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Documentos mostram abusos do Reino Unido após 11 de Setembro

Ações contra cidadãos britânicos incluem sequestro e tortura de supostos suspeitos

Documentos oficiais secretos revelados durante um processo judicial mostram diversos casos de abusos cometidos por oficiais do Reino Unido contra cidadãos britânicos nas investigações que se seguiram aos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, informa nesta quinta-feira (15) o jornal The Guardian.

De acordo com o diário, as revelações contidas nos documentos implicam diversos membros do gabinete do ex-primeiro-ministro Tony Blair (1997-2007) em casos de sequestro e tortura cometidos por oficiais britânicos.

Imagem do jornal The Guardian mostra cidadãos britânicos supostamente vítimas de abusos nas investigações que se seguiram ao 11 de Setembro/Reprodução

Segundo o The Guardian, um dos episódios mais graves tem a ver com documentos que revelam a indiferença de agentes do MI5 (serviço de segurança) diante do "sofrimento" de um cidadão britânico que era questionado em uma base área dos Estados Unidos no Afeganistão. Os relatórios também mostrariam que os oficiais ficaram "contentes" com a continuidade dos abusos.

Outro documento, uma espécie de manual de operações para oficiais britânicos, diz que um dos aspectos que eles devem considerar antes de uma ação contra suspeitos de terrorismo é se "a detenção, e não a morte, é o objetivo da missão".

Entre outros abusos identificados está a declaração do Ministério de Relações Exteriores de que a transferência de cidadãos britânicos do Afeganistão para a controversa base americana de Guantánamo, na ilha de Cuba, era a "opção preferida".

Os documentos foram revelados durante um processo judicial que seis ex-prisioneiros de Guantánamo movem contra agências de segurança e o governo do Reino Unido.

O governo britânico diz que identificou mais de 500 mil documentos que podem ser relevantes para o caso e que, por isso, colocou mais de 60 advogados para analisar toda a papelada. O processo inteiro, no entanto, pode durar até o fim de 2010.

De acordo com o The Guardian, dos 900 documentos revelados até agora, muitos são recortes de matérias publicadas pela imprensa ou cópias de relatório que já haviam sido publicados, e-mails confidenciais e memorandos "reveladores".

Fontes: R7- Agências

Brasil discute com EUA criação de base no Rio

Objetivo seria reforçar combate ao narcotráfico e ao contrabando, sempre sob o comando de brasileiros

BRASÍLIA - Por sugestão da Polícia Federal, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu ontem com o comandante do Comando Sul dos EUA, tenente-brigadeiro Douglas Fraser, a proposta de criação de uma base "multinacional e multifuncional" que teria sede no Rio de Janeiro.

A base formaria, com duas já existentes, em Key West (EUA) e em Lisboa (Portugal), o tripé de monitoramento, controle e combate ao narcotráfico e contrabando, principalmente de armas, além de vigilância antiterrorista.

Douglas Fraser passou o dia de ontem em Brasília. Após reunião de trabalho e almoço com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o comandante americano encontrou-se com o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa.

A PF já tem um adido de inteligência trabalhando na base de Key West, na Flórida. O Planalto está para decidir se o adido junto à base de Lisboa será um delegado federal ou um oficial da Marinha.

A base no Rio, assim como as outras duas, não admite operações sob comando de estrangeiros. Os países que aceitam participar dos programas de cooperação de combate ao crime organizado enviam adidos que atuam sempre sob supervisão dos agentes do país soberano sobre a base.

A ideia é que com a base da Flórida, que vigia de perto o tráfico no Caribe, e a de Lisboa, que exerce controle sobre o Atlântico Norte, a base brasileira sirva como posto avançado de monitoramento do Atlântico Sul.

Tragédia. 

Key West é uma base aérea e naval que atua em cooperação com os departamentos de Defesa e de Segurança Nacional, agências federais e forças aliadas.

Desde 1989, possui força-tarefa de inteligência que conduz operações contra o narcotráfico no Caribe e na América do Sul. Foi de lá que partiu o primeiro avião de resgate no caso da tragédia do voo AF 447, da Air France, em junho passado, no litoral do Brasil, perto de Fernando de Noronha. Notificada do acidente, a base mobilizou o adido brasileiro, que providenciou o início do socorro.

O grupo de agentes da força-tarefa de Key West tem como objetivo combater o cultivo, a produção e o transporte de narcóticos. Os governos britânico, francês e holandês contribuem com o envio de navios, aeronaves e oficiais. O grupo reúne ainda representantes de Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e outros países latino-americanos.

A presença dos Estados Unidos na região começou em 1823, com o objetivo de combater a pirataria local. Foi usada inicialmente como patrulha de operações submarinas e como estação de treinamento aéreo, utilizada por mais de 500 aviadores na época da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Em 1940, ganhou a designação de base aérea e naval.

Em Lisboa, a base naval fica à margem do Rio Tejo, no Perímetro Militar do Alfeite. Foi criada em dezembro de 1958.

Fraser também veio ao Brasil para organizar a viagem do secretário de Defesa dos EUA, prevista para meados de abril. A visita é retribuição da viagem de Jobim aos EUA, em fevereiro, em Nova York.

Em pauta, a cooperação estratégica militar entre os dois países, a compra de caças pelo Brasil e o interesse dos EUA em adquirir aviões de treinamento - a Embraer produz o Supertucano. A americana Boeing produz o F-18, Super Hornet, que está entre os três classificados na concorrência da FAB.

Fonte: O ESTADO DE S PAULO/Rui Nogueira, Rafael Moraes Moura

Guerra do Iraque custou R$ 21,5 bilhões ao Reino Unido, diz premiê

Nos últimos meses, a imprensa britânica publicou documentos que mostram que Brown teria bloqueado várias verbas

Gordon Brown participa de inquérito sobre Guerra do Iraque e diz que invasão foi correta; depoimento deve durar quatro horas/Efe

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, estimou nesta sexta-feira que a Guerra do Iraque custou cerca de 8 bilhões de libras (R$ 21,5 bilhões) para o governo britânico e negou que, então ministro das Finanças, tenha cortado verbas dos militares que lutavam no país.

Em depoimento ao inquérito do Parlamento britânico sobre a participação do país na Guerra do Iraque, Brown disse que os efeitos da missão no Iraque na economia "foram muito menores, por exemplo, que os efeitos da crise financeira global".

"Eu acho que nós conseguimos cumprir as exigências do Iraque e do Afeganistão sem ter que cortar outros serviços", disse.

Brown contestou ainda a pergunta da comissão sobre as supostas restrições econômicas que teria feito às Forças Armadas seis meses após o início do conflito.

Ele disse que não poupou despesas para poder lançar uma campanha militar efetiva contra o regime de Saddam Hussein na operação britânica no Iraque.

O primeiro-ministro lembrou que em junho de 2002 teve conversas com o então ministro da Defesa, Geoff Hoon, para tratar dos preparativos de uma possível intervenção militar.

"Comuniquei ao primeiro-ministro [Tony Blair, na época] --que não haveria restrições econômicas para as Forças Armadas (...) Disse que não descartaria uma estratégia militar por causa de custos", disse Brown, acrescentando que "algumas opções militares eram mais caras que outras".

Nos últimos meses, a imprensa britânica publicou documentos que mostram que Brown teria bloqueado várias verbas para o envio adicional de helicópteros ao Iraque e Afeganistão, o que supostamente deixou as tropas britânicas em situação de risco e colaborou para o grande número de militares britânicos mortos no país asiático.

As informações foram ratificadas pelo próprio Hoon, inimigo político de Brown dentro do Partido Trabalhista, que disse perante a comissão que o atual primeiro-ministro cortou fundos vitais para o Exército nos anos anteriores ao conflito e que voltou a fazê-lo imediatamente depois da invasão.

Veja as principais declarações de Brown ao inquérito

Decisão

"Em março de 2003, até o último minuto, eu estava esperançoso, como acho que todo o país estava, de que nós conseguiríamos uma solução diplomática para estes assuntos".

"Isto se tornou um teste para verificar se a comunidade internacional estava preparada para lidar com problemas em um mundo pós-Guerra Fria onde a instabilidade estava ficando cada vez mais aparente".

Perda de vidas

"Obviamente a perda de vidas é algo que deixa a todos nos muito tristes. A perda de vidas particularmente após o sucesso da operação militar inicial para remover Saddam Hussein é algo que deixa realmente muito triste".

"Guerra pode ser necessária, mas guerra também é trágica no efeito que tem nas vidas das pessoas".

Compromisso no Iraque e no Afeganistão

"Nada no Iraque sofrei por causa de nosso comprometimento com o Afeganistão ou qualquer outra arena".

Reconstrução

"Nós estamos aprendendo onde é necessário haver intervenção e onde há um Estado falido ou onde há um Estado em conflito, há tal coisa como paz justa".

"Nós não conseguimos persuadir os americanos de que isto deveria tomar a prioridade que merece".

"Eu me arrependo disso. Eu não posso tomar responsabilidade por tudo que deu errado".

"As lições que nós aprendemos dentro do Iraque agora foram aplicadas no Afeganistão na política que nós estamos buscando agora".

Pedidos de equipamentos

"Cada pedido dos comandantes foi atendido. Nenhum pedido foi recusado, nunca".

Lições

"Eu realmente acho que tenho lições para aprender de qualquer forma. A primeira é que nós estamos lutando duas guerras e é essencial que nós utilizemos as estruturas corretas e processo de tomada de decisão".

"Nós ganhamos a batalha dentro de cerca de sete dias, mas nos levou sete anos para ganhar a paz no Iraque".

Fontes: FOLHA - Efe - Reuters

Ataque aéreo mata 30 rebeldes no noroeste do Paquistão

Pelo menos 30 extremistas morreram neste sábado em um ataque aéreo das forças paquistanesas em uma zona tribal do noroeste do país, na fronteira com o Afeganistão.

A operação aconteceu no distrito de Waziristão Sul, onde o Exército executou em outubro uma ampla ofensiva aérea e terrestre contra os talibãs aliados da Al-Qaeda.

O esconderijo dos islamitas, nas montanhas de Shawal, foi atacado depois que os militares receberam a informação de que terroristas estavam escondidos no local, afirma o Exército paquistanês em um comunicado.

O balanço divulgado pelos militares não pôde ser confirmado por fontes independentes, já que o acesso às zonas de combate está proibido.

O Waziristão Sul, na fronteira com o Afeganistão, é um reduto do Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP), aliado da Al-Qaeda e responsável pela maioria dos atentados que deixaram mais de 3.000 mortos em todo o país desde julho de 2007.

Em outubro, 30.000 soldados paquistaneses foram enviados ao Waziristão Sul para desmantelar os redutos talibãs. Os extremistas reagiram com novos atentados.

A estratégia de Washington para a região estipula que a solução para a guerra no Afeganistão passa pela eliminação dos redutos extremistas no Paquistão.

Há uma semana, 15.000 soldados afegãos e da Otan executam uma vasta ofensiva no sul do Afeganistão contra o reduto talibã de Marjah, na maior operação desde a invasão do país em 2001.


Fontes: Terra - AFP

TV divulga imagens aéreas inéditas das Torres Gêmeas no 11 de Setembro

Fotos foram tiradas a partir de helicópteros da polícia de Nova York. Elas mostram Manhattan envolta em fumaça e cinzas após atentado.

Imagem aérea do atentado às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001, feita pelo Departamento de Polícia de nova York. (Foto: AP)

As imagens, que mostram a fumaça e as cinzas engolfando Manhattan após o ataque terrorista de 2001, foram divulgadas pela rede de TV americana ABC. (Foto: AP)

A rede teve acesso a um total de 2.779 fotos, que foram usadas na investigação dos ataques. Muitas delas foram tiradas por helicópteros da polícia e nunca haviam sido publicadas. (Foto: AP)

Fontes: G1 - AP

Esconderijo da ETA em Portugal guardava 1.500 quilos de explosivos

Carga estava em casa em Óbidos, a 100 km de Lisboa. Na sexta-feira, polícia informara que eram 500 quilos de explosivos.

A casa utilizada em Portugal pela organização separatista armada basca ETA escondia "quase 1.500 quilos de explosivos", informou neste sábado (6) o ministério espanhol do Interior em comunicado, atualizando uma divulgação da véspera.

Na sexta-feira, a polícia de Portugal anunciou ter descoberto cerca de 500 quilos de explosivos e vários "artefatos prontos para serem usados" em um esconderijo no centro do país e que, segundo fontes antiterroristas espanholas, pertencem à organização separatista ETA.

"Cerca de meia tonelada" de explosivos, assim como "ingredientes utilizados para sua fabricação" foram encontrados "na garagem de uma casa" em Casal de Averela, próxima a Óbidos, declarou à imprensa o comandante do centro antiexplosivos da polícia, capitão Helder Barros.

"O material estava armazenado em condições seguras, o que reflete um trabalho de profissionais", afirmou, acrescentando que também foram descobertos "vários explosivos prontos para o uso".

Carro da polícia em frente à casa onde foram encontrados explosivos supostamente pertencentes ao ETA nesta sexta-feira (5) na cidade portuguesa de Óbidos, a 100 km de Lisboa. (Foto: AFP)

Mais cedo, uma fonte antiterrorista espanhola adiantou à AFP que a polícia portuguesa havia descoberto um "material que poderia ser utilizado pelo ETA".

Em entrevista em Lisboa, o diretor da polícia judicial portuguesa, José Almeida Rodrigues, confirmou a descoberta de "uma casa que servia de esconderijo a elementos que poderiam ser de uma rede terrorista", mas sem mencionar especificamente o grupo armado.

O ETA, que figura nas listas das organizações terroristas da UE e dos Estados Unidos, é considerado o responsável pela morte de 828 pessoas em mais de 40 anos de violência pela independência do país Basco.

Muitos integrantes do grupo armado foram presos desde que terminou sua última trégua, em 2006-2007.

Fontes: G1 - Agências

Guerrilhas colombianas selam aliança anti-EUA após reuniões na Venezuela

Venezuela torna-se base operacional terrorista na América Latina

As guerrilhas colombianas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e ELN (Exército de Libertação Nacional) selaram em 2009 um pacto de não agressão e união contra a presença militar dos Estados Unidos no país, depois de três reuniões realizadas na fronteira com a Venezuela, segundo um relatório de inteligência publicado neste domingo na imprensa colombiana.

Nos encontros, que aconteceram no Estado venezuelano de Zulia, os dois grupos concordaram em pôr fim aos choques internos e combater a instalação de bases militares americanas na Colômbia, informou o jornal colombiano El Tiempo.

A primeira reunião teria ocorrido em julho de 2009, e a segunda, em setembro. O terceiro encontro aconteceu "na última semana de outubro" entre representantes dos dois grupos, que concordaram em "trabalhar pela unidade para enfrentar, com firmeza e beligerância, o atual regime".

Fontes: UOL - FOLHA - France Presse

Opinião BGN

A Venezuela tornou-se uma base operacional dos grupos terroristas e subversivos na América Latina. Esta situação deve ser enfrentada seriamente. Não é possível que se permita este cenário.

Dinamarca acusa somali que atacou cartunista de terrorismo

Segundo as autoridades, a decisão foi baseada nos supostos vínculos do detido com a rede terrorista Al Qaeda

As autoridades dinamarquesas acusaram formalmente de atividade terrorista o somali que no último dia 1º de janeiro tentou assassinar o chargista dinamarquês Kurt Westergaard, autor de uma caricatura do profeta Maomé que, em 2005, causou furor na comunidade muçulmana.

O somali de 28 anos, cujo nome não foi revelado, enfrenta ainda duas acusações por tentativa de assassinato pelo ataque contra a casa do cartunista na cidade de Aarhus.

Segundo as autoridades, a decisão foi baseada nos supostos vínculos do detido com a rede terrorista Al Qaeda e em uma decisão anterior do Tribunal Supremo da Dinamarca, que estabelece que uma tentativa de assassinato de Westergaard deve ser entendida como atentado terrorista em sentido jurídico.

Os serviços secretos dinamarqueses (PET) já haviam informado suspeitas sobre os vínculos do agressor com a Al Qaeda e a milícia somali islâmica Al Shabaab.

A aplicação da lei antiterrorista, que chega a estabelecer a prisão perpétua, aumenta de forma considerável a pena caso ele seja efetivamente condenado.

O juiz tinha decretado inicialmente prisão preventiva em regime de isolamento até o dia 27 de janeiro, sob a suspeita de tentativa de assassinato de Westergaard e de um dos policiais que participou da detenção.

O somali, que se declarou inocente em seu comparecimento perante o juiz, foi acusado de agredir outro agente e de violar a lei sobre porte de armas.

O somali invadiu a residência de Westergaard em 1º de janeiro com um machado e uma faca, mais de quatro anos depois da publicação no jornal dinamarquês "Jyllands-Posten" do desenho que mostra Maomé com um turbante em forma de bomba.

Fonte: FOLHA - Efe - Reuters
Brasileiros falam sobre o que mudou na segurança em voos para os EUA http://url.ie/4m13
Suspeito de ataque frustrado a avião fica calado diante de tribunal nos EUA http://url.ie/4m17
Venezuela mandou interceptar avião dos EUA, diz Chávez http://url.ie/4m19

Dois são presos em avião antes de decolagem em aeroporto de Londres

Passageiros teriam feito 'ameaças verbais' antes de partida, diz polícia. Aeroportos estão em alerta desde atentado frustrado em voo no Natal.

A polícia britânica invadiu um voo que partiria para Dubai, nos Emirados Árabes, no aeroporto de Heathrow, em Londres, e prendeu ao menos dois passageiros, disse um porta-voz do aeroporto nesta sexta-feira (8).

Segundo um porta-voz da polícia, eles teriam feito "ameaças verbais" pouco antes da decolagem, o que fez com que o avião não seguisse viagem.

Policiais armados e com cães farejadores invadiram a aeronave, que deveria ter decolado às 20 horas do horário de Londres (18h de Brasília), e retirado os dois passageiros, segundo a CNN.

Segundo a rede Sky News, citando testemunhas, a polícia não teria encontrado nenhuma ameaça no voo.

De acordo com a polícia, o aeroporto continua funcionando normalmente.

Aeroportos ao redor do mundo estão em alerta desde o ataque frustrado a bomba num voo com 298 a bordo entre Amsterdã e Detroit, no dia de Natal.

Fontes: G1 - Reuters

EUA revogam vistos com medo de terrorismo

Governo não precisou quantos vistos foram cancelados após ataque frustrado no Natal

Os Estados Unidos decidiram revogar a concessão de "vistos suplementares" desde o atentado frustrado contra um avião no dia de Natal, informou nesta terça-feira (5) o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley.


- Revogamos vários vistos desde o dia 25 de dezembro, em seguida a informações ligadas a questões de terrorismo.

O anúncio foi feito durante o briefing diário do Departamento de Estado.

Umar Farouk Abdulmutallab, o nigeriano de 23 anos, acusado de ter tentado fazer explodir o voo Amsterdã - Detroit da companhia Delta-Northwest, dispunha de um visto regular para os Estados Unidos.

Crowley lembrou que os Estados Unidos haviam revogado desde os atentados do 11 de setembro de 2001 os vistos de cerca de 1.700 pessoas suspeitas de ter uma ligação com empresas terroristas.

No entanto, o porta-voz negou-se a precisar o número de vistos em questão.


Fonte: R7 - Efe

Alemanha se une a EUA e Reino Unido e fecha embaixada no Iêmen

Alemanha segue exemplo anglo- americano e fecha embaixada

A Alemanha fechou nesta segunda-feira a seção consular, de atendimento ao público, da sua embaixada em Sanna, no Iêmen, por motivos de segurança. Ontem (3), os Estados Unidos e o Reino Unido já tinham fechado as suas embaixadas no país. Em nota, os EUA atribuíram o fechamento a ameaças da rede terrorista Al Qaeda, de Osama bin Laden.

De acordo com o jornal "El Mundo", a embaixada espanhola em Sanaa também ficará fechada nesta segunda-feira. A informação, porém, ainda não foi confirmada. Ontem, essa embaixada restringiu o acesso ao seu prédio, mas manteve seu funcionamento normal.

Um diplomata americano que pediu sigilo de identidade afirmou à agência de notícias Reuters que a embaixada continuará fechada nesta segunda-feira para a "revisão de segurança" que foi iniciada ontem. O Reino Unido, mais uma vez, citou problemas de segurança, porém não os relacionou diretamente à rede terrorista.

O braço da Al Qaeda no Iêmen recebe especial atenção dos EUA desde o último dia 25, dia de Natal, quando o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, 23, que estava no Iêmen, foi para Amsterdã, na Holanda, onde conseguiu embarcar, com explosivos, em um voo com destino a Detroit (EUA). Enquanto tentava acionar os explosivos, o nigeriano acabou contido por outros passageiros, o que impediu que ele explodisse a aeronave, que levava cerca de 300 pessoas.

Em interrogatório, o nigeriano disse que havia recebido as instruções para o ataque frustrado no Iêmen. No sábado (2), o presidente americano, Barack Obama, confirmou que a Al Qaeda do Iêmen estava por trás da ação.

"Segundo certos indicativos, a Al Qaeda prepara um atentado contra um alvo em Sanaa, que pode ser nossa embaixada", afirmou John Brennan, o conselheiro do governo Obama para o antiterrorismo, ontem, em entrevista à TV CNN.

Um empregado iemenita da missão americana que não quis revelar sua identidade disse à agência de notícias Efe que a embaixada pediu para que os funcionários ficassem em casa pelo segundo dia consecutivo.

No último dia 31, Washington alertou seus cidadãos sobre uma contínua ameaça de ataques no Iêmen. "A embaixada dos EUA lembra seus cidadãos que devem manter um alto nível de alerta e que devem pôr em prática medidas de segurança", dizia o texto divulgado ontem no site da embaixada americana em Sanaa.

Nos últimos dias, o governo iemenita enviou centenas de militares extras pra duas Províncias montanhosas do leste do país consideradas bastiões da rede terrorista Al Qaeda e nas quais o nigeriano responsável pelo ataque ao avião teria estado. Um outro reforço foi anunciado na área litorânea, na fronteira com a Somália, depois de rebeldes daquele país terem anunciado que apoiarão o braço iemenita da Al Qaeda na guerra contra o Ocidente.

O Brasil não mantém embaixada no Iêmen. A representação brasileira junto ao governo iemenita é feita pela embaixada brasileira em Riad (Arábia Saudita).

Fontes: FOLHA - Ag Int

EUA e Reino Unido fecham embaixadas no Iêmen por razões de segurança

Não há informação sobre a duração das medidas. Braço iemenita da rede assumiu tentativa frustrada de ataque a avião.

O Ministério das Relações Exteriores britânicos anunciou neste domingo (3) que vai fechar provisoriamente sua Embaixada no Iêmen por "questões de segurança".

Mais cedo, a Embaixada dos Estados Unidos no Iêmen também havia anunciado o fechamento de sua representação diplomática, por conta das ameaças de ataque da rede terrorista da al-Qaeda na Península Arábica.

A delegação diplomática informou, em comunicado em seu site, que a embaixada fechará suas portas, mas não esclarece por quantos dias durará a medida.

Além disso, a nota indica que, no dia 31 de dezembro, o governo dos Estados Unidos lembrou a seus cidadãos que, neste país árabe, existe uma ameaça contínua de ataques terroristas e de violência contra pessoas e alvos americanos.

"A embaixada dos EUA lembra a seus cidadãos que devem manter um nível alto de alerta e que devem pôr em prática medidas de segurança", diz a nota.


Funcionários da Embaixada dos EUA no Iêmen saúdam militares locais no prédio da representação diplomática em foto de 18 de setembro de 2009. (Foto: AFP )

No sábado, o chefe do Comando Conjunto Central do Exército dos EUA, general David Petraeus, chegou ao Iêmen para se reunir com as autoridades do país, um dia depois de anunciar sua intenção de reforçar a assistência militar ao governo de Sana.

No dia de Natal, um terrorista tentou explodir um avião civil com destino a Detroit e confessou posteriormente que tinha recebido treinamento no Iêmen.


Umar Faruk Abdulmutallab em foto divulgada por um professor. (Foto: AFP)

Fontes: G1 - Ag Int

Atentado mata 88 em jogo de vôlei no Paquistão

Ao menos 88 pessoas morreram em um atentado a bomba durante uma partida de vôlei na conturbada região noroeste do Paquistão nesta sexta-feira.

O ataque ocorreu em Lakki Marwat, localidade perto das áreas tribais do Waziristão do Norte e do Sul.

A polícia afirmou que se tratava de um atentado suicida no qual o homem-bomba dirigiu uma caminhonete cheia de explosivos ao local da partida.

A forte explosão derrubou prédios adjacentes e muitas pessoas podem estar soterradas.

Segundo a agência de notícias Associated Press, o policial Habibullah Khan disse que o ataque pode ter sido uma retaliação por tentativas de moradores, que criaram sua própria milícia, de expulsar extremistas da área.

Equipamentos

Entre os mortos, acredita-se que estejam membros do comitê local que faz campanha pela paz na região.

O grupo fazia uma reunião em uma mesquita próxima no momento da explosão.

Testemunhas dizem que equipes de resgate estariam usando a luz de faróis de veículos para buscar sobreviventes no escuro.

"É uma pequena vila com muito poucos recursos para resgate. Estão sendo enviados equipamentos de outros lugares", disse Khalid Isar, do governo local, à agência de notícias Reuters.

Outubro

O Waziristão do Norte e do Sul são regiões assoladas pela violência extremista, de onde insurgentes lançaram ataques contra a região noroeste do Paquistão, assim como a partes do leste do Afeganistão.

Desde outubro, o Exército do Paquistão vem realizando uma ofensiva contra extremistas no Waziristão do Sul.

Quase 600 pessoas morreram em ataques de militantes nos últimos três meses. Vêm sendo alvo de atentados tanto alvos considerados difíceis como bases militares e outros mais fáceis como mercados de rua.

O atentado ocorreu no mesmo dia em que uma multidão participava de uma manifestação em Lahore, pedindo paz e estabilidade


Fonte: BBC

Al Qaeda está sendo derrotada no Iraque e no Iêmen, diz general

As autoridades iemenitas afirmam que suas forças mataram mais de 60 militantes islamitas supostamente pertencentes à Al Qaeda


Gen. David H. Petraeus/Arquivo

O chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos, general David Petraeus, disse nesta sexta-feira que a rede Al Qaeda está sendo derrotada no Iraque e na Península Arábica, que inclui o Iêmen, embora continue ativo em setores destas regiões. "A organização sofreu uma atroz derrota na maior parte do Iraque, mas ainda existe", disse.

Petraus voltou a afirmar a vitória dos EUA no Iraque, em entrevista concedida em Bagdá, apenas dois dias depois de um ataque a um prédio do governo da Província desértica de Anbar ter matado pelo menos 24 pessoas e ferido o governador Qassim Mohammed e de, naquele mesmo dia, um segundo ataque ter matado sete peregrinos sunitas em Khalis.

"À luz dos últimos acontecimentos, necessitamos mais poder para continuar avançando no nível de segurança", afirmou o general. Conforme Petraeus, os EUA estão dispostos a dar a "assistência que for necessária" para ajudar o país a combater o terrorismo. "As operações [terroristas] na Península Arábica caíram drasticamente depois de uma série de duas ações realizadas recentemente", afirmou.


"Estamos determinados em coordenar e trabalhar com nossos sócios na região, incluindo o fato de realizar missões especiais", completou, sem detalhar se isso envolveria uma guerra contra a Al Qaeda iemenita ou apenas apoio logístico e de inteligência.

As autoridades iemenitas afirmam que suas forças mataram mais de 60 militantes islamitas supostamente pertencentes à Al Qaeda em uma ofensiva lançada de 17 a 24 de dezembro, no centro do país e na região de Sanaa.

Os Estados Unidos aumentaram sua ajuda militar e econômica ao Iêmen recentemente por causa da crescente ameaça da Al Qaeda e do ataque frustrado feito por um nigeriano que viveu no Iêmen contra um avião comercial, na noite de Natal.

No ano fiscal de 2010, a ajuda dos EUA ao Iêmen para desenvolvimento e segurança deve chegar aos US$ 63 milhões, contra US$ 40,3 milhões em 2009, de acordo com o porta-voz do Departamento de Estado, Darby Holladay.

Reação

Nesta sexta-feira, insurgentes islamitas somalis, os shebab, anunciaram, em Mogadíscio, que vão enviar combatentes ao Iêmen para ajudar os adeptos da Al Qaeda em sua luta contra as forças governamentais.

Sheikh Mukhtar Robow Abu Mansur, alto dirigente dos shebab, fez o anúncio no norte de Mogadíscio, onde os jovens combatentes treinam para a Guerra Santa contra os inimigos de Alá, segundo suas palavras.

"Nós dissemos a nossos irmãos muçulmanos no Iêmen que vamos atravessar o mar para ajudá-los a combater os inimigos de Alá", declarou.

Essa declaração de apoio acontece em um momento no qual o Iêmen está no centro das atenções dos EUA, por causa do atentado frustrado ao voo 253 da Northwest Airlines, e no qual o governo iemenita pede ajuda do Ocidente para lutar contra a Al Qaeda.

Também nesta sexta-feira, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, propôs que a reunião internacional de alto nível marcada para ocorrer em 28 de janeiro, em Londres, para debater os caminhos da guerra no Afeganistão trate também da radicalização no Iêmen.

Fontes: FOLHA  - AgInt

CIA planeja vingança por ataque contra base no Afeganistão

Além de sua presença no Afeganistão, a agência está envolvida em operações paramilitares

A CIA (agência de inteligência americana) "se vingará" pelo ataque no qual morreram sete de seus agentes em uma base no Afeganistão onde, segundo a imprensa americana, eram dirigidas operações clandestinas contra os talibãs e Al Qaeda.

A imprensa dos Estados Unidos citou um funcionário não identificado dos serviços de inteligência que disse que "este ataque será vingado mediante operações antiterroristas agressivas e bem-sucedidas".

O chefe de unidade da agência, no sudeste do Afeganistão, e outros seis funcionários morreram quando um indivíduo entrou na base Chapman, na província de Khost, e detonou explosivos que levava sob seu uniforme, confirmou o diretor da CIA, Leon Panetta.

Os diários "The Washington Post" e "The New York Times" indicaram que os agentes do serviço de inteligência que trabalhavam na base Chapman eram responsáveis pela coleta e análise de informação, e pelo planejamento de missões contra os talibãs e a Al Qaeda na região de fronteira entre Afeganistão e Paquistão.

Entre essas operações, segundo fontes dos serviços de inteligência citadas pela imprensa, estavam os ataques com aviões não tripulados e mísseis para matar dirigentes dos grupos rebeldes.

"Campanha agressiva"

"Em meses recentes os funcionários da CIA nessa base tinham iniciado uma campanha agressiva contra um grupo extremista dirigido por Sijaruddin Haqqni, a quem foi atribuída a responsabilidade pela morte de dezenas de soldados americanos", indicou o "The New York Times".

A cadeia de televisão "CNN" afirmou que, entre os americanos mortos, estavam dois empregados da empresa Xe, anteriormente conhecida como Blackwater Worldwide, provedora de paramilitares que apóiam operações dos EUA no Afeganistão, Iraque e outros países.

O suicida, que levava explosivos sob um uniforme do Exército Nacional Afegão, aparentemente entrou na pequena base fortificada depois que se ofereceu como informante das atividades dos insurgentes.

O incidente mostra o papel cada vez mais relevante que a CIA foi assumindo nos últimos meses nas campanhas dos EUA contra grupos extremistas e insurgentes em diferentes partes do mundo.

Operações paramilitares

Além de sua presença no Afeganistão, a agência está envolvida em operações paramilitares, como o uso de aviões não tripulados para a destruição de alvos no Paquistão ou a alocação de agentes que cooperam clandestinamente com autoridades do Iêmen na luta contra grupos vinculados à Al Qaeda.

Segundo o "The Washington Post", "no último ano a CIA construiu um 'arquipélago' de bases no sul e leste do Afeganistão, e tirou os agentes da embaixada em Cabul para enviá-los para mais perto de seus alvos".

A base Chapman fica a vários quilômetros da cidade de Khost, na região de Campo Salerno, uma base maior, onde estão tropas de forças especiais dos Estados Unidos.

A CIA foi criada em 1947 e desde então perdeu aproximadamente 90 agentes em serviço, e sempre teve uma unidade de operações paramilitares conhecida como "divisão de atividades especiais" envolvida em todo tipo de operações secretas que normalmente são realizadas pelas forças militares especiais.

Depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o presidente George W. Bush autorizou à agência a expandir sua divisão de atividades especiais para atacar terroristas com operações clandestinas em países como Paquistão e Somália, onde legalmente não operam as forças militares americanas.

"O fato de a agência, de fato, realizar uma guerra no Paquistão, é a representação clara de uma das mudanças mais significativas na história da CIA", assegurou o "Post".

Fonte: FOLHA - Efe

Susto na Times Square, em Nova York, acaba sem incidentes

Veículo suspeito levou polícia a esvaziar prédios, incluindo o da Nasdaq. Checagem do veículo não encontrou nada perigoso, informou porta-voz.

Um susto que levou a polícia de Nova York a esvaziar três edifícios na Times Square, incluindo o prédio da bolsa de tecnologia Nasdaq, acabou sem incidentes nesta quarta-feira (30).

A ação da polícia foi provocada por uma van suspeita na Times Square, no centro financeiro da cidade, mas uma checagem do veículo parado não encontrou nada perigoso, informou a porta-voz da polícia.


Policias e pedestres observam veículo declarado suspeito na Times Square, nesta quarta (30) (Foto: Lucas Jackson / Reuters)

A polícia chegou a bloquear a área onde o carro estava estacionado, nas esquinas entre a 42nd Street e a Broodway, segundo a rede americana CNN.

A segurança no local está sendo reforçada devido aos preparativos para a festa que celebra a chegada do Ano Novo, que recebe anualmente milhares de americanos e turistas.

Fontes: G1- CNN - AP

EUA abrem no Iêmen uma "terceira frente" contra Al Qaeda

O Pentágono planeja utilizar destacamentos das Forças Especiais para dar instrução aos militares iemenitas

Os Estados Unidos abriram uma "terceira frente" contra a rede terrorista Al Qaeda, desta vez no Iêmen, por temerem que o país do Oriente Médio se torne tão instável quanto o Afeganistão e passe a ser um dos principais centros da organização de Osama Bin Laden, informa hoje a imprensa americana.

Nos próximos 18 meses, o Pentágono gastará mais de US$ 70 milhões (cerca de R$ 120 milhões) no Iêmen, segundo o jornal "The New York Times".


"No meio de duas guerras maiores, os EUA abriram silenciosamente uma terceira frente, em grande parte clandestina, contra a Al Qaeda no Iêmen", diz a publicação, citando como fontes militares de alta patente.

As agências de inteligência americanas investigam se o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, que tentou explodir um voo comercial que seguia da Holanda para os EUA no dia de Natal, obteve o dispositivo e o treinamento necessários no Iêmen, como ele próprio alega.

O Pentágono planeja utilizar destacamentos das Forças Especiais para dar instrução aos militares iemenitas, segundo o New York Times, que indicou que a medida representaria um aumento em dobro da ajuda militar concedida até agora ao país árabe.

Por sua vez, o "The Washington Post", que cita fontes similares, informa que "o Governo iemenita, sob forte pressão dos EUA e com significativa ajuda americana, lançou nos últimos dez dias ataques aéreos e terrestres contra uma célula local da Al Qaeda, matando mais de 50 militantes".

Os EUA têm atualmente mais de 70 mil soldados no Afeganistão, país que invadiu em 2001 para combater a rede terrorista, e outros 125 mil no Iraque desde 2003.

Segundo o jornal nova-iorquino, "há um ano a CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos) enviou (ao Iêmen) vários de seus agentes mais destacados com experiência na luta contra o terrorismo".

"Ao mesmo tempo, algumas das unidades mais secretas de Operações Especiais começaram a instruir as forças de segurança iemenitas em táticas contra atividades terroristas", acrescentou.

O Washington Post sustenta a versão de que Abdulmutallab "poderia ter sido equipado e instruído por um especialista em bombas da Al Qaeda no Iêmen".


"Isto representaria um aumento significativo das atividades da Al Qaeda na Península Arábica e o surgimento de uma nova ameaça para os EUA, o Oriente Médio e o nordeste da África", acrescentou.

Exibir mapa ampliado

Fontes: Terra - Efe

Oficiais paquistaneses pressionam diplomatas americanos no país, diz jornal

"Eles não querem mais americanos aqui. Eles não sabem exatamente o que os americanos estão fazendo"

Funcionários do serviço de inteligência e das Forças Armadas do Paquistão participam de uma campanha não declarada contra os diplomatas americanos no país, informa o jornal "The New York Times", em um sinal da frágil relação entre os dois países em meio ao investimento bilionário dos Estados Unidos na guerra ao grupo islâmico Taleban em solo paquistanês.

Segundo o jornal, que cita fontes de Washington, as medidas incluem vistos negados para cerca de 135 oficiais americanos --o que deixou alguns setores da embaixada com apenas 60% do pessoal--, além de revistas frequentes em seus veículos. As "vítimas" são militares, agentes da CIA (agência central de inteligência), especialistas em desenvolvimento e diplomatas.

O Paquistão diz que as revistas nos carros dos diplomatas não são assédio e sim resposta à ação provocativa dos americanos. Eles citam situações nas quais diplomatas fugiram de postos de checagem da polícia. A embaixada nega.

A situação fica mais delicada porque, como diplomatas são alvos prioritários de militantes, eles devem carregar suas placas de identificação dentro do veículo --o que os deixa vulneráveis a constantes checagens pela polícia.

A fonte citada pelo "NYT" diz que o assédio já atrapalha os próprios interesses paquistaneses ao atrasar programas desenvolvidos pelos americanos no país --além de manter parados quatro helicópteros usados para transportar militantes capturados porque os vistos de 14 pilotos não foram aprovados.

A campanha afeta ainda o envio de uma verba de quase US$ 1 bilhão por ano para o combate ao terrorismo no país, já que o último dos cinco responsáveis pela embaixada americana --que cuida dos trâmites legais-- teve que deixar o país ao ter a prorrogação do visto negada.

O jornal diz que, apesar de não declarada, o governo paquistanês sabe da campanha de assédio. Eles responsabilizam, contudo, o que chamam de provocações e arrogância americanas, que não entenderiam que a aliança paquistanesa com os EUA divide o país.

"Infelizmente, os americanos são arrogantes. Eles se acham onipotentes. Assim que eles agem", disse um agente de segurança paquistanês, que não quis se identificar

As ações seriam parte de uma estratégia dos funcionários paquistaneses de minar os planos de expansão do governo americano de trazer 300 novos funcionários para a embaixada no país, além dos 500 que já trabalham no local.

"Eles não querem mais americanos aqui. Eles não sabem exatamente o que os americanos estão fazendo", disse um diplomata ao jornal.

A campanha pode ameaçar os esforços renovados do governo americano, que estendeu a guerra contra os talebans para solo paquistanês e ampliou a ajuda --e a cobrança por ação-- ao país.

Fonte: FOLHA

EUA devem anunciar que prisão do Illinois recebará presos de Guantánamo

Até 90 detentos seriam transferidos para o Thomson Correctional Center.
Complexo tem 1.600 celas e seria cedido ao Departamento de Defesa.

Os Estados Unidos devem anunciar nesta terça-feira (15) planos do presidente Barack Obama em adquirir um presídio localizado no Illinois para transferir um número limitado de presos da base naval norte-americana da baía de Guantánamo, em Cuba, como medida para iniciar o fechamento da prisão militar, afirmam as agências internacionais de notícias, com base na informação de um funcionário do governo.

De acordo com essa fonte, o governo dos EUA vai adquirir a Thomson Correctional Center, uma prisão de segurança máxima localizada em uma vila rural a cerca de 150 km de Chicago. Além das agências de notícias, divulgam a informação os jornais “The New York Times” e “Los Angeles Times”.

O anúncio oficial deve ser feito na Casa Branca, na presença do governador do estado de Illinois, Pat Quinn, e do senador pelo mesmo estado Richard Durbin.


Vista aérea do Thomson Correctional Center. (Foto: Arquivo/AP Photo)

Construído em 2001, o presídio concebido para o sistema penal federal teria custado aos cofres públicos cerca de US$ 120 milhões. O complexo tem 1.600 celas, mas estaria recebendo cerca de 200 prisioneiros. O prédio seria cedido ao Departamento de Defesa.

O fechamento da prisão de Guantánamo, onde estão presos suspeitos de atos terroristas, foi uma das promessas de campanha de Obama. Ele disse que fecharia o complexo em um ano, a partir de sua eleição à Presidência dos EUA.

Um porta-voz do senador Durbin disse ainda que a instalação erguida em Illinois abrigaria, além de presos federais, entre 35 e até 90 transferidos de Guantánamo.

Fontes: G1 - Agências

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