chegou ao fim cerco a terroristas em Mumbai




Atualização/ Update

Após uma ofensiva durante quase toda a madrugada contra o hotel de luxo Taj Mahal, em Mumbai (índia), a polícia e as Forças Armadas indianas deram fim a uma tragédia que já durava quase quatro dias. Terroristas armados atacaram diversos locais na maior cidade indiana, o centro financeiro do país, e mataram ao menos 160 pessoas.

Três terroristas foram mortos no hotel Taj, considerado como o último bastião dos insurgentes em Mumbai.

"Matamos três terroristas no início da manhã [deste sábado] no Taj Mahal", disse o general Hassan Gafoor, quase 60 horas após o início dos ataques. "Todas as operações acabaram. Todos os terroristas foram mortos."

Após a declaração oficial das mortes dos insurgentes, os comandos realizaram uma varredura nos 565 quartos do hotel para verificar se ainda havia algum terrorista escondido. Diversas explosões foram ouvidas no hotel, de 105 anos, durante toda a madrugada (hora local), assim como o tiroteio entre os terroristas e as forças policiais.


Almost 60 tense hours after a team of well-trained terrorists launched a meticulously planned set of attacks on Mumbai

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Comandos militares indianos mataram neste sábado (29) mais dois terroristas islâmicos escondidos no hotel Taj Mahal de Mumbai, informou o site do jornal "The Times of India". Com a morte dos dois terroristas, a polícia disse acreditar que chegou ao fim de um dos piores casos de terrorismo do país, que deixou ao menos 160 mortos 327 feridos,desde quarta-feira.

Agências internacionais informaram que, por volta das 3h40 da manhã (horário local), foi ouvida uma primeira explosão vinda do interior do hotel de luxo, onde a polícia acreditava que somente dois terroristas se escondiam depois que a polícia realizou uma operação para libertar os reféns nos últimos dias. Em seguida, outras cinco explosões ocorreram, seguidas de um tiroteio entre a polícia e os terroristas.
Arte/Folha Online

"Matamos dois terroristas no início da manhã [deste sábado] no Taj Mahal", disse o general Hassan Gafoor. "Todas as operações acabaram. Todos os terroristas foram mortos", revelou Gafoor, 59 horas após o início dos ataques.

Ele afirmou que "este é o ataque final" aos terroristas que promoveram um massacre na capital financeira do país na quarta-feira (26) a diversos pontos turísticos e freqüentados por estrangeiros.

Oficiais indianos informaram mais cedo que o Taj Mahal era a última área de Mumbai onde ainda havia terroristas.

Ao longo do dia, as tropas indianas tomaram primeiro o controle do hotel Oberoi, e percorreram andar por andar, indo em todos os quartos e libertando os hóspedes presos no local. Durante a operação, mataram dois terroristas e encontraram 24 cadáveres, de acordo com fontes oficiais.

Mais tarde nesta sexta, as tropas invadiram o centro judaico Chabad Lubavitch, construção de cinco andares, à qual chegaram ao descer de helicópteros através de cordas.

Os agentes se enfrentaram durante duas horas com os terroristas e mataram dois deles, segundo J.K.Dutt, chefe da Guarda Nacional de Segurança. Ele afirmou que os terroristas mataram cinco dos oito reféns que mantiveram no centro, entre eles o rabino e a sua esposa, cujo filho de dois anos foi levado por um cozinheiro que fugiu do local.

O ataque contra a capital financeira da Índia começou nesta quarta-feira (26), quando um número ainda indeterminado de terroristas se espalhou por regiões nobres da cidade, onde ficam dois dos mais luxuosos hotéis --Taj Mahal e Trident-Oberoi--, o aeroporto internacional, uma estação de trem e o restaurante Café Leopold, freqüentado por turistas.

Vítimas

De acordo com as informações oficiais, a maioria dos mortos são indianos, entre eles funcionários do hotéis, além de 14 policiais e dois membros da elite das forças de segurança locais. Ao menos 17 estrangeiros morreram e outros 22 estão feridos.

Segundo o Departamento de Estado doa EUA, ao menos três americanos foram mortos por terroristas durante os atentados de quarta-feira (26). Entre as vítimas há ainda britânicos, japoneses e franceses.

O consulado do Brasil em Mumbai informou que há cerca de 20 brasileiros vivendo na cidade, além aproximadamente outros 20 que a visitam com freqüência.

De acordo com os diplomatas, 22 pessoas ligaram para o consulado nesta quinta-feira, depois que o cônsul Paulo Antônio Pereira Pinto fez um pronunciamento em português na rede de notícias local CNN-IBN para informar o telefone do consulado para saber como estavam os brasileiros. Os funcionários consulares ligaram para outras 20 pessoas cadastradas. Não há registro de vítimas brasileiras nos ataques.

Relação turbulenta

Tanto índia como Paquistão são ex-colônias britânicas. Em 1947, ambos conseguiram independência. Os ingleses repartiram a região de acordo com a religião das maiorias. Assim surgiu a Índia, de maioria hindu, e o Paquistão, de maioria muçulmana.

O controle sobre a região da Caxemira foi causa de duas das três guerras (1948-1949, 1965 e 1971) já travadas entre Índia e Paquistão desde 1947 --ano em que se tornaram independentes do Reino Unido.

A Caxemira é uma região montanhosa ao norte dos dois países. Grande parte da população da região é muçulmana e quer a anexação ao Paquistão, que a Índia nega. Atualmente, dois terços do território estão sob domínio indiano e o restante sob controle do Paquistão e da China. Ou seja, é uma região de maioria muçulmana que tem sua a maior parte sob controle da Índia.

O Paquistão reivindica o controle total da Caxemira sob o argumento de que lá vive uma população de maioria islâmica --a mesma do país. Já a Índia tem uma população majoritariamente hindu.

Além das três guerras, a história de violência entre os dois países é longa. Apenas neste ano, se forem levados em conta todas as ações, foram mais de cem atentados ocorridos na Índia, que acusa terroristas muçulmanos paquistanesas pelas ações. O Paquistão nega.

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