Segundo turno entre esquerda e direita no Chile em janeiro
Sebastián Piñera (oposição) deve disputar o segundo turno com Eduardo Frei (governo)/Carlos Espinoza/Ian Salas/AP/EfeO subsecretário do Interior do Chile, Patricio Rosende, revelou os novos resultados parciais das eleições presidenciais no Chile, com 59,9% das urnas abertas e contabilizadas, e que apontam para a realização de um segundo turno eleitoral, marcado para o dia 17 de janeiro.
O candidato da oposição, o conservador Sebastián Piñera, lidera a apuração com 44,23% dos votos, seguido pelo candidato governista Eduardo Frei (centro-esquerda), com 30,5%. Analistas políticos afirmam que a liderança por larga margem de Piñera o coloca em posição vantajosa para disputar as eleições de janeiro.
Uma vitória de Piñera em janeiro encerraria 20 anos da coalizão de centro-esquerda no poder, que alterou o modelo econômico do país desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
Também marcaria uma virada à direita em uma região dominada por líderes esquerdistas, embora analistas políticos não esperem que Piñera altere bruscamente as políticas econômicas que tornaram o Chile um paradigma de estabilidade econômica.
Um político de direita não vence uma eleição há 50 anos no Chile, um país com uma economia baseada nas exportações de frutas, salmão e cobre, com uma população de 16 milhões de habitantes, distribuídos por um território com um deserto ao norte e uma região gelada ao sul.
Pinochet subiu ao poder em 1973 por meio de um golpe, e manteve um regime em que mais de 3 mil pessoas foram assassinadas ou desapareceram em 17 anos.
À coalizão de esquerda que governou o país desde então é atribuído a evolução do país para os mais altos padrões de vida da região.
Mas depois de várias décadas no poder, muitos eleitores perderam a confiança na coalizão. "Depois de 20 anos eu parei de acreditar na Concertación", disse a Karla Spinoza,33, uma designer de programas para computador, que votou na atual presidente Michele Bachelet, não em Piñera, nas eleições de 2005.
Fontes: FOLHA - France Presse
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