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Transmissão de energia no Brasil depende de 89,2 mil km de linhas

Rede com 900 mil linhas é operada por 64 concessionárias. Saiba o que é geração, transmissão e distribuição de energia.

O Brasil tem estruturado um Sistema Interligado Nacional (SIN), que inclui o conjunto de instalações para geração e toda a infraestrutura de transmissão de energia elétrica que abrange a maior parte do território nacional: as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte da Norte. Há também os chamados Sistemas Isolados, conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica não conectados ao SIN. A maioria dos Sistemas Isolados fica na região amazônica.

Todos os sistemas elétricos são compostos por três fases principais: geração, transmissão e distribuição. Entenda em que consiste cada etapa e veja infográfico abaixo:

GERAÇÃO

Na fase de geração, a energia elétrica é produzida pelo aproveitamento de diversos recursos naturais. Água, gás natural, carvão, derivados de petróleo, biomassa, vento e irradiação solar, entre outros, são empregados para movimentar as turbinas e dar origem à energia elétrica.

No caso da geração hidrelétrica, a mais importante na matriz brasileira, uma instalação (usina) faz com que a energia potencial e cinética da água seja transformada em energia elétrica. A unidade geradora pode ser do tipo fio de água, sem represa, ou de regulação, com represa. No caso de uma central nuclear, a energia libertada a partir de combustível nuclear é convertida em energia elétrica. Nas centrais térmicas, a instalação converte a energia química, contida em combustíveis fósseis, sólidos, líquidos ou gasosos, em energia elétrica.

TRANSMISSÃO

A transmissão da energia gerada é realizada por uma rede de cabos de transmissão de alta voltagem suportados por torres. A rede é constituída por conexões realizadas ao longo do tempo de instalações inicialmente restritas ao atendimento exclusivo das regiões de origem.

O segmento de transmissão no Brasil é operado por 64 concessionárias. São cerca de 900 linhas de transmissão que somam 89,2 mil quilômetros nas tensões de 230, 345, 440, 500 e 750 kV.

Nas redes de transmissão, após deixar a usina, a energia elétrica trafega em tensão que varia de 88 kV (quilovolts) a 750 kV. Ao chegar às subestações das distribuidoras, a tensão é rebaixada e, por meio de um sistema composto por fios, postes e transformadores, chega à unidade final em 127 volts ou 220 volts.

Algumas unidades industriais operam com tensões mais elevadas (de 2,3 kV a 88 kV) em suas linhas de produção e recebem energia elétrica diretamente da subestação da distribuidora (pela chamada rede de subtransmissão).

DISTRIBUIÇÃO

A conexão e atendimento ao consumidor, qualquer que seja o seu porte são realizados pelas distribuidoras de energia elétrica. Além delas, as cooperativas de eletrificação rural, entidades de pequeno porte, transmitem e distribuem energia elétrica exclusivamente para os associados.Subestações alteram a tensão da energia elétrica recebida.

São instalações mantidas tanto por companhias transmissoras quanto distribuidoras. Energia distribuída é a energia efetivamente entregue aos consumidores conectados à rede elétrica de uma determinada empresa de distribuição. Essa rede pode ser aérea, suportada por postes, ou por dutos subterrâneos com cabos, fios ou fibras ópticas.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o país tem mais de 61,5 milhões de unidades consumidoras em 99% dos municípios brasileiros. Destas, a grande maioria, cerca de 85%, é residencial. O mercado de distribuição de energia elétrica é formado por 63 concessionárias, responsáveis pelo atendimento de mais de 61 milhões de unidades consumidoras.

As distribuidoras são o elo entre o setor de energia elétrica e a sociedade, visto que suas instalações recebem das companhias de transmissão todo o suprimento destinado ao abastecimento no país.

ENTENDA COMO FUNCIONA O SISTEMA





Fonte: G1

DILMA APAGÃO

Maria Lucia Barbosa




Nunca antes nesse país houve um apagão como o que deixou 18 Estados e 70 milhões de pessoas nas trevas. Foram mais de quatro horas entre a noite do dia 10 e a madrugada do dia onze deste novembro, de transtornos de todos os tipos em hospitais, elevadores, no trânsito, além de perdas de eletrodomésticos, assaltos facilitados pela escuridão, subsequente falta de água. E a parada completa de Itaipu, como não podia deixar de ser, apagou também o Paraguai. Continua aqui

Hackers invadiram site, diz ONS

Ataque aconteceu na rede corporativa, na quinta-feira (12). Sistema operativo é blindado, segundo órgão.


Brecha em site do ONS revela informações sobre a estrutura do banco de dados de usuários da página. (Foto: Reprodução )

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) confirmou na tarde desta segunda-feira (16) que sua rede corporativa sofreu invasão de hackers na noite de quinta-feira -- a brecha foi corrigida no mesmo dia. Segundo o órgão, não há qualquer indício de invasão à rede operacional do site.

Lula para Lobão: ‘No tempo da Dilma não tinha isso’

Lula coordenava uma reunião, em seu gabinete, no instante em que 18 Estados foram desligados da tomada na semana passada.

Discutia-se no encontro a repartição dos royalties das jazidas do pré-sal.

Um ajudante de ordens entrou na sala. Entregou ao presidente uma folha de papel.

Lula devorou o texto em silêncio. Depois, socializou o conteúdo aos presentes.

O presidente leu em voz alta o documento que informava sobre o breu. E a prosa mudou de rumo.

— Que porra é essa, Lobão?

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) não soube responder.

— Me dê um minutinho, presidente.

Lobão retirou-se da sala. Deixou atrás de si vários rostos circunspectos.

Entre eles os semblantes de dois governadores: Sérgio Cabral (RJ) e Paulo Hartung (ES).

Além da dupla, testemunharam a cena líderes do Congresso.

Dilma Rousseff não estava. Mandara Erenice Guerra, a segunda da Casa Civil.

Decorridos menos de cinco minutos, Lobão retornou ao gabinete de Lula.

Informou que havia ocorrido problemas nas linhas de transmissão.

Situou a encrenca em cidades próximas a Itaipu, cujas turbinas se desligaram.

Atribuiu a escuridão, já nesse primeiro momento, a intempéries climáticas. E Lula, de bate-pronto:

– Não me venha com esse papo de clima. Não acredito nisso.

Lobão acrescentou que, antes de melhorar, a coisa iria piorar.

O blecaute chegaria ao Rio, disse. Cabral saltou da cadeira.

O governador pendurou-se ao telefone celular.

O ministro assegurou a Lula que a luz voltaria em, no máximo, quatro horas.

Depois de disparar um par de ligações, Cabral relatou a Lula as providências que adotara.

Contou que fizera contato com a Secretaria de Segurança Pública do Rio.

Determinara que a polícia fosse às ruas, para coibir a ação de criminosos.

De resto, conversara com o prefeito da capital carioca, Eduardo Paes.

Encarecera que também a guarda municipal fosse ao meio-fio.

Voltando-se para o ministro, Lula pespegou:

— Ô, Lobão, no tempo da Dilma não tinha isso.

Quem testemunhou a cena conta que Lula falou em timbre jocoso.

Algo que não impediu, nos dias seguintes, a troca de farpas entre petês e pemedebês.

A presidenciável do PT ocupou a pasta do ministro de Sarney entre 2003 e 2005.

Atribui-se a Dilma a reorganização do sistema elétrico na fase pós-apagão-FHC.

Antes de dar por encerrada a reunião, Lula dirigiu-se, de novo, a Lobão, dessa vez a sério.

— Vou pra casa dormir. Se a situação não se normalizar, quero que me telefone. Meu celular vai estar ligado.

O ministro tocou para o chefe pouco antes das duas da madrugada de quarta (11).

Reiterou a previsão. Ao amanhecer, o fornecimento de luz estaria integralmente normalizado.

E quanto às causas? Lobão repisou o lero-lero das chuvas, ventos e raios.

A semana terminou com uma ordem de Lula: quer pressa na apuração.


Fonte: Josias de Souza/Blog/FOLHA

Oposição acusa governo de aparelhar politicamente setor elétrico

A oposição acusa o governo de aparelhamento político do setor elétrico, o que teria impedido a adoção de medidas preventivas ao apagão.

"Talvez, se os membros do governo não tivessem se dedicado tanto tempo a fazer acomodações incorretas no fundo de pensão de Furnas, no famoso Real Grandeza, se não tivessem perdido tanto tempo nessa acomodação imprópria, nessa acomodação política, poderiam ter se dedicado a medidas preventivas que evitariam esse apagão", disse o senador Heráclito Fortes (DEM-PI).

O senador Pedro Simon (PMDB-RS), do partido de Lobão, reconheceu que a indicação política para o cargo o levou a minimizar as consequências do apagão.

"Nosso correligionário, o ministro de Minas e Energia, mostrando uma ingenuidade fantástica, disse que o apagão foi por causa de um raio, que está encerrado o assunto e não se fala mais nisso. Claro que sua excelência não é um técnico, não é uma pessoa entendida na matéria. Se fosse, entenderia que os técnicos do Ministério de Minas e Energia não podem dizer: não se fala mais nisso. É preciso que se dê uma explicação completa sobre o que acontece", cobrou Simon.

Em meio à divisão política do setor que acabou exposta depois do apagão, parlamentares petistas afirmaram que o PMDB está no comando dos cargos-chave da área no momento em que o apagão atingiu o governo Lula. A estratégia seria, segundo peemedebistas, distanciar o apagão da ministra Dilma par evitar danos à sua candidatura ao Palácio do Planalto.

Para o senador Delcídio Amaral (PT-MS), discutir as indicações política no setor é simplificar o problema. "Indicação política sempre ocorreu, nesse ou naquele governo, mas existem indicações políticas de pessoas técnicas, com currículo. Agora, o que precisa ficar claro é que o problema que ocorreu nesta semana foi uma questão técnica e não foi provocado por nenhuma indicação política. Não se pode simplificar as discussões. Foi uma falha no sistema de potência, o que é uma operação do dia a dia. Eu falo isso porque já vivi isso quando fui chefe de usina. Esse foi um problema no chão da fábrica que não se pode politizar", disse.


Fonte: FOLHA/MÁRCIO FALCÃO - GABRIELA GUERREIRO

Padarias estão entre mais prejudicados pelo apagão

Produção caiu durante noite passada; bares não puderam funcionar até muito tarde

Padeiros ficaram de braços cruzados, esperando chegar a energia elétrica/AE

Ainda sem dados oficiais sobre os prejuízos causados pelo apagão desta madrugada (11), fica difícil montar um panorama das perdas geradas na economia brasileira. Mas, ao que tudo indica, não foram poucas.

As padarias estão entre os estabelecimentos que mais sofreram com o blecaute. A rede Letícia, com quatro unidades em São Paulo, e a Barcelona, que faz parte do grupo Benjamin Abrahão, ficaram impedidas de produzir pães durante a madrugada. Os dois lugares abrem ao público das 6h às 22hs e produzem para o dia seguinte das 22h às 5hs.

Apagão gera piadas brilhantes

Com o Brasil no escuro, as piadas sobre a queda de energia se multiplicaram no Twitter

Apagão - o último a sair não precisa mais apagar a luz/Foto por Gazeta Press / Fernando Pilatos

Quem conseguiu se manter na internet durante o apagão de ontem (10/11) acabou se divertindo. Nas redes sociais, como o Twitter, passado o primeiro susto, as piadas brotavam em velocidade espantosa.

Veja algumas das mais engraçadas:

Apagão deixa áreas de três Estados sem água; problema afeta 2,5 milhões em SP

Inicialmente, 20 milhões de pessoas foram prejudicadas em toda a Grande São Paulo

O apagão que atingiu 18 Estados brasileiros e parte do Paraguai entre a noite de ontem e a madrugada desta quarta-feira provocou problemas no abastecimento de água nos Estados de São Paulo, Rio e Espírito Santo. Em São Paulo, ainda havia 2,5 milhões de consumidores sem água por volta das 16h.

Queda de linha de energia causa blecaute em 12 Estados e no DF


São Paulo (acima) e Rio durante o blecaute 

Problema ocorreu por volta de 22h15 e desligou completamente Itaipu; Técnicos acreditam que tempestades ou raios possam ter causado o problema; Serviços essenciais foram afetados e HC funcionou com gerador a óleo.

Galeria de fotos


A queda de uma linha que transmite energia da Hidrelétrica de Itaipu tirou todos os 14 mil megawatts gerados pela usina do sistema elétrico e provocou um blecaute em pelo menos 12 Estados brasileiros, no Distrito Federal e no Paraguai na noite de ontem. Nas ruas, principalmente da Região Sudeste, houve confusão e acidentes. Nos gabinetes, de governo, em Brasília, ainda se buscavam as causas do problema no fim da noite.

O apagão atingiu quase a totalidade do Estado do Rio, São Paulo, Minas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, e parte do Paraguai. Os outros Estados afetados foram Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso, Pernambuco, Acre e Rondônia. Eles teriam sido afetados por uma espécie de "efeito cascata", com o desligamento das transmissões pelo sistema de proteção de rede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Até zero hora de hoje, o sistema permanecia intermitente e havia falhas pontuais em vários Estados.

"Houve desligamento completo de Itaipu", afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Os últimos apagões no País ocorreram em 2005 e 2007, atingindo o Espírito Santo e o Rio. No primeiro, a interrupção de transmissão em Furnas foi atribuída a uma tempestade de raios.

A causa do blecaute de ontem ainda não foi diagnosticada, mas, segundo Lobão, os técnicos também acreditam que algum problema atmosférico, como raios ou tempestades, tenha motivado a queda. Pouco mais de uma hora após o início do apagão, registrado por volta de 22h15, o ministro disse que estava convencido de que a situação seria normalizada de madrugada. "Esta noite deveremos ter resolvido isso", disse. A energia voltou em alguns locais por volta de 23h30.

A falta de luz afetou sistemas essenciais. Em São Paulo, a Polícia Militar só contava com um gerador para atender as emergências do 190. O maior centro médico do País, o Hospital das Clínicas da USP, operava com geradores a óleo.




Fontes: FOLHA- O ESTADO - G1

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