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Campanha petista planejou constrangimento a Serra durante a visita a Canindé

Disseram que a presença de José Serra tumultou uma missa em Canindé, no Ceará. Mentira. Quem tumultou a missa de forma planejada foi uma militância do PT com apoio de um padre que é deputado pelo PT e que constrangeu Serra.

A campanha petista tem, sistematicamente, tentado constranger os atos públicos da candidatura de José Serra. Além da manifestação violenta ocorrida no Rio de Janeiro, a militância petista acompanha a agenda do candidato em diversas ocasiões para tentar tumultuar o livre exercício democrático.

Em Canindé, no Ceará, Serra participou de uma missa na basílica da cidade, durante os festejos de São Francisco. Em frente ao local, uma barraca foi montada com grande ostensividade, mostrando marcas, fotos e bandeiras do PT e do MST. No dia da missa, estava presente o deputado Frei Anastácio, ex-presidente do PT da Paraíba, apontado como organizador do movimento e que inflou manifestações contra Serra.

Frei Anastácio já foi presidente do PT na Paraíba e é réu num processo no Ministério Público por atos de improbidade administrativa quando foi superintendente do Incra naquele estado.

Os militantes dificultaram a chegada e a saída de Serra. A própria população da cidade se incomodou com a presença ostensiva do PT na festa religiosa. Veja reportagem, aqui.

O PT diz ainda que o PSDB distribuiu panfletos contra Dilma Rousseff durante a missa. Outra mentira. O celebrante, frei Francisco Gonçalvez, constrangeu o candidato, o que causou reação de indignação na comitiva de Serra.

MPF ajuíza ação de improbidade contra superintendente do Incra na Paraíba

O Ministério Público Federal na Paraíba ajuizou uma ação pela prática de atos de improbidade administrativa contra o superintendente do Incra (Istituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) Antônio Ribeiro, conhecido como Frei Anastácio. De acordo com o MPF, ele se negou a praticar ato de ofício previsto em suas atribuições legais.

Frei Anastácio, no exercício da Superintendência do Incra, não atendeu as requisições do Ministério Público Federal ao não encaminhar dados técnicos indispensáveis à instrução de dois procedimentos extrajudiciais instaurados pela Procuradoria da República na Paraíba. Tais procedimentos apuram, respectivamente, conflitos ocorridos no assentamento Sítio, em Dona Inês (PB), e irregularidades na habilitação de assentados no assentamento Manoel Bento, em Capim (PB).

Nos autos de um dos procedimentos foram expedidos três ofícios. O primeiro recebido em junho de 2008, com prazo de 15 dias; o segundo recebido em setembro de 2008, com prazo de 10 dias; e o terceiro recebido em dezembro de 2008, com o prazo de 30 dias para resposta.

Em relação ao outro procedimento, um inquérito civil público, também foram expedidos diversos ofícios: um com prazo de 15 dias, a contar de 9 de março de 2009; outro com prazo de 20 dias, que expirou em 16 de junho de 2009); e, por último, um com prazo de cinco dias, tendo sido recebido em 31 de julho de 2009.

Na ação, o Ministério Público Federal argumenta que “apesar de inseridas as advertências legais diante do eventual descumprimento das requisições ministeriais”, o superintendente “solenemente as ignorou”.

A Procuradoria destacou que não há opção da autoridade pública no sentido de atender, ou não, a determinação ou pedido do Ministério Público.

Segundo o MPF, as informações solicitadas eram imprescindíveis à instrução dos procedimentos (porque sem elas não era possível que o procurador da República se posicionasse sobre eventual propositura ou arquivamento dos autos).

Além disso, eram de natureza técnica, tendo em vista a impossibilidade de o MPF ter pleno conhecimento senão por meio de requisição. “As informações, portanto, necessitavam de um trabalho específico, peculiar a um órgão ou ofício, no caso o Incra, entidade responsável por manter a regularidade dos assentamentos em testilha”.

Assim, para o MPF, está configurada a desobediência a princípios como o da legalidade, ao descumprir requisições do Ministério Público que foram expedidas nos citados procedimentos, o que lesiona interesse da União.

Fontes: Combata a Mentira - CONAMP - Jangadeiro Online

Mentira como método

Merval Pereira - O Globo

O PT estabeleceu um método de atuação política nos últimos anos que, por ter dado certo do ponto de vista de resultados, passou a ser um parâmetro a balizar os seus concorrentes, o que lhe dá vantagens claras. O partido, apesar de todas as encrencas em que se meteu, é a legenda preferida de 25% dos eleitores, e o PMDB vem em segundo com menos de 10%.

É claro que a presença de Lula no governo dá ao partido essa preferência, que pode desaparecer com o fim do mandato do presidente mais popular da História recente do país. Mas é essa popularidade que dá também ao governo a possibilidade de nivelar por baixo a atividade política, utilizando a mentira como arma eleitoral.

Um exemplo típico é o debate sobre privatizações, que havia dado certo na eleição de 2006 e hoje continua dando resultados, embora mais modestos, já que o PSDB perdeu o medo de assumir as vantagens da privatização para o desenvolvimento do país, embora ainda timidamente.

Logo depois da eleição de 2006, o marqueteiro João Santana, o mesmo que comanda a campanha de Dilma hoje, deu uma entrevista a Fernando Rodrigues, da "Folha", revelando que a discussão sobre as privatizações fora utilizada como uma maneira de reavivar "emoções políticas" no imaginário do brasileiro comum.

O erro de Alckmin, ensinava Santana na entrevista, foi "não ter defendido as privatizações como maneira de alcançar o desenvolvimento".

Santana admitia na entrevista que a impressão generalizada de que "algo obscuro" aconteceu nas privatizações, explorada na campanha de Lula, deveu-se a um "erro de comunicação do governo FH, que poderia ter vendido o benefício das privatizações de maneira mais clara. No caso da telefonia, teve um sucesso fabuloso. As pessoas estão aí usando os telefones".

Perguntado se não seria uma estratégia desonesta explorar esses sentimentos populares que não exprimem necessariamente a verdade dos fatos, João Santana foi claro: "Trabalho com o imaginário da população. Numa campanha, trabalhamos com produções simbólicas."

O tema, como se vê, não era uma bandeira ideológica que Lula defendesse ardorosamente, assim como continua não sendo hoje, mesmo porque o governo Lula privatizou bancos e linhas de transmissão de energia, e até exploração de madeira na Floresta Amazônica, projeto, aliás, aprovado com o apoio de várias ONGs e do PSDB.

Na campanha atual, a candidata do PT continua demonizando as privatizações com frases que não combinam com a realidade de seu governo.

No recente encontro com intelectuais no Rio, ela disse em tom exaltado, provocando aplausos generalizados: "Fazer concessões no pré-sal é privatizar, é dar a empresas privadas um bilhete premiado."

Se, entre intelectuais, Dilma pode dizer semelhante absurdo e ainda ser aplaudida, o que dizer entre os eleitores mais desinformados sobre o assunto?

Será que aquela plateia não sabia que o governo Lula já licitou, utilizando o sistema de concessão, vários blocos do pré-sal sem que houvesse necessidade de fazê-lo se realmente considera que estava privatizando o pré-sal?

A acusação de que o candidato tucano, José Serra, privatizou a Companhia Siderúrgica Nacional, além de equivocada no tempo — o que valeu ao tucano um direito de resposta — está errada no conteúdo.

A privatização se deu no governo do hoje senador eleito Itamar Franco, que era contrário à ideia. Quem liderou a pressão para a venda foi a Força Sindical, central que hoje está integrada ao governo Lula.

Com relação à privatização da Vale, a história real é ainda mais estarrecedora.

O governo teve uma ocasião perfeita para reverter a privatização da Vale, se quisesse. Foi em 2007, quando o deputado Ivan Valente, do PSOL, apresentou um projeto nesse sentido que foi analisado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara.

O relator do projeto foi o deputado José Guimarães, do PT, aquele mesmo cujo assessor fora apanhado com dólares na cueca num aeroporto na época do mensalão.

Pois o relator petista votou pela rejeição ao projeto de lei, alegando em primeiro lugar que "não há como negar que a mudança das características societárias da Companhia Vale do Rio Doce foi passo fundamental para estabelecer uma estrutura de governança afinada com as exigências do mercado internacional, que possibilitou extraordinária expansão dos negócios e o acesso a meios gerenciais e mecanismos de financiamento que em muito contribuíram para este desempenho e o alcance dessa condição concorrencial privilegiada de hoje".

Segundo o petista, "a privatização levou a Vale a efetuar investimentos numa escala nunca antes atingida pela empresa, (...) o que, naturalmente, se refletiu em elevação da competitividade da empresa no cenário internacional". José Guimarães assinalou que com a privatização a Vale fez seu lucro anual subir de cerca de 500 milhões de dólares em 1996 para aproximadamente 12 bilhões de dólares em 2006.

E o número de empregos gerados pela companhia também aumentou desde a privatização — em 1996 eram 13 mil e em 2006 já superavam mais de 41 mil. Também a arrecadação tributária da empresa cresceu substancialmente: em 2005, a empresa pagou dois bilhões de reais de impostos no Brasil, cerca de 800 milhões de dólares ao câmbio da época, valor superior em dólares ao próprio lucro da empresa antes da privatização.

Se o candidato tucano, José Serra, simplesmente lesse o relatório do deputado petista em um debate, ou na propaganda eleitoral, estariam respondidas todas as acusações da campanha adversária.

Estudo sério desmoraliza tese do PT de que tucanos governaram mal São Paulo

Por uma ironia com que provavelmente não contavam os regionalistas dos dois lados, é um estudo respeitadíssimo realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) que revela dados excelentes sobre o índice de desenvolvimento do estado de São Paulo no quadro brasileiro.

Os resultados mostram que 16 anos de governos tucanos consecutivos não fizeram o mal para o estado trombeteado pelos petistas, muito pelo contrário.

Durante toda a campanha do petista para o governo do estado — em que acabou derrotado por uma margem esmagadora de 3,5 milhões de votos pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) –, o candidato Aloizio Mercadante satanizou os tucanos: foram mal em saúde, educação, segurança pública, saneamento básico, meio ambiente…

Não escapou nada.
Araraquara: a cidade com o melhor índice de desenvolvimento do Brasil fica em São Paulo


DAS 15 CIDADES MAIS DESENVOLVIDAS, 14 ESTÃO EM SP — Dessa forma, diante de tanto descalabro, era para Mercadante ganhar — e ele perdeu. E era para São Paulo estar no chão, mas o estudo da Firjan mostra algo bem diferente.

Vamos então ao estudo da Firjan, que se baseia em dados oficiais sobre educação, saúde, emprego e renda. A íntegra, se você quiser, pode acessar aqui.

Depois de mais de década e meia das tenebrosas gestões dos governadores Mário Covas (1995-2001), Geraldo Alckmin (2001-2006), Claudio Lembo, vice do DEM aliado ao PSDB (31/3/2006-1º/1/2007), José Serra (2007-2010) e Alberto Goldman (a partir de 2 de abril deste ano), temos o seguinte quadro, segundo o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM):

* Das 15 cidades mais desenvolvidas entre as 5.564 cidades brasileiras, 14 estão no estado de São Paulo;

* Das 100 melhores cidades em matéria de índice educacional, 92 são paulistas;

* No ranking geral de saúde, São Paulo, com estimados 42 milhões de habitantes, só é superado pelo Paraná, que tem 11 milhões;

* A cidade com o melhor índice de desenvolvimento do Brasil é a paulista Araraquara, 200 mil habitantes, a 270 quilômetros de São Paulo. Todas as vias públicas são pavimentadas, toda a população tem água tratada a domicílio, todo o esgoto da cidade é coletado pelo sistema público de saneamento, a luz elétrica chega a 100% das residências, a maioria das escolas dispõe de computadores em número suficiente e é conectada à internet. Seu atual prefeito, Marcelo Barbieri, é do PMDB.

Fonte: Ricardo Setti / Veja

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