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'É preciso ir além da pressão pela libertação dos cubanos', diz HRW

Leis, julgamentos e forças de segurança são as raízes do sistema repressivo, diz pesquisador


SÃO PAULO - A decisão do governo de Cuba de libertar 52 presos políticos pode ser considerada como um passo positivo, mas não é o bastante para que a situação dos direitos humanos no país seja avaliada como melhor, disse em entrevista ao estadão, Nik Steinberg, pesquisador das Américas da ONG de direitos humanos Human Rights Watch (HRW).

Steinberg afirma que as detenções são apenas a vertente mais conhecida do sistema de repressão cubano. Segundo ele, o governo cubano tem diversas formas para reprimir os dissidentes além das detenções, como "ameaças, espancamentos, atos públicos de humilhação e a imposição de restrições de viagens".

Por isso, analisa, as libertações anunciadas por Cuba no fim da semana passada são positivas para os prisioneiros libertados, mas não representam nenhuma mudança significativa na situação dos dissidentes ainda ativos no país. "As leis e julgamentos de Cuba continuam vigentes, e o governo continuará a encher as celas das prisões com os cubanos que ousarem exercer seus direitos básicos", diz.

Segundo Steinberg, a pressão não deve ser feita apenas na forma de pedidos de libertação, mas ser direcionada às raízes da política repressiva do regime dos irmãos Fidel e Raúl Castro. "A comunidade internacional precisa pressionar Cuba a ir além da libertação periódica de dissidentes e em vez disso acabar com as leis, com os julgamentos e com as forças de segurança que os colocam na prisão", avalia.

A decisão de Cuba de soltar os 52 presos políticos remanescentes do grupo de 75 que foram detidos em 2003, no episódio que ficou conhecido como Primavera Negra, foi tomada em um acordo com o Arcebispado de Havana e com o governo da Espanha, que está abrigando os libertados.

Steinberg lembrou que, anteriormente, pressões de líderes políticos, civis e religiosos sobre o governo cubano levaram à libertação de alguns presos políticos. "O reverendo americano Jesse Jackson convenceu Fidel Castro a soltar 26 presos políticos em 1984 e mais de cem dissidentes detidos foram soltos em 1998, quando o então papa João Paulo II visitou o país", recorda.

O pesquisador, porém, lembra também que nos poucos momentos em que libertou presos políticos, o governo de Raúl Castro os forçou a escolher entre ficar na prisão ou o exílio na Espanha, "o que fundamentalmente viola os direitos básicos dos cidadãos cubanos". "A HRW recomenda que todos os prisioneiros, incluindo aqueles do grupo dos 75, sejam soltos incondicionalmente ou tenham permissão para viver em Cuba com suas famílias", conclui.

Até esta quinta-feira, 15, já haviam sido enviados para o exílio na Espanha 11 prisioneiros de consciência. Havana havia informado que 20 dos 52 cuja libertação foi prometida seriam soltos em poucos dias, enquanto o resto seria libertado em até quatro meses. Até o momento, porém, só foram soltos os que concordaram viver no exílio, oferecido por Madri.


Fonte: O ESTADO DE S PAULO/João Coscell

Libertação inicia 'nova etapa' em Cuba, dizem dissidentes na Espanha

Sete presos políticos soltos na véspera pelo castrismochegaram a Madri. Luta continua no exílio, segundo eles.

Os sete dissidentes cubanos que chegaram nesta terça-feira (13) a Madri após terem sido libertados na véspera pelo governo de Cuba disseram que sua soltura é "o começo de uma nova etapa" para o futuro da ilha.

Ricardo González Alfonso, um dos libertados, disse em nome de seus companheiros que o exilio é "um prolongamento da luta".

"Esperamos que aqueles que ainda estão em Cuba possam ter a oportunidade de desfrutar dessa mesma liberdade", continuou.

"Não nos consideramos manipulados", declarou Ricardo Gonzalez, de 60 anos, o mais conhecido dos setes por ter sido o correspondente clandestino da ONG francesa Repórteres sem Fronteira.

"A palavra mudança começa com a liberdade, não somente a libertação dos nossos companheiros, mas também aquela de todos os cidadãos cubanos (...). Para nós, o exílio é a prolongação de nossa luta. Somos o caminho que pode conduzir à mudança em Cuba," acrescentou.

Cansados, mas sorridentes, os sete dissidentes fizeram o "V" de vitória, com os braços levantados, no final da breve coletiva de imprensa.

Eles, em seguida, foram levados pelas autoridades espanholas, junto dos 33 membros de suas famílias que viajaram para reencontrá-los na noite de segunda-feira em Havana depois de sete anos de separação.

Os sete ex-presos políticos são os primeiros de um grupo de 52 que vão ser libertados após acordo com o regime castrista, mediado pela Igreja Católica.

Dissidentes cubanos acenam para jornalistas ao chegarem ao aeroporto de Barajas, em Madri, nesta terça-feira (13). (Foto: AFP)

Eles foram soltos na noite da véspera. Seis dissidentes foram colocados em um voo da Air Europe com destino à Espanha, junto com suas famílias. Um sétimo opositor viajou já na madrugada da terça em um voo da companhia Iberia.

Pablo Pacheco, José Luis García Paneque, Léster González, Antonio Villarreal, Julio César Gálvez, Omar Ruíz e Ricardo González formam o primeiro grupo a ganhar liberdade após terem sido presos em 2003.

No total, serão soltos 52 prisioneiros em até quatro meses.

A libertação dos prisioneiros é a maior em solo cubano desde o encontro entre o ex-presidente Fidel Castro e o Papa João Paulo II, em 1998, quando 100 opositores ganharam liberdade.


Fontes: G1 - Agências

Primeiro grupo de presos embarca em Havana rumo à Espanha

Sete dos 20 detidos por Fidel Castro aceitaram ir para Madri após libertação

Os primeiros sete dos 20 presos políticos com libertação programada que aceitaram deixar Cuba já estão no avião que os levará de Havana para a Espanha, como informou à Agência Efe, Omar Ruiz, um dos dissidentes soltos.

Por telefone, o dissidente confirmou que ele, a mulher e o filho, além dos outros seis presos com seus parentes, estão no aeroporto José Martí, em Havana. Todos embarcaram num voo da Air Europa rumo a Madri.

Pablo Pacheco, Omar Ruiz, Antonio Villarreal, Julio César Gálvez, José Luis García Paneque, Léster González e Ricardo González foram os primeiros sete presos políticos a serem libertados e a viajar à Espanha, dos 52 que o Governo Raúl Castro se comprometeu a soltar em um prazo máximo de cinco meses.

Esses 52 presos políticos são os membros do grupo de 75 condenados na chamada Primavera Negra, em 2003, que ainda estão reclusos em Cuba. O Governo da Espanha se mostrou disposto a receber os 52 presos, que podem ir depois para outro país se assim desejarem.

Omar Ruiz, por exemplo, explicou à Efe que a família de sua mulher mora nos Estados Unidos e não descarta viajar depois a esse país.

Comentário

A ditadura cubana quando liberta presos é para enviar ao exílio. Regime nojento.

Fontes: R7 - Efe

Presos políticos cubanos e familiares seguem sem notícias sobre libertação

Depois da confirmação da libertação de 52 presos, familiares não receberam mais informações

HAVANA- Os cinco presos políticos cubanos que serão libertados em breve e suas famílias seguem à espera de notícias sobre como e quando irão acontecer as libertações. Consultados pela Agência Efe, os familiares dos presos afirmaram que depois da confirmação da libertação não receberam mais informações.

A alegria com o anúncio deu lugar à angústia da espera. É o caso da família de Lester González Pentón, que se reuniu em sua casa na cidade de Santa Clara, 270 quilômetros ao leste de Havana, para aguardar novas informações.


"Estamos desesperados. Esta situação é insuportável", disse à Efe Mireya Pentón, mãe de González Pentón, que com 33 anos é o preso mais jovem do chamado "Grupo dos 75", os opositores que foram condenados a penas de até 28 anos na onda repressiva de 2003 conhecida como a "Primavera Negra".

O governo de Raúl Castro se comprometeu a libertar os presos deste grupo que ainda estão na prisão, um total de 52, de forma gradual e em um prazo máximo de quatro meses.

A decisão faz parte do diálogo aberto com a Igreja Católica da ilha e é apoiada pelo governo da Espanha, um processo que o ministro de Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, acompanhou na visita que fez esta semana a Cuba.

Lester González Pentón, Antonio Villarreal, José Luis García Paneque, Luis Milán Fernández e Pablo Pacheco serão os primeiros presos a sair da prisão após terem aceitado deixar a ilha e viajar para a Espanha, consultados por telefone pelo cardeal Jaime Ortega, o principal interlocutor da Igreja com o regime cubano neste processo.

A Espanha aceitou a "proposta" do governo de Raúl Castro de receber os 52 opositores e a suas famílias, segundo informou Moratinos na quinta-feira em Havana horas antes de finalizar sua viagem a Cuba.

Fontes do governo espanhol disseram que os cinco primeiros presos poderiam chegar ao país no começo da próxima semana, e ressaltaram que eles não devem viajar como asilados políticos, mas sim com o estatuto de imigrantes, por isso poderão retornar, embora precisem de autorização.

Seus familiares também poderão deixar Cuba e manterão suas propriedades, ou seja, não haverá expropriações.

No caso de Lester González, toda sua família irá para Espanha: sua esposa, sua mãe, seu padrasto e suas duas irmãs com seus respectivos maridos e filhos.

Enquanto os presos e seus familiares esperam notícias, o dissidente Guillermo Farinãs começou nesta sexta-feira a ingerir sucos, sopas e gelatina, um dia depois de anunciar sua decisão de abandonar a greve de fome que manteve durante mais de quatro meses para pedir a liberdade de presos políticos doentes.

Alicia Hernández, mãe de Farinãs, explicou à Efe que a equipe médica que atende seu filho no hospital de Santa Clara, onde ele está internado desde o dia 11 de março, decidiu incorporar estes alimentos à dieta nesta sexta depois que o jornalista voltou ontem a beber água.

Os especialistas devem acompanhar como Farinãs tolera esta dieta antes de passar à alimentação sólida. O dissidente permanecerá hospitalizado até que seu estado de saúde, que continua crítico, se normalize.

Hernández comentou que seu filho passou uma noite ruim devido as dores de um hematoma que apresenta na coxa, apesar do especialista que o examinou esta manhã não ter visto nada de grave na área.

Farinãs anunciou na quinta-feira a suspensão de seu protesto perante as libertações anunciadas pelo regime cubano.

Regime cubano inicia procedimentos migratórios dos presos

Presos políticos cubanos do total de 17 que vão emigrar para a Espanha estão reunidos numa penitenciária e, suas famílias, em uma unidade militar de Havana, à espera de poder reunir-se com eles no aeroporto e viajar logo para Madri, informou neste domingo (11) o líder dissidente Elizardo Sánchez.

As autoridades começaram neste sábado (10) a transferir os presos de vários locais da Ilha Combinado del Este, em Havana, para a realização de exames médicos e dos trâmites migratórios.

Familiares de pelo menos cinco presos estão numa unidade militar do Ministério do Interior, em San Antonio de los Baños, sudoeste da capital, e em outras dependências do governo, para os procedimentos migratórios.

Os presos libertados vão começar a chegar a Madri nesta segunda-feira (12), segundo fontes diplomáticas de Havana.

Comentário

Nas verdade, a ditadura cubana está enviando os presos libertados ao exílio forçado.


Fontes: O ESTADO DE S PAULO - R7- AFP - Efe

Veja lista dos 64 presos políticos que seguem em poder do regime castrista

Eles foram acusados de traição

SÃO PAULO - A reportagem do Estado obteve a lista dos 64 presos políticos que continuam detidos pelo regime cubano. A maior parte destes dissidentes foi presa em 2003 em uma onda de repressão desencadeada pelo regime de Fidel Castro. As penas variam entre 10 e 27 anos.

À época, eles foram acusados de trair a pátria a serviço dos EUA. A lista foi divulgada pela ilegal, porém tolerada, Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, ligada à oposição.

1.- Nelson Alberto AGUIAR RAMÍREZ
2.- Pedro ARGÜELLES MORÁN- Pre
3.- Víctor Rolando ARROYO CARMONA
4.- Mijail BARZAGA LUGO
5.- Oscar Elías BISCET GONZÁLEZ
6.- Margarito BROCHE ESPINOSA
7.- Marcelo CANO RODRÍGUEZ
8.- Juan Roberto DE MIRANDA HERNÁNDEZ
9.- Carmelo DÍAZ FERNÁNDEZ
10- Eduardo DÍAZ FLEITAS
11- Antonio Ramón DÍAZ SÁNCHEZ
12- Alfredo DOMÍNGUEZ BATISTA
13- Oscar Manuel ESPINOSA CHEPE
14- Alfredo FELIPE FUENTES
15- Efrén FERNÁNDEZ FERNÁNDEZ
16- Juan Adolfo FERNÁNDEZ SAINZ
17- José Daniel FERRER GARCÍA
18- Luis Enrique FERRER GARCÍA
19- Orlando FUNDORA ÁLVAREZ
20- Próspero GAINZA AGÜERO
21- Miguel GALVÁN GUTIÉRREZ
22- Julio César GÁLVEZ RODRÍGUEZ
23- José Luis GARCÍA PANEQUE
24- Ricardo Severino GONZÁLEZ ALFONSO
25- Diosdado GONZÁLEZ MARRERO
26- Léster GONZÁLEZ PENTÓN
27- Jorge Luis GONZÁLEZ TANQUERO
28- Leonel GRAVE DE PERALTA ALMENARES
29- Iván HERNÁNDEZ CARRILLO
30- Normando HERNÁNDEZ GONZÁLEZ
31- Juan Carlos HERRERA ACOSTA
32- Regis IGLESIAS RAMÍREZ
33- José Ubaldo IZQUIERDO HERNÁNDEZ
34- Rolando JIMÉNEZ POZADA
35- Librado Ricardo LINARES GARCÍA
36- Marcelo Manuel LÓPEZ BAÑOBRE
37- Héctor Fernando MASEDA GUTIÉRREZ
38- José Miguel MARTÍNEZ HERNÁNDEZ
39- Luis MILÁN FERNÁNDEZ
40- Nelson MOLINET ESPINO
41- Ángel Juan MOYA ACOSTA
42- Jesús MUSTAFÁ FELIPE
43- Félix NAVARRO RODRÍGUEZ
44- Jorge OLIVERA CASTILLO
45- Pablo PACHECO ÁVILA
46- Héctor PALACIOS RUIZ
47- Arturo PÉREZ DE ALEJO RODRÍGUEZ
48- Horacio Julio PIÑA BORREGO
49- Fabio PRIETO LLORENTE
50- Alfredo Manuel PULIDO LÓPEZ
51- Arnaldo RAMOS LAUZERIQUE
52- Blas Giraldo REYES RODRÍGUEZ
53- Alexis RODRÍGUEZ FERNÁNDEZ
54- Omar RODRÍGUEZ SALUDES
55- Marta Beatriz ROQUE CABELLO
56- Omar Moisés RUIZ HERNÁNDEZ
57- Claro SÁNCHEZ ALTARRIBA
58- Ariel SIGLER AMAYA
59- Guido SIGLER AMAYA
60- Ricardo SILVA GUAL
61- Fidel SUÁREZ CRUZ
62- Manuel UBALS GONZÁLEZ
63- Héctor Raúl VALLE HERNÁNDEZ
64- Antonio Augusto VILLAREAL ACOSTA
65- Orlando ZAPATA TAMAYO (Morto em fevereiro, após greve de fome de 85 dias)

Fonte: O ESTADO

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