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Fidel defende reforma econômica

Ex-presidente evoca discurso de 2005 e argumenta que reformas impedirão 'morte da revolução'

O ex-presidente cubano Fidel Castro defendeu nesta quarta-feira, 17, as reformas defendidas por seu irmão Raúl para recuperar a economia do país. Em um encontro com estudantes, Fidel evocou m discurso de 2005, no qual alertava para a necessidade de corrigir erros em Cuba para salvar a revolução.

"Me surpreendeu a atualidade das ideias expostas, que, cinco anos depois, são mais atuais do que naquela época, uma vez que se relacionavam com o futuro", disse Fidel, segundo a AFP.

Na época, o líder cubano disse que a revolução poderia implodir caso o país não lutasse contra a corrupção, o excesso de subsídios e a ineficiência.

No final de semana, Raúl se reuniu com a cúpula do PC cubano para elaborar um plano de ação econômica que será discutida no próximo Congresso do Partido, em abril. No encontro, o presidente disse que não há outra alternativa que não executar as reformas.

O anteprojeto prevê estímulo a cooperativas, substituição de importações e descentralização administrativa. Cerca de 500 mil empregos públicos serão extintos e a abertura de pequenos negócios será estimulada pelo governo.

Fonte: Agência Estado

Fidel Castro nega ter dito que modelo cubano não funciona mais

Líder cubano afirma que foi mal interpretado por jornalista americano da revista The Atlantic


Líder cubano Fidel Castro participa de apresentação de seu novo livro A Vitória Estratégica na Universidade de Havana/AFP

O líder cubano Fidel Castro assegurou nesta sexta-feira que sua declaração de que o modelo cubano não funciona mais nem mesmo para os cubanos foi mal interpretada pelo jornalista americano da revista The Atlantic, que o entrevistou em Havana.

"Sei o que expressei sem amargura nem preocupação. Divirto-me agora ao ver como ele interpretou ao pé da letra, depois de consultar Julia Sweig, repórter que o acompanhou e elaborou a teoria que expus", explicou.

"A realidade é que minha resposta significava exatamente o contrário do que os dois jornalistas americanos interpretaram", acrescentu o ex-presidente durante a apresentação da segunda parte de seu livro autobiográfico.


"O modelo cubano nem sequer funciona para nós", teria declarado Fidel a Goldberg, segundo a tradução para o inglês publicada na quarta-feira no site da ´´The Atlantic``.

Entrevistado ao longo de vários dias pelo jornalista americano, Fidel Castro adotou um tom de incomum arrependimento sobre fatos do passado, revela a entrevista, que está sendo publicada há dias. Castro, de 84 anos, disse a Goldberg estar arrependido por ter pedido em 1962 ao líder soviético Nikita Kruschev, durante a crise dos mísseis, que atacasse os EUA com armas nucleares caso fosse preciso.

O ex-presidente cubano voltou recentemente à vida pública, particularmente para alertar sobre o risco de uma guerra nuclear no Oriente Médio por causa da disputa entre Israel e Irã.

Na mesma entrevista, Fidel criticou a retórica antissemita usada pelo presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad: "Não acredito que alguém tenha sido mais difamado que os judeus. Diria que muito mais do que os muçulmanos. Foram mais difamados que os muçulmanos porque são acusados e caluniados por tudo. Ninguém culpa os muçulmanos de nada."

Goldberg foi convidado pelo próprio Fidel, que se interessou por um artigo seu sobre as tensões entre Irã e Israel.

Fontes: Último Segundo - AFP

Modelo econômico cubano não funciona mais, diz Fidel Castro

Comentário parece refletir a concordância de ex-presidente com reformas econômicas de Raúl


Fidel voltou a fazer aparições públicas/Desmond Boylan/Reuters - 03.09.2010

Fidel Castro disse que o modelo econômico de Cuba não funciona mais, escreveu um jornalista dos EUA na quarta-feira, após realizar entrevistas com o ex-presidente cubano na semana passada.

Jeffrey Goldberg, articulista da revista Atlantic Monthly, contou num blog que perguntou a Fidel, de 84 anos, se ainda vale apenas tentar exportar o modelo comunista cubano para outros países. "O modelo cubano não funciona mais nem para nós", teria respondido Fidel.

O comentário parece refletir a concordância de Fidel - já manifestada numa coluna em abril na imprensa estatal cubana - com as modestas reformas econômicas que vêm sendo promovidas por seu irmão caçula Raúl, atual presidente de Cuba.

Goldberg disse que Julia Sweig, especialista em Cuba na entidade norte-americana Conselho de Relações Exteriores, que o acompanhou a Havana, acredita que as palavras de Fidel reflitam uma admissão de que "o Estado tem um papel grande demais na vida econômica do país".

Tal sentimento ajudaria Raúl, no poder desde 2008, contra membros do Partido Comunista que são contrários às tentativas de enfraquecer o domínio econômico estatal, disse Sweig a Goldberg.

Na terça-feira, Goldberg escreveu que Fidel o chamou a Havana para discutir seu recente artigo sobre a possibilidade de um conflito nuclear entre Israel e Irã, com possível envolvimento dos EUA.

O jornalista disse que Fidel criticou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, por fazer comentários antissemitas e negar a existência do Holocausto.

Depois de reaparecer em público após quatro anos de afastamento por motivos de saúde, Fidel se tornou um ativista do desarmamento nuclear. Ele teme uma guerra atômica caso Israel e os EUA tentem impor o cumprimento de sanções internacionais ao programa nuclear iraniano. Washington e seus aliados acusam Teerã de tentar desenvolver armas atômicas, o que a República Islâmica nega.

Fidel também criticou suas próprias ações durante a chamada Crise dos Mísseis, em 1962, quando ele aceitou a instalação de ogivas nucleares soviéticas na ilha e tentou convencer Moscou a atacar os EUA. Na entrevista a Goldberg, ele disse que aquele impasse "não valeu nada a pena".

Durante a visita, Goldberg e Sweig foram com Fidel, a convite dele, assistir a uma exibição de golfinhos no Aquário Nacional de Cuba. Estavam acompanhados pela líder judaica local Adela Dworin, a quem Fidel beijou diante das câmeras, numa possível mensagem aos líderes iranianos, disse Goldberg no seu blog na quarta-feira.

O autor disse que Fidel lhe pareceu fisicamente frágil, mas mentalmente lúcido e com energia.


Fontes: O ESTADO DE SÃO PAULO - JEFF FRANKS - REUTERS

Fidel entra na onda e manda Ahmadinejad calar a boca

“Eu não imagino que ninguém foi mais caluniado do que os judeus. Eu diria que muito mais do que os muçulmanos. Eles foram caluniados bem mais do que os muçulmanos porque eles são acusados por tudo. Ninguém acusa os muçulmanos. Os judeus vivem uma existência muito mais complicada do que a nossa. Não há nada que se compare ao Holocausto”.

“O governo iraniano precisa entender que os judeus foram expulsos de suas terras, perseguidos e maltratados em todo o mundo como aqueles que teriam matado Deus”

Fidel Castro, em entrevista a Jeffrey Goldberg, da revista The Atlantic

Perguntado se diria o mesmo ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o líder cubano afirmou – “Estou dizendo isso para que você o comunique”.

Este foi o segundo “cala boca” que Ahmadinejad recebe nesta semana de figuras que de forma alguma podem ser consideradas próximas de Israel. O primeiro veio do porta-voz da Autoridade Palestina.

A declaração de Nabi Abu Rudeinah e agora a de Fidel Castro valem mais do que sanções econômicas ou ameaças de ataques militares contra o regime iraniano. Quem sabe o próximo a falar não será Lula

Fonte: Gustavo Chacra / O ESTADO DE S PAULO

Fidel diz ser improvável Obama deter conflito nuclear com Irã

Castro volta e falar sobre rumores de guerra

Fidel Castro em recente aparição, no dia 12 deste mês/Alex Castro/AP/Cubadebate

O líder cubano Fidel Castro disse neste domingo que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está impossibilitado e desinteressado em deter um possível conflito bélico com o Irã que, na sua opinião, desencadearia uma catástrofe nuclear.

"Por todos os elementos da realidade que percebo, não vejo a mínima possibilidade" de que vença o senso comum e se evite a guerra, uma realidade que "nem Obama poderá alterar, nem mostrou em nenhum momento a decisão de fazê-lo", afirmou Fidel em um artigo publicado no site "Digital Cubadebate".

Fidel, que está perto dos 84 anos -- sendo os últimos quatro deles afastado do poder por conta de uma doença -- dedicou nove artigos ao tema, publicados desde 1º de junho, e nos últimos 10 dias fez cinco aparições públicas onde abordou o assunto.

"Penso que seria muito mais prático que nossos povos se preparassem para encarar a realidade. Nisso consistirá nossa única esperança", afirmou no artigo, escrito poucas horas depois de uma mensagem ao ex-presidente Nelson Mandela, onde pede a ele que use sua influência para manter a África do Sul longe das bases militares dos Estados Unidos e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Disse também que o Irã já conseguiu fabricar 20 quilos de urânio enriquecido a 20%, "suficientes para construir um artefato nuclear, o que enlouquece ainda mais aqueles que há pouco tempo adotaram a decisão de atacá-los".

Essa guerra nuclear "seria a última da pré-história de nossa espécie", sentenciou.

Fidel diz que, apesar dos riscos, "a humanidade ainda pode preservar-se dos golpes demolidores da tragédia nuclear que se aproxima, e da ambiental que já está em andamento".


Fonte: FOLHA - AFP

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