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Direitista Piñera é eleito presidente no Chile

Frei reconhece derrota e o fim de 20 anos de governo da esquerda no país desde Pinochet.

O empresário direitista Sebastián Piñera, novo presidente do Chile, pediu “unidade” para enfrentar os problemas do país em sua primeira aparição pública depois de vencer as eleições presidenciais deste domingo.

“Nosso país necessita, hoje mais do que nunca, de unidade. Os problemas que enfrentamos hoje em dia são muito grandes e desafiantes, e precisamos de unidade”, disse Piñera a Eduardo Frei, seu rival, em um encontro em que os dois estavam acompanhados por suas famílias.


Sebastián Piñera (à esquerda) é cumprimentado por seu adversário Eduardo Frei, governista, após vencer as eleições chilenas. (Foto: Ivan Alvarado/Reuters)

Frei, que reconheceu cedo sua derrota, admitiu que “o novo governo abre novas expectativas para muitos chilenos” e desejou a Piñera “pleno êxito em seu governo”.


"Quero felicitar Sebastián Piñera. A maioria dos chilenos lhe deram sua confiança para que conduza os destinos do país pelos próximos quatro anos, e desejo êxito em sua gestão", reconheceu o candidato derrotado.

Até o final da noite deste domingo (17), Piñera tem 51,6% dos votos e Frei tem 48,4%, com 99% das urnas apuradas. As urnas começaram a ser fechadas e os votos apurados às 17h de Brasília. Em uma jornada eleitoral sem sobressaltos, mais de 7 milhões de chilenos foram convocados às urnas após o primeiro turno, realizado em 13 de dezembro.

Empresário

Aos 60 anos, Piñera é economista e fez mestrado e doutorado na mesma área. Ele trabalhou na Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), atuou como professor universitário. e já foi senador e presidente do seu partido.


Apoiadores de Sebastián Piñera comemoram em Santiago os primeiros resultados do segundo turno das eleições presidenciais. (Foto: Martin Bernetti/AFP)

Piñera é um dos homens mais ricos do Chile, proprietário de uma rede de televisão, detentor de partes da companhia aérea LAN e com investimentos variados nos setores de minerador, imobiliário e de saúde. Ele prometeu consolidar a "economia social de mercado", sempre privilegiando os empregos.

A derrota do candidato governista representa a volta da direita chilena à Presidência pela via democrática 52 anos depois da vitória de Jorge Alessandri, em 1958.

Piñera também põe fim a quatro mandatos consecutivos da Concertação e se transforma no primeiro líder da direita desde o retorno do Chile à democracia, em 1990, após 17 anos do regime militar comandado por Augusto Pinochet (1973-1990).

Fonte: G1

Com 98,3% das urnas apuradas, eleição presidencial vai a 2º turno no Chile

Direitista Sebastián Piñera é favorito no próximo pleito, em janeiro.
Candidato da situação disse sentir um 'apoio sólido' para seguir em frente.



Um novo relatório oficial lido pelo subsecretário do Interior chileno, Patricio Rosende, à meia-noite desta segunda-feira (14), horário de Brasília, definiu que, com 98,3% das urnas apuradas, a eleição presidencial no Chile irá para segundo turno.

Vão concorrer o candidato da direita Sebastián Piñera, que está com 44%, e o oficialista Eduardo Frei, que obteve até agora 29,6%. O candidato independente Marco Enríquez-Ominami tem 20,1%. Eduardo Frei já foi presidente de 1994 a 2000, e Piñera é um empresário com uma fortuna avaliada em US$ 1 bilhão, segundo a revista Forbes.

As pesquisas já apontavam esse resultado, mas era esperada uma maior porcentagem de votos para a coalizão de esquerda Concertación, que governa o Chile há quase 20 anos, desde a queda do ex-ditador Augusto Pinochet.

Os candidatos agora oficiais ao segundo turno já se pronunciaram e disseram estar dispostos a conquistar o apoio que falta para vencer as eleições de janeiro.

A presidente Michelle Bachelet pediu aos candidatos que façam uma campanha que "privilegie o debate de ideias."


Eleitores fazem fila para votar no Chile (Foto: AP)

Analistas apontam a dificuldade da direita em conseguir o apoio necessário para sair vitoriosa na próxima etapa das eleições, já que se espera que os 20% de Marco-Enríquez vá para a esquerda - ele próprio deixou o Partido Socialista em junho deste ano para concorrer de maneira independente as eleições.

Questionado pelo G1 sobre a conquista de novos eleitores, o economista e membro da coalizão direitista Juan Andres Fontaine disse que "a mensagem de mudança está chegando aos cidadãos" e que os 6% que lhes faltam serão alcançados. "Marco Enríquez tem muitos pontos de seu programa em comum com o nosso."

A votação foi calma e sem registro de incidentes graves. O canal TVN relatou que um homem idoso teve um ataque cardíaco durante a votação, e outros incidentes menores foram relatados pelo país.

Fonte: G1/ Giovana Sanchez

Com 60% das urnas abertas, Piñera e Frei devem disputar segundo turno no Chile

Segundo turno entre esquerda e direita no Chile em janeiro


Sebastián Piñera (oposição) deve disputar o segundo turno com Eduardo Frei (governo)/Carlos Espinoza/Ian Salas/AP/Efe

O subsecretário do Interior do Chile, Patricio Rosende, revelou os novos resultados parciais das eleições presidenciais no Chile, com 59,9% das urnas abertas e contabilizadas, e que apontam para a realização de um segundo turno eleitoral, marcado para o dia 17 de janeiro.

O candidato da oposição, o conservador Sebastián Piñera, lidera a apuração com 44,23% dos votos, seguido pelo candidato governista Eduardo Frei (centro-esquerda), com 30,5%. Analistas políticos afirmam que a liderança por larga margem de Piñera o coloca em posição vantajosa para disputar as eleições de janeiro.

Uma vitória de Piñera em janeiro encerraria 20 anos da coalizão de centro-esquerda no poder, que alterou o modelo econômico do país desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Também marcaria uma virada à direita em uma região dominada por líderes esquerdistas, embora analistas políticos não esperem que Piñera altere bruscamente as políticas econômicas que tornaram o Chile um paradigma de estabilidade econômica.

Um político de direita não vence uma eleição há 50 anos no Chile, um país com uma economia baseada nas exportações de frutas, salmão e cobre, com uma população de 16 milhões de habitantes, distribuídos por um território com um deserto ao norte e uma região gelada ao sul.

Pinochet subiu ao poder em 1973 por meio de um golpe, e manteve um regime em que mais de 3 mil pessoas foram assassinadas ou desapareceram em 17 anos.

À coalizão de esquerda que governou o país desde então é atribuído a evolução do país para os mais altos padrões de vida da região.

Mas depois de várias décadas no poder, muitos eleitores perderam a confiança na coalizão. "Depois de 20 anos eu parei de acreditar na Concertación", disse a Karla Spinoza,33, uma designer de programas para computador, que votou na atual presidente Michele Bachelet, não em Piñera, nas eleições de 2005.

Fontes: FOLHA - France Presse

Empresário de direita deve vencer eleição presidencial do Chile

Sebastian Piñera deverá vencer eleições

O multimilionário empresário e político conservador Sebastián Piñera é o favorito para ganhar as eleições presidenciais de domingo no Chile. Contudo, segundo as pesquisas, ele não evitaria um segundo turno, previsto para 17 de janeiro.

Piñera vai provavelmente enfrentar o candidato do governo, Eduardo Frei, no segundo turno.

Caso saia vencedor, o empresário será o primeiro presidente de direita eleito no Chile em meio século e porá fim a décadas de governos da coalizão de centro-esquerda Concertação.

Piñera, com 60 anos, atua em áreas como transporte aéreo e televisão. A revista Forbes o coloca entre os mil homens mais ricos do mundo. Ele ingressou na política em 1989, quando foi eleito senador por Santiago.

O principal adversário do empresário, Eduardo Frei, foi presidente do Chile entre 1994 e 2000. Com 67 anos, o engenheiro e empresário é filho do carismático ex-presidente Eduardo Frei Montalva que, de acordo com as últimas investigações, foi assassinado durante a ditadura no país.

Homossexuais

Os candidatos à Presidência do Chile buscam votos das minorias sexuais, em um reflexo da mudança cultural no país. Embora Piñera e Frei --que são católicos-- tenham declarado que o casamento é a união entre um homem e uma mulher, ambos se mostraram dispostos a regulamentar as uniões de pessoas do mesmo sexo nas questões de herança e dos benefícios de saúde.

Um terceiro candidato que aparece mais atrás nas pesquisas, o independente de esquerda Marco Enríquez-Ominami, também é partidário dos pactos de união civil. "Nessas questões a sociedade chilena avança mais que a política, que os meios de comunicação e as instituições", disse o advogado e jornalista Héctor Soto, colunista do diário chileno "La Tercera".

Conflitos indígenas

A intensificação do conflito indígena na região de Araucanía, no centro-sul do Chile, no entanto, se converteu em tema da campanha e expôs as limitações da política indígena da Concertação.

O conflito por terras envolve os mapuches, a principal etnia indígena chilena, que soma 600 mil pessoas (3,5% da população). Opõe indígenas a grandes agricultores e empresas de exploração mineral e florestal na região de Araucanía, a mais pobre do país, que concentra os mapuches da área rural.

O problema costuma aumentar em anos eleitorais e de crise econômica, como 2009. De janeiro até o fim de julho houve 37 atos de violência de grupos indígenas locais, como tomada de terrenos e incêndios, ante 23 no mesmo período de 2008.

Em agosto, a tensão cresceu após a morte de um mapuche pela polícia em reintegração de posse. A agitação se somou à ameaça do governo da esquerdista moderada Michelle Bachelet de usar a lei antiterror da ditadura contra quatro mapuches acusados de vandalismo.

A disputa envolve direitos sobrepostos e remete à constituição da propriedade privada na região, há 120 anos. Agricultores se instalaram e adquiriram direitos sobre terras que, em muitos casos, eram áreas indígenas com direitos constituídos pela Coroa espanhola.

Frei disse, ao visitar a região, que o conflito "não se reduz à compra de terras" e propôs investir em educação e em infraestrutura.

Fonte: FOLHA

Chile vota pela primeira vez sem Pinochet, mas legado de ex-ditador persiste

Eleições presidenciais amanhã no Chile

O Chile viverá no próximo domingo suas primeiras eleições presidenciais sem o ex-ditador Augusto Pinochet, morto há três anos, mas sua herança se mantém no sistema eleitoral, na economia e em outras leis que não puderam ser revertidas, 20 anos depois do fim de seu regime.

Apesar de a figura do ex-ditador quase não ter aparecido nesta eleição, seu legado continua inscrito no sistema político chileno e no modelo econômico.

"O principal legado de Pinochet é o modelo econômico e a ordem institucional. Ele é o pai do modelo chileno, que mudou desde o retorno à democracia. O modelo neoliberal é agora uma economia social de mercado, mas suas bases continuam sendo as impostas por Pinochet", disse à AFP, o analista Patricio Navia.

Em 2005, 15 anos depois do fim da ditadura, o presidente socialista Ricardo Lagos proclamou o fim da transição ao reformar a Constituição imposta por Pinochet em 1980 para dar legitimidade á sua ditadura (1973-1990).

"Enclaves autoritários"

A reforma de Lagos eliminou os chamados "Enclaves autoritários" (Pinochet era senador vitalício), a imobilidade dos comandantes em chefe das Forças Armadas e acabou com o Conselho de Segurança Nacional que tutelava a democracia, entre outras modificações.

Mediante um ato administrativo de grande simbolismo político, a Constituição deixou de levar a assinatura de Pinochet e foi substituída pela rubrica de Lagos.

Mas, apesar das reformas, a Constituição chilena continua sendo um dos principais legados de Pinochet, na visão dos analistas.

"A 'Concertación' soube manter e corrigir as boas reformas da ditadura e eliminar muitas das ruins. Assim, a sombra de Pinochet ainda está presente. Corrigida, democratizada e sem enclaves autoritários, a Constituição continua sendo a de Pinochet", disse Navia.

Para o analista Mauricio Morales: "apesar das profundas reformas, não é uma Constituição falada pelo povo. A transição só poderá ser dada por concluída quando a Constituição for feita por consenso e isso ainda não aconteceu", destacou.

Exclusão de minorias

O sistema eleitoral para a eleição legislativa é de caráter binominal e também foi instaurado por Pinochet. Na prática, consolidou dois grandes blocos de partidos, excluindo as minorias como o Partido Comunista e os independentes.

"A herança de Pinochet ainda sobrevive, com um de seus enclaves mais difíceis de modificar: o sistema eleitoral", disse Mauricio Morales.

Os altos quoruns necessários no Congresso para modificar a lei fracassaram em pelo menos sete tentativas de se reforçar o sistema eleitoral chileno.

Da era Pinochet sobrevive a "lei do cobre", uma das normas mais criticadas pelos vizinhos do Chile: a obrigatoriedade de que 10% dos ganhos do cobre (o maior produto de exportação do Chile) sejam destinados à compra de armas.

A presidente Michelle Bachelet tentou, sem sucesso, reverter esta medida

Fonte: FOLHA

Após duas décadas no governo, coalizão de esquerda pode deixar o poder no Chile

Às vésperas do 1º turno, direitista é favorito à Presidência.
Além dele, esquerda governista enfrenta dissidente neste domingo (13).

Mulher corre nesta quarta-feira (8) nas ruas de Santiago cercada de cartazes da campanha presidencial chilena. (Foto: AFP)

As eleições presidenciais deste domingo (13), no Chile, serão as primeiras após a morte de Augusto Pinochet e, coincidências à parte, podem trazer o fracasso da Concertación, coalizão de centro-esquerda que está no poder há quase 20 anos - desde que o ex-ditador, derrotado num plebiscito, deixou o poder no país. A Concertación lançou como candidato o ex-presidente Eduardo Frei, que enfrenta um forte empresário concorrente da direita e encara ainda a candidatura de um dissidente do Partido Socialista.


"Esta é a primeira eleição desde o retorno à democracia em que todos os candidatos se opuseram a Pinochet no plebiscito de 1988. [Sebastián] Piñera [candidato da direita] também se opôs a Pinochet. Isso o aproxima de setores moderados que estão cansados da Concertación, mas que também estavam temerosos de uma direita demasiado ligada ao autoritarismo", explica em entrevista ao G1 Patrício Navia, cientista político chileno e professor do Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Nova York.


Eduardo Frei, da Concertación, e Sebastián Piñera, do partido Renovação Nacional, em debate eleitoral do dia 9 de novembro (Foto: Martin Bernetti/AFP)

As pesquisas para o pleito deste domingo apontam Piñera na frente, mas não com votos suficientes para garantir a vitória no primeiro turno. Segundo pesquisa do instituto Ipsos realizada em outubro, Piñera aparece com 36,7% das intenções de voto, contra 27,2% de Eduardo Frei e 17,8% do independente Marco Enríquez-Ominami. A mesma instituição fez pesquisas desde abril, e os resultados comparativos mostraram uma diminuição dos índices de Piñera e um pequeno aumento dos de Frei.

Segundo analistas entrevistados pelo G1, a centro-esquerda sofre um desgaste pelos 20 anos no governo e enfrenta ainda um vácuo de novas lideranças, apesar do alto índice de aprovação do governo de Michelle Bachelet. "Ao mesmo tempo em que amam Bachelet, eles estão menos empolgados com a Concertación. Existe uma percepção generalizada de que a Concertación é elitista e não chega ao 'povo' chileno", explica Peter Siavelis, doutor em filosofia e autor de "The President and Congress in Postauthoritarian Chile" (sem tradução em português).

"O problema é que o sucesso da Concertación foi construído em um modelo político que se baseou em uma série de acordos formais e informais entre elites para subscrever a transição democrática e evitar uma mudança desestabilizadora. Esses acordos excluíram o grande público e levaram a uma diminuição da confiança nos partidos políticos e na democracia em si."

Quer o governo perca ou ganhe as eleições, um fato certo é que as coisas estão mudando na política do Chile. E estão mudando rápido. Logo após ter sido impedido de concorrer nas primarias de sua legenda para definição do candidato presidencial, o jovem Marco Enríquez-Ominami, de 36 anos, saiu do Partido Socialista e levou muitos apoiadores para uma candidatura independente. Apesar de sua criticada falta de experiência na política (ele só exerceu um cargo, como deputado), seu nome desponta nas pesquisas.

A dificuldade da direita em ser maioria

Apesar de estar na frente nas pesquisas e de ter um candidato não diretamente ligado com o pinochetismo, a direita não conseguiu ainda ser maioria. Para Peter Siavelis, esse grupo sempre representou cerca de 30% dos votos no país. "Para ganhar, os partidos da direita precisam circular entre o centro. Apesar da assertiva que sempre se ouve de que o Chile é um país conservador, politicamente ele é um país de centro-esquerda."

Já o professor da Unesp e autor de "Democracia e socialismo: a experiência chilena", Alberto Aggio, acredita que "a direita ainda não se livrou inteiramente da marca deixada por Pinochet". Em uma entrevista ao jornal espanhol "El País", o ex-presidente do Chile Ricardo Lagos afirmou que todos os que estão em volta de Piñera são herdeiros de Pinochet. A frase causou impacto.

Segundo o cientista político Patricio Navia, não são todos em volta do candidato que compartilham do pinochetismo. Mas há muitos. "Até agora, ele parece ter dificuldades para convencer uma maioria de chilenos de que os colaboradores de Pinochet não terão influencia em um possível governo. Se ele conseguir convencer de que será ele que estará no poder, ganhará as eleições no segundo turno."

Conheça os principais candidatos à Presidência do Chile

A disputa eleitoral pela Presidência do Chile está acirrada e, pela primeira vez em vinte anos, um candidato que não pertence à coalizão de centro-esquerda está na frente nas pesquisas e tem fortes chances de ser eleito. As últimas pesquisas, no entanto, indicam um segundo turno entre o empresário Sebastián Piñera e o candidato do governo, o ex-presidente Eduardo Frei.

Conheça os principais candidatos nas eleições do dia 13 de dezembro:

Sebastián Piñera (Coalizão para a Mudança)


Sebastián Piñera após registrar candidatura em setembro deste ano (Foto: Martin Bernetti/AFP)

O candidato do partido Renovação Nacional na coalizão direitista aparece em primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto do Chile. Piñera perdeu as eleições presidenciais em 2005 no segundo turno e foi o escolhido pela chapara para uma nova aposta para 2010.

Aos 60 anos, Piñera é economista e fez mestrado e doutorado na mesma área. Ele trabalhou na Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) e atuou como professor universitário. Ele já foi senador e presidente do partido.

Veja o site da campanha de Piñera, em espanhol

No programa de governo do candidato são apresentados 75 compromissos, definidos como "metas exigentes, mas factíveis". Conheça algumas das propostas de Piñera:

Criação de 1 milhão de novos empregos com "salários justos e dignos";
Criação de 10 mil novos cargos de policiais e ampliação do plano de segurança;
Implantação do programa 'vida nova': construção de 10 centros de reabilitação para jovens envolvidos com drogas.
Criação de um ministério do desenvolvimento social subordinado diretamente à presidência.
Construção de 10 hospitais de excelência e 76 consultórios médicos.
Ampliação da licença maternidade de três a seis meses.

Eduardo Frei (Concertación)

O ex-presidente e candidato Eduardo Frei em campanha em setembro deste ano (Foto: Claudio Santana/AFP)

O engenheiro do Partido Democrata Cristão tenta um novo mandato como presidente do Chile - ele exerceu o cargo de 1994 a 2000. A liderança veio de família, já que seu pai, Eduardo Frei Montalva, governou o Chile em 1964.

Aos 67 anos, Frei já foi senador e chegou a assumir a presidência da Casa.


Veja o site do candidato, em espanhol

Conheça algumas de suas propostas:

Uma das medidas prioritárias seria a convocação de um debate nacional para um acordo entre trabalhadores, empresários e o Estado no desenvolvimento de um projeto para mudar as leis trabalhistas do país.
Aumento da oferta de berçários e creches e criação de um mecanismo de discriminação positiva' para facilitar o ingresso de estudantes pobres.
Construir 50 'centros de excelência clínica' com alta tecnologia médica.
Possibilitar maior autonomia política para as regiões, deixando os moradores elegerem suas assembleias regionais por voto direto e os prefeitos poderão ser retirados por um plebiscito;
Aumentar o número de policiais nas ruas e a criação de um ministério da segurança cidadã para prevenir, reprimir e reabilitar;
Na economia, a chapa apresenta 12 medidas para proteger os consumidores, potencializar a competência e evitar os monopólios.

Marco Enríquez-Ominami (candidato independente)

Marco Enriquez-Ominami antes de debate na TV, em novembro deste ano (Foto: Martin Bernetti/AFP)

Com apenas 36 anos, o candidato tem uma história de exílio na ditadura ainda pequeno - cursou a escola primária na França, para só depois voltar ao Chile. É formado em filosofia, estudou cinema e mantém uma produtora de vídeos.

Veja o site do candidato, em espanhol

Foi eleito deputado em 2005, pelo Partido Socialista - seu único cargo político. Ominami decidiu se candidatar a presidente após não ter sido um dos candidatos das primárias de seu partido. Ele deixou a chapa e virou independente, apesar de se declarar um 'herdeiro da presidente Bachelet'. Na comparação das últimas pesquisas de intenção de voto, sua evolução é significativa.

Conheça algumas de suas propostas:

O candidato propõe a realização de uma nova Constituição "produto de um amplo processo de debate e consulta" baseada nos direitos fundamentais, representativa do direito das maiorias e protetora das minorias;
Realização de uma reforma tributária para que "os que ganham mais paguem mais";
Ampliação da descentralização política e fortalecimento das autoridades regionais;
Criação de um ministério social, para cuidar especificamente das políticas de proteção social;
Impulso ao desenvolvimento de novas fontes de energia renovável;
Aumentar a tributação ao álcool e ao tabaco

Fontes: G1/Giovana Sanchez

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