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Brasil apresenta a logomarca da Copa de 2014

Com música, cores e alegria, Lula e Ricardo Teixeira iniciam a contagem regressiva para o próximo Mundial prometendo que será 'inesquecível'

O presidente Lula discursa no evento da Copa de 2014 em Joanesburgo (Foto: AE)

Foram 45 minutos de uma prévia do que o Brasil vai mostrar ao mundo daqui a quatro anos. Nesta quinta-feira, na cidade de Joanesburgo, na África do Sul, num evento comandando pelos presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e da CBF, Ricardo Teixeira, o país abriu oficialmente a “Jornada para a Copa de 2014” com muita música, alegria, cores e com a promessa de que o próximo Mundial seja inesquecível e na esperança de deixar um legado social quando a bola parar.

A três dias da final da Copa de 2010, entre Espanha e Holanda, o Comitê Organizador da Copa de 2014 iniciou a contagem regressiva para o 20º Mundial da história. Após 36 anos, a competição retornará à América do Sul. Após 64 anos, o torneio voltará àquele que é conhecido internacionalmente como o país do futebol.



- Que o mundo se prepare para ser mais brasileiro a partir de 2014. “Brasileirar” vai ser o novo verbo proferido pelo planeta. Será inesquecível. Todos estão convidados... - disse Ricardo Teixeira.

Para animar a festa, os grupos Barbatuques, Bossa Cuca Nova e a cantora Vanessa da Mata. O simples aperitivo com ritmo e felicidade já contagiou quem estava presente no Sandton Convention Centre, na região nobre de Joanesburgo, tirando palmas e até algum requebrado dos que estavam bem acomodados nas suas poltronas.

Depois de Ricardo Teixeira foi a vez do presidente da Fifa, Joseph Blatter, subir ao palco para discursar. Suíço, ele falou misturou quatro idiomas – inglês, francês, português e até espanhol – para falar da próxima Copa. Blatter exaltou os “amigos” Lula e Teixeira e também destacou a preocupação com o que o Mundial vai deixar de herança.

- O Brasil é um país que chama a atenção do planeta. Somos capazes de lidar com as diferenças e hoje apresentamos resultados econômicos, políticos e sociais. O povo brasileiro está feliz em abrir suas portas para o mundo. Teremos 190 milhões de pessoas prontas para fazer uma grande festa, cheia de música, alegria e organização - completou Teixeira.

- Ainda não terminamos a Copa de 2010, mas já estamos no ritmo do samba de 2014. O Brasil é o país do futebol. Não há um lugar no mundo que se identifique mais com esse esporte do que o Brasil. Cinco títulos mundiais estão lá, onde o futebol é uma religião. Chegou a hora de levarmos a Copa de volta à América do Sul e ao Brasil.

Joseph Blatter lembrou de uma conversa que teve com Lula há algum tempo e quando falaram do envolvimento social que um Mundial no Brasil poderia ter.

- O presidente está aqui e sei que não queria ver a sua seleção (eliminada nas quartas de final pela Holanda) na decisão. Mas futebol é assim mesmo... Hoje me recordo de quando conversamos sobre futebol e educação. Futebol é educação. Futebol é importante para o futuro dos jovens. A Copa do Mundo vai desempenhar um importante papel social e econômico para o país. Chegou a hora de vivermos um outro idioma, chegou a hora de falarmos português, brasileiro... Desejo todo sucesso ao Brasil. Até breve...

O último a falar foi o presidente Lula. Figura admirada no cenário internacional, ele abusou da sua popularidade para gastar quase três vezes mais tempo do que a organização do evento tinha planejado. Lula fez piadinhas com o alemão Franz Beckenbauer, chamou Blatter de “companheiro”, cometeu gafe, citou até o Corinthians, seu clube de coração, e fez promessas de que a Copa no Brasil será ecologicamente correta e de que haverá muita fiscalização para controlar os gastos.


- Falaram que eu tinha cinco minutos, mas democraticamente como presidente a gente pode extrapolar. Não serei mais presidente a partir de 1º de janeiro de 2011 (quando terminará o seu segundo mandato), mas continuarei brasileiro, amante do futebol e podem contar comigo para o que for necessário. Quero que a gente faça a melhor Copa do Mundo que um país já foi capaz de fazer. E tenho certeza que o Brasil será capaz disso.

Ao se dirigir a Beckenbauer, presente à festa, o presidente brasileiro fez uma brincadeira, mas acabou se confundindo com as datas. Ao citar um episódio em que o Kaiser jogou com o braço quebrado, Lula falou que tinha sido em 1966, mas foi na Copa seguinte, na semifinal de 1970.

- Depois de mim e do Pelé, o Beckenbauer foi o maior jogador do mundo.

O emblema da Copa do Mundo de 2014 foi apresentado oficialmente na cerimônia

Lula também falou diretamente com o campeões mundiais Bebeto, Romário, Cafu e Carlos Alberto Torres e com o técnico Carlos Alberto Parreira, campeão dirigindo a seleção brasileira em 1994 e que comandou a África do Sul no atual Mundial. Ao treinador, ele fez questão de lembrar do título da Copa do Brasil que Parreira ganhou no seu Corinthians.

Para encerrar, Lula prometeu deixar encaminhado um processo para que a Copa do Mundo no Brasil seja verde e transparente. Usou o exemplo positivo que foi o Mundial na África do Sul, mas espera poder ver uma competição ainda melhor.

Antes mesmo de sair do cargo, o presidente destacou que deixou pronto dois decretos para o controle dos gastos. Também enalteceu o bom momento político e econômico que a nação atravessa, com a esperança de que em 2014 tudo esteja ainda melhor.

- Daqui a quatro anos, a nossa economia terá ainda mais relevância no cenário internacional. Tudo que se gastar poderá ser acompanhado por qualquer cidadão de qualquer parte do mundo pela internet. Também faremos uma Copa verde, mostraremos as nossas florestas e uma responsabilidade de sustentabilidade ambiental. Isso será prioridade. Queremos fazer uma Copa impecável. Será uma grande oportunidade para acelerar os investimentos e para melhorar as condições.


Nos vemos em 2014...

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Fontes: G1/Adilson Barros e Rafael Pirrho - TV Globo

Blatter admite rediscutir o uso da tecnologia a serviço da arbitragem

Em pronunciamento nesta terça-feira, presidente da Fifa afirma que pediu desculpas a mexicanos e ingleses pelos erros nas oitavas de final

Demorou um pouco, mas o presidente da Fifa, Joseph Blatter, se pronunciou a respeito dos recentes erros de arbitragem nas partidas entre México e Argentina e Alemanha e Inglaterra, válidas pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O dirigente admitiu que o uso da tecnologia a serviço da arbitragem deverá ser rediscutido em julho, em uma reunião em Cardiff, no País de Gales:

- É óbvio que depois do que vivemos até agora seria um absurdo não reabrir a discussão sobre o uso da tecnologia. A princípio, só vamos voltar a discutir o uso na linha do gol. O futebol é um jogo dinâmico e, no momento em que há uma discussão se a bola entrou ou não, se houve ou não oportunidade de gol, você dá a possibilidade de uma equipe pedir replays uma, duas vezes, como no tênis. Para situações como no jogo do México, não precisa de tecnologia - analisou.

Mexicanos e ingleses foram prejudicados por erros graves de arbitragem nas oitavas do Mundial. Os argentinos abriram o placar da vitória por 3 a 1 sobre o México com um gol de Tevez, em posição irregular, enquanto o English Team não teve um gol validado após o chute de Lampard cruzar a linha, quando a Alemanha vencia a partida por 2 a 1 (terminaria 4 a 1 para os germânicos). Blatter pediu perdão às delegações de México e Inglaterra:

- Pessoalmente lamento, quando se vê que os erros dos árbitros foram tão evidentes. Mas não é o fim da competição ou do futebol, isso pode acontecer. Entendo que não estão felizes e que pessoas estão criticando. Pedi desculpas. Os ingleses disseram obrigado e aceitaram, se conformando que às vezes se ganha e outras se perde. Os mexicanos inclinaram suas cabeças e aceitaram também - concluiu.


Sem Larrionda e Rosetti, árbitros são proibidos de falar sobre tecnologia


O chefe de arbitragem José María García-Aranda (Foto:Thiago Dias/Globoesporte.com)

Uma pergunta não saía da boca das centenas de jornalistas que compareceram ao treino aberto dos árbitros da Copa do Mundo nesta terça-feira, em Pretória: onde estão Jorge Larrionda e Roberto Rosetti?

Procura daqui, consulta dali... E nada. Os dois juízes que falharam feio nas oitavas de final resolveram não comparecer ao evento e ficaram no hotel. Os demais que apareceram adotaram o mesmo discurso: proibidos de tocar no assunto pela Fifa, eles fugiram da polêmica sobre o uso de tecnologia nas partidas de futebol.

- Tivemos uma reunião com os responsáveis pela arbitragem e nos orientaram para não falarmos de dois assuntos: questões técnicas e tecnológicas. Assim, não posso falar disso. Peço que me desculpem - disse o brasileiro Carlos Eugênio Simon.

Na partida entre Argentina e México, no Soccer City, o italiano Rosetti validou um gol de Tevez em impedimento. A confusão aumentou no gramado porque o lance foi repetido no telão do estádio. Já na vitória da Alemanha sobre a Inglaterra, o uruguaio Larrionda não viu que a bola de Lampard entrou. Os auxiliares dos árbitros também não compareceram ao treino.

De acordo com o assessor de imprensa da Fifa, Larrionda e Rosetti eram esperados na escola em Pretória, mas ficaram no hotel. O uruguaio estaria irritado por ter recebido várias ligações de jornalistas em seu quarto e resolveu não ir ao treinamento.

Brasileiro Carlos Simon no treinamento dos árbitros da Fifa (Foto: Thiago Dias / Globoesporte.com)

Chefe de arbitragem da Fifa, José María García-Aranda chegou a irritar repórteres europeus durante sua coletiva de imprensa após as atividades. Perguntado se era a favor ou contra do uso de tecnologia, Aranda afirmou várias vezes que a decisão é da Fifa e da International Board, órgãos responsáveis pelas regras do jogo. Um jornalista chegou a ironizar:

- Não estamos na Coreia do Norte, o senhor deve ter uma opinião.

- A minha opinião é esta. Caso você não goste, problema seu - respondeu o espanhol.

Apesar da proibição da Fifa, a polêmica envolvendo a tecnologia no futebol foi o tema mais abordado em Pretória. Principalmente após a divulgação de um comunicado oficial do presidente Joseph Blatter pedindo desculpas a mexicanos e ingleses e admitindo que novas conversas sobre o assunto serão feitas no futuro.

- Eu tenho uma opinião sobre o assunto, mas não posso falar. Essa é a recomendação da Fifa - disse o auxiliar brasileiro Altemir Hausmann.

Enquanto os brasileiros evitam a qualquer custo perguntas a respeito de tecnologia, outros árbitros comentaram o assunto. Mas sempre evitando problemas com a Fifa. O colombiano Oscar Ruiz lembrou que há 12 anos anulou um gol depois de ter visto o replay em um aparelho de televisão, o que gerou polêmica em seu país.


- Muitos esportes já tentaram usar a televisão para ajudar e desistiram. Às vezes, até mesmo após o replay vocês (jornalistas) não se entendem. Cada canal diz uma coisa O árbitro é humano, pode errar. Só temos essas duas câmeras (apontando para os olhos). A segurança do árbitro é a sua capacidade - afirmou.


Fontess: G1/Thiago Dias -TV Globo

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