Pakistani troops have raided a camp used by the group India blames for last month's massacre in Mumbai.
As forças de segurança paquistanesas prenderam diversos integrantes de uma organização de caridade islamita ligada ao grupo terrorista Lashkar-e-Taiba, acusado pela Índia de ter planejado os atentados do último dia 26, em Mumbai, que deixaram 172 mortos, informaram fontes oficiais.
O número e a identidade dos suspeitos não foram reveladas --as agências de notícias indicam ao menos seis--, mas o jornal paquistanês "Dawn" afirmou que entre eles está Zaki-ur-Rehman Lakhvi, um insurgente listado pela Índia como um dos principais planejadores dos ataques em locais movimentados de Mumbai.
"Sim, Lakhvi está entre os suspeitos presos em uma operação ontem", confirmou um membro das forças de segurança à agência de notícias Reuters.
Lakhvi é um dos líderes do Lashkar e foi citado, segundo fontes indianas, pelo único terrorista capturado vivo após os ataques em Mumbai.
Ele e Yusuf Muzammil, chefe das operações anti-Índia do grupo, teriam dado as ordens aos dez militantes que coordenaram os ataques no centro financeiro da Índia.
Uma fonte das forças de inteligência, que não quis ser identificada, disse que os suspeitos estão sendo interrogados sobre os ataques em Mumbai e que dezenas de feridos durante a operação foram levados ao hospital.
Operação
As prisões foram resultado de uma operação das forças de segurança paquistanesas, na noite deste domingo (7), na periferia de Muzaffarabad, capital da Caxemira paquistanesa. As forças invadiram um acampamento da fundação Jamaat-ud-Dawa, considerada o braço político do Lashkar-e-Taiba, grupo que tem sede no Paquistão e que já foi acusado de vários ataques em solo indiano.
A operação foi a primeira resposta oficial do Paquistão na investigação dos atentados, uma colaboração que a Índia exigiu como demonstração de que Islamabad não tem ligação com os ataques.
As suspeitas do envolvimento de grupos paquistaneses, alimentada também pelos Estados Unidos com a declaração da secretária de Estado, Condoleezza Rice, neste domingo (7), de que "não há dúvidas", acirrou a já conturbada relação entre os dois países --duas potências nucleares que entraram em guerra por três vezes.
Diante da grande pressão internacional, o governo paquistanês anunciou a operação contra a organização ligada ao grupo Lashkar-e-Toiba.
"Vi um helicóptero das Forças Armadas sobrevoando a região e escutei duas ou três fortes explosões", relatou ao "Dawn" uma testemunha.
Dois militantes, citados pela agência de notícias Associated Press, disseram que as tropas trocaram tiros com os supostos terroristas durante a operação no acampamento próximo a Muzaffarabad, usado desde 2004 pelo Laskhar-e-Taiba para treinar recrutas para combater o domínio indiano em parte da Caxemira. Mais recentemente, informou a AP, o campo foi usado pela organização de caridade ligada ao grupo para trabalho de educação.
Ataques
As ações terroristas coordenadas, levada a cabo no último dia 26 em Mumbai, capital financeira da Índia, concentraram-se em regiões nobres da cidade, onde ficam dois dos mais luxuosos hotéis: Taj Mahal e Oberoi Trident, além do aeroporto internacional. Ao todo, 172 pessoas morreram devido aos ataques.
Explosões também foram registradas em outros pontos, como a estação de trem Chhatrapati Shivaji, uma das mais movimentadas da Índia, um cinema, delegacias, um hospital que atendia feridos nos ataques e o popular Café Leopold, muito freqüentado por turistas e gente de Bollywood --a indústria cinematográfica indiana.
Os ataques foram assumidos por um grupo terrorista desconhecido, os Mujahedin de Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia), que, segundo os investigadores indianos, citando o interrogatório do único terrorista capturado vivo, teriam sido treinados pelo Lashkar e Taiba.
Com Reuters, Associated Press e France Presse
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