Dinamarca acusa somali que atacou cartunista de terrorismo

Segundo as autoridades, a decisão foi baseada nos supostos vínculos do detido com a rede terrorista Al Qaeda

As autoridades dinamarquesas acusaram formalmente de atividade terrorista o somali que no último dia 1º de janeiro tentou assassinar o chargista dinamarquês Kurt Westergaard, autor de uma caricatura do profeta Maomé que, em 2005, causou furor na comunidade muçulmana.

O somali de 28 anos, cujo nome não foi revelado, enfrenta ainda duas acusações por tentativa de assassinato pelo ataque contra a casa do cartunista na cidade de Aarhus.

Segundo as autoridades, a decisão foi baseada nos supostos vínculos do detido com a rede terrorista Al Qaeda e em uma decisão anterior do Tribunal Supremo da Dinamarca, que estabelece que uma tentativa de assassinato de Westergaard deve ser entendida como atentado terrorista em sentido jurídico.

Os serviços secretos dinamarqueses (PET) já haviam informado suspeitas sobre os vínculos do agressor com a Al Qaeda e a milícia somali islâmica Al Shabaab.

A aplicação da lei antiterrorista, que chega a estabelecer a prisão perpétua, aumenta de forma considerável a pena caso ele seja efetivamente condenado.

O juiz tinha decretado inicialmente prisão preventiva em regime de isolamento até o dia 27 de janeiro, sob a suspeita de tentativa de assassinato de Westergaard e de um dos policiais que participou da detenção.

O somali, que se declarou inocente em seu comparecimento perante o juiz, foi acusado de agredir outro agente e de violar a lei sobre porte de armas.

O somali invadiu a residência de Westergaard em 1º de janeiro com um machado e uma faca, mais de quatro anos depois da publicação no jornal dinamarquês "Jyllands-Posten" do desenho que mostra Maomé com um turbante em forma de bomba.

Fonte: FOLHA - Efe - Reuters

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