- Agências

Acusado de ataque frustrado em NY admite ter sido treinado no Paquistão

Faisal Shahzad foi processado por cinco acusações, segundo documentos. Ele foi preso na véspera, quando tentava deixar os EUA de avião.


O paquistanês naturalizado americano Faisal Shahzad foi processado nesta terça-feira (4) por cinco acusações por conta do atentado frustrado em Times Squares. Entre elas, está a de tentar usar uma arma de destruição em massa.

Shahzad, de 30 anos, admitiu ter recebido treinamento em fabricação de bombas no Waziristão, região do Paquistão.

Ele havia voltado do país em fevereiro, depois de ter passado cinco meses visitando seus pais, segundo documentos judiciais. Ele admitiu às autoridades que tentou detonar a bomba na região central de Nova York.

Shahzad havia sido preso na véspera, suspeito de ter estacionado um carro-bomba que não explodiu em Times Square, em Nova York, no sábado.

O secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, disse que Shahzad foi interrogado, admitiu envolvimento no caso e repassou às autoridades informações úteis na investigação do caso.

Faisal Shahzad, de 30 anos, foi detido às 23h45 (0h45 de Brasília) de terça-feira, afirmou um comunicado da procuradoria de Nova York.

O suspeito, em foto publicada em seu perfil do Orkut e reconhecida por vizinhos. (Foto: AP)

O carro-bomba potencialmente mortífero foi desativado no sábado na própria Times Square,

A prisão da noite de segunda-feira foi resultado de uma operação de busca do suspeito, identificado horas antes pelas autoridades graças a informações fornecidas pelo vendedor do veículo e ao exame minucioso do carro, que ficou intacto sem a detonação do dispositivo.


Especialista examina interior do Nissan Pathfinder, deixado com explosivos no sábado (1º), em Times Square, no Centro de Nova York. (Foto: Reuters)

Preso suspeito de envolvimento com carro-bomba deixado em NY, diz FBI

EUA prendem suposto terrorista por tentativa de atentado em NY

Um cidadão paquistanês naturalizado norte-americano foi detido na noite de segunda-feira (3) quando tentava fugir dos Estados Unidos e será formalmente indiciado nesta terça-feira diante de um juiz federal, acusado pelo atentado frustrado com um carro-bomba em Times Square no sábado passado.

Faisal Shahzad foi detido às 23h45 (0h45 de Brasília, terça-feira, afirma um comunicado da procuradoria de Nova York.

"Agentes do FBI e do departamento de polícia de Nova York prenderam Shahazad por ter supostamente dirigido um carro-bomba até Times Square no fim da tarde de 1º de maio", completa a nota.

O carro-bomba potencialmente mortífero foi desativado no sábado na própria Times Square, centro da cidade, que tinha grande movimento.

"Shahzad, cidadão naturalizado americano nascido no Paquistão, foi detido no aeroporto John F. Kennedy depois de ser identificado pelo Departamento de Segurança Nacional, pela Alfândega e pela Guarda de Fronteiras, no momento em que tentava embarcar em um avião com destino a Dubai", completa o comunicado.

Em Washington, o secretário de Justiça Eric Holder anunciou a detenção e afirmou que a investigação prossegue, perseguindo várias pistas.

"Mas está claro que a intenção por trás deste ato terrorista era matar americanos", declarou Holder.

A prisão da noite de segunda-feira foi resultado de uma operação de busca dos suspeito, identificado horas antes pelas autoridades graças a informações fornecidas pelo vendedor do veículo e ao exame minucioso do carro, que ficou intacto sem a detonação do dispositivo.

O suspeito teria comprado o Nissan Pathfinder verde em Bridgeport, ao nordeste do estado de Nova York, nas últimas três semanas.

Segundo a imprensa americana, Shahzad pagou a compra em dinheiro, sem deixar rastros nem documentos assinados. Além disso, ele teria visitado recentemente o país de origem.

De acordo com fontes da investigação, o suspeito teria comprado a caminhonete por menos de 2.000 dólares, por meio da rede Craigslist, de classificados na internet.

As autoridades também procuram um homem branco de meia idade visto em um vídeo gravado perto do carro-bomba, mas explicaram que o consideram uma "pessoa de interesse" e não um "suspeito".

O homem foi filmado trocando de camisa por uma das 82 câmeras de vigilância policial antes da divulgação do alerta e da retirada dos milhares de turistas presentes em Times Square, próxima da Broadway.

A polícia encontrou no veículo dispositivos de fogos de artifício, tanques de propano, gasolina, fertilizante e dois relógios.

Os motivos da falha do detonador ainda não foram esclarecidos, depois que a caminhonete pegou fogo parcialmente, mas segundo especialistas o dispositivo parece ter sido bastante improvisado e obra de alguém com pouca experiência.

O fertilizante estava em uma caixa de metal. Outro tipo de fertilizante pode ser usado em explosivos similares ao utilizado por Thimothy McVeigh no atentado da cidade de Oklahoma em abril de 1995, que matou 168 pessoas. Mas as autoridades afirmaram que a substância neste caso não era explosiva.

A polícia informou, no entanto, que se a bomba tivesse explodido teria criado uma "significativa bola de fogo" capaz de matar várias pessoas.

Um vendedor de rua, veterano da guerra do Vietnã e agora transformado em herói nacional pela imprensa americana, percebeu a fumaça saindo do veículo e sentiu o cheiro de pólvora, antes de avisar a polícia.

Nova York está em alerta terrorista desde os atentados de 11 de setembro de 2001. O grupo talibã paquistanês Tehrik-e-Taliban reivindicou o ataque frustrado de sábado.

Especialista examina interior do Nissan Pathfinder, deixado com explosivos no sábado (1º), em Times Square, no Centro de Nova York. (Foto: Reuters)

Investigação

A linha de investigação do FBI, a polícia federal americana, começou no rastreamento do carro-bomba, registrado em nome de uma pessoa que havia anunciado o carro em vários sites da internet.

O veículo foi comprado em dinheiro, por R$ 3.100 (US$ 1.800), mas o novo proprietário não fez a transferência dos documentos. O antigo dono do carro disse ainda que o comprador parecia ser de origem árabe ou latina, mas que não se lembrava do nome do comprador.

Agentes federais chegaram ao nome de Faisal Shahzad por meio de investigações ainda não detalhadas e detiveram o homem no aeroporto local.

As autoridades ainda investigam o envolvimento de outras pessoas ou grupos terroristas no incidente. O suspeito teria sido filmado e identificado por intermédio de imagens de um circuito de segurança próximo ao ponto onde o carro-bomba foi deixado pelo suspeito.

O único grupo terrorista a assumir a participação no caso do carro-bomba foi o islâmico Tehreek-e-Taleban, baseado no Paquistão, segundo informações da agência France Press. A polícia dos EUA informou, no entanto, que não é possível comprovar a responsabilidade do Taleban paquistanês no caso.

O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, disse que, mesmo com a prisão do suspeito, a investigação da tentativa de atentado continua.


- Continuaremos atrás de muitas pistas. Está claro que a intenção deles era matar americanos.



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Fontes: G1- R7- Efe

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